Arquivos
Busca
Nossa Newsletter
Bola Parada Feed

Destaques
Campeão Indiscutível

Campeão Indiscutível

Uma das maiores vantagens de um campeonato por pontos corridos é que o vencedor costuma ser indiscutível. A exceção, quando ocorrer, é mais por alguma ...

Veja mais

Quando o 100% Não é o Bastante

Quando o 100% Não é o Bastante

O futebol muda muito rapidamente em vários aspectos. Nenhuma fase boa dura para sempre, e nem um mau momento é eterno. Portanto, de modo geral, ...

Veja mais

Internacional na Libertadores 2006

Internacional na Libertadores 2006

É inegável que os colorados estão tendo um 2016 triste e frustrante. O Internacional vem colecionando derrotas e recordes negativos. Lutar contra o rebaixamento é ...

Veja mais

O STJD e um alerta para alguns clubes

O STJD e um alerta para alguns clubes

O futebol brasileiro roda, roda, roda e continua cometendo os mesmos erros de sempre. Chega a ser cansativo! Mas novamente temos o STJD entrando em ...

Veja mais

Curtinhas do Mundo da Bola

Curtinhas do Mundo da Bola

A coluna de hoje vai ser no estilo curtinhas. E começo pela seleção brasileira. O Tite consegui 4 vitórias nos primeiros jogos e o Brasil ...

Veja mais

Fim de Uma Era

Fim de Uma Era

Depois de 22 anos o jornalista José Trajano foi demitido da ESPN Brasil na última semana. Após ser diretor do canal e responsável pela formação ...

Veja mais

Posts Tagged ‘Seleção Brasileira’

PostHeaderIcon Curtinhas do Mundo da Bola

A coluna de hoje vai ser no estilo curtinhas. E começo pela seleção brasileira. O Tite consegui 4 vitórias nos primeiros jogos e o Brasil já é líder nas eliminatórias. Não é pouco. Ainda mais após o período negativo sob o comando de Dunga. A mudança é nítida e inquestionável.

Mas eu não me alinho com a turma dos otimistas de plantão. Falta muito ainda pra sentir confiança total na seleção. E faltam vitórias mais convincentes, sobre adversários realmente fortes. Bolívia, Venezuela, Colômbia e tais não servem como parâmetro. Vamos devagar com a euforia. A seleção só cumpriu com a sua obrigação. Coisa que não vinha fazendo nos últimos anos. Estava devendo. Mas só pagou uma parte da dívida. E o Tite ainda tem muito para fazer.
gabriel jesus
* * * * *

Quem também está devendo é a Argentina. E nem estou falando dos jogos recentes, sob o comando do Bauza. Depois da Copa de 14 a seleção argentina não conseguiu uma sequência de 3 jogos convincentes. Mas agora, com o Bauza, a coisa degringolou. O time tá muito bagunçado. Os resultados ruins não são casualidade, são consequência. Acho que só mesmo os talentos individuais para garantir a classificação pra Copa da Rússia.

* * * * *

Finalmente algumas pessoas estão acordando pra farra da mudança de mando de campo e os jogos vendidos para praças alternativas. Uma parte é culpa dos clubes, que viram na venda do mando uma fonte adicional de renda. Mas existe também a necessidade de arrumar uma finalidade para aqueles elefantes brancos construídos para a Copa. Juntando os dois fatores… Mas isso não justifica o erro. Já passou da hora de acabar com a brincadeira!

* * * * *

Ainda não está 100% confirmado. Mas tudo indica que o Oswaldo Oliveira vai assumir o comando do Corinthians, ainda nesta semana. O seu desligamento do Sport foi anunciado na noite de terça. Só falta assinar com o clube paulista. Até aí, nada de novo. Só a confirmação de tudo que sempre falamos aqui no Bola Parada. Nossos técnicos e dirigentes se merecem. Não existe santinho neste meio.

* * * * *

Falando em técnico… E o nosso Luxemburgo, hein!? Já não basta o fiasco de seus últimos trabalhos, agora tá dando vexame em entrevistas e declarações sem sentido. Tá ficando feio! E não é assim que ele vai arrumar emprego num grande clube. Talvez nem num pequeno.

