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PostHeaderIcon Saída, Vinda e Volta

Este começo de ano foi bem modesto no (tão falado) Mercado da Bola. A maioria dos clubes pisou no freio. E quem contratou foi mais em substituição aos jogadores perdidos. E eu escolhi a palavra “perdidos” propositalmente. Hoje é raro ver um jogador sendo vendido, com o dinheiro ficando nos cofres do clube. Jogador pizza só é bom pros donos da pizzaria.

O dado interessante é que tivemos três movimentos bem distintos, envolvendo 3 clubes importantes. Começando pelo Internacional, que emprestou o D’Alessandro para o River. Não preciso nem falar do que o D’Alessandro já fez pelo clube e do quanto é reverenciado pelos colorados. Isso é notório e não será apagado. Mas o tempo passa; D’Ale vai fazer 35 anos. Ele nunca foi um exemplo de forma física. E nos últimos anos passava mais tempo no DM que jogando.

Ainda existe o aspecto financeiro. O argentino recebia um salário alto e este dinheiro pode ser utilizado de maneira mais proveitosa. Até para investir numa revelação que possa ocupar o lugar vago. Então eu tenho que concordar com a opção dos dirigentes do Inter, ainda que o torcedor possa chamar isso de heresia.

Já na metade azul do RS, tivemos uma contratação de impacto, o equatoriano Miller Bolaños. Foi um investimento com algum risco. Mas todo investimento é arriscado. A questão é colocar o risco num nível aceitável. Me parece ser o caso do Grêmio. O meia-atacante tem um bom potencial e pode dar frutos para o clube. Primeiro dentro de campo; depois numa possível venda para o exterior. E aí girar a roda.

Aliás, este tipo de investimento já deveria fazer parte da cultura do nosso futebol. Em Portugal isso é muito comum e bastante lucrativo para os clubes da “terrinha”. O exemplo é claro e funciona. Basta ser administrado com um mínimo de competência. Já até fiz um texto comparando a esperteza comercial dos portugueses com a nossa falta de.
01robinho
E por último tivemos a volta do Robinho. E vocês podem entender a palavra “volta” como preferirem. O “menino da Vila”, já veterano, foi parar no Galo. Os chineses não tiveram interesse em continuar com o rei da pedaladas. E isto é muito sintomático. Mas o Atlético achou que seria um bom investimento. Ou a nova fornecedora do clube achou. Ou ambos acharam que ganhariam muita mídia com a vinda do Robinho. Pode ser. Dentro de campo a gente já sabe o que esperar do jogador. Não compensa o investimento. Investimento que nunca vai se pagar. Mas que pode render algumas firulas. Então tá!

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PostHeaderIcon Ô Trem BicampeÃO

Esta coluna poderia ter sido escrita na quinta, após a vitória da Raposa sobre o Grêmio. Ou até antes, se eu fosse mais intempestivo. Mas sou meio mineiro e preferi aguardar o apito final. E agora tá tudo azul. Dois anos em azul. Merecidamente! Não há nada a contestar.

Ninguém duvidava que o Cruzeiro viria forte na disputa pelo bi (e 4º título brasileiro). Mas eu pensava que seria um pouco mais difícil. Acontece que os adversários mais diretos tropeçaram demais. E o São Paulo acordou tarde. Ou melhor, demorou para fechar um elenco em condições de duelar com o Trem Azul. A gordura acumulada no 1º turno foi fundamental pro Cruzeiro se sustentar após uma ou outra instabilidade. Instabilidade que, vamos combinar, é totalmente normal. Até o Bayern, ou Barça de alguns anos, passam por momentos ruins.
cruzeiro campeão
O mais importante nessa conquista cruzeirense é que ela foi fruto de vários acertos. Começando pela direção, passando pelo comando técnico e chegando nos jogadores. Não foi casual, passional ou em decorrência de influência externa (arbitragem). Fatos que já aconteceram em outros Brasileirões. Mas o Cruzeiro se planejou (após um enorme susto em 2011 e um desempenho mediano em 2012) e executou rigidamente seu plano. Parece trivial, mas a correta montagem do elenco, a manutenção do técnico Marcelo de Oliveira, a boa estrutura do clube e os salários em dia fizeram a diferença. Que outros clubes aprendam. Resta esperar que o Cruzeiro não se desmonte em 15.

