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PostHeaderIcon De Factoide em Factoide…

Cada vez mais a expressão “factoide” se torna mais atual. Ela se refere a algum fato ou ação que busca a atenção da opinião pública, mesmo que, por baixo do barulho e repercussão causada por ele, não exista nada de muito efetivo. Na mídia esportiva, principalmente à ligada ao futebol, vivemos uma era em que cada vez mais é necessário chamar a atenção, não importa que seja por razões bizarras ou sem muito fundamento. Vou citar basicamente dois exemplos que vimos nesta última semana.

Foi anunciada com muito alarde a intenção do ex-jogador, técnico bissexto (já que ele treina um time na Índia de forma um pouco sazonal) e atual comentarista do Esporte Interativo Zico de se candidatar à presidência da FIFA. Como uma pessoa pertencente ao mundo do futebol, à primeira vista, não chega a ser absurda essa ideia. Parece ser até simpática à maioria da opinião pública, que se lembra do grande jogador que ele foi. Porém é notória, e já falei dela NESTE texto, a reverência exagerada com que a mídia trata o ex-camisa 10 do Flamengo e da Seleção Brasileira. Eu não vi em nenhum lugar a pergunta óbvia que deveria ser feita nesse caso. Quem Zico representa com essa história de candidatura? Pois por mais que se critique a política em qualquer eleição, para se governar é preciso de apoio. E não acho que ele se lançaria a um papel público como esse, sem que alguém esteja “fomentando” essa proposta. A não ser que Zico queira apenas publicidade (para ele ou para terceiros) com essa manobra. zico fifa bola parada

Ok, ele pode dizer que, como ex-jogador e amante do futebol, tem o direito de postular um cargo para ajudar a melhorar o esporte. Mas sabemos que não basta ter sido ex-atleta para ser um excelente gestor ou diretor, ainda mais presidente de uma Federação que comanda o esporte mais popular no mundo inteiro. Por mais que Zico seja “gente boa” e conte com uma exagerada aclamação midiática, só isso não basta. A passagem dele pela diretoria do Flamengo em 2010 foi desastrosa. Mesmo ele sendo dono de um clube (CFZ) não sabemos de fato se ele possui competência para um voo tão alto.

Além disso chama a atenção o fato do brasileiro não querer mudar o futebol começando por sua própria casa. Porque não se candidatar à presidente da Federação Carioca ou mesmo à CBF? Porque ambicionar a FIFA logo de cara? Posso estar enganado (e daria a mão à palmatória caso isso aconteça) mas, ainda que a mídia, em sua maioria, tenha se encantado com a ideia, essa proposta de Zico parece muito mais algo que não vai levar nada a lugar nenhum, do que realmente um boa notícia para o futebol.

Mas, olhando pelo lado folclórico da coisa, ao menos rendeu manchetes…

*****

O outro momento “curioso” (para não dizer patético) da semana foi a teoria do ex-jogador e atual comentarista da FOX Mário Sergio “aquele que conhece (?) porque já esteve lá”, como diria Sílvio Luiz. Durante mais um dos milhares de programas de bate-papo sobre futebol, que estão infestando exageradamente a nossa TV, o Boa Noite FOX – que na realidade é um tapa-buraco da emissora, que está sem muito o que exibir com a pausa na Libertadores – Mário disse que Lionel Messi “vive de lampejos”. Além disso, disse que Marcelinho Carioca (o próprio) foi mais constante em sua carreira!

Se analisarmos a trajetória de Mário Sérgio como treinador podemos ver que isso é algo coerente com o que ele pensa de futebol. Sempre pareceu ser alguém mais preocupado em se mostrar um grande conhecedor da matéria do que alguém preocupado em fazer o time que dirigia jogar bem de verdade. O que importava é que suas “invenções” dessem certo, mesmo que isso sacrificassem os destaques de suas equipes. Talvez isso explique o fato dele não ser técnico a algum tempo e, quando foi, tenha conseguido pouquíssimo sucesso. Como comentarista, ao contrário da época da Bandeirantes nos anos 90, em que era aclamado como acima da média, se mostra desatualizado (afirmou não ter visto o Boca Juniors jogar nesta Libertadores, até às oitavas de final..) e sempre tentando apenas fazer média com jogadores da sua preferência. mário sérgio fox sports bola parada

Mas, como disse no começo do texto, uma declaração inacreditável como essa não chega a surpreender. Como li em alguns comentários sobre o assunto em sites e no twitter, o que valeu para a emissora e para o próprio comentarista foi a repercussão; o próprio twitter “bombou” como dizem alguns. Não digo que a intenção de Mário Sérgio tenha sido apenas o barulho causado pelas afirmações mais que infelizes, mas não duvido que ele e a FOX tenham achado graça do acontecido.

