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PostHeaderIcon Ô Trem BicampeÃO

Esta coluna poderia ter sido escrita na quinta, após a vitória da Raposa sobre o Grêmio. Ou até antes, se eu fosse mais intempestivo. Mas sou meio mineiro e preferi aguardar o apito final. E agora tá tudo azul. Dois anos em azul. Merecidamente! Não há nada a contestar.

Ninguém duvidava que o Cruzeiro viria forte na disputa pelo bi (e 4º título brasileiro). Mas eu pensava que seria um pouco mais difícil. Acontece que os adversários mais diretos tropeçaram demais. E o São Paulo acordou tarde. Ou melhor, demorou para fechar um elenco em condições de duelar com o Trem Azul. A gordura acumulada no 1º turno foi fundamental pro Cruzeiro se sustentar após uma ou outra instabilidade. Instabilidade que, vamos combinar, é totalmente normal. Até o Bayern, ou Barça de alguns anos, passam por momentos ruins.
cruzeiro campeão
O mais importante nessa conquista cruzeirense é que ela foi fruto de vários acertos. Começando pela direção, passando pelo comando técnico e chegando nos jogadores. Não foi casual, passional ou em decorrência de influência externa (arbitragem). Fatos que já aconteceram em outros Brasileirões. Mas o Cruzeiro se planejou (após um enorme susto em 2011 e um desempenho mediano em 2012) e executou rigidamente seu plano. Parece trivial, mas a correta montagem do elenco, a manutenção do técnico Marcelo de Oliveira, a boa estrutura do clube e os salários em dia fizeram a diferença. Que outros clubes aprendam. Resta esperar que o Cruzeiro não se desmonte em 15.

O Atlético também pode ter um ano positivo. Basta confirmar o título da Copa do Brasil. Mas o Kalil deve ter mais seriedade no trato da dívida do Galo. E não colocar certos jogadores acima do clube. Só assim, com mais ação e menos bravatas, poderá se equiparar com o rival mineiro.

O São Paulo, depois de um 2013 terrível, conseguiu sair do poço. Está no meio do caminho. Precisa de contratações pontuais pro próximo ano. As carências do time são conhecidas. Não precisam fazer pirotecnia ou trazer figurões. Devem montar um elenco mais homogêneo e com um banco mais qualificado.

* * * * *

Na parte da “confusão”… O Botafogo foi rebaixado de forma vergonhosa. Talvez tenha tido o pior ano de sua história. E tudo indica que o próximo ano será de muito sofrimento. O Palmeiras, que flerta apaixonadamente com o rebaixamento, é outro que precisa mudar muito em sua gestão. Mas este assunto fica pra outra ocasião. Eles, junto com o Vasco, que sofreu pra subir, vivem um momento crítico. E precisam de mudanças drásticas.

O Flamengo, que já iniciou um processo de ajuste, o Flu e o Santos também devem ficar alertas. 2015 não será fácil. Começando pelo lado financeiro destes clubes.

* * * * *

Reconheço o bom momento dos clubes mineiros. E os parabenizo. Mas uma boa parte da torcida mineira precisa mudar sua mentalidade provinciana. Chega desse papo de serem coitadinhos e perseguidos pelo “eixo”. Isso só diminui seus clubes. O Galo e a Raposa não precisam de mimimi pra serem grandes e conquistarem títulos importantes. O mesmo se aplica aos dirigentes destes clubes. Essa briguinha besta por ingressos nas finais da Copa do Brasil é coisa de timeco. Isso só prejudica o futebol mineiro. Deu pra entender?

* * * * *

A final da Série C nunca será um evento grandioso, que mobiliza multidões. OK! Mas não precisavam avacalhar tanto. A transmissão do jogo entre Paysandu e Macaé foi pavorosa. Era quase impossível enxergar, pela câmera muito distante, o que acontecia em campo. E os dois clubes ainda fizeram o favor de usar uniformes quase idênticos, em azul claro e branco.
Poxa, será que eu tô pedindo muito???

