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PostHeaderIcon Inchando a Libertadores

A notícia da semana é a mudança no formato da Copa Libertadores. Querem mais clubes, mais datas e uma final em partida única, em campo neutro. Está muito evidente que copiaram boa parte do que acontece na UCL. Pelo menos no formato, já que o conteúdo é muito diferente.

Mas é bom lembrar que nosso continente é muito diferente do europeu. Nem tudo que funciona lá pode ser clonado e implantado aqui. Até por uma questão de logística. E de lógica. Imaginem uma final entre um clube brasileiro e um mexicano sendo jogada na Colômbia. Qual torcedor, mexicano ou brasileiro, poderá ir ao estádio? Ou quantos poderão?
jogador
O aumento do número de clubes também pode ser um mau negócio. Basta ver o nível de algumas equipes que participam da fase de grupos da Libertadores. Então a tendência é que o nível técnico decline ainda mais. Muitos clubes irão só fazer figuração. Só poderão ostentar o “título” de participação. Levarão duas pancadas e voltarão “orgulhosos” para casa.

Mas, o que vejo de real nessa notícia é o fator econômico. O verdadeiro interesse é faturar mais com patrocínios, cotas de TV e bilheteria. Este é o verdadeiro motivo da proposta. Qualquer outra coisa dita sobre o assunto é uma simples cortina de fumaça.

E falando especificamente sobre o Brasil, com Estaduais, Copa do Brasil, Primeira Liga, Nordestão, Copa Verde, Sul Americana, Libertadores, Brasileirão, acho que vai faltar data pra tantos campeonatos. Mas, quem sabe, possam criar um ano com 465 dias. Quem sabe…

* * * * *

O segundo tema da coluna é recorrente. Mais uma vez terei que falar sobre as constantes trocas de técnicos no meio do Brasileirão. É uma coisa tão irracional e estúpida que fica difícil analisar. Outro dia mesmo, quando o Ricardo Gomes trocou o Botafogo pelo São Paulo, falei com o Alexandre e disse que era uma troca ruim para os três envolvidos. Acabou, casualmente, não sendo tão ruim para o alvinegro carioca. Mas o São Paulo já está meio arrependido. Se bem que nem deveria. O problema maior nem é o técnico. O verdadeiro problema no Morumbi começa na direção. Erraram todo o planejamento do ano. Erraram nas vendas e contratacões. E vão terminar o ano melancolicamente. Talvez com um sustinho de rondar o rebaixamento.

No Internacional o “sustinho” é um temor profundo. Erraram feio na escolha e troca de técnicos. Optar pelo Roth, para salvar o ano, foi uma falha grosseira. E que pode custar muito caro. Já o Corinthians, após demitir o Cristovão Borges, ficou no vácuo. Dizem que estão acertados com o Eduardo Baptista, mas ele vai seguir na Ponte até o final do Brasileirão. Então o clube vai ficar assim, esperando. Que maravilha!

O Cruzeiro parecia convicto de ter acertado ao trazer o Mano de volta. Mas o gás inicial está acabando. E o sufoco continua. Até aceitou que o time melhorou, o que era até previsível. Mas o time ainda está abaixo do que pode render. E as desculpas do Mano já cansaram minha beleza. Há muito tempo! Mas, se vocês ainda acreditam…

* * * * *

Eu estava pensando em incluir a saída do Roger do Grêmio no comentário sobre os técnicos. Mas resolvi separar. É diferente. A troca de técnico no tricolor gaúcho foi mal explicada. Ou nem foi explicada. Só ouvi boatos sobre os bastidores. E parece que os boatos têm consistência. Há algo de podre no reino “azul”. E o rendimento dentro de campo foi contaminado pelo bastidor. A coisa é grave. E não serão os churrascos e cervejadas do Renato Gaúcho que irão remendar a situação.

