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PostHeaderIcon Mudanças e Insistências

Em uma semana muita coisa pode mudar (ou não) no planeta. No mundo do futebol não é diferente. Tivemos algumas alterações de cenários, mas algumas confirmações de tendências e pensamentos, o que prova que a modernidade e a evolução não chegam para todos.

Uma dessas mudanças deve acontecer no comando diretivo do São Paulo. Carlos Miguel Aidar deve renunciar ao cargo após mais denúncias sobre a sua conduta na contratação de jogadores e também em assinaturas de contratos para o clube. A prática de cobrança de comissões teria ido além do limite do aceitável e tinha gente “perdendo a noção do perigo”, como o próprio Aidar teria dito a Ataíde Gil Guerreiro, ex-diretor de futebol que, com sua saída através de uma discussão com o quase ex-presidente, detonou o processo que deverá culminar com a renúncia. aidar ataíde bola parada

Em outro texto havia dito que existia um certo prazer de parte da imprensa em bater no São Paulo. Não retiro isso pois problemas desse tipo, tudo indica, existem em vários outros clubes. Além disso o descalabro administrativo começou no Tricolor no mandato do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que muita vezes é retratado apenas como figura “folclórica”, sendo que as denúncias de negócios no mínimo estranhos já existiam desde aquela época, só que com menos ressonância na mídia. Dizendo isso não estou defendendo Aidar e seus cupinchas, inclusive Ataíde, que foi diretor por mais de 1 ano e só se revoltou contra a possível farra das comissões agora. Apenas sou contra indignações e denúncias seletivas.

Caso tudo seja provado, todos deveriam ser expulsos do clube e obrigados a ressarcir a instituição com o que desviaram. Só que a investigação não deveria começar e terminar no atual mandatário. Que o clube seja passado a limpo desde a gestão anterior e que gente nova, principalmente com hábitos mais honestos, possa controlar os destinos do clube. E para os jornalistas que pedem que o futebol brasileiro seja moralizado, que usem a mesma indignação para criticar situações que venham a acontecer (ou que já existem) em outros clubes.

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No campo o São Paulo já mudou. Doriva veio para o lugar de Juan Carlos Osório. Sobre o agora técnico da Seleção do México já falei no outro texto e não vou me repetir. Só ressalto que penso que a chance dele sair do clube, mesmo se a situação política estivesse boa, era muito grande também. Em relação ao ex-volante Tricolor ainda é uma incógnita como treinador. Ele dá indícios que pode vir a ser um bom profissional, mas ainda não fez um trabalho de longo prazo para comprovar sua qualidade. Chega ao São Paulo numa situação, pelo menos até o fim do ano, cômoda. Se conseguir classificação para a Libertadores está bem. Se ele conseguir vencer a Copa do Brasil ainda melhor para ele. Mas se não conseguir nada poderá fazer com a maioria dos brasileiros atualmente e culpar “a crise”. No caso a crise política do clube. A grande dúvida é saber como (e se ele irá) montar o elenco para o ano que vem…E como no futebol resultado é tudo… doriva são paulo bola parada

Porém uma coisa que não muda no futebol é o discurso de falta de respeito que só aparece quando apenas UMA das partes é desrespeitada. Treinador reclama quando é demitido no meio (ou até mesmo no começo) de um trabalho. Dirigente reclama quando um treinador deixa o clube por uma proposta financeira ou profissional mais vantajosa, como foi o caso agora de Doriva saindo da Ponte Preta para o São Paulo. É o típico caso em que os dois lados estão errados e pelo visto querem continuar errando pois o mercado do futebol é assim. No fim das contas se merecem totalmente…

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Assim como se merecem o atual futebol da Seleção Brasileira e o dicurso do atual técnico Dunga. Escrevo até antes do jogo contra a Venezuela pois não creio que uma vitória contra o time “vinho-tinto” mude minha visão. Ainda que o time venezuelano tenha evoluído nos últimos 10 anos, uma vitória em casa contra eles ainda é algo obrigatório para a equipe brasileira. Porém com o futebol mostrado contra o Chile podemos até ver uma vitória, mas não veremos um grande futebol. A entrada de Lucas Lima pode ser algo positivo, mas não acho que a saída de Oscar seja um bom indicativo. O meia do Chelsea vem mal ultimamente até mesmo em seu clube, mas é um resquício de jogador que pensa, que arma o jogo no meio campo. Depois de uma atuação ruim em Santiago, foi escolhido como o “bode expiatório” da vez, sendo que o problema do time dá mostras que irá permanecer. chile brasil bola parada

Nas entrevistas pós-jogo Dunga e seus comandados disseram que o Brasil poderia matar o jogo contra os chilenos se o time não tivesse perdido “três ou quatro contra-ataques”. Tudo bem usar desse artifício em algum momento de qualquer jogo. Mas me parece que essa é a única estratégia (se é que existe alguma) no atual momento da Seleção. Correr, pensar pouco e não perder as poucas chances que aparecerem durante o jogo. No mais, esperar por um bom futebol, com qualidade no toque de bola e controle do jogo, parece ser algo bem distante.

É bem possível que com o pouco que o time vem mostrando seja suficiente vencer a Venezuela. Mas essa insistência em não querer propor, dominar e principalmente não pensar o jogo, afasta mais e mais o Brasil de dias melhores para a sua Seleção.

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