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PostHeaderIcon Assuntos Chatos, Problemas Esquecidos

Existem assuntos que, de tão falados, tão aumentados em sua presença e espaço na mídia, tornam-se chatos e repetitivos. O pior é que na maioria das vezes eles encobrem outros temas muito mais importantes que deveriam ser discutidos, mas que ficam em segundo plano. No atual momento do nosso futebol estamos vivendo alguns desses exemplos. Vou citar dois para não fazer um texto tão extenso e igualmente repetitivo.

A final da Copa do Brasil tinha tudo para ser um espetáculo muito interessante e bonito com as festas das torcidas de Cruzeiro e Atlético/MG. Porém virou uma disputa entre dois cartolas querendo ver qual dos dois é mais “esperto” na busca de alguma vantagem na distribuição dos ingressos de visitantes. Chega a ser um acinte vermos a inflação pela qual passou o preço dos bilhetes, chegando ao absurdo valor de R$1000 para os atleticanos que queiram ir ao Mineirão assistir ao segundo jogo da decisão.

O pior de tudo é que a falta de um plano real de segurança para que os torcedores cheguem em paz aos estádios, não só em Minas Gerais, é algo completamente utópico em nosso país. Nada disso foi lembrado em campanhas políticas recentes e não existe, pelo visto, interesse para que isso ocorra de fato. Chegamos ao ponto de acharmos normal clássicos com torcida única, sendo que ninguém cogitou uma divisão de 60% x 40% entre mandante e visitante, o que acho mais justo. rivalidade dirigentes bola parada

Também a maioria das pessoas acha normal as restrições impostas pelo conluio entre os marginais travestidos de torcedores “organizados” com esses mesmos dirigentes, que acabam se tornando estrelas, por aparecerem mais do que o necessário na mídia. Não por acaso, os dois dirigentes dos clubes mineiros se lançaram na política (Kalil desistiu antes da eleição e Gilvan não foi eleito). O pior é vermos os chamados “torcedores de dirigentes”, pessoas que chegam a discutir querendo provar que seu cartola é “menos ruim” do que o do rival.

Sendo assim, vão existir pessoas que pagarão felizes os R$1000 de ingresso. E muitos que não forem ao Mineirão tratarão de fazer arruaça pelas ruas (e aí falo de torcedores dos dois lados, não existem clubes isentos desses “santinhos” que querem causar confusão). E depois ainda têm gente que pergunta porque os torcedores de bem se afastam dos estádios…

*****

Mudando de tema, mas continuando em um assunto chato. O caso da faixa de capitão da Seleção Brasileira. O papel do capitão aqui no Brasil, na maioria dos clubes, é mais simbólico do que verdadeiramente efetivo. Muitos apenas servem para tirar o cara ou coroa. Em termos de Seleção Brasileira, se olharmos para o passado, vemos que quem carregava a faixa, nem sempre era o líder, de fato, do time. Mesmo o atual treinador Dunga, em 1994, era a terceira opção para ser o capitão da equipe que foi campeã nos EUA. Ricardo Gomes (cortado antes da Copa) e Raí (que acabou indo para o banco no decorrer da competição) eram os primeiros escolhidos por Parreira. Não que Dunga não exercesse papel de liderança, mas certamente houve uma supervalorização do seu papel como líder PRINCIPAL daquele grupo.

Agora vemos o lenga-lenga com Thiago Silva, chateado por não ser mais o capitão da Seleção. Primeiro que ele nem poderia ter sido capitão nos primeiros jogos da nova “Era Dunga”, já que ele nem foi convocado. Isso por si só já deixa a “polêmica” com ares de coisa ridícula. Assim como ridícula foi a entrevista de Thiago. Um jogador experiente como ele não deveria se prestar a isso, mostrando um egoísmo e até mesmo uma falta de inteligência, ao aumentar um assunto que não precisava ser discutido agora, muito menos de forma pública. neymar thiago silva bola parada

Com isso a posição de Neymar, como líder técnico e grande nome dessa geração ficou fortalecida. Ao contrário Thiago Silva, que é um zagueiro de alto nível, que em condições físicas normais deve ser o titular do time (a meu ver junto de Miranda), fica com a pecha de birrento e cara que não ajuda o grupo.