* * * * *

Uns 2 meses atrás eu comentei com o Alexandre sobre o estranho caso de um site de apostas que havia patrocinado o Corinthians e logo depois sumido do mapa. Não do mapa, mas do Brasil. Agora chegam notícias sobre o atual patrocinador das costas da camisa do alvinegro. O negócio é confuso e junta um empresário português, denunciado na Lava Jato, uma fabricante de café, uma tal de Apollo Sports, empresas sediadas em paraísos fiscais… Sendo que o valor que o clube receberá nem é grande coisa, pouco mais de 7 milhões por ano. Minha única pergunta é: O Corinthians não poderia arrumar um patrocinador mais decente?

* * * * *

Segunda feira eu peguei o Linha de Passe uns 15 minutos depois do começo. E fiquei meio perdido com o assunto. Ainda mais que ficaram quase metade do programa dando explicações sobre isenção e qual o time de cada jornalista. Só depois é que fui saber da “briga” que o Mauro Cézar Pereira havia arrumado nas redes sociais.

Sinceramente, é uma idiotice total. Todo jornalista torce por algum clube. E todo jogador ou técnico. Desde menino eu sabia do clube preferido de 90% dos comentaristas e narradores. Nunca foi segredo. O Washington Rodrigues é flamenguista, o Márcio Guedes é botafoguense, um outro vascaíno, tricolor, santista, atleticano… Nunca houve problema. Só agora, com os patrulheiros da internet, virou motivo de confusão. Pura falta de um terreno pra capinar!!!

Share Button

PostHeaderIcon Brasileirão Se Definindo e Seleção Indefinida

Já completamos 2/3 do campeonato brasileiro. E o cenário está bem consolidado. Tanto no topo, no meio, quanto nos que lutam contra o rebaixamento. Não acredito que teremos grandes saltos no terço final do campeonato. O que é um mau sinal para os clubes tradicionais que estão no fundo da tabela. Especialmente o Internacional.

O Colorado passou o ano flertando com o perigo. Teve erros na direção. Fez escolhas ruins, de técnicos e jogadores. Deu azar com algumas contusões. Se somarmos tudo isso… Olha, nem somando tudo dá pra entender a posição do Inter. Ou o desempenho do time. Ainda mais comparando a sua pontuação com a de elencos mais modestos, como da Ponte, Botafogo ou Chapecoense; todos no meio da tabela. Mas eu sou teimoso e ainda acho que o Inter vai escapar. Só que vai ser sofrido. Até pra aprender a não fazer tanta bobagem. Só não sei se entenderam a lição.

Não sou vidente, mas vou arriscar um palpite: Acho que o América, Santa Cruz e Figueirense já estão rebaixados. A ultima vaga fica entre o Inter, Vitória, Cruzeiro, Coritiba e Sport. São Paulo e Botafogo correm um risco mínimo, abaixo de 1%. Até pra tristeza de um certo comentarista da Band. Aquele mesmo que cravou o rebaixamento do alvinegro carioca após a 4ª rodada. Fato que até poderia acontecer. Mas só se o time continuasse inerte. Fato que não ocorreu; ao contrário.

* * * * *
Não disputa pelo título não vejo chances de surpresa. Vão ser os mesmos que já estão na disputa. Palmeiras, Flamengo e Atlético estão num nível bem próximo. Tanto que nem vou arriscar um palpite. A única diferença que vejo é que o Flamengo é mais equilibrado entre defesa e ataque. Uma pequena vantagem. A outra pode ser a torcida, mesmo jogando longe do Maracanã. Ou não…

* * * * *

tite convocação

Hoje o Tite anunciou sua segunda convocação. E tivemos algumas novidades; e outras voltas. Fernandinho, Oscar, Firmino, Douglas Costa e Thiago Silva estão de volta. O retorno mais surpreendente é o do Thiago Silva, que havia entrado para o time dos renegados. Vamos ver se agora o Thiago se recupera do fiasco das últimas passagens pela seleção. Vai depender mais de sua cabeça do que do futebol.

A novidade ficou com a convocação do Muralha, goleiro do Flamengo. Ele me agrada, mas não sei se chega ao ponto ser titular da seleção. Pode ser só um teste do Tite. Assim como alguns outros que o técnico já convocou: Fagner, Giuliano, Weverton, Taison… São nomes questionáveis. O que não se discute é a volta do Marcelo. É muito talentoso para ser esquecido, como o Dunga fez.

