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PostHeaderIcon Curtinhas do Mundo da Bola

A coluna de hoje vai ser no estilo curtinhas. E começo pela seleção brasileira. O Tite consegui 4 vitórias nos primeiros jogos e o Brasil já é líder nas eliminatórias. Não é pouco. Ainda mais após o período negativo sob o comando de Dunga. A mudança é nítida e inquestionável.

Mas eu não me alinho com a turma dos otimistas de plantão. Falta muito ainda pra sentir confiança total na seleção. E faltam vitórias mais convincentes, sobre adversários realmente fortes. Bolívia, Venezuela, Colômbia e tais não servem como parâmetro. Vamos devagar com a euforia. A seleção só cumpriu com a sua obrigação. Coisa que não vinha fazendo nos últimos anos. Estava devendo. Mas só pagou uma parte da dívida. E o Tite ainda tem muito para fazer.
gabriel jesus
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Quem também está devendo é a Argentina. E nem estou falando dos jogos recentes, sob o comando do Bauza. Depois da Copa de 14 a seleção argentina não conseguiu uma sequência de 3 jogos convincentes. Mas agora, com o Bauza, a coisa degringolou. O time tá muito bagunçado. Os resultados ruins não são casualidade, são consequência. Acho que só mesmo os talentos individuais para garantir a classificação pra Copa da Rússia.

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Finalmente algumas pessoas estão acordando pra farra da mudança de mando de campo e os jogos vendidos para praças alternativas. Uma parte é culpa dos clubes, que viram na venda do mando uma fonte adicional de renda. Mas existe também a necessidade de arrumar uma finalidade para aqueles elefantes brancos construídos para a Copa. Juntando os dois fatores… Mas isso não justifica o erro. Já passou da hora de acabar com a brincadeira!

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Ainda não está 100% confirmado. Mas tudo indica que o Oswaldo Oliveira vai assumir o comando do Corinthians, ainda nesta semana. O seu desligamento do Sport foi anunciado na noite de terça. Só falta assinar com o clube paulista. Até aí, nada de novo. Só a confirmação de tudo que sempre falamos aqui no Bola Parada. Nossos técnicos e dirigentes se merecem. Não existe santinho neste meio.

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Falando em técnico… E o nosso Luxemburgo, hein!? Já não basta o fiasco de seus últimos trabalhos, agora tá dando vexame em entrevistas e declarações sem sentido. Tá ficando feio! E não é assim que ele vai arrumar emprego num grande clube. Talvez nem num pequeno.

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Uns 2 meses atrás eu comentei com o Alexandre sobre o estranho caso de um site de apostas que havia patrocinado o Corinthians e logo depois sumido do mapa. Não do mapa, mas do Brasil. Agora chegam notícias sobre o atual patrocinador das costas da camisa do alvinegro. O negócio é confuso e junta um empresário português, denunciado na Lava Jato, uma fabricante de café, uma tal de Apollo Sports, empresas sediadas em paraísos fiscais… Sendo que o valor que o clube receberá nem é grande coisa, pouco mais de 7 milhões por ano. Minha única pergunta é: O Corinthians não poderia arrumar um patrocinador mais decente?

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Segunda feira eu peguei o Linha de Passe uns 15 minutos depois do começo. E fiquei meio perdido com o assunto. Ainda mais que ficaram quase metade do programa dando explicações sobre isenção e qual o time de cada jornalista. Só depois é que fui saber da “briga” que o Mauro Cézar Pereira havia arrumado nas redes sociais.

Sinceramente, é uma idiotice total. Todo jornalista torce por algum clube. E todo jogador ou técnico. Desde menino eu sabia do clube preferido de 90% dos comentaristas e narradores. Nunca foi segredo. O Washington Rodrigues é flamenguista, o Márcio Guedes é botafoguense, um outro vascaíno, tricolor, santista, atleticano… Nunca houve problema. Só agora, com os patrulheiros da internet, virou motivo de confusão. Pura falta de um terreno pra capinar!!!

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PostHeaderIcon O Mobral Concluído e a Incompetência

Alguns anos atrás o então presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio deu uma entrevista dizendo que o problema do também ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches era o “mobral inconcluso”. Isso representava uma superioridade do Tricolor Paulista em relação ao time de Parque São Jorge em termos estruturais e de grife. Inclusive foi Juvenal que definiu a alcunha de “Soberano”, que simbolizava o período de três títulos brasileiros vencidos em sequência entre 2006 e 2008.

