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PostHeaderIcon O Bom, O Mau e a Mídia

Depois de alguma confusão, a situação do técnico Juan Carlos Osório parece estar definida. Definida até certo ponto. A não ser que aconteça alguma reviravolta ele irá dirigir a seleção mexicana. A dúvida que fica é se ele permanece até o fim do ano no São Paulo ou já irá imediatamente para a América do Norte. É um desejo dele e deve ser respeitado. É a lei de mercado e é uma oportunidade grande de trabalho. Porém, como disse o Marco no texto anterior, é uma história em que não existem santinhos, pelo menos na dimensão que a imprensa quer colocar.

Antes de qualquer coisa é preciso dizer que Carlos Miguel Aidar referendou juridicamente, como advogado de renome que é, o terceiro mandato legalmente aceitável (mas moralmente condenável) de Juvenal Juvêncio. Mandato este que gerou um considerável aumento na dívida bancária do clube. Só por isso ele já merece muitas críticas. Ao reassumir a cadeira de presidente do clube (cargo que já tinha ocupado o cargo nos anos 80), colecionou polêmicas e algumas decisões administrativas equivocadas e, no mínimo, esquisitas. A principal delas foi a estranhíssima contratação do zagueiro Iago Maidana (que ainda está só treinando no clube), vindo do Criciúma, mas que custou uma considerável comissão a um clube pequeno de Goiás. Não tenho os dados para afirmar categoricamente que houve desvio de dinheiro do clube, mas se isso for provado, mais do que uma vergonha, deveria causar a expulsão dos envolvidos do quadro de sócios do São Paulo. Portanto estou bem à vontade para criticar a atual diretoria.

Porém vejo claramente na imprensa paulista uma vontade quase que sistemática de criticar tudo que venha do São Paulo atualmente. Talvez para se “vingar” da época em que o Tricolor se auto intitulou como o “Soberano” do futebol brasileiro (um evidente exagero), hoje em dia qualquer problema relacionado ao clube é superdimensionado, coisa que, estranhamente, não era feita de forma tão constante na época de Juvenal Juvêncio, mesmo com o time já em fase não tão boa. Como bem sabemos, em qualquer lugar a história é contada pelos vencedores. E como nos últimos 6 anos o Corinthians ganhou mais títulos que o São Paulo, tudo de ruim que acontece pelos lados do Parque São Jorge é meio que “deixado de lado”. Mesmo o Palmeiras que vive uma instabilidade quase que crônica na sua gestão de futebol, foi celebrado neste ano, mesmo com uma política extremamente questionável na hora de contratar jogadores (nas minhas contas pararam no vigésimo sexto…). Não estou aqui querendo que sejam condescendentes com possíveis desvios de conduta acontecidos pelos lados do Morumbi, mas não tenho visto tratamento semelhante entre os clubes por parte da mídia.

Isso sem contar os exageros acontecidos quando da chegada do treinador colombiano no Brasil. Uma imagem mostrando Michel Bastos falando um palavrão ao ser substituído virou pauta por quase uma semana em alguns programas que hoje são menos esportivos e mais de fofoca. E tentaram relacionar isso a uma possível “crise” de insatisfação dos jogadores com Osório. É óbvio que é possível que em um grupo de mais de 25 jogadores, existam alguns que não gostem do técnico. Mas querer forçar uma situação é algo que não me desce. juan carlos osório são paulo bola parada

Coloco nessa conta, além da vontade de querer criar polêmica a todo custo, um certo xenofobismo que alguns ligados ao futebol por aqui claramente manifestaram com a presença de um estrangeiro por aqui. E um estrangeiro que tentou fazer algo diferente da maioria dentro e fora de campo. E o mais interessante é que o “diferente” dele não é algo tão inédito. Ele tentou fazer o time jogar de forma mais ofensiva, ainda que de forma exagerada em alguns momentos. E nas entrevistas ele sempre procurou falar de futebol, respondendo de forma clara e explicativa os POUCOS questionamentos sobre “campo e bola”. E aí é que entra a questão da “santidade”.

Por mais críticas que a diretoria atual do São Paulo possa sofrer (e merece sofrer várias, como já disse acima) não se pode dizer que eles colocaram Osório na “corda bamba” de perder o emprego, por mais que a mídia tentasse forçar isso a cada derrota Tricolor. A postura foi de sempre dar tempo ao colombiano e penso que ele teria ao menos o ano que vem para trabalhar. Claro que sempre existe o risco aqui de mandar alguém embora após três ou quatro derrotas. Mas o lugar para onde Osório irá não é muito diferente nessa cultura da demissão. Nos últimos seis anos o México teve cinco treinadores. E por ele ser um estrangeiro, ele já recebe críticas de saída. Ou seja, ele não estará indo para um lugar tão “tranquilo”.

