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Arquivos da seção ‘Nas Pistas’

PostHeaderIcon Cobertor Curto

Se você acompanha o noticiário automobilístico percebeu nas últimas semanas que, além da boa luta pelo título entre Hamilton e Rosberg, o assunto do momento é dinheiro. Ou a falta dele, que levou a Marussia e Caterham encerrarem suas atividades mais cedo e deixarem o grid com apenas 18 carros até o fim dessa temporada, pelo menos.

A reclamação é antiga. A Fórmula 1 (e todo esporte a motor) envolve gastos altíssimos, desde desenvolvimento, construção de carros, fornecimento de motores, pilotos, corridas…tudo é “inflacionado”.

Nem mesmo o esporte a motor mais famoso e mais rico do mundo está imune a isso. As grandes equipes recebem quantias grandes de patrocínio e tem uma situação mais confortável que as equipes médias. Essas sofrem e precisam constantemente admitir pilotos que pagam pra estar no grid para pagar as contas e manter a equipe funcionando. E nem sempre a conta fecha.

Isso porque, assim como no futebol de Brasil e Espanha, o dinheiro que as equipes recebem da FIA e FOM é distribuído de forma desigual. As equipes maiores ganham mais e ainda são premiadas pelos pontos conquistados. Ou seja: as equipes menores já largam atrás em dinheiro e, ainda, com carros menos competitivos e pilotos muitas vezes sem tanta capacidade para pilotarem um F1, naufragam nos resultados, ficando presas ao fim do grid e, assim, não ganham os prêmios por pontos conquistados.

Vira uma bola de neve que só aumentou com os novos motores V6 Turbo, que custam em média 3 vezes mais que os antigos V8, que saíram de cena ao fim do ano passado. Apesar da redução de custos com testes durante o ano, desenvolvimento de motores e combustível, ainda é muito caro (e sempre será) por um carro de F1 num grid.

Por isso a preocupação com as equipes menores. A Caterham e a Marussia disputavam com a Sauber esse ano o posto de pior equipe. A Marussia conseguiu um resultado fantástico com o Bianchi em Mônaco e deixou as suas concorrentes atrás, disputando o posto de pior do grid. Correr sempre atrás, sofrer com falta de dinheiro até pra pagar funcionários e ter que se contentar com carros sempre com problemas ou acidentes e falta de patrocínios gordos é complicado. Tirando as 3 maiores equipes de hoje (Mercedes, RedBull e Ferrari) as outras equipes (e isso inclui a ressurgente e esse ano 2ª equipe do Grid, Williams) todas passam por dificuldades pra fechar seus balanços.

As soluções já começaram a pipocar e muita gente não sentiria falta dessas equipes pequenas, especialmente numa época em que a vasta maioria dos que acompanham automobilismo o fazem esporadicamente, através de transmissões de televisão. O fato é que as equipes pequenas, muitas vezes fundadas por aventureiros, que punham seus carros no grid para competir com as equipes de “marca”, são parte importante da Fórmula1. Como não citar algumas dessas equipes que se desenvolveram a tal ponto que chegaram a serem campeãs com pilotos e de construtores?

1971, Jackie Stewart pela Tyrrel com um clássico motorizado pelos lendários Ford-Crossworth  DFV 3.0 V8

1971, Jackie Stewart pela Tyrrel com um clássico motorizado pelos lendários Ford-Crossworth DFV 3.0 V8

Numa era onde havia menos dinheiro e mídia e mais paixão e suor por parte de pilotos, mecânicos e proprietários a Brabham e a Tyrrel conquistarem sucesso na década de 60 e 70 e se mantiveram, com muita luta, enquanto puderam no grid.

É óbvio que não havia tanto dinheiro quanto hoje e portanto um aporte financeiro menor mantinha uma equipe competitiva. Hoje, com um buraco enorme entre as equipes maiores e as médias/pequenas, vemos carros que mais parecem carros de GP2 no grid e que pouco acrescentam a categoria.

Só teremos uma disputa mais igual entre as equipes médias se houver uma melhor distribuição do dinheiro. Pensar em uma distribuição igualitária, creio eu, que seria loucura. Mas diminuir a diferença já ajudaria a pelo menos termos mais competição no grid.

FELIPE NASR

Muita gente comemorou a entrada do talentoso Felipe Nasr (não confundir com o Felipe Massinha) na Sauber. Ele entra naquela equipe que, junto com a Caterham, não conquistou pontos nessa temporada.