Mas o pior não é apenas o jogador e principalmente a mídia (que adora viver de discussões muitas vezes vazias) passarem praticamente três dias falando quase que somente desse assunto. É o fato do futebol brasileiro não ser mais discutido como jogo em si. Praticamente não se fala do jogo, quase não existe análise tática séria. Sempre existe algo que supera isso e se busca apenas a polêmica, o escândalo, ou o ângulo “engraçadinho” em alguma “reportagem”…Por exemplo no caso da atual Seleção, pouco se fala do time de Dunga insistir num jogo eficiente, mas que mostra poucas saídas pelo meio campo, com a escalação de jogadores que pensam pouco a partida, com exceção de Oscar. Problema aliás que vem de longe.

Pretendo voltar mais para frente neste tema, desse clima de que “o jogo é apenas um detalhe”. Enquanto isso, pretendo fugir de alguns desses “assuntos da moda”, que são usados muitas vezes para esconder os verdadeiros temas que não são discutidos a sério em nosso futebol.

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PostHeaderIcon Detalhes que Decidem um Campeonato

Seria um absurdo da minha parte dizer que o possível título brasileiro do Cruzeiro é injusto. O time mineiro é líder desde a sexta rodada, têm um elenco bem completo e homogêneo. O clube, depois de sofrer em 2011 e 2012 com campanhas medíocres, se planejou bem para os Brasileirões seguintes com uma competente comissão técnica e um bom corpo diretivo. Porém a disputa final, principalmente contra o São Paulo, poderia estar mais apertada. são paulo internacional gol impedido bola parada

O gol em impedimento do Internacional no jogo adiantado da 35ª rodada prejudicou muito o Tricolor. O erro em si foi absurdo, mas o pior é que não chega a ser uma surpresa, vindo de quem veio. Heber Roberto Lopes é figura conhecida em querer aparecer e atrapalhar jogos, (e na maioria das vezes conseguir o seu intento). Tanto atrapalhou o jogo, que o Inter também teve motivos de reclamar da arbitragem, com uma expulsão exagerada do lateral Fabrício no fim da partida. No caso do gol, ressalto que o erro foi dele, pois foi consultar o bandeirinha que não marcou a posição avançada de três (!!!) jogadores colorados e preferiu manter o equívoco.

Não digo que o São Paulo está quase perdendo o título apenas por isso. O Tricolor demorou a acertar a equipe com as novas contratações de Alan Kardec, Pato e Michel Bastos, além dos retornos de Rafael Tolói e Kaká. Ainda por cima o time, já com os novos reforços, não conseguiu fazer um gol sequer na Chapecoense, nos dois turnos, só para citar um exemplo de tropeços que comprometeram o time paulista no torneio. Reafirmo assim que o Cruzeiro foi mais constante durante o campeonato e, caso venha a conquistar mesmo o título, será valorizado por sua maior regularidade. Mas fico pensando se o erro contra o São Paulo tivesse acontecido contra o Cruzeiro. Provavelmente teríamos tido até passeata em Belo Horizonte contra o “eixo do mal” (já falei a respeito disso NESTE texto…).

*****

grêmio luan barcos bola paradaPenso que o Cruzeiro terá dificuldades em vencer o Grêmio em Porto Alegre na próxima quinta. O time gaúcho não tem extrema qualidade técnica, mas conseguiu se ajeitar jogando com força defensiva e com velocidade. Marcelo Grohe no gol, além de Dudu e Luan no ataque vem dando bastante força ao time de Felipão, além claro da presença do artilheiro Barcos.

O Inter e o Corinthians farão possivelmente um duelo pelo quarto lugar do Brasileiro, o que pode ou não dar vaga na Libertadores, dependendo do que o São Paulo fará na Sul-Americana. Pelo que as duas equipes investiram antes do torneio é pouco. Poderiam estar brigando mais forte pelo título, mas erraram demais em alguns nomes e sofreram com um certo mal estar entre seus treinadores (Abel e Mano) e parte do elenco e mesmo pelo desgaste de serem nomes já conhecidos e repetidos em seus clubes.

