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Posts Tagged ‘jornalismo’

PostHeaderIcon Fim de Uma Era

Depois de 22 anos o jornalista José Trajano foi demitido da ESPN Brasil na última semana. Após ser diretor do canal e responsável pela formação da emissora e de vários programas de sucesso e ser comentarista do Linha de Passe, ele saiu sem direito à despedidas e de forma lacônica, por uma alegada “contenção de despesas” da emissora.

A forma da saída de Trajano evidentemente foi contestada, pois a desculpa apresentada beira o ridículo. É impensável que o canal não tenha condição de pagar seu, talvez, nome mais conhecido, por duas participações semanais em um programa de debates da casa. Começaram assim a serem cogitadas “razões políticas” que levaram ao seu desligamento do canal. O Bola Parada não é um blog político e não vamos entrar nesse assunto aqui mais diretamente, mas isso é algo bem possível de acontecer, ainda mais com a mudança de postura do canal em muitos momentos de sua programação. Haja vista a saída, até hoje também muito mal explicada, do jornalista Lucio de Castro.

E aí é o que chama mais a atenção. A ESPN crítica que existia anteriormente deu lugar a uma emissora que basicamente tem um programa (Bate-Bola) que se repete indefinidamente. Programas criativos e com um pouco mais de conteúdo como Pontapé Inicial, Histórias do Esporte e Loucos por Futebol foram saindo aos poucos da grade do canal. Ainda que hoje tenha sido criada uma faixa de “reportagens investigativas” chamada Jogo Limpo, ela fica soterrada no meio de alguns programas em que os participantes que só querem aparecer fazendo piadinhas e gracinhas toscas. trajano espn bola parada

Não que Trajano seja perfeito como jornalista. Muitas vezes se mostra contrário (e irritadiço) com opiniões divergentes, e se mostrava meio contrário à novidades na análise bem feita sobre os jogos; não é muito fã de uso de dados estatísticos, que são importantes num jeito mais moderno de se observar as partidas. Além disso ele também criou o modo da ESPN agir e se portar no esporte, com seus acertos e erros.

Mas justamente por isso ele era (e continua sendo) tão fundamental. Pessoas como ele fazem refletir e causam repercussão crítica, algo tão em falta nos dias de hoje. Vemos cada vez mais uma análise rasa sobre quase tudo, ainda mais no jornalismo esportivo local em que o “campo e bola” puro e simples é regra da maioria. E sendo assim a presença de jornalistas como Trajano se faz muito necessária. Pena que quem comande a “nova ESPN”, que vem despencando a algum tempo, não pense assim…

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PostHeaderIcon Um Grande Repórter e Uma Grande História

Com um pouco de atraso registro aqui o falecimento do repórter e jornalista Geneton Moraes Neto, que aconteceu no dia 22 de Agosto. Geneton era um grande jornalista, que fez grandes entrevistas e reportagens, principalmente na TV Globo e na Globo News, principalmente relacionadas à temas políticos, como o caso Riocentro, no fim do regime militar e as entrevistas com os ex-presidentes brasileiros ainda vivos.

Mas lembro do trabalho de Geneton aqui pelo grande documentário que ele fez sobre a Copa de 50, observando a visão dos jogadores brasileiros que ficaram com o vice-campeonato Mundial. “Comício a Favor dos Náufragos” é uma grande
obra e merece ser vista, ainda mais em um país que tem tão poucos documentários de alto nível na área esportiva.

Deixo aqui uma entrevista de Geneton sobre o tema:

E o documentário na íntegra.

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PostHeaderIcon Demissão Simbólica

Não tenho idade para ter escutado alguns dos grandes nomes do rádio esportivo brasileiro. Muitos deles como Mário Morais, Geraldo José de Almeida, Pedro Luiz entre outros que brilharam nos anos 50 e 60 já nos deixaram a algum tempo e não tive a oportunidade de ouvi-los ao vivo. Era a chamada época romântica das rádios, em que havia certamente paixão nas narrações e comentários, mas também havia espaço para a seriedade e sensatez nas análises.

Um dos representantes dessa fase especial do rádio ainda continua na ativa. Cláudio Carsughi é um nome respeitabilíssimo nas análises sobre futebol e automobilismo e estava até no começo dessa semana veiculado à rádio Jovem Pan de São Paulo, emissora pela qual trabalhou por incríveis 58 anos! Eu digo que trabalhou pois Carsughi foi demitido da Jovem Pan de forma sumária, isso logo após participar normalmente da programação de segunda-feira. Foi despedido sem direito à uma despedida digna de alguém que serviu por tanto tempo a um local de trabalho. cláudio carsughi bola parada

De saída podemos dizer que esse caso escancara a falta de respeito com quem tem mais idade em qualquer setor de trabalho. Com o passar do tempo as pessoas se tornam descartáveis, mesmo ainda sendo produtivas e se mostrando bons profissionais, como é o caso de Cláudio Carsughi. Porém, no caso específico do jornalismo, vemos algumas situações se acentuando. Primeiro é o próprio desmonte da profissão como um todo. Cada vez mais vemos redações serem reduzidas e jornalistas, mesmo os formados, sendo demitidos.

