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PostHeaderIcon Chuta, Meu Filho!

A coluna de hoje é no estilo curtinhas. Começando pela convocação do Dunga. Não existem mais os acertos unânimes ou os erros crassos. Eu não teria chamado o Hulk, Willian, Fernandinho e os laterais do Porto. Mas as alternativas não são muito melhores. Vivemos num futebol nebuloso. No reino da mediocridade (no sentido de real da palavra). E isso não é culpa direta do Dunga. Assim como não era culpa do Felipão ou do Mano. É a nossa realidade.

Por outro lado o Dunga chamou um meia de verdade, o Philippe Coutinho, o Miranda, Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e o Tardelli (que não é mais o 9 fixo). Não vou garantir que vão vingar; não sou vidente. Mas penso que merecem a oportunidade. Sendo que Miranda e Tardelli já deveriam ter sido convocados pelo Felipão.

De todo modo é uma seleção que não empolga. E assim será, até 18. Ou até mudarmos a estrutura do nosso futebol e a formação de jogadores.

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ph ganso
Ontem o Ganso fez um gol, na vitória do SPFC sobre o Inter. E novamente surgiu o papo sobre ele entrar na área e ser mais ativo. Novamente o Muricy bateu nessa tecla. Mas não acredito que surta efeito.

Há alguns meses, num jogo onde o Ceni cedeu a cobrança de um pênalti para outro jogador, pensei em abordar o assunto. Mas haviam outros temas mais importantes. Hoje faço a pergunta: O que impede o Ganso de treinar e bater pênaltis, faltas ou chutar de longe? Nem precisa entrar na área, chuta de fora. Ele já pega bem na bola, basta treinar. A “mecânica” é parecida, entre lançar e chutar. Só precisa aplicar mais força e direção. Isso é coisa de treinamento. E o São Paulo precisa, o Ceni já está em vias de se aposentar. Quem vai ocupar a vaga de “cobrador oficial”?

Só como comparação, lembro do Rooney. Atualmente ele joga mais recuado. Mas continua com fome de goleador. Abriu um espaço e ele manda o canudo. Bate faltas e pênaltis. Nos caso de pênaltis o cobrador oficial é o Van Persie, mas na falta deste…

Até quando o PH Ganso vai ser o “Belo Antônio”??

* * * * *

O Palmeiras está numa sinuca de bico. Apostou num técnico argentino e na importação de jogadores. Uma aposta arriscada e que exige tempo. Mas o Brasileirão está quase na metade e a SEP está na lanterna. O tempo joga contra o Gareca e o elenco (apenas mediano).

A imprensa, que adora uma crise em clube grande, não cansa de falar na queda do Gareca. E no aparecimento de um salvador da pátria. Mas este filme nem sempre acaba bem. Demitir um técnico é fácil. Mas o que vão fazer com os jogadores que ele pediu? Será que o novo técnico vai trabalhar com o mesmo elenco?

* * * * *

A maioria das pessoas, mesmo os corintianos, não se deu conta do absurdo da venda do zagueiro Cleber. O defensor acaba de ser negociado com o Hamburgo, por 8 milhões de euros; com 0,00 pro Corinthians. É uma insanidade total!! O Corinthians, clube com maior receita do futebol brasileiro, traz um jogador da Ponte e aceita um contrato onde ele só tem ônus. Se fosse o Messi, vá lá. Mas era o Cleber, zagueiro da Ponte. Aliás, o Corinthians é que foi a “ponte”. Foi a vitrine pros empresários exibirem o jogador e lucrarem muito.

Espero, sinceramente, que alguém do Corinthians tenha levado uma grana por fora. Pois, se aceitaram o negócio como foi noticiado, é o fundo do poço da gestão “profissional”. 100% inadmissível!

* * * * *

Vocês perceberam a campanha maluca que o Botafogo está fazendo? Empatou com o Cruzeiro, Inter, Corinthians e venceu o Fluminense. Já na hora de enfrentar os últimos da tabela, é um fiasco total. Vai entender…

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PostHeaderIcon Círculo Vicioso

Meu gancho inicial será o desempenho (péssimo) dos tricolores e do Inter na Copa do Brasil. Não exatamente o desempenho em campo, mas a gestão destes clubes. Destes e de todos os demais. Não consigo entender a fixação de nossos clubes em insistir nos mesmos erros de sempre. Nem pra tentar novos erros.

