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Posts Tagged ‘Seleção Olímpica’

PostHeaderIcon Olimpíada, Resultados e a Mídia

A seleção olímpica de futebol acabou se classificando para a segunda fase da competição. Mas, apesar de estar num grupo relativamente fácil, não me convenceu. Nem mesmo na goleada sobre a fraca Dinamarca. É claro que melhorou em relação aos dois primeiros jogos, mas nada de extraordinário. Precisa melhorar taticamente, tecnicamente e jogar de forma menos individual. Ainda mais quando as individualidades não estão funcionando. Outro problema grave é a falta de opções do Micale para mudar a forma do time jogar. Só temos uma fórmula; se não estiver funcionando…

Mas não vou me aprofundar na análise da seleção olímpica. Quero é falar da imprensa esportiva e sua variação de humor diante dos baixos e altos do futebol apresentado. É o mesmo “8 ou 80” que já vimos na Copa de 14 e nas recentes Copas América. E foi isso que aconteceu, principalmente, nas transmissões da Globo. O empate com o Iraque foi o clique que acionou o senso crítico do narrador e dos comentaristas da emissora. A tal ponto que um deles voltou até a Copa de 2006 para mostrar a extensão do problema. Fato que é verdadeiro e notório. Mas que, curiosamente, só é lembrado na hora do desespero. Essa indignação, que aparece após o 7×1 ou um vexame na olimpíada, me parece mais um surto chiliquento que uma crítica séria. É coisa de quem não sabe perder, não de quem deseja uma real recuperação do futebol brasileiro.

seleção olímpica

Eu nunca seria louco ao ponto de culpar diretamente a imprensa pelos resultados e pelo baixo nível do futebol tupiniquim. Sei, e já escrevi aqui, que o problema é muito mais amplo e profundo. Vem de décadas, começa na base, passa pelos clubes, pela gestão, pelos campeonatos e deságua na seleção. O erro da imprensa é ser complacente (ou até conivente) com os problemas e só reclamar dos resultados ruins. Como se as duas coisas não fossem umbilicalmente ligadas. Ora, ora…

* * * * *

Ainda temos mais de uma semana de competições. Mas o resultado, em medalhas, deve ficar bem abaixo da expectativa almejada pelo COB. Por um lado é triste. Mas eu acho ótimo que isso ocorra. É para sepultar com as desculpas e meias verdades que os dirigentes esportivos sempre usam para justificar os maus resultados. Eles tiveram dinheiro e tempo para investir nas modalidades e nos atletas que julgavam melhores para trazer medalhas. Só que a realidade não funciona de forma tão simples. Ainda que um ou outro sucesso possa enganar quem gosta de ser enganado.

O fato real é que estamos buscando o caminho mais fácil; um atalho. Mas a estrada pavimentada é a única que leva ao sucesso. É um caminho longo e trabalhoso. E passa muito longe do jeitinho, do improviso e do amadorismo. Quem sabe, algum dia, num futuro distante, o Brasil aprenda isso.

* * * * *

Alguns slogans fantasiosos também estão sendo sepultados nestes jogos olímpicos. Começando pela emissora do esporte olímpico e sua fraquíssima cobertura nesta edição. Parece que a Record estava cumprindo uma obrigação contratual ao exibir a olimpíada do Rio. E vamos combinar, pra fazer assim, era melhor nem ter feito.

A Band, com uma equipe pequena e remendada, até que tentou. Mas a carapuça caiu quando, num dia com futebol e vôlei ao vivo, ela esqueceu da competição para exibir o reality de cozinheiros. Francamente, o Master Chef estava gravado, poderia esperar 1 dia ou 1 semana. Será que uns pontinhos na audiência justificam tanto descaso?

Mais precavida foi a Globo, que mexeu seus pauzinhos e conseguiu que o horário de jogos importantes não coincidisse com sua faixa de novelas. Ao menos evitou o constrangimento de ignorar um dos esportes coletivos.

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mesa tática

Falando na Rede Globo, é inegável seu poderio, estrutura e o número de profissionais que colocou para a cobertura dos jogos. Nem preciso salientar o fato. Mas tivemos erros também. Começando por alguns narradores e comentaristas escalados pela emissora. Nem com muita boa vontade. Assim como está difícil de engolir o sem número de convidados e papagaios de pirata que a emissora coloca no meio das transmissões. Ela já tem dezenas de comentaristas e ex-atletas para a tarefa, não precisa juntar mais cantores, atores, humoristas, modelos e cia.

Não tenho nada contra a tecnologia, muito pelo contrário. Mas penso que os recursos tecnológicos devem ser usados de acordo com sua utilidade e a necessidade da situação. Mas alguns gênios da televisão pensam diferente. E a Globo abusou do besteirol tecnológico, com suas mesas táticas, com os jogadores virtuais e demais aparatos. Não vi utilidade alguma nisso. Não acrescentou bulhufas! Patavinas!! É pior que caçar Pokémons! Muito pior!!