Porém tudo na vida pode mudar, ainda mais se você não faz nada para manter a sua superioridade e principalmente quando você se acha muito superior aos demais. Depois dos tri-campeonato nacional, o São Paulo perdeu profissionais importantes na fisiologia e na preparação física. Achou que apenas a estrutura físíca faria o clube se manter no topo enquanto naufragava em gestões desastradas no futebol, com contratações erradas, absurdas e até mesmo suspeitas. Não que na época em que o time vencia mais tudo era perfeito. Mas ao menos havia uma maior capacidade de gestão dentro e fora de campo. Além disso algumas figuras se perpetuaram no clube, desde Juvenal Juvêncio que conseguiu um imoral terceiro mandato que prejudica a instituição desde então, tanto em termos políticos quanto financeiros, até chegar a Milton Cruz, um auxiliar-técnico que nunca quis ser técnico pois sabidamente não tem capacidade para tal.

E não deixa de ser simbólico que Milton Cruz tenha sido dublê de treinador mais uma vez na vextória derrota para o Corinthians no domingo passado. Poucas vezes um time teve tanto a cara do seu treinador. Acomodado, superestimado e displicente, o Tricolor foi presa fácil para o time de Parque São Jorge que teve a celebração perfeita para o seu título nacional, mesmo atuando com muitos reservas.

Da mesma forma que, quando o São Paulo venceu seus títulos brasileiros não havia perfeição em todos os aspectos do clube, o mesmo acontece agora com o Corinthians. O time chegou a dever direito de imagem a seus atletas durante a competição e sofreu com a saída de algumas peças importantes como Guerrero e Fábio Santos. Some-se a isso uma certa rejeição que o Corinthians sofre por ter uma exposição massiva e exagerada na mídia o que, somado a uma certa proximidade de algumas figuras do clube com pessoas até mesmo do Governo Federal faz com que qualquer erro favorável ao time seja visto como algo acima do normal. Os erros de fato, em determinado momento, se sucederam de forma estranha, mas como o Marco já ressaltou aqui no blog, existem níveis diferentes e não se pode colocar todos os equívocos no mesmo cesto. E isso não apaga o mérito da administração corinthiana que mostra que dar mais tempo ao treinador e a um grupo de jogadores pode ajudar no fim das contas. são paulo corinthians bola parada

Tite conseguiu remontar a equipe e fazer com que um time com dois meias armadores clássicos (Renato Augusto e Jadson) conseguisse render, sendo ao mesmo tempo criativo e compacto, conceitos que, para muitos, são excludentes. Foi possível ver nesse campeonato que isso não é verdade. Renato Augusto se recuperou de uma fase em que vivia mais machucado do que em campo e foi fundamental na conquista, assim como Jadson que sempre foi bom jogador, mas passou um período ruim no São Paulo e foi usado por algumas pessoas como um dos símbolos do desinteresse e do pouco caso de alguns jogadores do Tricolor em campo. Temos aí então um caso simbólico que mostra que o ambiente de trabalho nos dois clubes é diferente a algum tempo e dentro de um sistema eficiente as peças de qualidade podem sim render.

Ainda que o São Paulo consiga, quase que de forma inacreditável e muito devido a incompetência alheia, a vaga para a Libertadores, é mais do que necessária uma mudança de rota; no jeito de comandar, de gerir e administrar dentro e fora de campo. Diminuir a soberba e a arrogância também seria um bom caminho, inclusive para tratar com o pessoal que não tinha “concluído o Mobral”. Pois hoje o Corinthians conseguiu, administrativamente falando, se formar com louvor e competência e com isso os resultados aparecem em campo.

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PostHeaderIcon A Derrota da “Opinião Pública”

O que é afinal a “opinião pública”? Segundo uma definição simples seria a opinião geral dos cidadãos em relação ao Estado, à sociedade e a outros temas ou questões. O problema é que muitas vezes essa visão é turvada e exagerada em razão dos interesses dos meios de comunicação que tentam fazer com que algo não necessariamente verdadeiro torne-se verdade. Com a massificação de um conceito, temos a impressão de que isso se transformou em algo definitivo, mesmo que muitas vezes isso a visão não corresponda à realidade. Nas eliminações de São Paulo e Corinthians na Libertadores de 2015 podemos dizer que o chamado “sendo comum” foi derrotado, mesmo que ele tenha sido criado pela mídia.