O bom senso e a boa análise sobre futebol…Ah, isso fica para depois…

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PostHeaderIcon Talento e Competência

Quem se lembra do começo da temporada europeia de futebol, que se encerrou no último sábado com o título do Barcelona na UEFA Champions League, talvez não imaginasse um desfecho tão consagrador do time espanhol que iniciou sua caminhada sendo ofuscado por “La Decima” conquista continental do arquirrival Real Madrid em 2014. Além disso alguns atritos do novo técnico Luis Enrique com alguns astros da equipe quase colocaram em xeque a escolha do ex-jogador do clube para ser o novo treinador do time catalão.

Engraçado imaginar, depois da derrota do Barça para a Real Sociedad no começo do ano, qual seria reação da nossa mídia, que adora aumentar crises e fazer “contagem regressiva” para a derrubada de técnico. Luis Enrique teria se indisposto com Messi e isso poderia significar o fim de sua passagem pelo comando do time espanhol. Não que a mídia espanhola seja isenta na questão de fazer campanha para A, B ou C…Mas ao menos lá existe o pensamento de que uma temporada não se define apenas em duas derrotas seguidas e o clube teve o bom senso de manter o treinador para dar continuidade ao seu trabalho. barcelona juventus champions bola parada

Trabalho que teve de se iniciar com uma certa “remontagem” de filosofia. Com a presença de Suárez, ao lado de Neymar e Messi, o time se tornou muito mais vertical e incisivo, não dependendo tanto do toque de bola que marcou a gestão Guardiola. Mesmo com a presença da ótima contratação do croata Raktic, o Barcelona se transformou no time do ataque mortal e decisivo, que se mostrou mais uma vez fundamental na decisão de sábado contra a Juventus.

O time italiano mostrou muita qualidade em seu meio campo; Pirlo, Pogba, Marchisio e Vidal formam um grande quarteto e durante algum período do segundo tempo ameaçou verdadeiramente a vitória espanhola. Porém, apesar do grande trabalho do Massimiliano Allegri, faltou à Juve uma outra opção de velocidade no ataque, para poder incomodar mais os catalães. De todo modo o Barcelona, além de contar com uma boa estrutura defensiva – até mesmo com Mascherano na zaga, coisa que eu não gostava tanto, mas ele se mostra muito adaptado à posição – e um bom toque de bola no meio campo, sempre fica próximo a marcar devido a qualidade dos seus três homens de frente.

O título barcelonista é merecido e mostra que o talento sempre pode resolver. Mas para isso é necessário uma estrutura de equipe que sustente isso. E, mesmo que tenha levado um certo tempo durante a temporada para que isso fosse alcançado, Luis Enrique foi feliz em aproveitar uma base e fazer o simples na montagem de um time que já entrou para a história.

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PostHeaderIcon Trocas Incoerentes

Entre os 12 maiores clubes do Brasil, só o Levir Culpi, do Atlético, está no cargo há mais de 1 ano. Isso em razão do rival estadual ter demitido o atual bicampeão brasileiro, Marcelo Oliveira. Uma demissão injustificada e totalmente irracional. Segundo palavras da diretoria cruzeirense, havia pressão da torcida sobre os cartolas. Logo… Demite-se o técnico.

Vamos recapitular: O Marcelo chegou em 2013, montou um time e foi bicampeão brasileiro. A diretoria vendeu o Everton Ribeiro, R. Goulart, M. Moreno, Lucas Silva, Egídio e mais alguns. A reposição foi abaixo do desejado e o rendimento do time caiu. Qual a culpa direta do Marcelo Oliveira nisso? O quê o profexô poderá fazer melhor que o antecessor? Vai novamente brigar pra sair da confusão? Francamente…
marcelo oliveira
Mas o Cruzeiro não está isolado nesse comportamento discricional. Trocar o técnico virou uma panaceia, não importa a doença. Tudo se resolve trocando o técnico. E se não resolver, troca-se de novo. Não é maravilhoso? Só não é tão maravilhoso quanto os critérios na hora da escolha. São tão coerentes quanto um sujeito que entra num restaurante e pede uma feijoada; mas, se não tiver, serve uma sopa, ou um sushi. Não existe critério ou objetivo definido. Basta ver o exemplo do Grêmio, que foi do Felipão para o Roger. Uma mudança de 180º!

