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PostHeaderIcon Obsessão, Tentativa e Erro

Na última terça (8/3) o técnico da Seleção Brasileira Dunga deu uma entrevista ao canal EI Maxx direto do estádio Santiago Bernabéu em Madri, onde ele assistiu a partida entre Real Madrid e Roma. Dentre vários assuntos discutidos, ele praticamente confirmou que, se tiver de escolher uma competição no meio deste ano para levar seu melhor jogador – Neymar – ele tentará levá-lo, mediante negociação com o Barcelona, para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e não para a Copa América do Centenário da Conmebol que será jogada nos Estados Unidos.

Desde a liberação da utilização de jogadores profissionais no torneio olímpico de futebol masculino em 1984 em Los Angeles (não que profissionais de países comunistas já não atuassem antes de 84 mas era algo “disfarçado”), criou-se aqui no Brasil uma certa obsessão pela medalha de ouro olímpica; “o último título que nos resta” no esporte em que somos o “melhor do mundo”. Após a Copa de 1994, onde o time brasileiro saiu de um jejum de 24 anos sem conquistas mundiais, essa neura só aumentou.

No meu modo de ver esse frenesi todo é bastante exagerado. Primeiro pois vejo o próprio futebol olímpico como algo esquisito, um corpo estranho numa competição que privilegia muito mais os outros esportes, até porque nenhum deles têm um Mundial com tamanha repercussão como é a Copa do Mundo futebol masculino. Mas aí pode-se dizer que é só uma questão de gosto da minha parte. Ok.

Mas o que mais me incomoda é como o Brasil se prepara para essa competição. A impressão que se têm é que muitos aqui acham que basta entrar em campo que a medalha de ouro já é certa. O que, aliás, é um contrassenso ao “espírito olímpico” aquele do “importante é competir”. Claro que isso é algo que, em esporte de alto rendimento, não pode ser levado tão à risca; e no futebol por aqui é algo ainda mais sem sentido. E isso é que me preocupa.

neymar olimpíada bola paradaUma medalha de prata ou bronze será vista como mais um fracasso brasileiro; basta lembrar das pratas de 1984, 1988 e 2012 e dos bronzes de 1996 e 2008. Em teoria nem são resultados tão ruins. Mas nesse quesito olímpico, o segundo é mais ainda o primeiro dos últimos para os brasileiros. Um outro “fiasco” poderia queimar alguns bons valores que podem aparecer no time que será convocado por…Dunga! E aí temos outro absurdo.

Alexandre Gallo (que saiu em 2015) e Rogério Micale foram os treinadores que comandaram o processo olímpico desde 2012. Pode-se discutir o currículo dos dois profissionais (Micale ao menos é alguém ligado às categorias de base), mas foram eles que montaram o esqueleto do time que vem fazendo amistosos até com uma regularidade maior do que nas duas preparações anteriores. Porém, na hora da competição, Dunga deverá assumir o comando. Como cobrar que o trabalho seja mantido, com uma linha de coerência tática? Como imaginar que o time manterá o padrão de jogo?

Novamente a impressão que se passa é que Dunga, assim como outros treinadores da Seleção principal como Luxemburgo e Mano Menezes, pensaram primeiro com o ego inflado e imaginaram ter a honra e a glória de conquistarem o ouro olímpico e ficarem marcados na história por isso. Acho humana essa pretensão, mas pensando no principal objetivo do trabalho de todos (que inegavelmente é a Copa do Mundo), não seria melhor preparar o time para 2018 ao invés de se desgastar com a busca de uma medalha que pode vir ou não? Se Dunga estivesse desde o começo do trabalho dividindo os dois cargos, ok – apesar de eu não concordar. Seleção de base é uma coisa, principal é outra. Mas não é o caso.

O brasileiro parece adorar desprezar aquilo que já tem e supervalorizar aquilo que ainda não possui. Como o Brasil ganhou várias Copa América nos últimos tempos, o torneio passou a ser uma porcaria (visão com a qual não concordo). A Olimpíada tem muito desse cartaz no futebol pelo fato do time brasileiro ainda não ter vencido.

Assim sendo, se o time olímpico fosse a base para a Copa do Mundo da Rússia, até poderia achar que seria interessante essa importância toda à medalha no Rio de Janeiro. Como vivemos uma outra realidade, penso que a preparação poderia ser feita de forma mais tranquila e sem a pressão de ter de conquistar o ouro num torneio em que nem temos tantas seleções de nível assim. O trabalho poderia ser mais conjunto e sem tanto atropelo, mas parece que não é o que veremos até agosto.

