Arquivos
Busca
Nossa Newsletter
Bola Parada Feed

Destaques
Campeão Indiscutível

Campeão Indiscutível

Uma das maiores vantagens de um campeonato por pontos corridos é que o vencedor costuma ser indiscutível. A exceção, quando ocorrer, é mais por alguma ...

Veja mais

Quando o 100% Não é o Bastante

Quando o 100% Não é o Bastante

O futebol muda muito rapidamente em vários aspectos. Nenhuma fase boa dura para sempre, e nem um mau momento é eterno. Portanto, de modo geral, ...

Veja mais

Internacional na Libertadores 2006

Internacional na Libertadores 2006

É inegável que os colorados estão tendo um 2016 triste e frustrante. O Internacional vem colecionando derrotas e recordes negativos. Lutar contra o rebaixamento é ...

Veja mais

O STJD e um alerta para alguns clubes

O STJD e um alerta para alguns clubes

O futebol brasileiro roda, roda, roda e continua cometendo os mesmos erros de sempre. Chega a ser cansativo! Mas novamente temos o STJD entrando em ...

Veja mais

Curtinhas do Mundo da Bola

Curtinhas do Mundo da Bola

A coluna de hoje vai ser no estilo curtinhas. E começo pela seleção brasileira. O Tite consegui 4 vitórias nos primeiros jogos e o Brasil ...

Veja mais

Fim de Uma Era

Fim de Uma Era

Depois de 22 anos o jornalista José Trajano foi demitido da ESPN Brasil na última semana. Após ser diretor do canal e responsável pela formação ...

Veja mais

Arquivos da seção ‘No Gramado’

PostHeaderIcon Quando o 100% Não é o Bastante

O futebol muda muito rapidamente em vários aspectos. Nenhuma fase boa dura para sempre, e nem um mau momento é eterno. Portanto, de modo geral, era esperado que a Seleção Brasileira com a troca de comando técnico pudesse melhorar seu futebol. A chegada de Tite representava a presença de um treinador de verdade ao invés de apenas um símbolo, no caso o “capitão do Tetra” Dunga.

O que chama a atenção é a mudança de forma de jogar do time brasileiro, mesmo atuando com praticamente 80% do grupo que era convocado anteriormente. É uma equipe muito mais compacta na defesa (tanto que só tomou 1 gol nos últimos jogos) e mais insinuante no ataque. A presença de Phillippe Coutinho (que já falávamos aqui no blog que seria importante na Seleção) no time titular fez muita diferença, além do surgimento de Gabriel Jesus, que vem jogando sem sentir o peso da responsabilidade de ser o centroavante da equipe. brasil eliminatórias 2018 bola parada

Além disso Tite consegue ter uma boa aceitação popular. De forma habilidosa consegue um bom relacionamento com a imprensa e isso acaba sendo fundamental para que a paciência com sua presença na Seleção possa ser prolongada (e é claro que os bons resultados ajudam). Porém é importante que se tenha paciência com algum possível tropeço que possa vir a acontecer com a volta dos jogos do Brasil no ano que vem.

Vemos muita gente empolgada e já colocando a Seleção como favorita para a Copa em 2018. Acho isso perigoso pois pode levar a um oba-oba exagerado e já vimos muitas vezes que, quando existe esse clima, ele é normalmente prejudicial, num país que vai da euforia à depressão no futebol de forma espantosa. Ainda que isso não tenha necessariamente a ver com a produção do time dentro de campo, muitos já se esqueceram que a CBF continua sendo um antro de politicagem e desmandos, que a organização do nosso futebol deixa muito a desejar, e que o futebol jogado por aqui é de nível muito pior do que deveria ser.

Claro que a Seleção estando bem é um alento para quem gosta do esporte por aqui, mas para que se tenha uma euforia exagerada, precisamos de muito mais motivos e eles por enquanto ainda não apareceram.

*****

Sobre a Eliminatória Sul-Americanas em si, Brasil e Uruguai parecem bem encaminhados para as vagas. O Equador tem um trunfo poderoso em jogar na sua casa em Quito e isso vem fazendo a equipe se manter na lista das quatro classificadas por antecipação. argentina eliminatórias 2018 bola parada

A Argentina tem mais recurso técnico para poder se recuperar, mas ainda não conseguiu se adaptar ao estilo de Edgardo Bauza, seu novo treinador. Perdeu muitos pontos bobos (contra Venezuela, Peru e Paraguai) e agora corre o risco de, ao menos ir para a repescagem. No entanto, ainda creio que possa se classificar na frente de Colômbia ou Chile que devem brigar pela última vaga.

