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PostHeaderIcon Equilíbrio e Desistência

O Campeonato Brasileiro da Série A começou neste último fim de semana. E com ele a discussão de quem será favorito logo aparece. Nós aqui no Bola Parada (tanto o Marco quanto eu) concordamos que é bastante óbvio que existe o chamado nivelamento como ele próprio disse na última coluna. O que me chama a atenção é como a discussão de “parâmetros” para o recém-iniciado torneio é colocada.

Como não tivemos os times de maior poder aquisitivo vencendo nos torneios estaduais principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, surge aquele papo, principalmente na mídia, de que “não existem favoritos para o Brasileirão”. Primeiro é preciso lembrar que TUDO é parâmetro. Se não fosse, o estadual não seria transmitido, discutido e comentado, até por emissoras que não o transmitem e ficam falando mal dele o tempo todo (mas mesmo assim não deixam de abordá-lo em seus inúmeros programas de debate).

Mas ele é parâmetro pois para um trabalho que dará resultado em um torneio longo e de pontos corridos, como é o Brasileiro, é necessário saber como os times estão e se podem evoluir. E como o Marco falou no texto anterior e pelo que vimos na primeira rodada do Brasileirão, onde o nível técnico de modo geral deixou a desejar, estamos vendo o início de um campeonato muito equilibrado. E isso necessariamente não é um bom sinal. brasileirão 2016 bola parada

Dizer que o Brasileiro têm muitos favoritos e é um torneio difícil mostra muito mais o nivelamento por baixo da maioria das equipes. Por mais que o valor das cotas de TV tenha subido nos últimos anos, a maioria dos clubes vive sem dinheiro. E as mudanças nos elencos, tanto de saídas quanto de chegadas de jogadores, são constantes. Além da troca dentro de campo, fora de campo os treinadores normalmente não vem tendo muita estabilidade para manter um trabalho e isso também prejudica a formação das equipes.

Para completar nesse começo de campeonato temos times em realidades completamente diferentes. Alguns ainda na Libertadores, outros na Copa do Brasil. Muitos times vêm de títulos estaduais, mas outros vem de derrota (e consequentemente crises) nos torneios locais. Ou seja, cada um larga de um ponto de partida diferente e não existe uma base única de análise.

Mas falando especificamente dos favoritos (que não são claros); desde o começo dos pontos corridos são basicamente os mesmos. São Paulo e Internacional sempre estiveram no grupo de cima. Santos, Fluminense e Cruzeiro também, ainda que enfrentaram algum campeonato mais instável no meio do caminho. O Flamengo nunca caiu, mas nunca também foi um favorito claro, mesmo no ano que venceu o título. Atlético/MG, Corinthians, Grêmio e Palmeiras já amargaram rebaixamentos, mas conseguiram, de formas distintas, se recuperar e hoje estão de volta entre os grandes. Dentre eles deverá sair o campeão (o que não é nenhuma novidade), ainda que hoje seja impossível apontar alguém mais destacado entre essas equipes. E não acredito que um “Leicester” apareça por aqui; como disse acima o equilíbrio entre os grandes impede até mesmo que uma surpresa tão grande apareça.

*****

O que foi surpresa também, mas dessa vez no campo das transmissões de TV, foi a desistência da Bandeirantes em exibir o Brasileirão. Não vou entrar muito nos problemas financeiros e de programação da emissora, pois o blog se foca mais no futebol e na transmissão esportiva em si, mas são bem claros os equívocos de escolhas e opções vistos por lá. De modo geral a audiência do canal sempre foi pequena, mas para os padrões (baixos) da emissora, era um bom investimento transmitir o futebol. E também para quem não gosta da transmissão da Globo, era uma opção. Mas que, de modo geral, não fará grande falta. bandeirantes futebol bola parada

Primeiro porque os jogos exibidos eram os mesmos da “matriz global”, algo bem discutível dentro de um acordo. As opções seriam mais relevantes de fato se fosse permitido à Band poder exibir ao menos um jogo diferente por rodada. Mas a emissora paulista sempre pareceu gostar de ficar à sombra da Globo, então a mesmice era uma constante na escolha de jogos a serem exibidos.