O Atlético também pode ter um ano positivo. Basta confirmar o título da Copa do Brasil. Mas o Kalil deve ter mais seriedade no trato da dívida do Galo. E não colocar certos jogadores acima do clube. Só assim, com mais ação e menos bravatas, poderá se equiparar com o rival mineiro.

O São Paulo, depois de um 2013 terrível, conseguiu sair do poço. Está no meio do caminho. Precisa de contratações pontuais pro próximo ano. As carências do time são conhecidas. Não precisam fazer pirotecnia ou trazer figurões. Devem montar um elenco mais homogêneo e com um banco mais qualificado.

* * * * *

Na parte da “confusão”… O Botafogo foi rebaixado de forma vergonhosa. Talvez tenha tido o pior ano de sua história. E tudo indica que o próximo ano será de muito sofrimento. O Palmeiras, que flerta apaixonadamente com o rebaixamento, é outro que precisa mudar muito em sua gestão. Mas este assunto fica pra outra ocasião. Eles, junto com o Vasco, que sofreu pra subir, vivem um momento crítico. E precisam de mudanças drásticas.

O Flamengo, que já iniciou um processo de ajuste, o Flu e o Santos também devem ficar alertas. 2015 não será fácil. Começando pelo lado financeiro destes clubes.

* * * * *

Reconheço o bom momento dos clubes mineiros. E os parabenizo. Mas uma boa parte da torcida mineira precisa mudar sua mentalidade provinciana. Chega desse papo de serem coitadinhos e perseguidos pelo “eixo”. Isso só diminui seus clubes. O Galo e a Raposa não precisam de mimimi pra serem grandes e conquistarem títulos importantes. O mesmo se aplica aos dirigentes destes clubes. Essa briguinha besta por ingressos nas finais da Copa do Brasil é coisa de timeco. Isso só prejudica o futebol mineiro. Deu pra entender?

* * * * *

A final da Série C nunca será um evento grandioso, que mobiliza multidões. OK! Mas não precisavam avacalhar tanto. A transmissão do jogo entre Paysandu e Macaé foi pavorosa. Era quase impossível enxergar, pela câmera muito distante, o que acontecia em campo. E os dois clubes ainda fizeram o favor de usar uniformes quase idênticos, em azul claro e branco.
Poxa, será que eu tô pedindo muito???

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PostHeaderIcon A Derrota dos Pretensiosos

Não sou torcedor do Galo, mas não torci contra. Achei que passaria pelo Raja e perderia diante do Bayern. Mas, diferente de muitos analistas e palpiteiros esportivos, nunca achei que a semifinal seria uma formalidade. Cada jogo é um jogo. E o futebol já nos deu centenas de exemplos de que não se ganha na véspera. É uma lição antiquíssima!

Acontece que muitos de nossos clubes, e 95% da imprensa esportiva, continuam acreditando na lenda do “futebol arte”. Especialmente na hora de enfrentar equipes da África e Ásia. Canso de ouvir comentários do tipo:
“Vamos botar eles na roda” … “Vamos botar a bola no chão e partir pra cima” … “Eles não sabem nada, é tudo Mané” … “Vai ser de 5×0 pra cima”.
mundial de clubes
Essa não foi a atitude do Atlético, do Cuca ou de seus jogadores. Mas é impossível não se influenciar pelo meio externo. Ainda mais quando todos (torcida e imprensa) já debatiam a melhor forma de enfrentar o Bayern. Tolos e pretensiosos. Já foi o tempo em que enfrentávamos times quase amadores e dávamos nosso show de habilidade e técnica. Hoje se joga futebol em todo o mundo. E bem! Mas muitos insistem no discurso de 50 anos atrás. Arrogantes e prepotentes. Perdem e continuam arrogantes.

Nossa imprensa boleira, salvo raras exceções, não vê qualidades em nossos adversários. Muitos nem acompanham o futebol “do estrangeiro”, exceto um jogo do Barça ou que conte com um brasileirinho talentoso. Se resumem a dizer que o Atlético jogou mal e perdeu. Perdeu para o vento. O Raja (ou o Mazembe) é um time de totó, só com bonecos sem rosto.

