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PostHeaderIcon Mudanças e Insistências

Em uma semana muita coisa pode mudar (ou não) no planeta. No mundo do futebol não é diferente. Tivemos algumas alterações de cenários, mas algumas confirmações de tendências e pensamentos, o que prova que a modernidade e a evolução não chegam para todos.

Uma dessas mudanças deve acontecer no comando diretivo do São Paulo. Carlos Miguel Aidar deve renunciar ao cargo após mais denúncias sobre a sua conduta na contratação de jogadores e também em assinaturas de contratos para o clube. A prática de cobrança de comissões teria ido além do limite do aceitável e tinha gente “perdendo a noção do perigo”, como o próprio Aidar teria dito a Ataíde Gil Guerreiro, ex-diretor de futebol que, com sua saída através de uma discussão com o quase ex-presidente, detonou o processo que deverá culminar com a renúncia. aidar ataíde bola parada

Em outro texto havia dito que existia um certo prazer de parte da imprensa em bater no São Paulo. Não retiro isso pois problemas desse tipo, tudo indica, existem em vários outros clubes. Além disso o descalabro administrativo começou no Tricolor no mandato do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que muita vezes é retratado apenas como figura “folclórica”, sendo que as denúncias de negócios no mínimo estranhos já existiam desde aquela época, só que com menos ressonância na mídia. Dizendo isso não estou defendendo Aidar e seus cupinchas, inclusive Ataíde, que foi diretor por mais de 1 ano e só se revoltou contra a possível farra das comissões agora. Apenas sou contra indignações e denúncias seletivas.

Caso tudo seja provado, todos deveriam ser expulsos do clube e obrigados a ressarcir a instituição com o que desviaram. Só que a investigação não deveria começar e terminar no atual mandatário. Que o clube seja passado a limpo desde a gestão anterior e que gente nova, principalmente com hábitos mais honestos, possa controlar os destinos do clube. E para os jornalistas que pedem que o futebol brasileiro seja moralizado, que usem a mesma indignação para criticar situações que venham a acontecer (ou que já existem) em outros clubes.

*****

No campo o São Paulo já mudou. Doriva veio para o lugar de Juan Carlos Osório. Sobre o agora técnico da Seleção do México já falei no outro texto e não vou me repetir. Só ressalto que penso que a chance dele sair do clube, mesmo se a situação política estivesse boa, era muito grande também. Em relação ao ex-volante Tricolor ainda é uma incógnita como treinador. Ele dá indícios que pode vir a ser um bom profissional, mas ainda não fez um trabalho de longo prazo para comprovar sua qualidade. Chega ao São Paulo numa situação, pelo menos até o fim do ano, cômoda. Se conseguir classificação para a Libertadores está bem. Se ele conseguir vencer a Copa do Brasil ainda melhor para ele. Mas se não conseguir nada poderá fazer com a maioria dos brasileiros atualmente e culpar “a crise”. No caso a crise política do clube. A grande dúvida é saber como (e se ele irá) montar o elenco para o ano que vem…E como no futebol resultado é tudo… doriva são paulo bola parada

Porém uma coisa que não muda no futebol é o discurso de falta de respeito que só aparece quando apenas UMA das partes é desrespeitada. Treinador reclama quando é demitido no meio (ou até mesmo no começo) de um trabalho. Dirigente reclama quando um treinador deixa o clube por uma proposta financeira ou profissional mais vantajosa, como foi o caso agora de Doriva saindo da Ponte Preta para o São Paulo. É o típico caso em que os dois lados estão errados e pelo visto querem continuar errando pois o mercado do futebol é assim. No fim das contas se merecem totalmente…

*****

Assim como se merecem o atual futebol da Seleção Brasileira e o dicurso do atual técnico Dunga. Escrevo até antes do jogo contra a Venezuela pois não creio que uma vitória contra o time “vinho-tinto” mude minha visão. Ainda que o time venezuelano tenha evoluído nos últimos 10 anos, uma vitória em casa contra eles ainda é algo obrigatório para a equipe brasileira. Porém com o futebol mostrado contra o Chile podemos até ver uma vitória, mas não veremos um grande futebol. A entrada de Lucas Lima pode ser algo positivo, mas não acho que a saída de Oscar seja um bom indicativo. O meia do Chelsea vem mal ultimamente até mesmo em seu clube, mas é um resquício de jogador que pensa, que arma o jogo no meio campo. Depois de uma atuação ruim em Santiago, foi escolhido como o “bode expiatório” da vez, sendo que o problema do time dá mostras que irá permanecer. chile brasil bola parada