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PostHeaderIcon Idas e Vindas no Mundo da Bola

Antes de mais nada quero dizer que concordo com as colocações da última coluna do Alexandre, sobre a olimpíada do Rio. Mas vejo a seleção de futebol por uma perspectiva diferente. Não me importa tanto o resultado, a medalha. Me interessa mais o desempenho e a avaliação de alguns jogadores. Especialmente os novos atacantes que o Tite poderá usar num futuro muito próximo: Gabigol, Gabriel Jesus, Luan e cia. São nomes que me agradam muito mais que os últimos convocados pelo Dunga.

Penso que a olimpíada pode ser um ótimo teste para saber se estes jogadores poderão ter um futuro na seleção principal. E até mesmo a cobrança exagerada pela medalha de ouro pode ser um elemento que dificultará a aprovação nesta prova. E isto, do ponto de vista esportivo, é algo benéfico. Teste fácil não serve. Ainda mais considerando a atual situação da seleção nas eliminatórias e a proximidade da Copa da Rússia. Pena que não pensaram em usar a seleção olímpica pra mais testes. Eu gostaria disso. Muito mais que a famigerada medalha.

* * * * *

Sobre o evento em si, temo que ocorram alguns problemas indesejados. O descaso com os apartamentos da vila olímpica foi um exemplo do que pode acontecer. Mais preocupante ainda é o que pode ocorrer fora da vila e dos ginásios. Temo pelo pior!

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mano menezes

A gestão do nosso futebol é um tema recorrente neste blog. Mas não é por procurarmos por esta pauta; ela é quem teima em aparecer corriqueiramente. O caso mais recente é o do Cruzeiro. Nem culpo o clube pela saída do Mano ao receber uma proposta do futebol chinês. Mas o que aconteceu depois é de total responsabilidade da direção. Parece aquela história do sujeito que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Este é o retrato da Raposa neste ano. E o resultado em campo é a consequência mais evidente.

A primeira opção do clube foi seguir com o Deivid, que era auxiliar do Mano Menezes. Era arriscado e o novo treinador precisaria de tempo e paciência. Mas ele não teve nenhuma das duas coisas. Foi demitido e trouxeram o Paulo Bento pro lugar. E, como já sabemos, um técnico estrangeiro necessita de tempo para se ambientar e conhecer o nosso particular mundo futebolístico. Só que isso não é possível quando ele chega no meio do ano. Não funciona. Técnico não é mágico. Mas a direção cruzeirense acreditou nisso. E quebrou a cara! E agora recorre novamente ao Mano para salvar o ano. E, novamente, escapar de uma ingrata posição no Z4.

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Planejamento também é uma palavra estranha ao nosso futebol. Caso do São Paulo. No começo do ano resolveram trazer dois reforços importantes por empréstimo de 6 meses. Tudo bem que a necessidade era grande e o time exigia reforços nas posições. Ocorre que o meio do ano chegou e o clube se viu diante da perda do Maicon e Calleri. Resolveram gastar muito na contratação do zagueiro e desistiram do atacante. Sem esquecer a compreensível venda do Ganso para o futebol espanhol. E agora, quase na metade do Brasileirão, o São Paulo está trazendo reforços.

Pode até ser que as contratações sejam bem sucedidas; especialmente o Buffarini. Mas não é fácil um jogador de outro país chegar aqui e render de imediato. O normal é passar um período de instabilidade. Só que o campeonato tá correndo e o clube não pode esperar. E aí, como fica?

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Como se não tivessem problemas internos suficientes, os clubes ainda sofrem com os externos. É o caso dos clubes que “cedem” jogadores para a seleção. Será que é justo o Palmeiras, Grêmio e Santos perderam seus principais jogadores para a seleção olímpica e serem prejudicados na disputa do título? Alguém vai cobrir o prejuízo técnico e financeiro que os clubes possam ter?

E mais, no final do ano, na fase decisiva do Brasileirão, será a seleção principal que vai “roubar” mais alguns jogadores. E também ficará por isso mesmo. Acho que nunca verei os clubes unidos para se defenderem desta exploração. Vão continuar aceitando tudo, bovinamente. Talvez por merecerem!

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PostHeaderIcon Uma Breve Despedida?

O quanto um resultado pode mudar uma história? Como a influência de um lance pode alterar toda uma carreira ou dar uma dimensão maior ou menor à quem erra ou acerta? Depois da final da Copa América entre Argentina e Chile, pudemos ver novamente essa situação voltar à tona.