O Atlético, como já falei antes, deveria ter disputado, pra valer, o campeonato brasileiro. Mas como é hábito por estes lados, ficou “treinando” por 5 meses. E facilitou a vida, e o título, do rival, Cruzeiro. Perdeu a chance de conquistar um título brasileiro. Perdeu do Raja. Está perdendo o técnico Cuca. E deve perder alguns jogadores para 2014.

O Bayern está folgado na liderança da Bundesliga. Deve ser o campeão. Deve vencer o Mundial de clubes. Tem boas chances na Champions. Sem esquecer a Liga da Alemanha. Mas, coitado, não ficou 5 meses “treinando”. Que triste!

O mais grave é que, caso um clube brasileiro vença a Libertadores, teremos o mesmo filme em 14. E em 2015, em 2016, 2017… Vão cometer os mesmos erros. São muito pretensiosos e arrogantes para aprender. Lamento pelo Atlético, mas estou muito feliz pela derrota dos pretensiosos.

* * * * *

Também estou muito feliz pelos que defendem apenas os torneios mata-mata. Espero que todos assistam a final entre Bayern e Raja.

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PostHeaderIcon O Cuca Pragmático

Eu queria falar sobre o Atlético desde o começo do ano. Mas o Bola Parada não existia, então ficava só no papo com os amigos. Agora posso analisar um pouco do futebol do Galo. E, antes de qualquer coisa, quero que relembrem os 2 gols do Atlético contra o Botafogo, na quarta, pelo jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil. Feito? Então vamos ao bola & campo.
escudo atlético mineiroO primeiro ponto é separar o Atlético de antes do Cuca e depois dele. Começando pelo elenco, muito melhor que aquele que lutava para não cair (como em 2011). O time se reforçou bastante, é inegável. Até mesmo o Ronaldinho Gaúcho se encaixou no esquema do Cuca. Mas o Ronaldinho é só um ponto, acho mais importante tratar do esquema utilizado pelo Cuca.
Muitos lembram do estilo de jogo dos times que o Cuca dirigiu anteriormente. Um jogo bonito, ofensivo, envolvente. Mas o resultado prático era ficar pelo caminho. Tanto que o técnico passou a ser estigmatizado como “azarado”. Não gosto disso, a sorte pode ter alguma influencia, mas só até a página dois.
O Cuca de hoje continua optando pelo futebol ofensivo. Mas ele também usa o estilo Muricy. A bola parada e os lançamentos longos são a marca do Cuca 2013. É claro que isso funciona. Basta ver o histórico de vários times, ao longo do Brasileirão. Mesmo esse Galo de hoje, durante a Libertadores. Deu certo, em vários jogos.
Essa estratégia de jogo é adequada quando o time conta com um jogador como o Jô, que consegue jogar de costas, dominar, ou fazer o pivô. Em outros momentos o Atlético usa o Ronaldinho centralizado, bem no círculo do meio campo, para receber essas bolas da zaga e iniciar os contra ataques. Nada contra, especialmente se funciona.
A minha reclamação é quando isso se torna a única jogada do time. É um erro. Por mais que o Réver ou o lateral possam esticar uma bola na ligação direta. Em muitos momentos a bola pelo chão é a melhor opção. Foi o caso do jogo contra o BFR, na quarta. Vejam os gols do Atlético e reparem: jogadas pela ponta, em velocidade, e cruzamentos rasteiros. Ali era o mapa da mina. E fico pensando em qual seria o resultado do jogo se o Atlético tivesse usado mais as laterais.
A bola parada e os cruzamentos altos fazem parte do futebol pragmático. E funcionam bem, especialmente contra defensores que marcam a bola. Como existem centenas de zagueiros marcando a bola, o resultado é ainda maior. Mas é bom ter variações. Talvez uns 50% do Cuca antigo, com 50% do Muricy tradicional.

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O atual time do Palmeiras é bem melhor que o do ano passado. E ainda pode evoluir. Mas a imprensa esportiva anda exagerando na avaliação. Uma coisa é jogar a Série B, outra é pegar os times da elite ou da Libertadores. A eliminação da Copa do Brasil, contra o CAP, não deveria servir pra criar uma crise no Palmeiras. Não é pra tanto. É apenas um aviso. O time melhorou, mas ainda está longe dos tradicionais rivais. E o trabalho do Gilson Kleina não deve ser julgado por uma única partida.

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