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PostHeaderIcon Muita Chuva e Pouca Coragem

Ontem tivemos os 2 jogos da semi da Copa do Brasil. No mesmo horário! Isso pode ser bom pra televisão, mas não me agrada. Penso que isso deprecia os jogos e impede que alguns espectadores possam assistir as duas partidas. “Felizmente” o apagão (no Morumbi) permitiu que fosse possível acompanhar boa parte dos dois confrontos.

Não gostei nada do nível técnico do jogo no Maracanã. Foi muita correria, muitas faltas e muita ligação direta. Aliás, nem foi tanta ligação direta, era chutão mesmo. E já faz tempo que perdi a vontade de ver um futebol aéreo. Ainda mais quando, horas antes, eu havia assistido o jogo entre PSG e Real Madrid; que nem foi tão primoroso.

O Fluminense conseguiu abrir uma vantagem interessante. Mas, talvez pela contusão do Fred, permitiu que o Palmeiras diminuísse a vantagem. Ainda que o pênalti no Zé Roberto seja bem discutível. Mas depois a arbitragem compensou, anulando um gol legítimo do volante Amaral. Acabou elas por elas.

O fato é que o Fluminense poderia ter resolvido a disputa. Mas faltou coragem e competência. No 2º tempo o Palmeiras poderia ter empatado. Mas faltou coragem e competência. Acabamos com um 2×1 que agradou ambos os times. E eu acredito que o Palmeiras pode reverter o placar no jogo de volta.

* * * * *
2_santos-spfc_38
O jogo do Morumbi foi bem como eu imaginava. Mas a chuva acabou atrapalhando, e muito, o 2º tempo. Eu acreditava que o ataque santista levaria vantagem sobre a zaga tricolor. Pra quem já viu o São Paulo com Oscar, Dario, Válber, Lugano e outros, essa atual zaga é pra chorar. Pra chorar e pra sofrer. Então não me surpreendi com os 3 gols do Peixe. Mas eu pensava que o ataque do SPFC poderia ser mais efetivo; até pra compensar a defesa.

Mas o São Paulo atacou bem errado, muito centralizado e praticamente só levantando bolas da intermediária. Numa bola o Pato fez um belo gol, em outra o Fabiano estava impedido e em outras duas jogadas o Ganso e o Kardec perderam a chance. Alguns podem dizer que o estado do gramado (após a tempestade) foi o responsável pelo chuveirinho do Tricolor, mas eu não estou convencido disso. Penso que foi a opção da falta de opção. E é uma coisa que eu não gosto de ver.

No jogo de volta… Olha, acho bem complicado pro São Paulo reverter o resultado. Só se o apagão da volta for no time santista. Pode acontecer, sabemos. Mas é pouco provável.

* * * * *

Falei sobre a zaga do São Paulo, mas essa crítica é extensiva a quase todos os times. Em praticamente todos os jogos que vejo encontro lances onde um jogador chega na área adversária e cabeceia totalmente livre. Ontem foi o Fred, no lance do 1º gol do Flu. Dia desses, no jogo entre o Atlético e Inter, o zagueiro Paulão fez um gol como se fosse o homem invisível. Como é que pode, num lance de escanteio, um zagueiro chegar e cabecear livre, sem ninguém enxergar ou, ao menos, encostar nele??? Parece até um daqueles jogos de RPG, onde um jogador usa a carta da invisibilidade por X segundos.

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PostHeaderIcon A Cultura da Violência e Mais “Showrnalismo”

No início da semana passada tivemos um espetáculo lamentável na cobertura das TVs esportivas. Os três principais canais de esporte (Sportv, Fox Sports e ESPN Brasil) fizeram quase que uma “cadeia nacional” de transmissão para exibir a coletiva do diretor de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt. O assunto era uma invasão de campo NO TREINO (!!!) da equipe carioca por parte de alguns marginais para cobrar a melhoria da equipe no Brasileiro. Um verdadeiro espetáculo de absurdos.

