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PostHeaderIcon Idas e Vindas no Mundo da Bola

Antes de mais nada quero dizer que concordo com as colocações da última coluna do Alexandre, sobre a olimpíada do Rio. Mas vejo a seleção de futebol por uma perspectiva diferente. Não me importa tanto o resultado, a medalha. Me interessa mais o desempenho e a avaliação de alguns jogadores. Especialmente os novos atacantes que o Tite poderá usar num futuro muito próximo: Gabigol, Gabriel Jesus, Luan e cia. São nomes que me agradam muito mais que os últimos convocados pelo Dunga.

Penso que a olimpíada pode ser um ótimo teste para saber se estes jogadores poderão ter um futuro na seleção principal. E até mesmo a cobrança exagerada pela medalha de ouro pode ser um elemento que dificultará a aprovação nesta prova. E isto, do ponto de vista esportivo, é algo benéfico. Teste fácil não serve. Ainda mais considerando a atual situação da seleção nas eliminatórias e a proximidade da Copa da Rússia. Pena que não pensaram em usar a seleção olímpica pra mais testes. Eu gostaria disso. Muito mais que a famigerada medalha.

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Sobre o evento em si, temo que ocorram alguns problemas indesejados. O descaso com os apartamentos da vila olímpica foi um exemplo do que pode acontecer. Mais preocupante ainda é o que pode ocorrer fora da vila e dos ginásios. Temo pelo pior!

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mano menezes

A gestão do nosso futebol é um tema recorrente neste blog. Mas não é por procurarmos por esta pauta; ela é quem teima em aparecer corriqueiramente. O caso mais recente é o do Cruzeiro. Nem culpo o clube pela saída do Mano ao receber uma proposta do futebol chinês. Mas o que aconteceu depois é de total responsabilidade da direção. Parece aquela história do sujeito que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Este é o retrato da Raposa neste ano. E o resultado em campo é a consequência mais evidente.

A primeira opção do clube foi seguir com o Deivid, que era auxiliar do Mano Menezes. Era arriscado e o novo treinador precisaria de tempo e paciência. Mas ele não teve nenhuma das duas coisas. Foi demitido e trouxeram o Paulo Bento pro lugar. E, como já sabemos, um técnico estrangeiro necessita de tempo para se ambientar e conhecer o nosso particular mundo futebolístico. Só que isso não é possível quando ele chega no meio do ano. Não funciona. Técnico não é mágico. Mas a direção cruzeirense acreditou nisso. E quebrou a cara! E agora recorre novamente ao Mano para salvar o ano. E, novamente, escapar de uma ingrata posição no Z4.

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Planejamento também é uma palavra estranha ao nosso futebol. Caso do São Paulo. No começo do ano resolveram trazer dois reforços importantes por empréstimo de 6 meses. Tudo bem que a necessidade era grande e o time exigia reforços nas posições. Ocorre que o meio do ano chegou e o clube se viu diante da perda do Maicon e Calleri. Resolveram gastar muito na contratação do zagueiro e desistiram do atacante. Sem esquecer a compreensível venda do Ganso para o futebol espanhol. E agora, quase na metade do Brasileirão, o São Paulo está trazendo reforços.

Pode até ser que as contratações sejam bem sucedidas; especialmente o Buffarini. Mas não é fácil um jogador de outro país chegar aqui e render de imediato. O normal é passar um período de instabilidade. Só que o campeonato tá correndo e o clube não pode esperar. E aí, como fica?

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Como se não tivessem problemas internos suficientes, os clubes ainda sofrem com os externos. É o caso dos clubes que “cedem” jogadores para a seleção. Será que é justo o Palmeiras, Grêmio e Santos perderam seus principais jogadores para a seleção olímpica e serem prejudicados na disputa do título? Alguém vai cobrir o prejuízo técnico e financeiro que os clubes possam ter?

E mais, no final do ano, na fase decisiva do Brasileirão, será a seleção principal que vai “roubar” mais alguns jogadores. E também ficará por isso mesmo. Acho que nunca verei os clubes unidos para se defenderem desta exploração. Vão continuar aceitando tudo, bovinamente. Talvez por merecerem!

