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PostHeaderIcon Audiência Burra, Polêmicas Vazias e Um Canal Fantasma

Mais uma vez falamos um pouco sobre a mídia esportiva e suas pisadas na bola, que são muitas. Elas são tantas que sempre temos de fazer novos textos a respeito.

É até fácil criticar a TV aberta na questão da transmissão dos jogos da Champions League. Se no Campeonato Brasileiro já temos de ficar reféns das intermináveis e repetitivas dobradinhas de jogos de Flamengo e Corinthians, no torneio europeu parece que só existem Barcelona e Real Madrid na disputa. Bandeirantes e Esporte Interativo insistem no pensamento de que vale mais ver qualquer jogo (bom ou ruim) que tenha Messi, Neymar ou Cristiano Ronaldo, do que uma partida mais relevante de outra grande equipe. messi cristiano ronaldo bola parada

Nessa quarta teremos um exemplo claro disso: A Bandeirantes, que já faz um transmissão de qualidade muito discutível da competição europeia (basta lembrar quem é o “comentarista” dos jogos…) preferiu transmitir Ludogorets x Real Madrid do que um jogo da qualidade de Atlético de Madrid x Juventus. Claro que o fator audiência, que tanto prejudica a qualidade média do que é exibido em nossa TV, pesa nesse aspecto, mas chega a irritar quem acompanha o futebol internacional sem se prender a uma equipe apenas.

O pior é que esse pensamento chega agora com ainda mais força na TV paga. A ESPN, que pelo menos por enquanto, possui os direitos de transmissão do torneio (voltaremos ao tema quando os envelopes forem abertos…), também preferiu o jogo do time de Cristiano Ronaldo, certamente por achar que teria mais audiência com isso. Com isso, o canal Sports +, aquele que só é da Sky (e ainda está no ar pela lentidão da justiça, já que não é permitido um canal ser programado pela própria operadora, o que é ilegal), será o único a transmitir o confronto entre “colchoneros” e “bianconeri”, privando assinantes de outras operadoras de assistirem a partida ao vivo.

Compreendo e sei do grande número de admiradores que Barcelona e Real Madrid (e também o Milan, que desta vez não disputa a UCL) possuem no Brasil. Mas muitas vezes chega a ser burra essa decisão de apenas querer agradar a maioria, se esquecendo da qualidade e da diversidade que a grande competição nos proporciona e que na maioria das vezes não é aproveitada pelas nossas emissoras.

*****

O que é aproveitado, requentado e realçado de forma quase que unânime pelas nossas emissoras esportivas é qualquer assunto que gere discussão, a chamada polêmica. Que na verdade muitas vezes é vazia. Vejamos o caso do Emerson Sheik do Botafogo. Foi até à câmera depois de um jogo, quis aparecer falando algo da CBF e…nada…Nem foi punido por isso, o que realmente seria errado, já que direito a se manifestar todos podem ter, mesmo para fazer e falar bobagem. Nem era o caso dele, a CBF é discutível sob vários aspectos, mas a forma que ele escolheu para fazer o “protesto” só serviu para ele ganhar os holofotes. Até o julgamento do jogador foi transmitido ao vivo pelo FOX Sports! A meu ver isso só mostra que a emissora tinha muito tempo sobrando na programação. Em que acrescentou esse espaço todo a um caso isolado de um jogador dentro do campo?

Outro caso que me chamou a atenção. O Palmeiras vencia o Figueirense por 1×0 e o meia Valdívia perdeu um gol. Depois, com a subsequente vitória do time catarinense, a discussão nos programas esportivos das TVs fechadas foi: se o Valdívia tivesse feito aquele gol, o Palmeiras não perdia o jogo! Claro que a chance de vitória do time paulista seria maior, mas resumir a discussão de um jogo a isso é de doer…emerson sheik valdívia bola parada