Nas entrevistas pós-jogo Dunga e seus comandados disseram que o Brasil poderia matar o jogo contra os chilenos se o time não tivesse perdido “três ou quatro contra-ataques”. Tudo bem usar desse artifício em algum momento de qualquer jogo. Mas me parece que essa é a única estratégia (se é que existe alguma) no atual momento da Seleção. Correr, pensar pouco e não perder as poucas chances que aparecerem durante o jogo. No mais, esperar por um bom futebol, com qualidade no toque de bola e controle do jogo, parece ser algo bem distante.

É bem possível que com o pouco que o time vem mostrando seja suficiente vencer a Venezuela. Mas essa insistência em não querer propor, dominar e principalmente não pensar o jogo, afasta mais e mais o Brasil de dias melhores para a sua Seleção.

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PostHeaderIcon Juiz Ladrão e Juiz Errão

A arbitragem é daqueles assuntos que faço força pra evitar. Principalmente por ser monótono e repetitivo. E todo mundo ataca os árbitros. Com ou sem razão. Tarefa que fica bastante facilitada com vários replays, de todos os ângulos, congelando a imagem, fazendo linhas no campo e tudo mais. Aí o amigo da poltrona fica cheio de argumentos para suas teorias conspiratórias e, o principal, chamar o juiz de ladrão.

É óbvio que temos juízes ladrões, que se corrompem. Mas são poucos. E não merecem análise, só punição.
01egidio
Depois temos um bom número de árbitros que olham a camisa no momento de um lance duvidoso. Sabem da repercussão e das cobranças se errarem contra um clube popular e poderoso. Já um erro contra um clube pequeno não trará maiores consequências. Logo…

Meio parecido com o grupo anterior, temos o bloco dos juízes torcedores. Não sei até onde o fato de torcer (ou haver torcido na infância) por este ou aquele time irá influenciar. Isso é muito pessoal e a escala pode ir de 1% até mais de 50% de influência. E aí, novamente, os clubes mais populares levam vantagem. É mais provável que o juiz seja torcedor do Flamengo ou Corinthians que da Chapecoense.

E finalmente temos o grupo majoritário. A grande maioria se encaixa no que eu chamo de juiz errão. A cada rodada temos lances e mais lances com erros grotescos e inexplicáveis. Não é roubo, não é armação e nem complô. Eles erram pra todo lado, e muito. E, penso, a situação degradou quando puseram um peso maior nas costas dos árbitros, com os tais lances interpretativos. Já era complicado com a regra simples, agora, tendo que adivinhar a intenção do jogador e definir o que é movimento natural, piorou de vez.

O fundo do poço, se é que existe, foi o caso da “desexpulsão” do Egídio, no jogo entre a Chapecoense e o Palmeiras. Já seria uma situação bizarra por si só. Mas o grave é que tivemos uma interferência externa na decisão do juiz. Isso sim dá margem para especulações. Qual o interesse da pessoa que alertou o árbitro sobre a expulsão equivocada? Essa pessoa é palmeirense? Essa pessoa avisaria se o expulso fosse um jogador da Chapecoense?

Juiz errão já é um problema complexo. Não precisamos criar um novo, o juiz de vídeo oficioso. Isso é ilegal, por enquanto.

* * * * *

Outro hábito que vem se tornando chato e irritante é o suposto fair play de jogar a bola fora quando um jogador cai ao chão. Qualquer roladinha no gramado e lá vai a bola pra lateral, interrompendo o jogo. Ainda que, em 95% dos casos, o jogador “machucado” já esteja de pé e saltitante após 10 segundos. E a cena se repete umas 6 ou 7 vezes em cada partida. Lá fora é bem menos, coisa de 2 vezes por jogo.

É evidente que temos contusões graves e que exigem a assistência imediata. O juiz pode interromper a partida sempre que houver necessidade médica. Não estou falando disso, mas de faltinhas bobas, sem gravidade. Jogar a bola fora toda hora não é jogo justo, é babaquice. Se quiserem praticar fair play de verdade deveriam, por exemplo, parar de simular faltas e cavar pênaltis. O futebol agradeceria.

