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PostHeaderIcon Idas e Vindas no Mundo da Bola

Antes de mais nada quero dizer que concordo com as colocações da última coluna do Alexandre, sobre a olimpíada do Rio. Mas vejo a seleção de futebol por uma perspectiva diferente. Não me importa tanto o resultado, a medalha. Me interessa mais o desempenho e a avaliação de alguns jogadores. Especialmente os novos atacantes que o Tite poderá usar num futuro muito próximo: Gabigol, Gabriel Jesus, Luan e cia. São nomes que me agradam muito mais que os últimos convocados pelo Dunga.

Penso que a olimpíada pode ser um ótimo teste para saber se estes jogadores poderão ter um futuro na seleção principal. E até mesmo a cobrança exagerada pela medalha de ouro pode ser um elemento que dificultará a aprovação nesta prova. E isto, do ponto de vista esportivo, é algo benéfico. Teste fácil não serve. Ainda mais considerando a atual situação da seleção nas eliminatórias e a proximidade da Copa da Rússia. Pena que não pensaram em usar a seleção olímpica pra mais testes. Eu gostaria disso. Muito mais que a famigerada medalha.

* * * * *

Sobre o evento em si, temo que ocorram alguns problemas indesejados. O descaso com os apartamentos da vila olímpica foi um exemplo do que pode acontecer. Mais preocupante ainda é o que pode ocorrer fora da vila e dos ginásios. Temo pelo pior!

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mano menezes

A gestão do nosso futebol é um tema recorrente neste blog. Mas não é por procurarmos por esta pauta; ela é quem teima em aparecer corriqueiramente. O caso mais recente é o do Cruzeiro. Nem culpo o clube pela saída do Mano ao receber uma proposta do futebol chinês. Mas o que aconteceu depois é de total responsabilidade da direção. Parece aquela história do sujeito que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Este é o retrato da Raposa neste ano. E o resultado em campo é a consequência mais evidente.

A primeira opção do clube foi seguir com o Deivid, que era auxiliar do Mano Menezes. Era arriscado e o novo treinador precisaria de tempo e paciência. Mas ele não teve nenhuma das duas coisas. Foi demitido e trouxeram o Paulo Bento pro lugar. E, como já sabemos, um técnico estrangeiro necessita de tempo para se ambientar e conhecer o nosso particular mundo futebolístico. Só que isso não é possível quando ele chega no meio do ano. Não funciona. Técnico não é mágico. Mas a direção cruzeirense acreditou nisso. E quebrou a cara! E agora recorre novamente ao Mano para salvar o ano. E, novamente, escapar de uma ingrata posição no Z4.

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Planejamento também é uma palavra estranha ao nosso futebol. Caso do São Paulo. No começo do ano resolveram trazer dois reforços importantes por empréstimo de 6 meses. Tudo bem que a necessidade era grande e o time exigia reforços nas posições. Ocorre que o meio do ano chegou e o clube se viu diante da perda do Maicon e Calleri. Resolveram gastar muito na contratação do zagueiro e desistiram do atacante. Sem esquecer a compreensível venda do Ganso para o futebol espanhol. E agora, quase na metade do Brasileirão, o São Paulo está trazendo reforços.

Pode até ser que as contratações sejam bem sucedidas; especialmente o Buffarini. Mas não é fácil um jogador de outro país chegar aqui e render de imediato. O normal é passar um período de instabilidade. Só que o campeonato tá correndo e o clube não pode esperar. E aí, como fica?

* * * * *

Como se não tivessem problemas internos suficientes, os clubes ainda sofrem com os externos. É o caso dos clubes que “cedem” jogadores para a seleção. Será que é justo o Palmeiras, Grêmio e Santos perderam seus principais jogadores para a seleção olímpica e serem prejudicados na disputa do título? Alguém vai cobrir o prejuízo técnico e financeiro que os clubes possam ter?

E mais, no final do ano, na fase decisiva do Brasileirão, será a seleção principal que vai “roubar” mais alguns jogadores. E também ficará por isso mesmo. Acho que nunca verei os clubes unidos para se defenderem desta exploração. Vão continuar aceitando tudo, bovinamente. Talvez por merecerem!

