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PostHeaderIcon O STJD e um alerta para alguns clubes

O futebol brasileiro roda, roda, roda e continua cometendo os mesmos erros de sempre. Chega a ser cansativo! Mas novamente temos o STJD entrando em campo e sendo usado para tentar alterar resultados. O Fluminense e o Figueirense são aos autores das reclamações à justiça esportiva. E ambas as ações são muito questionáveis.

Não vou entrar no mérito das ações no STJD; odeio essa parte jurídica. Também sou contra usar imagens de TV em momentos convenientes. Ou se usa a TV em todos os jogos, ou em nenhum. E no momento o regulamento não permite essa ajuda externa. Mas é óbvio que a arbitragem do Fla-Flu teve interferência externa. Foi um casuísmo. E isso não pode ser aceitado. É injusto com todos os outros casos de clubes prejudicados por erros claros da arbitragem.

Mas, infelizmente, o futebol segue o caminho da judicialização, fato corriqueiro em nossa sociedade. E como costumam brincar na internet: Gol da Alemanha!!

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O Vasco foi um daqueles times que se enganou com o resultado do Estadual e uma invencibilidade de trinta e tantos jogos no começo do ano. Era uma situação fantasiosa. E hoje o clube vive um momento mais real. E a realidade é mais dura que a fantasia.

Acredito que o Vasco vai subir para a Série A, ainda que sofrendo. Mas o problema do clube não é só voltar pra 1ª divisão. O Vasco precisa voltar a ser grande. O Vasco não pode ser do tamanho do Eurico, do Roberto ou de pessoas deste nível. O Vasco é muito maior. Mas vai continuar pequeno se for dirigido por pessoas pequenas. Fica o alerta!

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botafogo
Já o Botafogo, que virou o queridinho dos analistas e comentaristas de plantão, poderia estar numa situação ainda pior que o Vasco. Mas hoje é a surpresa do Brasileirão. Todos os jornais, sites e emissoras já fizeram sua análise sobre os motivos dessa recuperação do clube. A explicação é até simples:

– Equilíbrio financeiro, com os salários pagos em dia;
– O Jair Ventura conseguiu melhorar o desempenho da defesa e aproveitar melhor os jogadores do elenco; que não é essa maravilha toda;
– Alguns reforços de última hora qualificaram mais o grupo e tem sido decisivos;
– O estádio da Ilha, chamado de “arena Botafogo”, está servindo de casa durante a falta do estádio Nilton Santos.
– O elenco esbanja disposição e o ambiente interno parece muito bom.

Mas não podemos esquecer dos erros cometidos pela atual gestão do Botafogo. Principalmente na contratação de jogadores fracos e que só pesam na folha salarial. Para um clube com orçamento tão curto, é uma falha pesada. Outro ponto são os contratos curtos e sem uma multa alta. Ano que vem o clube deve perder vários jogadores. Fica o alerta!

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Ninguém duvida que o Cruzeiro, São Paulo e Internacional são grandes clubes. Isso é óbvio! Mas o fato de ser grande não lhe permite fazer grandes bobagens e sair impune. O desempenho dos 3 neste Brasileirão é fruto de vários erros. De falta de planejamento e de mudanças no planejamento. Se a gente olhar o custo da folha ou o valor dos elencos, o resultado é ainda mais desanimador. Pífio!

Não estou dizendo isso baseado em achismo. Outro dia vi uma estatística mostrando quanto custou cada ponto no Brasileirão, em relação ao valor do elenco e ao custo mensal. O trio que eu citei, junto do Palmeiras, Flamengo e Atlético, são os que mais gastam. Mas o resultado de um trio é muito diferente do outro. Então não basta pensar apenas no orçamento ou confiar no peso da camisa. Isso é importante, mas não é tudo. Fica o alerta!

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PostHeaderIcon O caso Betim e os clubes “caixeiros-viajantes”

Foram definidos neste último fim de semana os classificados para as quartas de final da Série C. Entre eles está o time do Betim de Minas Gerais, que até ano passado era sediado em Ipatinga, também em Minas. A classificacão do clube foi cercada de polêmicas, pois o time tinha sido praticamente alijado da competição quanto em setembro entrou na Justiça Comum recorrendo para não ser elminado do torneio por não ter quitado uma dívida de uma transferência com um time de Portugal, dívida esta que vinha desde os tempos em que o time ainda era o Ipatinga. A punição, por enquanto, está suspensa e assim sendo o Betim conseguiu a classificação entre os 8 melhores da primeira fase.