Além disso a equipe de transmissão era BEM discutível em termos de qualidade. Preferiam ficar fazendo fanfarronice e palhaçadas, com alguns comentaristas abaixo da crítica. Na verdade a equipe, por enquanto, continua existindo, com um constrangedor programa de propagandas após os jogos (que só são comentados quando sobra tempo entre um merchan e outro). Mas tenho dúvidas se vão continuar com isso por muito tempo.

A Globo e os clubes também têm um pouco de culpa em não pensar em dividir melhor os jogos entre mais de um canal. Seria interessante ver uma transmissão diferente e de qualidade em outra emissora mas, além da falta de visão dos interessados, também falta uma concorrência mais qualificada, como ficou claro a partir desistência repentina da Bandeirantes. Para quem não tem TV fechada, o jeito será ficar com a Globo por um bom tempo ainda.

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PostHeaderIcon Rodízio no Caldeirão

Acabamos de completar dois meses do novo ano e já vemos as mesmas reclamações e pressões dentro do mundo do futebol. Jogadores sendo criticados e principalmente técnicos vivendo sob pressão. Não é algo novo e é até comum dentro dos grandes clubes. Mas a sofisticação dentro do desconhecimento em cada crítica chega a assustar.

A mais nova vítima dessa frigideira constante sob a qual vivem os técnicos por aqui é a ideia de “rodar” o elenco, o chamado rodízio. Os que são adeptos dessa postura são muito criticados quando fazem isso e o resultado não vem. Diego Aguirre, por exemplo, no Atlético/MG e mesmo no ano passado no Internacional era muito cobrado por esse estilo. Para mim é algo válido pois faz com que os jogadores se mantenham em atividade e que a competitividade no elenco se faça presente; um titular fica menos acomodado em saber que pode perder a vaga se não estiver tão bem. Além claro da questão física que tem de ser sempre levada em conta para que se escale quem está em melhor forma.

técnico ameaçado bola parada
Mas a crítica à uma cultura que, muitas vezes, é elogiada pelos mesmos “analistas” quando é feita no futebol europeu, é mais um componente de um caldeirão quase insano de pressão sobre a manutenção ou não de treinadores no comando das equipes brasileiras. Já dissemos aqui que a maioria dos profissionais é conivente com a situação; mal saem de um clube já pulam para outro como se nada tivesse acontecido. Mas o que estamos vendo acontecer com Marcelo Oliveira no Palmeiras e mesmo Deivid no Cruzeiro (este último sendo ainda um novato na profissão) é algo quase desumano. Não é fácil para alguém trabalhar sendo ameaçado o tempo todo, mesmo sabendo que um clube de repercussão e grande torcida tem esse lado de questionamento muitas vezes.

Porém o exagero nessa situação de corda bamba, além da pouca análise de jogo propriamente dito nos intermináveis programas televisivos de debate que temos hoje mostra que todo o discurso que a mídia usa, de que o clube tem de dar tempo para o profissional trabalhar, é bem falacioso. Busca-se um culpado das derrotas e um herói nas vitórias, nada mais. Ainda falando de treinadores, Roger Machado no Grêmio, mesmo apenas iniciando na profissão, foi intensamente exaltado no Brasileirão do ano passado, mas depois de alguns maus resultados nesse ano já começa a ser contestado por alguns que o elevaram demais na temporada anterior! E agora depois de duas (!!!) partidas, um empate contra o Corinthians e uma vitórias sobre o Palmeiras, o técnico português da Ferroviária de Araraquara Sérgio Vieira, já está sendo muito elogiado pelo seu estilo “moderno” de jogo…Basicamente depois de dois jogos…Nem precisa dizer que é cedo demais para qualquer análise…

Achar que esse processo de fritura constante vai mudar parece cada vez mais difícil, com uma mídia cada vez mais imediatista e que precisa encher espaços em suas programações de toda e qualquer forma. Mas penso que ao menos respeito ao trabalho do treinador deva haver. A questão de mudanças e testes de jogadores, o chamado rodízio, deveria ser analisado não apenas pelo resultado, mas em termos técnicos e de possibilidade de melhora do desempenho. E que também cada jogo não vire algo de “vida ou morte” para todo o técnico que não venha tendo uma boa fase, algo natural para todos.

