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PostHeaderIcon Campeão Indiscutível

Uma das maiores vantagens de um campeonato por pontos corridos é que o vencedor costuma ser indiscutível. A exceção, quando ocorrer, é mais por alguma interferência externa que altere resultados. Mas, via de regra, o título é merecido. E este é o caso do Palmeiras no Brasileirão deste ano. Um campeão inquestionável. Diferente do mesmo clube na Copa do Brasil de 2015.
palmeiras campeão
Vi e ouvi muitas opiniões cobrando um futebol mais vistoso por parte do Palmeiras. Mas a cobrança não deveria cair somente nos ombros do Palestra. Isso deveria valer pra todos os times da Série A, talvez da B, pra seleção, pras categorias de base… Achar que o Palmeiras, só pelo investimento, deveria jogar bonito, é bobagem. O Audax, só neste ano, já nos mostrou que a filosofia de jogo não depende do dinheiro gasto.

O Palmeiras foi campeão graças ao dinheiro (sim!), ao planejamento, ao elenco recheado e à regularidade. Certamente não encheu os olhos de ninguém. Mas duvido que algum torcedor esteja reclamando. O torcedor, de qualquer time, quer vitórias e títulos. O “jogar bonito” é um adicional. É a cereja no bolo. Se a cereja faltar, paciência. O bolo está lá. E parabéns aos que estão aproveitando o bolo!

* * * * *

Por outro lado, na Série B, a torcida do Vasco ficou sem bolo e sem cereja. A campanha do time foi muito fraca. Quase vergonhosa. A classificação veio no sufoco, com um sofrimento que não deveria ter acontecido. Mas que serve de lição para os que acreditaram na mentira do “respeito voltou”. Não voltou e nem vai voltar enquanto o clube for comandado por pessoas como os dirigentes recentes.

Mas o pior nem é a forma como o Vasco subiu. Triste é imaginar o que pode acontecer com o clube em 17. Tudo indica que o departamento de futebol vai ser terceirizado. Não oficialmente, mas na prática. É quase surreal imaginar um clube do porte do Vasco dependendo de um empresário pra colocar ou tirar jogadores, colocar ou tirar um técnico. Mas é isso que deve acontecer. Parabéns ao Eurico, Euriquinho e demais envolvidos.

(E, no exato momento em que escrevo esta coluna, o Vasco anunciou a saída do técnico Jorginho. Tudo vai se encaixando.)

* * * * *

Ainda que um pouco atrasado, quero dar meus 0,50 no caso do Ceni virando técnico do São Paulo. Nada contra ele iniciar a carreira de treinador, longe disso. Mas eu tenho que ser coerente e opinar do mesmo modo que falei quando o Dunga virou treinador da seleção. Não se começa pelo topo. O topo é algo que se conquista pelos resultados e pelo mérito.

O Rogério Ceni teve muito mérito como jogador. Isto é inquestionável. Tanto que é, muito provavelmente, o maior ídolo do SPFC. Mas isso não o transforma num grande técnico. São coisas distintas. Tanto é que o Zico, Falcão, Cerezo, Júnior e tantos outros craques não tiveram sucesso na nova carreira. Mas nada impede que o Rogério Ceni faça parte do rol das exceções. Até torço para isso. Mas eu gostaria que ele tivesse começado pelas categorias de base do São Paulo, passasse um tempo como auxiliar e, depois disso, tivesse sua chance no time principal.

Sei muito bem como o torcedor é apaixonado e irracional. Caso o Ceni tenha sucesso logo de início, não faltará gente pra gritar: “Tá vendo? Falou bobagem! Quebrou a cara!”. Não me importo, a questão não é pessoal. A questão é de conceito. E o meu conceito vale pro Dunga, pro Ceni e pro Zé das Couves. Aqui não tem carteirada!

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PostHeaderIcon Idas e Vindas no Mundo da Bola

Antes de mais nada quero dizer que concordo com as colocações da última coluna do Alexandre, sobre a olimpíada do Rio. Mas vejo a seleção de futebol por uma perspectiva diferente. Não me importa tanto o resultado, a medalha. Me interessa mais o desempenho e a avaliação de alguns jogadores. Especialmente os novos atacantes que o Tite poderá usar num futuro muito próximo: Gabigol, Gabriel Jesus, Luan e cia. São nomes que me agradam muito mais que os últimos convocados pelo Dunga.