O Atlético/MG fez ótimo segundo turno, mas pode correr um risco enorme de ficar sem nada. O empate contra o Figueirense em casa o fez se afastar do G4 e, caso não consiga se recuperar no jogo contra o Flamengo, também em casa (tabelas mal feitas com sequências de jogos em casa ou fora sempre aparecem…) pode se complicar ainda mais. Está bem encaminhado para o título da Copa do Brasil, mas se tomar uma virada no jogo de volta…

Não coloco o Fluminense nessa briga. É um time que parece viver um certo clima de fim de festa, com a diminuição de investimentos da Unimed. Alguns jogadores mostram desinteresse e o time é muito irregular. O trabalho do Cristóvão não foi suficiente para sustentar a falta de um jogador mais rápido no ataque e a instabilidade da defesa.

*****

Na parte de baixo da tabela creio que Bahia e Criciúma tiveram os seus destinos selados neste fim de semana. As derrotas em casa para Corinthians e Grêmio respectivamente definiram para mim os dois primeiros rebaixados. O Botafogo está muito próximo de ser o próximo, mas ainda têm dois confrontos contra times que podem cair, Figueirense e Chapecoense. Ou seja, ainda está com chance de se salvar dependendo de suas forças. Porém, um clube com tantos problemas internos durante o ano terá força para conseguir essas vitórias? Complicado… botafogo chapecoense bola parada

O Palmeiras também tem esses problemas e tem um elenco muito limitado, que voltou a sofrer a ameaça de queda após as últimas duas derrotas. Porém tem um jogo na estreia de seu novo estádio contra o já praticamente salvo Sport. É vencer e se tranquilizar (ao menos um pouco…). Com isso a Chapecoense passa a ser a bola da vez, depois de perder em casa para o Vitória, que agora joga um confronto direto contra o Coritiba. Esses três clubes podem ajudar a salvar Palmeiras e Botafogo, mas pelo visto para o time carioca, essa “ajuda” pode ter chegado um pouco tarde…

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PostHeaderIcon Clássicos de Maior Rivalidade do Futebol Mundial

rivalidades do futebolTemos uma nova Lista de 11. E esta é com os clássicos de maior rivalidade no futebol mundial. Notem que nossa lista foca na rivalidade, não na importância, história, ou grandeza dos clubes. Muitos dos clássicos que listamos (eu e o Alexandre) têm a rivalidade aumentada por divergências políticas, religiosas e sociais. E o futebol acaba retratando estes conflitos.

Vejam a nossa lista (sem ordem de relevância) e digam se concordam, “disconcordam”, ou se acrescentariam um outro clássico com grande rivalidade.

  • 1 – Real Madrid x Barcelona (Maior clássico em termos de repercussão e com muita rivalidade regional).
  • 2 – Rangers x Celtic (Apesar do primeiro estar em divisões menores da Escócia, é um jogo que envolve rivalidade religiosa e divide o país).
  • 3 – Boca Juniors x River Plate (O jogo que define o futebol argentino).
  • 4 – Roma x Lazio (Clima de rivalidade política que divide a capital italiana).
  • 5 – Manchester United x Liverpool (Cidades próximas na Inglaterra e os dois times que mais venceram títulos nacionais).
  • 6 – Grêmio x Internacional (Maior caso de ódio entre dois times no Brasil, divide um estado).
  • 7 – Fenerbahce x Galatasaray (Clássico turco muito violento, dentro e fora de campo).
  • 8 – Nacional x Peñarol (Os dois gigantes do Uruguai, fazem um clássico forte mesmo em um mau momento do futebol local).
  • 9 – Inter x Juventus (Poderia ser Milan x Inter, mas os dois times se odeiam muito e possuem as maiores torcidas da Itália).
  • 10 – Estrela Vermelha x Partizan (Grande rivalidade no futebol e na política da Sérvia).
  • 11 – Bayern de Munique x Borussia x Dortmund (rivalidade mais recente, mas de dois times que se detestam na Alemanha).
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PostHeaderIcon Cobertor Curto

Se você acompanha o noticiário automobilístico percebeu nas últimas semanas que, além da boa luta pelo título entre Hamilton e Rosberg, o assunto do momento é dinheiro. Ou a falta dele, que levou a Marussia e Caterham encerrarem suas atividades mais cedo e deixarem o grid com apenas 18 carros até o fim dessa temporada, pelo menos.