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PostHeaderIcon O Pior Esquema do Mundo

Desde garoto, por centenas de vezes, escutei e li o cansativo discurso sobre o esporte ser exemplo de retidão e solução para todos os problemas sociais e individuais. Não importava a pergunta, esporte era a resposta mágica. O esporte era um local da galáxia onde todos eram bons, corretos, honestos, saudáveis e felizes. Tanto no pessoal, como no profissional.

Mas, mesmo sendo um adolescente, nunca acreditei nessa falação populista e fantasiosa. A única “ilha da fantasia” que conheci foi aquela do seriado de TV. E, com o passar do tempo, fui descobrindo que a tal ilha da fantasia era uma ilha repleta de mentiras, sujeira e corrupção. Uma ilha do mal. Não que o esporte seja do mal, mas muitas pessoas deste meio são. E o esporte serve para camuflar suas reais intenções. Além de que, francamente, não sei como o fato de nadar ou jogar tênis pode mudar o caráter de alguém. Isso é fantasia. Ou pior, uma enorme demagogia.

Naquele tempo, por falta de evidências, eu tinha só a sensação de algo muito errado. Mas hoje temos provas contundentes de graves desvios, administrativos e esportivos. Os escândalos já atingiram as mais diversas modalidades e confederações. Posso, sem muito esforço, citar o atletismo, ciclismo, natação, automobilismo, e o recente caso de tenistas envolvidos com a máfia das apostas. No futebol a sujeira já atingiu o campeonato italiano, francês, alemão, inglês, dezenas de confederações e, como não dizer, a “gloriosa” FIFA e seus dirigentes.

As investigações ainda são tímidas e cambaleantes, originadas de excessos, obras do acaso ou interesses específicos. Mas elas acontecem, ainda que contrariando o tradicional desejo de “deixa pra lá e vamos seguir o barco”. E, pouco a pouco, o mito do esporte como um Olimpo dos deuses, vai se desmoronando. O esporte é feito, e gerido, por pessoas. Ele reflete a nossa sociedade, não é nem melhor, nem pior. Só teremos um esporte decente quando tivermos uma sociedade digna e honesta.

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administração futebol
O Brasil é diferente do resto do mundo. Para pior. Aqui os desvios de conduta e as centenas de irregularidades já são parte do cotidiano do nosso esporte. Viraram a regra não escrita. O nosso modus operandi. Já a investigação, e punição, são raridades. Ou algum de vocês ainda espera que uma CPI (Comissão de Pilantras Imorais) vá investigar e punir alguém? Eu nunca esperei!

Nosso esporte olímpico está controlado por dirigentes “eternos”, acobertados por uma névoa jurídica que lhes permite fazerem o que bem entendem. As confederações não são orgãos públicos, não são (efetivamente) privados e ficam num limbo assaz confortável. Não prestam contas nem quando recebem verbas públicas. E estas verbas são cada vez mais generosas.

As federações de futebol viraram feudos sugadores do sangue (e dinheiro) do futebol. Só tiram! Não servem para nada. Mas também não são confrontadas pelos clubes, já que a maioria prefere deixar como está. Ainda mais que os clubes estão numa sujeira igual; ou maior. Então ninguém tem moral para enfrentar o status quo e fazer uma revolução.

Eu poderia fazer uma lista enorme com as irregularidades e desvios que acontecem em praticamente todos os clubes do futebol brasileiro. Mas vou citar apenas os casos mais recentes. O Carlos Miguel Aidar não completou 1 ano na direção do São Paulo e foi afastado. Mas as graves irregularidades de sua gestão ainda não foram reveladas. No Santos, as 2 últimas gestões foram, para dizer pouco, desastradas. Deram enorme prejuízo ao clube. E agora existe uma investigação para apurar os desvios cometidos pelo Odílio. Assim como o Botafogo investiga seu ex-presidente, Maurício Assumpção, suspeito de inúmeras irregularidades.