E vou mais longe. O Marcelo é tão habilidoso e tecnicamente diferenciado que eu, se fosse técnico, já teria testado ele na linha de meio-campo. Claro que o ideal seria essa alteração ocorrer primeiro no clube. Mas, não havendo tal possibilidade, que seja na seleção. Meio parecido com o Alaba na seleção austríaca. Acho que o Marcelo e o Neymar fariam um lado esquerdo sensacional.

* * * * *

Ainda sobre a seleção… Nos últimos tempos a mídia esportiva se aprimorou na arte de propagar teorias e e descrever narrativas fantasiosas. Já ouvi de tudo. Começou, pra mim, com o overlapping. Depois tivemos a fase de matar os pontas e colocar meias no lugar. Depois tiraram um dos meias e usaram 2 volantes. Depois veio o papo do quadrado mágico. E assim foi indo.

Agora, com o Tite, a imprensa boleira passou a divulgar o tal “futebol apoiado”. Sinceramente, é uma bobagem sem tamanho. Lembra as propagandas de sabonete ou shampoo, que todo ano apresentam uma nova fórmula. E tem quem acredite nisso. Mas eu já passei dessa fase. Ou nunca estive.

Mas, como a seleção comandada pelo Adenor venceu as 2 primeiras partidas, tudo tá valendo. Tudo cola. Vamos ver a narrativa quando a seleção levar duas pancadas seguidas.

Share Button

PostHeaderIcon Resumo de Seleção e Brasileirão

Depois de um tempo estamos de volta aqui no Bola Parada. Após a Olimpíada do Rio de Janeiro a Seleção Brasileira jogou duas vezes pelas Eliminatórias da Copa do Mundo na estreia do técnico Tite no comando do time nacional. As duas vitórias deram um grande alívio no torcedor brasileiro e colocaram novamente o Brasil entre os 4 classificados diretamente para a Copa de 2018 na Russia. Mas o oba-oba visto depois dos jogos contra Equador e Colômbia ainda é um pouco exagerado.

No jogo em Quito, o Brasil só saiu na frente depois de fazer um gol de pênalti e ver um jogador adversários expulso. Contra a Colômbia o time saiu na frente, tomou o empate e passou por um período modorrento de jogo até Neymar fazer o gol da vitória. Ou seja ainda é um pouco cedo para dizer que tudo foi resolvido. Porém alguns sinais são animadores de fato.

O time brasileiro mostrou uma mobilidade interessante, coisa que não era tão vista na época de Dunga. A presença de Casemiro no meio campo deu uma maior segurança à defesa, ainda que ele já estava começando a ser escalado com o ex-treinador. A volta de Philippe Coutinho, sendo mais usado na equipe (apesar de ainda ser reserva) é interessante. Gabriel Jesus não sentiu tanto o peso da camisa da Seleção e mostrou qualidade técnica para atuar em mais oportunidades, ainda que seja cedo para colocá-lo num patamar tão elevado como alguns já está fazendo. brasil colômbia bola parada

Mas o que mais chama atenção no time brasileiro é uma maior coesão tática, coisa não vista com Dunga e que já era esperada com Tite. O que incomoda é a visão quase messiânica que colocam no ex-treinador do Corinthians, como se ele fosse capaz de resolver todos os problemas do nosso futebol. Penso que o futebol que a Seleção joga (ou pode vir a jogar) ainda não é diretamente ligado ao que vemos, por exemplo, no Campeonato Brasileiro. Então não dá para ficar tão otimista no todo.

Como dissemos em outros textos por aqui, a Seleção pode (e deve) melhorar, mas ainda é pouco para que o futebol brasileiro tenha se livrado de momentos ruins e de baixa qualidade como vimos nos últimos tempos. Ainda é preciso mais trabalho e outras atuações de mais qualidade para que a euforia se justifique.