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PostHeaderIcon O Bom, O Mau e a Mídia

Depois de alguma confusão, a situação do técnico Juan Carlos Osório parece estar definida. Definida até certo ponto. A não ser que aconteça alguma reviravolta ele irá dirigir a seleção mexicana. A dúvida que fica é se ele permanece até o fim do ano no São Paulo ou já irá imediatamente para a América do Norte. É um desejo dele e deve ser respeitado. É a lei de mercado e é uma oportunidade grande de trabalho. Porém, como disse o Marco no texto anterior, é uma história em que não existem santinhos, pelo menos na dimensão que a imprensa quer colocar.

Antes de qualquer coisa é preciso dizer que Carlos Miguel Aidar referendou juridicamente, como advogado de renome que é, o terceiro mandato legalmente aceitável (mas moralmente condenável) de Juvenal Juvêncio. Mandato este que gerou um considerável aumento na dívida bancária do clube. Só por isso ele já merece muitas críticas. Ao reassumir a cadeira de presidente do clube (cargo que já tinha ocupado o cargo nos anos 80), colecionou polêmicas e algumas decisões administrativas equivocadas e, no mínimo, esquisitas. A principal delas foi a estranhíssima contratação do zagueiro Iago Maidana (que ainda está só treinando no clube), vindo do Criciúma, mas que custou uma considerável comissão a um clube pequeno de Goiás. Não tenho os dados para afirmar categoricamente que houve desvio de dinheiro do clube, mas se isso for provado, mais do que uma vergonha, deveria causar a expulsão dos envolvidos do quadro de sócios do São Paulo. Portanto estou bem à vontade para criticar a atual diretoria.

Porém vejo claramente na imprensa paulista uma vontade quase que sistemática de criticar tudo que venha do São Paulo atualmente. Talvez para se “vingar” da época em que o Tricolor se auto intitulou como o “Soberano” do futebol brasileiro (um evidente exagero), hoje em dia qualquer problema relacionado ao clube é superdimensionado, coisa que, estranhamente, não era feita de forma tão constante na época de Juvenal Juvêncio, mesmo com o time já em fase não tão boa. Como bem sabemos, em qualquer lugar a história é contada pelos vencedores. E como nos últimos 6 anos o Corinthians ganhou mais títulos que o São Paulo, tudo de ruim que acontece pelos lados do Parque São Jorge é meio que “deixado de lado”. Mesmo o Palmeiras que vive uma instabilidade quase que crônica na sua gestão de futebol, foi celebrado neste ano, mesmo com uma política extremamente questionável na hora de contratar jogadores (nas minhas contas pararam no vigésimo sexto…). Não estou aqui querendo que sejam condescendentes com possíveis desvios de conduta acontecidos pelos lados do Morumbi, mas não tenho visto tratamento semelhante entre os clubes por parte da mídia.

Isso sem contar os exageros acontecidos quando da chegada do treinador colombiano no Brasil. Uma imagem mostrando Michel Bastos falando um palavrão ao ser substituído virou pauta por quase uma semana em alguns programas que hoje são menos esportivos e mais de fofoca. E tentaram relacionar isso a uma possível “crise” de insatisfação dos jogadores com Osório. É óbvio que é possível que em um grupo de mais de 25 jogadores, existam alguns que não gostem do técnico. Mas querer forçar uma situação é algo que não me desce. juan carlos osório são paulo bola parada

Coloco nessa conta, além da vontade de querer criar polêmica a todo custo, um certo xenofobismo que alguns ligados ao futebol por aqui claramente manifestaram com a presença de um estrangeiro por aqui. E um estrangeiro que tentou fazer algo diferente da maioria dentro e fora de campo. E o mais interessante é que o “diferente” dele não é algo tão inédito. Ele tentou fazer o time jogar de forma mais ofensiva, ainda que de forma exagerada em alguns momentos. E nas entrevistas ele sempre procurou falar de futebol, respondendo de forma clara e explicativa os POUCOS questionamentos sobre “campo e bola”. E aí é que entra a questão da “santidade”.

