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PostHeaderIcon Pequeno Resumo Dos Estaduais (E Mais Racismo Com Hipocrisia)

O mais impressionante das finais estaduais é que, tirando o PVC, que diz conseguir assistir mais de um jogo ao mesmo tempo com quase a mesma atenção, e mais algum diretor de TV mais fanático, é impossível conseguir acompanhar mais de uma partida com plena atenção. Por causa do regionalismo cada vez mais embutido em nosso futebol (algo irônico, justamente em um tempo em que os estaduais são tão achincalhados pela maioria) e pela neurótica busca pela audiência das TVs, todos os jogos são empilhados no mesmo dia e horário. O último ano em que me lembro das finais em dias diferentes foi o de 2000. Não seria nada mal dividirem as partidas, colocando algumas no sábado por exemplo. Mas pelo visto isso é uma utopia de minha parte. ituano santos bola parada

Como não vi todos os jogos falo mais da partida que assisti. Penso que o Ituano venceu o título paulista com méritos. Soube montar um esquema eficiente e, quando conseguiu tocar a bola, principalmente com os meias Jackson Caucaia, Cristian e Esquerdinha, mostrou uma boa qualidade. Não é um time que vai entrar para a história, mas dentro do regulamento, soube jogar com paciência. Porém, talvez nem o técnico Doriva fique em Itu para uma possível manutenção do trabalho; tudo indica que será uma equipe efêmera, pois boa parte dos jogadores deverá sair para clubes maiores. É a lei do mercado no futebol, infelizmente.

O Santos, elogiado por mim em outra coluna, não pode ser criticado por tentar ser ofensivo. Osvaldo de Oliveira tem o mérito de ter tentado manter o estilo de toque de bola e pressão no ataque. Mas mesmo na semifinal contra a Penapolense, o time mostrou um grande nervosismo, além de não ter grandes alternativas no meio campo para tentar mudar o controle do jogo. Contra o time de Penápolis venceu pois a partida virou um grande “ataque contra defesa”, mas contra o time de Itu isso não foi possível. Pedro Castro Lucas Otávio e Serginho, jovens campeões da Copa São Paulo deste ano poderiam ser jogadores de meio campo mais testados durante o campeonato para tentar dar mais qualidade ao passe da equipe.

Além disso uma peça que não se encaixou no time até agora foi Leandro Damião. Me parece que Osvaldo de Oliveira se sentiu quase que obrigado a escalar o ex-centroavante do Inter, que na verdade nunca foi um virtuose com a bola nos pés. O time muitas vezes perdeu velocidade e não foi o mesmo dos melhores momentos do campeonato. A frustração é grande mas acho que o Santos tem como se manter como um dos possíveis candidatos a fazer uma boa campanha no Brasileiro, desde que se reforce na defesa e possa criar alternativas em seu estilo de jogo.

*****

Nos outros principais campeonatos as polêmicas de arbitragem chamam muito a atenção da mídia e da torcida, mas não vu focar nelas, pois fica muitas vezes o jogo da TV contra o jogo do campo. Penso que utilizar a ajuda eletrônica para lances duvidosos é um caminho para o qual o futebol pode caminhar, pois é claro que o olho humano não consegue dar conta de muitos lances que acontecem dentro de campo. Mas tentar ficar falando de “complô”, “roubo” e outras teorias, sem provas, não leva a nada. flamengo vasco bola parada

No Rio de Janeiro o Vasco melhorou em relação ao ano passado, mas não tanto quando parte da mídia já tentava alavancar. É um time esforçado, que pode ir bem na Série B, mas ainda está longe de vôos mais altos. O Flamengo também não pode comemorar muito, pois ainda é uma equipe que corre mais do que pensa com a bola nos pés (a saída do Elias foi prejudicial ao time). Em Minas o Cruzeiro tem um elenco mais homogêneo que o do Atlético e, mesmo com equilíbrio nos jogos finais, mostrou sua superioridade atual.

No Rio Grande do Sul o Inter passa a impressão de que será mais competitivo neste ano. Tem um time com menos badalação, mas com mais organização, começando pelo banco com o Abel. O Grêmio que vem bem na Libertadores ainda não é a “melhor equipe da última semana no Brasil” como alguns apressados palpiteiros já começaram a eleger. Mas tem um trabalho em andamento com o comando do Enderson Moreira. márcio chagas racismo bola parada

Mas o que me chamou a atenção no estadual gaúcho foi a punição dada ao Esportivo de Bento Gonçalves pelos atos racistas sofridos pelo árbitro Márcio Chagas da Silva. O time do interior perdeu 9 pontos na tabela e foi rebaixado (ainda cabendo recurso). É um assunto até para ser debatido com mais tempo em outra coluna, mas as perguntas que ficam são:
– O autor do ato racista foi preso, ou está andando livremente por aí e se achando “o tal” por ter criado toda essa celeuma?
– Será que as leis anti-racismo no Brasil só valem para o futebol, onde a repercussão é maior?
– Será que se fosse um time grande envolvido na história, ele sofreria a punição com a perda de pontos?

