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PostHeaderIcon Pequeno Resumo Olímpico – O Início

Como este texto é sobre o começo da Olimpíada ele pode ter ficado um pouco longo, mas abordo alguns temas distintos.

Além da expectativa, misturada com oba-oba que vemos no futebol masculino, antes de começarem as competições da Olimpíada, outro fenômeno aparece de forma frequente na época desta competição. A mídia brasileira, tão afeita a falar basicamente apenas e tão somente de futebol, passa a ter de comentar mais sobre outros esportes. Uma situação que resvala na hipocrisia e no desconhecimento. rio 2016 bola parada

Claro que a maioria dos analistas esportivos que possuem mais destaque na TV são formados com base no futebol, muitos deles vindo do rádio. Sendo assim a transmissão das provas de outras modalidades são feitas na base do “vai Brasil!” e em um paternalismo que quase sempre resvala na pieguice ao analisar o desempenho dos atletas nacionais.

Vemos o Brasil, país que até teria um potencial de se tornar maior do que é no segmento de medalhas olímpicas, ficar muitas vezes para trás no número de triunfos. É fato que nos últimos 20 anos houve um aumento do investimento governamental no esporte e algumas modalidades tiveram um impulso interessante como ginástica e natação. Mas isso normalmente não se traduz em medalhas olímpicas. E isso pode ter diversas causas.

Mas o fato principal nos leva a pensar: Como um país que não têm uma cultura escolar de base pode exigir resultados quase que automáticos quando os jovens de ontem se tornam atletas hoje? É evidente que existem fenômenos isolados que geram bons resultados e, como foi dito anteriormente, alguns esportes apresentaram melhorias. Mas chega a ser um pouco irrealista esperar mais medalhas de onde elas dificilmente surgirão.

Infelizmente o clima de torcida exagerada toma conta da maioria das transmissões e até o fim dos Jogos do Rio de Janeiro analisaremos aqui também a cobertura midiática feita. Mas fundamentalmente, para que as vitórias apareçam, deveríamos cuidar mais da nossa base, e essa oportunidade, pelo menos para esta Olimpíada – e sem querer ser pessimista, mas já sendo – foi perdida, tanto como legado esportivo, quanto como legado social (e aí a discussão é ainda mais longa).

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Sem ir muito longe em esportes que nem possuem grande repercussão durante os outros momentos, pré e pós Olimpíada, um caso de hipocrisia que vemos nas transmissões olímpicas que já começaram é a comparação, a meu ver sem sentido, do futebol masculino com o feminino. Como agora, depois dos escândalos da CBF é bem mais fácil criticar a situação lamentável da Seleção masculina, coloca-se como parâmetro algumas vitórias do time feminino. marta neymar bola parada

Que a torcida, aquela que torce muito mais para quem ganha, cultura tradicional aqui no Brasil, grite por Marta num misto de admiração pela camisa 10 brasileira e revolta pelo péssimo futebol demonstrado por Neymar e companhia, é até compreensível. Mas acho bem oportunista muitos que nem dão bola para jogos femininos fora de períodos olímpicos, reverberarem essa “comparação” bem estapafúrdia.

Ainda que o futebol feminino já tenha um calendário nacional e muitas das jogadoras da Seleção tenham bons contratos em times estrangeiros, não dá para mensurar o abismo de apoio, inclusive do público, entre homens e mulheres. Por fatores que passam desde a simples discriminação e preconceito, até financeiros e de desinteresse, o espaço do futebol das mulheres por aqui ainda continuará bem diminuto; e digo isso mesmo se a tão sonhada medalha de ouro vier agora. E eu diria que ATÉ por isso. Pois aqui pensamos primeiro no topo, na vitória “heroica” ao invés de cuidar do futuro. E também pouco se faz para se mudar, ao menos um pouco, a cultura que tanto segrega e diferencia homens e mulheres em campo.

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Sobre os jogos em si, o time feminino mostra qualidade e venceu dois jogos importantes, contra times mais fortes como China e Suécia. Precisa, além de vencer times tão ou mais representativos (EUA e Alemanha principalmente), mostrar tranquilidade para lidar com uma pressão que sempre aparece nesses momentos de maior atenção de público e mídia. E isso muitas vezes não é fácil.

A pressão também existe para o time masculino. Mas neste caso específico (e sem querer ser chato) foi dito AQUI no blog que a competição não seria o passeio que muitos diziam que seria. O Brasil possui potencial, mas nem tanto quanto muitos imaginavam. O time tem qualidade individual, mas mostrou pouca organização, além de muito individualismo. brasil iraque olimpíada 2016 bola parada

As medalhas podem vir para as duas equipes, mas o caminho é muito mais árduo do que o ufanismo de muitos possa imaginar ou sugerir.

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Uma palavra rápida sobre a cerimônia de abertura: Sobre as atrações com cara de programa dominical da Globo eu não falo muito. Não é do meu agrado, mas como têm gente que gosta…Penso que ficaram faltando referências maiores à pessoas da nossa cultura, mas como é uma cerimônia patrocinada, muitas limitações aparecem. Mesmo a ausência de Pelé, que foi atribuída à problemas físicos, pode ter passado por aí também, o que é algo que não deixa de ser um pouco lamentável. vanderlei cordeiro pira olímpica bola parada

Não acho que o Vanderlei Cordeiro de Lima seja a figura mais representativa para simbolizar o acendimento da pira olímpica. Mas vendo os comentários de muitas pessoas, passei a entender a sua escolha. O caso acontecido com ele na Olimpíada de Atenas em 2004 ficou na memória das pessoas e o comportamento dele, ao conseguir a medalha de bronze com um sorriso no rosto, fez com que o espírito olímpico ficasse registrado em sua atitude.

Mas o que mais me chamou atenção é, mais uma, hipocrisia. Fica difícil uma cerimônia de abertura pregar sustentabilidade ambiental, com plantio de árvores e vídeo sobre aquecimento global, numa cidade que não conseguiu despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas para as provas de vela. Chega quase a ser um escárnio. Por mais que a mensagem seja para todo o mundo, fica a prova de que muitas vezes é mais fácil falar dos outros do que fazer o certo dentro de sua casa.

A Olimpíada pode correr bem, mas essas falhas poderiam ser evitadas.

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