A reclamação é antiga. A Fórmula 1 (e todo esporte a motor) envolve gastos altíssimos, desde desenvolvimento, construção de carros, fornecimento de motores, pilotos, corridas…tudo é “inflacionado”.

Nem mesmo o esporte a motor mais famoso e mais rico do mundo está imune a isso. As grandes equipes recebem quantias grandes de patrocínio e tem uma situação mais confortável que as equipes médias. Essas sofrem e precisam constantemente admitir pilotos que pagam pra estar no grid para pagar as contas e manter a equipe funcionando. E nem sempre a conta fecha.

Isso porque, assim como no futebol de Brasil e Espanha, o dinheiro que as equipes recebem da FIA e FOM é distribuído de forma desigual. As equipes maiores ganham mais e ainda são premiadas pelos pontos conquistados. Ou seja: as equipes menores já largam atrás em dinheiro e, ainda, com carros menos competitivos e pilotos muitas vezes sem tanta capacidade para pilotarem um F1, naufragam nos resultados, ficando presas ao fim do grid e, assim, não ganham os prêmios por pontos conquistados.

Vira uma bola de neve que só aumentou com os novos motores V6 Turbo, que custam em média 3 vezes mais que os antigos V8, que saíram de cena ao fim do ano passado. Apesar da redução de custos com testes durante o ano, desenvolvimento de motores e combustível, ainda é muito caro (e sempre será) por um carro de F1 num grid.

Por isso a preocupação com as equipes menores. A Caterham e a Marussia disputavam com a Sauber esse ano o posto de pior equipe. A Marussia conseguiu um resultado fantástico com o Bianchi em Mônaco e deixou as suas concorrentes atrás, disputando o posto de pior do grid. Correr sempre atrás, sofrer com falta de dinheiro até pra pagar funcionários e ter que se contentar com carros sempre com problemas ou acidentes e falta de patrocínios gordos é complicado. Tirando as 3 maiores equipes de hoje (Mercedes, RedBull e Ferrari) as outras equipes (e isso inclui a ressurgente e esse ano 2ª equipe do Grid, Williams) todas passam por dificuldades pra fechar seus balanços.

As soluções já começaram a pipocar e muita gente não sentiria falta dessas equipes pequenas, especialmente numa época em que a vasta maioria dos que acompanham automobilismo o fazem esporadicamente, através de transmissões de televisão. O fato é que as equipes pequenas, muitas vezes fundadas por aventureiros, que punham seus carros no grid para competir com as equipes de “marca”, são parte importante da Fórmula1. Como não citar algumas dessas equipes que se desenvolveram a tal ponto que chegaram a serem campeãs com pilotos e de construtores?

1971, Jackie Stewart pela Tyrrel com um clássico motorizado pelos lendários Ford-Crossworth  DFV 3.0 V8

1971, Jackie Stewart pela Tyrrel com um clássico motorizado pelos lendários Ford-Crossworth DFV 3.0 V8

Numa era onde havia menos dinheiro e mídia e mais paixão e suor por parte de pilotos, mecânicos e proprietários a Brabham e a Tyrrel conquistarem sucesso na década de 60 e 70 e se mantiveram, com muita luta, enquanto puderam no grid.

É óbvio que não havia tanto dinheiro quanto hoje e portanto um aporte financeiro menor mantinha uma equipe competitiva. Hoje, com um buraco enorme entre as equipes maiores e as médias/pequenas, vemos carros que mais parecem carros de GP2 no grid e que pouco acrescentam a categoria.

Só teremos uma disputa mais igual entre as equipes médias se houver uma melhor distribuição do dinheiro. Pensar em uma distribuição igualitária, creio eu, que seria loucura. Mas diminuir a diferença já ajudaria a pelo menos termos mais competição no grid.

FELIPE NASR

Muita gente comemorou a entrada do talentoso Felipe Nasr (não confundir com o Felipe Massinha) na Sauber. Ele entra naquela equipe que, junto com a Caterham, não conquistou pontos nessa temporada.