*****

Falando do nosso quintal, o Brasileirão, depois de estupidamente não ser interrompido durante as Olimpíadas, já chegou naquela fase de delimitação de quem vai brigar pelo que. América e Santa Cruz dão pinta de já estarem rebaixados. Na parte de cima, Palmeiras, Flamengo e Atlético/MG pintam como times mais fortes para a disputa pelo título, e ainda é imprevisível dizer quem pode chegar na frente, apesar do time paulista ter um elenco mais recheado e ter um desempenho mais linear dentro e fora de casa, coisa que, por exemplo, falta ao time das Minas Gerais. grêmio palmeiras brasileirão bola parada

Corinthians, Santos e Grêmio ficaram um pouco para trás, mas ainda podem chegar mais à frente, principalmente o time santista que, para mim, ainda joga o melhor futebol, com toque de bola e qualidade técnica de modo geral. Porém com muitos desfalques andou tropeçando de forma quase que irreversível para chegar à taça.

A grande (e positiva) surpresa foi a reação do Botafogo. A coincidência em relação à saída de Ricardo Gomes para o São Paulo pode dar a impressão de que a entrada de Jair Ventura no comando técnico tenha resolvido tudo. Mas penso que, para as pretensões do alvinegro carioca, o trabalho de Ricardo era bom. A chegada de reforços, principalmente Camilo, somados à um ambiente mais tranquilo, apesar dos problemas financeiros e a própria base deixada pelo ex-treinador (limitada, mas organizada), fez com que o time reagisse no campeonato.

São Paulo, Cruzeiro e Internacional são decepções, mas que ainda podem reagir e evitar a queda. Os erros no time paulista são tantos que merecem um post exclusivo em outra ocasião. Esses erros são acumulados desde 2010 em problemas de gestão de futebol que culminaram na situação atual. Assim como na situação do time gaúcho, que se gaba a algum tempo de ser sempre favorito a todo Brasileirão (mas segue sem vencê-lo a algum tempo). O Cruzeiro sofre com uma transição errada depois do bicampeonato e paga o preço de tantas trocas de treinador.

O que fica claro é que não temos 12 times candidatos ao título a cada campeonato que se inicia. Existe uma diferença grande entre expectativa e realidade e muitos ainda não se deram conta disso. Voltaremos ao tema.

Share Button

PostHeaderIcon O Não Necessário e Outros Temas

Com certo atraso vou “replicar” o texto do Marco sobre a chegada do Tite à Seleção Brasileira. Em termos de nome para o cargo de treinador do time nacional, de fato, não havia muita dúvida de que o ex-técnico do Corinthians era, no momento, a melhor opção. Porém algumas atitudes já deixam claro que mudanças mais profundas dentro da estrutura do futebol nacional não devem ocorrer tão cedo.

Sei que é um pouco demais exigir todas as virtudes do mundo em uma só pessoa e Tite é humano, passível de erros como todos. Mas se você olhasse as matérias e o tom de comentários um pouco antes da chegada dele à Seleção, a impressão que se tinha era que um novo Messias, o Salvador da Pátria estava chegando. Sendo assim a imprensa muitas vezes também ajuda no clima de “salvacionismo de resultados” que impera por aqui. Vemos isso diariamente nos clubes e a Seleção é só o aspecto mais visível disso. Assim como aconteceu em 2001 com a chegada do Felipão, já mostraram que Tite é bom filho, bom pai, uma pessoa “do bem”. E com isso a mudança que verdadeiramente precisaria acontecer no futebol brasileiro, começando pelos clubes, passando pela estrutura geral de treinos e tática, a organização de campeonatos melhores em condições mais adequadas para que os melhores jogadores e jovens fiquem ao menos por mais tempo por aqui (a “disputa” na imprensa por Gabriel Jesus é um assunto que abordarei em outro post), fica mais uma vez adiada, ainda mais se o time brasileiro melhorar seu rendimento, coisa que é bem possível de acontecer, pois agora teremos um treinador de fato dirigindo a equipe. tite del nero bola parada

Porém não tem como não criticar Tite pelo fato de aceitar o cargo de técnico do Brasil tendo, em dezembro último, assinado um manifesto pedido a renúncia e saída (mais do que justificada) do atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. É evidente que muitos no lugar do treinador possivelmente também relevariam esse “pequeno detalhe” para poder vivenciar o sonho de ter o cargo mais cobiçado do futebol brasileiro e Tite disse que ajudaria mais o futebol brasileiro sendo o técnico da Seleção. Porém uma recusa de Tite poderia mostrar que nem todos são seduzidos por uma proposta a ponto de mudar de opinião sobre determinado assunto, ainda mais algo tão sério como o comando do futebol nacional. E ele teria o apoio da maioria da população que hoje tem certa ojeriza a tudo que a CBF representa de ruim para o esporte. (faço o adendo que o Rogério Ceni também assinou o mesmo manifesto e aceitou trabalhar como “auxiliar pontual” durante a Copa América, ou seja, incoerência idêntica). Além disso o fato dele levar seu filho Matheus Bachi, para ser seu auxiliar mostra que a meritocracia não se aplica a todos na hora de trabalhar em qualquer área por aqui. Ele pode ser competente e já o auxiliava no Corinthians, mas penso que até em nome de uma ética de trabalho numa perspectiva de mudanças, Tite poderia evitar esse ato que não deixa de ser um nepotismo.