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PostHeaderIcon Rodízio no Caldeirão

Acabamos de completar dois meses do novo ano e já vemos as mesmas reclamações e pressões dentro do mundo do futebol. Jogadores sendo criticados e principalmente técnicos vivendo sob pressão. Não é algo novo e é até comum dentro dos grandes clubes. Mas a sofisticação dentro do desconhecimento em cada crítica chega a assustar.

A mais nova vítima dessa frigideira constante sob a qual vivem os técnicos por aqui é a ideia de “rodar” o elenco, o chamado rodízio. Os que são adeptos dessa postura são muito criticados quando fazem isso e o resultado não vem. Diego Aguirre, por exemplo, no Atlético/MG e mesmo no ano passado no Internacional era muito cobrado por esse estilo. Para mim é algo válido pois faz com que os jogadores se mantenham em atividade e que a competitividade no elenco se faça presente; um titular fica menos acomodado em saber que pode perder a vaga se não estiver tão bem. Além claro da questão física que tem de ser sempre levada em conta para que se escale quem está em melhor forma.

técnico ameaçado bola parada
Mas a crítica à uma cultura que, muitas vezes, é elogiada pelos mesmos “analistas” quando é feita no futebol europeu, é mais um componente de um caldeirão quase insano de pressão sobre a manutenção ou não de treinadores no comando das equipes brasileiras. Já dissemos aqui que a maioria dos profissionais é conivente com a situação; mal saem de um clube já pulam para outro como se nada tivesse acontecido. Mas o que estamos vendo acontecer com Marcelo Oliveira no Palmeiras e mesmo Deivid no Cruzeiro (este último sendo ainda um novato na profissão) é algo quase desumano. Não é fácil para alguém trabalhar sendo ameaçado o tempo todo, mesmo sabendo que um clube de repercussão e grande torcida tem esse lado de questionamento muitas vezes.

Porém o exagero nessa situação de corda bamba, além da pouca análise de jogo propriamente dito nos intermináveis programas televisivos de debate que temos hoje mostra que todo o discurso que a mídia usa, de que o clube tem de dar tempo para o profissional trabalhar, é bem falacioso. Busca-se um culpado das derrotas e um herói nas vitórias, nada mais. Ainda falando de treinadores, Roger Machado no Grêmio, mesmo apenas iniciando na profissão, foi intensamente exaltado no Brasileirão do ano passado, mas depois de alguns maus resultados nesse ano já começa a ser contestado por alguns que o elevaram demais na temporada anterior! E agora depois de duas (!!!) partidas, um empate contra o Corinthians e uma vitórias sobre o Palmeiras, o técnico português da Ferroviária de Araraquara Sérgio Vieira, já está sendo muito elogiado pelo seu estilo “moderno” de jogo…Basicamente depois de dois jogos…Nem precisa dizer que é cedo demais para qualquer análise…

Achar que esse processo de fritura constante vai mudar parece cada vez mais difícil, com uma mídia cada vez mais imediatista e que precisa encher espaços em suas programações de toda e qualquer forma. Mas penso que ao menos respeito ao trabalho do treinador deva haver. A questão de mudanças e testes de jogadores, o chamado rodízio, deveria ser analisado não apenas pelo resultado, mas em termos técnicos e de possibilidade de melhora do desempenho. E que também cada jogo não vire algo de “vida ou morte” para todo o técnico que não venha tendo uma boa fase, algo natural para todos.

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PostHeaderIcon Cadê o Bom Futebol?

Já tem muito tempo que vejo futebol. E não lembro de um começo de ano tão sofrível. Antes, quando se chegava no começo de Março, já era possível apontar um ou dois times jogando um bom futebol, mais arrumados e com potencial para fazer uma temporada vitoriosa. Neste ano eu olho, olho, olho e não vejo nada especial. Todos os times estão devendo (um bom futebol). E alguns estão devendo demais.

E, como é comum em nosso futebol, a urgência de resultados (ou boas atuações) já começou a fazer suas vítimas. O primeiro foi o técnico Eduardo Baptista, demitido do Fluminense. Ele e o diretor de futebol. O Deivid já está sob forte pressão no Cruzeiro. O que nem é de se espantar, aquele discurso bonito do ano passado nunca me convenceu. Trabalho de longo prazo, integrando o profissional e a base, formação de um modelo de jogo e todas as promessas só funcionam no papel. Pelo menos aqui no Brasil.