É uma Eliminatória que se tornou mais fácil do que o esperado para o Brasil, mas é muito equilibrada, comprovando assim a força das seleções continentais que, mesmo com muitos problemas de organização em suas confederações, possuem equipes fortes o suficiente para fazerem boa campanha na Rússia em 2018.

Share Button

PostHeaderIcon Resumo de Seleção e Brasileirão

Depois de um tempo estamos de volta aqui no Bola Parada. Após a Olimpíada do Rio de Janeiro a Seleção Brasileira jogou duas vezes pelas Eliminatórias da Copa do Mundo na estreia do técnico Tite no comando do time nacional. As duas vitórias deram um grande alívio no torcedor brasileiro e colocaram novamente o Brasil entre os 4 classificados diretamente para a Copa de 2018 na Russia. Mas o oba-oba visto depois dos jogos contra Equador e Colômbia ainda é um pouco exagerado.

No jogo em Quito, o Brasil só saiu na frente depois de fazer um gol de pênalti e ver um jogador adversários expulso. Contra a Colômbia o time saiu na frente, tomou o empate e passou por um período modorrento de jogo até Neymar fazer o gol da vitória. Ou seja ainda é um pouco cedo para dizer que tudo foi resolvido. Porém alguns sinais são animadores de fato.

O time brasileiro mostrou uma mobilidade interessante, coisa que não era tão vista na época de Dunga. A presença de Casemiro no meio campo deu uma maior segurança à defesa, ainda que ele já estava começando a ser escalado com o ex-treinador. A volta de Philippe Coutinho, sendo mais usado na equipe (apesar de ainda ser reserva) é interessante. Gabriel Jesus não sentiu tanto o peso da camisa da Seleção e mostrou qualidade técnica para atuar em mais oportunidades, ainda que seja cedo para colocá-lo num patamar tão elevado como alguns já está fazendo. brasil colômbia bola parada

Mas o que mais chama atenção no time brasileiro é uma maior coesão tática, coisa não vista com Dunga e que já era esperada com Tite. O que incomoda é a visão quase messiânica que colocam no ex-treinador do Corinthians, como se ele fosse capaz de resolver todos os problemas do nosso futebol. Penso que o futebol que a Seleção joga (ou pode vir a jogar) ainda não é diretamente ligado ao que vemos, por exemplo, no Campeonato Brasileiro. Então não dá para ficar tão otimista no todo.

Como dissemos em outros textos por aqui, a Seleção pode (e deve) melhorar, mas ainda é pouco para que o futebol brasileiro tenha se livrado de momentos ruins e de baixa qualidade como vimos nos últimos tempos. Ainda é preciso mais trabalho e outras atuações de mais qualidade para que a euforia se justifique.

*****

Falando do nosso quintal, o Brasileirão, depois de estupidamente não ser interrompido durante as Olimpíadas, já chegou naquela fase de delimitação de quem vai brigar pelo que. América e Santa Cruz dão pinta de já estarem rebaixados. Na parte de cima, Palmeiras, Flamengo e Atlético/MG pintam como times mais fortes para a disputa pelo título, e ainda é imprevisível dizer quem pode chegar na frente, apesar do time paulista ter um elenco mais recheado e ter um desempenho mais linear dentro e fora de casa, coisa que, por exemplo, falta ao time das Minas Gerais. grêmio palmeiras brasileirão bola parada

Corinthians, Santos e Grêmio ficaram um pouco para trás, mas ainda podem chegar mais à frente, principalmente o time santista que, para mim, ainda joga o melhor futebol, com toque de bola e qualidade técnica de modo geral. Porém com muitos desfalques andou tropeçando de forma quase que irreversível para chegar à taça.

A grande (e positiva) surpresa foi a reação do Botafogo. A coincidência em relação à saída de Ricardo Gomes para o São Paulo pode dar a impressão de que a entrada de Jair Ventura no comando técnico tenha resolvido tudo. Mas penso que, para as pretensões do alvinegro carioca, o trabalho de Ricardo era bom. A chegada de reforços, principalmente Camilo, somados à um ambiente mais tranquilo, apesar dos problemas financeiros e a própria base deixada pelo ex-treinador (limitada, mas organizada), fez com que o time reagisse no campeonato.