Francamente, não aguento mais acessar um site esportivo ou ligar a TV e ouvir que o Assis tá leiloando o Ronaldinho Gaúcho, que o Robinho tá voltando pro Santos, que o São Paulo tá trazendo outro meia e/ou atacante, que o Palmeiras continua enroscado com o Valdívia, Felipão no Grêmio e coisas assim. Qual o “pojeto” desses clubes? Existe algum critério na escolha das contratações? Ou querem apenas dar uma satisfação pra torcida? O que eu mais escuto são declarações de que “fulano é ídolo do clube”. E aí eu conserto a frase: FOI ídolo! Não desrespeitando o passado do jogador, mas lembrando que ninguém é eterno. Pelo menos dentro de campo.
robinho do Santos
No caso do Palmeiras existe o agravante do técnico Gareca não conhecer nosso futebol e só pedir jogadores argentinos. Nada contra ele ou os jogadores, mas esse é um ônus de trazer um treinador de fora. O sujeito precisa de tempo (6 meses no mínimo) pra se ambientar. Mas o Gareca já está balançando. Mais algumas derrotas e ele corre o sério risco de ser demitido. Aí entra um outro técnico e ele vai dispensar os recém contratados e pedir os que ele conhece (ou gosta). E tome torrar mais dinheiro e endividar (mais) o clube. Esse é o padrão, quase geral.

O São Paulo, já recheado de estrelas (algumas cadentes), após perder o volante/zagueiro Rodrigo Caio, por contusão, reforçou o elenco com um meia (ou ala) veterano, Michel Bastos. A defesa? Ah, defesa não dá “ibope”. Nem zagueiro, nem laterais e nem goleiro. Talvez tentem prorrogar o contrato do Ceni até 2020. É ídolo!

O pior de tudo é ver que grande parte da imprensa esportiva e dos torcedores apoiam esse comportamento perdulário e tresloucado dos clubes. Gastam mal, quase sempre repatriando jogadores (caros) sem espaço nos clubes europeus, e vendem pior ainda, jovens que poderiam evoluir aqui. É a solução fácil e populista. Nenhum olha o elenco e busca suprir as carências. Trazem um figurão e lavam as mãos. E tem muita gente que ainda aplaude isso. Então tá!!

* * * * *

Na semana passada tivemos a entrevista do Maurício Assumpção no Bola da Vez. E a saída do Andrés Sanchez da direção do Itaquerão. Isso somado com a notícia do calote do Andrés no pagamento de tributos que o Corinthians deveria recolher ao fisco.

No Bola da Vez, entre outras declarações esdrúxulas, o presidente do Botafogo defendeu a intermediação feita pela empresa de seu pai, junto ao patrocinador principal do clube. Ainda revelou que um diretor ficou de encaminhar um possível patrocínio de uma empresa de telefonia. E um ex-dirigente havia prometido apresentar um possível patrocinador, do “mundo árabe”. Todos, obviamente, recebendo comissão pela intermediação.

Chego à conclusão que essas empresas, gigantescas, não têm capacidade para ligar pro clube e negociar um espaço na camisa. Nem suas agências de publicidade. É uma tarefa dificílima, que exige alguém com um talento especial. Só não me perguntem que talento é esse. Mas isso explica, em grande parte, o motivo de grandes empresas não patrocinarem nossos clubes.

Algo parecido aconteceu com o Andrés e sua busca por negociar o nome do estádio do Corinthians. Passou 2 anos falando que o negócio estava 90% acertado. Mas ainda estou esperando esses milhões do “Nome Direitos”. Só vi os 180 milhões da dívida fiscal que ele deixou pro Corinthians pagar. Maravilha, Alberto!

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PostHeaderIcon Incompetência Futebol Clube

Vou seguir o embalo da última coluna do Alexandre e voltar ao tema que já abordamos em várias oportunidades neste blog, a má gestão do futebol brasileiro. E acho que ainda falaremos muito neste assunto. Ainda mais que são diversos problemas: da formação de jogadores até a seleção; da administração dos clubes até a transmissão pela TV. Tá tudo errado, e não adianta atacar apenas um ponto. É preciso um olhar global (sem trocadilho). E isso não vem acontecendo, é a primeira falha grave.

