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PostHeaderIcon Internacional na Libertadores 2006

É inegável que os colorados estão tendo um 2016 triste e frustrante. O Internacional vem colecionando derrotas e recordes negativos. Lutar contra o rebaixamento é muito pouco diante da grandeza do clube. Nem mesmo o desempenho razoável na Copa do Brasil atende a expectativa dos torcedores. Ainda mais pelo investimento feito e pelo custo do atual elenco. O resultado é desanimador. E a perspectiva pro ano que vem é uma incógnita. Muito em razão da eleição que se aproxima no clube.

Mas o Internacional já viveu dias mais felizes e vitoriosos. Um período que os colorados não esquecem e recordam com muita saudade. E este é o tema do vídeo que escolhi hoje: A campanha do Inter na Libertadores de 2006. São todos os gols, e mais a comemoração pelo título. Vale assistir!

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PostHeaderIcon Saída, Vinda e Volta

Este começo de ano foi bem modesto no (tão falado) Mercado da Bola. A maioria dos clubes pisou no freio. E quem contratou foi mais em substituição aos jogadores perdidos. E eu escolhi a palavra “perdidos” propositalmente. Hoje é raro ver um jogador sendo vendido, com o dinheiro ficando nos cofres do clube. Jogador pizza só é bom pros donos da pizzaria.

O dado interessante é que tivemos três movimentos bem distintos, envolvendo 3 clubes importantes. Começando pelo Internacional, que emprestou o D’Alessandro para o River. Não preciso nem falar do que o D’Alessandro já fez pelo clube e do quanto é reverenciado pelos colorados. Isso é notório e não será apagado. Mas o tempo passa; D’Ale vai fazer 35 anos. Ele nunca foi um exemplo de forma física. E nos últimos anos passava mais tempo no DM que jogando.

Ainda existe o aspecto financeiro. O argentino recebia um salário alto e este dinheiro pode ser utilizado de maneira mais proveitosa. Até para investir numa revelação que possa ocupar o lugar vago. Então eu tenho que concordar com a opção dos dirigentes do Inter, ainda que o torcedor possa chamar isso de heresia.

Já na metade azul do RS, tivemos uma contratação de impacto, o equatoriano Miller Bolaños. Foi um investimento com algum risco. Mas todo investimento é arriscado. A questão é colocar o risco num nível aceitável. Me parece ser o caso do Grêmio. O meia-atacante tem um bom potencial e pode dar frutos para o clube. Primeiro dentro de campo; depois numa possível venda para o exterior. E aí girar a roda.

Aliás, este tipo de investimento já deveria fazer parte da cultura do nosso futebol. Em Portugal isso é muito comum e bastante lucrativo para os clubes da “terrinha”. O exemplo é claro e funciona. Basta ser administrado com um mínimo de competência. Já até fiz um texto comparando a esperteza comercial dos portugueses com a nossa falta de.
01robinho
E por último tivemos a volta do Robinho. E vocês podem entender a palavra “volta” como preferirem. O “menino da Vila”, já veterano, foi parar no Galo. Os chineses não tiveram interesse em continuar com o rei da pedaladas. E isto é muito sintomático. Mas o Atlético achou que seria um bom investimento. Ou a nova fornecedora do clube achou. Ou ambos acharam que ganhariam muita mídia com a vinda do Robinho. Pode ser. Dentro de campo a gente já sabe o que esperar do jogador. Não compensa o investimento. Investimento que nunca vai se pagar. Mas que pode render algumas firulas. Então tá!

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PostHeaderIcon Crises Anunciadas

Já estamos perto do final do 1º turno do Brasileirão e é possível definir em qual patamar cada clube vai brigar. Ou quase, ainda temos jogadores chegando e outros saindo. Agosto será longo. E doloroso para muitos torcedores.