São Paulo, Cruzeiro e Internacional são decepções, mas que ainda podem reagir e evitar a queda. Os erros no time paulista são tantos que merecem um post exclusivo em outra ocasião. Esses erros são acumulados desde 2010 em problemas de gestão de futebol que culminaram na situação atual. Assim como na situação do time gaúcho, que se gaba a algum tempo de ser sempre favorito a todo Brasileirão (mas segue sem vencê-lo a algum tempo). O Cruzeiro sofre com uma transição errada depois do bicampeonato e paga o preço de tantas trocas de treinador.

O que fica claro é que não temos 12 times candidatos ao título a cada campeonato que se inicia. Existe uma diferença grande entre expectativa e realidade e muitos ainda não se deram conta disso. Voltaremos ao tema.

Share Button

PostHeaderIcon Uma Final Surpresa, Mas Nem Tanto…

Amanhã começa mais uma final da Libertadores e pelo terceiro ano consecutivo não teremos um time brasileiro na disputa direta pelo título. Independiente Del Valle do Equador e os colombianos do Nacional de Medelín chegaram no estágio final da competição com merecimento pelo que jogaram durante todo o torneio, ainda que em sua semifinal o time da Colômbia tenha contado com certa colaboração da arbitragem nas duas partidas contra o São Paulo.

Porém isso não é justificativa direta e total para a eliminação da equipe brasileira. O Tricolor Paulista chegou até um pouco mais longe do que o esperado e também pelo trabalho com muitos equívocos que sua diretoria de futebol vem fazendo a algum tempo, ainda que neste ano algumas melhorias tenham sido vistas na gestão do grupo de jogadores. Edgardo Bauza conseguiu montar uma equipe, que se não é brilhante tecnicamente, consegue ao menos mostrar um pouco mais de vontade e capacidade de lutar dentro de campo, característica muito cobrada pela torcida Tricolor nos últimos anos.

Mas tecnicamente falando o Nacional era superior, com um toque de bola muito bom no meio campo, inclusive com o venezuelano Guerra, que foi reserva nas duas partidas, mas quando entrou mostrou grande qualidade e com os volantes Arias e Perez fez o time colombiano controlar as duas partidas em muitos momentos. Além disso a velocidade no ataque com Moreno e Ibarguen foi a marca da equipe durante toda a Libertadores, sempre numa boa mistura ofensiva. final libertadores 2016 bola parada

O Del Valle, time surpresa deste ano que conta com o apoio de todo o país por ser um time modesto e pela união nacional depois do terremoto acontecido no Equador em abril deste ano, também mostrou força durante todo o tempo. Venceu o Atlético/MG e eliminou o Colo Colo na fase de grupos. Passou pelo River Plate nas oitavas de final, bateu os mexicanos do Pumas nas quartas e venceu duas vezes o Boca Juniors na semi com merecimento. Time rápido e muito bem armado pelo técnico uruguaio Pablo Repetto e que conta com o meia Sornoza e o atacante Angulo como grandes destaques. Vai enfrentar o Nacional como “zebra”, mas já deu mostras que tem força para poder surpreender e ganhar um título inédito para sua modesta história.

Fica claro portanto que, ainda que alguns tentem desmerecer essa final, mostra como o futebol sul-americano hoje tem um equilíbrio bem maior do que tempos atrás. Claro que, até pelo potencial financeiro dos clubes e a qualidade individual dos jogadores, Brasil e Argentina ainda continuam superiores, mas com a integração do futebol como um todo, vemos até mesmo jogadores venezuelanos sendo disputados e contratados (com merecimento) por times brasileiros. Uma boa organização faz com que times menores possam suplantar outros mais endinheirados e a final da Libertadores deste ano prova isso mais uma vez.

Share Button

PostHeaderIcon Mérito Além da Técnica

Ontem terminou a Eurocopa e com ela, mais uma vez, vimos como o futebol pode ser um esporte, além de surpreendente, decidido por fatores extremamente subjetivos e pouco falados antes de qualquer competição. Não que as análises prévias sejam inúteis, como alguns comentam sempre que algum time melhor perde para outro inferior. Observar o adversário, saber e conhecer seus pontos fracos e fortes é muito necessário em qualquer esporte e no futebol não é diferente. Porém o título conquistado por Portugal ontem, numa vitória na prorrogação sobre a dona da casa França por 1×0 é mais uma prova de que uma equipe não se faz apenas com talento individual e qualidade técnica.