O que aconteceu com o Marcelo pode se repetir com o Tite, em breve. O time, que nem é excepcional, tá sendo desmontado durante o Brasileirão. E a remontagem será feita, certamente, aos trancos. É inevitável prever que os resultados sejam desastrosos. E muito provavelmente a resposta da direção seja a troca do treinador. E assim caminha o futebol brasileiro.

Mas não só o brasileiro, a cartolagem é parecida, all over the world. Taí o Real Madri, como bem me lembrou o Alexandre, abusando da incoerência ao demitir e contratar técnicos.

* * * * *

Tivemos uma bela reviravolta no FIFAgate. O sr. Blatter pediu pra sair. Mas não vai sair pela porta da esquerda. Não, vai arrumar bem o terreno. A nova eleição pode ficar pro final do ano, ou começo de 16. Até lá o Blatter segue na presidência. Até lá ou até que o nível da sujeira encubra sua cabeça e o soterre definitivamente. O caso da Irlanda na eliminatória europeia pra Copa de 2010 é uma enorme pá de sujeira no ditador do futebol mundial.

Os respingos da sujeira também estão atingindo nossa “amada” CBF. E não sei se remover o nome do Marin da sede da entidade bastará pra solucionar o problema. Quando chegamos ao ponto em que o Ronaldo Nazário pede a renúncia do Del Nero, é sinal que a putrefação atingiu níveis alarmantes.

* * * * *

Da série O Futebol É Uma Mãe:
Domingo passado o Valdívia “estreou” no Palmeiras deste ano. Ainda que, provavelmente, tenha sido sua última partida pelo clube. Resta saber quando o Vágner Amor vai estrear pelo Corinthians. Onde está o Amor?

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PostHeaderIcon Dar Tempo

Toda experiência requer tempo e espaço para que haja uma adaptação à novidade. Não adianta querer e imaginar que tudo pode acontecer rapidamente ou mesmo de forma mágica. Não estou dizendo nenhuma novidade, mas o São Paulo, que apresentou nesta segunda o técnico colombiano Juan Carlos Osório, deve ter consciência disso ao trazer um profissional estrangeiro que chega a um mercado de trabalho complicado e cheio de pressão.

A maneira que o Tricolor usou para trazer um técnico não foi a ideal no meu modo de ver. Depois da saída de Muricy Ramalho, deixou no comando da equipe um profissional (Milton Cruz) claramente sem condições de ser um treinador de fato. Muito mais um auxiliar amigo dos jogadores e de alguns jornalistas – que não o questionam pelos seus erros – ele não foi capaz de fazer com que o São Paulo avançasse tanto no Campeonato Paulista, quanto na Libertadores. Penso que a direção do clube deveria ter pensado em um nome para treinar o time de forma mais ágil, tendo uma opção mais viável para ter alguma chance na principal competição Sul-Americana. juan carlos osório são paulo bola parada

O que me chama a atenção é que, ainda que sempre tivesse mostrado interesse em trazer um profissional de fora do país (haja visto as conversas feitas com Alejandro Sabella e Jorge Sampaoli), fico em dúvida de quanto o São Paulo conhece o trabalho do colombiano Osório. Sim, ele treinava o Nacional de Medelín e obteve sucesso nacional e internacional (chegando à final da Copa Sul-Americana, eliminando o próprio clube paulista por exemplo). Mas ainda precisamos ver o quanto a diretoria são-paulina sabe do método do trabalho de seu novo contratado e se terá força para dar apoio e tempo ao trabalho que será realizado pelo estudioso treinador, que chamou a atenção por demonstrar muito respeito pelo clube em suas declarações.

Vivemos em uma era de muita informação, mas muitas vezes feita de forma distorcida e com finalidade de criar uma reação polêmica em tudo. Se o São Paulo não tiver bons resultados de cara, pode sofrer com uma mídia ávida a criar factoides e discussões sem sentido. A mesma imprensa que pede tempo de trabalho para o técnico, cria enquetes em seus programas para saber “qual Oliveira cairia primeiro” (vi isso na semana passada na ESPN Brasil), o do Cruzeiro (Marcelo) ou o do Palmeiras (Osvaldo). Então não será surpresa se tentarem ridicularizar algum jeito peculiar de trabalhar de Osório, como a entrega de bilhetes aos jogadores para passar alguma orientação.