O primeiro é o clube permitir que bandidos travestidos de torcedores assistam aos treinos de forma a pressionar os jogadores. É certo lembrar que a sede das Laranjeiras é aberta, ou seja, tem de ter a liberdade de circulação dos sócios, mas acho que é bem evidente para os seguranças e membros da diretoria quem vai apenas ver os treinos de forma pacífica e quem pode causar algum problema. Essa liberdade para que uma pessoa entre e saia de campo, fato que aconteceu nessa invasão, passa a impressão de que parte da diretoria tricolor até não acharia tão ruim esses marginais pressionarem os jogadores e a comissão técnica. É mais fácil jogar a responsabilidade para dentro de campo do que reconhecer os erros administrativos.
protestos fluminense bola parada

Um erro bem claro foi a contratação de Ronaldinho Gaúcho, um jogador que vive do passado a algum tempo, em que pese alguns bons momentos no Atlético/MG onde entrou em um time mais pronto e encaixado pelo trabalho de maior longo prazo feito por Cuca. Por falar nisto, a troca constante de treinadores é algo insano e que virou uma característica do clube das Laranjeiras. A equipe já está no quarto treinador no ano e nem mesmo há garantias de que Eduardo Baptista (que largou o Sport para ir para o RJ), emplaca o ano que vem no comando técnico.

Mas voltando à “invasão” (coloco entre aspas pois não sei até que ponto ela foi consentida…) de segunda passada; o que me chamou a atenção foi a extensa repetição das imagens das pessoas que entraram em campo e pressionaram, até mesmo com violência física, os jogadores. É impressionante como não se prende de forma efetiva essas pessoas por perturbação da ordem em local de trabalho dos atletas. E o mais incrível; como as redes de TV reprisam essas cenas de uma forma que não resulta em nada a não ser a promoção dos agressores. Essas pessoas não querem nada a não ser protagonistas de capas de jornais do dia seguinte e se vangloriarem de seus atos criminosos perante aos amigos. Estão se lixando para o bem do time, até porque vimos claramente que a equipe, depois da “prensa” dos marginais, melhorou “demais”, haja vista as derrotas para Palmeiras e Ponte Preta.

Fico triste em ver as TVs dando espaço para esse tipo de imagem e esse tipo de gente que nada acrescenta ao esporte e a sociedade. Estes caras deveriam ser presos e os fatos apenas noticiados, sem que as imagens sejam tão reprisadas, em “looping” como em qualquer programa policialesco que temos aos montes no Brasil. Isso só cria uma cultura de violência que pode dar a impressão para alguns bandidos ou lunáticos de que esse tipo de pressão pode fazer com que um time corra mais em campo, ou jogue melhor.

Temo que a busca desenfreada pela audiência seja tamanha e que ela cresça em conjunto com a sensação de impunidade. E infelizmente não será surpresa que transmitam um dia uma agressão fatal a alguém ligado ao futebol. E talvez só aí vejam que promover bandidos à condição de estrelas do noticiário do dia não leva a nada.

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PostHeaderIcon Cabeças Vão Rolar (e Cartolas Vão Errar)

Nem bem começou o Campeonato Brasileiro e já vimos duas trocas de treinador. Felipão no Grêmio e Ricardo Drubscky no Fluminense foram demitidos e todo falado “planejamento” dos clubes foi por água abaixo. Os estilos dos treinadores é bem diferente, mas a demissão mostra algumas particularidades dos nossos clubes.

Drubscky é um estudioso do futebol e mostra ser um conhecedor de táticas, inclusive já escrevendo um livro. Mas em clubes até agora pouco fez de relevante. Inclusive vem de duas demissões recentes no Goiás e no Vitória. Porém não deixa de ser culpa do clube contratar um treinador e demiti-lo após apenas 8 jogos. Em se tratando do Fluminense nem chega a ser uma novidade existir esse “moedor de treinadores”, mas não deixa de ser impressionante com um clube não tem nenhum critério para ter um técnico e cede tão facilmente à pressões da torcida e imprensa para fazer uma troca. felipão drubscky bola parada

No caso da saída de Felipão existiu claramente o desgaste com o grupo depois da desastrada ideia do treinador em sair de um jogo antes do final, indo para o vestiário. Além disso, com a redução financeira imposta pelas dívidas gremistas, o time se enfraqueceu em relação ao ano passado, mesmo com algumas contratações emergenciais feitas depois do início de ano ruim. Essa aliás é outra característica dos nossos clubes; dizem querer fazer austeridade financeira, mas depois de um ou outro mal resultado arrumam dinheiro que têm (e que não têm) para procurar reforços (sendo que alguns deles nem merecem esse título.