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PostHeaderIcon Saída, Vinda e Volta

Este começo de ano foi bem modesto no (tão falado) Mercado da Bola. A maioria dos clubes pisou no freio. E quem contratou foi mais em substituição aos jogadores perdidos. E eu escolhi a palavra “perdidos” propositalmente. Hoje é raro ver um jogador sendo vendido, com o dinheiro ficando nos cofres do clube. Jogador pizza só é bom pros donos da pizzaria.

O dado interessante é que tivemos três movimentos bem distintos, envolvendo 3 clubes importantes. Começando pelo Internacional, que emprestou o D’Alessandro para o River. Não preciso nem falar do que o D’Alessandro já fez pelo clube e do quanto é reverenciado pelos colorados. Isso é notório e não será apagado. Mas o tempo passa; D’Ale vai fazer 35 anos. Ele nunca foi um exemplo de forma física. E nos últimos anos passava mais tempo no DM que jogando.

Ainda existe o aspecto financeiro. O argentino recebia um salário alto e este dinheiro pode ser utilizado de maneira mais proveitosa. Até para investir numa revelação que possa ocupar o lugar vago. Então eu tenho que concordar com a opção dos dirigentes do Inter, ainda que o torcedor possa chamar isso de heresia.

Já na metade azul do RS, tivemos uma contratação de impacto, o equatoriano Miller Bolaños. Foi um investimento com algum risco. Mas todo investimento é arriscado. A questão é colocar o risco num nível aceitável. Me parece ser o caso do Grêmio. O meia-atacante tem um bom potencial e pode dar frutos para o clube. Primeiro dentro de campo; depois numa possível venda para o exterior. E aí girar a roda.

Aliás, este tipo de investimento já deveria fazer parte da cultura do nosso futebol. Em Portugal isso é muito comum e bastante lucrativo para os clubes da “terrinha”. O exemplo é claro e funciona. Basta ser administrado com um mínimo de competência. Já até fiz um texto comparando a esperteza comercial dos portugueses com a nossa falta de.
01robinho
E por último tivemos a volta do Robinho. E vocês podem entender a palavra “volta” como preferirem. O “menino da Vila”, já veterano, foi parar no Galo. Os chineses não tiveram interesse em continuar com o rei da pedaladas. E isto é muito sintomático. Mas o Atlético achou que seria um bom investimento. Ou a nova fornecedora do clube achou. Ou ambos acharam que ganhariam muita mídia com a vinda do Robinho. Pode ser. Dentro de campo a gente já sabe o que esperar do jogador. Não compensa o investimento. Investimento que nunca vai se pagar. Mas que pode render algumas firulas. Então tá!

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PostHeaderIcon Cabeças Vão Rolar (e Cartolas Vão Errar)

Nem bem começou o Campeonato Brasileiro e já vimos duas trocas de treinador. Felipão no Grêmio e Ricardo Drubscky no Fluminense foram demitidos e todo falado “planejamento” dos clubes foi por água abaixo. Os estilos dos treinadores é bem diferente, mas a demissão mostra algumas particularidades dos nossos clubes.

Drubscky é um estudioso do futebol e mostra ser um conhecedor de táticas, inclusive já escrevendo um livro. Mas em clubes até agora pouco fez de relevante. Inclusive vem de duas demissões recentes no Goiás e no Vitória. Porém não deixa de ser culpa do clube contratar um treinador e demiti-lo após apenas 8 jogos. Em se tratando do Fluminense nem chega a ser uma novidade existir esse “moedor de treinadores”, mas não deixa de ser impressionante com um clube não tem nenhum critério para ter um técnico e cede tão facilmente à pressões da torcida e imprensa para fazer uma troca. felipão drubscky bola parada

No caso da saída de Felipão existiu claramente o desgaste com o grupo depois da desastrada ideia do treinador em sair de um jogo antes do final, indo para o vestiário. Além disso, com a redução financeira imposta pelas dívidas gremistas, o time se enfraqueceu em relação ao ano passado, mesmo com algumas contratações emergenciais feitas depois do início de ano ruim. Essa aliás é outra característica dos nossos clubes; dizem querer fazer austeridade financeira, mas depois de um ou outro mal resultado arrumam dinheiro que têm (e que não têm) para procurar reforços (sendo que alguns deles nem merecem esse título.

