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PostHeaderIcon Mudança ou Mais do Mesmo?

Depois de muitas notícias negativas envolvendo a entidade nos últimos meses, a FIFA finalmente elegeu um novo presidente. Gianni Infantino, ex-secretário geral da UEFA (confederação europeia de futebol) venceu a eleição realizada na última sexta-feira (26/2). Não que a simples eleição de Infantino represente uma mudança radical nos rumos do futebol mundial, mas dentre os candidatos apresentados ele talvez represente um mal menor em termos de experiência, haja vista a falta de maior conhecimento a respeito príncipe da Jordânia e as denúncias, inclusive de trabalho escravo, relacionadas ao xeique do Bahrein, que ficou na segunda posição na eleição.

Mesmo assim a vitória do ex-braço direito de Michel Platini na UEFA não dá ainda a tranquilidade de que tenhamos maior transparência nos rumos do esporte mais popular do mundo. Primeiro porque Infantino, para mostrar e demonstrar que fará algo diferente vai precisar continuar com o processo de limpeza e combate à corrupção que foi deflagrado na entidade desde o ano passado. E para isso provavelmente terá de manter (ou até ampliar) a punição dada ao seu ex-chefe Platini e ao ex-comandante da entidade Joseph Blatter, além claro de punir e investigar outros eventuais cartolas envolvidos na lama. Ele terá independência para fazer isso? A conferir…

É necessário ver também se a investigação sobre a Copa no Catar em 2022 levará até mesmo a mudança de sede da competição. Claro que é possível supor que outras compras de votos para eleições de outras sedes já ocorreram, mas esse caso parece ser ainda mais escabroso de tudo que já houve antes. Além disso a possibilidade de mudança de data de realização da Copa (transferindo-a para o fim do ano por causa do calor intenso no Oriente Médio entre Junho e Julho), pode ter de alterar todo o calendário do futebol mundial e é preciso ver se isso realmente é necessário. gianni infantino fifa bola parada

Evidente que a corrupção é algo intrínseco na sociedade e não vai acabar com uma simples mudança de nome no comando de qualquer entidade. As atitudes mandam muito na transformação de conceitos. A divulgação dos ganhos dos executivos e do presidente da FIFA, além da limitação de mandatos (3 de 4 anos cada, um total de 12 no máximo) são avanços que podem ajudar, desde que os erros que aconteçam sejam punidos e não se pare por aí. A ver se o novo presidente terá a capacidade e a vontade de por isso em prática realmente.

Dentro de campo porém, a proposta inicial de aumentar de 32 para 40 o número de países participantes na fase final da Copa do Mundo é algo que preocupa e mostrar que o modus operandi de política na FIFA pode não ter mudado tanto quanto gostaríamos. Essa expansão de países, assim como aconteceu na Eurocopa da UEFA de Platini e Infantino (que passou de 16 para 24 seleções este ano), pode dar chance a novas nações a participarem da festa, mas normalmente não acrescenta no nível técnico dos torneios e claramente vira uma moeda de troca para algum grupo político se perpetuar no poder. Que isso seja algo que não vire realidade, pois 32 seleções já representam um número elevado de países na Copa mas, ao menos, faz com que o sistema de classificação dentro da primeira fase seja de mais fácil apuração matemática, pois classificam-se dois por grupo de forma simples.

Gianni Infantino terá de fazer um trabalho de moralização e reconstrução da FIFA. Mas a questão e a melhoria não passa apenas por ele. Assim como o futebol aqui no Brasil para poder melhorar o tanto quanto queremos não pode mudar apenas pela CBF (as federações estaduais, a imprensa e principalmente os clubes também tem de ajudar), cada país deveria fazer sua parte para que o trabalho do novo presidente seja facilitado. Esperemos, ainda sem grande animação, que isso aconteça.

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PostHeaderIcon O Vexame da Imprensa Esportiva na Copa

Sabem o que foi pior que o desempenho da seleção brasileira? O desempenho da mídia esportiva. Mas nem foi uma surpresa, eu já esperava pelo pior. E o problema pode ser dividido em 3 partes:
1- O ufanismo exagerado e sem sentido;
2- A fraca qualidade dos profissionais e amadores (convidados);
3- A divulgação de inverdades e criação de uma realidade paralela.
Vou tentar abordar cada questão. Mas, como diria Jackie, a stripper, vamos por partes.

O ufanismo vazio não é novidade em nosso país e na vizinhança. O esporte é rotineiramente usado como válvula de escape e motivo de orgulho nacional. O patriotismo se resume em efêmeras vitórias nos campos e quadras, que camuflam os fracassos sociais e econômicos. Algo bem diferente do que ocorre em países mais desenvolvidos, onde o esporte é somente o esporte. Uma atividade lúdica.