O que me causa espécie nem é o fato do time ter entrado na Justiça ou de ter sido punido e pouco tempo depois ser liberado para jogar; isso é a praxe de nossa complicada Justiça Desportiva. O que me espanta é a mudança indiscriminada de cidades, por parte de clubes criados quase que do nada. Só que minha crítica não vai tanto pelo lado do romantismo. Alguns jornalistas como Juca Kfouri e Mauro Cezar Pereira da ESPN Brasil são radicalmente contrários a esses times, chamados por eles de “itinerantes”, e declaram abertamente que torcem contra eles. Obviamente não sou ingênuo de achar que existe uma imparcialidade total no jornalismo. Todos que trabalham no meio tem suas preferências e mesmo seus pré-conceitos. No caso dos comentaristas citados, fica implícito que eles pensam que todos esses times como por exemplo o São Caetano, Guaratinguetá, Barueri, Macaé entre outros, são clubes de “aluguel” que não merecem crédito dentro do cenário nacional.

Evidentemente não me agrada o uso de dinheiro de prefeituras nessas equipes, haja vista que normalmente os prefeitos locais são grandes entusiastas desses times (principalmente quando elas conquistam acessos e vitórias). Mas se formos parar para pensar, qual equipe, mesmo aquelas grandes e tradicionais do Brasil, não contam com algumas benesses do poder público? Qual delas é livre do fato de ter usado dinheiro estatal para algum projeto, construção de estádio e CTs, além claro da famigerada Timemania? Infelizmente o populismo futebolístico está muito presente em nossa política e os grandes clubes brasileiros são beneficiários desse esquema. Portanto acho que rotular esses times menores apenas como sendo “de prefeituras” é um pouco de exagero. Além disso, não é ilegal um time ser formado e ir subindo de rendimento conforme o tempo passa, e com isso ir subindo de divisões na escala evolutiva de nosso futebol.

Muitos reclamam que esses são times sem torcida, mas temos de convir que já temos 12 grandes marcas nacionais em termos de torcida (4 times de SP, 4 do RJ, 2 de MG e 2 do RS); além disso temos clubes com forte presença regional, principalmente nas regiões Sul e Nordeste do Brasil, portanto fica complicado de surgirem outras massas torcedoras de um dia para noite. Porém penso que não apenas pelo fato de serem times com “estilo empresarial” é que existe essa dificuldade de formar torcida e aí que reside minha crítica à essas equipes. betim ipatinga bola parada

O Betim, que era Ipatinga ano passado, caiu da série B para a C em 2012 e já no decorrer do campeonato existia o papo de que o clube mudaria de cidade. Por mais que não contasse com muitos torcedores, a ideia da direção da equipe desagradou muitos adeptos da cidade de Ipatinga que já tinha certa afeição com o clube. Da mesma forma isso aconteceu com o Guaratinguetá, que se mudou para Americana e com o Barueri que se mudou para Presidente Prudente. Nesses dois casos os times já voltaram para suas “cidades natais”, o que no meu modo de ver configura uma grande palhaçada. O mais incrível é que também já existe a conversa, ainda não confirmada, do Betim retornar para Ipatinga no próximo ano!

Nesse caso sou totalmente favorável à uma crítica contra esses times que mudam de cidade como quem troca de roupa e penso exatamente como o Vitor Sergio Rodrigues da TV Esporte Interativo. Você tem um time e quer mudar de cidade, sem motivo forte a não ser o financeiro? Tudo bem, mas você cairá uma divisão. Esse tipo de medida certamente inibiria esse vai e volta de equipes e, no caso atual, evitaria o problema de Justiça que foi causado pelo atual Betim, ex (e talvez futuro) Ipatinga que, dentro dessa regra, deveria estar na série D do Brasileirão em 2013.

Não sou contrário a novas equipes surgirem no nosso futebol, é algo que democratiza o esporte e pode fazer com que apareçam novas forças e novos talentos. Porém tudo deve ser feito com algum critério para que ao menos apareçam times com algum identidade local e com mais respeito as regras do jogo.

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