E a cadeira de erros não têm fim. O Grêmio já falou em Cristóvão Borges e Renato Gaúcho para ser o próximo treinador, sendo que a única semelhança entre os dois é terem sido ex-jogadores do clube. Como técnicos são bem diferentes. Sendo assim não existe um critério para se definir o nome ideal para o futuro da instituição. Atiram para todos os lados e normalmente atiram errado. Mesmo caso está acontecendo no São Paulo (mas esse é um assunto para outra coluna…)

O Fluminense até já escolheu um técnico. Enderson Moreira, que já passou pelo clube como “interino efetivo” (veja o que eu penso deles AQUI) em 2011, volta agora. Como um grande nome? Como parte de um grande “pojeto”? Não. Volta muito pela chamada falta de opção que faz com que os mesmos nomes rodem pelo mercado por, mais ou menos, uns 5 anos. Quem consegue algum título no período continua nessa roda-viva mal disfarçada. Que não ganha dá uma desaparecida.

Sendo assim vemos que os treinadores se sujeitam a essa situações. Não adianta apenas reclamar que os “clubes não dão tempo de trabalho”. Isso é uma verdade indiscutível. Mas os treinadores também poderiam se dar mais ao respeito e não serem apenas joguetes não mão de cartolas despreparados que demitem a cada 3 meses. Não dá apenas para cobrar profissionalismo de um dos lados da história. Enquanto isso porém, vamos nos preparando para atualizar a cada rodada a lista dos “guilhotinados”.

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PostHeaderIcon Má Gestão Futebol Clube

Analisar as contas de clubes de futebol exige uma mente pouco analítica e uma imaginação muito fértil. Só assim pra entender a matemática financeira de nossos clubes. A razão não entende, só a paixão. Mas aqui (nesta coluna) é a razão quem fala mais alto.

Começo pelo Fluminense, que passou os últimos dias envolvido (demais) na eleição presidencial de seu patrocinador. Torcia pela vitória de seu mecenas; que não é tão mecenas assim. Dependia dos 70 milhões anuais que a Unimed Rio despeja nos cofres do clube. Isso, mais a cota da TV e a fornecedora de material esportivo, rendem 150 milhões anuais. O resto é bem resto.
administração futebol
O nervosismo tricolor denota a extrema dependência do clube. Estão viciados no patrocínio; que já dura mais de 15 anos. E nem com esse dinheiro certo o clube conseguiu equilibrar suas finanças (grande parte da receita está penhorada ou bloqueada). Está tão quebrado quanto os rivais cariocas. Sem CT (no Rio), sem estádio, com poucos sócios torcedores e sem grandes projetos. Mas a mesada do Celso continua. Assim como as duas ou três estrelas caras.

O duro é entender o destino e a utilidade da verba do Celso Unimed Barros. Já falei antes e repito: os títulos do período não justificam. Os fracassos foram de igual monta. O Flu não quitou suas dívidas e nem investiu em estrutura física. Simplesmente gastou a mesada, com luxos.

Outro tricolor que anda mal financeiramente é o gaúcho. Os recentes erros administrativos fizeram um estrago enorme. O presidente anterior, Odone, errou na questão do estádio (ou arena). O atual, Koff, errou na montagem do elenco de 2013 e na escolha da comissão técnica. Agora o Grêmio está pagando pelos erros. Da pior forma. E até comprometendo o trabalho deste e do próximo ano.

