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PostHeaderIcon Oba-Oba Olímpico

Estamos perto dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Depois de 7 anos de uma preparação que ocorreu com certas polêmicas devido ao alto custo de várias obras e o não cumprimento de muitas promessas feitas pelos políticos nacionais (uma prática mais do que comum por aqui), começamos a ver a chegada de atletas de todas as modalidades. O nosso blog é mais voltado para o futebol e é sobre ele que abordarei neste texto, mas durante os Jogos poderemos ressaltar alguns aspectos a respeito das competições e dessa situação confusa que permeia a Olimpíada como um todo. Digo de antemão que até acredito que na hora das disputas tudo deve acontecer mais ou menos dentro de uma normalidade, mas o custo para que isso ocorra é muito elevado e o tal “legado” para a cidade ficará escondido por tantos problemas e equívocos. Mas de todo modo voltaremos ao tema, inclusive na análise da cobertura jornalística do evento.

Durante esse tempo de preparação já deixei claro minha posição a respeito do futebol dentro dos Jogos Olímpicos. Como a Copa do Mundo feminina não tem o mesmo peso midiático do que a competição masculina, teremos a maioria das melhores jogadoras atuando normalmente no Rio de Janeiro. Porém entre os homens temos a limitação de idade (até 23 anos, com 3 exceções), que faz com que tenhamos, ainda mais no caso brasileiro, uma seleção hibrida. É uma equipe que nunca jogou junto e que possivelmente nunca mais atuará em conjunto, já que muitos dos convocados para o Rio não deverão voltar ao time principal mais para frente. O mais lógico seria fazer um torneio Sub-20, sem atletas além desta idade, com uma equipe que não atrapalharia tanto o calendário dos times principais e serviria mais para mostrar novos talentos.

Sendo assim o torneio olímpico de futebol masculino não é tão representativo. Mas principalmente depois que o Brasil venceu duas Copas do Mundo (1994 e 2002), após longo jejum de conquistas, criou-se uma obsessão por essa medalha de ouro olímpica, muito além do que realmente vale este torneio. Porém, poucas vezes o time brasileiro foi bem preparado para, de fato, vencer a competição. Desta vez a equipe até teve alguns amistosos, comandados pelo técnico Rogério Micale, mas em nenhum deles fez um futebol de “encher os olhos”. Além disso, com a quase obrigatória entrada de Neymar na equipe, ela terá de mudar um pouco suas características.

E aí que entra o motivo deste texto. Com o destaque que conseguiram em seus clubes, Luan do Grêmio, Gabriel (Gabigol) do Santos e Gabriel Jesus do Palmeiras já chegam na equipe olímpica com muita moral, mas principalmente, cercados de um grande inimigo que quase sempre aparece nas preparações de seleções brasileiras: O oba-oba. Quase que num passe de mágica, o Brasil já se tornou mais favorito do que já é normalmente (pela sua história e tradição que devem ser respeitados). Mesmo sem vermos esse time em campo já vi alguns comentaristas exaltarem de forma empolgada o novo time canarinho. Elogiam os métodos de Micale (que ainda não ficaram bem claros, pelo menos para mim) e até mesmo propõem que o time jogue com os 4 atacantes juntos em campo!

Tenho sérias dúvidas de que a maioria dos comentaristas conheçam os times de Argentina e Alemanha, que certamente serão mais citados como “os únicos” que podem tirar o título do Brasil. Talvez nem saibam bem os destaques dessas seleções, já que nenhuma grande estrela foi convocada nos dois países. Isso sem falar em seleções como Colômbia, Portugal e Nigéria, que são poucos lembradas, mas que possuem potencial histórico para fazer bom papel por aqui. E isso me incomoda muito. Como disse no texto sobre Portugal campeão da Eurocopa, não dá para fazer o futebol apenas com base em estudos e estatísticas. Não adianta também ficar olhando números e confiar cegamente neles. Mas um pouco de cuidado na hora de falar e observar o quadro atual seria interessante. seleção olímpica bola parada

O trabalho de Rogério Micale tem bons sinais, ele parece ser um estudioso do futebol. Mas ainda tem pouca experiência em competições sob intensa pressão. Ele ficar como treinador era a melhor opção, diante da bagunça que a CBF vive a algum tempo (e também porque Tite é técnico da Seleção principal e tem de se preocupar com as Eliminatórias para a Copa do Mundo), mas também não poderia ser tão exaltado como vem sendo, só por dar boas entrevistas coletivas. O conjunto do trabalho dele só vai ser comprovado no campo, assim como o time que ele está montando. E me desagrada muito esse clima de “ninguém segura” o Brasil.”, só pelos bons atacantes que temos. Cheira arrogância e desconhecimento e o resultado dessa combinação não costuma ser positivo.