E a cadeira de erros não têm fim. O Grêmio já falou em Cristóvão Borges e Renato Gaúcho para ser o próximo treinador, sendo que a única semelhança entre os dois é terem sido ex-jogadores do clube. Como técnicos são bem diferentes. Sendo assim não existe um critério para se definir o nome ideal para o futuro da instituição. Atiram para todos os lados e normalmente atiram errado. Mesmo caso está acontecendo no São Paulo (mas esse é um assunto para outra coluna…)

O Fluminense até já escolheu um técnico. Enderson Moreira, que já passou pelo clube como “interino efetivo” (veja o que eu penso deles AQUI) em 2011, volta agora. Como um grande nome? Como parte de um grande “pojeto”? Não. Volta muito pela chamada falta de opção que faz com que os mesmos nomes rodem pelo mercado por, mais ou menos, uns 5 anos. Quem consegue algum título no período continua nessa roda-viva mal disfarçada. Que não ganha dá uma desaparecida.

Sendo assim vemos que os treinadores se sujeitam a essa situações. Não adianta apenas reclamar que os “clubes não dão tempo de trabalho”. Isso é uma verdade indiscutível. Mas os treinadores também poderiam se dar mais ao respeito e não serem apenas joguetes não mão de cartolas despreparados que demitem a cada 3 meses. Não dá apenas para cobrar profissionalismo de um dos lados da história. Enquanto isso porém, vamos nos preparando para atualizar a cada rodada a lista dos “guilhotinados”.

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PostHeaderIcon Cartolas, Técnico e Empresários

Já tem um bom tempo que o Cariocão não era tão disputado e animado. Animado dentro de campo; até alguns clubes pequenos estão rivalizando com os 4 grandes. Mas os cartolas estão trabalhando contra. Desde antes de começar o campeonato. Até chegar no clássico da “mordaça”, no último domingo.
fla x flu
Sei muito bem dos problemas e vícios das federações estaduais – e da CBF. Já critiquei isso em muitas ocasiões. Sou contra o sistema atual. Mas é o que temos pra hoje. E todos os clubes aceitam o sistema atual. Apesar de um ou outro, eventual, conflito. No fim todos se acertam e as divergências são superadas.

Flamengo e Fluminense sabiam como a banda tocava. E entraram no baile. Agora dão uma de rebelde sem causa e fazem bico. Ora, ora… Se queriam fazer um protesto boboca e aparecer nos programas de debates, parabéns. Se queriam peitar a FERJ, passaram longe. Se estavam tão revoltados com a federação do Rio, e unidos, era só combinarem de nenhum time entrar em campo. Ou abandonar logo o campeonato. Por mais radical que isso seja. Saiam, criem uma liga, se juntem com os 3 grandes do Paraná (que também estão em conflito com a federação local), joguem algum outro estadual, façam amistosos, fiquem treinando… Qualquer coisa é melhor que esse protesto boboca e sem efeito.

O futebol brasileiro precisa de uma revolução. No sentido de subverter a ordem atual. Não precisamos de protestos e esparadrapos. Isso não muda nada. Se o Flamengo e Fluminense quiserem mesmo mudar o sistema, que tenham uma atitude de macho. Mimimi não muda nada!

* * * * *

Tem coisa de um mês que eu e o Alexandre, conversando sobre as primeiras rodadas da Libertadores, tocamos no caso do São Paulo e do técnico Muricy. Então eu disse que parte do problema do Muricy era em decorrência de sua saúde, isso estava minando o técnico. E o Alexandre concordou.