Outro dia, vendo um jogo do Grêmio, pela Libertadores, pensei em escrever algo sobre o atual time, de novatos, em comparação com o elenco de 2013, caro e improdutivo. Mas não deu. E nem precisaria. Esse time de 14, bom, bonito e barato, não foi uma opção. Foi uma necessidade, pela falta de dinheiro. E meus elogios seriam inadequados pois o Grêmio já está vendendo fatias de alguns dos novos jogadores. Ou a “pizza” inteira, como o lateral Wendell, que vai pro Bayer Leverkusen. O clube tá se desfazendo de revelações e/ou promessas para quitar as dívidas do passado recente.

Aliás, é interessante observar como os clubes facilmente encontram investidores para comprar fatias de jogadores. Chovem empresários nessas horas. Mas, para achar uma empresa (real) e vender um patrocínio forte… Aí é uma complicação. Alguém sabe o motivo? Ou vocês sabem qual a vantagem de vender uma fatia de um jogador por 1 milhão e ver a mesma fatia valer 3 milhões após 6 ou 9 meses? Já ouvi algumas justificativas tortas, do tipo: “Esse 1 milhão pagou alguns salários e o tal jogador ficou no clube até o final do Brasileirão“. OK, pode ser. Mas, por outro lado, o clube deixou de lucrar 2 milhões, que foram pro bolso de um investidor oculto. Investidor oculto pra nós. Lá na presidência dos clubes eles são bem conhecidos. Bem chegados.

Outro clube, elogiadíssimo por sua gestão, é o Santos. Elogiado pela imprensa esportiva, é bom esclarecer. Eu nunca gostei do modus operandi da direção santista e das vendas prematuras de revelações. Também não aprovo o marketing do clube, tá perdendo dinheiro. Assim como o Santos vai ter redução em sua cota de televisão.

E por falar em cota de TV, o Peixe pode perder parte de uma para pagar o empréstimo da Doyen, usado na compra do Damião. Basta que não apareça uma boa oferta pelo centroavante. Não é bacana? Mas isso não é problema, se faltar grana é só vender mais dois ou três dos jovens talentos. E passar o abacaxi pro próximo presidente.

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PostHeaderIcon As decepções do Brasileirão

O Campeonato Brasileiro vai se encaminhando para o final com o Cruzeiro se consagrando como campeão com alguma antecedência. Não esperava que isso acontecesse com tanta facilidade, mas é o que deve ocorrer. Méritos para o time mineiro que soube conduzir a campanha com tranquilidade e competência. Mas hoje não falarei do time azul, vamos esperar a confirmação matemática da conquista. Hoje falarei das decepções desse Brasileirão. Sei que para o Marco o Atlético/MG também é uma decepção, por não ter aproveitado o momento iluminado que vivia para tentar vencer também o Brasileiro, mas o fato é que ele apenas seguiu o roteiro de “brincar” no campeonato depois de uma conquista. Sobre o São Paulo que inegavelmente foi decepcionante no primeiro turno e agora tem de remar muito para sonhar com algo melhor, falarei em outro texto. grêmio inter bola parada

No meu modo de ver o Grêmio foi a principal delas. Pelo que gastou para montar o time, ainda mais em comparação com os outros que estão nas 5 primeiras posições, em tese, deveria estar indo brigar pelo título com o Cruzeiro no jogo do próximo domingo no Mineirão, mas pelo visto será apenas coadjuvante da festa. Trocou Vanderlei Luxemburgo por Renato Gaúcho com pouco tempo de preparação (pois inexplicavelmente esperou o fim da Copa das Confederações para fazer a troca), mas conseguiu reagir no torneio com ex-camisa 7 no comando técnico. Porém perdeu jogos teoricamente vencíveis em casa contra o desinteressado Atlético/MG e o possível rebaixado Criciúma, além de empatar outros como nesse domingo contra o Bahia. A equipe mostrou muita força de vontade, boa ofensividade, mas padeceu de maior qualidade na armação de jogo no meio-campo, muito pelo fato de Elano e Zé Roberto terem se transformado em reservas durante a campanha. Não sei se ficam para o ano que vem, mas em se confirmando a vaga para a Libertadores, essa questão da armação gremista tem de ser resolvida.