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PostHeaderIcon Técnicos Interrompidos

técnico Andrade
Ninguém aqui do Bola Parada é advogado ou defensor de técnicos. O que fazemos, costumeiramente, é criticar a neurótica relação entre clubes e treinadores. Uma relação bipolar, acompanhada de perto por jornalistas e torcedores. Uma relação que deveria ser fria e profissional; mas que mais parece uma paixão avassaladora. Uma paixão que costuma ser curta e, muitas vezes, se transformar em ódio. E onde os dois lados tem grande culpa.

E, no meio de nossas conversas, eu e o Alexandre notamos uma outra característica da profissão: a volatilidade. Como diz aquela música do Raul Seixas, … se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou. E temos muitos técnicos se apagando. Ou, como preferimos dizer, técnicos interrompidos. Então fizemos uma lista com 11 técnicos que tiveram sua carreira interrompida. (Ou que fica se acendendo e apagando como um vaga-lume).

  • – Andrade (Eterno auxiliar técnico do Flamengo, Andrade foi efetivado e campeão Brasileiro em 2009. No ano seguinte foi demitido e nunca mais teve uma oportunidade igual.)
  • – Geninho (Sempre rodando por aí. Mas nunca conseguiu se afirmar num clube de ponta.)
  • – Mauro Galvão (Ex-Vasco, Botafogo, Náutico, e diretor no Grêmio, Vitória e Avaí. Não obteve sucesso na carreira de treinador.)
  • – Ivo Wortmann (Passou pelo Flu e Coritiba. Também atuou nos EUA e mundo árabe. Virou auxiliar do Felipão e atualmente está no Evergrande, da China.)
  • – Péricles Chamusca (Foi técnico do Santo André, na Copa do Brasil de 2004. Passou pelo Botafogo, Sport, Goiás, Coritiba e vários times nordestinos.)
  • – Joel Santana (Maior exemplo de técnico interrompido. Dirigiu todos os cariocas, SCCP, seleção da África do Sul e vários times árabes. Dizem que tentará a carreira de político.)
  • – Renato Gaúcho (Sempre é lembrado pelos tricolores (Flu e Grêmio). Atualmente seu maior trabalho é controlar a filha.)
  • – Silas (Passou pelo Avaí, Grêmio, Flamengo – demitido após 1 mês, Ceará… Hoje anda meio de lado.)
  • – Caio Jr (Já comandou o Palmeiras, Goiás, Flamengo, Botafogo, Grêmio, Bahia e Vitória. Acabou se refugiando no mundo árabe.)
  • – Estevam Soares (Jogador e técnico com muita rodagem. Seu momento de maior destaque foi no Botafogo. Agora comanda a Portuguesa, na 2ª divisão Paulista)
  • – Valdir Espinosa (início promissor, pelo Grêmio, conquistando a Libertadores e Mundial de Clubes. Depois tirou o BFR da fila. Ainda passou pelo Flamengo e Vasco. Atualmente dirige o Metropolitano, de Blumenau)
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PostHeaderIcon Pressão e Exagero

No mundo do futebol brasileiro é bem comum vermos a dança dos técnicos em todos os campeonatos que são disputados por aqui. Basta lembrarmos do último Brasileirão em que apenas o Corinthians não trocou de treinador durante o torneio. Podemos dizer que isso aconteceu porque a equipe de Tite obteve bons resultados. E aí chegamos no “dilema Tostines” (estou aqui lembrando daquela antiga propaganda de biscoitos). O treinador permanece porque ganha ou consegue ganhar por permanecer mais tempo?

Aqui as coisas estão perto do patamar da loucura. Depois de duas ou três derrotas a pressão já se torna quase que insuportável e faz com que as trocas aconteçam frequentemente. A imprensa tem um papel nisso, ao incitar muitas vezes a torcida, já acostumada com esse panorama. Ou seja, tudo que estou dizendo não é novidade. Mas temos algo novo no horizonte. A pressão intercontinental!

Com a presença cada vez mais forte do futebol internacional no dia a dia dos torcedores e fãs de futebol no Brasil, nos sentimos cada vez mais próximos da rotina das equipes de fora. E com isso chega-se ao ponto de haver, mesmo aqui tão distante, uma pressão incrível por demissão de técnicos de times da Inglaterra, Espanha, Itália entre outros. Basta ver uma transmissão de qualquer dos grandes campeonatos nacionais para nos depararmos com um clima de tensão e de “corda bamba” quase que constante. Os próprios narradores e comentaristas brasileiros (em sua maioria, tirando algumas exceções), fomentam isso por aqui.