Enquanto estas questões não são respondidas esperamos, já que virou moda, mais um ato racista em nosso futebol (e mais uma dose de hipocrisia que sempre aparece junto com ele…).

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PostHeaderIcon Indignação de Ocasião

Mais uma vez o destaque dos noticiários esportivos depois de uma partida não foi o que aconteceu com a bola rolando. Na última quarta o destaque infeliz após a partida entre Real Garcilaso e Cruzeiro foram os atos racistas cometidos por alguns presentes no estádio contra o meia Tinga da equipe brasileira. Houve uma grande indignação a respeito do tema, algo que sempre aparece quando um caso de discriminação ocorre com alguém mais conhecido. Compreendo e concordo essa revolta, mas vejo que ela é bem seletiva. tinga racismo bola parada

Não vou nem tentar contar quantas vezes ouvi a torcida de algum time brasileiro usar palavras de baixo calão para se referir a algum jogador negro. Não digo que no futebol “vale tudo”, mas é algo comum, pelo menos entre os atletas. Na verdade nem preciso ir tão longe para lembrar de outro caso; um rapaz, um carregador de mercadorias que trabalhava no meu serviço, era chamado pela maioria das pessoas do setor de “negão”. Alguns faziam isso de forma carinhosa e brincalhona, mas muitos dizem que toda brincadeira tem um fundo de verdade. Ou seja, quando o preconceito é visto como “inofensivo”, ou aceito socialmente, todo apelido é permitido (coisa com a qual discordo totalmente).

Sempre aprendi desde cedo em minha casa, que não devemos achar que uma pessoa é melhor ou pior apenas pelo que ela veste ou usa, ou mesmo pela cor de sua pele. Creio que muitos também tenham recebido esses aprendizados. Mas me chama a atenção o fato de que certos atos de preconceito chamam mais a atenção em determinados locais e com figuras públicas. Também percebo que a indignação das pessoas aparece mais quando o brasileiro é atacado por um estrangeiro. Sobre o que acontece aqui, dentro do nosso quintal ou perto de nossa cara, não damos tanta importância ou preferimos jogar para debaixo do tapete. desábato racismo bola parada

Por outro lado, basta lembrar do caso Grafite/Desábato pela Libertadores de 2005. Me parece que doeu mais nas pessoas o fato de um argentino (nossos “inimigos” em tudo, graças a uma decisão midiática – falarei sobre esse tema em outra ocasião) ter xingado um brasileiro do que o fato racista em si. Daí para o show que tivemos na sequência dos dias, com a prisão do jogador estrangeiro e sua demonização foi um pulo (É bom lembrar que o caso não deu em nada, nem para o Quilmes, clube de Desábato na época, nem para o próprio jogador, pois Grafite mesmo disse que “foi na onda” e exagerou com a queixa-crime).

Não estou de forma alguma achando normal o ato de alguns peruanos na última quarta. Porém é bom notar como algumas críticas que estão sendo feitas aos “torcedores” do pequeno Garcilaso já vêm com outros preconceitos embutidos; existe um certo menosprezo ao time (que de fato é pequeno no cenário do futebol sul-americano) e também ao país, como se Tinga fosse agredido por membros de uma civilização menor. Pensando assim, os brasileiros tentam se colocar como superiores, erro comum dos racistas em qualquer nível.

Para resumir, o que me incomoda basicamente são duas coisas. Primeiro é a indignação de ocasião. Uma piada ou outra sobre o tema é permitida (e digo isso sem tentar ser politicamente correto, apenas coerente com o que penso). Quando tiramos sarro de alguém desconhecido, só por não ser igual à gente, tudo bem. Mas quando a TV transmite um ato internacional de preconceito o Brasil é tomado por um furor patriótico que não vemos sempre por essas bandas. Acho bom que os brasileiros possam se unir em torno de uma boa causa, mas infelizmente não é a regra geral por aqui.

A outra coisa é a falta de punição para que as pessoas aprendam, na marra, a respeitar seu semelhante. No caso do futebol, a perda de pontos da equipe que tem esse tipo de agressor seria uma saída, podendo chegar até mesmo à eliminação do torneio. Enquanto ficarmos no mundo do faz de conta na questão das sanções, não será surpresa vermos outros casos como esse acontecendo. O problema é que desde a FIFA, passando pela UEFA, até chegarmos na Conmebol, a tendência é de lavar as mãos quando algo do tipo ocorre. Talvez quando acontecer na final de um de seus torneios tomem alguma providência mais concreta.

Só é preciso lembrar que o futebol não é algo distante da sociedade, não é uma coisa a parte. Portanto de nada adianta comemorarmos perda de mando de campo dos times rivais se em nossa própria vida não mudamos nossa atitude quanto ao racismo. Se indignar no twitter é legal, mas não resolve nada se você não muda sua postura na vida real.

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