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PostHeaderIcon Aula de Alemão – Grátis

Não vou falar muito do jogo entre Brasil e Alemanha pois não tivemos jogo. Tivemos uma aula. Uma belíssima lição, grátis. Mas, pelo que vi no dia seguinte, a lição não foi assimilada. Insistem na teoria de apagão; ou pane geral. E discordo totalmente desta opinião.

Vejo a seleção como um senhor com péssimos hábitos de saúde. O 7×1 foi como um ataque cardíaco. Mas a saúde do nosso futebol vem mal há mais de 2 décadas. Cedo ou tarde aconteceria o ataque. E felizmente foi um sonoro 7×1, pra ficar bem marcado, uma cicatriz enorme. Uma derrota de 2×1, como na Copa de 2010, mascararia os nossos problemas. Agora não dá mais pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete.

No meu tempo de garoto ouvi muitas vezes a piadinha de que a Alemanha jogava algo parecido com o futebol. E concordava, ainda que de vez em quando aparecesse um grande jogador por lá. Agora, tristemente, a situação se inverteu. Eles tocam a bola e driblam; nós damos balões da zaga pro ataque. E esperamos alguma jogada mirabolante do nosso único craque. Ou um gol nascido de escanteio. Ou um pênalti inventado. É um futebol paupérrimo, nem vestígio do que foi em outros tempos.

Mas poderia ser diferente? Basta olhar nossos campeonatos internos. Vivemos na base da ligação direta e da bola parada. Lembrem do Palmeiras com o Felipão, dependente das faltas do Marcos Assunção. Os destaques dos últimos Brasileirões costumam ser argentinos; os que ainda conseguimos importar. A base dos nossos clubes é muito mal trabalhada. E quando surge algum jogador bonzinho, já está fatiado entre empresários e é exportado em seguida. Sem esquecer da péssima administração dos nossos clubes, quebrados e/ou explorados por dirigentes picaretas.

Daí se criou um oásis de prosperidade no meio do deserto do nosso futebol, a CBF e seus 300 patrocinadores. Ela tem centenas de milhões, uma suntuosa sede, um moderníssimo centro de treinamento, centenas de funcionários e… Cadê o talento? Ele deveria vir dos clubes. Mas não vem mais. O pé-de-obra de qualidade e em abundância acabou. Nossos técnicos já não convencem mais ninguém. Se treina pouco. E mal. Faltam até fundamentos na maioria dos jogadores profissionais.

Agora, depois da surra vergonhosa, histórica e histérica, buscam os culpados. Concordo com muitas opiniões sobre o exagero da mídia ufanista, sobre a falta de treinamento, sobre a pobreza tática do Felipão e cia, sobre a dependência do Neymar, sobre a soberba de quem olha apenas o passado glorioso, sobre o desequilíbrio emocional de boa parte dos jogadores, etc… Mas nada vai adiantar trocar o técnico e alguns jogadores. Vamos lembrar que a lista era quase unanimidade, trocando 1 ou 2 nomes. Precisamos reinventar o futebol brasileiro. Começando pela base, pelos clubes, pelo nosso campeonato. É um trabalho de longo prazo, árduo. Mas, como escrevi no início da coluna, não creio que isso seja factível. Não com nossos cartolas pilantras e ladrões. Não com essa gente de mente retrógrada. Não com uma imprensa esportiva que vive de deboche e humor forçado. Não com técnicos pretensiosos e jogadores que só são profissionais na hora de assinar contratos e pedir aumento.

Infelizmente acho que vão jogar a culpa em alguns jogadores, arrumar um técnico que agrade a mídia e enrolar por mais 4 anos. Mas, como dizia aquele outro, a Rússia é logo ali.
humilhação nacional
* * * * *

Sabem aquela famosa frase que diz que o medo de perder tira a vontade de ganhar? Acho que ela resume bem o jogo entre Holanda e Argentina. Os dois técnicos se preocuparam mais com a marcação. E fizeram isso bem. Messi, Robben, Sneijder e demais atacantes tiveram pouco espaço pra jogar. Ninguém queria se abrir e partir pro ataque. A Holanda, com mais posse de bola, era pouquíssimo aguda. E a Argentina ficou esperando um lance espetacular do Messi pra decidir o jogo.