Parece que cada vez mais é importante para as TVs a figura midiática, aquele que pode gerar repercussão por alguma coisa que faça em campo, ou mesmo fora dele, que gere a repercussão, cliques no site, mensagens no twitter, etc. A discussão de temas relevantes, como por exemplo a ação da justiça desportiva fica para décimo plano. A análise do mérito de um time menor em vencer uma partida, como foi no triunfo do Figueira domingo, é feita na base da pressa. Salvo raras exceções, como a revelação Rafael Oliveira, ex-Esporte Interativo e agora nos canais ESPN, temos comentaristas que claramente não acompanham o futebol como um todo. Parece que apenas focam nos times pelos quais torcem e só prestam atenção em jogos e jogadores daquelas equipes.

Não digo que um debate deva apenas ter aspectos técnicos, mas tentar apenas aumentar alguns assuntos e tentar torná-los mais relevantes do que são na verdade é algo com o qual não consigo concordar.

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Mas enquanto vemos canais brigando por competições e torneios importantes, fazendo debates (bons ou ruins, mas isso é outra história…), lançando e acabando com programas, apresentando documentários entre outras coisas, o Bandsports (sim, lembra dele?) estava transmitindo hoje, no mesmo momento em que jogavam PSG X Barcelona pela Champions League o empolgante Campeonato de Ligas Amadoras de Futebol de São Paulo (!!!). É algo que depõe contra a imagem e com qualquer pretensão (se é que ela existe…) da emissora de crescer e melhorar. Ok, ainda possui um ou outro torneio interessante no tênis feminino (e no geral com Roland Garros, que acontece em maio, mas é reprisado o ano todo no canal…), tem o campeonato espanhol de basquete, o de carros de turismo alemão…e pouco ou quase nada mais…bandsports bola parada

Chega a ser vergonhoso realmente o estado de abandono que a Bandeirantes deixa seu canal esportivo, mas não é nada muito diferente do que ela faz com seu canal de notícias 24 horas…Fica complicado realmente pensar em crescimento se praticamente nada é feito para que o canal deixe de ser fantasma e só seja lembrado em situações como essa…

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PostHeaderIcon Resumo de Fim de Semana e Uma Voz Que Se Vai

Como bem disse o Marco no texto anterior, o Campeonato Brasileiro começa praticamente de forma clandestina e ainda por cima marcado pela polêmica em torno da situação da Portuguesa. Já falei um pouco sobre o tema neste TEXTO e neste OUTRO. Mas o que me chama a atenção, além da já conhecida preguiça (misturada com incompetência) da CBF em tentar normatizar de forma mais clara o registro e a lista de jogadores aptos a atuar, é o fato de vermos a tremenda burrice dos dirigentes lusitanos. portuguesa joinville bola parada

O caso da escalação irregular do jogador Héverton no ano passado continua, no mínimo, nebuloso. Mas mais nebulosa ainda é a atuação dos cartolas do clube. O ex-presidente sumiu, não se ouve mais falar dele. O atual já desistiu da briga pela Série A pelo menos duas vezes oficialmente. Além disso deu a ordem para o time entrar em campo pela Série B na sexta contra o Joinville. Com 17 minutos de jogo, a partir de uma queixa crime impetrada por um torcedor, o time sai de campo de forma abrupta. Enquanto algumas pessoas do clube querem parar com a briga, alguns advogados da agremiação dizem que o time pode nem entrar em campo na próxima partida.

Fundamentalmente acho que deveriam descobrir quem foi o responsável pelo erro (intencional ou não) da escalação irregular (que aconteceu, e isto é um fato) no jogo final do ano passado. Fica uma situação em que temos um clube que claramente errou, mas que tenta dizer que a culpa não foi dele, mas ao mesmo tempo não diz (ou não apura de forma rápida) quem foi o responsável pelo equívoco. Aliás, outro equívoco da Portuguesa foi ter entrado em campo na sexta. Se tem tanta certeza da inocência (certeza que o atual presidente parece não ter) não deveria nem ter ido para Joinville. Mas talvez, quando soubermos de toda história, entenderemos todas essas mudanças de posição do clube paulista. No momento, acho que a Portuguesa deve jogar a Série B. O Fluminense não pode ser culpado por erros e “viradas de mesas” passadas. Além disso o maior “beneficiado” pela queda Lusa foi o Flamengo, e este é até pouco citado no problema…