Claro que a pressão não nasce do nada. Os clubes grandes da Europa são cada vez mais ricos, muitas vezes por dinheiro de mecenas, que exigem invariavelmente resultados imediatos. A torcida exige também retorno dos grandes investimentos em contratações, então o clima fica fácil para existirem questionamentos. Porém me chama a atenção como o Brasil conseguiu “importar” uma cultura tão negativa quanto essa para o tão decantado futebol europeu. mourinho van gaal bola parada

Em alguns casos a coisa passa por fatores muito específicos. No caso do Chelsea, ainda que não exista nada provado – e, para ser sincero, não gosto desse tipo de especulação, mas é algo muito discutido – o clima entre o já demitido José Mourinho e os jogadores não parecia ser nada bom. No Manchester United que agora passa por esse processo de pressão muito forte, existe um elenco com várias deficiências técnicas (principalmente na defesa e com pouca variação no meio campo), além do fato de Louis Van Gaal não possuir a fama de ser alguém muito amigável.

No Real Madrid então a coisa chega às raias da loucura. Com muito dinheiro para investir, prioriza-se o nome, a “grife” do jogador e não o time em si, sua organização. Com isso foi dispensado o bom Carlo Ancelotti para a contratação de Rafa Benítez, contestado antes mesmo de chegar ao banco madrilenho. Porém, em termos de resultados, o time até que não vai tão mal com Benítez, pois ainda briga com chances de títulos na Champions League e no Espanhol!

O que me parece então é que todos precisam um pouco mais de paciência. Os dirigentes (ou investidores, dependendo do clube), os jogadores, os cronistas (que poderiam parar de querer aumentar maus momentos e crises) e mesmo a torcida, que deveria tentar analisar um trabalho com começo, meio e fim. Não chego ao ponto de usar isso para fazer um pedido (utópico) de ano novo, mas acho que o futebol, tanto para quem assiste quanto para quem trabalha, seria melhor se fosse pensado com um pouco mais de calma.

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PostHeaderIcon Temos Uma Boa Geração?

Após o baque do 7×1 foi praticamente decretado que a atual geração de jogadores brasileiros não é boa. Pior, seria uma geração limitada e sem talento, incapaz inclusive de classificar o país para a próxima Copa. No entanto, ao ver alguns jovens atuando em grandes times da Europa, temos uma outra corrente de analistas, principalmente na internet. Estes defendem que temos sim uma grande safra de atletas que na verdade não são bem treinados e preparados para render no seu máximo.

Essa discussão ganhou muita intensidade com as boas atuações de Douglas Costa em seu início no Bayern de Munique; Justo Douglas que foi tão criticado quando chamado por Dunga para a Copa América, quando ainda estava no Shakthar da Ucrânia. Para alguns as críticas vinham do desconhecimento da maioria sobre o nível de futebol do ex-atleta do Grêmio. Como não acompanham o time ucraniano e com as suspeitas recorrentes de convocações “estranhas” nos últimos tempos, era mais fácil achincalhar o treinador e o jogador. douglas costa bayern bola parada

De fato neste caso específico Douglas começou bem no time de Guardiola, mostrando qualidade jogando como um ponta-esquerda agudo, buscando sempre o drible e a jogada de linha de fundo. Porém é bom lembrar que no Shakthar ele não era O destaque da equipe. Luiz Adriano, outro brasileiro muito criticado quando lembrado para a Seleção, era a referência. Além disso, ainda estamos no início da temporada européia e temos de esperar como vai ser a evolução do jogador e do Bayern como um todo com os retornos de Robben e Ribéry. Vemos hoje quase que um movimento de “pedido de desculpas” ao jogador por ele ter sido tão contestado. Aí já enxergo um exagero, mas é algo bem típico do Brasil…

Outro nome sempre lembrado como um jogador que pode conduzir o Brasil à um momento melhor na sua Seleção é o de Phillipe Coutinho. A não-convocação do meia do Liverpool para os próximos amistosos chamou a atenção. E com isso tome mais críticas ao trabalho de Dunga e mais lembranças de que temos sim um time “quase pronto”; alguns até já nomearam uma equipe do meio para a frente com Casemiro (agora de volta para o Real Madrid), Oscar, William, P. Coutinho, Douglas Costa e Neymar.