Repito o que disse antes, a Alemanha é favoritaça! Estará mais descansada e com o astral alto após a surra no Brasil. Só não terá a mesma moleza, obviamente.

Na decisão do 3º lugar acho que teremos um cenário perigoso. Nossa seleção, com a soberba ferida, tentará partir pra cima. E isso é tudo que a Holanda deseja. Poderá usar seus velozes atacantes pra decidir o jogo. E pode pintar outra goleada.

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PostHeaderIcon Os Canhotas de Ouro

Gerson, ex-meia do Flamengo, Botafogo, São Paulo, Fluminense e da Seleção Brasileira dos anos 60 e 70, é conhecido também pelo apelido de “Canhotinha de Ouro” pelos lançamentos mágicos que ele fazia com sua perna esquerda. Com outro estilo de jogo, mas com também grande qualidade na canhota, Messi e Robben conduziram Argentina e Holanda às semifinais da Copa do Mundo, quando as duas seleções se enfrentarão buscando uma vaga na final.

Os dois praticamente conduziram suas seleções a esse estágio decisivo do Mundial. Contra a Bélgica, Messi não fez gol, mas iniciou a jogada do tento de Higuain, além de logo depois dar um lançamento espetacular para Di Maria ter uma chance de gol onde, infelizmente, se machucou e pode não ter condição de disputar os jogos decisivos da Copa. E por aí passa um fator que pode decidir a partida, caso o meia do Real Madrid não possa mesmo atuar.

A Argentina não mostrou até agora um grande futebol. Até vem tendo um desempenho melhor do que o esperado com sua defesa tão contestada, com os reforços de Biglia e Demichelis no jogo contra os belgas, mas o time não tem jogado com muita variação ofensiva, sempre dependendo de Messi para poder resolver as partidas. E Di Maria, que agora é dúvida, era o coadjuvante mais ativo do time de Sabella.

Nesse ponto a Holanda conta com jogadores mais presentes. Sneijder, depois de começar mal a Copa, fez dois bons jogos contra México e Costa Rica. Van Persie, apesar de não estar no melhor de sua forma, é um centroavante ainda mais perigoso que Higuain (ainda que eu goste do 9 argentino). Além disso, Louis Van Gaal no comando técnico holandês, mostra mais habilidade para mudar a forma de jogar da equipe, com variações táticas interessantes, além de até trocar o goleiro na hora das penalidades, como aconteceu na partida de quartas de final contra os costa-riquenhos.

Porém temos de admitir que a Holanda não deveria passar as dificuldades que teve contra México e Costa Rica (ainda que os goleiros Ochoa e Keylor Navas tenham sido ótimos em seus duelos). Muitas vezes o time se ressente de outras opções pelas laterais e pelas pontas, já que os extremos dessa geração holandesa não são os melhores já surgidos no país. E em alguns momentos a impressão que fica é que o time se resume em “passa a bola para o Robben que ele resolve”. Claro que todo time com um jogador de tamanha qualidade, em algum momento, vai depender mais de seu craque, mas em várias ocasiões o nível de atuação do meia/ponta do Bayern de Munique se sobressaiu bem mais do que o dos seus companheiros. messi robben copa 2014 bola parada

Em resumo, penso que a Holanda têm um time mais interessante e variado, mas a presença de seus craques em uma maior intensidade pode ser ainda mais decisiva e nesse ponto a Argentina tem um craque ainda mais soberbo. De toda maneira o jogo deve ser interessantíssimo, no mínimo em termos de emoção.

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PostHeaderIcon Vantagens e Desvantagens da Experiência

E a Espanha acabou mesmo sendo eliminada da Copa do Mundo de maneira rápida e surpreendente ainda na segunda partida da primeira fase. Muitos se apressam em decretar o fim do sistema tático que consagrou o Barcelona e mesmo a seleção desde pelo menos a Eurocopa de 2008. Alguns detratores do “tiki-taka” se vangloriam agora ao desprezar um esquema que sempre privilegia a posse de bola e o futebol bem jogado.