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Dentro de campo, no começo da Série A, São Paulo e Fluminense foram os destaques. O time carioca tem bons jogadores, e agora com o comando de Cristóvão Borges, se mostrou mais organizado dentro de campo. Ainda precisa ajustar a defesa, mas com o elenco que possui pode fazer boa campanha. O São Paulo atuou de forma mais tradicional com 2 meias e 2 atacantes e com isso teve mais presença na frente, com boa atuação de Pato e Boschilla. Também ainda dá alguns sustos na defesa e não pode se empolgar com este resultado contra o Botafogo, mas ao menos dá a impressão de que pode fazer um bom campeonato. são paulo botafogo bola parada

O Botafogo por sua vez mostrou uma apatia incrível na primeira etapa. Entendo que os problemas financeiros abalem qualquer grupo e é algo que tem de ser pensado agora com a contratação de um jogador (Emerson) que deve receber em dia, enquanto a situação dos outros atletas ainda está indefinida. Além disso o time titular do alvinegro é de razoável para bom, mas o elenco deixa muito a desejar. Vagner Mancini terá trabalho durante o torneio, caso as coisas não se acertem minimamente.

Nos outros jogos Cruzeiro e Internacional mostraram força. No caso do Inter existe a impressão de que o time está mais com o pé no chão neste ano, o que pode fazer com que a pecha de “favorito por antecipação” seja um pouco mais justificada. O Cruzeiro ainda está às voltas com a Libertadores e um possível fracasso na competição continental pode atrapalhar o time no Brasileiro. Tem de saber equilibrar os interesses distintos.

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Sem dúvida nenhuma o destaque triste do fim de semana foi o falecimento repentino do locutor e empresário Luciano do Valle. Por mais que seus últimos anos nas transmissões esportivas tenham sido discutíveis em termos de qualidade e o fato dele lançar algumas figuras nos comentários tenha agregado muito pouca qualidade à cobertura da Bandeirantes, basta nos lembramos do que ele fez pelo vôlei no Brasil, além da ideia genial de fazer o áureo Show do Esporte nos domingos da emissora paulistana, para que ele possa ficar marcado eternamente com uma presença inesquecível no esporte nacional. Certamente fará falta.

E claro que, obviamente, ele será lembrado por suas narrações. Deixo como registro a final da Copa de 1994. Não que o time que foi campeão nos EUA tenha enchido os olhos, mas como acompanhei muito aquele Mundial pela TV Bandeirantes, esse momento sempre foi muito lembrado por mim.

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PostHeaderIcon Os Falsos Moralistas

“País do jeitinho”, “toma lá, dá cá”, “molhar a mão”. Todas essas frases feitas se aplicam ao Brasil de forma bem clara, infelizmente. No nosso futebol isso acaba sendo ainda mais visível devido à debilidade moral e de discurso dos nossos cartolas. Até mesmo aqueles que gostam de posar de santinhos cometem seus pecados e se mostram cada vez mais incoerentes.

O atual presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, tem sido incensado por ter cortado relações com os bandos organizados do clube, depois que estes protagonizaram algumas confusões durante o Brasileiro do ano passado. Só que esse mesmo presidente tentou reverter a perda de mando de campo do clube mineiro, ignorando a ideia de aceitar a punição e dar um verdadeiro exemplo real de moralização concordando com as punições aplicadas ao seu clube. Só depois que os “torcedores” acabaram com a festa da entrega da taça para o clube é que resolveram tomar alguma atitude mais drástica. Antes disso, o mandatário cruzeirense preferiu fazer populismo através da violência. cartolas políticos bola parada