É um exagero dizer também que o time lusitano é totalmente fraco. Nas últimas cinco Euros disputadas, chegaram em quatro semifinais e agora fizeram a segunda final. Em 2006 ficaram em quarto lugar na Copa da Alemanha e em 2010 só perderam para a campeã Espanha. Ou seja não é um time ruim. Mas também é evidente que a má campanha na Copa realizado no Brasil em 2014 e o fato de não terem um craque indiscutível que possa chegar perto do talento de Cristiano Ronaldo faz com que a equipe seja sempre vista com desconfiança.

Portugal não fez uma grande primeira fase, se classificando apenas empatando as suas 3 partidas. Não é algo impossível de se acontecer, mesmo para um time passar de fase em segundo lugar. A Itália em 1982 avançou na Copa da Espanha empatando seus três primeiros jogos e acabou campeã. Mas o que chama a atenção e faz uma relação entre os dois acontecimentos é o fato de termos o aumento de 16 para 24 seleções, tanto na Copa do Mundo a 33 anos atrás quanto no torneio continental europeu que terminou neste domingo. Se já era um número exagerado para o torneio mundial naquela época, para um torneio mais “local” é completamente desnecessário. Vimos times como Irlanda do Norte, Albânia e mesmo a Turquia, que possui mais tradição no futebol, mostraram muito pouco merecimento técnico para atuarem em gramados franceses.

Mas sendo assim os portugueses se aproveitaram de uma possibilidade de classificação para chegar às fases de mata-mata. O futebol não era tão vistoso quanto o toque de bola alemão e espanhol, não havia a possibilidade de jogar em casa e com uma geração jovem e talentosa como acontecia com a França. Mas o espírito coletivo do time do técnico Fernando Santos foi admirável. Mesmo em jogos fraquíssimos como contra a Croácia, o time sempre se dispôs a jogar e tentar o gol, mesmo que de forma pouco técnica. portugal euro 2016 bola parada

Pepe, um zagueiro que eu particularmente não gosto por ser pouco técnico e muitas vezes violento, fez uma grande Euro. Desde 2013 com a passagem de Carlo Ancelotti pelo Real Madrid ele mudou um pouco seu perfil de “brigador” e se preocupou mais em jogar futebol. Renato Sanches, jovem promessa do Benfica já vendida para o Bayern de Munique, foi importante pelo dinamismo que deu ao meio-campo. E Cristiano Ronaldo, ao lado de Nani no ataque, conseguiram se entender e levar perigo aos times adversários constantemente. Ainda que faltasse alguém mais técnico na meia cancha (João Moutinho foi reserva a maior parte do tempo), Portugal foi eficiente e teve merecimento em sua conquista.

A França teve chance de vencer a decisão. Griezmann, talvez o melhor jogador individualmente da Euro (tanto que ganhou o prêmio da UEFA, num acerto) ao lado de Bale (que não foi nem citado na Seleção oficial, um erro), teve a chance de definir a partida em uma cabeçada e Gignac mandou a bola na trave no finalzinho do tempo regulamentar. Mas como disse no início, ao mesmo tempo em que fica claro que o futebol tem de ter técnica e estudo, algumas coisas acontecem de forma quase que sem explicação.

O que teve explicação claríssima, porém, foi o fato dos lusitanos, mesmo sem Cristiano Ronaldo machucado ainda no primeiro tempo do tempo normal, manterem a força na prorrogação e com o gol decisivo de Éder, conseguirem controlar o jogo tanto fisicamente quanto tecnicamente, sendo que os franceses pouco ameaçara depois da desvantagem. E como o jogo de torneio eliminatório não se resume à 90 minutos o título português tem também esse mérito.

Não creio que o futebol corra risco de ficar pior com o título de uma Seleção menos favorita. A qualidade é importante, mas existem formas diferentes de se vencer e acho válido tentar ver as diferentes formas de um título. Voltarei a esse tema, já que muitos viram (ou alguns que dizem que não vêem nada no futebol europeu, por preconceito e desconhecimento) apenas os deméritos da competição.

Share Button

PostHeaderIcon Uma Breve Despedida?

O quanto um resultado pode mudar uma história? Como a influência de um lance pode alterar toda uma carreira ou dar uma dimensão maior ou menor à quem erra ou acerta? Depois da final da Copa América entre Argentina e Chile, pudemos ver novamente essa situação voltar à tona.