Evidentemente que, como todo e qualquer sistema tático, apresenta alguns defeitos, mas vejo que ele são muito mais de execução do que propriamente de ideias. A irritante obsessão de não entrar na área quando muitas vezes é possível chutar a gol é algo que pode ser adaptado quando você tem peças para tal. No caso específico da Espanha, não entendi o fato de David Villa não ter entrado em nenhum dos jogos da Copa, a não ser que tenha algum problema físico”. Sem dúvida é o melhor jogador de frente, entre os que foram convocados. A crítica à convocação de Del Bosque fica pelo esquecimento de Llorente, que fez boa temporada na Juventus. espanha chile copa 2014 bola parada

Outro possível problema do “jeito espanhol” de jogar é a falta de intensidade do meio campo, no estilo do Bayern de Munique e da Alemanha. A intensidade é importante, mas também entendo que você pode controlar a partida tendo a bola, não necessariamente exercendo velocidade em todos os momentos. Você impor seu jeito de jogar e fazer com que o outro adversário se sinta acuado, como o Barcelona dos melhores tempos fazia com seus oponentes. Mas para que isso aconteça é necessário que o meio-campo esteja compactado e forte, coisa que não acontecia na atual “Fúria”, com um Xavi em má fase e decadência física, além de Busquets e Xabi Alonso atuando perdidos e isolados na marcação.

Some-se a isso o fato de você perder a primeira partida em um torneio curto como a Copa, o que atrapalha praticamente qualquer time. Evidentemente que a Espanha terá de se reestruturar e mudar algumas peças, mas não acho que seja o fim definitivo de um ciclo e de uma forma de jogar. Com as peças certas e trabalho bem feito, os espanhóis podem voltar a incomodar. Material humano existe para isso, pois as categorias de base espanholas apresentam bons resultados recentemente.

*****

Enquanto isso Holanda e Chile passam para a fase do mata-mata merecidamente. Seleções que priorizam o ataque, mas que são um pouco vulneráveis na defesa. No entanto são equipes que possuem muita força no meio campo e na frente com bons jogadores. Robben pelo lado holandês e Aranguíz e Vidal pelo lado chileno, até agora, são os destaques destas equipes. No caso de algum confronto com o Brasil penso que o time de Felipão pode se aproveitar da ofensividade do adversário (seja ele qual for) já que em muitas ocasiões o time precisa enfrentar alguma equipe que ofereça espaço para poder jogar. Mas o jogo das oitavas não será fácil de toda maneira.

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suárez uruguai bola parada O Uruguai conseguiu reverter uma situação complicada no grupo D ao vencer a Inglaterra. Não foi um jogo tecnicamente brilhante, mas foi muito emocionante, vencido no melhor estilo do time uruguaio. Muita raça e força defensiva e o uso de uma dupla de ataque letal na frente. Cavani e Suárez formam, individualmente e no entrosamento, a melhor dupla de ataque da Copa e mais uma vez resolveram a partida. Muitas vezes solucionam partidas em que o esforçado meio campo uruguaio não consegue ajudar tanto quanto necessário. O problema é que, mesmo vencendo os ingleses, ainda não estão tranquilos na chave, devido a derrota no primeiro jogo. Mas depois de tantas vitórias arrancadas à força, não dá para duvidar desse grande time.

A Inglaterra se ressente de uma grande falta de talento na frente. Com exceção de Rooney, que finalmente fez seu primeiro gol em Copas, o time não tem um jogador de nível especial. Tem Sturridge que é bom jogador, mas é pouco. No meio o time se ressente de alguém que pare mais a bola e muitas vezes o próprio Rooney tem de se sacrificar. Pode até se classificar, mas me parece muito mais um time para o futuro do que para agora.

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Mudo um pouco o foco da coluna para fazer um breve registro sobre o título do San Antonio Spurs na NBA. Para quem gosta de basquete bem jogado o time de Gregg Popovich dá uma aula nesse quesito. É uma equipe que joga uma basquete solidário, em que não existe uma estrela única que toma as atenções, como é o caso do Miami Heat e seu ultramidiático LeBron James, que é muito bom, mas é extremamente endeusado (até penso em voltar nesse assunto em outra ocasião, sobre os “queridinhos” do esporte). Mas voltando ao San Antonio, para ver essa diversidade no time, basta observar que quem ganhou o prêmio de melhor jogador da final foi o não tão conhecido Kawhi Leonard, que inclusive marcou Lebron nas finais. san antonio spurs campeão 2014 bola parada

Mas sem dúvida os grandes destaques da conquista são os integrantes do “Big 3” da equipe; Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili já estão certamente eternizados como 3 dos melhores jogadores de todos os tempos. Já mereciam ter vencido o título de 2013, quando perderam apenas na sétima partida para o mesmo Miami. Mas agora conseguiram a vingança com autoridade e competência. O mais incrível é que muitos acharam, antes da temporada começar, que o time estava envelhecido. Mas nesse caso a experiência só fez bem para essa equipe que já está na história.