Outro mestre em medidas feitas com a intenção de “jogar para a torcida” é o presidente do Atlético/MG Alexandre Kalil. Desde antes da ida do clube ao Mundial de Clubes já havia a notícia de atrasos de salários no clube. A desculpa dada pelo presidente alvinegro para essa situação é o fato do dinheiro da venda do meia-atacante Bernard estar bloqueado pelo Governo Federal para o pagamento de dívidas antigas do clube mineiro. Em mais de uma ocasião, Kalil apelou à presidente da república para conseguir a liberação do dinheiro. Claro que ele não é único responsável pelo endividamento do clube que já vem de muitos anos, mas o uso político da situação mostra que um bom discurso, muitas vezes, é melhor do que uma solução real para algum problema. O mais revelador disso tudo é o fato de que, muito provavelmente, tanto Gilvan de Pinho Tavares quanto Alexandre Kalil, serão candidatos a algum cargo nas eleições deste ano. Certamente tentando se aproveitar da boa onda dos clubes que presidem, eles irão se “sacrificar” pelo povo, como se “sacrificam” pelos clubes que dirigem (e o pior é que tem gente que acredita neste discurso…)

Assim como também tem gente que acredita na “santidade” que a Portuguesa e seus dirigentes (além de parte da mídia) querem fazer valer como sendo real. A nova “bomba” sobre o “caso Héverton” referente à última rodada do último Brasileirão foi divulgada no fim de semana passado. Pode até ser que a CBF tenha vendido facilidades para liberar uma cota de R$4 milhões ao clube do Canindé, mas os próprios dirigentes lusos já admitiram que foram eles que tomaram a iniciativa de pedir o dinheiro inicialmente. Isso não é algo ilegal, mas a imoralidade não está apenas do lado da tão malhada CBF (e não estou aqui para defendê-la). portuguesa carro bola parada

O que me chama a atenção é o fato de que pegar dinheiro de adiantamentos com a TV ou mesmo com alguma federação é considerado normal. Todos os clubes já se acostumaram a viver encostados no poder, seja ele da CBF, da Federação Paulista, ou mesmo da Rede Globo. Tendo a chance de pegar esses “presentinhos” com antecedência, fica complicado querer ser independente e posar de “puro”, depois que algum problema acontece. Basta ver que a mesma Portuguesa, que agora posa de indefesa, votou em Marco Polo Del Nero para continuar no comando do futebol de São Paulo e seu presidente Ilídio Lico ainda aceitou, mesmo que fingindo constrangimento, um carro de “presente” após a “eleição” (que na verdade foi uma aclamação a tudo que está aí, ou seja, estão satisfeitos com tudo).

Resumindo, todos os clubes têm culpa na bagunça e na desorganização do nosso futebol. Nenhum deles se mostra diferente no momento para exigir moralidade, se os próprios atos de seus mandatários ficam bem longe disso. Desconfie de quem posa de “diferente”, pois no cenário atual, sem mudanças profundas, as maiores mudanças acontecerão apenas para tudo continuar como está.

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PostHeaderIcon Resumo de Fim de Ano

Estamos no fim de ano e vou tratar brevemente de alguns assuntos que estão dominando o noticiário nesse término de 2013.

portuguesa bola paradaSegundo a decisão do Tribunal Pleno do STJD, Portuguesa e Flamengo perderam 4 pontos e com isso o Fluminense permanece na primeira divisão. O Vasco que tentou a anulação do jogo contra o Atlético/PR não conseguiu sucesso em seu intento e, tudo indica, terá de disputar a Série B de 2014. Tudo isso parece ser provisório pois podemos ter ações na Justiça Comum que podem confundir ainda mais o já enrolado processo de rebaixamento. O que mais chateia é a aura de “processo político” da decisão, pois muitos duvidam que algo aconteceria se o beneficiado da história não fosse um time carioca, que já conseguiu se safar de dois rebaixamentos anteriormente.