No começo do campeonato eu coloquei o São Paulo e Internacional na minha lista de candidatos ao título. E eram, em teoria. Mas a prática seguiu para o sentido contrário. O Inter focou inteiramente na Libertadores. O Brasileirão virou o “plano B”. Como se o Campeonato Brasileiro pudesse ficar em 2º plano pra algum de nossos clubes. E o Inter acabou tropeçando na mesma pedra de outros anos (e times). Foi eliminado, justamente, pelo Tigres e agora está sem rumo.
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Só posso concluir que o Inter não tinha um plano B. Tanto é que agora só se fala em enxugar a folha salarial e vender quem tiver mercado. Fica claro que houve um erro na montagem do time e na perspectiva pro ano. O novo rumo denota uma falta de opção, não um objetivo planejado.

O São Paulo incorreu numa falha parecida. Começou o ano contratando jogadores caros e deixando a base em 2º plano. Nem parece que a diretoria que inciou em Janeiro é a mesma de hoje. É muito estranho que só agora tenham acordado pras dívidas e pra folha cara. Igualmente ilógico ver que agora querem dar espaço pros jovens de Cotia. Até pouco tempo o clube tentava a contratação definitiva do Pato e do Dória. Desistiu. E o pior, já pensa em vender o Boschilia. Que planejamento é esse? Mais parece aquela brincadeira sobre o sujeito que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta.

* * * * *

A situação do Vasco não é surpresa pra ninguém. Pelo menos pra quem não é um torcedor fanático. Eu vi alguns jogos do clube, especialmente os 2 últimos. Duas derrotas impactantes. O desempenho do Vasco me lembrou daquela turma que sempre repete aquela frase surrada: “Os Estaduais só servem pra iludir alguns torcedores”.

Quem usa essa afirmação não está tão preocupado com a ilusão de alguns. O objetivo é outro, mas eles adoram usar a frase. Acontece que temos gente se iludindo com muitas outras coisas. É o caso do Vasco, que se iludiu com 2 vitórias pela Copa do Brasil. Mas o Vasco não joga contra o América-RN toda semana. O Brasileirão é outro patamar. E não creio que o clube tenha capacidade pra se segurar na Série A. Se conseguir, pode comemorar. Será um “título”.

* * * * *

Já o “título” do Botafogo é a volta pra Série A. Mas o clube anda fazendo força pra se complicar nessa tarefa. O time vinha vencendo, mesmo sem brilhar. Deu a impressão que não teria grandes sustos na travessia. Mas acabou perdendo alguns jogadores importantes (Pimpão e Gilberto), e outros não tão importantes. Depois ocorreu uma confusa demissão do técnico Renê Simões. E o rendimento dentro de campo está muito abaixo do esperado.

Hoje sabemos o real motivo da demissão do Renê. A direção, além de não conseguir segurar peças de um elenco apenas mediano, resolveu interferir nas escolhas do treinador. Não digo que o Renê estivesse 100% certo, mas as interferências eram 90% erradas. Pelo que se viu após a demissão do ex-técnico, a diretoria impôs a sua vontade. Parece mais interessada em colocar alguns jogadores na vitrine, do que em subir pra Série A. Os reforços trazidos denotam uma total falta de conhecimento da situação. Ou coisa pior.

Hoje o Botafogo vive num cenário muito nebuloso, e sem perspectiva de melhora. Continuar na segunda divisão pode ser o início do fim. Subir um degrau é difícil, descer alguns é facílimo!

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PostHeaderIcon Mais Uma Derrota da Empáfia

Se olharmos o retrospecto recente dos brasileiros nos últimos anos na Taça Libertadores, em termos de números, não podemos dizer que o país vai mal no torneio continental. Desde 1992 o Brasil só não chegou na final em 5 anos (1996,2001,2004,2014 e 2015). Talvez até por isso muitos torcedores e mesmo jornalistas cometem o mesmo equívoco a cada edição da competição.