Penso que a olimpíada pode ser um ótimo teste para saber se estes jogadores poderão ter um futuro na seleção principal. E até mesmo a cobrança exagerada pela medalha de ouro pode ser um elemento que dificultará a aprovação nesta prova. E isto, do ponto de vista esportivo, é algo benéfico. Teste fácil não serve. Ainda mais considerando a atual situação da seleção nas eliminatórias e a proximidade da Copa da Rússia. Pena que não pensaram em usar a seleção olímpica pra mais testes. Eu gostaria disso. Muito mais que a famigerada medalha.

* * * * *

Sobre o evento em si, temo que ocorram alguns problemas indesejados. O descaso com os apartamentos da vila olímpica foi um exemplo do que pode acontecer. Mais preocupante ainda é o que pode ocorrer fora da vila e dos ginásios. Temo pelo pior!

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mano menezes

A gestão do nosso futebol é um tema recorrente neste blog. Mas não é por procurarmos por esta pauta; ela é quem teima em aparecer corriqueiramente. O caso mais recente é o do Cruzeiro. Nem culpo o clube pela saída do Mano ao receber uma proposta do futebol chinês. Mas o que aconteceu depois é de total responsabilidade da direção. Parece aquela história do sujeito que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Este é o retrato da Raposa neste ano. E o resultado em campo é a consequência mais evidente.

A primeira opção do clube foi seguir com o Deivid, que era auxiliar do Mano Menezes. Era arriscado e o novo treinador precisaria de tempo e paciência. Mas ele não teve nenhuma das duas coisas. Foi demitido e trouxeram o Paulo Bento pro lugar. E, como já sabemos, um técnico estrangeiro necessita de tempo para se ambientar e conhecer o nosso particular mundo futebolístico. Só que isso não é possível quando ele chega no meio do ano. Não funciona. Técnico não é mágico. Mas a direção cruzeirense acreditou nisso. E quebrou a cara! E agora recorre novamente ao Mano para salvar o ano. E, novamente, escapar de uma ingrata posição no Z4.

* * * * *

Planejamento também é uma palavra estranha ao nosso futebol. Caso do São Paulo. No começo do ano resolveram trazer dois reforços importantes por empréstimo de 6 meses. Tudo bem que a necessidade era grande e o time exigia reforços nas posições. Ocorre que o meio do ano chegou e o clube se viu diante da perda do Maicon e Calleri. Resolveram gastar muito na contratação do zagueiro e desistiram do atacante. Sem esquecer a compreensível venda do Ganso para o futebol espanhol. E agora, quase na metade do Brasileirão, o São Paulo está trazendo reforços.

Pode até ser que as contratações sejam bem sucedidas; especialmente o Buffarini. Mas não é fácil um jogador de outro país chegar aqui e render de imediato. O normal é passar um período de instabilidade. Só que o campeonato tá correndo e o clube não pode esperar. E aí, como fica?

* * * * *

Como se não tivessem problemas internos suficientes, os clubes ainda sofrem com os externos. É o caso dos clubes que “cedem” jogadores para a seleção. Será que é justo o Palmeiras, Grêmio e Santos perderam seus principais jogadores para a seleção olímpica e serem prejudicados na disputa do título? Alguém vai cobrir o prejuízo técnico e financeiro que os clubes possam ter?

E mais, no final do ano, na fase decisiva do Brasileirão, será a seleção principal que vai “roubar” mais alguns jogadores. E também ficará por isso mesmo. Acho que nunca verei os clubes unidos para se defenderem desta exploração. Vão continuar aceitando tudo, bovinamente. Talvez por merecerem!

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PostHeaderIcon Como Explicar?

Depois de um início de ano complicado e sem grande perspectiva de melhorias de títulos e enfrentando uma grande desconfiança o São Paulo conseguiu avançar na Libertadores. Eliminou o Atlético/MG e chegou até a semifinal da competição, onde enfrentará o Nacional de Medelín, que fez a melhor campanha do torneio até aqui.