No caso são-paulino virou algo corrente na imprensa “especializada” a observação de que Milton Cruz tinha arrumado o time deixado por Muricy, mesmo tendo perdido o jogo decisivo que disputou contra o Santos no Campeonato Paulista, com o time jogando um futebol pífio. O interino que diz não querer ser técnico (mas estava no Bem, Amigos de segunda ao invés de se preocupar em estudar o time do Cruzeiro para a partida de quarta), já havia assumido a equipe Tricolor em outras oportunidades. E o que vemos é que o fato dele não ser técnico tem muito a ver com sua baixa competência para a função. Quem viu o jogo ontem, com 15 minutos, podia perceber que o Cruzeiro iria insistir com uma jogada pelo lado esquerdo da defesa são-paulina e que Reinaldo estava em péssima noite (o que é até o natural dele). Mesmo assim o “não-técnico” nada fez para corrigir a situação. Só mexeu na equipe depois de tomar o gol e mesmo assim para tirar a única proteção que existia por ali (Wesley). são paulo cruzeiro bola parada

Além disso Milton Cruz mostrou ser alguém sem pulso para fazer trocas necessárias e mexer em medalhões da equipe. Ganso se arrastou em campo o jogo inteiro, mas não foi substituído. Luis Fabiano entrou mesmo a muito tempo sendo apenas uma sombra do jogador que já foi um dia. Nesse caso temos também mais uma ação da “voz do povo”. Basta o “Fabuloso” fazer um gol que a mídia já o exalta e alguns torcedores que provavelmente acreditam em Coelhinho da Páscoa ou Saci-Pererê acham que ele ainda pode resolver algum campeonato para o São Paulo. Em resumo, o Tricolor é um time que vive de aparências, muitas delas infladas pela mídia, e o que é pior, elas viram realidade por quem dirige o clube.

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Outra equipe que criou uma aura de superioridade quase que inabalável é o Corinthians. Depois de conseguir títulos internacionais inéditos, a mídia aumentou e deu voz às promessas recheadas de megalomania de alguns dirigentes alvinegros. Uma delas é que o clube seria o “maior do mundo” em pouco espaço de tempo. Primeiro que é complicado dizer e mensurar o “maior clube” em qualquer critério, é algo relativo sob vários pontos de vista. Segundo, tendo em vista o mercado brasileiro e até mesmo o que se joga por aqui, é algo que virou apenas piada com o passar do tempo. guarani corinthians bola parada

Assim como deve ser sempre lembrada como piada a infeliz especulação: “O Corinthians atual faria bonito na Champions League?”, que foi ventilada por alguns cronistas e virou até enquete na ESPN Brasil. O bom início do time de Parque São Jorge na atual Libertadores enganou alguns e pelo visto empolgou demais o próprio elenco. Eu mesmo citei NESTE texto o bom início de ano do time de Tite, mas lembrava que não sou fã de endeusamentos. E esse endeusamento que parte da imprensa fez com o treinador não foi bom para a equipe. Além disso evidentemente vimos com o tempo que o elenco do Corinthians possui algumas fraquezas. A zaga não é tão segura pelo alto, Vagner Love não se mostra como solução no ataque e o time sem Guerrero se mostra inofensivo na frente. Fatores esses que foram ignorados pela mídia em grande parte do tempo.

Não coloco na conta apenas da “mídia paulista” esses lugares-comuns e exageros. Vemos isso em todo local e em vários aspectos. O Inter sempre favorito ao Brasileiro e o Brasil como dono exclusivo do “futebol talentoso” no mundo são outras das muitas “verdades absolutas” que vemos por aí e que independem de localidade de nascimento de quem fala besteira. Generalizar, comentar com base na amizade e da torcida nunca é bom, mas infelizmente é o que vemos muitas vezes na nossa mídia.

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PostHeaderIcon Consistência x Insistência (e Algumas Cornetadas na Mídia…)

Não gosto de endeusamentos. Acho que todos os profissionais, por melhores que sejam, possuem seus defeitos. Mas temos de reconhecer quando alguém se destaca em meio aos demais e mostra que o seu trabalho tem algo de bom. Falo do trabalho de Tite no Corinthians. Depois de passar um tempo parado, fato que até já repercuti AQUI, inclusive criticando esse retorno por poder ser prejudicial à sua carreira, ele retorna ao seu ex-time e mostra que possui uma ideia clara do que fazer em campo, mesmo com pouco tempo nesse novo trabalho. E isso foi visto no jogo desta quarta contra o São Paulo. muricy tite bola parada