É evidente que o sonho de dirigir uma seleção é algo que ele sempre deixou claro, portanto ele não está saindo pela ação ERRADA da diretoria de vender vários jogadores do plantel sem avisá-lo. Se fosse para ele sair, revoltado como pareceu estar, deveria ter saído antes e teria o meu apoio. Além disso penso que ele conduziu mal a situação ao deixar que a imprensa especulasse algo por quase 1 mês, de forma quase que intermitente. A transmissão do jogo do São Paulo sábado contra o Atlético/PR foi vergonhosa nesse sentido, assim como, dizem, a coletiva que ele concedeu (essa eu fiz questão de não ver). Foi um festival insuportável de repetição sobre o mesmo tema, que poderia ter sido evitado se ele falasse claramente desde o início sobre a proposta mexicana. E agora ele ainda prolonga a situação adiando a palavra final (será final mesmo?) para quarta. Até estou me arriscando escrevendo o texto agora, mas…vamos lá.

Penso que ele pode estar dividido em relação a não deixar o time no final do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Mas se o sucesso aqui é tão fundamental para ele, deveria deixar a proposta do México para outra oportunidade. O engraçado é que a mesma imprensa que o ridicularizou em alguns momentos com as canetas, o fato do rodízio, entre outras coisas, agora o coloca numa posição de “santo”, sendo que ele está, falando friamente, analisando uma proposta de trabalho, nada além disso. Aliás, o mesmo que ele fez na Colômbia para vir para o Brasil (talvez até por isso a diretoria do SP não tenha falado muito até agora) e muitos lá também o criticaram.

Sendo assim não acho errado o fato de Osório sair, se é um desejo dele, mesmo que seja por uma proposta e não “por causa da diretoria” como alguns querem definir. É um bom técnico que poderia acrescentar por aqui, com erros com qualquer outro, mas não insubstituível. O que não acho correto é uma indefinição por parte dele e muito menos a tentativa, quase sempre por parte da mídia, de tentar achar o bom e o mau, através de interesses estranhos e caminhos tortuosos. A própria mídia tem seus problemas, mas que muitas vezes não são discutidos. Mas isso é assunto para outro texto…

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PostHeaderIcon O Jogo Sujo do Futebol

Muitos podem ter ficado surpresos com o FIFAgate. Talvez mais pelas prisões que pelo escândalo em si. Não é comum ver gente “fina” sendo algemada e detida. Principalmente aqui, onde a impunidade é a regra geral. Então o fato foi até chocante.

Mas uma pessoa bem informada não deve ter ficado surpresa com o escândalo envolvendo a cúpula da FIFA. Menos ainda se for um jornalista. As denúncias já vinham pipocando. Andrew Jennings, jornalista e escritor britânico, já havia publicado inúmeras matérias denunciando esquemas sujos e a corrupção na entidade. O jornalista Jamil Chade, do Estadão, também vem realizando um trabalho parecido. A ESPN, em menor grau, também noticiava sobre as irregularidades. E ficava quase só nisso e na imprensa nanica.
corrupção na fifa
Do dia 27 pra cá a grande mídia resolveu sair do torpor e abriu enorme espaço pra cobrir a denúncia e prisões. Mas aí não era mais a imprensa esportiva, já estava na editoria policial (ou cotidiano). A imprensa esportiva levou uma bela bola nas costas. Merecidamente. Pois foi covarde, omissa e comprometida com interesses poderosos. Em alguns casos beirava a cumplicidade. Então esse repentino interesse denuncista não me convence. Estão jogando pra arquibancada (sofá).

Tampouco me convence a tentativa de investigação em nosso país. A nossa justiça já perdeu esse bonde. Todos sabem da sujeira da CBF, mas nunca quiseram mexer no vespeiro. A CPI também terá pouco (ou nenhum) resultado. Talvez até sirva como cortina de fumaça para encobrir outros escândalos. E certamente será um palco para exibicionistas.