O time chileno não vence a Argentina em jogos de Copa América há inacreditáveis 27 jogos, com 20 derrotas e 7 empates! Trocou de treinador (Jorge Sampaoli por Juan Antônio Pizzi) e parecia ter caído um pouco de desempenho, após perder para os argentinos na primeira fase por 2×1. Mas depois de uma vitória acachapante contra o México (7×0) conseguiu se fortalecer no torneio e, passando pela Colômbia nas semifinais, venceu, nos pênaltis, a Argentina, depois de um 0x0 no tempo normal.

Mas o assunto que dominou o noticiário, muito mais do que o título dos chilenos, foi a aposentadoria, ainda não totalmente definitiva, de Lionel Messi da seleção argentina. Digo não definitiva pois com os apelos de tantas pessoas e mesmo com visão de que pode ser algo que foi feito no calor de um momento de tristeza, a maioria imagina que o camisa 10 vai voltar atrás em sua decisão e retornar à seleção na busca pela vaga na Copa do Mundo de 2018. 

Passado um certo tempo do anúncio já feito, podemos imaginar se ele teria feito o mesmo, caso o resultado da final tivesse sido outro. Também podemos pensar que a ação de Messi tenha tido um pouco a ver com a bagunça na AFA (Associação de Futebol Argentino) e o seu gesto possa vir a ser um certo protesto contra a atual condição de bagunça com a qual os jogadores têm de conviver. Também podemos imaginar que o camisa 10 do Barcelona tenha tentado tirar o foco da derrota de seus companheiros, trazendo para si as críticas e toda a discussão pós-jogo. Ou mesmo podemos imaginar que ele simplesmente se mostrou mais humano e falível e simplesmente se cansou. messi argentina bola parada

É difícil julgar alguém de longe e a dor e o sentimento são fatores extremamente pessoais, mas de modo geral, levando em conta a importância que têm no futebol, penso que a atitude de Messi foi um pouco precipitada. Sendo líder de uma seleção tão importante, ele deveria ao menos levar o seu atual fardo de não conquistas até a Copa de 2018, onde pode ainda conseguir superá-lo. E caso aí não conquiste esse tão almejado troféu, possa refletir se permanece ou não jogando para seu país. É claro que o problema da AFA não se resolveu com a repentina saída de Messi, tanto que o treinador Gerardo “Tata” Martino, saiu do cargo, ou seja, os problemas do futebol sul-americano vão muito além do que acontece dentro de campo. E a melhor forma de Messi contribuir seria continuar jogando.

Além disso para quem gosta de futebol, é sempre bom vê-lo no gramado. Ele fez uma boa Copa América, se mostrando cada vez mais solidário com os companheiros em campo, jogando muitas vezes um pouco mais recuado para poder servir aos outros atacantes. Deu belos passes e criou chances de gols, além de fazer os seus. Portanto, ainda que seja algo estritamente pessoal, seria ótimo que Messi revesse sua decisão e pudesse retornar a usar a camisa 10 argentina. Esperemos que isso ocorra.

*****

Assim como a Seleção Argentina, no Brasil a confusão antes da Olimpíada também foi vista na escolha de quem seria o treinador e mesmo de quem faria a lista final de convocados. Ao menos houve um pouco de bom senso e Rogério Micale, treinador da Seleção Sub-20 foi o escolhido para dirigir o time no Rio de Janeiro. Quem nos acompanha aqui no blog sabe que não enxergo a Olimpíada como prioridade para o prosseguimento de um trabalho para um ciclo de Copa do Mundo. Claro que tudo vale como análise, mas esse trabalho já é feito pelas Seleções menores, em Mundiais Sub-17, Sub-20, entre outros campeonatos. micale seleção olímpica bola parada

Além disso é criada uma obrigação muito grande para se vencer um torneio com seleções que não são totalmente representativas de suas categorias de base. Alemanha e Argentina por exemplo não virão com todos os seus jovens talentosos, pois o torneio olímpico de futebol é um “corpo estranho” dentro do calendário de futebol internacional. A meu ver deveria ser um torneio apenas Sub-20, sem essa necessidade (ou atração forçada) de se levar 3 jogadores acima de 23 anos, coisa que nem todos os países fizeram. 

O Brasil escolheu por levar Neymar; uma escolha óbvia, mas errada no meu ponto de vista, pois ele deveria estar junto da Seleção principal na Copa América. Fernando Prass no gol é um goleiro de qualidade e faz sentido sua convocação pela experiência e também porque outros jogadores de idade menor não puderam ser chamados. E Douglas Costa fez boa temporada no Bayern e existe uma esperança dele ser desequilibrante no time futuro de Tite, ainda que não o coloque como protagonista no nosso futebol.

Sinceramente teria levado um zagueiro mais experiente, pois como o time ainda não existe em sua totalidade de armação, a presença de um jogador de mais cancha na defesa seria importante. Vamos ver como Micale monta a equipe e voltaremos ao tema por aqui.

(Assim como as semifinais da Libertadores e as fases finais da Eurocopa que serão abordadas nos próximos textos).

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