O time chileno não vence a Argentina em jogos de Copa América há inacreditáveis 27 jogos, com 20 derrotas e 7 empates! Trocou de treinador (Jorge Sampaoli por Juan Antônio Pizzi) e parecia ter caído um pouco de desempenho, após perder para os argentinos na primeira fase por 2×1. Mas depois de uma vitória acachapante contra o México (7×0) conseguiu se fortalecer no torneio e, passando pela Colômbia nas semifinais, venceu, nos pênaltis, a Argentina, depois de um 0x0 no tempo normal.

Mas o assunto que dominou o noticiário, muito mais do que o título dos chilenos, foi a aposentadoria, ainda não totalmente definitiva, de Lionel Messi da seleção argentina. Digo não definitiva pois com os apelos de tantas pessoas e mesmo com visão de que pode ser algo que foi feito no calor de um momento de tristeza, a maioria imagina que o camisa 10 vai voltar atrás em sua decisão e retornar à seleção na busca pela vaga na Copa do Mundo de 2018. 

Passado um certo tempo do anúncio já feito, podemos imaginar se ele teria feito o mesmo, caso o resultado da final tivesse sido outro. Também podemos pensar que a ação de Messi tenha tido um pouco a ver com a bagunça na AFA (Associação de Futebol Argentino) e o seu gesto possa vir a ser um certo protesto contra a atual condição de bagunça com a qual os jogadores têm de conviver. Também podemos imaginar que o camisa 10 do Barcelona tenha tentado tirar o foco da derrota de seus companheiros, trazendo para si as críticas e toda a discussão pós-jogo. Ou mesmo podemos imaginar que ele simplesmente se mostrou mais humano e falível e simplesmente se cansou. messi argentina bola parada

É difícil julgar alguém de longe e a dor e o sentimento são fatores extremamente pessoais, mas de modo geral, levando em conta a importância que têm no futebol, penso que a atitude de Messi foi um pouco precipitada. Sendo líder de uma seleção tão importante, ele deveria ao menos levar o seu atual fardo de não conquistas até a Copa de 2018, onde pode ainda conseguir superá-lo. E caso aí não conquiste esse tão almejado troféu, possa refletir se permanece ou não jogando para seu país. É claro que o problema da AFA não se resolveu com a repentina saída de Messi, tanto que o treinador Gerardo “Tata” Martino, saiu do cargo, ou seja, os problemas do futebol sul-americano vão muito além do que acontece dentro de campo. E a melhor forma de Messi contribuir seria continuar jogando.

Além disso para quem gosta de futebol, é sempre bom vê-lo no gramado. Ele fez uma boa Copa América, se mostrando cada vez mais solidário com os companheiros em campo, jogando muitas vezes um pouco mais recuado para poder servir aos outros atacantes. Deu belos passes e criou chances de gols, além de fazer os seus. Portanto, ainda que seja algo estritamente pessoal, seria ótimo que Messi revesse sua decisão e pudesse retornar a usar a camisa 10 argentina. Esperemos que isso ocorra.

*****

Assim como a Seleção Argentina, no Brasil a confusão antes da Olimpíada também foi vista na escolha de quem seria o treinador e mesmo de quem faria a lista final de convocados. Ao menos houve um pouco de bom senso e Rogério Micale, treinador da Seleção Sub-20 foi o escolhido para dirigir o time no Rio de Janeiro. Quem nos acompanha aqui no blog sabe que não enxergo a Olimpíada como prioridade para o prosseguimento de um trabalho para um ciclo de Copa do Mundo. Claro que tudo vale como análise, mas esse trabalho já é feito pelas Seleções menores, em Mundiais Sub-17, Sub-20, entre outros campeonatos. micale seleção olímpica bola parada

Além disso é criada uma obrigação muito grande para se vencer um torneio com seleções que não são totalmente representativas de suas categorias de base. Alemanha e Argentina por exemplo não virão com todos os seus jovens talentosos, pois o torneio olímpico de futebol é um “corpo estranho” dentro do calendário de futebol internacional. A meu ver deveria ser um torneio apenas Sub-20, sem essa necessidade (ou atração forçada) de se levar 3 jogadores acima de 23 anos, coisa que nem todos os países fizeram. 

O Brasil escolheu por levar Neymar; uma escolha óbvia, mas errada no meu ponto de vista, pois ele deveria estar junto da Seleção principal na Copa América. Fernando Prass no gol é um goleiro de qualidade e faz sentido sua convocação pela experiência e também porque outros jogadores de idade menor não puderam ser chamados. E Douglas Costa fez boa temporada no Bayern e existe uma esperança dele ser desequilibrante no time futuro de Tite, ainda que não o coloque como protagonista no nosso futebol.