Sempre que os grandes times brasileiros se classificam para a Libertadores é um cenário bem comum escutarmos muitas pessoas dizerem que “nesse ano os brasileiros são favoritos e devem chegar”. Ok, os times daqui são favoritos na maioria das vezes, mas o problema é que essa opinião vêm muito do desconhecimento em relação aos times de fora. A derrota do Internacional para o Tigres reforça um pouco isso. Poucos se atentaram ao time mexicano no início da competição. Equipe forte e com dinheiro que contratou bons reforços como Guerrón e Rafael Sóbis e mesmo agora na parada para a Copa América trouxe mais bons jogadores como o francês Gignac e as revelações locais Damm e Aquino. inter tigres libertadores bola parada

Aqui no Brasil falam muito apenas das equipes argentinas, normalmente através das camisas de cada um. Tirando Boca Juniors e River Plate, os outros times são meio que desprezados por estas bandas. A maioria acha que apenas pelo fato dos brasileiros terem mais dinheiro e alguns jogadores de nome o título virá para cá quase que por osmose. E fica claro assim que um dos principais problemas do futebol nacional é a arrogância que não diminuiu nem mesmo com as sucessivas derrotas das seleções brasileiras em várias instâncias e de clubes nativos também.

O que chama a atenção dentro de campo é que não existe uma distância tática mesmo entre times mais limitados contra times cheio de “estrelas”. Um time médio de fora do país causa problema para os nossos grandes. Basta ver as últimas campanhas dos brasileiros, mesmo na Sul-Americana, competição muitas vezes desprezada aqui. O trabalho de informação e conhecimento do adversário é algo que precisa ser levado mais a sério no Brasil, e muitas vezes isso é deixado de lado. A eterna busca por um “camisa 10” nos times brasileiros também mostra bem o atraso tático em que vivemos, pois hoje a marcação e a armação de uma equipe não se resumem apenas em um jogador (inclusive voltaremos ao tema em outras colunas…). E normalmente toda essa parte tática é esquecida por críticas baseadas apenas em achismos e buscas de explicações quase que sobrenaturais.

Especificamente sobre o Inter de Porto Alegre. Penso que Diego Aguirre tem feito um trabalho interessante, mas que vive sobre intensa pressão, muito por ele ser estrangeiro. As críticas que ele sofre certamente tem esse componente de escárnio pelo fato dele “ser de fora”. O rodízio de jogadores é algo comum em vários clubes europeus e faz com que os jogadores não se desmotivem. Claro que tem de existir uma base e isso Aguirre manteve. O que muitos parecem não ver é que a muito tempo a defesa do Colorado não acompanha o nível do resto do elenco, e não é de hoje. Tanto é que o treinador uruguaio teve de recorrer a jovens nas duas laterais e eles não fizeram um grande jogo no México. De todo modo o clube gaúcho pode brigar para retornar a Libertadores ano que vem, principalmente se deixarem o treinador trabalhar (algo complicado com a mídia esportiva que temos hoje em dia).

Sobre a final da Libertadores especificamente temos sempre de lembrar as bizarrices da Conmebol. Para a decisão a discutível lei do “gol fora” não vale, podemos ter prorrogação e pênaltis, o que não tivemos nas fases anteriores e o que acho absurdo, pois muda a dinâmica de jogo. O Tigres fez uma campanha melhor que a do River, mas não pode decidir em casa. Até temos de lembrar que, para poder fazer uma competição totalmente continental e não tratar os vizinhos da América do Norte apenas como convidados, deveríamos reforçar as confederações. Mas não deixa de ser estranho ver os mexicanos ainda como os “patinhos feios” da competição. É um duelo equilibrado mas o River, que já tinha um bom time ano passado, se acertou durante o torneio e se reforçou. Vejo os argentinos um pouco em vantagem, mas não será surpresa vermos os “convidados” fazerem a festa pela primeira vez. Quem sabe isso não ajuda a diminuir um pouco a empáfia brasileira quando se trata de Libertadores e de futebol de modo geral.

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PostHeaderIcon O Dentista Desmascarado

Ninguém pode se dizer surpreso com a atual situação do Botafogo. Nem o mais fanático dos torcedores. Nem o nosso estimado PVC, que sepultou definitivamente (espero) a sua teoria dos degraus. O Botafogo subiu um degrau, voltando a participar da Libertadores. E termina o ano despencando 5, com um inevitável rebaixamento.