Por mais críticas que a diretoria atual do São Paulo possa sofrer (e merece sofrer várias, como já disse acima) não se pode dizer que eles colocaram Osório na “corda bamba” de perder o emprego, por mais que a mídia tentasse forçar isso a cada derrota Tricolor. A postura foi de sempre dar tempo ao colombiano e penso que ele teria ao menos o ano que vem para trabalhar. Claro que sempre existe o risco aqui de mandar alguém embora após três ou quatro derrotas. Mas o lugar para onde Osório irá não é muito diferente nessa cultura da demissão. Nos últimos seis anos o México teve cinco treinadores. E por ele ser um estrangeiro, ele já recebe críticas de saída. Ou seja, ele não estará indo para um lugar tão “tranquilo”.

É evidente que o sonho de dirigir uma seleção é algo que ele sempre deixou claro, portanto ele não está saindo pela ação ERRADA da diretoria de vender vários jogadores do plantel sem avisá-lo. Se fosse para ele sair, revoltado como pareceu estar, deveria ter saído antes e teria o meu apoio. Além disso penso que ele conduziu mal a situação ao deixar que a imprensa especulasse algo por quase 1 mês, de forma quase que intermitente. A transmissão do jogo do São Paulo sábado contra o Atlético/PR foi vergonhosa nesse sentido, assim como, dizem, a coletiva que ele concedeu (essa eu fiz questão de não ver). Foi um festival insuportável de repetição sobre o mesmo tema, que poderia ter sido evitado se ele falasse claramente desde o início sobre a proposta mexicana. E agora ele ainda prolonga a situação adiando a palavra final (será final mesmo?) para quarta. Até estou me arriscando escrevendo o texto agora, mas…vamos lá.

Penso que ele pode estar dividido em relação a não deixar o time no final do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. Mas se o sucesso aqui é tão fundamental para ele, deveria deixar a proposta do México para outra oportunidade. O engraçado é que a mesma imprensa que o ridicularizou em alguns momentos com as canetas, o fato do rodízio, entre outras coisas, agora o coloca numa posição de “santo”, sendo que ele está, falando friamente, analisando uma proposta de trabalho, nada além disso. Aliás, o mesmo que ele fez na Colômbia para vir para o Brasil (talvez até por isso a diretoria do SP não tenha falado muito até agora) e muitos lá também o criticaram.

Sendo assim não acho errado o fato de Osório sair, se é um desejo dele, mesmo que seja por uma proposta e não “por causa da diretoria” como alguns querem definir. É um bom técnico que poderia acrescentar por aqui, com erros com qualquer outro, mas não insubstituível. O que não acho correto é uma indefinição por parte dele e muito menos a tentativa, quase sempre por parte da mídia, de tentar achar o bom e o mau, através de interesses estranhos e caminhos tortuosos. A própria mídia tem seus problemas, mas que muitas vezes não são discutidos. Mas isso é assunto para outro texto…

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PostHeaderIcon Técnicos, Volantes e o Emprego

Eu vinha evitando falar sobre o técnico da seleção. Mas os fatos estão avolumando e não estou gostando de várias coisas. Basicamente o Dunga está repetindo o hábito da maioria dos nossos técnicos: sua principal tarefa é defender seu cargo, o emprego. Vemos isso diariamente, com quase todos os treinadores. Estão sempre ligados, buscando justificativas, explicações e situações que lhes isentem de responsabilidade nos fracassos. Ainda que, sabemos, não são os únicos culpados pelas derrotas.

Pois o Dunga está assim. Não assimilou a derrota na Copa América. Continua dizendo que o Brasil já foi eliminado em muitas outras edições, que foi uma casualidade, que as derrotas fazem parte do futebol. Tá bem, mas isso não altera o fato relevante: jogamos muito mal. E esse fato ficou encoberto pela falta do Neymar e pelo descontrole do Thiago Silva.
dunga coletiva bola parada
Depois o Dunga resolveu convocar e escalar o Neymar naqueles 2 amistosos nos Estados Unidos. Não precisava e não deveria. (Mesmo com aquele contrato entre a CBF e sua parceira comercial). Pensou mais no cargo (no resultado) que em montar um ataque sem o craque do Barça. Na verdade o Dunga deveria ter pensado em alternativas independente da suspensão do Neymar.

Segunda, no Bem, Amigos, o Dunga e o Gilmar Rinaldi eram os entrevistados do programa. Lá pelas tantas, ao comentarem sobre os atacantes testados naqueles amistosos nos EUA, lembraram do Douglas Costa. E o Dunga aproveitou pra destilar um bocado de ódio:
Pois é, quando eu convoquei o Douglas, ele não prestava. Agora que joga no Bayern, todos acham ele um craque.
Foi uma declaração tão destemperada e inoportuna que o Galvão interveio, dizendo que não precisava fazer assim.