O projeto de renegociação das dívidas dos clubes (agora na versão 2.0), deve ser aprovado a toque de caixa (Caixa não deixa de ser uma ironia). O governo e o Congresso resolveram liberar um novo “pacote de bondades”. E os cartolas, incompetentes e desonestos, festejam o parcelamento de suas dívidas. Poderão enrolar por mais alguns anos. E largar a bomba pros futuros dirigentes. Mas isso não vai sanear as finanças de nossos clubes; será apenas um anestésico de efeito temporário.

Eu, até por ser mais velho, já vi a apresentação de várias dessas pílulas milagrosas. Lembro de quando nenhum clube exibia patrocínio em sua camisa. Disseram que isso salvaria as contas dos clubes e todos passaram a estampar anunciantes. Até 6 ou 7 marcas, em alguns casos. Depois tivemos a criação do Clube dos 13 e o formato atual do Brasileirão. E mais uma grana da Globo. E um novo aumento da cota da televisão, e outro, e outro… Programas de sócio torcedor aparecem e somem toda hora. Poucos clubes conseguem fidelizar um bom número de sócios. Camisas bizarras são criadas e vendidas para o torcedor mais fanático, buscando mais receita. A Timemania foi outro pojeto milagroso, que prometia quitar as dívidas dos clubes (novamente atacando o bolso do torcedor). Mas as dívidas não foram quitadas, só triplicadas.

Então eu tenho todo o direito de duvidar desse projeto de renegociação de dívidas. Ele abrange somente as dívidas federais. Não garante que nossos clubes vão pagar a folha, que vão pagar os fornecedores, que vão se afastar dos empresários, ou que não vão contrair novas dívidas. Não custa lembrar que até pouco tempo o BMG era credor, sócio (em jogadores) e patrocinador de vários clubes. Hoje o BMG se concentra nos clubes mineiros, o Banrisul nos gaúchos e a Caixa se divide pra atender os falidos de vários Estados. E também não custa citar que outras estatais são a tábua de salvação de dezenas de confederações. E esse dinheiro, sabemos, quase nunca chega ao destino correto. Nem é preciso uma inteligência aguçada para perceber uma ação altamente populista em todos esses patrocínios e projetos.

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crise no Botafogo
Em sua recente coluna o Alexandre citou o caso mais escabroso, do Botafogo. O clube já vinha com uma dívida gigantesca, especialmente em relação a receita. Mas o atual presidente conseguiu piorar o panorama, usando manobras ilegais. E o Botafogo acabou excluído do Ato Trabalhista (em 12/13) e teve todas as receitas bloqueadas. Culpa total do Maurício Assumpção.

Mas nos demais clubes, em maior ou menor grau, temos algo parecido. Compram mal, vendem muito pior. Fatiam jogadores e entregam a empresários (ou laranjas). Trocam tanto de treinadores que acabam pagando salário pra 3 ou 4. Antecipam dinheiro da Globo e se tornam reféns da emissora. Seus departamentos de marketing são tão ineficientes que mal conseguem vender o patrocínio da camisa ou gerar novas receitas. E nesse ponto tenho que concordar com a distância que as grandes empresas adotaram em relação aos clubes. Nenhum anunciante sério vai botar 20 ou 30 milhões na mão de um cartola corrupto e incompetente.

Não sei se antigamente os dirigentes esportivos eram mais honestos. Talvez falhassem pelo excesso de paixão. Mas os atuais pecam pelo excesso de desonestidade. Seja nos clubes, na CBF, ou nas federações de esportes olímpicos. A sujeira é quase total. E estes senhores não merecem o perdão.

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PostHeaderIcon Insistindo no Futebol Errado

Depois do turbilhão da Copa, vamos voltando ao cotidiano – e aos antigos assuntos. O primeiro é decorrente do fracasso da seleção e da confusa demissão do Felipe Scolari. Então anunciaram o empresário Gilmar Rinaldi como novo diretor executivo da seleção. Depois a permanência do Alexandre Gallo e a volta do Dunga. Esse trio, mais o Marin e Del Nero, vão comandar a seleção na busca do Hexa, na Rússia. E é só isso.
dunga na seleção
Mudanças, reformulação ou revolução? Não! Isso foi falado pela imprensa. Boa parte da imprensa e da torcida pediam (e ainda pedem) uma nova ordem no futebol brasileiro. Mas ninguém da CBF encampou a ideia. E nem vai realizar qualquer revolução. Ainda mais que, acontecendo isso, eles seriam os primeiros a cair. E nenhum dos altos dirigentes da entidade é tão bobinho assim. Mudaram os nomes, o resto é conversa pra boi dormir. Não esperem nenhuma mudança radical.