No começo do Brasileirão eu fiz uma relação, colocando alguns favoritos e os candidatos ao rebaixamento, aqui. Citei o Bota e o Coxa no grupo de risco, com grande possibilidade de caírem pra Segundona. O Palmeiras era outro, entre os clubes mais tradicionais. Não tive sorte nem intuição. Foi a lógica. Um clube mal administrado e com grave crise financeira tem muito mais chance de ser rebaixado. É simples.
botafogo em crise
Mas o Botafogo ultrapassou os problemas de má administração. O dentista transformou o clube num caos. O Maurício Assumpção, até pouco tempo aclamado por grande parte da imprensa esportiva, cometeu todos os erros possíveis. E, com vocação pra político, joga a culpa nos outros e não enxerga suas falhas. Sua última cartada foi a rescisão do contrato de 4 jogadores. Deu em nada, ainda que a presença destes jogadores não ajudasse muito.

É bom lembrar que estes jogadores, e todo o restante, foram contratados pelo dentista. Ele, no ano que o clube voltaria à Libertadores, montou um elenco bizarro, juntando jogadores em fim de carreira, decadentes, empurrados por empresários e outros com baixíssimo nível técnico. O resultado não poderia ser diferente. Ou alguém acha que Airton, R. Souto, Carlos Alberto, Tanque Ferreira e afins são solução pra algo???

O Mancini tenta. Os jogadores se esforçam. Mas isso é pouco diante da trágica administração do M. Assumpção. Ele é o maior responsável pelo desastre. Talvez o único!

* * * * *

Se a torcida do Botafogo está desesperada com a volta pra Segundona, a do Palmeiras não deve se iludir muito. O time atual é bem fraco, independente do técnico ser X ou Y. O time ainda está na zona da confusão. Pode ser que escape, existem times piores. Mas vai ser com sofrimento. E muita coisa precisa mudar pro clube voltar aos dias de grandes glórias. Uma ou duas vitórias não garantem nada além de um pequeno fôlego.

* * * * *

Outra torcida que anda muito descontente é a colorada. Novamente o Inter pisa na bola e tropeça contra adversários de menor porte. Já vimos este filme. Mas, levar 5 da Chapecoense é pra deixar o torcedor furioso. Não dá! E o pior é que não acredito que a direção do Internacional faça grandes reformulações pra 2015. A contratação do Nilmar é sinal que vão continuar insistindo em jogadores caros e decadentes. Ou vão reforçar apenas o ataque. Já a defesa… Peneira total!

* * * * *

Sábado tem o joguinho entre a CBF e a AFA. Também conhecido como “super clássico das Américas”. Amistoso na China, no ninho de pomba bêbada. De manhã (aqui). É dose pra dromedário!

Sou do tempo em que os torcedores comemoravam a convocação de jogadores de seus times. Era uma honra pros convocados, um orgulho pros clubes. Os narradores de rádio viviam recomendando:
– Olho nele, * (técnico da seleção). O Fulano tá jogando muito. Amarelinha nele!

Pois agora a maioria respira aliviada quando um jogador importante não é convocado e não desfalca a equipe. Quanta diferença!

O pior é ver que o Dunga está pensando no agora. Vai tentar se garantir nesses amistosos de nada. Depois vai passar um sufoco nas Eliminatórias. E aí, em 18, levamos outra surra. Acho que já vi este filme.

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PostHeaderIcon Regulamento Bizarro e a Miopia Tricolor

Provavelmente nunca saberemos de fato, mas para sempre teremos a suspeita das eliminações de São Paulo e Fluminense na Copa do Brasil de 2014. Depois de terem vencidos seus jogos de ida, fora de casa, os dois Tricolores perderam de forma bizarra em casa para Bragantino e América de Natal respectivamente. A derrota do Fluminense foi ainda mais assustadora em termos de placar; após vencer por 3×0 fora de casa e abrir uma vantagem de 2×1 no jogo de volta no Maracanã, o time carioca tomou uma virada incrível e perdeu de 5×2.