Como disse acima, a chance da Seleção Brasileira melhorar de desempenho é grande. Em termos de currículo Tite conquistou todos os títulos possíveis e tem capacidade de organizar o time. Talvez não jogue o futebol “bonito” que muitos ainda idealizam e cobram que a Seleção Brasileira sempre jogue. Mas a eficiência e qualidade que suas equipes costumam mostrar tem de ser valorizada. Porém o futebol brasileiro, ao que tudo indica, fica refém de resultados por mais 2 anos, esperando que mais um título na Copa da Russia apague muitas sujeiras feitas por quem manda e comanda o esporte por aqui. Só que para dar tudo certo como aconteceu em 2002 o Brasil vai precisar de muito mais do que apenas sorte. Competência Tite possui, mas o trabalho será árduo.

*****

A Eurocopa que vem sendo disputada na França tem tido momentos triste com as brigas fora de campo. É uma mostra que o problema da ignorância do ser humano é global e não algo exclusivo dos “selvagens” (para alguns preconceituosos) sul-americanos. Porém não há dúvida que na Europa existe uma vontade maior de se punir os envolvidos em baderna, ainda que não seja fácil e que as confederações envolvidas, que poderiam ter sido eliminadas por causa dos brigões tenham apenas levado uma multa pelos problemas. De todo modo existe uma pré-disposição de punir, mesmo que falhas em segurança existam em todo e qualquer lugar.

A parte boa é a festa das torcida de seleções menos tradicionais como Irlanda, Irlanda do Norte e Islândia que se classificaram para as oitavas de final e mostraram uma alegria incontida nas arquibancadas e fora dos estádios também. Por um lado é legal que essa festa tenha ocorrido e mostra que o futebol tem esse lado lúdico e que ainda faz com parte da população tenha momentos genuínos de emoção. Porém é preciso dizer, no meu modo de ver, que o aumento de 16 para 24 seleções na fase final da Euro, diminui um pouco o nível técnico médio da competição. Alguns jogos foram sonolentos e times precisavam basicamente de uma vitória para se classificar (Portugal com um time limitado mais uma vez, nem precisou ganhar para avançar). Para um torneio regional, 16 seleções estavam de bom tamanho.

Dentro de campo, das surpresas citadas acima, a Islândia mostrou um time surpreendente, com bom toque de bola e maturidade; pode até complicar para a Inglaterra que possui bons valores, mas ainda se mostra incapaz de concluir e “matar” um jogo que domina, além de muitas vezes dar sustos na defesa. Alemanha e França possuem os times mais fortes, mas ainda não jogaram tudo que podem e sabem. Itália e Espanha vão se cruzar logo nas oitavas e é um jogo imprevisível, ainda que o time espanhol seja bem mais técnico. E do outro lado da chave a Bélgica pinta como favorita pelo elenco que possui, mas ainda não jogou tanto quanto a Croácia, que tem um ótimo meio-campo, e nem tem um jogador tão decisivo como Bale é para o Pais de Gales.

E é aquilo, agora que o torneio vai ficar ainda melhor, ele vai acabar mais depressa na fase de mata-mata. É uma pena, mas a política do futebol leva à esse inchaço de seleções em um torneio que poderia ser ainda mais forte.