No outro time do Rio Grande o problema é mais atrás. O Internacional seguiu um pouco a cartilha do Real Madrid da primeira passagem de Florentino Perez na presidência e montou um time com “Zidanes e Pavones”. Muito jogador de nome do meio para a frente (além claro de não ter nenhum Zidane entre eles) e pouca solução do meio para trás. Aposta em um goleiro irregular (Muriel) e em companheiros discutíveis para o veterano Juan na zaga. Não deixou pelo terceiro ano seguido um ex-ídolo do clube terminar um ano como treinador e limou Dunga no início do segundo turno (Falcão em 2011 e Fernandão em 2012 foram os outros guilhotinados). Clemer deve terminar a temporada, mas já é quase certo que não fica para 2014. Talvez seja melhor para o Inter não ser considerado favorito em cada início de Brasileiro para poder voltar a conquistar o título nacional.

O Corinthians é a outra grande decepção do torneio. Ficou sempre com aquela expectativa, muito fomentada pela mídia, depois de alguma vitória de que “agora ia”, mas sempre naufragou na pouca efetividade do seu ataque. Gastou um valor absurdo (que poderia ser melhor investido), por um jogador que nunca se provou efetivo. E Pato acabou sendo o símbolo do fiasco do time na Copa do Brasil, com uma cobrança de pênalti ridícula. Mas acho que culpá-lo exclusivamente pelos problemas é apenas esconder o fato de que o marketing que o clube quer enfiar na cabeça das pessoas, do “supertime” nacional, é exagerado e ele não resolve os problemas de uma diretoria que acha que Maldonado (bom volante mas muito prejudicado por contusões) e Ibson (jogador extremamente supervalorizado) são as soluções para a venda de Paulinho. A manutenção do Tite é uma medida interessante, mostra que o clube quer dar tempo para o treinador trabalhar, mas o comando deve ser mais sagaz na hora de reforçar o elenco para o ano que vem e não apenas pensar nas manchetes. luxemburgo flu bola parada

Finalizando, o atual campeão Fluminense é a outro grande fiasco no meu modo de ver. Para mim cometeu um grande erro ao demitir Abel Braga. Não era o maior fã dele, mas é um treinador que ganhou muito prestígio com o passar dos anos e impõe respeito aos seus comandados. Além do mais conhece o clube e poderia tentar tirar a equipe da situação ruim, mesmo com a saída de jogadores importantes para o elenco como Thiago Neves e principalmente Wellington Nem. A vinda de Vanderlei Luxemburgo, um técnico que não tem nada a ver com o Fluminense (e ainda por cima passando por péssima fase), só fez o time jogar de forma ainda mais sonolenta. Agora com a água no pescoço a equipe até corre mais, como aconteceu no Fla-Flu desse último domingo, mas aí já tem o desespero como maior adversário. Tem de se cuidar muito para não ser rebaixado.

Lembrar dessas decepções não desmerece em nada o título do Cruzeiro, até porque em todos os campeonatos acontece de times pelos quais esperamos muito não nos entregarem grande coisa. Mas sempre é interessante lembrar desses fiascos até para mostrar como o campeonato poderia ter sido mais emocionante e disputado. Emocionante ele até foi em áreas como a zona do rebaixamento, mas disputado em relação ao título ele esteve longe de ser.