Na verdade, a nossa imprensa e a justiça (ou a Polícia Federal), ainda podem se redimir. Temos outros pontos obscuros, que merecem investigação e denúncia. Deixem a FIFA e os “Blatter boys” pra justiça americana, ela sabe cuidar disso. Se concentrem na sujeira daqui, nas federações, clubes, empresários, contratos, concessões, empréstimos nebulosos, vendas mal explicadas… Ou então continuem fazendo cara de paisagem e esperando que o acaso resolva os problemas do nosso esporte.

Aproveitando, e a CBV, como tá? Tudo certinho por lá?

* * * * *

Ontem o Blatter foi reeleito para o 5º mandato na FIFA, sem qualquer pudor. Era esperado, mas foi vergonhoso. Mesmo que ele não tivesse participação no esquema – coisa que duvido. Ainda que ele não soubesse do ocorrido – e também duvido disso. Deveria saber; ou é totalmente incompetente para dirigir a entidade. O “não saber” não é prova de honestidade, é prova de incompetência.

Resta saber se a UEFA irá realmente tomar uma medida mais radical. Dizem que pode haver uma cisão. Ou não. Mas penso que é hora de uma revolução. Não só envolvendo a FIFA, mas dentro do futebol brasileiro. Se esse não é o momento, quando será?

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PostHeaderIcon O Vexame da Imprensa Esportiva na Copa

Sabem o que foi pior que o desempenho da seleção brasileira? O desempenho da mídia esportiva. Mas nem foi uma surpresa, eu já esperava pelo pior. E o problema pode ser dividido em 3 partes:
1- O ufanismo exagerado e sem sentido;
2- A fraca qualidade dos profissionais e amadores (convidados);
3- A divulgação de inverdades e criação de uma realidade paralela.
Vou tentar abordar cada questão. Mas, como diria Jackie, a stripper, vamos por partes.

O ufanismo vazio não é novidade em nosso país e na vizinhança. O esporte é rotineiramente usado como válvula de escape e motivo de orgulho nacional. O patriotismo se resume em efêmeras vitórias nos campos e quadras, que camuflam os fracassos sociais e econômicos. Algo bem diferente do que ocorre em países mais desenvolvidos, onde o esporte é somente o esporte. Uma atividade lúdica.

A imprensa aproveita estes momentos e se coloca como “porta-bandeira” do orgulho pátrio. E o motivo dessa atitude não é dos mais nobres. Atende interesses econômicos da mídia e o uso político do envolvimento emocional com o esporte. Neste terreno é reconhecido o modus operandi da Rede Globo, especialmente por meio de seu principal narrador. Mas a Band não faz diferente. Até proíbe seus narradores de criticar a CBF e sua seleção. Nas emissoras fechadas o comportamento é muito parecido, salvo uma ou outra voz na ESPN. Nem as emissoras sem os direitos de transmissão tiveram coragem de se aprofundar seriamente no assunto. A maior prova disso foram os encontros da Dilma e do Scolari com profissionais da imprensa esportiva. Eles receberam um recado claro. E a grande maioria atendeu o pedido.

O segundo problema vem em decorrência dos profissionais (e não profissionais) que as emissoras colocam pra narrar, apresentar e comentar o esporte. O caso não é novo, mas foi agravado durante a Copa. Parecia que a gente assistia uma partida de masters, mas era o “time” de comentaristas da nossa TV. A ESPN foi além e importou ex-jogadores para se travestir de comentaristas, tirando o lugar de jornalistas veteranos e novatos. O resultado foram cenas patéticas, de choro e comemorações.

O Sportv tentou inovar, criando programas especiais. No Extra Ordinários o destaque acabou sendo a pessoa que nunca viu uma bola pela frente, a Maitê. Por aí se vê o nível do resto da turma. O programa com os capitães de seleções foi apenas mediano. Faltou algo que justificasse tanto barulho. E o Madruga Sportv, longo demais, teve mais sucesso com as brincadeiras do que com jornalismo esportivo.
micos da imprensa
A Band, outrora canal do esporte, foi um fiasco. O nível dos narradores e comentaristas foi lastimável. Não serviu de opção aos que não suportam a Globo. Sua cobertura acabou destacada pelos erros, ameaça de strip-tease, o Datena de cueca, salsicha e outras bobagens. Perderam a chance de fazer algo diferente. Coisa que a Fox Sports fez em seu segundo canal. Optaram pelo humor, e funcionou em alguns momentos. Na Raposa Esportes normal as transmissões foram chapadas. O único destaque ficou com o debate apresentado pelo Falcão. Tanto que a emissora está tentando renovar com ele.