Não vou cornetar o Dunga. Acho ele quase do nível da maioria dos outros treinadores, só menos experiente. Acontece que o nível geral é baixo. Mesmo o Tite ou o Muricy não seriam indicados pra fazer uma enorme mudança estrutural. Nem mesmo uma grande alteração no modo de jogar da seleção. Isso teria que envolver os clubes, a formação de jogadores, a CBF, todos remando pro mesmo lado. Não acredito que isso aconteça. Não aprenderam a lição.

* * * * *

Meio de encontro ao tema anterior, nos últimos dias da Copa vi vários torcedores escrevendo mensagens em suas redes sociais. A maioria repetindo uma ladainha de que a Copa iria acabar logo e teriam que voltar ao Brasileirão e ao futebol mediano que se joga aqui. Sei que boa parte destes comentários é mimimi de quem vive reclamando de tudo. Mas…

Mas o que vocês queriam? Ter a Copa durante todo ano? Querem comparar o Campeonato Brasileiro com a Copa? Ou com a Liga dos Campeões? Melhor parar de brincadeira. Nosso campeonato não se compara nem aos principais campeonatos nacionais da Europa. E nem o Argentino, o Mexicano ou o Turco. Cada um tem seu patamar. E nós, há muito tempo, estamos alguns degraus abaixo. Essa é a nossa realidade, não adianta pedir Copa todo ano.

Se o Brasileirão é fraco, é sinal que nosso futebol também é. E consequentemente nosso seleção será. Não dá pra criar um oásis. Temos que conviver com nossa realidade. E tentar mudá-la. Temos que lutar por uma liga nacional de futebol, totalmente separada da CBF. Temos que cobrar uma administração profissional nos clubes. E honestidade dos dirigentes. Temos que pedir um futebol de mais qualidade. E ingressos condizentes com o nível econômico do nosso povo. Aí, quem sabe, no futuro, tenhamos um campeonato de primeira linha. E consigamos formar uma seleção que nos orgulhe.

O que temos hoje é exatamente isso que assistimos na Copa. Um futebol pobre, chutões, um craque tentando salvar a pátria, o Felipão tentando contradizer os fatos e uma grande ilusão alimentada pela mídia. Ou a gente muda isso, ou teremos um filme bem parecido em 2018. Caso o Brasil se classifique, né?!!

* * * * *

E falando no Brasileirão… Já perdi a conta de quantas vezes o Flamengo namorou o rebaixamento. E neste ano deve repetir a mesma novela macabra. Muitos podem pensar que ainda é cedo pra pensar nisso. Mas não é tanto assim. Domingo teremos a 12ª rodada, quase 1/3 do campeonato. Mesmo que o Fla vença o Botafogo, chegará com míseros 10 pontos pra seguir nos 2/3 restantes. Se perder… 7 pontos!

Pode até ser que neste ano a linha de corte seja mais baixa; acredito nisso. Mas, na melhor hipótese, é bom ter mais de 40 pontos pra escapar da degola. Talvez 42, 43, 44… É bom acordar logo.

Por outro lado o Cruzeiro segue firme. E eu gostei dos reforços, pontuais, que a Raposa contratou. Falar em favoritismo não é exagero.

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O Bola Parada cresceu bastante no período da Copa. E agora pretendemos seguir nessa trilha. Contamos com a presença dos habituais e de novos visitantes. Se puderem ajudar um pouco, divulguem o site entre seus conhecidos. Fará muita diferença pra gente.

E aproveito o espaço pra anunciar um reforço na nossa equipe, é o Renan, do blog Futebol e Companhia. Diferente de certos clubes, o Renan é um reforço, não um esforço. Seja bem-vindo!

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PostHeaderIcon Aula de Alemão – Grátis

Não vou falar muito do jogo entre Brasil e Alemanha pois não tivemos jogo. Tivemos uma aula. Uma belíssima lição, grátis. Mas, pelo que vi no dia seguinte, a lição não foi assimilada. Insistem na teoria de apagão; ou pane geral. E discordo totalmente desta opinião.

