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PostHeaderIcon Brasil contra o resto do mundo

Neymar finalmente estreou no Barcelona. Depois de uma novela de quase 2 anos, o ex-jogador do Santos chegou ao “melhor futebol do mundo”, como é chamado o futebol europeu pelas emissoras que o transmitem. Mas apesar do melhor futebol praticado no planeta estar sendo fora do Brasil, sempre que um “brasileirinho” chega lá fora, o clima de exaltação por parte da mídia chega às raias do insuportável, ainda mais quando é um jogador de talento, como inegavelmente é o caso do ex-santista.

Mesmo a ESPN Brasil, que principalmente em se tratando do futebol, é mais crítica nessa coisa de reverenciar demais os atletas nacionais entrou na onda, inclusive fazendo uma chamada constrangedora no intervalo da final da Champions League, com “Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha” tocando ao fundo, enquanto um letreiro dizia que “O Neymar é nosso!”, pelo fato do ex-santista agora atuar em campeonatos transmitidos pelos canais ESPN. O Esporte Interativo tem anunciado aos quatro ventos a exibição da “primeira final de Neymar no Barça”, na Supercopa da Espanha, que até tem algum valor, mas nada mais é do que um encontro de início de temporada. O canal também sempre repete que exibirá todos os jogos do clube catalão na temporada, ressaltando a presença do brasileiro (ainda que os jogos sejam exibidos, em sua maioria, apenas em VT). Faço questão de citar dois canais esportivos, mas deixo claro que esse comportamento é generalizado, desde a Globo (que muitas vezes é mais criticada do que os outros por ter mais repercussão), passando por aqueles canais que mal transmitem esporte, como Record e SBT.

ame-o ou deixe-o
Sei bem que em vários lugares existe o acompanhamento dos jogadores nacionais, quando estes saem da sua terra natal para irem atuar fora. Na pré-temporada européia por exemplo, em um jogo do Manchester United disputado no Japão, a transmissão nipônica deve ter exibido a imagem do meia Kagawa, que atua no time inglês, pelo menos umas 200 vezes durante a partida, dentro e fora de campo, reforçando a presença do “filho pródigo” atuando em casa. O que não dá para aguentar são as causas e consequências dessa opção de priorizar apenas o “filho da terra” nas transmissões.

Não consigo conceber que uma pessoa que goste realmente de futebol assista a um jogo apenas para ver UM jogador. É evidente que um jogador de destaque chama a atenção de todos, até mesmo de quem não acompanha futebol no dia a dia, mas exagerar nesse espaço na busca por audiência fácil, fazendo-o até se sobrepor ao jogo, que sempre deve ser o principal para quem transmite, é algo muito chato. Além disso, essa defesa pelo “brasilianismo” causa, em muitos casos, distorções na análise do que existe de melhor no futebol, principalmente nos dias de hoje. Que o torcedor comum ainda ache que o Brasil pratica o melhor futebol do mundo “disparado”, pode ser algo errado, mas é até aceitável. Mas quando um jornalista, que tem como obrigação se preparar para transmitir uma partida, insiste nesse discurso patriota boboca, ele faz com que eu tenha o direito de colocar a TV no mudo, se quiser ver algum jogo transmitido com base nesse ufanismo vazio.

Para recordar, aqui no Brasil já vivemos, antes da Copa de 2006, um caso semelhante de excesso na bajulação de um jogador que vai para a Europa. Robinho era tratado como um futuro “Melhor Jogador do Mundo”. Parecia que era só questão de tempo e formalidade para que o menino Robson se tornasse uma “lenda viva”. Para muitos, bastava repetir o que ele fazia por aqui, que seria suficiente para triunfar no exterior. Hoje, passados 8 anos da ida dele para lá (que já teve uma escala de volta para o time da Vila Belmiro), as profecias de alguns palpiteiros da mídia claramente não se concretizaram. Ainda que não possamos dizer que Robinho tenha fracassado em sua carreira (com exceção à sua desastrosa passagem no Manchester City), ele ficou bem aquém do que as previsões otimistas selavam para seu destino.

Não comparo Neymar com Robinho dentro de campo, pois não é o caso. Mas o comportamento da mídia é bem parecido, com um excesso de euforia que pode, caso o atual camisa 11 do Barcelona não vá bem, se transformar em decepção.

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