Porém ao lermos essa escalação nos deparamos com alguns problemas. O principal é que possívelmente não veremos esse time em campo, talvez apenas quando a Seleção estiver perdendo. Com Dunga no comando essa ofensividade toda e principalmente o pensamento de controle de bola e passes parece ser algo meio utópico para imaginarmos como sendo posto em prática. E fica claro que ele não é o nome certo para fazer essa equipe jogar. Nesse ponto então podemos até ver que a nossa “matéria-prima” não é tão ruim assim, faltam ideias e treino.

Só que ao mesmo tempo que podemos dizer que o time não é tão ruim, também não podemos dizer que ele é excepcional. Tirando Neymar não temos um PROTAGONISTA real, alguém que se sinta confortável em decidir uma partida numa situação de dificuldade. Oscar e William estão a algum tempo no Chelsea e não costumam fazer isso. Philippe Coutinho pode vir a ser esse jogador, mas ainda não é totalmente regular em desempenho no Liverpool. Douglas Costa ainda, pelo menos para mim, tem de se firmar numa temporada inteira para podermos dizer que ele é confiável em termos de Seleção. Além disso não temos um nome indiscutível no gol e nas laterais, o que prova que temos carência em referências para a equipe.

É um tipo de discussão interessante, que pode nos mostrar caminhos para melhorar. Temos alguns bons nomes, o time pode jogar mais do que tem jogado, mas não temos toda essa fartura ou mesmo uma qualidade escondida que poucos viram. Antes de tudo o Brasil precisa descobrir um jeito melhor e mais definido de jogar, que privilegie a posse de bola e não apenas a correria e o resultado a qualquer custo. Fazendo isso quem é bom pode, de fato, se sobressair.

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PostHeaderIcon Sem “Santinhos”

Nessa semana tivemos a repetição de dois temas já antigos, mas que novamente veem à tona. Um dentro e outro fora de campo. A transmissão da UEFA Champions League e a demissão de mais um treinador no Brasileirão. Não temos nenhuma novidade nos fatos em si, mas chama a atenção a postura dos envolvidos.

No caso dentro de campo, a saída de Cristóvão Borges do Flamengo é mais uma daquelas provas de que a palavra “planejamento” em nosso futebol é apenas para enganar alguns iludidos. O time carioca, que tem se gabado de fazer uma “gestão profissional de futebol”, pode até estar tentando sanear suas contas (com a ajuda da benevolência do Governo Federal, sempre bom lembrar…). Mas em termos de administração de futebol, o que temos visto é aquilo de sempre. Afinal trocar de técnico 8 vezes em 32 meses não é algo que denota uma boa organização no comando do carro-chefe da instituição. Temos de reconhecer que Mano Menezes saiu porque quis em 2013, mas de modo geral a instabilidade no cargo de treinador rubro-negro é constante para todos, com todo aquele clima inflado pela imprensa, algo que já falamos aqui.

O que foi diferente nesse caso do Cristóvão é que, antes dele ser finalmente demitido “de comum acordo” (eufemismo para uma saída sem problemas na cobrança de multa rescisória), ele disse que sofreu críticas baseadas em racismo, tanto por parte de torcedores do Flamengo quanto por jornalistas (alguns deles mais torcedores do que profissionais de fato). Não sou negro e portanto não estou na posição de alguém como Cristóvão para dizer o limite de alguma ofensa ligada à cor da pele. Não duvido que ele tenha sofrido com isso, não só no Flamengo como em outros clubes. cristóvão borges bola parada

Porém não dá para dizer que o racismo no futebol seja mais burro além do que já é em outras áreas da sociedade. E não dá para dizer também que ele tenha peso maior do que a pressão por resultados.