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PostHeaderIcon A Ponta da Modernidade

Vou começar esta coluna pegando carona no penúltimo texto do Alexandre, onde ele citou uma eventual meia seleção brasileira. Uma lista do meio pra frente e que lembra aquelas seleções de melhores do ano. É comum fazerem essas seleções com 3 atacantes, 3 ou 4 meias e nenhum volante. Nem mesmo um volante de qualidade, como o Touré ou o Pogba. Cansei de ver, pegavam um Zidane ou um Ballack e escalavam de 5. É muito bonito, mas nada factível.

Outro fato interessante é que “descobriram” o Douglas Costa. Aquele mesmo que foi mal na seleção e está começando bem no Bayern. Quase ninguém lembrou que o Bayern joga com pontas. Sim, eu disse pontas. Não sei como se diz “ponta” em alemão. Mas o Robben e o Ribéry jogam assim. E o Douglas Costa é ponta no Bayern. Ponta! Mesmo que essa palavra seja proibida no Brasil. Mas o Guardiola não pensa assim. E o mesmo vale pra vários clubes europeus que jogam com atacantes bem abertos.
futebol-jogador
Mas aqui no Brasil, ao tentar copiar o antigo estilo europeu, abolimos a palavra. Chamar um jogador de ponta virou um sinal de atraso e falta de conhecimento. Então a mídia e os treinadores passaram a falar em “meias abertos” e em “atacantes de lado”. Pra mim não faz diferença, podem chamar de meia aberto, escantonildo, ladeiro, vucovuco ou qualquer coisa. O fato real é que muitos times europeus usam os tais pontas; quando tem a possibilidade. Sem vergonha alguma e sem eufemismos. Basta ter jogadores aptos pra função.

E penso que isso também vale pro centroavante fixo. Usar o “falso 9” não é moderno nem retrógrado. É questão de ter, ou não, um jogador para a posição. Mas muita gente aqui comprou a ideia como sinal de modernidade tática. Só que não é.

* * * * *

Outra bobagem que é repetida constantemente nos programas esportivos é sobre o tal estilo de jogo de um clube. Já vi isso diversas vezes. Aparece um dos entendidos de futebol e anuncia: “Olha, conversei com um diretor (ou técnico) do Fluminense (ou Corinthians, Grêmio, São Paulo, etc…) e eles estão elaborando um estudo para que todas as divisões do clube joguem no mesmo estilo dos profissionais, criando um padrão de jogo único”. E completam citando o Barcelona e o Bayern como exemplo. É totalmente excelente!!!

Ora, ora, ora… Nossos clubes trocam de técnico 2 ou 3 vezes por ano. Até o diretor de futebol roda junto do técnico. Como vão implantar um estilo? Quem vai implantar um estilo? A base tá loteada, servindo pra empresários. O único “estilo” que lhes interessa é botar o garoto na vitrine e vender o mais rápido possível pra Europa.

E mais uma coisa, quantos estilos de jogo vocês conhecem? Fazendo muito esforço eu consigo citar umas 6 ou 7 formas de jogo. Mas temos uns 200 grandes clubes no futebol mundial. Como é que cada um vai criar um modelo próprio? Citar o Barça e o Bayern é muito fácil, muito óbvio. Eu poderia até usar o ônibus desses clubes como exemplo. Ou o refeitório. Ou o departamento médico. Eles ganham tudo, então tudo funciona. É um argumento banal e rasteiro. Se fosse uma regra universal, deveria haver um estilo Chelsea, PSG, Benfica, Juventus, CSKA, River…

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Voltando ao nosso cotidiano… Tenho dois assuntos mundanos:

1- O Cruzeiro deveria ter um ano morno, reconstruindo o time após perder a base bicampeã brasileira. Mas a Raposa tá procurando sarna pra se coçar. Começou ao demitir o Marcelo Oliveira, sem razão. Depois contratou e demitiu o profexô. E agora vai de Mano. Como se algum desses técnicos fosse responsável pelo desmonte. Ô Gilvan, você tá de brincadeira!!!

2- Não quero me aprofundar muito no assunto seleção. Mas já tem um bom tempo que fico esperando convocações que não acontecem. Não creio que o Dunga tenha um grupo fechado; até pelos resultados. Mas é estranho que o Valdívia nunca seja lembrado. Nem o Luan (Menino Maluquinho). Ou o Luan do Grêmio. Nem o Rafael Carioca. Mas o Kaká foi lembrado. Justo agora. Alguma boa explicação?