A imprensa aproveita estes momentos e se coloca como “porta-bandeira” do orgulho pátrio. E o motivo dessa atitude não é dos mais nobres. Atende interesses econômicos da mídia e o uso político do envolvimento emocional com o esporte. Neste terreno é reconhecido o modus operandi da Rede Globo, especialmente por meio de seu principal narrador. Mas a Band não faz diferente. Até proíbe seus narradores de criticar a CBF e sua seleção. Nas emissoras fechadas o comportamento é muito parecido, salvo uma ou outra voz na ESPN. Nem as emissoras sem os direitos de transmissão tiveram coragem de se aprofundar seriamente no assunto. A maior prova disso foram os encontros da Dilma e do Scolari com profissionais da imprensa esportiva. Eles receberam um recado claro. E a grande maioria atendeu o pedido.

O segundo problema vem em decorrência dos profissionais (e não profissionais) que as emissoras colocam pra narrar, apresentar e comentar o esporte. O caso não é novo, mas foi agravado durante a Copa. Parecia que a gente assistia uma partida de masters, mas era o “time” de comentaristas da nossa TV. A ESPN foi além e importou ex-jogadores para se travestir de comentaristas, tirando o lugar de jornalistas veteranos e novatos. O resultado foram cenas patéticas, de choro e comemorações.

O Sportv tentou inovar, criando programas especiais. No Extra Ordinários o destaque acabou sendo a pessoa que nunca viu uma bola pela frente, a Maitê. Por aí se vê o nível do resto da turma. O programa com os capitães de seleções foi apenas mediano. Faltou algo que justificasse tanto barulho. E o Madruga Sportv, longo demais, teve mais sucesso com as brincadeiras do que com jornalismo esportivo.
micos da imprensa
A Band, outrora canal do esporte, foi um fiasco. O nível dos narradores e comentaristas foi lastimável. Não serviu de opção aos que não suportam a Globo. Sua cobertura acabou destacada pelos erros, ameaça de strip-tease, o Datena de cueca, salsicha e outras bobagens. Perderam a chance de fazer algo diferente. Coisa que a Fox Sports fez em seu segundo canal. Optaram pelo humor, e funcionou em alguns momentos. Na Raposa Esportes normal as transmissões foram chapadas. O único destaque ficou com o debate apresentado pelo Falcão. Tanto que a emissora está tentando renovar com ele.

A terceira questão é que a imprensa esportiva não cumpriu sua função básica: informar, perguntar e analisar. Coisas que ela já não faz costumeiramente. Sendo uma Copa e com o orgulho nacional em jogo… Antes do fiasco (1 x 7), tudo estava bom, Felipão era o cara e Neymar seria nosso herói. Poucos, pouquíssimos, tinham a coragem de apontar os erros. Alguns, ex-boleiros e ainda com o espírito de jogador, não conseguiam enxergar o óbvio. Minutos depois da surra, Felipão e seus comandados viraram o alvo de todas as críticas. Dos mesmos que passaram meses elogiando.

Tentei ver várias coletivas. Apesar de ser algo chatíssimo. E até hoje fico pensando se quem perguntava eram fãs ou jornalistas. Não sei a utilidade daquilo se ficam 2 horas bajulando e mimando o técnico e os jogadores. O “Fernandismo” virou a regra geral.

Depois do vexame contra a Alemanha, e das justificativas do Scolari, vários comentaristas baixaram o porrete. Diziam que ele vive num mundo paralelo, que o Brasil jogou mal em toda a Copa, que os amistosos valiam nada, que a Copa das Confederações não era referência… Ora, ora, mas eles também estavam nesse mundo paralelo. Usaram o mesmo discurso que o Felipão usa agora. Se o Felipão tenta enganar a opinião pública, a imprensa fez o mesmo por mais de 1 ano. A imprensa e a seleção jogam o “futebol associado”. A imprensa é sócia do fracasso da seleção. Ela foi cúmplice da seleção. Ela mentiu e omitiu. Ela foi torcedora, tanto quanto as neymarzetes. A imprensa também perdeu de 7.

Se essa é a imprensa esportiva, melhor não ter nenhuma.
Se o futebol é o ópio do povo, a imprensa é a traficante.

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PostHeaderIcon Seleção dos Melhores da Copa de 14

Eu sei que todo mundo faz a sua seleção da Copa. Tá mais batido que massa de pão. Mas nós também vamos escolher nossa seleção da Copa de 14. É um direito e um dever. É nosso “serviço de inutilidade pública”.