Pode-se dizer que foi uma surpresa pelo fato do elenco são-paulino não mostrar um comprometimento que nos permitisse imaginar que isto aconteceria. A equipe desde o ano passado mostrava uma certa falta de compromisso que chamava a atenção, ainda mais em jogos decisivos. Além disso a defesa Tricolor sempre foi um ponto vulnerável da equipe. Essa vulnerabilidade continua em alguns momentos, com falhas principalmente de Denis e de Rodrigo Caio, este último inexplicavelmente convocado para a Seleção que vai para a Copa América Centenário nos EUA. Mas um achado da equipe foi a contratação do zagueiro Maicon, que veio por empréstimo do Porto de Portugal. Agora com seu contrato provisório acabando, é fundamental para o São Paulo que ele permaneça, pois ele dá uma segurança e qualidade indispensáveis à zaga paulista. são paulo libertadores bola parada

Mas mesmo tendo uma defesa que assusta em algumas ocasiões, o técnico argentino Edgardo Bauza conseguiu ajustar a equipe na Libertadores (depois de penar no Paulistão) com seu esquema 4-4-1-1. Paulo Henrique Ganso joga mais solto, perto do centroavante argentino Calleri. E com isso os jogadores pelos lados do campo (Kelvin e Michel Bastos), jogam fechando mais o meio campo e dando mais proteção aos laterais. Calleri foi uma aposta pessoal de Bauza e tem se mostrado útil, se sacrificando muitas vezes nesse sistema tático, ficando mais isolado. Mesmo assim, é o artilheiro da competição até o momento.

Pode-se discutir se esse jeito de jogar do SP é o melhor, se é vistoso, mas o próprio Bauza já disse que não está preocupado em ser vistoso. É uma forma eficiente de se jogar e tem de valorizada, ainda mais em uma competição eliminatória. Além disso, o trabalho do treinador argentino em acreditar nos atletas e conseguir fazer com que jogadores como Wesley, Ganso e Michel Bastos mostrem mais disposição e comprometimento dentro de campo deve ser valorizado.

Claro que por não ser daqui ele talvez não se sentisse tão à vontade em chegar e promover uma mudança maior no elenco são-paulino (fato que eu teria feito na virada do ano e escrevi mais de uma vez aqui). Não que eu ache que o grupo do São Paulo ficou perfeito de uma hora para outra, longe disso. Ainda penso que algumas peças são falhas. Mas o trabalho de Bauza em fazer o que fosse possível com o que tinha é louvável. É evidente também que uma competição eliminatória permite um jogo menos vistoso, mas o que vale para qualquer partida, e me parece que esse time do São Paulo conseguiu construir, é uma formação de vontade e garra que não existia antes.

O título ainda está longe de vir. O São Paulo ainda precisa aprender a vencer fora de casa, fato que ainda não conseguiu na atual Libertadores (ou, pelo menos, jogar como jogou contra o River no Monumental de Nuñez). Além disso o Nacional de Medelín é uma ótima equipe, que joga ofensivamente e com velocidade e dará muito trabalho. Além disso, o São Paulo não pode desprezar o Brasileiro, pois até o primeiro jogo da semifinal continental ainda falta mais de um mês, muitas partidas pelo nacional serão disputadas e abandonar o Brasileirão, como algumas outras equipes já fizeram em situação semelhante não me parece ser uma boa ideia. Porém o time de Bauza se reinventou na raça e na vontade em campo e isso faz com que ele seja uma equipe bem mais difícil de ser batida do que era tempos atrás.

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PostHeaderIcon O Mobral Concluído e a Incompetência

Alguns anos atrás o então presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio deu uma entrevista dizendo que o problema do também ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches era o “mobral inconcluso”. Isso representava uma superioridade do Tricolor Paulista em relação ao time de Parque São Jorge em termos estruturais e de grife. Inclusive foi Juvenal que definiu a alcunha de “Soberano”, que simbolizava o período de três títulos brasileiros vencidos em sequência entre 2006 e 2008.