Como disse no começo, não falo isso para endeusar o treinador gaúcho. Depois de fazer do seu time fazer o primeiro gol, ele recuou até excessivamente, dando um espaço perigoso para o Tricolor (ainda que ele tenha sido pessimamente aproveitado). Mas a estratégia de jogo tinha uma lógica e contava com as peças certas em seus locais corretos. Jogando com um volante mais fixo (Ralf) e outro que desarmava e armava (Elias), o time tinha força defensiva no meio. Contando com meias (Jadson e Renato Augusto), que se movimentavam e ajudavam na recomposição e um atacante (Emerson) que também ajuda na marcação, o meio-campo do time era bem compacto. Some-se a isso a presença de Danilo, um meia mais avançado, que não jogava como “falso 9” e sim como uma referência destinada a abrir espaços para quem vinha de trás. Assim saiu o primeiro gol do Corinthians e poderiam ter saído outros.
Nada do que Tite fez é novidade, mas trabalhar o time para atuar de forma compacta e organizada é um grande mérito, ainda mais analisando o que foi feito do outro lado do clássico…

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Pode-se dizer que o segundo gol corinthiano foi ilegal, derivado de uma falta de Emerson em Bruno, o que mancha uma arbitragem que vinha até se portando bem até então. Porém isso não anula a boa partida do time da casa e a partida fraquíssima dos comandados de Muricy Ramalho. Também é preciso lembrar que a tão falada “opção de velocidade”, tão pedida pelo treinador são paulino (Centurión), não podia entrar em campo, suspenso. Além disso Pato, por questão contratual, também ficou fora. Mas porque não tentar Boschilia ou Jonathan Cafu que estavam no banco?

Mas pior do que isso são as insistências (ou teimosias? ou muletas?) que o treinador continua usando na equipe. Depois de quase ser beatificado após ser vaiado num jogo do Campeonato Paulista, Maicon foi escalado no time titular. Com ele continuaram os toques para o lado, a lentidão e a falta de pegada no meio campo. Luis Fabiano, inexplicavelmente idolatrado pela torcida, não sai de campo por nada…Enquanto isso, o sacrificado Alan Kardec, jogando fora de sua posição, sai depois de ao menos tentar aparecer para o jogo…Nem falo tanto da escalação de Michel Bastos na lateral-esquerda, perdendo assim uma opção de meio-campo ofensivo, pois no lugar dele entraria o pífio Reinaldo (e o segundo gol do Corinthians mostra porque ele tem de ser reserva…). Mas isso mostra que o elenco são-paulino possui algumas carências que o treinador não tem conseguido resolver.

Claro que a competição ainda está no começo, mas o São Paulo precisa melhorar demais para não passar mais um sofrimento na fase de grupos, como aconteceu em 2013. O Corinthians parece mais inteiro, mas tem de se cuidar também, pois agora faz dois jogos fora de casa.

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Assisti ao jogo pela Fox. Gostei da transmissão. Gustavo Villani e PVC fazem uma boa dupla, apesar da presença do tal “analista de arbitragem”. E isso só mostra como a ESPN tem perdido nos últimos anos…Mas vou fazer uma crítica. É um assunto complicado, que até merece uma coluna maior, mas vamos lá. foxsports1

Como tem sido padrão nos últimos jogos entre São Paulo x Corinthians, a torcida alvinegra sempre grita “Bicha!” quando o Rogério vai bater um tiro de meta. Depois de ignorar o assunto por todo o primeiro tempo, na segunda etapa o Villani diz que a torcida está “pegando no pé” do Rogério. Obviamente não é o caso. Brincar com o São Paulo com essa coisa de masculinidade é uma besteira, mas é algo meio que aceito, até mesmo por alguns jornalistas, que gostam de jogar indiretas com isso.

Não sou da turma do politicamente correto, mas esse é um xingamento direcionado. E fico imaginando se a torcida, por exemplo, do São Paulo, chamar um jogador do Corinthians de “maloqueiro” ou coisa pior, relacionando à um estereótipo que é usado contra os corintianos. Será que a imprensa iria fingir que não escuta ou teríamos uma repercussão maior? Não sei se é o caso de uma punição, mas penso que não deveria passar tão batido…

Assim como o caso dos ônibus para a torcida são paulino poder ir até o estádio em Itaquera. Parece que descobriram só agora que existe relação dos clubes com as torcidas organizadas, já que o Carlos Miguel Aidar resolveu atender um telefonema de um dos chefes da “facção torcedora” ao vivo e a cores. É evidente que isso é errado, uma parceria que financia confusões e acoberta crimes. Mas nesse caso existe um problema maior, que pouco foi debatido, que é o péssimo sistema de transporte público para quem volta dos estádios, ainda mais em jogos no horário das 10 da noite.