O que não foi divulgado na tal entrevista ao Jornal Nacional e o que eu acho um erro tremendo por parte da própria Rede Globo, é que o Banco do Brasil, que acompanha Nassr já há algum tempo, pagará cerca de 20 milhões de euros (60 milhões de Dilmas) para que ele possa correr ano que vem. E a própria Globo faz parte da jogada, tendo um acordo (creio que verbal) para expor mais a equipe durante a temporada. A marca do Banco estará na lateral do carro e na asa traseira, ou seja, nas áreas nobres de um carro de F1.

Vale lembrar que a partir desse ano as redes de televisão puderam mostrar o carro dos seus pilotos através daquelas câmeras onboard fora da transmissão oficial. Se você acompanha corridas sabe do que estou falando.

Eu vou ser sincero: não me incomoda o fato do patrocinador dele ter pago essa quantia. Muito menos de ser o BB. O que me incomoda é o circo que a própria Globo tem montado para tentar promover o piloto. Anúncio no Jornal Nacional, vídeos no site, reportagens…..nenhuma mencionando que ele é um piloto que comprou seu lugar no grid. O máximo que li foi “aporte financeiro”. E comprou caro. Algo que o Gavião Bueno tem torcido o nariz…..O Maldonado tem o dinheiro do petróleo venezuelano, do governo de Chaves (ou Maduro), ele não pode estar aqui…..é imaturo….

E a ladainha se repetiu com outros pilotos. Alguns realmente não tem condição de guiar carros de F1, deixando pilotos mais talentosos fora do grid. Mas isso acontece desde sempre no automobilismo, em todas as categorias. É que hoje, como escrevi acima, os gastos e o dinheiro são um fator muito maior do que talento para guiar um carro de F1, qualquer um.

Custava lembrar do acordo, do dinheiro que ele pagou pra estar na F1?

E mais: depois dessa podemos esperar comentários completamente imparciais sobre o desempenho dele, seja ele bom ou não, ano que vem! Não é?

ABU DHABI E PONTOS DUPLICADOS

Eu não gosto da ideia. Acho que não resolve duplicar pontos em uma corrida e achar que ela será melhor por isso. Poderiamos chegar la no Oriente Médio com tudo já decidido e ai não adiantaria nada dobrar os pontos pra termos uma disputa mais emocionante na última corrida.

O automobilismo tem se perdido um pouco nisso. Tentaram aumentar a emoção da disputa pelo campeonato acabando com a pontuação com números baixos (10 pro vencedor) e só até o 6º colocado e tentaram “americanizar” a F1, atribuindo cada vez mais pontos numa tentativa em vão de colocar mais gente na disputa.

Não acho que isso resolva. Num ano como esse de dominância da Mercedes os pilotos dela chegarão em 1º e 2º e disputarão o campeonato, com 10, 15 ou 25 pontos pro vencedor. Podemos ter uma temporada sensacional como a de 2010 com 4 pilotos separados apenas por 16 pontos ao final do ano, ou 2003, ou podemos uma temporada como a de 2002 ou 2013, em que o campeonato se decidiu muito cedo.

A emoção e o equilíbrio jazem muito mais em competitividade entre as equipes e pilotos mais qualificados do que em distribuição de pontos.

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PostHeaderIcon Reinaldo, o Maior Artilheiro do Brasileirão

Os mineiros estão em alta. Tanto que essa final mineira da Copa do Brasil não foi surpresa pra mim. Especialmente pelo Galo e sua viradas heroicas. Então vou aproveitar este momento de euforia dos atleticanos para relembrar um dos maiores artilheiros do clube, o Reinaldo. Ele era um dos carrascos do Flamengo no meu tempo de garoto. Também lembro de alguns jogos dele pela seleção. Como a outra opção era o Serginho Chulapa…

Não gosto de comparar jogadores de épocas diferentes. Mas hoje os artilheiros do Brasileirão (com 38 jogos) raramente chegam aos 20 gols. E essa média (abaixo de 0,50%) se repete nos estaduais e torneios continentais. Só os super craques, do nível do Messi e Cristiano Ronaldo, conseguem ultrapassar essa média. Pois o Reinaldo é o maior artilheiro do Brasileirão, na média. Ele fez 28 gols em 1997. E isso em 18 jogos, com uma impressionante média de 1,55 por partida.

Então vamos ao vídeo com alguns dos gols do maior artilheiro do Atlético Mineiro.

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