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PostHeaderIcon Globo, Turner e os Direitos Esportivos

Vou seguir o artigo do Alexandre onde ele comentou sobre a perda de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro por parte da Band. E, antes de mais nada, reafirmo que o fato é altamente prejudicial para a emissora e ruim para o telespectador; ainda que possamos questionar a qualidade da transmissão da emissora do Morumbi. Mas, no meio de tantas coisas que são escritas sobre o fato, gostaria de colaborar com algumas informações e opiniões.

– O rompimento foi uma decisão da Band. Ainda que o futebol fosse seu produto mais valioso e gerador de boa fatia de seu faturamento.
– O futebol nunca foi a causa dos problemas financeiros da emissora. Ao contrário, melhorava sua grade e trazia receita indireta.
– A tal cláusula de obrigatoriedade dos mesmos jogos que a Globo exibia é algo perfeitamente compreensível no meio empresarial. A Globo não tem obrigação de fazer filantropia. O futebol é o produto mais caro na televisão brasileira. E a Band pagava um pequeno percentual do custo, menos de 10%.
– Pagando uma pequena parcela do custo do futebol, não se justificaria exigir jogos exclusivos. Ainda mais que a Band precisaria de 2 jogos exclusivos, um para SP e outro para o resto da rede. Como a Globo também exibe 2 ou 3 jogos por rodada, teria que abrir mão de 1.
– Se existe o tão proclamado monopólio, a culpa maior é dos clubes. Eles abandonaram a negociação coletiva e optaram (estupidamente) pelos acordos individuais. Sem falar que os clubes nunca conseguem negociar nada além dos valores. Não enxergam o futebol como um produto único. Encaram a cota de televisão como um cheque especial que vai cobrir seu rombo financeiro.

Mais estranho ainda foi ver o CADE fazer uma consulta às emissoras restantes, cheia de perguntas subjetivas e descabidas. Nenhuma emissora tem condição de cobrir a oferta da Globo. O valor que a Globo paga é quase metade de todo faturamento da Record. É maior que o faturamento anual do SBT. E é praticamente o dobro do faturamento da Band e Rede TV. Sem falar que em alguns casos, como do SBT, não existe interesse no produto. Não é preciso ser um gênio para saber destes fatos.

Diante do rompimento da Band, a Globo procurou as demais redes. O SBT, compreensivelmente, nem aceitou dialogar. A Record rejeitou a pedida de 140 milhões, cerca de 5% de sua receita. Assim como a Rede TV recusou pagar 120 milhões; um valor alto em proporção ao seu faturamento. Mas eu acredito que este seja o caminho mais viável. Basta um belo desconto no valor exigido. E um acordo com a Rede TV seria o mais interessante para a Globo, afetando muito pouco a sua audiência.

* * * * *
turner sports
Ao mesmo tempo em que ocorrem estas idas e vindas na TV aberta, vemos movimentos fortes na TV fechada. O grupo Turner, por meio do Esporte Interativo, vem ganhando espaço na disputa pelos direitos de transmissões de futebol. Começou com a Champions. Depois tivemos uma confusa negociação (individual) pelos direitos do Brasileirão em TV fechada. A ação consumiu 550 milhões e rendeu poucos frutos para a emissora, já que a maioria dos clubes envolvidos está na Série B. Agora surgem rumores de que a Turner ofereceu 100 milhões pelo campeonato Carioca; por um período não sabido.

Podem ficar tranquilos, não vou fazer nenhuma ironia sobre a oferta de 100 milhões por um “campeonato falido”. Aqui se fala, aqui se paga! Mas, seriamente, vale tudo isso? É economicamente viável? É uma concorrência leal ou é um investimento a fundo perdido? Qual empresário, em sã consciência, investiria 100 para ter um retorno de 40 ou 50? Vocês fariam este negócio? Talvez, se tivessem dinheiro para queimar!

