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PostHeaderIcon Quando o 100% Não é o Bastante

O futebol muda muito rapidamente em vários aspectos. Nenhuma fase boa dura para sempre, e nem um mau momento é eterno. Portanto, de modo geral, era esperado que a Seleção Brasileira com a troca de comando técnico pudesse melhorar seu futebol. A chegada de Tite representava a presença de um treinador de verdade ao invés de apenas um símbolo, no caso o “capitão do Tetra” Dunga.

O que chama a atenção é a mudança de forma de jogar do time brasileiro, mesmo atuando com praticamente 80% do grupo que era convocado anteriormente. É uma equipe muito mais compacta na defesa (tanto que só tomou 1 gol nos últimos jogos) e mais insinuante no ataque. A presença de Phillippe Coutinho (que já falávamos aqui no blog que seria importante na Seleção) no time titular fez muita diferença, além do surgimento de Gabriel Jesus, que vem jogando sem sentir o peso da responsabilidade de ser o centroavante da equipe. brasil eliminatórias 2018 bola parada

Além disso Tite consegue ter uma boa aceitação popular. De forma habilidosa consegue um bom relacionamento com a imprensa e isso acaba sendo fundamental para que a paciência com sua presença na Seleção possa ser prolongada (e é claro que os bons resultados ajudam). Porém é importante que se tenha paciência com algum possível tropeço que possa vir a acontecer com a volta dos jogos do Brasil no ano que vem.

Vemos muita gente empolgada e já colocando a Seleção como favorita para a Copa em 2018. Acho isso perigoso pois pode levar a um oba-oba exagerado e já vimos muitas vezes que, quando existe esse clima, ele é normalmente prejudicial, num país que vai da euforia à depressão no futebol de forma espantosa. Ainda que isso não tenha necessariamente a ver com a produção do time dentro de campo, muitos já se esqueceram que a CBF continua sendo um antro de politicagem e desmandos, que a organização do nosso futebol deixa muito a desejar, e que o futebol jogado por aqui é de nível muito pior do que deveria ser.

Claro que a Seleção estando bem é um alento para quem gosta do esporte por aqui, mas para que se tenha uma euforia exagerada, precisamos de muito mais motivos e eles por enquanto ainda não apareceram.

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Sobre a Eliminatória Sul-Americanas em si, Brasil e Uruguai parecem bem encaminhados para as vagas. O Equador tem um trunfo poderoso em jogar na sua casa em Quito e isso vem fazendo a equipe se manter na lista das quatro classificadas por antecipação. argentina eliminatórias 2018 bola parada

A Argentina tem mais recurso técnico para poder se recuperar, mas ainda não conseguiu se adaptar ao estilo de Edgardo Bauza, seu novo treinador. Perdeu muitos pontos bobos (contra Venezuela, Peru e Paraguai) e agora corre o risco de, ao menos ir para a repescagem. No entanto, ainda creio que possa se classificar na frente de Colômbia ou Chile que devem brigar pela última vaga.

É uma Eliminatória que se tornou mais fácil do que o esperado para o Brasil, mas é muito equilibrada, comprovando assim a força das seleções continentais que, mesmo com muitos problemas de organização em suas confederações, possuem equipes fortes o suficiente para fazerem boa campanha na Rússia em 2018.

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PostHeaderIcon Mudanças e Insistências

Em uma semana muita coisa pode mudar (ou não) no planeta. No mundo do futebol não é diferente. Tivemos algumas alterações de cenários, mas algumas confirmações de tendências e pensamentos, o que prova que a modernidade e a evolução não chegam para todos.

Uma dessas mudanças deve acontecer no comando diretivo do São Paulo. Carlos Miguel Aidar deve renunciar ao cargo após mais denúncias sobre a sua conduta na contratação de jogadores e também em assinaturas de contratos para o clube. A prática de cobrança de comissões teria ido além do limite do aceitável e tinha gente “perdendo a noção do perigo”, como o próprio Aidar teria dito a Ataíde Gil Guerreiro, ex-diretor de futebol que, com sua saída através de uma discussão com o quase ex-presidente, detonou o processo que deverá culminar com a renúncia. aidar ataíde bola parada

Em outro texto havia dito que existia um certo prazer de parte da imprensa em bater no São Paulo. Não retiro isso pois problemas desse tipo, tudo indica, existem em vários outros clubes. Além disso o descalabro administrativo começou no Tricolor no mandato do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que muita vezes é retratado apenas como figura “folclórica”, sendo que as denúncias de negócios no mínimo estranhos já existiam desde aquela época, só que com menos ressonância na mídia. Dizendo isso não estou defendendo Aidar e seus cupinchas, inclusive Ataíde, que foi diretor por mais de 1 ano e só se revoltou contra a possível farra das comissões agora. Apenas sou contra indignações e denúncias seletivas.

