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PostHeaderIcon Internacional na Libertadores 2006

É inegável que os colorados estão tendo um 2016 triste e frustrante. O Internacional vem colecionando derrotas e recordes negativos. Lutar contra o rebaixamento é muito pouco diante da grandeza do clube. Nem mesmo o desempenho razoável na Copa do Brasil atende a expectativa dos torcedores. Ainda mais pelo investimento feito e pelo custo do atual elenco. O resultado é desanimador. E a perspectiva pro ano que vem é uma incógnita. Muito em razão da eleição que se aproxima no clube.

Mas o Internacional já viveu dias mais felizes e vitoriosos. Um período que os colorados não esquecem e recordam com muita saudade. E este é o tema do vídeo que escolhi hoje: A campanha do Inter na Libertadores de 2006. São todos os gols, e mais a comemoração pelo título. Vale assistir!

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PostHeaderIcon Inchando a Libertadores

A notícia da semana é a mudança no formato da Copa Libertadores. Querem mais clubes, mais datas e uma final em partida única, em campo neutro. Está muito evidente que copiaram boa parte do que acontece na UCL. Pelo menos no formato, já que o conteúdo é muito diferente.

Mas é bom lembrar que nosso continente é muito diferente do europeu. Nem tudo que funciona lá pode ser clonado e implantado aqui. Até por uma questão de logística. E de lógica. Imaginem uma final entre um clube brasileiro e um mexicano sendo jogada na Colômbia. Qual torcedor, mexicano ou brasileiro, poderá ir ao estádio? Ou quantos poderão?
jogador
O aumento do número de clubes também pode ser um mau negócio. Basta ver o nível de algumas equipes que participam da fase de grupos da Libertadores. Então a tendência é que o nível técnico decline ainda mais. Muitos clubes irão só fazer figuração. Só poderão ostentar o “título” de participação. Levarão duas pancadas e voltarão “orgulhosos” para casa.

Mas, o que vejo de real nessa notícia é o fator econômico. O verdadeiro interesse é faturar mais com patrocínios, cotas de TV e bilheteria. Este é o verdadeiro motivo da proposta. Qualquer outra coisa dita sobre o assunto é uma simples cortina de fumaça.

E falando especificamente sobre o Brasil, com Estaduais, Copa do Brasil, Primeira Liga, Nordestão, Copa Verde, Sul Americana, Libertadores, Brasileirão, acho que vai faltar data pra tantos campeonatos. Mas, quem sabe, possam criar um ano com 465 dias. Quem sabe…

* * * * *

O segundo tema da coluna é recorrente. Mais uma vez terei que falar sobre as constantes trocas de técnicos no meio do Brasileirão. É uma coisa tão irracional e estúpida que fica difícil analisar. Outro dia mesmo, quando o Ricardo Gomes trocou o Botafogo pelo São Paulo, falei com o Alexandre e disse que era uma troca ruim para os três envolvidos. Acabou, casualmente, não sendo tão ruim para o alvinegro carioca. Mas o São Paulo já está meio arrependido. Se bem que nem deveria. O problema maior nem é o técnico. O verdadeiro problema no Morumbi começa na direção. Erraram todo o planejamento do ano. Erraram nas vendas e contratacões. E vão terminar o ano melancolicamente. Talvez com um sustinho de rondar o rebaixamento.

No Internacional o “sustinho” é um temor profundo. Erraram feio na escolha e troca de técnicos. Optar pelo Roth, para salvar o ano, foi uma falha grosseira. E que pode custar muito caro. Já o Corinthians, após demitir o Cristovão Borges, ficou no vácuo. Dizem que estão acertados com o Eduardo Baptista, mas ele vai seguir na Ponte até o final do Brasileirão. Então o clube vai ficar assim, esperando. Que maravilha!

O Cruzeiro parecia convicto de ter acertado ao trazer o Mano de volta. Mas o gás inicial está acabando. E o sufoco continua. Até aceitou que o time melhorou, o que era até previsível. Mas o time ainda está abaixo do que pode render. E as desculpas do Mano já cansaram minha beleza. Há muito tempo! Mas, se vocês ainda acreditam…

* * * * *

Eu estava pensando em incluir a saída do Roger do Grêmio no comentário sobre os técnicos. Mas resolvi separar. É diferente. A troca de técnico no tricolor gaúcho foi mal explicada. Ou nem foi explicada. Só ouvi boatos sobre os bastidores. E parece que os boatos têm consistência. Há algo de podre no reino “azul”. E o rendimento dentro de campo foi contaminado pelo bastidor. A coisa é grave. E não serão os churrascos e cervejadas do Renato Gaúcho que irão remendar a situação.