Vejo a seleção como um senhor com péssimos hábitos de saúde. O 7×1 foi como um ataque cardíaco. Mas a saúde do nosso futebol vem mal há mais de 2 décadas. Cedo ou tarde aconteceria o ataque. E felizmente foi um sonoro 7×1, pra ficar bem marcado, uma cicatriz enorme. Uma derrota de 2×1, como na Copa de 2010, mascararia os nossos problemas. Agora não dá mais pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete.

No meu tempo de garoto ouvi muitas vezes a piadinha de que a Alemanha jogava algo parecido com o futebol. E concordava, ainda que de vez em quando aparecesse um grande jogador por lá. Agora, tristemente, a situação se inverteu. Eles tocam a bola e driblam; nós damos balões da zaga pro ataque. E esperamos alguma jogada mirabolante do nosso único craque. Ou um gol nascido de escanteio. Ou um pênalti inventado. É um futebol paupérrimo, nem vestígio do que foi em outros tempos.

Mas poderia ser diferente? Basta olhar nossos campeonatos internos. Vivemos na base da ligação direta e da bola parada. Lembrem do Palmeiras com o Felipão, dependente das faltas do Marcos Assunção. Os destaques dos últimos Brasileirões costumam ser argentinos; os que ainda conseguimos importar. A base dos nossos clubes é muito mal trabalhada. E quando surge algum jogador bonzinho, já está fatiado entre empresários e é exportado em seguida. Sem esquecer da péssima administração dos nossos clubes, quebrados e/ou explorados por dirigentes picaretas.

Daí se criou um oásis de prosperidade no meio do deserto do nosso futebol, a CBF e seus 300 patrocinadores. Ela tem centenas de milhões, uma suntuosa sede, um moderníssimo centro de treinamento, centenas de funcionários e… Cadê o talento? Ele deveria vir dos clubes. Mas não vem mais. O pé-de-obra de qualidade e em abundância acabou. Nossos técnicos já não convencem mais ninguém. Se treina pouco. E mal. Faltam até fundamentos na maioria dos jogadores profissionais.

Agora, depois da surra vergonhosa, histórica e histérica, buscam os culpados. Concordo com muitas opiniões sobre o exagero da mídia ufanista, sobre a falta de treinamento, sobre a pobreza tática do Felipão e cia, sobre a dependência do Neymar, sobre a soberba de quem olha apenas o passado glorioso, sobre o desequilíbrio emocional de boa parte dos jogadores, etc… Mas nada vai adiantar trocar o técnico e alguns jogadores. Vamos lembrar que a lista era quase unanimidade, trocando 1 ou 2 nomes. Precisamos reinventar o futebol brasileiro. Começando pela base, pelos clubes, pelo nosso campeonato. É um trabalho de longo prazo, árduo. Mas, como escrevi no início da coluna, não creio que isso seja factível. Não com nossos cartolas pilantras e ladrões. Não com essa gente de mente retrógrada. Não com uma imprensa esportiva que vive de deboche e humor forçado. Não com técnicos pretensiosos e jogadores que só são profissionais na hora de assinar contratos e pedir aumento.

Infelizmente acho que vão jogar a culpa em alguns jogadores, arrumar um técnico que agrade a mídia e enrolar por mais 4 anos. Mas, como dizia aquele outro, a Rússia é logo ali.
humilhação nacional
* * * * *

Sabem aquela famosa frase que diz que o medo de perder tira a vontade de ganhar? Acho que ela resume bem o jogo entre Holanda e Argentina. Os dois técnicos se preocuparam mais com a marcação. E fizeram isso bem. Messi, Robben, Sneijder e demais atacantes tiveram pouco espaço pra jogar. Ninguém queria se abrir e partir pro ataque. A Holanda, com mais posse de bola, era pouquíssimo aguda. E a Argentina ficou esperando um lance espetacular do Messi pra decidir o jogo.

Repito o que disse antes, a Alemanha é favoritaça! Estará mais descansada e com o astral alto após a surra no Brasil. Só não terá a mesma moleza, obviamente.