Caso tudo seja provado, todos deveriam ser expulsos do clube e obrigados a ressarcir a instituição com o que desviaram. Só que a investigação não deveria começar e terminar no atual mandatário. Que o clube seja passado a limpo desde a gestão anterior e que gente nova, principalmente com hábitos mais honestos, possa controlar os destinos do clube. E para os jornalistas que pedem que o futebol brasileiro seja moralizado, que usem a mesma indignação para criticar situações que venham a acontecer (ou que já existem) em outros clubes.

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No campo o São Paulo já mudou. Doriva veio para o lugar de Juan Carlos Osório. Sobre o agora técnico da Seleção do México já falei no outro texto e não vou me repetir. Só ressalto que penso que a chance dele sair do clube, mesmo se a situação política estivesse boa, era muito grande também. Em relação ao ex-volante Tricolor ainda é uma incógnita como treinador. Ele dá indícios que pode vir a ser um bom profissional, mas ainda não fez um trabalho de longo prazo para comprovar sua qualidade. Chega ao São Paulo numa situação, pelo menos até o fim do ano, cômoda. Se conseguir classificação para a Libertadores está bem. Se ele conseguir vencer a Copa do Brasil ainda melhor para ele. Mas se não conseguir nada poderá fazer com a maioria dos brasileiros atualmente e culpar “a crise”. No caso a crise política do clube. A grande dúvida é saber como (e se ele irá) montar o elenco para o ano que vem…E como no futebol resultado é tudo… doriva são paulo bola parada

Porém uma coisa que não muda no futebol é o discurso de falta de respeito que só aparece quando apenas UMA das partes é desrespeitada. Treinador reclama quando é demitido no meio (ou até mesmo no começo) de um trabalho. Dirigente reclama quando um treinador deixa o clube por uma proposta financeira ou profissional mais vantajosa, como foi o caso agora de Doriva saindo da Ponte Preta para o São Paulo. É o típico caso em que os dois lados estão errados e pelo visto querem continuar errando pois o mercado do futebol é assim. No fim das contas se merecem totalmente…

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Assim como se merecem o atual futebol da Seleção Brasileira e o dicurso do atual técnico Dunga. Escrevo até antes do jogo contra a Venezuela pois não creio que uma vitória contra o time “vinho-tinto” mude minha visão. Ainda que o time venezuelano tenha evoluído nos últimos 10 anos, uma vitória em casa contra eles ainda é algo obrigatório para a equipe brasileira. Porém com o futebol mostrado contra o Chile podemos até ver uma vitória, mas não veremos um grande futebol. A entrada de Lucas Lima pode ser algo positivo, mas não acho que a saída de Oscar seja um bom indicativo. O meia do Chelsea vem mal ultimamente até mesmo em seu clube, mas é um resquício de jogador que pensa, que arma o jogo no meio campo. Depois de uma atuação ruim em Santiago, foi escolhido como o “bode expiatório” da vez, sendo que o problema do time dá mostras que irá permanecer. chile brasil bola parada

Nas entrevistas pós-jogo Dunga e seus comandados disseram que o Brasil poderia matar o jogo contra os chilenos se o time não tivesse perdido “três ou quatro contra-ataques”. Tudo bem usar desse artifício em algum momento de qualquer jogo. Mas me parece que essa é a única estratégia (se é que existe alguma) no atual momento da Seleção. Correr, pensar pouco e não perder as poucas chances que aparecerem durante o jogo. No mais, esperar por um bom futebol, com qualidade no toque de bola e controle do jogo, parece ser algo bem distante.

É bem possível que com o pouco que o time vem mostrando seja suficiente vencer a Venezuela. Mas essa insistência em não querer propor, dominar e principalmente não pensar o jogo, afasta mais e mais o Brasil de dias melhores para a sua Seleção.

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