O que não foi divulgado na tal entrevista ao Jornal Nacional e o que eu acho um erro tremendo por parte da própria Rede Globo, é que o Banco do Brasil, que acompanha Nassr já há algum tempo, pagará cerca de 20 milhões de euros (60 milhões de Dilmas) para que ele possa correr ano que vem. E a própria Globo faz parte da jogada, tendo um acordo (creio que verbal) para expor mais a equipe durante a temporada. A marca do Banco estará na lateral do carro e na asa traseira, ou seja, nas áreas nobres de um carro de F1.

Vale lembrar que a partir desse ano as redes de televisão puderam mostrar o carro dos seus pilotos através daquelas câmeras onboard fora da transmissão oficial. Se você acompanha corridas sabe do que estou falando.

Eu vou ser sincero: não me incomoda o fato do patrocinador dele ter pago essa quantia. Muito menos de ser o BB. O que me incomoda é o circo que a própria Globo tem montado para tentar promover o piloto. Anúncio no Jornal Nacional, vídeos no site, reportagens…..nenhuma mencionando que ele é um piloto que comprou seu lugar no grid. O máximo que li foi “aporte financeiro”. E comprou caro. Algo que o Gavião Bueno tem torcido o nariz…..O Maldonado tem o dinheiro do petróleo venezuelano, do governo de Chaves (ou Maduro), ele não pode estar aqui…..é imaturo….

E a ladainha se repetiu com outros pilotos. Alguns realmente não tem condição de guiar carros de F1, deixando pilotos mais talentosos fora do grid. Mas isso acontece desde sempre no automobilismo, em todas as categorias. É que hoje, como escrevi acima, os gastos e o dinheiro são um fator muito maior do que talento para guiar um carro de F1, qualquer um.

Custava lembrar do acordo, do dinheiro que ele pagou pra estar na F1?

E mais: depois dessa podemos esperar comentários completamente imparciais sobre o desempenho dele, seja ele bom ou não, ano que vem! Não é?

ABU DHABI E PONTOS DUPLICADOS

Eu não gosto da ideia. Acho que não resolve duplicar pontos em uma corrida e achar que ela será melhor por isso. Poderiamos chegar la no Oriente Médio com tudo já decidido e ai não adiantaria nada dobrar os pontos pra termos uma disputa mais emocionante na última corrida.

O automobilismo tem se perdido um pouco nisso. Tentaram aumentar a emoção da disputa pelo campeonato acabando com a pontuação com números baixos (10 pro vencedor) e só até o 6º colocado e tentaram “americanizar” a F1, atribuindo cada vez mais pontos numa tentativa em vão de colocar mais gente na disputa.

Não acho que isso resolva. Num ano como esse de dominância da Mercedes os pilotos dela chegarão em 1º e 2º e disputarão o campeonato, com 10, 15 ou 25 pontos pro vencedor. Podemos ter uma temporada sensacional como a de 2010 com 4 pilotos separados apenas por 16 pontos ao final do ano, ou 2003, ou podemos uma temporada como a de 2002 ou 2013, em que o campeonato se decidiu muito cedo.

A emoção e o equilíbrio jazem muito mais em competitividade entre as equipes e pilotos mais qualificados do que em distribuição de pontos.

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PostHeaderIcon Automobilismo é um Risco Calculado

 Boa tarde pessoal! Estou estreando uma nova coluna aqui no site. Falarei aqui de automobilismo em geral, destaque para F1, NASCAR, StockCar e MotoGP.

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“O automobilismo é um risco calculado. Fico mais preocupado ao fazer viagens comuns entre São Paulo e minha fazenda em Araraquara que largando numa corrida.”

Emerson Fittipaldi

Infelizmente a primeira coluna será sobre o trágico acidente ocorrido no GP do Japão nesse fim de semana passado. O acidente de Jules Bianchi, piloto da Marussia, aconteceu numa corrida que não deveria nem mesmo ter acontecido. A ameaça do tufão de atingir terra durante a corrida, o início com o Carro de Segurança, a bandeira vermelha e finalmente a largada já davam indícios de que a possibilidade de acontecer um acidente (ou vários) era alta.

Os interesses econômicos de ter uma corrida cancelada ou da corrida acontecer na segunda pesaram para que houvesse a prova sob condições ruins de visibilidade e com o por do sol próximo do horário do fim da corrida.