Curiosamente, ou nem tanto, não vejo tantos questionamentos quando a Turner despeja seus milhões em propostas questionáveis. Nem o CADE faz indagações para os demais canais esportivos. Não se fala em monopólio. Nem em concorrência desleal. Nem em dumping inverso. Acho que poucos sabem o que é dumping, imagina dumping inverso. Pois dumping inverso ocorre quando se paga um valor acima do praticado no mercado, visando anular os concorrentes e dominar o setor. Se for o caso, posso desenhar.

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PostHeaderIcon Equilíbrio e Desistência

O Campeonato Brasileiro da Série A começou neste último fim de semana. E com ele a discussão de quem será favorito logo aparece. Nós aqui no Bola Parada (tanto o Marco quanto eu) concordamos que é bastante óbvio que existe o chamado nivelamento como ele próprio disse na última coluna. O que me chama a atenção é como a discussão de “parâmetros” para o recém-iniciado torneio é colocada.

Como não tivemos os times de maior poder aquisitivo vencendo nos torneios estaduais principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, surge aquele papo, principalmente na mídia, de que “não existem favoritos para o Brasileirão”. Primeiro é preciso lembrar que TUDO é parâmetro. Se não fosse, o estadual não seria transmitido, discutido e comentado, até por emissoras que não o transmitem e ficam falando mal dele o tempo todo (mas mesmo assim não deixam de abordá-lo em seus inúmeros programas de debate).

Mas ele é parâmetro pois para um trabalho que dará resultado em um torneio longo e de pontos corridos, como é o Brasileiro, é necessário saber como os times estão e se podem evoluir. E como o Marco falou no texto anterior e pelo que vimos na primeira rodada do Brasileirão, onde o nível técnico de modo geral deixou a desejar, estamos vendo o início de um campeonato muito equilibrado. E isso necessariamente não é um bom sinal. brasileirão 2016 bola parada

Dizer que o Brasileiro têm muitos favoritos e é um torneio difícil mostra muito mais o nivelamento por baixo da maioria das equipes. Por mais que o valor das cotas de TV tenha subido nos últimos anos, a maioria dos clubes vive sem dinheiro. E as mudanças nos elencos, tanto de saídas quanto de chegadas de jogadores, são constantes. Além da troca dentro de campo, fora de campo os treinadores normalmente não vem tendo muita estabilidade para manter um trabalho e isso também prejudica a formação das equipes.

Para completar nesse começo de campeonato temos times em realidades completamente diferentes. Alguns ainda na Libertadores, outros na Copa do Brasil. Muitos times vêm de títulos estaduais, mas outros vem de derrota (e consequentemente crises) nos torneios locais. Ou seja, cada um larga de um ponto de partida diferente e não existe uma base única de análise.

Mas falando especificamente dos favoritos (que não são claros); desde o começo dos pontos corridos são basicamente os mesmos. São Paulo e Internacional sempre estiveram no grupo de cima. Santos, Fluminense e Cruzeiro também, ainda que enfrentaram algum campeonato mais instável no meio do caminho. O Flamengo nunca caiu, mas nunca também foi um favorito claro, mesmo no ano que venceu o título. Atlético/MG, Corinthians, Grêmio e Palmeiras já amargaram rebaixamentos, mas conseguiram, de formas distintas, se recuperar e hoje estão de volta entre os grandes. Dentre eles deverá sair o campeão (o que não é nenhuma novidade), ainda que hoje seja impossível apontar alguém mais destacado entre essas equipes. E não acredito que um “Leicester” apareça por aqui; como disse acima o equilíbrio entre os grandes impede até mesmo que uma surpresa tão grande apareça.

*****

O que foi surpresa também, mas dessa vez no campo das transmissões de TV, foi a desistência da Bandeirantes em exibir o Brasileirão. Não vou entrar muito nos problemas financeiros e de programação da emissora, pois o blog se foca mais no futebol e na transmissão esportiva em si, mas são bem claros os equívocos de escolhas e opções vistos por lá. De modo geral a audiência do canal sempre foi pequena, mas para os padrões (baixos) da emissora, era um bom investimento transmitir o futebol. E também para quem não gosta da transmissão da Globo, era uma opção. Mas que, de modo geral, não fará grande falta. bandeirantes futebol bola parada

Primeiro porque os jogos exibidos eram os mesmos da “matriz global”, algo bem discutível dentro de um acordo. As opções seriam mais relevantes de fato se fosse permitido à Band poder exibir ao menos um jogo diferente por rodada. Mas a emissora paulista sempre pareceu gostar de ficar à sombra da Globo, então a mesmice era uma constante na escolha de jogos a serem exibidos.