*****

Falta ainda uma palavra sobre a final da NBA. O Cleveland Cavaliers, conseguiu virar de forma heroica a série contra o Golden State Warriors e foi campeão pela primeira vez do torneio estadunidense de basquete. O time de Oakland se desgastou demais para vencer a temporada regular batendo o recorde de vitórias do Chicago Bulls de 1996 (73V e 9D) e com isso sentiu demais o cansaço e as contusões na fase de playoffs. O time de Cleveland não contou tanto com “planejamento” para vencer o campeonato; trocou o técnico no meio do caminho e ficou com Tyronn Lue, um ex-jogador que nunca tinha dirigido um time antes como técnico principal. Mas contou com o brilho de suas duas estrelas maiores para vencer o título. kyrie lebron bola parada

Lebron James é um craque indiscutível, mas a mídia em torno dele para transformá-lo em um novo Michael Jordan é meio exageradas às vezes. Pode parecer bobagem o que estou escrevendo, mas nos EUA a condição de termos um “super-herói” para ser o carro-chefe de vendas e destaque da NBA para o mundo me parece ser uma necessidade incrível e que beira a loucura. Quando saiu de Cleveland para jogar no Miami Heat fizeram até um programa especial para mostrar Lebron indo levar os “seus talentos” para o Heat. Um exagero que fez com que ele ficasse marcado como jogador que só conseguiu ser campeão com ajuda de outros craques, como Dwayne Wade e Chris Bosh. Ou seja, pela imagem muito exposta ele pagou um preço alto por isso. Porém é inegável sua qualidade e capacidade para comandar a equipe dentro da quadra, mas sozinho ninguém vence campeonato.

As atuações de Kyrie Irving na final foram sensacionais e a companhia dele junto à Lebron foi fundamental para o título dos Cavs e merece ser MUITO lembrada, até pela cesta da vitória ter sido dele. Sendo assim o título foi merecido pela virada e pela raça demonstrada em quadra, além da qualidade dos seus craques.

Share Button

PostHeaderIcon E Agora, Adenor?

Antes de falar sobre o Tite, quero repetir o que sempre pensei sobre a carreira de Dunga como treinador. Nunca entendi! Não sei como e porque ele virou técnico da CBF. Muito menos o motivo de sua volta, após o vexame de 2014. Aliás, depois de 94, a única escolha compreensível foi a do Felipão em 2001/2002. Todos os demais foram um passo para trás, ou pro lado. Involuímos e colecionámos fracassos. Um fato notório e visível, ainda que ignorado por grande parte da mídia e dos torcedores.

Também é sabido que a CBF se comporta como um orgão separado do futebol brasileiro. Ela cuida de si, todo o resto que se dane. É uma posição confortável. Recebe o bônus, mas não carrega o ônus. Basta ver o desprezo da entidade pelos torcedores daqui ao vender seus amistosos para uma empresa árabe. Ou a diferença de tratamento que recebem os clubes brasileiros e os estrangeiros. É algo claro e indiscutível.

Também é indiscutível a rejeição, cada vez maior, que a seleção provoca na torcida. Ainda que, como disse o Alexandre, bons resultados possam reverter parcialmente essa rejeição. Só parcialmente. E se os resultados vierem. Se e quando.

Sigamos… Então, após outro desastre, descobriram que o Dunga não servia. Sério! Levaram 2 anos; e isso na 2ª passagem do Dunga. 2 anos de testes, experiências, desculpas e explicações. 2 anos que levaram a seleção do nada para o lugar nenhum.
técnico Tite
Hoje o Tite deve assinar oficialmente o contrato com a CBF. E o Rogério Micale deve ficar encarregado da seleção olímpica. Ponto!

É inegável que o Tite é muito mais técnico que o Dunga. Assim como não se discute que ele é quase unanimidade entre a mídia, boleiros e torcedores. Foi uma escolha óbvia.

Mas e agora? Certamente os futuros convocados pelo Tite serão em grande parte os mesmos que o Dunga já convocou. Talvez apareçam 3 ou 4 nomes diferentes; mas nenhum que faça uma diferença absurda. O estilo dos times do Tite é amplamente conhecido. Uma defesa sólida, linhas mais próximas, recomposição rápida, laterais acionados com frequência… E, certamente, uma boa relação com o elenco.

É 99% certo que a seleção do Tite será melhor que a do Dunga. Mas é bom avisar que o Adenor não é o salvador da pátria. E muitos estão esperando um salvador, um messias. Mas isso não existe. Quem espera um salvador vai quebrar a cara. E quem espera uma revolução também!