Mas como o comentarista Paulo Vinícius Coelho da ESPN Brasil e da Folha de S. Paulo disse durante todo o processo, se fosse um julgamento entre Portuguesa e Ponte Preta provavelmente não teríamos tanta repercussão e comoção como estamos vendo agora. É bom lembrar que o processo não define um rebaixamento e sim a perda de pontos de alguns clubes. O Fluminense paga pelas viradas de mesa do passado, mas não me parece agora ser algo semelhante. Culpar apenas o time do RJ pelo absurdo é errado, pois é bem provável que QUALQUER TIME que estivesse no lugar do Flu iria se aproveitar da situação.

Sendo assim a Portuguesa merece uma punição pela burrice que cometeu (assim como o Flamengo). A questão é: deveria acontecer a perda de 3 pontos além dos que são conquistados no jogos em que tivermos a presença de algum jogador irregular? E, principalmente, deveríamos ter alguém beneficiado? Não seria mais justo tirar os 4 pontos no próximo campeonato, ou subir o quinto colocado da série B ou então jogarmos a série A com 19 times? A forma da punição é que deve ser discutida e me parece que poucos querem mexer nesse vespeiro. Sobre a justiça favorecer mais os grandes no país, é algo que infelizmente também precisa ser criticado e lembrado, mas um clube também não pode ser punido antecipadamente apenas por ser grande. Em relação ao caso do Vasco, a derrota de 5×1 no jogo em que foi rebaixado me parece bem eloquente e mostra como a tentativa do clube de tentar as coisas na marra beira o ridículo.

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boxing day bola paradaNo fim do ano a maioria dos países dá um tempo em suas atividades no futebol; um dos poucos que continua normalmente com jogos é a Inglaterra. No dia 26 de Dezembro temos as partidas do chamado “Boxing Day”, data ligada ao comércio no Hemisfério Norte (e um termo já copiado por alguns aqui no Brasil, país com muitos “mestres” na arte da vontade de querer ser “chique” só por falar unas 12 palavras em inglês…) e feriado por lá. O mais incrível é que tivemos jogos também em 28 e 29 de Dezembro e teremos mais uma rodada logo no primeiro dia do ano.

Entendo que o público inglês esteja acostumado com essa maratona e dê suporte nos estádios com boa presença; também para quem gosta de futebol pela TV não é ruim passar o fim de ano vendo alguma partida, mas não deixa de ser estranho ver pessoas e canais de TV (notadamente a ESPN Brasil), que criticam um certo aperto no calendário brasileiro acharem normal times ingleses jogarem numa quinta, depois num sábado, depois numa quarta (depois do réveillon!) e logo após, no primeiro fim de semana de 2014. Penso que poderiam maneirar tanto no número de partidas no fim de ano quanto no apoio cego à tudo que vem de fora (e na crítica de tudo que é feito por aqui…).

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Não pretendo discutir sobre MMA (até porque aqui falamos mais sobre futebol). Não tenho a menor simpatia pelo evento, diferentemente do Marco, que até assiste alguma coisa. Também não vou fazer piada sobre a contusão do Anderson Silva, como muitos oportunistas e humoristas de Twitter gostam de fazer. Espero que ele se recupere totalmente, como desejaria para qualquer um. Não o considero totalmente um atleta, pois tenho dificuldade de considerar o que ele pratica como sendo um esporte.

Por isso mesmo me chama a atenção o fato de algo que até 4 anos atrás, era praticamente desconhecido do grande público, ganhe manchetes de jornais, portais de internet e seja o principal assunto de qualquer programa ESPORTIVO (até mesmo daquelas emissoras que diziam detestar esse tipo de luta), principalmente por termos algum brasileiro com mais destaque. O Marco define bem esse comportamento como “estouro da manada”. A líder (Globo) vai, todo mundo vai atrás de audiência fácil (apesar de que é bom ressaltar que foi na RedeTV! que aconteceu a primeira grande audiência dessa “modalidade”). Como não sou gado e não gosto de ser marcado, prefiro ficar longe.