Além disso a equipe de transmissão era BEM discutível em termos de qualidade. Preferiam ficar fazendo fanfarronice e palhaçadas, com alguns comentaristas abaixo da crítica. Na verdade a equipe, por enquanto, continua existindo, com um constrangedor programa de propagandas após os jogos (que só são comentados quando sobra tempo entre um merchan e outro). Mas tenho dúvidas se vão continuar com isso por muito tempo.

A Globo e os clubes também têm um pouco de culpa em não pensar em dividir melhor os jogos entre mais de um canal. Seria interessante ver uma transmissão diferente e de qualidade em outra emissora mas, além da falta de visão dos interessados, também falta uma concorrência mais qualificada, como ficou claro a partir desistência repentina da Bandeirantes. Para quem não tem TV fechada, o jeito será ficar com a Globo por um bom tempo ainda.

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PostHeaderIcon Quando Mais Ainda é Pouco

Primeiramente peço desculpas pelo pequeno sumiço do blog. Trabalho e outras pendências causaram essa minha ausência, mas estamos aí na atividade!

Finalmente tivemos uma definição mais clara sobre as divisões de cotas de TV paga para o Campeonato Brasileiro a partir de 2019. A Globo, se vendo pressionada pela proposta da Turner/Esporte Interativo, teve de abrir um pouco mais a carteira e tentar fisgar times que estão com certos graus de problemas financeiros, ainda que em situações um pouco diferentes entre si. Com isso a emissora que tradicionalmente já detém os direitos de transmissão do futebol nacional já consegue uma boa vantagem para manter essa predominância.

Segundo o presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira, Atlético Mineiro, Corinthians, Cruzeiro, Sport, Vasco e Vitória, além do próprio Botafogo, aceitaram os termos de renovação com a Globo e tudo já estaria acertado para que as transmissões continuem no Sportv com a validação do novo contrato a partir de 2019, inclusive aceitando, segundo informação de Paulo Vinicius Coelho no UOL, que exista certa redução no todo da receita devido à alguns adiantamentos. Não é possível saber quanto seria essa redução total, pois cada um negociou individualmente. O São Paulo ontem, em reunião do seu Conselho Deliberativo, também aceitou a renovação “global” e se gabando de ter acertado um adiantamento (chamado pelos seus diretores de “luvas” sem comprometimento de receitas futuras) de R$60 milhões, que já seriam usados para que o time salde algumas pendências financeiras atuais. Além disso, segundo os são-paulinos, a emissora carioca aceitou uma adaptação do modelo inglês do rateio do dinheiro: 40% igualmente, 30% por performance e 30% por exposição na emissora.

Teoricamente a Globo percebeu a ameaça do dinheiro da Turner e resolveu não privilegiar tanto Flamengo e Corinthians na divisão das rendas. Porém temos de lembrar que esse acordo ainda é apenas para a TV Fechada (Sportv). O pay-per-view, onde o Premiere (também da Globo) não tem concorrência já deve ser renovado quase que automaticamente. Mas na TV aberta é necessário constatar se esse sistema mais dividido de cotas será utilizado também. Ainda não dá para dizer que foi uma grande vantagem desses clubes renovar “à toque de caixa” com a vênus platinada.