Agora, após a saída do técnico do São Paulo, fiquei pensando naquele papo. Eu estou muito longe do Morumbi (ou do CT do SPFC). O Alexandre também. E ambos notaram o mesmo problema. Como é que ninguém da diretoria viu o mesmo? Até antes do desfecho da segunda feira. Precisava tanto desgaste do técnico e do clube? Quase uma situação de sacrifício. Não havia um diretor pra chamar o Muricy numa sala e ter uma conversa franca? Acho que isso seria o mínimo; até pela história dele no São Paulo.

Enfim, torço para que o Muricy recupere a saúde e disposição. E que o São Paulo tenha lucidez para escolher um novo técnico.

* * * * *

Sei muito bem da atual dificuldade financeira do Fluminense. E de vários outros clubes. Mas não pude segurar a irritação quando li sobre o fatiamento e a previsível venda das revelações recentes, Kenedy e Gérson. Já estão naquela base que a gente conhece: 20% de alguém, 30% daquele banco, 40 do clube, 10% do amigo do vizinho. E o clube já tá oferecendo os jogadores no mercado. Mas tá oferecendo pra investidores (um deles é o Kia). E esse investidor é quem vai vender pra algum clube europeu! Nem pra vender diretamente, precisam de um atravessador. E ainda estão pedindo pouco, logo os garotos poderão valer 4 ou 5 vezes mais.

Eu devo ser muito otário pra ainda me espantar com tamanha putaria. É putaria, sim! Só que as prostitutas costumam ter um cafetão, os nossos jogadores têm 3, 4, 5… E cada um leva um pedaço da pizza. E depois os nossos clubes vêm chorar miséria e pedir adesões pro programa de sócios. Ah, vão lamber sabão! Não dou 1 centavo. O que adianta ajudar um clube e depois ver uma coisa dessas?

E não custa lembrar:
1- O Fluminense teve o maior patrocínio do nosso futebol por mais de uma década.
2- O Fluminense revelou dezenas de jogadores neste período e vendeu todos; alguns mal tendo jogado pelos profissionais.

Daí eu pergunto: Aonde foi parar esse dinheiro todo??

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PostHeaderIcon A Falsa Liberdade da Mídia

Quando você é mais novo, escuta diversas “verdades” que, com o passar do tempo e da idade, se mostram não tão absolutas como você pensava que seriam de fato. “Papai Noel existe” e “Coelhinho da Páscoa que deixa os ovinhos de chocolate” são algumas delas, que acabam tão logo chegamos na adolescência. Uma outra dessas verdades, meio que absurdas, é a que fala da chamada “imparcialidade da imprensa”.

Tão impossível e utópico quanto uma fábula infantil é o papo recorrente de que a mídia sempre fala a verdade factual sobre determinado fato. Um acontecimento por si só tem, na realidade, 3 verdades; a de um lado, a de outro e a verdade real, aquela que na maioria das vezes nunca sabemos, ou se viermos a conhecer, pode ser bem depois da consumação do acontecido. E normalmente a imprensa decide por um lado da história, ou aquele em que a maioria da chamada “opinião pública” já está pendendo à apoiar, ou aquele mais vantajoso economicamente, já que a mídia não trabalha de graça, até porque não é um relógio.

Estamos vendo isso claramente agora no episódio Flamengo e Fluminense “contra” a Federação do Rio de Janeiro. Parece que estamos vendo a luta de dois destemidos senhores (os presidentes de Fla e Flu) contra a malvada Federação de Futebol do estado do Rio que têm um presidente eleito e reeleito, mais de uma vez, e na maioria das vezes com apoio, vejam vocês, desses mesmos “corajosos” gestores modernos do futebol. O presidente do Fluminense inclusive já está no cargo a quase 5 anos e parece que só agora descobriu toda a maldade envolvida na formação de campeonatos no Brasil…

Como hoje em dia é fácil “chutar os cachorros mortos” (para a chamada opinião pública influenciada) que são os Estaduais, ainda mais para emissoras que não os transmitem, foi fácil escolher o lado dos “mocinhos” nessa história. Mesmo sabendo que a primeira motivação de toda essa discussão seja apenas e tão somente financeira, em relação aos ingressos cobrados no Maracanã, que pertence hoje a um consórcio, no qual Fla e Flu são apenas associados com pouco poder. Até concordo que a Federação Carioca cobra taxas altas em relação ao funcionamento de estádios e arbitragem, mas discutir isso no meio de um campeonato, depois que tudo já foi aprovado antes, é complicado.