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Que Michael Schumacher possa se recuperar desse terrível acidente. Por mais que seja muito criticado (e até certo ponto “demonizado”) aqui no Brasil, é um gênio do automobilismo, um dos maiores de todos os tempos da F-1. Que ele tenha força e a luz de Deus para superar esse momento complicado.

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Desejo aos leitores do Bola Parada um Feliz 2014, com muita saúde, paz, felicidade, sucesso e muitas vitórias, dentro e fora dos campos, quadras e pistas!

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PostHeaderIcon Confusões que se Cruzam

Eu ia acabar escrevendo sobre a violência do confronto entre marginais disfarçados de torcedores na última rodada do Brasileiro durante o jogo entre Atlético/PR x Vasco. Porém esse assunto começa a ficar escanteado na mídia devido à possível reviravolta na questão do rebaixamento para a série B de 2014. Como vocês já devem estar sabendo a Portuguesa corre o risco de perder 4 pontos por ter escalado o jogador Héverton, teoricamente, sem condições legais de jogo na partida contra o Grêmio no domingo passado (8/12). Se isso realmente acontecer, a Lusa cairia para a segunda divisão “salvando” o Fluminense. Agora já se “descobriu” que o Flamengo teria cometido o mesmo erro ao escalar André Santos no jogo contra o Cruzeiro também na rodada final. Os casos da barbárie em Joinville e o da possível mudança dos rebaixados do Brasileiros obviamente não possuem relação direta, mas entre eles existem algumas semelhanças que explicam bem o país em que vivemos. briga joinville bola parada

No caso da briga entre os marginais, só depois de tudo acontecido é que ficamos sabendo que o Ministério Público de Santa Catarina não permite que a Polícia Militar faça segurança de “eventos privados” em Joinville. Por isso o Atlético/PR era o incumbido de levar a segurança particular até à Arena da cidade. Só aí já temos duas marcas da nossa sociedade, que são bem visíveis também na área esportiva: o desconhecimento de acordos pré-estabelecidos e o jogo de “empurra” na questão das responsabilidades. Tanto a polícia, quanto o Ministério Público e o time paranaense são responsáveis nesse caso, mas fundamentalmente nossa justiça tem culpa sempre pois não pune os baderneiros de estádios como deveria, até porque a maioria deles é bem conhecida da polícia pois arrumam briga em vários lugares, com a certeza da impunidade.

Também nossa justiça desportiva empurra há tempos, com preguiça notável, a questão do efeito suspensivo nas punições de atletas. No caso da Portuguesa, o clube alega que pensava que Héverton tinha sido suspenso por um jogo apenas (que era o da pena automática). Se soubesse que ele tinha sido punido com mais uma partida, muito provavelmente o time paulista teria recorrido da decisão e mais provavelmente ainda, o STJD teria aceito o recurso.

Outro absurdo recorrente é o atraso que permeia tudo que é feito no país; há anos se discute uma forma de coibir a violência nos estádios. Nos próximos dias esse tema será certamente muito lembrado, mas tudo indica que voltará a ser esquecido, até a próxima briga notável em algum jogo com maior repercussão. No caso da Justiça Desportiva, é injustificável que se demore tanto para se julgar qualquer atleta depois de alguma expulsão. Após as rodadas de fim de semana, por exemplo, nada impede que os julgamentos sejam feitos todos na terça-feira subsequente aos jogos.

Tudo porém nos leva a outra marca “registrada” de nosso país. As coisas estão ruins, mas a maioria só se mexe quando algo acontece para lhe prejudicar, ou então, quando enxerga a chance de levar vantagem. O Vasco chegou ao ápice da desfaçatez pedindo a perda dos 3 pontos conquistados no campo pelo Atlético/PR (e a consequente adição desses pontos à sua ridícula campanha no Brasileiro desse ano), isso depois de ter perdido a partida por sonoros 5×1. Caso conquiste esse absurdo (o que acho meio impossível de ocorrer, mas sabe-se lá…), o Vasco poderia ter a decência de “devolver” o ponto que conquistou no empate com o Corinthians em Brasília no primeiro turno deste mesmo campeonato, já que era o mandante de um jogo em que também tivemos confusão entre marginais. E com isso fica claro que marginais existem em todas as torcidas, de todos os times grandes do país, infelizmente. tapetão portuguesa flamengo bola parada