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PostHeaderIcon Fifa e Messianismo

O futebol viveu uma quarta-feira histórica com a prisão, em Zurique na Suíça, dos dirigentes ligados à FIFA, a maioria deles vinculados à Conmebol e a Concacaf, entre eles o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. As acusações vão desde corrupção na compra e venda dos direitos de transmissão de jogos até propina recebida nas votações para as escolhas das sedes das Copas de 2018 e 2022.

Antes de qualquer coisa temos de celebrar esse momento e ver que, mesmo tardia, a justiça tem chance de aparecer e ajudar. O futebol mundial claramente é lesado a muito tempo à custa de interesses escusos. Dominados por cartolas que se perpetuam em seus cargos, como se as entidades, federações e confederações fossem propriedades particulares. Inclusive, mesmo com todo o escândalo, Joseph Blatter deve ser reconduzido ao QUINTO mandato como presidente da FIFA nessa sexta-feira (a não ser que tenhamos outras ações do FBI…) Ou seja, temos MUITOS coniventes e covardes que compactuam com a situação atual. fifa bola parada

A presença da polícia estadunidense acontece pelo fato dos corruptos terem usando bancos da terra do Tio Sam para transações de dinheiro sujo. O que mostra que muitas vezes a corrupção é tão absurda e descarada que fica até mais fácil de se combatê-la. Acho que a colaboração de todos os países que tenham uma justiça séria é importante no processo. Pode-se reclamar de uma certa presença exagerada dos EUA, ainda mais ao vermos alguns promotores de justiça do país dizerem que pretendem “limpar o futebol”. Mas se a limpeza tem de ser feita, ela deve começar por algum lugar.

Temos sempre de lembrar porém que tanto Inglaterra quanto os Estados Unidos queriam as Copas de 2018 e 2022 respectivamente em seus territórios (e não será surpresa para mim se, pelo menos, a Copa que está marcada para ser no Catar mudar de local). Me parece que apenas a derrota no processo de escolha de 2010 fizeram alguns enxergar que existia corrupção na FIFA e nos seus meandros, coisa que vem de longe. Digo isso porque, ainda que tenhamos pessoas sérias na Justiça e em toda a investigação, os interesses econômicos ligados à uma Copa do Mundo são sempre relevantes.

Mas mesmo com essa ressalva deixo claro que temos de comemorar e ressaltar a chance de poder começar a moralizar o esporte como um todo. Não será do dia para a noite, até porque a corrupção é presente na essência do ser humano em qualquer ramo de atividade. Mas mostrar que existe e pode haver justiça de verdade, até mesmo para cartolas “eternos” do futebol, é uma boa medida para começar a mudar. Pena que não creio que essa mudança seja tão efetiva no Brasil, a não ser que algumas “cabeças coroadas” do nosso esporte tenham o mesmo destino de José Maria Marin. Inclusive aqueles que foram para Miami ou Boca Ratón, aproveitar a impunidade que, infelizmente, ainda é grande por aqui…

*****

Mudando completamente de assunto. O jornalista inglês radicado no Brasil Tim Vickery já falou com muito acerto sobre um processo que acontece sempre nas vésperas de algum jogo aqui no país. É o chamado “messianismo”. Uma busca por algum fator externo que possa fazer com que os jogadores se motivem para poder obter uma vitória. Tudo é usado como algo que pode levar o time ao triunfo. Veja, por exemplo AQUI, uma matéria do jornal O Tempo de Belo Horizonte na véspera do jogo de ontem entre Cruzeiro e River Plate. O fato do falecimento da mãe do técnico Marcelo Oliveira seria algo que faria o time brasileiro lutar mais em campo e se classificar num ato que certamente seria tachado como “heroico”. river plate cruzeiro bola parada

O fato é que, como o mesmo Tim Vickery disse, muitas vezes essa análise emocionada da imprensa em busca de “ganchos motivacionais” não trás uma visão tática do adversário. Poucos disseram, no caso da classificação do River, que o time argentino jogou nessa Libertadores melhor fora de casa do que em seus domínios. Poucos lembraram que o uruguaio Carlos Sanchez, autor do primeiro gol, é um grande meio-campista. Que o time argentino mudou seu jeito de jogar fechando os lados de campo, diferente do que fez na primeira partida, em que os portenhos ainda sentiam os efeitos das bombas lançadas na Bombonera. Mas em que pese esse fatores, estava tudo preparado para uma classificação brasileira. Esqueceram, mais uma vez, de combinar com os visitantes.