O Brasil pode vencer o ouro olímpico no futebol masculino e mesmo no feminino, tem qualidade técnica para isso. Mas estes fatos não escondem o trabalho cheio de erros e equívocos no nosso futebol, muito pela incompetência e omissão dos clubes e pelos desmandos orquestrados pela CBF. E no caso específico do futebol entre os homens, apenas o fato de termos alguns (não tantos assim) talentos individuais, não faz o time brasileiro vencedor por antecedência, como alguns já parecem acreditar. Cautela é sempre necessária.

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PostHeaderIcon 11 Motivos Para Ser Um Tenista e Não Jogador de Futebol

Temos uma nova lista de 11. Mas esta é bem diferente das anteriores, de melhor isso ou pior aquilo. Eu e o Alexandre resolvemos incentivar a prática do tênis. Chega desse hábito dos pais, matriculando os filhos em escolinhas de futebol e torcendo pro garoto virar um craque. Coloquem seus filhos pra treinar tênis. As vantagens são inúmeras. Tivemos que fazer força pra listar apenas 11.

Leiam a nossa lista e depois digam se concordam ou se “disconcordam”. Mas pensem bem antes de responder. Um tenista pode fazer uma partida de duplas com a Maria Sharapova, a Caroline, a Aninha. Já o boleiro…
wallpaper roger federer

  • 1- O tenista não tem o passe fatiado e não depende de cartolas ou de 10 colegas de time.
  • 2- O tenista fica com quase toda a grana que recebe.
  • 3- O técnico do tenista não ganha e aparece mais que ele.
  • 4- O tenista não fica ouvindo pagode/sertanejo antes dos jogos.
  • 5 – O tenista não bota a culpa na arbitragem após cada derrota.
  • 6- O tenista não fica beijando o escudo da camisa ou dizendo que venceu por causa da torcida.
  • 7- A categoria feminina do tênis é 10 vezes mais deliciosa que a do futebol.
  • 8- O tenista não é obrigado a falar em cada entrevista que “o grupo está unido” ou “o time está focado”.
  • 9- O tenista pode reclamar e quebrar a raquete e não leva cartão amarelo nem é expulso por isso.
  • 10- O tenista tem uma segunda chance após um saque errado.
  • 11- O torcedor de tênis não passa a partida xingando, brigando ou destruindo a arquibancada.
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PostHeaderIcon O Poder da TV nos Horários do Futebol

Algumas frases viram bordões. Na verdade algumas viram mais do que isso, se tornam praticamente leis, verdades absolutas. “O ano só começa no Brasil depois do Carnaval” para citar só um exemplo. Isso pode até ser verdade, mas só para quem não trabalha de fato. Outra dessas frases definitivas é aquela “A Globo manda no futebol e nos horários das partidas!”.

Ok, isso pode ser em parte uma verdade. Os dirigentes no Brasil se sujeitam ao poder da emissora carioca muito por incompetência em não conseguirem criar uma liga própria para os nossos campeonatos, em que possam negociar com mais poder de barganha alguns pontos, entre eles os horários das partidas. Mas se analisarmos o panorama dos principais campeonatos no mundo, vemos que a TV, seja ela qual for, tem cada vez mais poder e força na hora de determinar os horários de alguma partida; na Argentina e na Espanha as rodadas são praticamente todas desmembradas com cada jogo em um horário diferente. Na Inglaterra e em Portugal (além da Espanha) temos o tradicional jogo da segunda-feira, costume já antigo. Mesmo na América do Sul temos a Libertadores e a Sul-Americana com horários espalhados pela semana em que temos rodadas. tv futebol bola parada

E então chegamos no que vai acontecer na próxima terça-feira (25/2). O Cruzeiro vai jogar em Belo Horizonte contra a Universidade do Chile, no jogo mais esperado de seu grupo pela principal competição continental às 17:30! E olha que nem teremos feriado para facilitar o acesso dos torcedores ao Mineirão (como acontecerá na Copa do Mundo, mas isso é outro assunto). O horário é ridículo, prejudica quem quer ir ao jogo e está no trabalho ou na aula. É ruim para quem não quer saber da partida e vai ter de passar perto do estádio com muita gente em seu entorno.