A escolha dessa lista de melhores da Copa foi das mais fáceis. Fiz uma relação rápida e mandei pro Alexandre. Ele sugeriu umas 3 mudanças e chegamos num acordo. Só lembrando que demos um peso maior aos jogadores que jogaram mais, pelo menos até as Quartas. E nossa seleção não ficou nada ruim. Vejam nossa lista e apresentem sua seleção nos comentários.
seleção da Copa de 14

  • Goleiro – Keylor Navas (Costa Rica)
  • L. Direito – Lahm (Alemanha)
  • Zagueiro – Garay (Argentina)
  • Zagueiro – Hummels (Alemanha)
  • L. Esquerdo – Blind (Holanda)
  • Volante – Mascherano (Argentina)
  • Meia – Toni Kroos (Alemanha)
  • Meia – L. Messi (Argentina)
  • Meia – James Rodriguez (Colômbia)
  • Atacante – Arjen Robben (Holanda)
  • Atacante – Thomas Muller (Alemanha)
  • Técnico – Van Gaal (Holanda)

Acabou que nossa seleção da Copa não tem nenhum jogador brasileiro. Acho que tivemos boas razões pra isso.

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PostHeaderIcon Aula de Alemão – Grátis

Não vou falar muito do jogo entre Brasil e Alemanha pois não tivemos jogo. Tivemos uma aula. Uma belíssima lição, grátis. Mas, pelo que vi no dia seguinte, a lição não foi assimilada. Insistem na teoria de apagão; ou pane geral. E discordo totalmente desta opinião.

Vejo a seleção como um senhor com péssimos hábitos de saúde. O 7×1 foi como um ataque cardíaco. Mas a saúde do nosso futebol vem mal há mais de 2 décadas. Cedo ou tarde aconteceria o ataque. E felizmente foi um sonoro 7×1, pra ficar bem marcado, uma cicatriz enorme. Uma derrota de 2×1, como na Copa de 2010, mascararia os nossos problemas. Agora não dá mais pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete.

No meu tempo de garoto ouvi muitas vezes a piadinha de que a Alemanha jogava algo parecido com o futebol. E concordava, ainda que de vez em quando aparecesse um grande jogador por lá. Agora, tristemente, a situação se inverteu. Eles tocam a bola e driblam; nós damos balões da zaga pro ataque. E esperamos alguma jogada mirabolante do nosso único craque. Ou um gol nascido de escanteio. Ou um pênalti inventado. É um futebol paupérrimo, nem vestígio do que foi em outros tempos.

Mas poderia ser diferente? Basta olhar nossos campeonatos internos. Vivemos na base da ligação direta e da bola parada. Lembrem do Palmeiras com o Felipão, dependente das faltas do Marcos Assunção. Os destaques dos últimos Brasileirões costumam ser argentinos; os que ainda conseguimos importar. A base dos nossos clubes é muito mal trabalhada. E quando surge algum jogador bonzinho, já está fatiado entre empresários e é exportado em seguida. Sem esquecer da péssima administração dos nossos clubes, quebrados e/ou explorados por dirigentes picaretas.

Daí se criou um oásis de prosperidade no meio do deserto do nosso futebol, a CBF e seus 300 patrocinadores. Ela tem centenas de milhões, uma suntuosa sede, um moderníssimo centro de treinamento, centenas de funcionários e… Cadê o talento? Ele deveria vir dos clubes. Mas não vem mais. O pé-de-obra de qualidade e em abundância acabou. Nossos técnicos já não convencem mais ninguém. Se treina pouco. E mal. Faltam até fundamentos na maioria dos jogadores profissionais.

Agora, depois da surra vergonhosa, histórica e histérica, buscam os culpados. Concordo com muitas opiniões sobre o exagero da mídia ufanista, sobre a falta de treinamento, sobre a pobreza tática do Felipão e cia, sobre a dependência do Neymar, sobre a soberba de quem olha apenas o passado glorioso, sobre o desequilíbrio emocional de boa parte dos jogadores, etc… Mas nada vai adiantar trocar o técnico e alguns jogadores. Vamos lembrar que a lista era quase unanimidade, trocando 1 ou 2 nomes. Precisamos reinventar o futebol brasileiro. Começando pela base, pelos clubes, pelo nosso campeonato. É um trabalho de longo prazo, árduo. Mas, como escrevi no início da coluna, não creio que isso seja factível. Não com nossos cartolas pilantras e ladrões. Não com essa gente de mente retrógrada. Não com uma imprensa esportiva que vive de deboche e humor forçado. Não com técnicos pretensiosos e jogadores que só são profissionais na hora de assinar contratos e pedir aumento.