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PostHeaderIcon Madri Em Festa

Ninguém, em condições normais, tira o favoritismo do Barcelona contra qualquer adversário. Só que o favoritismo não significa vitória certa. Tanto que hoje o Barça perdeu sua 3ª partida em quatro. E eu assisti os 2 jogos contra o Atlético e a partida contra o Real, pelo Espanhol. Em nenhum destes jogos o clube catalão esteve perto daquele futebol envolvente e avassalador. E até as individualidades estiveram bastante ofuscadas. E o retrato perfeito dessa situação é o Messi, assustadoramente apagado nas últimas partidas.

Hoje o Barcelona foi eliminado pelo combativo e aplicado time do Atlético de Madri. No meio do 2º tempo, vendo o Atlético recuado e pressionado, cheguei a pensar que sofreria o mesmo castigo da semana passada, quando o Barça virou o placar. Mas a pressão do Barcelona foi pouco produtiva. O goleiro Oblak trabalhou menos que em condições normais. O trio MSN produziu muito menos que em condições normais. E, no fim, o juiz errou ao marcar uma falta no lugar de pênalti. Castigo para o Barça? Talvez, mas foi um castigo merecido. Bem merecido!!
atlético de Madri
O outro espanhol que avançou na UCL foi o Real. Graças ao talento do Cristiano. E aí volto àquela habitual crítica que ele sofre, de se omitir nas partidas decisivas!! Mas, como assim??? Quem inventou isso? Como alguns repetem essa conversa furada? Francamente, isso passa do ridículo. Ou estão misturando o lado pessoal com o profissional. Mas eu não me interesso pela vida particular do português. E pouco me importa se ele é egocêntrico e antipático. Quero saber é dentro de campo. E lá o Cristiano resolve. É decisivo! Ou vocês vão me dizer que o Real estaria em outra semi sem a presença dele? Estaria??

Não vi muito dos outros jogos da UCL. Mas eu esperava que o PSG avançasse, apesar de estar praticamente no mesmo nível do City. Só imaginei que o momento do time francês fosse melhor. Mas o equilíbrio é tanto que o City só avançou por ter feito um gol fora. Já o Bayern, era esperado. Mas o Benfica deu trabalho. Mais do que a maioria pensava.

Agora vou arriscar um palpite. Mas vou pular a semi e deixar meu favorito (ainda que a margem seja mínima) ao título. Arrisco que o Real leva outra orelhuda. A 11ª, se não estiver errando a conta.

* * * * *

Hoje teremos mais confrontos pela 5ª rodada da Libertadores. Nenhum clube brasileiro está voando baixo. Mas o Atlético e o Corinthians estão em situação confortável e não devem sofrer muito pra se classificar.

Dos times que ainda vão completar a 5ª rodada, o Grêmio, apesar de jogar fora, é quem tem a vida mais fácil. Passou 1 semana em Quito, se ambientando à altitude, e deve voltar com os 3 pontos. O São Paulo joga em casa, um Morumbi lotado. Mas o River é um adversário tradicional e deve dar trabalho. O favoritismo do SPFC é pequeno. Mas acredito que vença e encaminhe a classificação.

Por fim, temos o Palmeiras. Joga amanhã, pela 6ª rodada, contra o River uruguaio. Também acredito que vença. O problema é que isso não resolve muito. Ele precisa vencer e secar o Rosário Central. E eu não gosto muito de depender de terceiros. Não acho que o Palmeira possa se classificar pra 2ª fase. É melhor arrumar a casa e se concentrar no Paulista e Brasileirão.

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PostHeaderIcon Mau Começo

Pensei que o Toluca seria o adversário mais difícil para os clubes brasileiros na primeira rodada da Libertadores. E não errei. Mas eu errei num outro ponto: Não imaginei que todos teriam tanta dificuldade contra times sem tanta força e tradição.

Posso até aceitar que o Atlético e Corinthians conseguiram vencer e o Palmeiros trouxe 1 ponto do Uruguai. A derrota do Grêmio no México era (quase) previsível, mas não a do São Paulo, no Pacaembu. Tivemos um aproveitamento de 50%; e isso não é muito.

Não quero ser alarmista, todos os clubes brasileiros ainda podem se classificar para a próxima fase. O problema foi o desempenho fraco. O Palmeiras, que já vinha mal no Estadual, ainda que com o time reserva, foi apático e cedeu dois empates para o River uruguaio. O São Paulo, que está em fase de adaptação ao novo treinador, conseguiu uma quase proeza, perder pro Strongest. E estes 3 pontos podem faltar no final da fase.

O Grêmio, que também vai mal no Gauchão, mesmo com 11 contra 10, não ofereceu resistência para o Toluca. 2×0 foi até barato. Mas eu acredito que ambos se classificam. Assim como o presenteado Corinthians, que sofreu em El Salvador. Jogou pouco. Ainda mais diante de um adversário tão modesto.