E mesmo assim muitos aqui não aprendem. Para alguns o que aconteceu ontem no Mineirão foi mais um aqueles apagões (veja AQUI) que são cada vez mais frequentes em nosso futebol…E de apagão em apagão, a tal “soberania” do futebol brasileiro vai ficando apenas no discurso. Ou na esperança de algum milagre messiânico…

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PostHeaderIcon Ô Trem BicampeÃO

Esta coluna poderia ter sido escrita na quinta, após a vitória da Raposa sobre o Grêmio. Ou até antes, se eu fosse mais intempestivo. Mas sou meio mineiro e preferi aguardar o apito final. E agora tá tudo azul. Dois anos em azul. Merecidamente! Não há nada a contestar.

Ninguém duvidava que o Cruzeiro viria forte na disputa pelo bi (e 4º título brasileiro). Mas eu pensava que seria um pouco mais difícil. Acontece que os adversários mais diretos tropeçaram demais. E o São Paulo acordou tarde. Ou melhor, demorou para fechar um elenco em condições de duelar com o Trem Azul. A gordura acumulada no 1º turno foi fundamental pro Cruzeiro se sustentar após uma ou outra instabilidade. Instabilidade que, vamos combinar, é totalmente normal. Até o Bayern, ou Barça de alguns anos, passam por momentos ruins.
cruzeiro campeão
O mais importante nessa conquista cruzeirense é que ela foi fruto de vários acertos. Começando pela direção, passando pelo comando técnico e chegando nos jogadores. Não foi casual, passional ou em decorrência de influência externa (arbitragem). Fatos que já aconteceram em outros Brasileirões. Mas o Cruzeiro se planejou (após um enorme susto em 2011 e um desempenho mediano em 2012) e executou rigidamente seu plano. Parece trivial, mas a correta montagem do elenco, a manutenção do técnico Marcelo de Oliveira, a boa estrutura do clube e os salários em dia fizeram a diferença. Que outros clubes aprendam. Resta esperar que o Cruzeiro não se desmonte em 15.

O Atlético também pode ter um ano positivo. Basta confirmar o título da Copa do Brasil. Mas o Kalil deve ter mais seriedade no trato da dívida do Galo. E não colocar certos jogadores acima do clube. Só assim, com mais ação e menos bravatas, poderá se equiparar com o rival mineiro.

O São Paulo, depois de um 2013 terrível, conseguiu sair do poço. Está no meio do caminho. Precisa de contratações pontuais pro próximo ano. As carências do time são conhecidas. Não precisam fazer pirotecnia ou trazer figurões. Devem montar um elenco mais homogêneo e com um banco mais qualificado.

* * * * *

Na parte da “confusão”… O Botafogo foi rebaixado de forma vergonhosa. Talvez tenha tido o pior ano de sua história. E tudo indica que o próximo ano será de muito sofrimento. O Palmeiras, que flerta apaixonadamente com o rebaixamento, é outro que precisa mudar muito em sua gestão. Mas este assunto fica pra outra ocasião. Eles, junto com o Vasco, que sofreu pra subir, vivem um momento crítico. E precisam de mudanças drásticas.

O Flamengo, que já iniciou um processo de ajuste, o Flu e o Santos também devem ficar alertas. 2015 não será fácil. Começando pelo lado financeiro destes clubes.

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Reconheço o bom momento dos clubes mineiros. E os parabenizo. Mas uma boa parte da torcida mineira precisa mudar sua mentalidade provinciana. Chega desse papo de serem coitadinhos e perseguidos pelo “eixo”. Isso só diminui seus clubes. O Galo e a Raposa não precisam de mimimi pra serem grandes e conquistarem títulos importantes. O mesmo se aplica aos dirigentes destes clubes. Essa briguinha besta por ingressos nas finais da Copa do Brasil é coisa de timeco. Isso só prejudica o futebol mineiro. Deu pra entender?

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A final da Série C nunca será um evento grandioso, que mobiliza multidões. OK! Mas não precisavam avacalhar tanto. A transmissão do jogo entre Paysandu e Macaé foi pavorosa. Era quase impossível enxergar, pela câmera muito distante, o que acontecia em campo. E os dois clubes ainda fizeram o favor de usar uniformes quase idênticos, em azul claro e branco.
Poxa, será que eu tô pedindo muito???