Outro que balança fortemente é o Marcelo Oliveira. Ano passado eu até aliviei a barra do técnico. Ele chegou na metade do campeonato, pegou um elenco montado por outros, não tinha muito tempo pra treinar… Agora é bem diferente. Ele já tem parcela de culpa. Mas a direção do Palmeiras também tem a sua cota. Contrataram mal, nas posições erradas. A defesa continua ruim e falta um meia de criação. Já volantes e atacantes…

Uma parte deste movimento de demissões atende pelo nome de Cuca. O treinador é o sonho de consumo de todo clube insatisfeito. Hoje. Amanhã o Cuca pode estar na outra ponta, sendo criticado pelos torcedores e fritado pelos diretores. E assim segue em pleno funcionamento a máquina de moer técnicos.

* * * * *

Ano passado, após os Estaduais, escrevi sobre aquela parcela de torcedores (e técnicos, jogadores, diretores, jornalistas…) que gostam de se enganar com resultados preliminares. Eu me referia ao Vasco; e sabemos como o clube terminou 2015. Neste ano temos um filme parecido, estrelado pelo Botafogo. Os resultados até são bons, mas eles são falsos. O elenco é ruim e precisa de reforços pra valer. Refugos e jogadores 0800 não vão resolver. E os garotos da base não vão aguentar o rojão. O alerta está dado. Quem quiser se enganar…

Por outro lado, apesar de alternar resultados, o Flamengo é um time que pode dar liga. Os reforços vieram para suprir algumas lacunas. E já demonstraram sua importância. Ainda existem outras deficiências, basicamente na defesa. Mas é um elenco que se encaixa. Se não ocorrer nenhum “fator externo”, pode render bem mais que o time de 2015.

* * * * *

Outro dia eu estava vendo um jogo do Liverpool; a derrota para o M. City pela final da Liga inglesa. Apesar do empate no tempo normal, o goleiro do City quase não teve trabalho. O grande reforço, Benteke, nem entrou em campo. Aí fiquei lembrando de quando eles tinham o Suárez, Sterling e cia. E agora a torcida do Liverpool vendo Suárez arrebentando no Barcelona. Pois é… Parabéns aos gênios que tiveram a grande ideia de se livrar do uruguaio. Entendem muito!!
luis suarez
Já em Londres… Existem coisas que só acontecem com o Arsenal; o Botafogo de lá. Passou os últimos 10 anos sofrendo com os antigos (United) e novos (Chelsea e City) rivais. Aí, no ano em que os rivais estão mal, aparece o Leicester. E o Leicester segura bravamente a ponta. E o Arsenal não consegue encostar e passar. E, cruelmente, pode acabar vendo seu rival londrino (Tottenham) levantando a taça no final do campeonato. Oh, mundo cruel!

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PostHeaderIcon Mudança ou Mais do Mesmo?

Depois de muitas notícias negativas envolvendo a entidade nos últimos meses, a FIFA finalmente elegeu um novo presidente. Gianni Infantino, ex-secretário geral da UEFA (confederação europeia de futebol) venceu a eleição realizada na última sexta-feira (26/2). Não que a simples eleição de Infantino represente uma mudança radical nos rumos do futebol mundial, mas dentre os candidatos apresentados ele talvez represente um mal menor em termos de experiência, haja vista a falta de maior conhecimento a respeito príncipe da Jordânia e as denúncias, inclusive de trabalho escravo, relacionadas ao xeique do Bahrein, que ficou na segunda posição na eleição.

Mesmo assim a vitória do ex-braço direito de Michel Platini na UEFA não dá ainda a tranquilidade de que tenhamos maior transparência nos rumos do esporte mais popular do mundo. Primeiro porque Infantino, para mostrar e demonstrar que fará algo diferente vai precisar continuar com o processo de limpeza e combate à corrupção que foi deflagrado na entidade desde o ano passado. E para isso provavelmente terá de manter (ou até ampliar) a punição dada ao seu ex-chefe Platini e ao ex-comandante da entidade Joseph Blatter, além claro de punir e investigar outros eventuais cartolas envolvidos na lama. Ele terá independência para fazer isso? A conferir…

É necessário ver também se a investigação sobre a Copa no Catar em 2022 levará até mesmo a mudança de sede da competição. Claro que é possível supor que outras compras de votos para eleições de outras sedes já ocorreram, mas esse caso parece ser ainda mais escabroso de tudo que já houve antes. Além disso a possibilidade de mudança de data de realização da Copa (transferindo-a para o fim do ano por causa do calor intenso no Oriente Médio entre Junho e Julho), pode ter de alterar todo o calendário do futebol mundial e é preciso ver se isso realmente é necessário. gianni infantino fifa bola parada

Evidente que a corrupção é algo intrínseco na sociedade e não vai acabar com uma simples mudança de nome no comando de qualquer entidade. As atitudes mandam muito na transformação de conceitos. A divulgação dos ganhos dos executivos e do presidente da FIFA, além da limitação de mandatos (3 de 4 anos cada, um total de 12 no máximo) são avanços que podem ajudar, desde que os erros que aconteçam sejam punidos e não se pare por aí. A ver se o novo presidente terá a capacidade e a vontade de por isso em prática realmente.