Na decisão do 3º lugar acho que teremos um cenário perigoso. Nossa seleção, com a soberba ferida, tentará partir pra cima. E isso é tudo que a Holanda deseja. Poderá usar seus velozes atacantes pra decidir o jogo. E pode pintar outra goleada.

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PostHeaderIcon O Futebol Americano da Seleção

Nunca gostei de futebol americano; mas nada contra. Mas lembrei do futebol de lá ao ver a seleção do Felipão. É aquele negócio, o “quarto beque” lança a bola pelo alto e o velocista tenta pegá-la e arrancar na corrida. Posso até dizer que a seleção está jogando o verdadeiro futebol brasileiro; que vemos em vários de nossos clubes. Um futebol paupérrimo, seja nos clubes, seja na seleção.

O fato é que já foram 4 jogos, e o Brasil não convenceu em nenhum. É ultra dependente do Neymar. E não é sempre que ele vai resolver. Não dá pra esperar tanto. Os outros precisam ajudar, começando pelos meias. Mas nosso meio campo inexiste. Os jogadores mais próximos da função de armador são o Oscar e o Hernanes. Mas o Oscar joga pela direita, com obrigação de marcar o lateral adversário. E o Hernanes, não sei por qual motivo, vive no banco. E o pior, o Felipão apenas troca um volante por outro ou um centroavante por outro. Não ataca o problema: a extrema falta de criação. E enquanto você lia isso, o Neymar recebeu outro balão da zaga.

Mas o Brasil teve sorte; Felipão mais ainda. Conseguimos passar pelo Chile, jogando uma bola de gude. A Colômbia será mais difícil. Venceu seus 4 jogos, com certa tranquilidade. Tudo bem, não enfrentou nenhum adversário forte; mas o Brasil também não. Então esse argumento não tem base. O Brasil tem mais tradição, a tal camisa que enverga o varal. Mas na bola… Vamos ser honestos, eles estão melhores. Se vão ganhar, deixo pra parte dos palpites.

* * * * *
argentina X Suiça
Nossos vizinhos argentinos não estão muito melhor. Hoje sofreram pra passar pela Suiça. E os 3 primeiros jogos foram bem fracos, não convenceram. E também dependem do Messi. Mas eles têm alguns bons coadjuvantes, começando pelo Di Maria. E mais a tradição. Só que isso não garante moleza contra a Bélgica. Bélgica que amassou os EUA, mas penou pra botar a bola dentro das redes. Não vejo favorito algum nesse confronto.

A França tem sido o time mais equilibrado. E tá bem montado pelo Deschamps. Mas agora vão pegar a Alemanha, que sofreu bastante pra bater a Argélia. Em parte por culpa do Low, que montou uma defesa maluca e exagera nos “armandinhos”. Na hora do aperto precisa é do Schurrle ou do Podolski pra jogar verticalmente. Em condições normais a Alemanha seria favorita, mas com as invenções do Low, não digo mais nada.

A Holanda deve ter vida mais fácil contra Costa Rica. Não será moleza, mas a Costa Rica foi muito beneficiada pela ruindade do ataque grego. O melhor atacante da Grécia é o lateral esquerdo. Também existe uma lei grega que proíbe que um time (ou seleção) marque mais de 1 gol em média. Daí… Daí a Costa Rica quebrou a cara de todos os palpiteiros, videntes, astrólogos e comentaristas de futebol. Começando por mim, só errei este palpite.

* * * * *

A Copa, dentro de campo, está muito boa, emocionante. Mas fora de campo… Acabou a minha paciência com treinadores cheios de mimimi e reclamando da imprensa ou da arbitragem (ruim). Já tivemos coisas bem piores na arbitragem, inclusive favorecendo o Brasil (1962). E a imprensa não tem obrigação de torcer pela seleção. Ao menos publicamente, pois aí distorce os fatos.

O encontro “secreto” do Felipão com alguns jornalistas esportivos amigos passou do ridículo. Ele deveria estar cuidando de seus jogadores, que choram mais que viúva em velório. Ou deveria tentar achar um meio campo que consiga trocar 3 passes. Mas nosso técnico resolveu conclamar a imprensa boleira para defender nosso escrete canarinho. Como se a opinião da mídia fosse melhorar nosso pobre futebol. Não é assim que se ganha uma Copa.

Fecho essa coluna com a opinião do pessoal do Linha de Passe sobre o pedido do Scolari: AQUI.

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