Porém tudo na vida pode mudar, ainda mais se você não faz nada para manter a sua superioridade e principalmente quando você se acha muito superior aos demais. Depois dos tri-campeonato nacional, o São Paulo perdeu profissionais importantes na fisiologia e na preparação física. Achou que apenas a estrutura físíca faria o clube se manter no topo enquanto naufragava em gestões desastradas no futebol, com contratações erradas, absurdas e até mesmo suspeitas. Não que na época em que o time vencia mais tudo era perfeito. Mas ao menos havia uma maior capacidade de gestão dentro e fora de campo. Além disso algumas figuras se perpetuaram no clube, desde Juvenal Juvêncio que conseguiu um imoral terceiro mandato que prejudica a instituição desde então, tanto em termos políticos quanto financeiros, até chegar a Milton Cruz, um auxiliar-técnico que nunca quis ser técnico pois sabidamente não tem capacidade para tal.

E não deixa de ser simbólico que Milton Cruz tenha sido dublê de treinador mais uma vez na vextória derrota para o Corinthians no domingo passado. Poucas vezes um time teve tanto a cara do seu treinador. Acomodado, superestimado e displicente, o Tricolor foi presa fácil para o time de Parque São Jorge que teve a celebração perfeita para o seu título nacional, mesmo atuando com muitos reservas.

Da mesma forma que, quando o São Paulo venceu seus títulos brasileiros não havia perfeição em todos os aspectos do clube, o mesmo acontece agora com o Corinthians. O time chegou a dever direito de imagem a seus atletas durante a competição e sofreu com a saída de algumas peças importantes como Guerrero e Fábio Santos. Some-se a isso uma certa rejeição que o Corinthians sofre por ter uma exposição massiva e exagerada na mídia o que, somado a uma certa proximidade de algumas figuras do clube com pessoas até mesmo do Governo Federal faz com que qualquer erro favorável ao time seja visto como algo acima do normal. Os erros de fato, em determinado momento, se sucederam de forma estranha, mas como o Marco já ressaltou aqui no blog, existem níveis diferentes e não se pode colocar todos os equívocos no mesmo cesto. E isso não apaga o mérito da administração corinthiana que mostra que dar mais tempo ao treinador e a um grupo de jogadores pode ajudar no fim das contas. são paulo corinthians bola parada

Tite conseguiu remontar a equipe e fazer com que um time com dois meias armadores clássicos (Renato Augusto e Jadson) conseguisse render, sendo ao mesmo tempo criativo e compacto, conceitos que, para muitos, são excludentes. Foi possível ver nesse campeonato que isso não é verdade. Renato Augusto se recuperou de uma fase em que vivia mais machucado do que em campo e foi fundamental na conquista, assim como Jadson que sempre foi bom jogador, mas passou um período ruim no São Paulo e foi usado por algumas pessoas como um dos símbolos do desinteresse e do pouco caso de alguns jogadores do Tricolor em campo. Temos aí então um caso simbólico que mostra que o ambiente de trabalho nos dois clubes é diferente a algum tempo e dentro de um sistema eficiente as peças de qualidade podem sim render.

Ainda que o São Paulo consiga, quase que de forma inacreditável e muito devido a incompetência alheia, a vaga para a Libertadores, é mais do que necessária uma mudança de rota; no jeito de comandar, de gerir e administrar dentro e fora de campo. Diminuir a soberba e a arrogância também seria um bom caminho, inclusive para tratar com o pessoal que não tinha “concluído o Mobral”. Pois hoje o Corinthians conseguiu, administrativamente falando, se formar com louvor e competência e com isso os resultados aparecem em campo.

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PostHeaderIcon Muita Chuva e Pouca Coragem

Ontem tivemos os 2 jogos da semi da Copa do Brasil. No mesmo horário! Isso pode ser bom pra televisão, mas não me agrada. Penso que isso deprecia os jogos e impede que alguns espectadores possam assistir as duas partidas. “Felizmente” o apagão (no Morumbi) permitiu que fosse possível acompanhar boa parte dos dois confrontos.