Infelizmente acho que vão jogar a culpa em alguns jogadores, arrumar um técnico que agrade a mídia e enrolar por mais 4 anos. Mas, como dizia aquele outro, a Rússia é logo ali.
humilhação nacional
* * * * *

Sabem aquela famosa frase que diz que o medo de perder tira a vontade de ganhar? Acho que ela resume bem o jogo entre Holanda e Argentina. Os dois técnicos se preocuparam mais com a marcação. E fizeram isso bem. Messi, Robben, Sneijder e demais atacantes tiveram pouco espaço pra jogar. Ninguém queria se abrir e partir pro ataque. A Holanda, com mais posse de bola, era pouquíssimo aguda. E a Argentina ficou esperando um lance espetacular do Messi pra decidir o jogo.

Repito o que disse antes, a Alemanha é favoritaça! Estará mais descansada e com o astral alto após a surra no Brasil. Só não terá a mesma moleza, obviamente.

Na decisão do 3º lugar acho que teremos um cenário perigoso. Nossa seleção, com a soberba ferida, tentará partir pra cima. E isso é tudo que a Holanda deseja. Poderá usar seus velozes atacantes pra decidir o jogo. E pode pintar outra goleada.

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PostHeaderIcon O Futebol Americano da Seleção

Nunca gostei de futebol americano; mas nada contra. Mas lembrei do futebol de lá ao ver a seleção do Felipão. É aquele negócio, o “quarto beque” lança a bola pelo alto e o velocista tenta pegá-la e arrancar na corrida. Posso até dizer que a seleção está jogando o verdadeiro futebol brasileiro; que vemos em vários de nossos clubes. Um futebol paupérrimo, seja nos clubes, seja na seleção.

O fato é que já foram 4 jogos, e o Brasil não convenceu em nenhum. É ultra dependente do Neymar. E não é sempre que ele vai resolver. Não dá pra esperar tanto. Os outros precisam ajudar, começando pelos meias. Mas nosso meio campo inexiste. Os jogadores mais próximos da função de armador são o Oscar e o Hernanes. Mas o Oscar joga pela direita, com obrigação de marcar o lateral adversário. E o Hernanes, não sei por qual motivo, vive no banco. E o pior, o Felipão apenas troca um volante por outro ou um centroavante por outro. Não ataca o problema: a extrema falta de criação. E enquanto você lia isso, o Neymar recebeu outro balão da zaga.

Mas o Brasil teve sorte; Felipão mais ainda. Conseguimos passar pelo Chile, jogando uma bola de gude. A Colômbia será mais difícil. Venceu seus 4 jogos, com certa tranquilidade. Tudo bem, não enfrentou nenhum adversário forte; mas o Brasil também não. Então esse argumento não tem base. O Brasil tem mais tradição, a tal camisa que enverga o varal. Mas na bola… Vamos ser honestos, eles estão melhores. Se vão ganhar, deixo pra parte dos palpites.

* * * * *
argentina X Suiça
Nossos vizinhos argentinos não estão muito melhor. Hoje sofreram pra passar pela Suiça. E os 3 primeiros jogos foram bem fracos, não convenceram. E também dependem do Messi. Mas eles têm alguns bons coadjuvantes, começando pelo Di Maria. E mais a tradição. Só que isso não garante moleza contra a Bélgica. Bélgica que amassou os EUA, mas penou pra botar a bola dentro das redes. Não vejo favorito algum nesse confronto.

A França tem sido o time mais equilibrado. E tá bem montado pelo Deschamps. Mas agora vão pegar a Alemanha, que sofreu bastante pra bater a Argélia. Em parte por culpa do Low, que montou uma defesa maluca e exagera nos “armandinhos”. Na hora do aperto precisa é do Schurrle ou do Podolski pra jogar verticalmente. Em condições normais a Alemanha seria favorita, mas com as invenções do Low, não digo mais nada.

A Holanda deve ter vida mais fácil contra Costa Rica. Não será moleza, mas a Costa Rica foi muito beneficiada pela ruindade do ataque grego. O melhor atacante da Grécia é o lateral esquerdo. Também existe uma lei grega que proíbe que um time (ou seleção) marque mais de 1 gol em média. Daí… Daí a Costa Rica quebrou a cara de todos os palpiteiros, videntes, astrólogos e comentaristas de futebol. Começando por mim, só errei este palpite.