A terceira questão é que a imprensa esportiva não cumpriu sua função básica: informar, perguntar e analisar. Coisas que ela já não faz costumeiramente. Sendo uma Copa e com o orgulho nacional em jogo… Antes do fiasco (1 x 7), tudo estava bom, Felipão era o cara e Neymar seria nosso herói. Poucos, pouquíssimos, tinham a coragem de apontar os erros. Alguns, ex-boleiros e ainda com o espírito de jogador, não conseguiam enxergar o óbvio. Minutos depois da surra, Felipão e seus comandados viraram o alvo de todas as críticas. Dos mesmos que passaram meses elogiando.

Tentei ver várias coletivas. Apesar de ser algo chatíssimo. E até hoje fico pensando se quem perguntava eram fãs ou jornalistas. Não sei a utilidade daquilo se ficam 2 horas bajulando e mimando o técnico e os jogadores. O “Fernandismo” virou a regra geral.

Depois do vexame contra a Alemanha, e das justificativas do Scolari, vários comentaristas baixaram o porrete. Diziam que ele vive num mundo paralelo, que o Brasil jogou mal em toda a Copa, que os amistosos valiam nada, que a Copa das Confederações não era referência… Ora, ora, mas eles também estavam nesse mundo paralelo. Usaram o mesmo discurso que o Felipão usa agora. Se o Felipão tenta enganar a opinião pública, a imprensa fez o mesmo por mais de 1 ano. A imprensa e a seleção jogam o “futebol associado”. A imprensa é sócia do fracasso da seleção. Ela foi cúmplice da seleção. Ela mentiu e omitiu. Ela foi torcedora, tanto quanto as neymarzetes. A imprensa também perdeu de 7.

Se essa é a imprensa esportiva, melhor não ter nenhuma.
Se o futebol é o ópio do povo, a imprensa é a traficante.

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PostHeaderIcon Bigode, Experiência e Estatísticas

Esta será a Copa em que terei menos prazer de assistir. Não pelo futebol, continuo gostando muito. Ou mais que antigamente. Mas me desagrada o entorno do futebol. Cada vez mais. Não gosto da atual gestão do futebol mundial. E estou pegando uma grande antipatia pelas transmissões esportivas.

Nesta semana, no dia anterior ao anúncio oficial dos 23 convocados, lembrei de passar rapidamente pelo Fox Sports Rádio (que voltou pra Fox 1). Me apareceu o Fábio Sormani com um bigode postiço. Não entendi a razão da fantasia. E aos poucos fui vendo o Benja, o Flávio Gomes e demais participantes com o mesmo adereço. Imaginei que o fato tivesse relação com o Felipão. Mas não quis confirmar e mudei de canal. Ainda não me livrei do trauma psicológico com a fantasia do Batman.
benja de bigode
Na ESPN e no EI falam mais do Facebook, Instagram e hashtags que de esporte. O negócio por lá é tirar selfies, aparecer nos trending topics e ler mensagens idiotas de pessoas mais idiotas ainda. Quando não é isso, são brincadeiras e um humor pra lá de duvidoso. Assistir o BB3 (especialmente) ou o Jogando Em Casa virou um sacrifício. Dá vontade de virar noveleiro.

Segundo alguns participantes desses programas, o estilo alegrinho faz sucesso com o público. Pode ser. Mas eu ainda prefiro assistir programas esportivos “de esporte”. Deixo as brincadeiras pro Pânico.

* * * * *

Outra coisa irritante é o estilo paternalista da imprensa esportiva ao falar de nossos jogadores. Dia desses, num dos eventos comerciais que brotam nessa época, um ex-jogador foi entrevistado e tratou logo de salientar a juventude de nossa seleção, com o Neymar e Oscar. Juventude no sentido de inexperiência.

Após a convocação do Felipão, foi a vez do PVC voltar ao assunto. Disse que o técnico havia apostado numa seleção de garotos e que a comissão técnica passaria a experiência necessária. E essa é uma opinião comum entre os analistas esportivos. Os que discordam, como o Bertozzi, são exceção.

Pois eu discordo totalmente dessa análise. Começando pela matemática; nossa seleção tem quase 28 anos de média. É muita coisa, mesmo comparando com seleções passadas. E a experiência (ou maturidade) é algo bem relativo. Já vi jogadores novos esbanjando maturidade; e vi veteranos tremendo na hora H. Mesmo os mais jovens, Oscar e Neymar, são bem rodados, com passagem por Estaduais, Brasileirão, Libertadores, torneios europeus, Olimpíada, UCL, etc… Verdinho mesmo, só o Bernard. Então podem esquecer essa desculpa. Nossa seleção é bem experiente. Se algum jogador não amadureceu, é problema individual. E técnico não passa experiência pra ninguém.