O que podemos saber já com certeza é que mais uma vez os clubes, de pires na mão, não conseguem se unir para discutir um contrato conjunto e que privilegie e ajude a TODOS. Não igualmente pois vivemos em um sistema capitalista, então é impossível uma “socialização” de toda a renda. Mas que o abismo entre os que ganhem mais seja menos em direção aos que ganham menos. Além disso a proposta de uma divisão de redes, com jogos sendo mais pulverizados em 2 ou 3 canais nem foi considerada; aqui no Brasil quem vence a “concorrência” leva tudo quase que de “porteira fechada” e não se pensa numa pluralidade de emissoras mostrando (e valorizando mais o campeonato). turner esporte interativo bola parada

Sobre a Turner/EI penso, vendo com mais calma e tempo agora, que fizeram de forma correta o ataque, tentando contactar times que se mostram descontentes com o atual sistema comandado pela Globo. O Santos, ainda sem confirmação 100% oficial, teria já apalavrado um acordo com a Turner, o que faria com que os jogos santistas em TV fechada não fossem transmitidos, a não ser que a emissora esportiva novata consiga fechar com mais clubes. Segundo informações tentariam pelo menos 8 para mostrar jogos dessas equipes. É algo que também acontece no México, onde existem times que “pertencem” à uma ou outra emissora, sendo que isso se reflete até no Brasil; a ESPN Brasil e o FOX Sports dividem e transmitem (com certo desdém) a competição mexicana e certos times passam apenas na ESPN Br e outros apenas no FOX.

Dentro de uma iniciativa de conquista de território a Turner até conseguiu provocar algum barulho (e após a segunda rodada de oitavas de final da Champions League procurarei fazer um post sobre a transmissão do EI). Mas ainda faltou uma maior agregação entre os clubes e seus dirigentes (esses os maiores culpados pela penúria da maior parte dos clubes) para se conseguir acordos melhores e mais dinheiro dos canais de TV, tanto Globo quanto EI.

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PostHeaderIcon A Tréplica da Turner

Como tinha dito anteriormente, escrevo minha “tréplica sobre o assunto do Esporte Interativo e a possibilidade de a emissora da Turner comprar os direitos em TV fechada do Campeonato Brasileiro. Entendo que a proposta, como disse o Marco, faz com que se abra uma discussão sobre a possibilidade de melhorias nas transmissões do principal torneio nacional. Porém muitas vezes a discussão fica na periferia dos problemas. Abre-se um campo de luta, principalmente na internet e fundamentalmente entre os que “adoram” e entre os que “odeiam” a Globo.

As pessoas ainda por uma visão um pouco romântica, ou por aquela vontade de parecer mais cultas, adoram criticar o monopólio global e falam que uma mudança de mãos na exibição do torneio seria benéfica. Engraçado que essas mesmas pessoas não criticavam o monopólio da FOX em relação à Libertadores no início de suas atividades no Brasil em 2012. No mesmo ano não vimos tantas críticas ao monopólio da Record na transmissão em TV aberta dos Jogos Olímpicos de Londres. Sendo assim penso que, por mais que a Globo mereça críticas, essa birra não leva nada à lugar nenhum.

A discussão deveria ser feita para analisar o que fosse possível em mudar a lei de transmissão que faz com que times que estejam sob contratos diferentes (caso isso venha a acontecer) não possam ter seus confrontos transmitidos. E isso faria com que as pessoas ficassem sem assistir as partidas. E é algo que, na prática, ainda inviabiliza uma possibilidade de maior mudança.

Se a Lei aqui no Brasil possibilitasse que um time mandante de uma partida pudesse vender seus jogos em casa para quem bem entendesse, poderíamos aí sim ver uma revolução na questão das transmissões. O Santos que, pelas notícias até agora, parece ser o time mais interessado em fechar contrato com a Turner, poderia ter seus jogos na Vila Belmiro sendo transmitidos pelo EI, e seus jogos fora sendo mostrados por outro canal, só para citar um exemplo.

Mas os clubes parecem não ter uma visão mais global sobre esse tema. Se escoram no dinheiro da Globo de forma mais cômoda. E dizendo isso, minha crítica não é só para a emissora e sim para os dirigentes que, em sua maioria, são incompetentes e pegam o dinheiro na hora do almoço para poder pagar o jantar. Além disso as pessoas que reclamam de seus cartolas, normalmente também não possuem essa visão mais ampla de ver que não é necessário “vencer o monopólio global” para vermos o Brasileiro em outras emissoras. Bastaria um pouco de boa vontade e mais inteligência.