Mas eu não acredito em investigações internas. Acabam em nada! Já vi isso em dezenas de casos. Normalmente os clubes estão sob controle de 2 ou 3 grupos e estes se revezam na prática delituosa. Nenhum vai punir o outro. Ou não sobraria ninguém pra contar a história.

O futebol brasileiro precisa é de uma Lava-Jato, que começasse na CBF, passasse pela federações e atingisse todos os clubes. Precisamos de muito sabão pra lavar a lama que tomou conta do nosso esporte preferido. E isso é urgente. Não adianta discutir esquema de jogo se o esquema podre não for investigado e rigorosamente punido.

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PostHeaderIcon Um Título Não É Tudo

O torcedor palmeirense tem mais é que comemorar, gritar, pular, dançar, cantar, etc… Deve festejar bastante. Merece, após a “sofrência” dos últimos anos. Não vou exigir de torcedor algum que tenha racionalidade e frieza nesta hora. Mas vou cobrar racionalidade da direção do Palmeiras e da mídia esportiva. O título da Copa do Brasil não resolveu os problemas do clube.

É notório que o Palmeiras está numa situação financeira mais confortável neste ano; mesmo devendo mais de 100 milhões ao próprio presidente e extremamente dependente de um único grande patrocinador. É um conforto perigoso. O Fluminense sabe bem como é isso. A única diferença é que o Palestra tem uma boa receita oriunda do programa de sócios.

Mas o dinheiro não é o fator decisivo na gestão do clube. O fundamental é a aplicação desta receita. E o clube cometeu vários erros na formação do elenco deste ano. Faltou equilíbrio e uma avaliação melhor dos contratados. Assim como erraram ao demitir o Osvaldo Oliveira no meio do ano. Acabou que o Marcelo Oliveira teve que se adequar ao elenco que não foi formado por ele. Pro ano que vem é preciso evitar decisões equivocas e precipitadas.

A mídia esportiva entrou na empolgação da torcida palmeirense. Até alguns dias se criticava a gestão, o técnico (incluindo uma possível demissão), e o desempenho de vários jogadores. Entendo que o Santos, pelo futebol apresentado, era favorito. Mas os últimos resultados do Palmeiras no Brasileirão não estão de acordo com as possibilidades do time. Mesmo na Copa do Brasil as atuações não foram grande coisa. Mas o futebol é assim, o Palmeiras venceu o Fluminense e Santos nos pênaltis e tudo mudou. Agora sobram elogios pra direção, pro técnico, pros atletas… Santa coerência!
022prass
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Já pelo lado da Vila… Ainda não consigo entender essa lógica absurda de abandonar uma competição importante e optar por outra. Ainda mais que o Santos tinha uma possibilidade real de garantir uma vaga na Libertadores pelo Brasileirão. Acabou sem a vaga. E ainda perdeu uma grana considerável, do prêmio que a TV divide de acordo com a classificação no Campeonato Brasileiro.

Parabéns aos envolvidos!

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Volta o papo sobre os Naming Rights do estádio do Corinthians. Agora tudo depende do aval da Globo. O “vendedor de nomes” espera que a emissora cite o novo nome do estádio. E, ao que parece, a emissora está inclinada ao acordo. Mas, sendo assim, deveria ser coerente e citar o nome de todos os estádios e arenas. Não é mesmo?

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Finalmente o Del Nero se afastou do cargo de presidente da CBF. Ele anda mais preocupado em safar o seu pescoço da investigação feita pela polícia americana. Investigam ele e o Ricardo Teixeira. O Marin já está preso.

Triste observar que a polícia brasileira nunca chegou perto destes respeitáveis senhores. Ou, como diria o sr. Omar, trágico, muito trágico!

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Só pra não passar batido… Que papelão do Sportv! Nem o Pânico, em seus piores dias, foi tão apelativo e infantilóide. Os espectadores não mereciam ser alvo da chacota. Mas o canal conseguiu um pouco mais de audiência; devem estar eufóricos. Sendo assim, vou dar uma sugestão que vai triplicar a audiência do Extra Super Ordinários:
Demitam todos os panacas do programa. Deixem só o cenário. Vai melhorar 200%!