* * * * *

Outra bobagem repetida pelos analistas de futebol foi sobre a evolução que o Neymar teria jogando no Barcelona. Assisti vários jogos do time catalão e não senti qualquer melhora no futebol da “jóia”. Ao contrário, acho que ele perdeu mais do que ganhou com a ida pro Barça. Ainda mais sendo meio titular e jogando lá no cantinho esquerdo.

Quem evoluiu de verdade foi o Oscar. E o Ramires. Já o Paulinho perdeu espaço e “moral”. E assim vai. Cada caso é um caso. Não existe uma verdade absoluta como alguns gostam de repetir.

* * * * *

Ontem, após a demissão do Gilson Kleina, vi vários programas esportivos destacando o retrospecto do treinador enquanto dirigiu o Palmeiras. E isso acontece frequentemente. O pessoal ficou viciado em estatísticas (não só o PVC). Tá bem, o Kleina teve tantas derrotas, tantas vitórias e um aproveitamento de 60%. E daí??? Levaram em conta o trabalho do cara, o elenco que tinha ou os adversários que enfrentou? É claro que não.

Mas o caso que mais me impressionou foi quando o Corinthians trocou o Tite pelo Mano, no final de 2013. Os estatísticos correram pra buscar a média da 1ª passagem do Mano e comparar com os resultados do Tite. Como se isso fosse uma evidência indiscutível. Ora, o Mano dirigiu o SCCP na Série B, tratorando os adversários. E também na Copa do Brasil, Brasileirão, Estadual… Já o Tite passou pela Libertadores e Mundial de Clubes. Fazer uma média simples é um absurdo. Uma leviandade.

A estatística pode ser interessante para muitos. Mas deve ser interpretada com muito cuidado. O futebol não é uma ciência exata.

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PostHeaderIcon Preconceitos Furados

Há umas 2 semanas, num Bate-Bola da vida, o JC Canalha, em meio ao escândalo na CBV, disse que havia visto a Isabel e Jaqueline e que as mulheres deveriam tomar conta de tudo, que os homens só se metiam em pilantragem e coisas do tipo. Ele tem todo direito de pensar assim, mas eu discordo totalmente. Não é o fato de usar cueca ou calcinha que vai determinar a honestidade e competência das pessoas. Isso é preconceito, ainda que muitos simpatizem com tal ideia.

Ainda recordo do meu tempo de rapaz, quando um pensamento semelhante era aplicado à política nacional. Muitos deformadores de opinião repetiam a mesma ladainha: a solução é entregar o poder às mulheres. Algumas chegaram ao poder (ainda que por vias tortas – apadrinhadas por homens). Tivemos prefeitas, governadoras, presidente… Até algumas presidentes de clubes. Alguma diferença em relação aos homens? Não vi. E não sei por que seriam diferentes. Vieram de outra galáxia?

Também ouvi muitos deformadores de opinião no meio esportivo. Passaram décadas malhando os cartolas e sonhando com ex-atletas no poder. Os jornalistas esportivos adoravam discursos moderados e eloquentes teorias sobre gestão e marketing esportivo. Se o pretendente juntasse toas as qualidades… Maravilha!
bola murcha
Acontece que a prática comprovou o contrário. Tivemos exemplos no Vasco, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Santos e em várias confederações de esportes olímpicos. Os resultados foram desastrosos. Alguns por incompetência, outros por desonestidade, a maioria pelos dois motivos. Os eventuais bons resultados esportivos só serviram como cortina de fumaça e possibilitaram que os “new cartolas” tivessem mais tempo no poder. Mesmo que o sucesso no campo/quadra fosse mais pelo esforço e talento de alguns técnicos e atletas. Taí o nosso vôlei como exemplo.

Não vou dizer que a mídia tem relação direta com tais problemas. A culpa é indireta. Muitos por serem alheios à tudo. Se limitam ao Campo & Bola e às brincadeiras e chacotas. Outros, que olham o aspecto mais global, falham ao se agarrar nas ideias prontas e no maniqueísmo. E o público telespectador, nós, acabamos infectados pelo preconceito e pela solução fácil. Mesmo que isso seja uma mentira, uma doce mentira.