*****

Sobre a qualidade da programação do Esporte Interativo, ainda discordo um pouco do Marco. Até vejo realmente uma melhoria técnica nas gravações do exterior, uma maior quantidade de correspondentes, o que era o mínimo em se tratando de um canal com os direitos da Champions League. Mas no geral o canal ainda possui alguns vícios de muito tempo. turner sports bola parada

Um deles inclusive foi criticado recentemente devido à uma ação do canal. O Ceará, atual campeão da Copa do Nordeste, vai fazer um amistoso contra o Flamengo, algo que foi visto como afronta por vários torcedores de times nordestinos, já que o canal que diz “amar” tanto a região, escolheu um representante do “eixo do mal” para uma certa legitimação do título cearense. Ou seja, defendem tanto o Nordeste e na hora da festa fazem algo apenas para tentar audiência. Passa a impressão de certa incoerência no discurso.

O excesso de gritaria e descontração nas narrações (ainda que esse “bom humor” é algo que temos visto em todos os canais) continua nas vezes em que assisto o canal. Os programas são meio que repetitivos e a maioria só fala de futebol, com uma grade muito semelhante à da ESPN. Um problema que também já falamos aqui no blog é o fato do canal não parecer ainda tão preocupado em investir em outras modalidades para transmissão, algo que deveria ser pensado para dar mais opções à grade, principalmente nos fins de semana.

Tudo bem que a Turner não entrou a tanto tempo assim na direção do canal, mas penso a emissora ainda precisa melhorar e ter mais diversidade em sua programação para podermos dizer realmente que a coisa melhorou. Prefiro esperar um pouco mais para avalizar essa evolução.

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PostHeaderIcon Proposta Real

Aos poucos, com uma notícia aqui e outra ali, ficamos sabendo mais detalhes sobre a proposta da Turner (Esporte Interativo), pelos direitos do Brasileirão em TV fechada, a partir de 2019. Os valores podem alcançar 600 milhões, caso todos os clubes aceitem. E a divisão terá um percentual fixo e outro variável, dependendo do resultado técnico e da audiência; muita mais justa que a feita pela Globo, especialmente no PPV. Além de não exigir jogos no tenebroso horário das “depois da novelas” horas.

O ponto nebuloso é saber quais jogos farão parte deste acordo. Atualmente a TV aberta (Globo), escolhe os jogos de maior audiência nas quartas e domingos. Mas como diferentes jogos são exibidos em várias praças, 2 ou 3 partidas ficam reservadas. E a Band exibe uma destas partidas, quase sempre de um clube paulista. O segundo lote vai pro Pay Per View, uns 6 ou 7 jogos. E o Sportv acaba com a sobra, uns 3 jogos por rodada. É isso que o Esporte Interativo pretende comprar? Ou vai abocanhar mais jogos, tirando alguns do PPV?

Resta saber se todos os clubes vão aceitar a proposta. No momento ela é mais vantajosa pros clubes menores. E é bem provável que a Globo, em negociações individuais, seduza algum grande que estiver reticente, com um aumento na cota. É praticamente impossível que ela perca os direitos em TV fechada passivamente. Pode até ocorrer um racha, com alguns clubes acertando com a Turner e outros com a Globosat.

Minha maior dúvida é sobre este valor oferecido pela Turner (EI). Até 2019 pode ocorrer muita coisa. Começando pela presença do Esporte Interativo em todas as distribuidoras. Mas, hoje, é um valor bem alto e que não teria retorno garantido. Talvez possa ser considerado uma grande campanha de marketing da Turner; algo por volta de 150 milhões de dólares. É muito dinheiro, mas a Turner aguenta pagar a conta.

Mas o principal ponto positivo da proposta é abrir uma discussão sobre os direitos do Brasileirão. Pode não dar em nada, mas a proposta é real.
ei maxx
* * * * *

Aproveitando a pauta… Já escrevi muita coisa sobre o Esporte Interativo, desde os tempos do Tevezona. Critiquei várias coisas que entendia serem erradas. Também critiquei algumas decisões da Turner, logo após comprar o canal. Não retiro nenhuma das críticas.