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PostHeaderIcon Vaias e Gols

Volto ao assunto das vaias sofridas pela presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa. Me chamou muito a atenção o comentário feito pela maioria dos analistas do Linha de Passe da ESPN Brasil, dizendo que o que houve foi uma falta de respeito com a chefe do Estado brasileiro. Até concordo, se levarmos em conta algumas palavras de baixo calão que foram usadas por parte dos presentes ao estádio, mas penso que houve um excesso de zelo dos comentaristas na hora de defender a presidente. dilma vaias bola parada

Foi usado o argumento de que, por ser mulher, Dilma não mereceria ser xingada da forma que aconteceu. Até entendo que não foram ditas palavras bonitas para uma dama, mas me parece que se formos pensar dessa forma, ela nem poderia ter sido candidata. Quem se submete a uma eleição, quem entra na vida pública, tem de saber que pode passar por situações como essa. Além disso ela não foi vaiada por ser mulher e sim por toda a situação criada pelo atraso nas obras da Copa, junto a muitos outros problemas existentes no país. Também disseram que foi a “elite branca” que vaiou Dilma. Mas se olharmos hoje o nível de alianças políticas que o partido da presidente faz para se manter no poder, dá para imaginar que não existe tanta distância entre essa “tal elite” e o partido que se diz dos trabalhadores…

Alguns podem dizer que existe intenção político-eleitoral nessas vaias. Algo também que é bem comum nessa tão difícil democracia brasileira. Concordo, porém, neste ponto, que as críticas e as vaias nesse caso específico da Copa do Mundo no Brasil, devam ser divididas. Políticos de oposição ao governo federal não podem posar de “santinhos” pois também aceitaram o evento – e com ele todos os seus atrasos – em seus estados. As promessas de mobilidade urbana e outras obras sendo atreladas ao Mundial foram mais ou menos as mesmas. Ou seja, todos os partidos tem sua parcela de culpa nos erros estruturais ligados à “Copa das Copas”.

O principal erro, aliás, foi ligar todas as necessárias melhorias de que o país precisa em infraestrutura à presença da Copa no Brasil. Muita gente também erra ao achar que apenas a Copa seja combustível para que se critique os políticos. Ou seja, a vaia, a vontade de mudar o país deve acontecer sempre, não apenas na hora em que as câmeras estão ligadas. E que os políticos (de todos os partidos, que fique bem claro) façam um serviço melhor, não apenas na hora de aparecer para inaugurar obras (muitas delas inacabadas). Bom senso e honestidade dos dois lados é que o que falta ao Brasil.

*****

A Copa dentro de campo começa bem divertida, com jogos animados e times sendo ofensivos, mesmo jogando com 3 zagueiros. Esse sistema tático ficou marcado no Brasil principalmente depois da Copa de 1990, com a pífia Seleção treinada por Sebastião Lazzaroni. Mas ele não é um sistema necessariamente feito para colocar um time apenas na defesa; tudo depende do uso de seus alas e meias. Sendo assim México e Holanda provaram essa possibilidade mais ofensiva nas partidas deste segundo dia de Mundial.

O México joga num estilo meio “kamikaze”, com muita velocidade pelos lados com Aguilar e Layún, além da chegada na frente do volante Herrera. Falta alguém para parar mais o jogo e ajudar o bom, mas irregular, Giovanni dos Santos na armação. Mas pode incomodar o Brasil, muito por não ter nada a perder nesta Copa. Camarões foi aquilo que já se esperava; um time com algumas individualidades, mas muito pouco solidário na hora de marcar. Eto’o quase sozinho não deve ser suficiente. espanha holanda bola parada

A Holanda cometeu alguns erros defensivos na primeira etapa. Além disso foi prejudicada por um pênalti inexistente marcado contra a Espanha, mas este erro foi “compensado” na falta cometida em Casillas no terceiro gol holandês. Este gol inclusive é que determinou o “chocolate” que vimos na última meia hora de jogo, pois até ali a partida foi equilibrada, com a Espanha sendo até um pouco melhor no primeiro tempo. Mas o fato é que Robben e Van Persie jogaram bem e souberam definir a partida. Os holandeses evidentemente têm uma boa equipe, mas não se tornaram os maiores favoritos ao título, é bom esperarmos um pouco mais.