Esse ano já havíamos presenciado uma absurda decisão da direção de prova em Hockenhein, quando Adrian Sutil rodou na reta de chegada e seu carro ficou atravessado. Ao invés de acionar o Carro de Segurança a FIA preferiu acionar bandeiras amarelas no setor e fiscais de prova retiraram o carro da pista.

Uma decisão que poderia ter causado uma cena como essa, um dos piores acidentes da F1, em que o piloto e o fiscal morreram num acidente tão bobo quanto chocante.  O vídeo é forte.

Quem acompanha automobilismo americano sabe que por vezes, seja qual for a categoria, as decisões quanto a bandeiras amarelas são sempre muito duras. Na NASCAR basta um encostão no muro ou um detrito, por menor que seja, para que a bandeira amarela seja acionada em todo o circuito. Uma decisão que as vezes irrita pela demora em ser autorizada a relargada mas que, visto o que aconteceu com Bianchi, se mostra acertada.

A Fórmula 1 se tornou uma categoria extremamente segura depois das mortes de Senna e Ratzenberger naquele fatídico fim de semana em San Marino. Nenhum piloto morreu em um carro de F1 desde então. E tivemos acidentes bem feios, que muito provavelmente teriam ceifado a vida de mais alguns pilotos ou os machucado seriamente. Não temos como esquecer o acidente de Schumacher em 1999, Mark Webber em 2010, Kubica em 2007, só para citar alguns.

Jules BianchiCircuitos foram modernizados, áreas de escape ampliadas, asfaltadas, muros recuados, chicanes criadas para reduzir velocidade, cockpits e carrocerias foram aprimoradas a um ponto em que é difícil hoje imaginar que um piloto possa sair seriamente machucado de um carro de F1.

Ai acontece um acidente em uma corrida disputada sob uma chuva torrencial em que o carro bate em um trator. Algo completamente atípico. O Santantonio (que protege a cabeça do piloto) foi destruído no impacto. Bianchi foi acertado em cheio pelo veículo e dificilmente não apresentará alguma sequela caso sobreviva. Mas, graças a evolução dos itens de segurança, não está morto.

É algo que foge do normal. Algo que uma precaução a mais poderia ter evitado. Algo que provavelmente servirá de base para novas normas de segurança enquanto houverem pessoas ou veículos estranhos no circuito. É muita falta de tato deixar a corrida rolar sabendo que há um risco para pilotos e fiscais em situações como essa. Acho que não vale a pena preservar a liderança construída pelo líder da prova (algo que a FIA parece muito preocupada) ou mesmo não terminar a corrida em bandeira vermelha em detrimento de danos irreparáveis como os que vimos nesse GP do Japão.

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Sempre que acontece um acidente sério na F1 eu me lembro o quanto a categoria está a frente das suas irmãs em relação a segurança.

Não que as outras categorias sejam inseguras, mas a F1 conseguiu reduzir significativamente o número de mortes e feridos nas últimas duas décadas enquanto praticamente todas as outras categorias do mundo continuaram registrando acidentes fatais.

Na IndyCar as mortes são periódicas. O último foi Dan Wheldon, mas tivemos acidentes horrendos como o de Paul Dana e Greg Moore. E ano passado tivemos um acidente terrível com o campeão Dario Franchitti que encerrou precocemente sua carreira após esse acidente.

Na NASCAR um acidente simples tirou a vida de uma das maiores lendas do automobilismo americano em 2001. Dale Earnhardt não estava usando o HANS, equipamento que também poderia ter ajudado a salvar a vida de outros pilotos, como Senna e Ratzenberger ou Gonzalo Rodrigues.

Todas elas andam a seu tempo. Implementam certas regras, ignoram outras. O que é fato é que desde aqueles acidentes terríveis em que os carros explodiam ao bater, voavam para as arquibancadas, pilotos eram ejetados e morriam atropelados ou queimados o automobilismo evoluiu muito.

Carros mais seguros, dispositivos mais seguros, circuitos mais seguros, regras mais restritivas seja em qualquer categoria. Os acidentes continuarão acontecendo. As mortes, infelizmente, também. Creio ser impossível eliminar o risco de perdermos um piloto durante uma corrida, seja ela de Stock, caminhões, fórmula, protótipos, motos ou qualquer coisa que dispute alguma corrida mundo afora.

Mas que o automobilismo se torna mais seguro a cada dia isso não se pode jamais negar.

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