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PostHeaderIcon O Duplo Problema do Futebol Brasileiro

Nos últimos dias a seleção brasileira foi alvo de inúmeras críticas, após um novo fracasso nos gramados. O resultado era bem previsível e as críticas são plenamente justificadas. Só achei curioso que a percepção dos problemas só ocorra após eliminações ou goleadas. Como de hábito, muitos gostam de se iludir com vitórias pontuais, efêmeras e, quase sempre, irrelevantes. O pior é que a maioria absoluta da imprensa esportiva vende essa ilusão fácil. Nesse aspecto eu tenho orgulho de ter um pensamento coerente, assim como meus colegas de blog. Não vamos passar atestado de otários, mesmo que nossa opinião pareça antipática para alguns leitores.

Os motivos dos fracassos da seleção e do péssimo momento do futebol brasileiro são inúmeros. Mas posso dividir eles em duas categorias:
1- A má formação de jogadores, voltada para jogadores for export; e o pragmatismo esportivo, onde o resultado justifica todos os erros.
2- A péssima gestão dos clubes. Quem sustenta o futebol são os clubes, não a seleção. Se os clubes estão quebrados, não podemos esperar ver grandes jogadores e um bom futebol.

Os problemas da 1ª categoria vem sendo bastante discutidos pela mídia esportiva. Até mesmo a direção da CBF, por meio do Gilmar Rinaldi, apresentou um esboço de plano para enfrentar a situação. Mas sabemos que existe uma distância enorme entre o que se coloca no papel e o que é efetivamente realizado. Eu duvido muito da efetividade dessas novidades propostas pelo Gilmar. Ainda mais vindo de cima pra baixo. Sem envolvimento dos clubes, isso não passará de um amontoado de boas intenções.

O que poucos comentam é a situação dos clubes brasileiros, que beira o caos. Essa 2ª categoria de problemas está fortemente ligada com a 1ª. Não podemos esperar uma profunda mudança na formação de atletas e no dia a dia da bola quando nossos clubes vivem com o pires na mão, atolados em dívidas e sendo usados para enriquecer uns poucos empresários e investidores.
administração futebol
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Vou usar alguns exemplos recentes para ilustrar a atual situação de nossos clubes. Enquanto a torcida se ocupava da Copa América, tivemos alguns negócios ocorrendo, principalmente na Europa. Começo pelo “não negócio”, mas que revela nossa distância para o futebol do lado de lá. A Lazio estipulou a multa do contrato do Felipe Anderson em 300 milhões de Reais. Sei que isso é o valor da multa, pode não se concretizar. Mas chama a atenção, muito! Também tivemos as negociações envolvendo o Roberto Firmino, por 140 milhões, e o Douglas Costa, por 120 milhões. É muito dinheiro, mesmo sendo de origem suspeita. E não estamos falando de nenhum super craque, ao contrário.

O mais triste é pensar por quanto os clubes brasileiros venderam estes jogadores. Sabem quanto o Santos recebeu pelo Felipe Anderson? Bem, o Neymar, chamado de joia, rendeu menos aos Santos que o valor do Douglas Costa. Já o Hoffenhein multiplicou o que pagou pelo Firmino por 15!! Se eles valem ou não o que se pagou, não me importa nada. O fato é que pagaram. Alguém ganhou muito, e não foram os times daqui.

Aí a gente olha pra 2 de nossos principais clubes e compara. Recentemente o Corinthians perdeu alguns de seus principais jogadores, seja pelo término do contrato, seja vendendo. Não recebeu nada, e ainda deve salários para alguns destes jogadores. Logo depois foi o São Paulo, que vendeu alguns volantes e zagueiros e obteve menos de 20 milhões no total. Não desconheço a crise financeira dos 2 clubes e a necessidade de aliviar a folha salarial. Mas isso só reforça que se errou muito, seja na hora de contratar, seja no momento de vender.