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PostHeaderIcon Temos Um Campeonato

E em uma das muitas “finais antecipadas” que sempre temos em campeonatos de pontos corridos, o São Paulo conseguiu vencer o Cruzeiro e diminuir a vantagem do time mineiro na liderança. Foi um bom jogo, com alternativas e mudanças de comando na partida, ou seja, um jogo equilibrado, como deve ser uma partida de grandes equipes.

O Cruzeiro começou o jogo melhor, pressionando a saída de bola do São Paulo de forma bem inteligente. Muitas vezes Rogério tinha de dar um chutão para a frente pois não tinha com quem sair jogando. Além disso Ricardo Goulart deu dois chutes perigosíssimos ao gol paulista. E Everton Ribeiro se movimentava aproveitando as costas do meio campo Tricolor. Até naquele momento imaginei uma troca, com o Michel Bastos entrando no lugar de um dos atacantes para recompor a meia cancha. Mas com a movimentação de Kaká e Alan Kardec o time encontrou espaço para criar uma jogada de toque de bola que resultou no pênalti indiscutível cometido por Dedé. Aí entra a questão da expulsão do zagueiro que já tinha amarelo. Não há nada escrito na regra afirmando que ele TINHA de ser expulso. Mas o normal para uma falta em que um zagueiro vai no corpo do adversário, como o próprio Dedé reconheceu, seria um segundo amarelo. são paulo cruzeiro 2014 bola parada

Com isso o Tricolor teve mais espaço para jogar e começou o segundo tempo melhor, mais bem composto em campo, ainda que tendo dificuldades com a rapidez dos cruzeirenses na frente. Porém o técnico Marcelo Oliveira fez algo que, a meu ver, ajudou a definir o jogo em favor do São Paulo. Ao tirar Lucas Silva e colocar Dagoberto, o time mineiro ficou com o meio campo aberto e deu todo o espaço que Denilson, Souza, Ganso e Kaká queriam. Com o gol de Kardec o jogo ficou bem mais tranquilo.

Até entendo que o técnico cruzeirense imaginou que, com uma boa margem de pontos de vantagem na tabela, ganhar ou perder esse jogo no Morumbi não seria tão decisivo. Talvez ele tenha pensado em pressionar e empatar o jogo mostrando a qualidade técnica do time que dirige. Mas acho que ele se equivocou ao tirar o Lucas Silva, justamente o jogador que dá estabilidade ao seu meio campo.

Com a vitória o São Paulo se aproxima mas têm uma sequência de jogos bem complicada; nas próximas sete partidas enfrenta Coritiba, Corinthians, Grêmio e Atlético/MG fora e o Cruzeiro faz seus jogos mais complicados (Atlético/MG, Corinthians e Internacional) no Mineirão. Talvez só depois dessa série de partidas poderemos dizer se ainda há disputa ou não. Mas que no momento temos um campeonato, isso temos sim.

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PostHeaderIcon (Quase) Nada de Novo no Front

Em um momento em que se discute renovação de ideias e conceitos no futebol brasileiro, vemos no reinicio do Campeonato Brasileiro que pouca coisa mudou efetivamente por aqui. Claro que não podemos esperar mudanças logo de cara, afinal a Copa por si só não muda o futebol, mas pelo visto, parece que poucos treinadores acompanharam de fato o Mundial recém terminado; Não vou falar neste texto de times que se encontram mal na tabela, como o Flamengo, que parece ter voltado pior do que antes da parada da Copa, ou do Corinthians que permanece na ponta de cima, mas quase sempre com um futebol contido na ofensividade, apesar de seguro defensivamente. Ou mesmo do Fluminense e do Internacional, que mostraram times capazes de brigar pela taça. Também não vou citar ainda o Atlético Paranaense, agora com Doriva como treinador, que parece mostrar potencial de surpresa. Vou falar mais de dois times que já assisti jogar nessa volta pós-Mundial. Brasileirão 2014 bola parada

O São Paulo ameaçou enganar depois de um jogo aceitável contra o Bahia. Aí podemos criticar também um pouco a mídia por criar “certezas absolutas” depois de apenas uma partida. Já teve gente chamando o futebol do time de “Trico-Taka” depois da partida contra o limitado time baiano…Exagero é pouco. Contra a Chapecoense o time até continuou tendo posse de bola, mas não teve nenhuma criatividade para furar o já esperado bloqueio defensivo dos catarinense. E aí devemos culpar o treinador.