Pra que tanto rancor, sr. Dunga? Será que os que gostam e os que não gostam do Douglas Costa, só o fazem por sua causa? Será que todos pautam suas opiniões de acordo com a convocação (ou não) de um jogador? Olha, eu sou um que nunca viu toda essa maravilha no Douglas Costa. Ele é rápido, agudo, habilidoso, mas falta muito na parte técnica. Tá muito longe de ser um craque. E ponto final.

Passaram mais de 5 anos (desde a Copa de 2010) e o Dunga continua se colocando como vítima, perseguido e incompreendido. Todo mundo critica o jogador que ele convoca e elogia o mesmo jogador pelas apresentações no Bayern. É um complô universal. Talvez arquitetado pela CIA. E executado pela MAV.

Tem gente que não muda.

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Outro fato interessante, e cada vez mais comum, é a preferência de alguns técnicos por 3 volantes. E são daqueles volantes que não criam nada, só marcadores. No começo deste ano, ainda no Flamengo, o Luxemburgo usou e abusou da “volância”. E ainda escalava 2 meias abertos com a obrigação de marcarem a subida dos laterais adversários. Na prática era um 4-5-1. E a saída pro ataque eram as bolas longas, já que não haviam armadores no time. Depois o Luxa foi pro Cruzeiro e o esquema seguiu o mesmo. Os torcedores dos dois clubes sabem o resultado dessa filosofia do Profexô. E não creio que tenham muita saudade desse tempo. Nem dos resultados.

Outro dia, ao ser questionado sobre a manutenção dos 3 volantes no Cruzeiro, o Mano tentou se justificar dizendo que era por causa da posição do clube na tabela, mas que era defensor de um time mais ofensivo. Quanta convicção!! Então o esquema do Mano Menezes vai depender da posição na tabela? Mas, se pensarmos bem, não é o oposto? Será que não é o esquema que vai definir seus resultados?

Um bom exemplo dessa segunda alternativa é o Corinthians deste ano. O Tite optou por um meio campo mais criativo; sem esquecer a recomposição. Elias, Renato Augusto e Jádson fazem as duas funções. E bem! O ataque é bem abastecido e a defesa não ficou vulnerável. E olha que o elenco do Corinthians não é essa maravilha toda. Mas o modelo do “empatite” é coisa do passado. Não é preciso encher o meio campo de volantes pra garantir o emprego de um treinador. Ao contrário.

* * * * *

Não consigo entender o cabeça de certas pessoas. O Renê Simões estava encostado, há muito sem dirigir um clube grande. Chegou ao Botafogo no começo do ano e, entre acertos e erros, fez o seu trabalho. Em Julho, após alguns maus resultados e muito atrito com a diretoria, foi demitido. Logo foi para o Figueirense, onde permaneceu apenas 1 mês! Até aí… O curioso é que agora o técnico entrou com uma ação contra o Botafogo, cobrando horas extras (nos jogos noturnos) e danos morais.

Fico pensando, o Renê vai cobrar o mesmo de todos os clubes onde já trabalhou? Vai cobrar o mesmo nos futuros clubes onde irá treinar? Ou é só contra o Botafogo? Se tiver um mínimo de coerência, deve fazer o mesmo com todos os clubes. Caso contrário é revanchismo barato.

* * * * *

Confesso que nem sei o que falar sobre a situação do Osório no São Paulo. O stress é muito grande e tudo indica que sua permanência está com os dias contados. Seu descontentamento é nítido e compreensível. Certamente não sabia do modus operandi nos bastidores do futebol tupiniquim. Agora já sabe.

O pior é ver como tudo foi mal conduzido, desde o início. A contratação do Osório foi confusa e demorada; ele nem era o 1º nome da lista. Depois o clube se desfez de parte do elenco, por causa da dificuldade financeira. A relação se deteriorou rapidamente. Então chegou essa proposta da seleção mexicana. E sua possível saída está virando uma novela chatíssima, cujo título é: Faça Tudo Errado. Uma novela sem mocinhos.

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PostHeaderIcon Quando Éramos Reis…

O título deste post é uma lembrança de um ótimo documentário de 1996 sobre a luta entre Muhammad Ali e George Foreman no Zaire em 1974. Recomendo a todos.