No meu tempo de garoto cansei de escutar que o nosso futebol era ótimo dentro de campo e péssimo fora das 4 linhas. Hoje é péssimo dentro e fora dos gramados. Precisamos remar muito.

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PostHeaderIcon Parcelando o Problema (Que Continua)

Nesta semana a presidente assinou o projeto de renegociação da dívida dos clubes de futebol. Muitos clubes festejaram o ato. E alguns comentaristas esportivos também. Dizem que será a salvação do futebol tupiniquim. Como se uma canetada fosse a solução pra todos os problemas. Como se fosse o primeiro projeto governamental para salvar clubes quebrados.

Não li o texto do projeto, só o que foi divulgado pela imprensa. Mas foi o suficiente pra perceber que pisaram na coitada da Constituição. Fato que vem se tornando costumeiro nos últimos 12 anos. Ou já era comum, só que disfarçado. Mas o fato é que o governo juntou juntou a renegociação da dívida com uma vendeta contra alguns desafetos (a CBF pra ser exato). Isso é inconstitucional, por mais que eu odeie a CBF e todas as federações; inclusive de outros esportes. Isso não justifica a ilegalidade do projeto.
administração futebol
O fato mais importante é a prática. Não sei se todos sabem, mas a Federação Paulista colocou em prática uma regra que penaliza clubes que devem salários. Vocês viram algum clube sendo punido? Mas eu sei de clubes com salários atrasados no Paulista. Então tenho sérias dúvidas sobre as sanções que o projeto federal menciona. Ainda mais por conhecer o modus operandi de nossos cartolas, que rasgam regulamentos e viram mesas com incrível facilidade.

Também não acho justo ver os clubes recebendo tamanho benefício num momento em que a presidente pede que o Zé Povinho (nós) faça sacrifícios e aumenta vários impostos. Foi criada uma nova “casta social”, a que pode tudo. E garanto que vocês não fazem parte dela. Experimentem atrasar seus impostos e vejam o que acontece. Depois tentem ir na Receita e pedir um parcelamento em 20 anos. Tentem! Pois os clubes podem; eles representam uma paixão nacional. Francamente, paixão nacional, no meu entendimento, é a Paola Oliveira.

Um outro aspecto, primordial, é que o projeto só alcança a dívida com a União. Os clubes ainda podem fazer negócios nebulosos, podem fatiar seus jogadores, podem se endividar com bancos e “investidores”, podem dar calote em fornecedores, etc… Sem falar que logo vão surgir estratégias para driblar o controle e a punição. Não duvidem da criatividade de nossos cartolas.

Um pacote de bondades pode agradar muitos. Mas não resolve muita coisa. Nosso futebol precisa é de um “pacote de maldades”. Por “maldades”, entenda-se leis rigorosas e punições severas. Nosso futebol precisa criar sua liga e se livrar de federações, CBF e governo. Precisa de uma administração profissional. Precisa tratar seus campeonatos como produto e valorizar esse produto. Precisa se organizar e evoluir. Mas estamos muito longe disso. Estamos mais perto do tempo em que patronos, bicheiros e mecenas bancavam a diversão. Só que agora o patrono atende pelo nome de Governo. E continuamos na prática do pão (com mortadela) e circo.

Merecemos um outro 7×1!!

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PostHeaderIcon A Base do Erro (Ou o Erro da Base)

Já abordei esses assuntos antes e hoje retomo o tema. Falo da formação e do nível técnico dos jogadores da base e dos times principais. São dois fatos, mas totalmente interligados. Nosso futebol colhe o que plantou nos últimos anos. E o péssimo desempenho das seleções sub-20 e sub-17 (nos campeonatos recentes) indica que nada mudará nos próximos 6 ou 8 anos.