No caso da Portuguesa, o maior beneficiado do problema seria o Fluminense. Penso que, caso se confirme que o time paulista cometeu o equívoco de escalar o jogador sem condições legais, ele deva perder os pontos. Mas fico me perguntando se o time envolvido no caso não tivesse a força política e midiática do time das Laranjeiras; será que o caso seria levado à frente? Além disso, caso a Lusa seja realmente punida, o Flamengo também correria risco de rebaixamento. Será que a ânsia punitiva do STJD da CBF seria levada à frente, ou correríamos o risco de vermos um campeonato “agrupando” todo mundo? (não caindo ninguém da Série A e subindo os 4 que vieram da B, quase como uma “nova COPA JOÃO HAVELANGE”). Para a TV poderia ser bom, com uma possível volta do mata-mata. Para a moralidade e evolução do futebol brasileiro, seria um tremendo retrocesso. (E que fique bem claro que não estou defendendo essa ideia, só estou alertando para um possível golpe que pode acontecer, conhecendo nossos cartolas como conhecemos…)

Por tudo isso, não dá para dizer que as mazelas e os erros acontecem por acidente. Sempre que algo ruim acontece, existe alguém para tirar vantagem. E nessas horas de confusão é sempre bom ficar atento àqueles que gostam de aparecer ou propor soluções mirabolantes. O Brasil é pródigo em ter especialistas em tudo (e nada) ao mesmo tempo. Enquanto isso, ficamos esperando a próxima briga ou a próxima confusão de tribunal, ambas criadas pela nossa incompetência e incapacidade de se organizar, lamentavelmente.

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PostHeaderIcon E “tá tudo liberado!”

“O Cruzeiro foi derrotado no STJD, de forma injusta, diga-se de passagem, mas agiu rápido. Fez um pequeno jogo de cena, mas colocou a sua “tropa de choque” para resolver a questão. Tudo certo. Ficou do jeito que o Cruzeiro queria. Vai enfrentar o Grêmio no Mineirão. É a política fazendo justiça.”

Quem escreveu o que está no parágrafo acima foi o senhor Marcos Guiotti que trabalha no jornal O Tempo de Belo Horizonte e na rádio CBN, onde participa do programa “Quatro em Campo”. É um dos piores jornalistas que já ouvi ou li na minha vida. É do tipo desinteressado, que só acompanha Atlético/MG e Cruzeiro. Comenta tentando fazer ironias e consegue ser mais bairrista do que um torcedor de arquibancada (ou de cadeira, segundo o estilo das novas “arenas”). No texto citado ele fala da punição imposta ao Cruzeiro por causa das confusões causadas por torcedores celestes no clássico contra o Atlético em 13/10 no estádio Independência. O time azul teria de jogar a partida contra o Grêmio no dia 9/11 fora do Mineirão mas conseguiu adiar o pagamento da pena para a semana seguinte, no duelo contra a Ponte Preta. O que chega a ser irônico na situação é que o jogo contra o Grêmio está sendo tratado em Minas Gerais como o “jogo do título”, mas matematicamente o jogo da conquista pode ser contra a Macaca de Campinas, ou seja, toda a luta para fazer a festa em casa pode ser em vão (isso se o Cruzeiro for punido de fato…). briga-atléticomgxcruzeiro2  bola parada