Nos últimos tempos, na coluna do Tevezona, defendi o Segredos do Esporte e/ou programas parecidos. Até para sair do lugar comum e das soluções mágicas. Mas o terreno é árido e o programa não vingou. A mídia esportiva, regra geral, tem preferido o entretenimento e as polêmicas fabricadas. Ou pior, a brincadeira sem motivo e sem fim. Tudo pelo orgulho de ser engraçadinho. E nem isso eles têm conseguido. Felizmente. Ou infelizmente.

As vozes contra os erros e sujeira no esporte são raras. Algumas são raivosas e oportunistas. Outras são fracas e volúveis. Mudam de lado sem a menor vergonha. Basta um sorriso, um convite, e passam pro lado que vinham criticando. Um vergonhoso gol contra. Contra o esporte e a dignidade. Fato que não me surpreende, mas tenho que lamentar. Que coisa, sr. Artur!

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PostHeaderIcon O Jornalismo Seletivo

Não gosto de muitas coisas no canal Esporte Interativo. Acho o estilo de abordagem do canal sobre muitos assuntos bem superficial e infantiloide. Não gosto de alguns profissionais que trabalham por lá, que parecem às vezes querer impor suas opiniões na base do grito e da falsa polêmica. Além disso o canal tem um DNA de “emissora de televendas” que prejudica muito a percepção das pessoas sobre o EI, que acaba não sendo levado a sério como poderia. Mesmo assim não tenho problema em reconhecer as boas iniciativas feitas por lá, quando elas acontecem. brasil handebol feminino bola parada

Um exemplo recente é a cobertura do Mundial de Handebol feminino que está sendo realizado neste fim de ano com o EI transmitindo com exclusividade. Apesar do tom extremamente ufanista quando dos jogos do Brasil (já tratei desse ufanismo no jornalismo esportivo neste texto), penso ser interessante o espaço dado para outros esportes (fora do futebol) não apenas na hora do “filé”, que para essas modalidades se dá no momento da Olimpíada. Além disso, para o EI que sofre com a falta de grandes eventos, é uma alternativa interessante de transmissão.

Mas o que tem me chamado a atenção é o completo desprezo por parte dos outros canais sobre a competição, que não é uma qualquer, é um Mundial. Além disso, o Brasil vem aparecendo bem no torneio e tem boas chances de conseguir um bom resultado, inédito na modalidade. Por parte da TV aberta já é até esperado esse péssimo tratamento a qualquer coisa que não seja futebol; a indigência na cobertura é algo corriqueiro. Me espanta porém é o desprezo por parte dos outros canais esportivos.

Não estou aqui dizendo que ESPN, FOX Sports e Sportv devessem cobrir de forma ostensiva uma competição da qual não possuem os direitos de transmissão. Nem também farei aqui o papel de “defensor” do EI, até pelas críticas que já fez ao canal e por achar que, se estivessem na situação oposta, possivelmente fariam a mesma coisa. Mas esse estilo “seletivo” de jornalismo que se faz presente num momento de briga acirrada por direitos de transmissão, me deixa extremamente receoso sobre algumas posturas.

Raros são os casos em que vemos uma emissora, a partir do momento que possua os direitos de algum campeonato, fazer críticas à organizadora da competição. A partir do momento em que isso não ocorre, quando tentam esconder os defeitos que muitas vezes saltam aos olhos, vemos que não existe aquela imparcialidade que muitos apregoam possuir. E aí penso que não existe “santinho” nessa história. Todos parecem mais preocupados em defender seus interesses e os interesses de quem os patrocina.

Soma-se a isso as atrações de gosto duvidoso que são oferecidas pelos canais esportivos, em detrimento de uma de bom nível, como esse Mundial de Handebol. Inúmeros torneios de pôquer, futebol de 7, “showbol” e outros menos votados são jogados em nossas TVs sem que aconteça uma seleção de qualidade do que é exibido. Parece que o que conta é ocupar horário e satisfazer alguns poucos organizadores endinheirados. Com isso no ar, é fácil dizer que você está fazendo “esporte 24 horas”.

Penso que tudo que é relevante merece espaço, de forma isenta e responsável. Os direitos de cobertura não deveriam determinar, de forma única, o quanto você deve liberar de tempo para alguma modalidade que demanda interesse ao público. Mas infelizmente esse cenário não deve se alterar tão cedo, o que conta é a seletividade do interesse financeiro, que faz com que o jornalismo também se torne algo bem variável e com várias verdades, o que é uma pena.

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