* * * * *

A Copa, dentro de campo, está muito boa, emocionante. Mas fora de campo… Acabou a minha paciência com treinadores cheios de mimimi e reclamando da imprensa ou da arbitragem (ruim). Já tivemos coisas bem piores na arbitragem, inclusive favorecendo o Brasil (1962). E a imprensa não tem obrigação de torcer pela seleção. Ao menos publicamente, pois aí distorce os fatos.

O encontro “secreto” do Felipão com alguns jornalistas esportivos amigos passou do ridículo. Ele deveria estar cuidando de seus jogadores, que choram mais que viúva em velório. Ou deveria tentar achar um meio campo que consiga trocar 3 passes. Mas nosso técnico resolveu conclamar a imprensa boleira para defender nosso escrete canarinho. Como se a opinião da mídia fosse melhorar nosso pobre futebol. Não é assim que se ganha uma Copa.

Fecho essa coluna com a opinião do pessoal do Linha de Passe sobre o pedido do Scolari: AQUI.

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PostHeaderIcon Palpites e Mordidas

Esta Copa está derrubando os entendidos em futebol. Nem tanto os analistas, mas os palpiteiros. O palpite usa a lógica, mas não existe muita lógica no futebol. E, vocês sabem, o microfone pune.

Nada contra os palpiteiros, mas palpite qualquer um dá. Eu mesmo tenho os meus; e vou anunciar mais adiante. Mas é bom diferenciar uma análise técnica e tática de uma previsão imprevisível. E 99% dos comentaristas vêm errando suas previsões. Ou alguém imaginaria a Inglaterra, Espanha, Itália e Portugal caindo na fase de grupos e Costa Rica e Argélia nas Oitavas? Nem de brincadeira.O fato é que não existe mais bobo no futebol. Quer dizer, até existe, mas ele é palpiteiro da Band.

* * * * *

A função de comentarista esta tão em baixa… Começa o programa de debates e a câmera vai exibindo a cara feia de cada debatedor. Passam 2 minutos e o diretor do programa resolve ilustrar o debate com lances do jogo analisado. Mas o “jênio” acha que aquilo é pouco e cobre boa parte da bola rolando passando um letreiro com mensagens do “amigo internauta”. E ficamos assim: Alguém está falando, a gente vendo os lances e boa parte fica encoberta pelas mensagens. Parece rádio, onde a gente só escuta os debatedores. Mas acontece em todas as emissoras.

* * * * *
suarez mordendo chiellini
Conheço muita gente que passa a vida duvidando da inteligência alheia. Tipo o Felipão e Fred, no pênalti da Croácia. Agora temos nossos vizinhos uruguaios querendo convencer a galáxia que o Suárez não mordeu o Chiellini. Ainda culpam a imprensa, como vários brasileiros também fazem. Gente chata!

Costumo criticar o uso político da Copa (e do futebol) em nosso país. Mas não é muito diferente em outros lugares. Fica a pergunta: O Mujica não tem coisas mais importantes pra cuidar?

O Suárez acabou levando 9 jogos de punição; justamente. Ainda deve sofrer muitas críticas ao voltar pro Liverpool, a imprensa britânica não perdoa. Mas, em último caso, pode ser negociado com um certo clube paulista. O presidente deste clube aprovou a dentição do Suárez.

* * * * *

Agora meus palpites:
O Brasil passa pelo Chile; 1×0.
Colômbia passa pelo Uruguai.
Holanda bate o México e a Grécia elimina a Costa Rica.
França e Alemanha eliminam os africanos que restam.
Argentina e Bélgica também seguem pras Quartas.

Fui meio óbvio? Sim, é verdade. A única surpresa, com certa chance, seria a Suiça eliminando a Argentina. Mas minha bola de cristal diz que os suiços só têm 39,3% de chance.

* * * * *

Quando a ESPN anunciou aquele monte de ex-boleiros na sua equipe esportiva, imaginei que viria porcaria. Não deu outra. Já temos dezenas de jogadores aposentados exercendo a nobre função de torcedor/palpiteiro, em todas as emissoras. E a ESPN resolveu importar mais alguns. O resultado é bisonho. Eu já não tenho paciência com o torcedor comum, imagina o torcedor profissional, travestido de comentarista. XÔ!!

* * * * *
Outra babaquice colossal é a Globo querendo inventar a musa da Copa, do seu elenco. Com o agravante da musa nem ser tão bonita. Nem simpática. Estão forçando a barra da saia. Deixem essa parte com a gente; entendemos bem mais. Posso garantir!

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