Não gostei nada do nível técnico do jogo no Maracanã. Foi muita correria, muitas faltas e muita ligação direta. Aliás, nem foi tanta ligação direta, era chutão mesmo. E já faz tempo que perdi a vontade de ver um futebol aéreo. Ainda mais quando, horas antes, eu havia assistido o jogo entre PSG e Real Madrid; que nem foi tão primoroso.

O Fluminense conseguiu abrir uma vantagem interessante. Mas, talvez pela contusão do Fred, permitiu que o Palmeiras diminuísse a vantagem. Ainda que o pênalti no Zé Roberto seja bem discutível. Mas depois a arbitragem compensou, anulando um gol legítimo do volante Amaral. Acabou elas por elas.

O fato é que o Fluminense poderia ter resolvido a disputa. Mas faltou coragem e competência. No 2º tempo o Palmeiras poderia ter empatado. Mas faltou coragem e competência. Acabamos com um 2×1 que agradou ambos os times. E eu acredito que o Palmeiras pode reverter o placar no jogo de volta.

* * * * *
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O jogo do Morumbi foi bem como eu imaginava. Mas a chuva acabou atrapalhando, e muito, o 2º tempo. Eu acreditava que o ataque santista levaria vantagem sobre a zaga tricolor. Pra quem já viu o São Paulo com Oscar, Dario, Válber, Lugano e outros, essa atual zaga é pra chorar. Pra chorar e pra sofrer. Então não me surpreendi com os 3 gols do Peixe. Mas eu pensava que o ataque do SPFC poderia ser mais efetivo; até pra compensar a defesa.

Mas o São Paulo atacou bem errado, muito centralizado e praticamente só levantando bolas da intermediária. Numa bola o Pato fez um belo gol, em outra o Fabiano estava impedido e em outras duas jogadas o Ganso e o Kardec perderam a chance. Alguns podem dizer que o estado do gramado (após a tempestade) foi o responsável pelo chuveirinho do Tricolor, mas eu não estou convencido disso. Penso que foi a opção da falta de opção. E é uma coisa que eu não gosto de ver.

No jogo de volta… Olha, acho bem complicado pro São Paulo reverter o resultado. Só se o apagão da volta for no time santista. Pode acontecer, sabemos. Mas é pouco provável.

* * * * *

Falei sobre a zaga do São Paulo, mas essa crítica é extensiva a quase todos os times. Em praticamente todos os jogos que vejo encontro lances onde um jogador chega na área adversária e cabeceia totalmente livre. Ontem foi o Fred, no lance do 1º gol do Flu. Dia desses, no jogo entre o Atlético e Inter, o zagueiro Paulão fez um gol como se fosse o homem invisível. Como é que pode, num lance de escanteio, um zagueiro chegar e cabecear livre, sem ninguém enxergar ou, ao menos, encostar nele??? Parece até um daqueles jogos de RPG, onde um jogador usa a carta da invisibilidade por X segundos.

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PostHeaderIcon Mudanças e Insistências

Em uma semana muita coisa pode mudar (ou não) no planeta. No mundo do futebol não é diferente. Tivemos algumas alterações de cenários, mas algumas confirmações de tendências e pensamentos, o que prova que a modernidade e a evolução não chegam para todos.

Uma dessas mudanças deve acontecer no comando diretivo do São Paulo. Carlos Miguel Aidar deve renunciar ao cargo após mais denúncias sobre a sua conduta na contratação de jogadores e também em assinaturas de contratos para o clube. A prática de cobrança de comissões teria ido além do limite do aceitável e tinha gente “perdendo a noção do perigo”, como o próprio Aidar teria dito a Ataíde Gil Guerreiro, ex-diretor de futebol que, com sua saída através de uma discussão com o quase ex-presidente, detonou o processo que deverá culminar com a renúncia. aidar ataíde bola parada

Em outro texto havia dito que existia um certo prazer de parte da imprensa em bater no São Paulo. Não retiro isso pois problemas desse tipo, tudo indica, existem em vários outros clubes. Além disso o descalabro administrativo começou no Tricolor no mandato do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que muita vezes é retratado apenas como figura “folclórica”, sendo que as denúncias de negócios no mínimo estranhos já existiam desde aquela época, só que com menos ressonância na mídia. Dizendo isso não estou defendendo Aidar e seus cupinchas, inclusive Ataíde, que foi diretor por mais de 1 ano e só se revoltou contra a possível farra das comissões agora. Apenas sou contra indignações e denúncias seletivas.