Mas o fato que me chama a atenção é que até agora não vi ninguém conclamando uma campanha de repúdio ao “imperialismo” e ao “monopólio” do FOX Sports ao determinar os horários das partidas por toda a América Latina. Fico imaginando se fosse uma decisão que viesse diretamente da Globo, o que isso causaria nas chamadas redes sociais, onde temos muitas pessoas que vivem a repetir os mesmos bordões surrados (e muitas vezes ridículos) de 50 anos atrás. Não vivemos em um mundo de santinhos e diabinhos. Infelizmente todos têm seus interesses comerciais e não adianta culpar a Globo e o Galvão Bueno por TODOS os males da humanidade.

Só para completar: A FOX Sports continuará a esconder o Atlético Paranaense no FOX Sports 2 nas transmissões da Libertadores. Quem mora fora do Paraná e não possui antena das poucas operadoras que já contam com o canal, fica prejudicado para tentar ver os jogos do time brasileiro. Uma decisão que só prejudica os assinantes que nada tem a ver com briguinhas comerciais. (NOTA DO EDITOR: O FOX Sports, depois de sofrer pressão da torcida do time paranaense, mudou a programação e vai exibir o jogo do Atlético/PR no seu canal 1. É o mínimo a ser feito para permitir que mais pessoas possam assistir a partida, mas não deveria acontecer só depois de sofrerem inúmeras críticas).

*****

Em muitas ocasiões criticamos a cobertura da mídia esportiva. Lembramos da superficialidade, da graça sem graça e do estilo infantiloide cada vez mais presente nos mais variados canais. Os bons exemplos estão se tornando raros e por isso é quase obrigatório fazermos referência à eles quando aparecem. sochi sportv bola parada

Um caso recente foi a recém terminada cobertura do Sportv nas Olimpíadas de Inverno de Sochi na Russia. Não acompanho com afinco essas competições “das neves”, mas o espaço dedicado pelo canal da Globosat ao evento foi intensivo e até mesmo ostensivo. E isso deve ser elogiado. Para um país que sofre com a “monocultura futebolística” é louvável que outras modalidades, ainda que não tenham como serem praticadas por aqui, possam ser mostradas e divulgadas.

Poderíamos dizer que o Sportv não fez mais do que sua obrigação ao cobrir o evento da forma que fez. Mas se levarmos em conta o padrão baixo de cobertura da TV brasileira quando NÃO temos um brasileiro com chance de vitória, o canal fechado fez algo elogiável, com uma transmissão bem explicativa e informativa sobre o evento, pelo menos nos momentos em que pude acompanhar.

O que também ficou bem claro é que infelizmente podemos contar cada vez menos com a TV aberta para um tipo de cobertura minimamente séria, extensa e bem feita sobre algum evento esportivo. Ou fazem algo com excesso de oba-oba ou simplesmente transmitem apenas o básico do básico (ou nem isso). No domingo, enquanto acontecia a final do hóquei masculino, a Record (aquela que dizia que era “a emissora do esporte olímpico do Brasil”) ia de Pica-Pau e a Bandeirantes transmitia os Power Rangers! Assistir esporte para quem depende da TV aberta é algo muito, muito complicado, lamentavelmente.

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Eu pensei em escrever (novamente) sobre o atual rumo esquisito, para dizer o mínimo, dos canais ESPN (já tinha abordado o tema AQUI). Mas o Marco já disse praticamente tudo sobre o assunto no Tevezona, com este TEXTO. Assino embaixo em tudo o que ele disse.

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PostHeaderIcon Fazendo o Assinante de Bobo

Pelo tempo que tenho de vida e pelo tempo que assisto a programas e eventos esportivos variados, acho que posso ver quando estou sendo ludibriado, ou como se diz popularmente, passado para trás. Não que eu quisesse assistir intensamente o jogo entre Lazio x Juventus pelo Campeonato Italiano nesse sábado (25/1), ainda mais com a equipe de transmissão do canal FOX Sports, pela qual tenho sérias restrições; além do mais possuo a RAI italiana em meu pacote e pude assistir a partida, mas me chamou negativamente a atenção a atitude do “canal raposa” como diz o Marco, de jogar a partida para o seu novo canal (FOX Sports 2) como clara forma de pressão para que as principais operadoras de TV por assinatura coloquem o canal em suas grades, prejudicando assim milhares de pessoas que gostariam de ver a partida.foxsports1

Atitude semelhante será tomada na próxima quarta (28/1) quando o jogo do Atlético/PR na Libertadores será exibido apenas neste novo canal, sendo que o do Botafogo será mostrado no canal principal e também no Sportv. Ou seja, quem é torcedor do time paranaense e mora fora do Paraná e ainda não possui o FS2 será prejudicado. Entendo, como já disse em outro TEXTO o modo “capitalista selvagem” que as operadoras e os canais agem, sempre conforme os seus interesses. Mas fico pasmo como em quase tudo aqui no Brasil, o consumidor final invariavelmente é o prejudicado em praticamente todas as situações, desde uma simples compra em um supermercado que aumenta seus preços na surdina até chegarmos no competitivo mundo da TV. Se a FOX Sports quer pressionar as operadoras, porque não faz isso utilizando os seus próprios meios, sem prejudicar quem apenas quer assistir a algum evento importante?