Mas o fundamental é que os presidentes do Flamengo e Fluminense não querem “mudar o futebol” e transformar tudo num mundo perfeito…Essa ideia de formar Ligas “independentes” de futebol eu ouço falar desde que me entendo por gente. Pode até acontecer um dia, pode ser uma boa saída na teoria, mas para elas serem formadas com AS MESMAS PESSOAS que mandam no esporte hoje em dia e principalmente, com os MESMOS PRECEITOS ÉTICOS que temos em nosso futebol, onde um só quer levar vantagem sobre o outro, eu fico com os dois pés atrás quando ouço essa ladainha.

O mais incrível, aí em se tratando da mídia, não é nem o fato de querer acabar com os Estaduais na marra e elogiar de qualquer forma os presidentes “destemidos”. É a forma como Vanderlei Luxemburgo, tão criticado até outro dia por qualquer coisa que fazia ou dizia – depois de viver seu momento de “Tite” (ou seja, “unanimidade”) nos anos 90 – foi transformado em “herói da liberdade de expressão”, após ser suspenso por 2 jogos após críticas ao Estadual. Evidentemente que a punição é exagerada, mas fica engraçado como a mídia defende a liberdade para todos apenas QUANDO LHE CONVÉM ou quando o assunto é do seu interesse ou concordância. Chega a ser pífio e patético vermos jornalistas que adoram, por exemplo, bloquear gente no twitter (o que nem é meu caso, pois ainda nem uso a tal rede social) defenderem a liberdade ao Luxa, mas ficarem p. da vida quando são confrontados, muitas vezes com bons argumentos por algum ouvinte, leitor ou telespectador.luxa mordaça bola parada

O fundamental para mim é tentar ver as coisas não como uma luta do bem contra o mal. Todos possuem seus interesses, na hora de falar, se defender ou atacar. O Campeonato Estadual pode ser melhorado? Pode, inclusive saindo do controle da Federação. Mas achar que de uma hora para outra tudo pode mudar, ainda mais com os reais motivos sendo escondidos, é querer ser muito ingênuo. Assim como ingênuo é achar que a mídia quer que todo mundo se expresse livremente. Infelizmente não é assim que a banda toca…

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PostHeaderIcon Regulamento Bizarro e a Miopia Tricolor

Provavelmente nunca saberemos de fato, mas para sempre teremos a suspeita das eliminações de São Paulo e Fluminense na Copa do Brasil de 2014. Depois de terem vencidos seus jogos de ida, fora de casa, os dois Tricolores perderam de forma bizarra em casa para Bragantino e América de Natal respectivamente. A derrota do Fluminense foi ainda mais assustadora em termos de placar; após vencer por 3×0 fora de casa e abrir uma vantagem de 2×1 no jogo de volta no Maracanã, o time carioca tomou uma virada incrível e perdeu de 5×2.

Se talvez nunca teremos a certeza plena de que os times não se esforçaram para evitar a eliminação e assim poderem disputar a Sul-Americana, podemos afirmar sem a menor sombra de dúvida que esse regulamento da Copa do Brasil que dá vaga à competição internacional é mais do que ridículo, por poder propiciar essa situação e essa dúvida na cabeça de muitos. Premiar a incompetência já é algo por si só lamentável. Além disso os critérios para levar um time do Brasileiro para a Sul-Americana já estão errados a algum tempo. Só para se ter uma ideia, o Fluminense disputou a final do torneio continental em 2009 depois de ter sido décimo quarto (!!!) colocado do Brasileirão de 2008! Na ânsia de poder colocar mais times de maior torcida com chances de participar da Sul-A, a CBF permite esses absurdos. copa do brasil américa flu bola parada

Claro que Ceará (que eliminou o Inter e também segue na Copa do Brasil), América de Natal e Bragantino merecem elogios por fazerem um bom trabalho. O Ceará inclusive vem muito bem na Série B. Mas a existência de um regulamento como esse num torneio tão importante faz com que algumas dúvidas apareçam.