Caso tudo seja provado, todos deveriam ser expulsos do clube e obrigados a ressarcir a instituição com o que desviaram. Só que a investigação não deveria começar e terminar no atual mandatário. Que o clube seja passado a limpo desde a gestão anterior e que gente nova, principalmente com hábitos mais honestos, possa controlar os destinos do clube. E para os jornalistas que pedem que o futebol brasileiro seja moralizado, que usem a mesma indignação para criticar situações que venham a acontecer (ou que já existem) em outros clubes.

*****

No campo o São Paulo já mudou. Doriva veio para o lugar de Juan Carlos Osório. Sobre o agora técnico da Seleção do México já falei no outro texto e não vou me repetir. Só ressalto que penso que a chance dele sair do clube, mesmo se a situação política estivesse boa, era muito grande também. Em relação ao ex-volante Tricolor ainda é uma incógnita como treinador. Ele dá indícios que pode vir a ser um bom profissional, mas ainda não fez um trabalho de longo prazo para comprovar sua qualidade. Chega ao São Paulo numa situação, pelo menos até o fim do ano, cômoda. Se conseguir classificação para a Libertadores está bem. Se ele conseguir vencer a Copa do Brasil ainda melhor para ele. Mas se não conseguir nada poderá fazer com a maioria dos brasileiros atualmente e culpar “a crise”. No caso a crise política do clube. A grande dúvida é saber como (e se ele irá) montar o elenco para o ano que vem…E como no futebol resultado é tudo… doriva são paulo bola parada

Porém uma coisa que não muda no futebol é o discurso de falta de respeito que só aparece quando apenas UMA das partes é desrespeitada. Treinador reclama quando é demitido no meio (ou até mesmo no começo) de um trabalho. Dirigente reclama quando um treinador deixa o clube por uma proposta financeira ou profissional mais vantajosa, como foi o caso agora de Doriva saindo da Ponte Preta para o São Paulo. É o típico caso em que os dois lados estão errados e pelo visto querem continuar errando pois o mercado do futebol é assim. No fim das contas se merecem totalmente…

*****

Assim como se merecem o atual futebol da Seleção Brasileira e o dicurso do atual técnico Dunga. Escrevo até antes do jogo contra a Venezuela pois não creio que uma vitória contra o time “vinho-tinto” mude minha visão. Ainda que o time venezuelano tenha evoluído nos últimos 10 anos, uma vitória em casa contra eles ainda é algo obrigatório para a equipe brasileira. Porém com o futebol mostrado contra o Chile podemos até ver uma vitória, mas não veremos um grande futebol. A entrada de Lucas Lima pode ser algo positivo, mas não acho que a saída de Oscar seja um bom indicativo. O meia do Chelsea vem mal ultimamente até mesmo em seu clube, mas é um resquício de jogador que pensa, que arma o jogo no meio campo. Depois de uma atuação ruim em Santiago, foi escolhido como o “bode expiatório” da vez, sendo que o problema do time dá mostras que irá permanecer. chile brasil bola parada

Nas entrevistas pós-jogo Dunga e seus comandados disseram que o Brasil poderia matar o jogo contra os chilenos se o time não tivesse perdido “três ou quatro contra-ataques”. Tudo bem usar desse artifício em algum momento de qualquer jogo. Mas me parece que essa é a única estratégia (se é que existe alguma) no atual momento da Seleção. Correr, pensar pouco e não perder as poucas chances que aparecerem durante o jogo. No mais, esperar por um bom futebol, com qualidade no toque de bola e controle do jogo, parece ser algo bem distante.

É bem possível que com o pouco que o time vem mostrando seja suficiente vencer a Venezuela. Mas essa insistência em não querer propor, dominar e principalmente não pensar o jogo, afasta mais e mais o Brasil de dias melhores para a sua Seleção.

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