A iniciativa de trazer um treinador estrangeiro é louvável. Disse ano passado isso sobre Ricardo Gareca no Palmeiras e Diego Aguirre este ano no Internacional. O intercâmbio de bons profissionais é algo que pode fazer com que o futebol brasileiro evolua sobre alguns aspectos. Acho que o momento em que o São Paulo trás o treinador pode ser perigoso, por ser no meio de uma temporada, mas a vontade de sair um pouco da mesmice de nomes e vícios dos treinadores locais deve ser valorizada. Mas nada adianta se ela não vier acompanhada de conhecimento e firmeza para dar tempo à Osório se firmar no cargo e suportar as pressões. Tanto das arquibancadas quanto das mesas-redondas, que em muitos casos estão cada vez mais quadradas.

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PostHeaderIcon O Jogo Sujo do Futebol

Muitos podem ter ficado surpresos com o FIFAgate. Talvez mais pelas prisões que pelo escândalo em si. Não é comum ver gente “fina” sendo algemada e detida. Principalmente aqui, onde a impunidade é a regra geral. Então o fato foi até chocante.

Mas uma pessoa bem informada não deve ter ficado surpresa com o escândalo envolvendo a cúpula da FIFA. Menos ainda se for um jornalista. As denúncias já vinham pipocando. Andrew Jennings, jornalista e escritor britânico, já havia publicado inúmeras matérias denunciando esquemas sujos e a corrupção na entidade. O jornalista Jamil Chade, do Estadão, também vem realizando um trabalho parecido. A ESPN, em menor grau, também noticiava sobre as irregularidades. E ficava quase só nisso e na imprensa nanica.
corrupção na fifa
Do dia 27 pra cá a grande mídia resolveu sair do torpor e abriu enorme espaço pra cobrir a denúncia e prisões. Mas aí não era mais a imprensa esportiva, já estava na editoria policial (ou cotidiano). A imprensa esportiva levou uma bela bola nas costas. Merecidamente. Pois foi covarde, omissa e comprometida com interesses poderosos. Em alguns casos beirava a cumplicidade. Então esse repentino interesse denuncista não me convence. Estão jogando pra arquibancada (sofá).

Tampouco me convence a tentativa de investigação em nosso país. A nossa justiça já perdeu esse bonde. Todos sabem da sujeira da CBF, mas nunca quiseram mexer no vespeiro. A CPI também terá pouco (ou nenhum) resultado. Talvez até sirva como cortina de fumaça para encobrir outros escândalos. E certamente será um palco para exibicionistas.

Na verdade, a nossa imprensa e a justiça (ou a Polícia Federal), ainda podem se redimir. Temos outros pontos obscuros, que merecem investigação e denúncia. Deixem a FIFA e os “Blatter boys” pra justiça americana, ela sabe cuidar disso. Se concentrem na sujeira daqui, nas federações, clubes, empresários, contratos, concessões, empréstimos nebulosos, vendas mal explicadas… Ou então continuem fazendo cara de paisagem e esperando que o acaso resolva os problemas do nosso esporte.

Aproveitando, e a CBV, como tá? Tudo certinho por lá?

* * * * *

Ontem o Blatter foi reeleito para o 5º mandato na FIFA, sem qualquer pudor. Era esperado, mas foi vergonhoso. Mesmo que ele não tivesse participação no esquema – coisa que duvido. Ainda que ele não soubesse do ocorrido – e também duvido disso. Deveria saber; ou é totalmente incompetente para dirigir a entidade. O “não saber” não é prova de honestidade, é prova de incompetência.

Resta saber se a UEFA irá realmente tomar uma medida mais radical. Dizem que pode haver uma cisão. Ou não. Mas penso que é hora de uma revolução. Não só envolvendo a FIFA, mas dentro do futebol brasileiro. Se esse não é o momento, quando será?

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PostHeaderIcon Fifa e Messianismo

O futebol viveu uma quarta-feira histórica com a prisão, em Zurique na Suíça, dos dirigentes ligados à FIFA, a maioria deles vinculados à Conmebol e a Concacaf, entre eles o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. As acusações vão desde corrupção na compra e venda dos direitos de transmissão de jogos até propina recebida nas votações para as escolhas das sedes das Copas de 2018 e 2022.