Dentro de campo porém, a proposta inicial de aumentar de 32 para 40 o número de países participantes na fase final da Copa do Mundo é algo que preocupa e mostrar que o modus operandi de política na FIFA pode não ter mudado tanto quanto gostaríamos. Essa expansão de países, assim como aconteceu na Eurocopa da UEFA de Platini e Infantino (que passou de 16 para 24 seleções este ano), pode dar chance a novas nações a participarem da festa, mas normalmente não acrescenta no nível técnico dos torneios e claramente vira uma moeda de troca para algum grupo político se perpetuar no poder. Que isso seja algo que não vire realidade, pois 32 seleções já representam um número elevado de países na Copa mas, ao menos, faz com que o sistema de classificação dentro da primeira fase seja de mais fácil apuração matemática, pois classificam-se dois por grupo de forma simples.

Gianni Infantino terá de fazer um trabalho de moralização e reconstrução da FIFA. Mas a questão e a melhoria não passa apenas por ele. Assim como o futebol aqui no Brasil para poder melhorar o tanto quanto queremos não pode mudar apenas pela CBF (as federações estaduais, a imprensa e principalmente os clubes também tem de ajudar), cada país deveria fazer sua parte para que o trabalho do novo presidente seja facilitado. Esperemos, ainda sem grande animação, que isso aconteça.

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PostHeaderIcon Quando Mais Ainda é Pouco

Primeiramente peço desculpas pelo pequeno sumiço do blog. Trabalho e outras pendências causaram essa minha ausência, mas estamos aí na atividade!

Finalmente tivemos uma definição mais clara sobre as divisões de cotas de TV paga para o Campeonato Brasileiro a partir de 2019. A Globo, se vendo pressionada pela proposta da Turner/Esporte Interativo, teve de abrir um pouco mais a carteira e tentar fisgar times que estão com certos graus de problemas financeiros, ainda que em situações um pouco diferentes entre si. Com isso a emissora que tradicionalmente já detém os direitos de transmissão do futebol nacional já consegue uma boa vantagem para manter essa predominância.

Segundo o presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira, Atlético Mineiro, Corinthians, Cruzeiro, Sport, Vasco e Vitória, além do próprio Botafogo, aceitaram os termos de renovação com a Globo e tudo já estaria acertado para que as transmissões continuem no Sportv com a validação do novo contrato a partir de 2019, inclusive aceitando, segundo informação de Paulo Vinicius Coelho no UOL, que exista certa redução no todo da receita devido à alguns adiantamentos. Não é possível saber quanto seria essa redução total, pois cada um negociou individualmente. O São Paulo ontem, em reunião do seu Conselho Deliberativo, também aceitou a renovação “global” e se gabando de ter acertado um adiantamento (chamado pelos seus diretores de “luvas” sem comprometimento de receitas futuras) de R$60 milhões, que já seriam usados para que o time salde algumas pendências financeiras atuais. Além disso, segundo os são-paulinos, a emissora carioca aceitou uma adaptação do modelo inglês do rateio do dinheiro: 40% igualmente, 30% por performance e 30% por exposição na emissora.

Teoricamente a Globo percebeu a ameaça do dinheiro da Turner e resolveu não privilegiar tanto Flamengo e Corinthians na divisão das rendas. Porém temos de lembrar que esse acordo ainda é apenas para a TV Fechada (Sportv). O pay-per-view, onde o Premiere (também da Globo) não tem concorrência já deve ser renovado quase que automaticamente. Mas na TV aberta é necessário constatar se esse sistema mais dividido de cotas será utilizado também. Ainda não dá para dizer que foi uma grande vantagem desses clubes renovar “à toque de caixa” com a vênus platinada.