O único jogo que não vi nada além dos gols foi o do Galo. Mas ele volta do Peru com 3 pontos. E espero que não demore muito pra encontrar um futebol convincente. E o mesmo vale pros outros brasileiros. Todos estão devendo.
atlético Mineiro
* * * * *

Já na Champions… Tudo dentro do esperado. O Chelsea foi imprensado pelo PSG e o 2×1 foi até pouco. O time francês poderia ter resolvido tudo na primeira partida, mas o Courtois não deixou. Então o jogo da volta está em aberto. Deixo 60% pro PSG e 40% pro Chelsea.

O Real espremeu a Roma, mas criou poucas chances de gol. Mas o português resolveu e o placar de 2×0 reflete o que aconteceu em campo. O jogo da volta será uma formalidade.

Aproveitando, e sem ser advogado ou fã do CR7, acho que a imprensa tá perdendo a grande chance de ficar calada. Jornalista não é a pessoa mais indicada pra julgar o caráter de ninguém. Nem pra dizer se o fulano é simpático, chato ou o vilão do filme. O Cristiano foi contratado pra jogar; e isso ele faz. Muito bem! Com ou sem arrogância.

* * * * *

E por falar em imprensa… Não posso deixar de registrar a justificativa apresentada pelo comentarista da Globo, pouco antes do zagueiro do Cobresal fazer o gol contra e dar a vitória ao Corinthians. Ele, sr. Caio, disse que o nervosismo da estreia era o motivo do fraco desempenho dos jogadores corintianos.

Então tá! O bravo Cobresal, que só havia participado de uma Libertadores, vai enfrentar um time com 6 títulos brasileiros, 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores, 1 Mundial de Clubes e ele não fica nervoso. Só o Corinthians fica. Tive que dormir com essa!!!

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PostHeaderIcon Fifa e Messianismo

O futebol viveu uma quarta-feira histórica com a prisão, em Zurique na Suíça, dos dirigentes ligados à FIFA, a maioria deles vinculados à Conmebol e a Concacaf, entre eles o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. As acusações vão desde corrupção na compra e venda dos direitos de transmissão de jogos até propina recebida nas votações para as escolhas das sedes das Copas de 2018 e 2022.

Antes de qualquer coisa temos de celebrar esse momento e ver que, mesmo tardia, a justiça tem chance de aparecer e ajudar. O futebol mundial claramente é lesado a muito tempo à custa de interesses escusos. Dominados por cartolas que se perpetuam em seus cargos, como se as entidades, federações e confederações fossem propriedades particulares. Inclusive, mesmo com todo o escândalo, Joseph Blatter deve ser reconduzido ao QUINTO mandato como presidente da FIFA nessa sexta-feira (a não ser que tenhamos outras ações do FBI…) Ou seja, temos MUITOS coniventes e covardes que compactuam com a situação atual. fifa bola parada

A presença da polícia estadunidense acontece pelo fato dos corruptos terem usando bancos da terra do Tio Sam para transações de dinheiro sujo. O que mostra que muitas vezes a corrupção é tão absurda e descarada que fica até mais fácil de se combatê-la. Acho que a colaboração de todos os países que tenham uma justiça séria é importante no processo. Pode-se reclamar de uma certa presença exagerada dos EUA, ainda mais ao vermos alguns promotores de justiça do país dizerem que pretendem “limpar o futebol”. Mas se a limpeza tem de ser feita, ela deve começar por algum lugar.

Temos sempre de lembrar porém que tanto Inglaterra quanto os Estados Unidos queriam as Copas de 2018 e 2022 respectivamente em seus territórios (e não será surpresa para mim se, pelo menos, a Copa que está marcada para ser no Catar mudar de local). Me parece que apenas a derrota no processo de escolha de 2010 fizeram alguns enxergar que existia corrupção na FIFA e nos seus meandros, coisa que vem de longe. Digo isso porque, ainda que tenhamos pessoas sérias na Justiça e em toda a investigação, os interesses econômicos ligados à uma Copa do Mundo são sempre relevantes.

Mas mesmo com essa ressalva deixo claro que temos de comemorar e ressaltar a chance de poder começar a moralizar o esporte como um todo. Não será do dia para a noite, até porque a corrupção é presente na essência do ser humano em qualquer ramo de atividade. Mas mostrar que existe e pode haver justiça de verdade, até mesmo para cartolas “eternos” do futebol, é uma boa medida para começar a mudar. Pena que não creio que essa mudança seja tão efetiva no Brasil, a não ser que algumas “cabeças coroadas” do nosso esporte tenham o mesmo destino de José Maria Marin. Inclusive aqueles que foram para Miami ou Boca Ratón, aproveitar a impunidade que, infelizmente, ainda é grande por aqui…