Se talvez nunca teremos a certeza plena de que os times não se esforçaram para evitar a eliminação e assim poderem disputar a Sul-Americana, podemos afirmar sem a menor sombra de dúvida que esse regulamento da Copa do Brasil que dá vaga à competição internacional é mais do que ridículo, por poder propiciar essa situação e essa dúvida na cabeça de muitos. Premiar a incompetência já é algo por si só lamentável. Além disso os critérios para levar um time do Brasileiro para a Sul-Americana já estão errados a algum tempo. Só para se ter uma ideia, o Fluminense disputou a final do torneio continental em 2009 depois de ter sido décimo quarto (!!!) colocado do Brasileirão de 2008! Na ânsia de poder colocar mais times de maior torcida com chances de participar da Sul-A, a CBF permite esses absurdos. copa do brasil américa flu bola parada

Claro que Ceará (que eliminou o Inter e também segue na Copa do Brasil), América de Natal e Bragantino merecem elogios por fazerem um bom trabalho. O Ceará inclusive vem muito bem na Série B. Mas a existência de um regulamento como esse num torneio tão importante faz com que algumas dúvidas apareçam.

*****

No caso específico da eliminação do São Paulo, poderíamos até estranhar mais a apatia do time depois de levar o gol de empate do time de Bragança, caso isso fosse uma novidade. Mas para quem acompanha os jogos do Tricolor sabe que isso é corriqueiro. É um time que dá muitos espaços no meio campo e é instável em confrontos onde tem de propor jogo. Não tem variação de jogada e trabalha demais apenas nas jogadas individuais. E sofre muito na defesa, tanto nas bolas pelos lados quanto nas jogadas aéreas.

Ao ver tudo isso a diretoria teria até a obrigação de trazer um zagueiro e um volante para reforçar e qualificar esses setores da equipe. Ao invés disso trazem Michel Bastos, que até é um bom jogador para compor elenco, mas não é o cara que o time precisa NESTE momento. Joga muito mais como meia ofensivo pela esquerda, nem para “enganar” como volante pode ser tão considerado. copa do brasil são paulo bragantino bola parada

A atual postura da diretoria são paulina lembra muito a arrogância da diretoria do Real Madrid na primeira época de Florentino Perez por lá. Depois de vender Makelele para o Chelsea e deixar o ídolo Hierro sair, o presidente do clube merengue começou a achar que um time era feito de estrelas e jovens, numa mescla que ficou conhecida como a era dos “Zidanes e Pavones” (Pavón era um jovem zagueiro da base madrilhenha à época). Só que era algo feito basicamente para reforçar o ataque do time com contratações de impacto, mas que não privilegiava reforçar a defesa da equipe. Por anos o time madrilenho sofreu com essa postura que ainda existe hoje em dia, mas em menor escala.

Por aqui, além de não ter nenhum Zidane na equipe, o São Paulo sofre por estar preso com duas figuras relevantes da história do clube, mas que ultimamente têm mais prejudicado do que ajudado a equipe. Rogério Ceni tem falhado demais. Por uma insistência em permanecer jogando quando talvez já pudesse estar, no mínimo, atuando menos e se preservando para não ser tão criticado, e pelo fato de não ter reservas confiáveis, num claro erro da transição para sua sucessão no gol são paulino, vai acumulando falhas, manchando assim a sua carreira. Por sua vez Muricy Ramalho coloca mais uma eliminação patética à sua conta. Desde o ano passado já caiu para a Ponte Preta na Sul-Americana de 2013 e para a Penapolense (!!!) no Paulista deste ano. Aceita os reforços ofensivos que vem recebendo e não cobra, e nem consegue proporcionar, melhorias para a fraca defesa do time. Dá pouco espaço para os bons jovens da equipe poderem atuar mais e insiste com alguns nomes de forma teimosa. Teve os seus méritos na recuperação da equipe ano passado, mas neste ano não conseguiu até agora fazer a equipe ser uma equipe de fato.

Com o que gasta e por algumas individualidades, o São Paulo pode até conseguir uma vaga na Libertadores via Brasileirão. Na Sul-Americana, torneio que o time vai disputar graças, pelo que vimos (e pelo que não sabemos) à sua incompetência, não vejo essa equipe com força para disputar o título, ainda mais num torneio mata-mata. A diretoria por enquanto, e pelo visto até o fim do ano, fecha os olhos para esses problemas…Mas depois da notícia de que o BARCELONA quer contratar o lateral-direito DOUGLAS (!!!!!!) podemos ter a tranquilidade de saber que a miopia não é algo que afeta apenas os cartolas brasileiros…

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