O que podemos saber já com certeza é que mais uma vez os clubes, de pires na mão, não conseguem se unir para discutir um contrato conjunto e que privilegie e ajude a TODOS. Não igualmente pois vivemos em um sistema capitalista, então é impossível uma “socialização” de toda a renda. Mas que o abismo entre os que ganhem mais seja menos em direção aos que ganham menos. Além disso a proposta de uma divisão de redes, com jogos sendo mais pulverizados em 2 ou 3 canais nem foi considerada; aqui no Brasil quem vence a “concorrência” leva tudo quase que de “porteira fechada” e não se pensa numa pluralidade de emissoras mostrando (e valorizando mais o campeonato). turner esporte interativo bola parada

Sobre a Turner/EI penso, vendo com mais calma e tempo agora, que fizeram de forma correta o ataque, tentando contactar times que se mostram descontentes com o atual sistema comandado pela Globo. O Santos, ainda sem confirmação 100% oficial, teria já apalavrado um acordo com a Turner, o que faria com que os jogos santistas em TV fechada não fossem transmitidos, a não ser que a emissora esportiva novata consiga fechar com mais clubes. Segundo informações tentariam pelo menos 8 para mostrar jogos dessas equipes. É algo que também acontece no México, onde existem times que “pertencem” à uma ou outra emissora, sendo que isso se reflete até no Brasil; a ESPN Brasil e o FOX Sports dividem e transmitem (com certo desdém) a competição mexicana e certos times passam apenas na ESPN Br e outros apenas no FOX.

Dentro de uma iniciativa de conquista de território a Turner até conseguiu provocar algum barulho (e após a segunda rodada de oitavas de final da Champions League procurarei fazer um post sobre a transmissão do EI). Mas ainda faltou uma maior agregação entre os clubes e seus dirigentes (esses os maiores culpados pela penúria da maior parte dos clubes) para se conseguir acordos melhores e mais dinheiro dos canais de TV, tanto Globo quanto EI.

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PostHeaderIcon Mau Começo

Pensei que o Toluca seria o adversário mais difícil para os clubes brasileiros na primeira rodada da Libertadores. E não errei. Mas eu errei num outro ponto: Não imaginei que todos teriam tanta dificuldade contra times sem tanta força e tradição.

Posso até aceitar que o Atlético e Corinthians conseguiram vencer e o Palmeiros trouxe 1 ponto do Uruguai. A derrota do Grêmio no México era (quase) previsível, mas não a do São Paulo, no Pacaembu. Tivemos um aproveitamento de 50%; e isso não é muito.

Não quero ser alarmista, todos os clubes brasileiros ainda podem se classificar para a próxima fase. O problema foi o desempenho fraco. O Palmeiras, que já vinha mal no Estadual, ainda que com o time reserva, foi apático e cedeu dois empates para o River uruguaio. O São Paulo, que está em fase de adaptação ao novo treinador, conseguiu uma quase proeza, perder pro Strongest. E estes 3 pontos podem faltar no final da fase.

O Grêmio, que também vai mal no Gauchão, mesmo com 11 contra 10, não ofereceu resistência para o Toluca. 2×0 foi até barato. Mas eu acredito que ambos se classificam. Assim como o presenteado Corinthians, que sofreu em El Salvador. Jogou pouco. Ainda mais diante de um adversário tão modesto.

O único jogo que não vi nada além dos gols foi o do Galo. Mas ele volta do Peru com 3 pontos. E espero que não demore muito pra encontrar um futebol convincente. E o mesmo vale pros outros brasileiros. Todos estão devendo.
atlético Mineiro
* * * * *

Já na Champions… Tudo dentro do esperado. O Chelsea foi imprensado pelo PSG e o 2×1 foi até pouco. O time francês poderia ter resolvido tudo na primeira partida, mas o Courtois não deixou. Então o jogo da volta está em aberto. Deixo 60% pro PSG e 40% pro Chelsea.

O Real espremeu a Roma, mas criou poucas chances de gol. Mas o português resolveu e o placar de 2×0 reflete o que aconteceu em campo. O jogo da volta será uma formalidade.

Aproveitando, e sem ser advogado ou fã do CR7, acho que a imprensa tá perdendo a grande chance de ficar calada. Jornalista não é a pessoa mais indicada pra julgar o caráter de ninguém. Nem pra dizer se o fulano é simpático, chato ou o vilão do filme. O Cristiano foi contratado pra jogar; e isso ele faz. Muito bem! Com ou sem arrogância.

* * * * *

E por falar em imprensa… Não posso deixar de registrar a justificativa apresentada pelo comentarista da Globo, pouco antes do zagueiro do Cobresal fazer o gol contra e dar a vitória ao Corinthians. Ele, sr. Caio, disse que o nervosismo da estreia era o motivo do fraco desempenho dos jogadores corintianos.

Então tá! O bravo Cobresal, que só havia participado de uma Libertadores, vai enfrentar um time com 6 títulos brasileiros, 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores, 1 Mundial de Clubes e ele não fica nervoso. Só o Corinthians fica. Tive que dormir com essa!!!

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