*****

No caso específico da eliminação do São Paulo, poderíamos até estranhar mais a apatia do time depois de levar o gol de empate do time de Bragança, caso isso fosse uma novidade. Mas para quem acompanha os jogos do Tricolor sabe que isso é corriqueiro. É um time que dá muitos espaços no meio campo e é instável em confrontos onde tem de propor jogo. Não tem variação de jogada e trabalha demais apenas nas jogadas individuais. E sofre muito na defesa, tanto nas bolas pelos lados quanto nas jogadas aéreas.

Ao ver tudo isso a diretoria teria até a obrigação de trazer um zagueiro e um volante para reforçar e qualificar esses setores da equipe. Ao invés disso trazem Michel Bastos, que até é um bom jogador para compor elenco, mas não é o cara que o time precisa NESTE momento. Joga muito mais como meia ofensivo pela esquerda, nem para “enganar” como volante pode ser tão considerado. copa do brasil são paulo bragantino bola parada

A atual postura da diretoria são paulina lembra muito a arrogância da diretoria do Real Madrid na primeira época de Florentino Perez por lá. Depois de vender Makelele para o Chelsea e deixar o ídolo Hierro sair, o presidente do clube merengue começou a achar que um time era feito de estrelas e jovens, numa mescla que ficou conhecida como a era dos “Zidanes e Pavones” (Pavón era um jovem zagueiro da base madrilhenha à época). Só que era algo feito basicamente para reforçar o ataque do time com contratações de impacto, mas que não privilegiava reforçar a defesa da equipe. Por anos o time madrilenho sofreu com essa postura que ainda existe hoje em dia, mas em menor escala.

Por aqui, além de não ter nenhum Zidane na equipe, o São Paulo sofre por estar preso com duas figuras relevantes da história do clube, mas que ultimamente têm mais prejudicado do que ajudado a equipe. Rogério Ceni tem falhado demais. Por uma insistência em permanecer jogando quando talvez já pudesse estar, no mínimo, atuando menos e se preservando para não ser tão criticado, e pelo fato de não ter reservas confiáveis, num claro erro da transição para sua sucessão no gol são paulino, vai acumulando falhas, manchando assim a sua carreira. Por sua vez Muricy Ramalho coloca mais uma eliminação patética à sua conta. Desde o ano passado já caiu para a Ponte Preta na Sul-Americana de 2013 e para a Penapolense (!!!) no Paulista deste ano. Aceita os reforços ofensivos que vem recebendo e não cobra, e nem consegue proporcionar, melhorias para a fraca defesa do time. Dá pouco espaço para os bons jovens da equipe poderem atuar mais e insiste com alguns nomes de forma teimosa. Teve os seus méritos na recuperação da equipe ano passado, mas neste ano não conseguiu até agora fazer a equipe ser uma equipe de fato.

Com o que gasta e por algumas individualidades, o São Paulo pode até conseguir uma vaga na Libertadores via Brasileirão. Na Sul-Americana, torneio que o time vai disputar graças, pelo que vimos (e pelo que não sabemos) à sua incompetência, não vejo essa equipe com força para disputar o título, ainda mais num torneio mata-mata. A diretoria por enquanto, e pelo visto até o fim do ano, fecha os olhos para esses problemas…Mas depois da notícia de que o BARCELONA quer contratar o lateral-direito DOUGLAS (!!!!!!) podemos ter a tranquilidade de saber que a miopia não é algo que afeta apenas os cartolas brasileiros…

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