Antes de qualquer coisa temos de celebrar esse momento e ver que, mesmo tardia, a justiça tem chance de aparecer e ajudar. O futebol mundial claramente é lesado a muito tempo à custa de interesses escusos. Dominados por cartolas que se perpetuam em seus cargos, como se as entidades, federações e confederações fossem propriedades particulares. Inclusive, mesmo com todo o escândalo, Joseph Blatter deve ser reconduzido ao QUINTO mandato como presidente da FIFA nessa sexta-feira (a não ser que tenhamos outras ações do FBI…) Ou seja, temos MUITOS coniventes e covardes que compactuam com a situação atual. fifa bola parada

A presença da polícia estadunidense acontece pelo fato dos corruptos terem usando bancos da terra do Tio Sam para transações de dinheiro sujo. O que mostra que muitas vezes a corrupção é tão absurda e descarada que fica até mais fácil de se combatê-la. Acho que a colaboração de todos os países que tenham uma justiça séria é importante no processo. Pode-se reclamar de uma certa presença exagerada dos EUA, ainda mais ao vermos alguns promotores de justiça do país dizerem que pretendem “limpar o futebol”. Mas se a limpeza tem de ser feita, ela deve começar por algum lugar.

Temos sempre de lembrar porém que tanto Inglaterra quanto os Estados Unidos queriam as Copas de 2018 e 2022 respectivamente em seus territórios (e não será surpresa para mim se, pelo menos, a Copa que está marcada para ser no Catar mudar de local). Me parece que apenas a derrota no processo de escolha de 2010 fizeram alguns enxergar que existia corrupção na FIFA e nos seus meandros, coisa que vem de longe. Digo isso porque, ainda que tenhamos pessoas sérias na Justiça e em toda a investigação, os interesses econômicos ligados à uma Copa do Mundo são sempre relevantes.

Mas mesmo com essa ressalva deixo claro que temos de comemorar e ressaltar a chance de poder começar a moralizar o esporte como um todo. Não será do dia para a noite, até porque a corrupção é presente na essência do ser humano em qualquer ramo de atividade. Mas mostrar que existe e pode haver justiça de verdade, até mesmo para cartolas “eternos” do futebol, é uma boa medida para começar a mudar. Pena que não creio que essa mudança seja tão efetiva no Brasil, a não ser que algumas “cabeças coroadas” do nosso esporte tenham o mesmo destino de José Maria Marin. Inclusive aqueles que foram para Miami ou Boca Ratón, aproveitar a impunidade que, infelizmente, ainda é grande por aqui…

*****

Mudando completamente de assunto. O jornalista inglês radicado no Brasil Tim Vickery já falou com muito acerto sobre um processo que acontece sempre nas vésperas de algum jogo aqui no país. É o chamado “messianismo”. Uma busca por algum fator externo que possa fazer com que os jogadores se motivem para poder obter uma vitória. Tudo é usado como algo que pode levar o time ao triunfo. Veja, por exemplo AQUI, uma matéria do jornal O Tempo de Belo Horizonte na véspera do jogo de ontem entre Cruzeiro e River Plate. O fato do falecimento da mãe do técnico Marcelo Oliveira seria algo que faria o time brasileiro lutar mais em campo e se classificar num ato que certamente seria tachado como “heroico”. river plate cruzeiro bola parada

O fato é que, como o mesmo Tim Vickery disse, muitas vezes essa análise emocionada da imprensa em busca de “ganchos motivacionais” não trás uma visão tática do adversário. Poucos disseram, no caso da classificação do River, que o time argentino jogou nessa Libertadores melhor fora de casa do que em seus domínios. Poucos lembraram que o uruguaio Carlos Sanchez, autor do primeiro gol, é um grande meio-campista. Que o time argentino mudou seu jeito de jogar fechando os lados de campo, diferente do que fez na primeira partida, em que os portenhos ainda sentiam os efeitos das bombas lançadas na Bombonera. Mas em que pese esse fatores, estava tudo preparado para uma classificação brasileira. Esqueceram, mais uma vez, de combinar com os visitantes.

E mesmo assim muitos aqui não aprendem. Para alguns o que aconteceu ontem no Mineirão foi mais um aqueles apagões (veja AQUI) que são cada vez mais frequentes em nosso futebol…E de apagão em apagão, a tal “soberania” do futebol brasileiro vai ficando apenas no discurso. Ou na esperança de algum milagre messiânico…

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