Creio que se o Flamengo tivesse obtendo bons resultados, possivelmente o ex-treinador não estaria sendo vítima de críticas, que aliás ele já tinha sofrido em outros clubes nos quais trabalhou. O fato dele não ser ainda um treinador de “grife” para suportar pressão, no meu modo de ver, pesa ainda mais para ele ter vivido praticamente dois meses (o tempo que ele trabalhou no Flamengo) em corda-bamba. O esporte preferido de boa parte da mídia não é ver e analisar futebol e sim brincar de “tiro ao alvo” com algum treinador para conseguir mais ibope com a discussão se ele cai ou não. Ele também foi criticado por errar em substituições em alguns jogos, coisa que qualquer treinador, de qualquer raça, está sujeito à sofrer.

O racismo tem de ser combatido SEMPRE em todas as áreas de nossa sociedade. Se Cristóvão se sentiu atingido por alguém que processe esse alguém e leve o caso às últimas consequências. Mas sinceramente não creio que apenas o fato dele ser negro precipitou essa demissão. Afinal, demitir treinador é especialidade dessa direção rubro-negra. Osvaldo de Oliveira, que acabou de sair do Palmeiras e já assumiu o Flamengo, que se cuide.

E nesse caso específico temos de dizer novamente que os treinadores aceitam essa ciranda de trocas e substituições. Osvaldo criticou a direção palmeirense quando saiu, mas não hesitou em assumir o time carioca NO DIA SEGUINTE à queda de Cristóvão. Ou seja, não existem santos nessa situação. (Aliás, melhor dizendo…existem “santos” sim, só na imprensa; aquela que gosta de pedir mudanças pós 7×1 e não incentiva pressão contra técnico…não é ESPN? Vergonhoso, como tem sido o canal ultimamente…) imprensa bola parada

*****

Também não existem santos na questão da entrada do Esporte Interativo nas principais operadores (em termos de número de assinantes) do Brasil. Estando fora da Sky, Net e Claro TV (sendo que essa última que já foi parceira comercial do EI) o canal que adquiriu os direitos da Champions League se posiciona no papel de vítima e tenta fazer o seu público de massa de manobra para pressionaras operadores a receber o canal em suas grades de programação.

Essa situação lembra a do FOX Sports que também sofreu para entrar nessas mesmas operadores quando entrou no Brasil em 2012. Nessa mesma ocasião, o ex-diretor de programação da ESPN Brasil José Trajano resumiu bem essa situação (veja AQUI). “Não tem santinho nessa história”. A Globo, que muitos acusam de ser monopolista, não é grande coisa perto da FOX do Rupert Murdoch, que é um conglomerado de empresas forte no mundo inteiro. O Esporte Interativo hoje é muito mais da Turner, dona da CNN e da TNT por exemplo, ou seja, não é um “bravo destemido” em busca da justiça. Tudo é negócio. Basta lembrar que a FOX, depois de estar estabelecida no Brasil, aceitou ceder parte de sua “joia da coroa”, a Libertadores, para aquela que muitos veem como a representação do mal, a Globo.

Ou seja, são empresas que negociam e buscam o lucro. O assinante, aquele que quer ver as partidas ou outras atrações do canal, está em décimo plano para esses “cachorros grandes”. TODOS eles. A Sky e a Net poderiam facilitar a entrada do EI na grade para que todos possam ver a Champions? Sim. Mas o EI também não poderia exigir menos dinheiro para poder ser aceito nessas operadoras? Sim também. ESTA declaração do representante da NET diz um pouco sobre o “modus operandi” do EI, que não se define totalmente como canal aberto ou canal fechado. uefa champions league esporte interativo bola parada

EI que era aquele canal que dizia “amar” o Nordeste, lembram? Pois é, o EI NORDESTE já nem existe mais. Mudaram o nome de uma hora para outra para Ei Maxxxx (sei lá quantos Xis existem…). Dizem que vão manter “a programação voltada para a região”. Que na verdade se resume hoje a um programa de debate, como tantos por aí. A Copa do Nordeste eles vão mostrar pois ela é da TOP SPORTS, empresa que tem participação no canal, e não porque “amam” a região…

Resumindo. Duvide sempre das palavras oficiais e dos verdadeiros interesses de cada lado em alguma disputa. Nada é feito pelo bem da maioria e sim de cada grupo comercial. Enquanto isso, quem quiser ver a Champions sem ter de pagar na internet, que busque um site internacional (ou veja a Bandeirantes, mas com volume no mudo…)

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