Vejam os jogadores sul-americanos que se destacaram por aqui nesta década. Isso considerando que a maioria nem é de primeira linha. Agora listem os jogadores brasileiros que têm destaque no futebol europeu. Quase só zagueiros e volantes. O Neymar é a exceção absoluta. Tanto que os principais clubes europeus andam desprezando nossos “craques” e estes acabam exportados pro mundo árabe, russo e chinês. O cenário é claríssimo!
formação de jogadores
O erro está na base, na péssima formação. Matamos a habilidade (o talento espontâneo) e não melhoramos a técnica (os fundamentos). Nossos treinadores e clubes querem jogadores fortes e aplicados taticamente. Já a Europa busca o talento e a habilidade. Ao menos do meio pra frente.

Pois eu vou contar uma história real. Um amigo meu tem 3 filhos e o do meio, com uns 10 ou 11 anos, é bom de bola. Então meu amigo botou o filho numa escolinha. Mas o garoto passa a maior parte do tempo no banco, assim como um outro garoto. O “professor” não gosta que os meninos fiquem driblando, tentando jogadas individuais. Quer que corram, passem, voltem, marquem… E eu estou falando de garotos entre 10 e 12 anos.

Outro ponto é a técnica, o passe, chute, cabeceio. Técnica é diferente de habilidade natural, exige treinamento constante. Mas os boleiros de hoje não são muito chegados nisso. Aí temos um grupo de veteranos que jogou, e joga, se segurando nesses fundamentos. É o caso do Zé Roberto, P. Baier, M. Assunção, Juninho Pernambucano, Danilo, etc… Eles seguiram, ou seguem, principalmente pela falta de reposição. Sem formação, sem reposição. Simples assim!

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Li no Máquina do Esporte que o EI vai criar um canal novo, pra abrigar a UCL sem ferir o contrato de transmissão. Será o EI Max (santa criatividade!), somente nas distribuidoras por assinatura. Essa foi uma das possibilidades que citei quando a “Turner Esportes” comprou a UCL com exclusividade. Ainda que alguns incautos sonhassem ter a Champions na parabólica aberta. Negativo, não existe almoço grátis.

O problema decorrente desse novo canal será o enfraquecimento dos já fracos EI e EI NE. Ficarão com a sobra. Só que não tem muita coisa sobrando.

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Cadê a turma que odeia os Estaduais? Espero que não estejam assistindo nada. Mas eu fico impressionado como acontece tanta coisa em campeonatos que não valem nada – segundo dizem. Tivemos crise em alguns clubes, como o Grêmio, times “bombando”, como o Palmeiras e Botafogo, clubes decaindo, freguesias aumentando, técnicos caindo, ídolos sendo inventados… E isso num campeonato que não vale nada. Imaginem se valesse.

Não acho que os estaduais sejam a titica da mosca do cavalo do bandido. Mas não vou embarcar nesses julgamentos apressados. Só vou definir um juízo quando começar o Brasileirão. Essa é a hora da verdade.

Mas uma coisa é evidente, 90% dos times estão mais fracos que no ano passado. Fato!

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Sei que a Caixa subvenciona uma dezena de clubes. Já falei sobre a estranha distância entre os grandes anunciantes e o patrocínio de camisas. Reclamei do tempo enorme que o Palmeiras ficou com a camisa limpa. E agora tá lotada demais – ainda que renda uns 50 milhões por ano. Critiquei a demora do Santos, e mais recentemente do São Paulo, pra fechar um patrocínio master. Então não posso isentar o Botafogo de crítica. Exibir uma marca (ou 5) é algo que se justifica pela necessidade financeira. Mas não dá pra transformar a camisa do clube num cartaz de promoção. Não é apenas feio. É ridículo!!!

* * * * *

Vi um pouco dos torneios de tênis do Rio e de São Paulo. Foi um sofrimento. E agora tivemos uma nova decepção, na Copa Davis. Nem reclamo tanto dos jogadores. Eles tentam, lutam, se esforçam, mas… Parece aquela brincadeira que os mexicanos faziam com própria seleção de futebol: “Jogamos como nunca; perdemos como sempre”. Deu dó.

Se bem que, como diria aquele ex-presidente: “Tênis é esporte de burguês“. Então deixa a burguesia sofrer mais de 6 horas seguidas. É castigo por oprimirem o proletariado. (ironia detected)

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