Chama a atenção como os grandes clubes brasileiros (todos eles, é bom ressaltar isso) sempre conseguem o perdão para alguma bobagem que cometem. Desde o pagamento de suas incontáveis dívidas – para as quais foi até criada uma loteria (Timemania) que só serve para enganar os trouxas – até chegarmos a qualquer punição dentro ou fora de campo. Em casos de violência no atual Campeonato Brasileiro, Vasco e Corinthians foram punidos pela briga entre bandidos organizados que aconteceu em Brasília, mas também o time paulista conseguiu adiamento para começar a cumprir a pena quando fosse menos danoso para sua campanha. Fico espantado como nenhum clube se aceita como “culpado” (ou parte do problema) e não tenta fazer nada para punir esses grupos que, se beneficiando ao usar os símbolos do time, cometem as maiores barbaridades. Ninguém pensa em acabar, ou pelo menos diminuir, com a violência ligada ao futebol. Os dirigentes só pensam no imediatismo e em livrar a pele de seu time.

De modo geral os cartolas sempre conseguem algum efeito suspensivo providencial que beneficia o clube, dependendo da competência do advogado e da influência do momento e de quem pode ser chamado para ajudar. No caso do Cruzeiro, como o time está às vésperas de ser campeão brasileiro, usou-se a artimanha (já utilizada por outros times) de começar a vender os ingressos com maior antecedência, para alegar que a mudança de local do jogo contra o Grêmio seria impossível. Logo os clubes que muitas vezes dificultam essas vendas de ingressos e fazem o torcedor comum mofar nas filas (já os torcedores “organizados”, aqueles que costumam fazer arruaça nos estádios, na maioria das vezes recebem seu ingresso antes, com a anuência dos clubes). Até mesmo o interesse da Globo, que pode vir a transmitir o jogo para mais estados, teria pesado na reviravolta da punição.

Na parte da ajuda “política”, como Marcos Guiotti fez questão de comemorar, o time mineiro teve o auxílio do seu ex-presidente, o agora senador biônico Zezé Perrela (que só está no cargo pelo falecimento de Itamar Franco), e do também senador, o “mineiro-carioca” Aécio Neves. Os dois, certamente com muito tempo livre, se dispuseram a escrever um apelo para a CBF que, “comovida” com o esforço de vossas excelências, acatou o pedido deles em favor do Cruzeiro. Chama a atenção como os políticos não estão preocupados com o bem comum e sim com os interesses de ocasião (até porque torcedor também vota). aécio perrela bola parada

O que me mais me espantou, mesmo que não tenha me surpreendido, foi ver a postura de apoio de um jornalista que adora, como quase toda imprensa mineira, bradar contra o “eixo Rio-SP” (até já abordei o tema em outro texto aqui no blog). Provavelmente se José Serra ou Sérgio Cabral (citando dois políticos de SP e RJ apenas como exemplo), junto de algum dirigente que virou político, ajudassem algum clube paulista ou carioca – ainda mais se estes estivessem em disputa com algum time mineiro, teríamos quase que uma revolução nas Alterosas. Como foi alguém “da casa” está tudo certo. Mesmo assim me desaponta um pouco um jornalista (mesmo já sabendo que ele é péssimo) achar normal esse uso político do esporte por pessoas que deveriam estar muito mais preocupadas com questões relevantes ao povo como saúde, educação, segurança pública.

Mas o pior é que, perto de onde trabalho, ouvi um torcedor do Cruzeiro comemorar a decisão dizendo mais ou menos assim: “não mexam com o Cruzeiro, o Perrela e o Aécio foram lá na CBF, que é uma máfia mesmo, e resolveram tudo!”. Não sei o que me entristece mais: as pessoas reclamarem apenas quando algo mexe no seu interesse ou acharem que está tudo normal ao saberem que algo que os devia representar “é uma máfia mesmo”. Vai ver sou utópico demais em querer coerência ou moralidade em nossa sociedade, não só no futebol, ou só estou ficando velho e mais chato do que já sou, mas enquanto isso, a única coisa que dá para dizer com certeza é que “está tudo liberado”. Para quem quer levar vantagem, para os políticos “espertos”, para os arruaceiros dos estádios e para os péssimos jornalistas falarem bobagens.

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