*****

Para ser sincero até estranhei que a FOX não estava usando da mesma estratégia de guerrilha (e chatice) que está sendo feita pelo Esporte Interativo na questão do EI Nordeste. Nem vou falar tanto da aura de “coitadinho” que o canal quer se colocar. É um canal que se diz democrático mas aceita que a Claro TV coloque seu canal sobre o futebol nordestino cobrando um valor a mais por algo que, em muitos momentos, pode ser visto no EI “original”. E fiz questão de escrever “canal de futebol nordestino”, pois pelo que é mostrado por lá dá a impressão que quem mora por lá só sabe praticar futebol. Até agora não vi nada de outros esportes no canal.

Mas mesmo com todo o confete que é jogado pela equipe do canal “meio aberto/meio fechado”, a Copa do Nordeste não é essa super competição toda que querem vender. A maioria dos jogos é disputada mais ou menos com o mesmo público que se consegue nos estaduais. Como já foi dito aqui pelo Marco não foi feita uma pré-temporada decente para o início da competição, ou seja, foi apenas trocado o nome do problema de calendário. Até acho que a Copa do Nordeste pode ser um bom torneio, adequado a um calendário reformado, mas hoje isso ainda não existe e não há motivo para tanta bajulação em causa própria. Além disso ao ver um pouco das transmissões deste fim de semana achei que se tratava de uma transmissão de leilão; era um tal de promoção pra lá, promoção pra cá, jabás, patrocínios…Deveriam maneirar nesse número extenso de paradas e se concentrar na competição em si.

*****

A ESPN propagandeia menos o seu ESPN + e as versões em HD dos seus canais originais. Coloca alguns eventos apenas no canal +, mas é mais discreta nesse sentido. O que porém não tem sido nada discreto por lá é o exagerado tom “engraçadinho” em várias reportagens, VTs de várias matérias com “curiosidades” e nas insuportáveis “versões além dos eventos” feitas pelo Mendel Bydlowsky.

Agora chegamos ao ponto do Bate Bola (em uma de suas várias versões, a da noite) ter sempre espaço para uma pergunta com tom de ironia sobre algum assunto. Na última sexta usaram uma declaração de amor feita por um jogador do Comercial de Ribeirão Preto para saber quem você quer que volte para o seu time. E com isso dá-lhe piadinhas por parte do Alê Oliveira, o humorista-comentarista de plantão do canal. Nessa fico com a resposta de Eduardo Marciano, um seguidor da emissora pelo twitter: “saudade dos tempos em que a espn brasil fazia jornalismo. o bb2 (na verdade é o BB3) está pior do que o globo esporte #voltapramim”

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PostHeaderIcon A Derrota dos Pretensiosos

Não sou torcedor do Galo, mas não torci contra. Achei que passaria pelo Raja e perderia diante do Bayern. Mas, diferente de muitos analistas e palpiteiros esportivos, nunca achei que a semifinal seria uma formalidade. Cada jogo é um jogo. E o futebol já nos deu centenas de exemplos de que não se ganha na véspera. É uma lição antiquíssima!

Acontece que muitos de nossos clubes, e 95% da imprensa esportiva, continuam acreditando na lenda do “futebol arte”. Especialmente na hora de enfrentar equipes da África e Ásia. Canso de ouvir comentários do tipo:
“Vamos botar eles na roda” … “Vamos botar a bola no chão e partir pra cima” … “Eles não sabem nada, é tudo Mané” … “Vai ser de 5×0 pra cima”.
mundial de clubes
Essa não foi a atitude do Atlético, do Cuca ou de seus jogadores. Mas é impossível não se influenciar pelo meio externo. Ainda mais quando todos (torcida e imprensa) já debatiam a melhor forma de enfrentar o Bayern. Tolos e pretensiosos. Já foi o tempo em que enfrentávamos times quase amadores e dávamos nosso show de habilidade e técnica. Hoje se joga futebol em todo o mundo. E bem! Mas muitos insistem no discurso de 50 anos atrás. Arrogantes e prepotentes. Perdem e continuam arrogantes.