A questão é que para substituí-los temos visto cada vez mais ex-jogadores, palpiteiros, humoristas sem graça e todo o tipo de gente tomando o lugar de profissionais sérios. O que conta hoje é chamar a atenção e “causar”. Carsughi não é desse tipo e, num momento de mudanças da emissora, talvez foi mais fácil demitir alguém como ele do que o novo “comentarista” da rádio, o ex-jogador Vampeta, que é conhecido apenas por fazer piadinhas, muitas delas de mau gosto. O contraste entre os dois dá a medida da situação atual da profissão.

Vi algumas pessoas sugerindo a contratação de Carsughi por outras rádios ou mesmo televisões. Lembro dele trabalhando na ESPN Brasil a alguns anos atrás comentando automobilismo no finado programa Limite e futebol no Linha de Passe. Porém, com o momento atual da emissora e sua nova linha editorial, seria muito mais fácil imaginar a contratação de um Vampeta para contar suas piadinhas do que alguém da qualidade de Cláudio Carsughi. É uma pena, pois é uma situação que deveria servir de reflexão para os rumos da própria profissão. Provavelmente voltaremos ao tema por aqui, ainda que sem grande esperança de mudança…

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PostHeaderIcon O esporte na TV aberta em xeque

Vou fazer um pouco o papel do Marco e falar da mídia esportiva em alguns tópicos. Hoje falarei mais do esporte na TV aberta, onde cada vez mais vemos o entretenimento e a superficialidade tomarem conta do cenário. É difícil não ver uma palhaçadinha, uma trilha sonora animada junto de alguma matéria ou então algum debate que na verdade não debate nada, apenas quer criar polêmica ou repercussão. joão sorrisão bobo bola parada

Esse é o caso do “Bolsa Redonda” novo quadro do Esporte Espetacular da Globo. É difícil imaginar algo de muito concreto e profundo em um debate realizado num programa em que um boneco João Bobo é presença constante como atração principal. Nada contra as mulheres analisarem o futebol, até já li e ouvi algumas que conhecem sobre o assunto, mas o conceito do debate em um programa que prioriza o entretenimento já deixa claro que ele não deve sair muito da esfera da superficialidade. Além do mais, como lembrou bem o colunista Flavio Ricco do UOL, esse tipo de programa já foi feito na Rede TV!, com as “Belas (algumas não tão belas assim…) na Rede”. E não faz sentido separar homem e mulher, como se fazia no início do século na hora do voto, para se discutir qualquer assunto. Todo mundo pode e deve falar sobre tudo. O que vale é o conteúdo.

O caso é que a Globo até, quando quer, consegue fazer reportagens mais elaboradas. Em termos recentes, neste mesmo domingo, foi realizada uma reportagem sobre a vida do zagueiro Breno na prisão na Alemanha. Apesar de alguns toques melodramáticos foi uma boa iniciativa da emissora em buscar o lado do jogador para contar sua história. As outras emissoras priorizam a graça pela graça, com pitadas de sensacionalismo (como no caso da Record em seu programa de “esporte”, o ridículo Esporte Fantástico), a conversa de botequim com apoio explícito a um só clube (caso da Bandeirantes em relação ao Corinthians) e a gritaria, aí no caso do Esporte Interativo. EI bola parada

Possivelmente o Marco e eu estamos entre as pessoas que mais critiquem o EI, até porque é um canal que ainda não possui uma grande repercussão. Deveria ter mais, pelo fato de ser um canal aberto voltado ao esporte, mas até hoje ele não conseguiu crescer de fato, muito pela sua falta de qualidade. O que é mais inconcebível é um canal que se dedique ao esporte ser tão amador como o EI continua a ser, mesmo depois de alguns anos no ar. Nem vou criticar neste texto o tom infantiloide da maioria que trabalha por lá e o ufanismo forçado no que tange às transmissões com brasileiros (não só no futebol). Nesse caso só fico espantado como as pessoas criticam só o Galvão Bueno como ele fosse o único que extrapola nessa questão, mas isso já foi abordado em outro texto por aqui.

O que tem mais me irritado ultimamente no EI é essa campanha para fazer as pessoas “exigirem” das operadoras a entrada do novo canal, o EI Nordeste. Nem vou discutir se a iniciativa, mesmo sendo até interessante, possui algum futuro; é algo que só o tempo irá dizer, apesar de ter os dois pés atrás com ela. Mas o que é algo BEM chato é ver um canal tentando usar seus telespectadores como massa de manobra para resolver os problemas que eles mesmo criaram. O EI deu evidente preferência à Claro TV na transmissão da Copa do Nordeste desse ano. Como esperar que as outras operadoras, principalmente Sky e Net, tenham grande interesse de negociar com a emissora? Sei que tudo são negócios, mas acho que um canal de TV não pode fazer com quem o assista seja usado como “bucha de canhão” de decisões administrativas que deveriam ter sido tomadas anteriormente. Enquanto fica nessa de “clamar” para que todos reclamem com as operadoras de TVs por assinaturas, o EI vive de gritaria e reprises em sua programação, um cardápio que não atrai espectadores mais exigentes.

Com tudo isso o cenário do esporte na TV aberta é desolador. Não que isso chegue a surpreender, haja visto que de modo geral a qualidade de quase tudo que passa na TV comercial vem decaindo com o passar do tempo. A solução seria cobrar ou então passar para a TV paga, mas nem lá a coisa vai muito melhor, mas em outro dia trato do que vemos nos canais esportivos por assinatura.

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