A verdadeira questão é saber o que se deseja. Se vocês acham que o Dunga é o único problema do futebol brasileiro, estamos perto da solução. Se pensam que o problema é mais profundo e necessitamos de uma “nova ordem futebolística”, não devemos esperar isso do Tite. Se precisamos de uma imensa revolução no nosso futebol, ela não virá pelas mãos de uma única pessoa. Não é uma mágica que acontece em minutos. Não peçam isso ao Tite!

Share Button

PostHeaderIcon A Nova Rotina

Por mais que o Brasil tenha sido eliminado da disputa da Copa América Centenário por um erro crasso da arbitragem que não viu o toque de mão na bola por parte do jogador Ruidiaz que fez o gol do triunfo peruano, não existe explicação para um treinador, num jogo eliminatório com 3 substituições disponíveis e com o time perdendo, não fazer as trocas. Só por isso o Dunga, caso a CBF fosse séria, já poderia perder o cargo no vestiário. Sem contar a não convocação de Thiago Silva, melhor zagueiro brasileiro, por pura pirraça. Pode parecer um paradoxo mas, como foi muitos lembraram instantaneamente, Dunga já fez (ou não fez, dependendo do ponto de vista) a mesma coisa acontecida ontem em 2010 na eliminação contra a Holanda na Copa do Mundo. Ou seja, não dá para dizer que ele merece crédito, pois já teve uma segunda chance de trabalhar e mostrou não ter evoluído em nada.

Dunga se mostra sendo alguém que até escala o time com alguma lógica (até porque não temos tantas opções para mudanças assim), mas não têm um chamado plano B e fica completamente perdido para mudar a tática da equipe. Uma simples mudança do técnico adversário Ricardo Gareca fez com que eu ficasse até com um pouco de pena dele na beira do campo, completamente perdido e sem saber o que fazer. Algo parecido já tinha acontecido no jogo contra o Equador. Como o Marco já disse várias vezes aqui, ele nem é treinador de fato, a dura realidade é essa. brasil peru copa américa bola parada

Obviamente Dunga nem deveria ter voltado para a Seleção, só que o problema é muito mais amplo. Não adianta acharmos que basta Tite assumir o comando técnico da Seleção o futebol brasileiro vai melhorar. A equipe pode até evoluir e ganhar títulos, mas a mudança que estamos precisando é muito mais estrutural do que qualquer outra. Um país que consegue se confundir até para montar uma seleção olímpica, que tem um técnico que treina a equipe por 2 anos, mas não dirige na época da competição, precisa começar praticamente desde o zero a mudar sua direção, com uma limpeza total na CBF e também nos clubes, que são coniventes com o que está se passando.

Sobre o time em si e voltando ao Tite, é bom lembrar que o estilo dele não é o que se exige da Seleção. Aí podemos dizer que a chamada soberba futebolística nacional, que diz que somos o país da habilidade, do futebol bonito, também está presente nessa definição, mas penso que ele, caso seja confirmado como treinador nacional, também seria criticado pelo seu estilo pragmático e também pelos conceitos quase professorais que coloca em sua coletivas. Além disso ele teria um grupo que precisa mostrar mais personalidade também nas adversidades, coisa que tem faltado ao Brasil a algum tempo. E ele, mesmo sendo talvez o nome mais óbvio que temos no país hoje, teria certa dificuldade para pôr em prática o que pensa.

Na realidade eu preferiria que Guardiola ou o Sampaoli assumissem o cargo e ficassem como condutores de um projeto que contemplasse a base, de forma a permanecer 8 anos pelo menos, pois assim teríamos ao menos uma perspectiva de mudança real e uma ideia de jogo mais próximas das tradições ofensivas brasileiras, aliada ao que se joga hoje em dia no mundo. Com uma mudança de comando da CBF poderíamos ter ideias novas dentro e fora de campo. Mas ao mesmo tempo eu penso; a imprensa por exemplo teria paciência com esse trabalho de longo prazo? As pessoas aceitariam maus resultados em amistosos? O corporativismo dos treinadores locais seria um empecilho?

Acho que tudo deve ser levado em conta e o próprio conceito de futebol por aqui, a estrutura toda, tem de ser repensada de alguma forma. Pode ser algo utópico essa mudança para agora, mas quanto mais ela demorar a acontecer, mais vexames acontecerão.

Share Button

  • Enquete

    • Qual clube corre mais risco de rebaixamento?

      Veja Resultados

      Loading ... Loading ...