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PostHeaderIcon Erros de todos os lados

Depois de muita polêmica nas redes sociais a ESPN Brasil demitiu o jornalista Flavio Gomes após ele fazer uma série de comentários jocosos e mal educados dirigidos à torcida do Grêmio após a marcação de um pênalti (inexistente diga-se de passagem) para a equipe gaúcha na partida de sábado (7/9) contra a Portuguesa. Além da torcida gremista, Gomes também criticou cronistas gaúchos e o juiz da partida, Jaílson Macedo Freitas. O árbitro também foi alvo de tweets críticos por parte de outro jornalista da ESPN Arnaldo Ribeiro, que insinuou que o jogo foi “comprado” pelo time gaúcho. Porém, Arnaldo se retratou após a repercussão do caso e, por enquanto, está apenas “suspenso” das aparições na tela dos canais ESPN. As frases escritas por Arnaldo Ribeiro foram surpreendentes, pois ele normalmente é um jornalista sóbrio e ponderado. Por essa razão, ainda que a acusação contra o Grêmio seja grave, podemos até dizer que foi um deslize.

Já a série de impropérios escrita pelo Flavio Gomes não chega a me causar nenhuma surpresa. Mesmo quando participava do Bate-Bola, Flavio sempre mostrava um certo enfado em apresentar a atração e ter de ler as mensagens no mural. No Twitter não foi a primeira vez que ele provocou e até mesmo xingou outros torcedores durantes jogos da Portuguesa. Ainda que estivesse de folga e, segundo muitos colegas dele, fizesse um personagem na rede social, penso que ele passou dos limites no tom das críticas. o-bairrista

Entendo que o jornalista isento totalmente não existe, mas que toda pessoa pública, mesmo deixando explícitas suas preferências, deve tentar respeitar o diferente. Pena que isso não seja regra para nenhum dos lados, inclusive no caso dessa polêmica. Em 2006, quando o narrador Pedro Ernesto da Rádio Gaúcha, tripudiou o São Paulo na transmissão da final da Libertadores da América, após um gol do atacante Rafael Sóbis do Inter de Porto Alegre, não vi ou li uma revolta grande por parte dos moradores do Rio Grande do Sul. Claro que não se deve nivelar o jornalismo pelos maus exemplos, mas o que podemos notar quando eles ocorrem, é que não existe lado perfeito ou longe de equívocos, quando se lida com paixão.

Até por isso mesmo, penso que a ESPN errou duas vezes no caso. Primeiro e, para mim, o principal erro, foi tentar colocar um bom jornalista especializado em automobilismo, como é o caso do Flavio Gomes, para ser um apresentador forçado de futebol, esporte no qual ele não esconde seu clubismo (isso, além de reduzir sensivelmente o espaço dos esportes a motor na emissora). Além disso, é possível imaginar que esse não foi o único motivo para que a demissão fosse feita pela direção da emissora, e que a polêmica com os gremistas na internet foi apenas a gota d’água. Mas, caso o mau uso do Twitter tenha sido a única causa para o banimento do jornalista do canal, receio que foi aberto um precedente perigoso. flavio-gomes2

Como citei anteriormente, Gomes usou muitas vezes o Twitter para falar mal de outras torcidas, mas só agora, com a mobilização dos gremistas, é que esse comportamento errático teve destaque. Pode-se dizer então que a emissora “cortou a cabeça” de um membro importante do seu plantel, para satisfazer e tentar acabar com a revolta de uma parte de torcedores que se sentiu incomodada com seus atos. Penso que a situação merecia uma reprimenda séria para o jornalista, mas não necessariamente precisaria culminar com uma demissão. Abre-se então um precedente perigoso para que uma nova onda de descontentes cause novas demissões em qualquer canto da imprensa. Inclusive, se formos demitir todos os jornalistas clubistas que temos por aí, sobrariam vagas de trabalho na área.

O que fica claro é que o futebol consegue mudar (ou no caso reforçar), os mais obscuros sentimentos de cada um; tanto do jornalista que perde a linha e xinga até mesmo a quem não conhece, quanto do torcedor quase anônimo, que muitas vezes cobra mais um analista de campo de bola do que o deputado que votou nas últimas eleições. Mas por mais apaixonante que seja o esporte, poder curti-lo com bom senso é melhor para todos, justamente o que faltou nesse caso, para todos os envolvidos.

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