É bom lembrarmos disso também para não querer “enterrar” a Espanha antes da hora na Copa (o que me parece ser o desejo de alguns). O time mostra alguns problemas de lentidão no meio campo e ainda padece com a irregularidade dos seus atacantes (aliás, sobre as vaias no Diego Costa, escrevi sobre o assunto neste TEXTO do ano passado). O Chile é perigoso e pode até vencer os espanhóis no Maracanã, mas dá MUITOS espaços da defesa. Portanto não penso que a “Fúria” esteja fora. Ainda…

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PostHeaderIcon O tal do “falso 9”

Ele não foi o primeiro nem o único, mas talvez foi o mais famoso executor de um jeito de jogar que hoje virou uma certa “moda”. O atacante que joga perto da área, que seria um centroavante naqueles campinhos de táticas que aparecem antes dos jogos (e que muitas vezes estão bem errados), mas que na verdade circula por todo campo ofensivo, dando liberdade e espaço para que seus outros colegas cheguem na frente, além de armar e também concluir as jogadas.

Johan Cruyff foi um jogador diferenciado. Não o vi jogar na época em que deu show no Ajax, no Barcelona e na Seleção Holandesa (na qual atuava com a camisa 14, com a 9 ele jogava no time espanhol). Mas sua influência e legado permanecem até hoje, tanto na forma de jogar da seleção de seu país quanto no time catalão, onde foi treinador de sucesso no fim dos anos 80 até a metade dos anos 90. Este vídeo mostra um pouco da genialidade e qualidade do holandês que, por mais que às vezes pareça rabugento em suas entrevistas recentes, é um personagem importantíssimo da história do futebol.

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PostHeaderIcon De tirar o fôlego

Não sou daqueles que se emociona sempre com a Seleção Brasileira. Muitas vezes, em alguns amistosos, chego até a ficar com sono, pois o nível das atuações durante muito tempo esteve abaixo de uma média aceitável. Também não sou o maior fã do Galvão Bueno. Ainda que ache que muitos o critiquem meio para ir na onda de malhar tudo que venha da Rede Globo, ele em muitas ocasiões merece ser ridicularizado pelo seu ufanismo exagerado e uma certa chatice.

Mas nesse jogo que relembro agora no Nostalgia Futebol Clube, tenho de reconhecer que tanto a Seleção quanto o Galvão merecem elogios. O time brasileiro na Copa de 1998 não era sensacional, longe disso; era uma equipe desordenada na defesa e que dependia do talento individual para conseguir suas vitórias. Mas nessa partida contra a Holanda, na semifinal disputada em Marselha, ainda que alguns jogadores (como o lateral-direito Zé Carlos) tenham jogado mal, o nível de ofensividade e emoção do jogo superou em muito os defeitos da equipe brasileira. Assim como o próprio Galvão que narrou muito nesse dia. Eu vi o jogo pela ESPN Brasil, com o Milton Leite e o Tostão, mas não achei arquivos com a transmissão de lá, portanto coloco o vídeo dos melhores momentos daquela grande partida.

Ficha Técnica:
7/7/1998
Brasil 1 x Holanda 1 (nos pênaltis 4×2 Brasil)
Local: Stade-Vélodrome (Marseille)
Árbitro: Ali Mohammed Bujsaim (Emirados Árabes Unidos)

Gols: Ronaldo 1 e Kluivert 42 do 2º tempo.
Pênaltis: Ronaldo (gol), Frank de Boer (gol), Rivaldo (gol), Bergkamp (gol), Emerson (gol), Cocu (Taffarel defendeu), Dunga (gol), Ronald de Boer (Taffarel defendeu).

BRASIL: Taffarel; Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo (Émerson) e Rivaldo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo. Téc: Zagallo

HOLANDA: Van der Sar; Reiziger (Winter), Stam e Frank de Boer; Ronald de Boer, Davids, Jonk (Seedorf) e Cocu; Bergkamp, Kluivert e Zenden (Van Hooijdonk). Téc: Guus Hiddink

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