Nossa imprensa boleira, salvo raras exceções, não vê qualidades em nossos adversários. Muitos nem acompanham o futebol “do estrangeiro”, exceto um jogo do Barça ou que conte com um brasileirinho talentoso. Se resumem a dizer que o Atlético jogou mal e perdeu. Perdeu para o vento. O Raja (ou o Mazembe) é um time de totó, só com bonecos sem rosto.

O Atlético, como já falei antes, deveria ter disputado, pra valer, o campeonato brasileiro. Mas como é hábito por estes lados, ficou “treinando” por 5 meses. E facilitou a vida, e o título, do rival, Cruzeiro. Perdeu a chance de conquistar um título brasileiro. Perdeu do Raja. Está perdendo o técnico Cuca. E deve perder alguns jogadores para 2014.

O Bayern está folgado na liderança da Bundesliga. Deve ser o campeão. Deve vencer o Mundial de clubes. Tem boas chances na Champions. Sem esquecer a Liga da Alemanha. Mas, coitado, não ficou 5 meses “treinando”. Que triste!

O mais grave é que, caso um clube brasileiro vença a Libertadores, teremos o mesmo filme em 14. E em 2015, em 2016, 2017… Vão cometer os mesmos erros. São muito pretensiosos e arrogantes para aprender. Lamento pelo Atlético, mas estou muito feliz pela derrota dos pretensiosos.

* * * * *

Também estou muito feliz pelos que defendem apenas os torneios mata-mata. Espero que todos assistam a final entre Bayern e Raja.

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PostHeaderIcon Balanço Final do Brasileirão 13

Chegamos na última rodada do Brasileirão. Resta resolver as últimas vagas na Libertadores e mais dois rebaixados (provavelmente os 2 cariocas). Não é pouco, nem é muito. É o que temos pro momento. É isso e fazer uma avaliação do campeonato de cada um.

Todos os 20 clubes da Série A disputam o mesmo campeonato, mas cada um tem seu objetivo. É o campeonato individual. O objetivo da Portuguesa ou do Bahia é bem diferente da meta de um São Paulo, Corinthians ou Inter. Mesmo que, neste ano, estes últimos tenham decepcionado. Perderam o seu “campeonato individual”. E aí também posso incluir o CAM, o Fluminense, Flamengo, talvez até o Santos.
Brasileirão-2013
O fraco desempenho dos clubes mais ricos e populares permitiu que outros, menos abastados mas com times razoáveis, pudessem terminar no topo da tabela. E isso precisa ser bem mensurado. A presença do Atlético Paranaense, Goiás e Vitória, no topo, é, em boa parte, fruto da ineficiência dos clubes mais tradicionais. Não digo que eles não tenham mérito algum, mas é bom avaliar o aspecto geral dos 20 clubes.

Outro ponto interessante é que o campeonato deste ano sepultou algumas teorias conspiratórias que costumam ser lançadas pelos desocupados de plantão. O jogo entre SPFC e Criciúma, com a vitória do time catarinense, foi o melhor exemplo. O gol irregular praticamente salvou o Criciúma e vai rebaixar 1 ou 2 cariocas. Se fosse o contrário…

Na Série B também tivemos algo parecido. Pipocaram vários boatos sobre mala branca e mala preta. Pode até ser que tenha ocorrido o “incentivo” financeiro. Mas o Ceará e o Icasa tropeçaram e a vaga na elite ficou com o Figueirense. Então é bom ir com calma ao lançar teorias e criar polêmicas. Mas boa parte da imprensa e dos torcedores adora isso. Paciência!

Também acho importante ressaltar o mau desempenho de vários jogadores e técnicos medalhões. Alguns clubes gastaram fortunas comprando jogadores e pagando altos salários. O Internacional é o exemplo mais notório. Muita grife e pouca bola. E vai chegar na rodada final com um pequeníssimo risco de rebaixamento. Considerando a folha salarial e os nomes do elenco, é um fiasco. O Fluminense, com folha igualmente cara e grande risco de rebaixamento, aí nem se fala. Deveria cair, pra servir de lição. Mas o pior é que nem assim a lição será aprendida.

O que falei sobre o Flu serve pra quase todos os clubes. Poucos vão aprender com os erros. Tenho certeza que irão tropeçar nas mesmas “pedras” deste ano. É certo. Assim como é certo que muitos times terão que remontar o elenco pra 2014. O mercado estará agitado. Ainda mais aumentando a cota de estrangeiros para 5 jogadores. Creio que teremos um Brasileiron 2014.

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