Muricy Ramalho, cotado inclusive para dirigir a Seleção Brasileira, continua a mostrar seus já conhecidos defeitos. Demorar para mexer no time é um deles. Poderia ter trocado um dos pontas do estático 4-3-3 Tricolor já no primeiro tempo para poder ter opções a mais para poder pressionar mais o adversário. Preferiu manter a formação inicial até aos 28 minutos do segundo tempo (!!!) para colocar um jogador em má fase (Pato) numa posição em que o próprio treinador admitiu depois da partida que não é a ideal para o jogador, já que ele “não volta para marcar o lateral”.

Além disso insiste numa formação em que dois equívocos de escalação chegam a doer na vista de tão visíveis. A manutenção de um jogador baixo e com dificuldades de “dar o bote” na zaga, (Rodrigo Caio) e de um jogador lento e sem recuperação como volante (Maicon), apenas por teimosia e para provar que pode montar um time ofensivo – depois de ser acusado por anos de ser um defensivista adepto da bola aérea – só faz com que o time padeça de segurança defensiva, como ficou provado no gol da Chapecoense.

Assim sendo a teimosia impede que outros jogadores, principalmente os mais jovens, possam ter mais chances na equipe. O lateral direito Auro ainda não teve oportunidades no time principal. João Schimidt, volante canhoto jogou pouquíssimas vezes no time de cima e já foi emprestado para um clube português. E o jogador que se mostrou mais capaz vindo da base são-paulina, pelo menos nos últimos dois anos, Boschilia, depois de fazer uma boa estreia de Brasileiro contra o Botafogo, foi relegado à segundo plano, entrando apenas nos fins dos jogos. Agora com a vinda de Kaká (assunto que tratarei aqui quando ele estrear), provavelmente o jovem terá ainda menos chances de atuar neste Brasileiro.

Enquanto não resolver os problemas óbvios do time Muricy, mesmo blindado por boa parte da mídia, vai poder continuar a jogar a culpa dos resultados inconstantes do São Paulo nos atletas, como já fez com o próprio Boschilia depois do empate contra o Corinthians, como faz agora com Pato e outros…O elenco é desequilibrado em termos de qualidade, mas pode brigar de forma mais constante ao menos por uma vaga na Libertadores. Só que o “treinador trabalhador” tem de trabalhar muito mais certo do que vem fazendo…muricy marcelo bola parada

*****

Enquanto isso em Belo Horizonte…Marcelo Oliveira, sem grande badalação, consegue manter o Cruzeiro jogando um bom futebol. Não foi brilhante nem contra o Vitória, nem no segundo tempo contra o Palmeiras, mas mostrou sempre uma segurança típica de um time tranquilo de seu potencial. Além disso, no começo do jogo do Pacaembu o time mineiro poderia ter feito tranquilamente mais 3 gols que não seria nenhum absurdo.

Marcelo mostra um grande mérito na armação da sua equipe. Joga de forma simples, sem grandes invenções. Posiciona dois volantes (normalmente Henrique e Lucas Silva), um meia mais armador (Everton Ribeiro), um jogador de velocidade (Marlone ou agora Marquinhos ex-Vitória) e dois atacantes. Sim porque, Ricardo Goulart é muito mais um segundo atacante que joga sem muita posição fixa, sempre auxiliando quem joga como referência na área. Claro que o elenco cruzeirense ajuda; foi montado de forma a ter praticamente dois jogadores por posição. Penso que só não existe reposição à altura para Everton Ribeiro e claro para o goleiro Fábio. Nas demais posições o time muda as peças e consegue manter bom nível.

Em um momento de necessidades de mudanças, como passa agora o futebol brasileiro, será que uma delas é fazer o simples, o básico? Montar um time valorizando a ofensividade, sem inventar jogadores fora de posição e tendo com princípio o bom toque de bola? Me parece que o Cruzeiro vem dando a resposta…Não que vá ser campeão de forma tranquila, mas está no caminho certo para brigar novamente pelo título

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