Muitas vezes a discussão que acontece na mídia na verdade encobre a discussão que deveria acontecer de fato.

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A respeito do que o Marco disse na coluna passada sobre a ESPN contratar “embaixadores” para a Libertadores. Concordo 100% com que ele escreveu, mas vou acrescentar algumas coisinhas. Primeiro que passa o recibo de uma certa imitação ao Sportv, que loteou sua cobertura da Copa com ex-atletas, alguns muito fracos como comentaristas. Segundo, “embaixadores” para ficarem apenas cobrindo o pré e o pós jogo cheira a desperdício de dinheiro. Não seria melhor diversificar a programação um pouco? espn+ bola parada

Terceiro é que nem conseguem dividir em igualdade a participação desses ex-jogadores. Para que ter mais ex-atletas do Corinthians e do Cruzeiro em detrimento dos outros clubes? Até porque, penso que colocaram esses “embaixadores” para tentar diminuir uma impressão de que o nível do canal está cada vez mais parecido com o da Bandeirantes…Então colocaram o Raí para tentar diminuir um certo “corinthianismo” nos novos contratados. Para contrabalançar o Sorín, que a torcida do Atlético/MG não tolera, trouxeram o Marques. É um populismo para fazer comentários e tentar não desagradar ninguém, quando na verdade escamoteiam preferências de alguns…

Fico pensando no Campeonato Brasileiro. Será que trarão 20 ex-jogadores, um para cada time? Enquanto isso a qualidade do canal cai a olhos vistos. E não será com essa tentativa de agradar torcedores, trazendo ídolos do passado, que o canal poderá melhorar.

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PostHeaderIcon Jornalismo Para Agradar

“Andrés Sanchez volta a Dubai e cogita “naming rights” antes da Copa” (UOL, 9/5/2014)

“Para tentar ‘salvar’ Dudu, Andrés Sanchez entra em negociação
Segundo o diário Lance!, ex-presidente do Corinthians teria oferecido ajuda a Edu Gaspar para reverter vantagem do rival São Paulo nos bastidores” (site do FOX Sports, 2/1/2015)

“Por Conca, Andrés Sanchez se reunirá com Unimed e depois com Flu” (Lance!, 7/1/2015)

Essas manchetes nos últimos tempos dão o tom de um poder, quase que ilimitado, do ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Parece que basta ele pensar em querer entrar em qualquer negócio, desde disputa de jogador até leilão de carro usado, que ele vai superar a todos e mostrar a força que possui. Porém, pelo que temos visto ultimamente, e pensando no resultado dessas três investidas das manchetes (se é que elas aconteceram de fato), essa força não é tão grande assim.

Cito o ex-presidente corinthiano como exemplo de algo que está na nossa cara a algum tempo e que gera muita reclamação de quem não torce pelo clube de Parque São Jorge. Tudo que é relacionado ao Corinthians é superdimensionado de forma a agradar o maior mercado consumidor do país. Com as TVs comerciais (ditas) nacionais sendo geradas a partir de São Paulo, o excesso de notícias paulistas e paulistanas é evidente. No futebol, criou-se uma “lei”: falar do Corinthians em todo o programa esportivos, de forma quase que ininterrupta, dá ibope. Com isso qualquer vestígio de notícia por lá é levada ao extremo, muitas vezes de maneira a supervalorizar o clube.
Porém, os números do ibope no último Brasileirão, mostrados AQUI deixam claro que as pessoas não querem ver apenas jogos do Corinthians na TV aberta

Evidentemente que o time paulista cresceu muito de 1995 para cá, principalmente em termos de conquistas de títulos, ainda que tenha amargado um rebaixamento em 2007 no Brasileirão. Mas de modo geral soube usar, em muitos momentos, o marketing a seu favor e conseguiu, com acordos de gestão e patrocínio, montar boas equipes. Mas esse exagero de mídia à favor desagrada aos torcedores de outras equipes e mostra uma falta de preocupação em fazer jornalismo de fato.