Mas o vídeo que resgato aqui é do Brasil em uma Eliminatória para a Copa do Mundo de futebol. Se hoje existe um temor de que o país fique fora de sua primeira Copa, em 1969 o clima era de crítica, mas não de apreensão. O time treinado por João Saldanha era criticado após uma Copa ruim em 1966 na Inglaterra, mas se sabia que a equipe tinha qualidade e iria passar para jogar o Mundial.

Claro que o nível técnico dos adversários não era tão equilibrado como vemos hoje, mas a qualidade brasileira era inquestionável. Veja abaixo o vídeo do jogo da classificação contra o Paraguai, com imagens do Canal 100, programa que ia ao ar nos cinemas brasileiros antes dos filmes e trazia imagens sensacionais de variadas partidas disputadas por aqui. Este jogo representou o recorde de público no velho Estádio Mário Filho com 183.341 pagantes.

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PostHeaderIcon Uma Regra Que Não é Clara

Tempos atrás escrevi aqui ESTA coluna sobre a naturalização de jogadores e a opção de alguns deles de jogarem por outros países. A história, antes acontecida com Diego Costa, agora se repete com Rafinha, lateral do Bayern de Munique. Depois de ser convocado para os 2 primeiros jogos das Eliminatórias para a Copa de 2018, o jogador recusou a convocação e existe ainda uma chance (pequena) dele atuar pela seleção da Alemanha. E mais uma vez a discussão sobre o assunto ficou à margem do real problema.

Sobre a decisão do jogador eu não comento tanto. Não estou no lugar dele então seria algo tanto presunçoso da minha parte pensar ou falar o que seria melhor. Talvez eu não tivesse “comemorado” a convocação e só depois ter pedido a dispensa. Se fosse o caso já teria falado o NÃO logo de cara. Mas não sei os motivos dele para poder analisar e de todo modo é algo bem pessoal. Também não vou aqui fazer a enésima piada do “gol da Alemanha” ou lembrança do 7×1 pois isso a meu ver não leva a nada nesta ocasião. rafinha brasil alemanha bola parada

O que me incomoda novamente é essa possibilidade aberta pela FIFA de um jogador que já atuou por uma seleção “principal” atuar por outra sem grandes traumas. Acho isso um desserviço e algo que pode apenas fomentar uma mercantilização de atletas e nacionalidades. Falo isso sem ser daqueles que acha que um time de futebol representa a pátria. Existem outros fatores ainda mais relevantes para isso. Mas para tudo devemos ter certo padrão.

É certo dizer que a FIFA, perto de outras entidades esportivas, até que regula mais essa questão. Vimos o time de handebol masculino do Catar ser vice-campeão mundial com quase nenhum jogador nascido no país atuando por pelo time, que tinha uma legião estrangeira literalmente. E se lembrarmos que a Copa de 2022 está marcada (por enquanto) para ser disputada por lá, é bom ficarmos atentos a esse tipo de movimentação.

Penso que o jogador tem de ter laços com o país pelo qual pretende jogar. Não sou nem muito favorável ao fato do jovem que atua em alguma seleção menor (até o chamado Sub-21) poder mudar quando quer atuar pela seleção principal de outro local. Mas digamos que isso é “passável”. Agora o sujeito que já jogou, um amistoso que seja, pela Seleção “adulta” querer trocar de pátria depois disso é algo com o qual não concordo. Penso que o jogador tem de ter algum laço de parentesco com o país que quer defender e não ter atuado por outro em sua categoria de cima, ao menos. No caso de Rafinha, possivelmente ele não conseguirá atuar pela seleção germânica por ter disputado a Olimpíada e um Mundial Sub-20 com a camisa do Brasil, ou seja, competições oficiais. Mas somente o fato dele, um jogador já com 30 anos, e haver a cogitação dele fazer essa mudança de país como quem muda de camisa é algo bizarro. E repito que nada tenho contra qualquer jogador que faça isso, mas sim com a possibilidade dessa regra existir e dar margem para coisas assim.

A FIFA deveria ser mais cuidadosa nessa questão. Seu produto, aquilo que ainda faz com que ela tenha um pouco de respeito, é a disputa mundial entre Seleções. Não permitir que trocas de nacionalidade por parte de jogadores sejam tão frequentes ajudaria nisso.

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