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PostHeaderIcon Um Verdadeiro Legado Olímpico

O período da Olimpíada causa normalmente muita comoção. Mesmo em um mundo cada vez mais multicultural e diverso em suas representações culturais e nacionais em que vivemos hoje, muitos ainda buscam uma identidade mais local e os esportes aproximam, sem dúvida alguma, as pessoas de seus países. Portanto é natural ver a torcida de muitos pela vitória dos atletas, no caso específico dos brasileiros.

Porém em muitos casos existe uma torcida de ocasião que, de fato, me incomoda. É evidente que nem todos conhecem todos os esportes, é humanamente impossível para a maioria. Tirando jornalistas que se dedicam a saber um pouco de cada modalidade (e temos bons exemplos principalmente hoje com a internet), a maioria toma contato com certas disputas apenas na hora da grande competição mundial que é a Olimpíada. Sendo assim é natural que muitos só viessem a conhecer o saltador Thiago Braz, vencedor do ouro no salto com vara, na hora da disputa decisiva.

O que chama a atenção é que a maioria das análises contemplava muito mais a possibilidade de ouro na parte feminina da competição. Fabiana Murer era muito mais citada como possível medalhista e poucos, muito poucos mesmo, falavam das chances de Thiago. Muitos não sabiam (como era meu caso, apesar dele ter sido tema de uma reportagem no Fantástico em 2013) de que ele treinava com o treinador russo que revelou ninguém menos que Sergei Bubka e Yelena Isinbaeva. Ou seja, por ele não ter obtido ainda grandes resultados em suas competições com maior visibilidade, ele era desprezado e desconhecido por aqui no Brasil para maior parte da população. thiago braz fabiana murer bola parada

Isso reforça algo que já dissemos aqui algumas vezes. O esporte principal do brasileiro é ganhar, muito mais do que acompanhar esporte. Pode-se dizer que isso acontece um pouco em todo o lugar, mas aqui é algo quase que padrão. Como disse o Marco na última coluna, vivemos de fenômenos sazonais e isso ainda não está tão perto de mudar. E ao analisar os resultados dos eventos olímpicos, não podemos incorrer no erro de colocar tudo no mesmo balaio. Existem exemplos de todos os tipos. Atletas com menos apoio, alguns com o emocional mais fraco, outros que simplesmente são inferiores aos adversários, confederações com cartolas corruptos…Têm de tudo.

Por isso não dá para dizer que todos os atletas que perdem são “coitadinhos sem investimento”. O caso da Fabiana Murer é mesmo um exemplo, ainda que, fracassando em três Olimpíadas, eu não esteja dizendo que ela seja um fracasso como atleta no geral, já que ela tem um título mundial na modalidade. Mesmo o Thiago Braz treina fora do país, como alguns atletas de natação, atletismo…Modalidades possuem hoje treinadores estrangeiros e tiveram melhorias como handebol e ginástica artística.

É inegável que o investimento no esporte aumentou do meio dos anos 90 para cá. Da Olimpíada de Atlanta (1996) para cá o número de medalhas aumentou de fato, apesar de que é pouco provável que o Brasil alcance a meta pretendida e propagandeada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) que era de décimo lugar no número total de medalhas ou 25 pódios, ainda que o número de brasileiros entre os 8 primeiros em variadas competições tenha sido recorde (72 até quando escrevo este texto).

Porém o que falta é uma melhora geral na base, para que o esporte não seja visto apenas como um número, um resultado em si mesmo. “Comprar” medalhas, ou conseguir resultados com algum fora de série é até fácil. Fazer com que o brasileiro, desde a escola, pratique mais esporte, seria um legado mais interessante que apenas obras não completas ou o “top 10” no ranking geral. Pode ser um pouco utópico o que estou imaginando, mas só com esse verdadeiro apoio, desde a infância e como algo para toda a sociedade, o Brasil pode conseguir algo além de uma glória passageira em duas semanas de competições.

*****

futebol feminino olímpiada 2016 bola parada Falando mais especificamente do futebol. No feminino a medalha não veio depois de uma empolgação grande no início. Esse caso específico é bem complicado de se discutir; como já falei NESTE texto anterior, o futebol feminino até hoje tem um pouco mais de atenção, longe do ideal claro, mas tem um campeonato brasileiro e uma seleção permanente. Ainda é pouco, e tem de haver uma cobrança para que mais seja feito. Mas o público também tem de dar suporte e isso, na maioria das vezes, não acontece. As pessoas que fizeram a estúpida comparação entre Marta e Neymar, precisa lembrar que a modalidade existe além das Olimpíadas.

Sobre o time feminino em si, ficou claro que, assim como no masculino, o Brasil ainda está com problemas sérios na hora de montar uma equipe taticamente. Ainda é tudo muito na base individual, sem grandes trocas de posição e mudanças que pudessem possibilitar oportunidades de mudar o quadro de uma partida. Isso ficou claro na semifinal contra a Suécia. Depois contra o Canadá, com a equipe já abatida, ficou ainda mais complicado de conseguir uma medalha.

Por sua vez o futebol masculino conseguiu ir avançando e amanhã faz a final contra a Alemanha que, obviamente, não é uma revanche da Copa do Mundo de 2014 (nem vou me estender nisso). As entradas de Wallace e Luan foram boas para o time, mas é bom lembrar que, com exceção da Colômbia, os adversários foram fraquíssimos. A Alemanha não tem uma equipe estelar, mas é bem organizada, com um treinador que conhece e trabalha a muito tempo com a equipe.

O Brasil, por jogar em casa, ter talento individual, um clima favorável e jogar contra um time menos forte em termos de nome conta com um pequeno favoritismo prévio, mas que a meu ver é bem pequeno. O esquema ultra ofensivo de Rogério Micale ainda não foi totalmente testado e a pressão de vencer a tão almejada medalha pode ser perigosa para o time nacional. E mesmo que ela venha (e se vier, não será com facilidade), não será uma redenção completa para o nosso futebol. Voltaremos ao tema.

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