Sinceramente teria levado um zagueiro mais experiente, pois como o time ainda não existe em sua totalidade de armação, a presença de um jogador de mais cancha na defesa seria importante. Vamos ver como Micale monta a equipe e voltaremos ao tema por aqui.

(Assim como as semifinais da Libertadores e as fases finais da Eurocopa que serão abordadas nos próximos textos).

Share Button

PostHeaderIcon A Nova Rotina

Por mais que o Brasil tenha sido eliminado da disputa da Copa América Centenário por um erro crasso da arbitragem que não viu o toque de mão na bola por parte do jogador Ruidiaz que fez o gol do triunfo peruano, não existe explicação para um treinador, num jogo eliminatório com 3 substituições disponíveis e com o time perdendo, não fazer as trocas. Só por isso o Dunga, caso a CBF fosse séria, já poderia perder o cargo no vestiário. Sem contar a não convocação de Thiago Silva, melhor zagueiro brasileiro, por pura pirraça. Pode parecer um paradoxo mas, como foi muitos lembraram instantaneamente, Dunga já fez (ou não fez, dependendo do ponto de vista) a mesma coisa acontecida ontem em 2010 na eliminação contra a Holanda na Copa do Mundo. Ou seja, não dá para dizer que ele merece crédito, pois já teve uma segunda chance de trabalhar e mostrou não ter evoluído em nada.

Dunga se mostra sendo alguém que até escala o time com alguma lógica (até porque não temos tantas opções para mudanças assim), mas não têm um chamado plano B e fica completamente perdido para mudar a tática da equipe. Uma simples mudança do técnico adversário Ricardo Gareca fez com que eu ficasse até com um pouco de pena dele na beira do campo, completamente perdido e sem saber o que fazer. Algo parecido já tinha acontecido no jogo contra o Equador. Como o Marco já disse várias vezes aqui, ele nem é treinador de fato, a dura realidade é essa. brasil peru copa américa bola parada

Obviamente Dunga nem deveria ter voltado para a Seleção, só que o problema é muito mais amplo. Não adianta acharmos que basta Tite assumir o comando técnico da Seleção o futebol brasileiro vai melhorar. A equipe pode até evoluir e ganhar títulos, mas a mudança que estamos precisando é muito mais estrutural do que qualquer outra. Um país que consegue se confundir até para montar uma seleção olímpica, que tem um técnico que treina a equipe por 2 anos, mas não dirige na época da competição, precisa começar praticamente desde o zero a mudar sua direção, com uma limpeza total na CBF e também nos clubes, que são coniventes com o que está se passando.

Sobre o time em si e voltando ao Tite, é bom lembrar que o estilo dele não é o que se exige da Seleção. Aí podemos dizer que a chamada soberba futebolística nacional, que diz que somos o país da habilidade, do futebol bonito, também está presente nessa definição, mas penso que ele, caso seja confirmado como treinador nacional, também seria criticado pelo seu estilo pragmático e também pelos conceitos quase professorais que coloca em sua coletivas. Além disso ele teria um grupo que precisa mostrar mais personalidade também nas adversidades, coisa que tem faltado ao Brasil a algum tempo. E ele, mesmo sendo talvez o nome mais óbvio que temos no país hoje, teria certa dificuldade para pôr em prática o que pensa.

Na realidade eu preferiria que Guardiola ou o Sampaoli assumissem o cargo e ficassem como condutores de um projeto que contemplasse a base, de forma a permanecer 8 anos pelo menos, pois assim teríamos ao menos uma perspectiva de mudança real e uma ideia de jogo mais próximas das tradições ofensivas brasileiras, aliada ao que se joga hoje em dia no mundo. Com uma mudança de comando da CBF poderíamos ter ideias novas dentro e fora de campo. Mas ao mesmo tempo eu penso; a imprensa por exemplo teria paciência com esse trabalho de longo prazo? As pessoas aceitariam maus resultados em amistosos? O corporativismo dos treinadores locais seria um empecilho?

Acho que tudo deve ser levado em conta e o próprio conceito de futebol por aqui, a estrutura toda, tem de ser repensada de alguma forma. Pode ser algo utópico essa mudança para agora, mas quanto mais ela demorar a acontecer, mais vexames acontecerão.

Share Button

  • Enquete

    • Qual clube corre mais risco de rebaixamento?

      Veja Resultados

      Loading ... Loading ...