*****

Mudando completamente de assunto. O jornalista inglês radicado no Brasil Tim Vickery já falou com muito acerto sobre um processo que acontece sempre nas vésperas de algum jogo aqui no país. É o chamado “messianismo”. Uma busca por algum fator externo que possa fazer com que os jogadores se motivem para poder obter uma vitória. Tudo é usado como algo que pode levar o time ao triunfo. Veja, por exemplo AQUI, uma matéria do jornal O Tempo de Belo Horizonte na véspera do jogo de ontem entre Cruzeiro e River Plate. O fato do falecimento da mãe do técnico Marcelo Oliveira seria algo que faria o time brasileiro lutar mais em campo e se classificar num ato que certamente seria tachado como “heroico”. river plate cruzeiro bola parada

O fato é que, como o mesmo Tim Vickery disse, muitas vezes essa análise emocionada da imprensa em busca de “ganchos motivacionais” não trás uma visão tática do adversário. Poucos disseram, no caso da classificação do River, que o time argentino jogou nessa Libertadores melhor fora de casa do que em seus domínios. Poucos lembraram que o uruguaio Carlos Sanchez, autor do primeiro gol, é um grande meio-campista. Que o time argentino mudou seu jeito de jogar fechando os lados de campo, diferente do que fez na primeira partida, em que os portenhos ainda sentiam os efeitos das bombas lançadas na Bombonera. Mas em que pese esse fatores, estava tudo preparado para uma classificação brasileira. Esqueceram, mais uma vez, de combinar com os visitantes.

E mesmo assim muitos aqui não aprendem. Para alguns o que aconteceu ontem no Mineirão foi mais um aqueles apagões (veja AQUI) que são cada vez mais frequentes em nosso futebol…E de apagão em apagão, a tal “soberania” do futebol brasileiro vai ficando apenas no discurso. Ou na esperança de algum milagre messiânico…

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PostHeaderIcon Ecos da Bombonera

Demorou, mas saiu a punição ao Boca Juniors após a agressão aos jogadores do River, na quinta passada. O clube foi eliminado da Libertadores, terá portões fechados em 4 jogos e ainda deve pagar uma multa de U$ 200.000. Alguns podem achar a punição severa. Eu não considero assim, penso que foi a mínima possível. Menos que isso seria um deboche.

A violência no futebol argentino não é novidade. Assim como ocorre no Brasil e em inúmeros outros países. Mas que é rara em locais onde o problema é enfrentado com mais severidade. E este é o ponto nevrálgico da questão. A violência é inerente ao ser humano, é quase impossível mudar isso. O problema é como enfrentar o fato. E nisso nós estamos falhando. E por nós entenda-se a Conmebol, AFA, CBF e todas as confederações do nosso continente. Tratamos a violência nos estádios como um crime menos grave. Somos benevolentes e complacentes. Aceitamos que vândalos, travestidos de torcedores, dominem nossas arquibancadas e afastem os verdadeiros fãs de futebol do local.
violência na bombonera
Hoje estamos falando da Bombonera e de Buenos Aires. Mas cenas parecidas já ocorreram em Belo Horizonte, Assunção, São Paulo, Santiago, Porto Alegre, Recife… Mudam as cidades, os estádios, os clubes, as camisas, mas o problema é um só. E pouco adianta punir o clube, fechar os portões ou aplicar uma multa. Isso é perfumaria. Não resolve nada; já vimos. O problema é maior e vai continuar existindo.

Muitos já disseram que o futebol é reflexo da sociedade. É uma verdade gritante. Mas não só pelo lado da violência nossa de cada dia. A similaridade também ocorre na impunidade e na permissividade. Também posso comparar as torcidas organizadas com o crime organizado. O Estado falha no combate ao crime organizado. E falha no combate às torcidas organizadas – se é que são torcidas de verdade. Eu prefiro chamá-las de facções. O Estado é complacente e, por tabela, conivente com o status quo. Sem esquecer que, por estas bandas, há um elo forte entre o Estado e os clubes, clubes com organizadas, organizadas com políticos… Andam tão próximos que muitas vezes não podemos distinguir um do outro. Não por acaso o futebol elege deputados, senadores, prefeitos. E torcedor vota, não é mesmo?

Existe uma solução mágica pra questão da violência no futebol? Não, nem mágica, nem 100% eficiente. Mas isso não impede ninguém de enfrentar o problema. Primeiro é preciso haver uma vontade política. Vontade e ação. Doa a quem doer. E deve doer é nos bandidos infiltrados nas torcidas. Eles é que devem ser punidos e extirpados do futebol. Não adianta punir os clubes, fechar os estádios e deixar estes marginais livres para cometer mais vandalismo.

Violência é uma palavra muito genérica, não tem rosto ou CPF. Vamos falar nos violentos, estes são reais, com cara, RG e CPF. Mas existe vontade e ação política para combater e punir, severamente, estas pessoas? Deixo que vocês respondam a questão.

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