Vivemos uma era de populismo na imprensa, talvez ainda maior do que em outros temos. Hoje com as mídias sociais, internet e uma pretensa democratização da informação, poderíamos pensar que a qualidade do que é passado na mídia melhoraria. Ledo engano. Tenta-se agradar uma parte da audiência. Parte representativa, mas que não é o todo. Além disso a função de quem trabalha no jornalismo não é necessariamente agradar, mas sim procurar informar com correção. corinthians e tv bola parada

O jornalista Mauro Cezar Pereira da ESPN falou um pouco disso em um recente Bate Bola (AQUI o link para o vídeo). Tudo que ele disse corresponde a realidade. Porém ele se esqueceu de falar que o comportamento da mídia carioca com o Flamengo é muito parecido com esse relacionado ao Corinthians. Talvez pelo fato da mídia carioca não ter mais tanto alcance nacional como antigamente, mas o estilo é o mesmo.

Vivemos de grandes “bombas”, falsas expectativas e pelo visto a cobertura do futebol se resume, na grande maioria dos casos, ao “Agora vai!” da vitória e do “Está tudo errado” da derrota. Além claro do populismo de ocasião, que acaba sendo nocivo muitas vezes aos times “populares”. Porém, com o estilo de TV aberta cada vez mais presente na TV por assinatura, isso tende-se a se perpetuar lamentavelmente, tirando as exceções de praxe.

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PostHeaderIcon Parados no Mercado

Parte da mídia exaltou recentemente a volta do técnico Tite ao Corinthians, depois dele ter saído do clube no final de 2013. O treinador claramente se preparou (e imaginou) ser o nome para chegar à Seleção Brasileira após à Copa do Mundo deste ano, porém o convite para trabalhar na CBF não veio. Ele e nenhum outro de maior relevância.

Isso me chama muito a atenção e mostra, mais uma vez, como os nossos treinadores não conseguem se destacar no mercado internacional. Tivemos algumas experiências isoladas como Luxemburgo no Real Madrid e Felipão no Chelsea, mas os dois duraram pouco e não deixaram saudades. Um dos empecilhos citados pelos treinadores para não irem bem lá fora é a barreira da língua. É até compreensível, é algo que atrapalha realmente, mas para melhorar essa situação, apenas o estudo pode fazer com que as coisas mudem. tite bola parada

O que parece tão ou mais complicado ainda de mudar é a mentalidade de nossos profissionais. Aceitam ficar na roda viva do mercado nacional e não se mostram dispostos na maioria das vezes a encarar de fato e de forma séria um novo desafio na carreira. Para o Corinthians a volta de Tite pode ser uma boa, ele conhece o clube e pode ajeitar o atual elenco. Mas para o treinador considero um grande retrocesso esse retorno tão precoce. Porque não se aventurar em outro país, mesmo que para um clube de médio porte?

Isso serve para outros treinadores que ficam rodando de um clube para outro aqui no Brasil e só dão “uma parada” quando são descartados pelo mercado interno. No caso de Tite, ele de fato parou mais por opção própria, depois de ser descartado pelo Corinthians em 2013, mas o fato é que ele não conseguiu emplacar lá fora da maneira que imaginava.

E isso me chama a atenção. Como os treinadores nacionais são descartados e não conseguem mostrar uma evolução maior em termos táticos? Porque não aceitam críticas e principalmente porque o mercado nacional é tão fechado a inovações, técnicos estrangeiros de modo geral? Edgardo Bauza, que está no San Lorenzo, conquistou duas Libertadores, uma com o time argentino e outra com a LDU do Equador, e nunca foi citado para trabalhar aqui. Cito ele como exemplo, mas temos outros que poderiam vir trabalhar aqui e provavelmente nunca terão espaço. Depois da experiência Gareca no Palmeiras podemos ter ainda mais dificuldade para vermos técnicos de fora por aqui. A contratação de Diego Aguirre por parte do Internacional foi feita meio que no desespero e por uma suposta falta de opções, portanto não dá para dizer que foi algo planejado pelo time gaúcho, portanto, não muda muito o quadro.

Enquanto os treinadores nacionais não evoluírem taticamente e saírem da sua zona de conforto, continuaremos a ver basicamente as mesma caras nos nossos clubes, e principalmente os mesmos conceitos, o que talvez seja ainda pior.

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george hilton bola paradaPoderia falar alguma coisa sobre a escolha do novo Ministro do Esporte, o baiano (que é deputado federal por Minas Gerais) George Hilton.

Pastor da Igreja Universal, “animador” (?) e teólogo. Tudo a ver com o esporte não é…Mas tudo o que eu queria dizer já está AQUI no texto do Gian Oddi. Nada mais a dizer, apenas a lamentar.

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Desejo a todos os leitores do Bola Parada um Feliz Natal, com muita saúde, paz e tranquilidade ! Após o Natal voltaremos!

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