Mas, agora, vejo que a Turner mudou sua postura. Tanto que fez um acordo com a Claro e a Net, ainda que longe do ideal. Entendo que cada lado tinha interesses opostos. Mas um acordo ruim é melhor que acordo nenhum. Pena que a Turner demorou 1 ano para perceber isso.

Outra mudança perceptível foi na estrutura dos canais Esporte Interativo. Melhorou a estrutura e o conteúdo. Temos menos brincadeiras e mais esporte. Temos menos hashtags e mais repórteres. Menos fotos de musas e mais comentários. E, principalmente, mais jogos. Sei que o canal tá bem longe do ideal. Aliás, todos os canais esportivos estão longe do desejável. Mas acho importante ressaltar o progresso do EI. Criticar não é só apontar o que está ruim, mas também o que está melhorando.

EI, estou de olho!

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PostHeaderIcon Dinheiro Fácil e Soluções Erradas

Não creio que seja algo que vá desembocar em alguma novidade. Mas uma notícia que sempre chama a atenção é aquela relacionada à questão dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Nos últimos dias dias saíram diversas notas a respeito da possibilidade do Esporte Interativo comprar os direitos de TV paga do Brasileirão a partir de 2018.

Antes de qualquer coisa temos de lembrar da maior força financeira do canal com a aquisição de parte do seu capital pela Turner, portanto a possibilidade poderia vir a ser real financeiramente falando. Poderia. Pois não acredito que os clubes saiam do “controle” da Globo. Esses dois links (ESTE da Gazeta do Povo e ESTE do Esporte e Mídia) mostram como eles ainda se mostram dependentes. Tanto os que não assinaram um novo contrato (caso do Coritiba) quanto os que não querem problema (como parece ser o caso do São Paulo).

Primeiro é bom deixar claro que, quando falo de controle da Globo não é bem uma crítica. Podemos dizer muita coisa ruim da emissora carioca, mas o fato é que ela tem BANCADO o futebol brasileiro nos últimos anos. Claro que existem os inconvenientes de horários como aquele das 10 da noite às quartas-feiras, mas é o ônus a se pagar para quem põe o dinheiro na mesa. Além disso, vemos que horários esdrúxulos aparecem em vários países, como na Espanha e na Argentina, em que já tivemos cada jogo de uma rodada dos nacionais disputado em horários distintos.

Além disso temos de lembrar que os clubes permitem a situação atual, ou seja, se sentem confortáveis com o domínio global (sem trocadilho) em suas competições. A recém formada Primeira Liga (Sul-Minas-Rio) já está sob as asas da Globo e do Sportv. Ainda que tenham procurado outras emissoras para a transmissão deste novo torneio, me parece claro que o movimento é muito mais para tentar arrancar mais dinheiro da velha parceira e não necessariamente uma mudança de canal para a exibição das partidas. direitos de tv bola parada

Sim porque me parece lógico que um sistema parecido com o que vemos na NFL (Liga de Futebol Americano dos Estados Unidos) seria interessante para ser testado por aqui. Se duas ou três emissoras transmitissem os jogos, os clubes poderiam exigir mais dinheiro de cada uma, além de oferecer uma diversidade maior para os espectadores. Por exemplo, a Globo poderia manter a exclusividade dos jogos de quarta e domingo, tanto na TV aberta quanto na fechada (via Sportv), mas os clubes poderiam vender as partidas de quinta, por exemplo, para o Esporte Interativo, e os de sábado para outro canal de TV aberta ou mesmo para outro de TV por assinatura.

Claro que existe a questão de jogos regionalizados, onde o torcedor se mostra muito mais fanático em querer ver APENAS o seu time ou da sua localidade. Essa é uma outra questão que mostra que muitas vezes o brasileiro gosta não de futebol, mas apenas da sua equipe. Também a situação do Pay-per-view teria de ser equacionada (e provavelmente ainda continuaria sob o comando da Globo). Porém ao menos abriria-se uma possibilidade para mais recursos para os clubes, coisa que, devido à ganância, a vontade de querer ser mais “esperto” e mesmo à incompetência dos nossos cartolas, é algo difícil de imaginar sendo posto em prática.

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