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Arquivos da seção ‘Marco na Bola’

PostHeaderIcon Madri Em Festa

Ninguém, em condições normais, tira o favoritismo do Barcelona contra qualquer adversário. Só que o favoritismo não significa vitória certa. Tanto que hoje o Barça perdeu sua 3ª partida em quatro. E eu assisti os 2 jogos contra o Atlético e a partida contra o Real, pelo Espanhol. Em nenhum destes jogos o clube catalão esteve perto daquele futebol envolvente e avassalador. E até as individualidades estiveram bastante ofuscadas. E o retrato perfeito dessa situação é o Messi, assustadoramente apagado nas últimas partidas.

Hoje o Barcelona foi eliminado pelo combativo e aplicado time do Atlético de Madri. No meio do 2º tempo, vendo o Atlético recuado e pressionado, cheguei a pensar que sofreria o mesmo castigo da semana passada, quando o Barça virou o placar. Mas a pressão do Barcelona foi pouco produtiva. O goleiro Oblak trabalhou menos que em condições normais. O trio MSN produziu muito menos que em condições normais. E, no fim, o juiz errou ao marcar uma falta no lugar de pênalti. Castigo para o Barça? Talvez, mas foi um castigo merecido. Bem merecido!!
atlético de Madri
O outro espanhol que avançou na UCL foi o Real. Graças ao talento do Cristiano. E aí volto àquela habitual crítica que ele sofre, de se omitir nas partidas decisivas!! Mas, como assim??? Quem inventou isso? Como alguns repetem essa conversa furada? Francamente, isso passa do ridículo. Ou estão misturando o lado pessoal com o profissional. Mas eu não me interesso pela vida particular do português. E pouco me importa se ele é egocêntrico e antipático. Quero saber é dentro de campo. E lá o Cristiano resolve. É decisivo! Ou vocês vão me dizer que o Real estaria em outra semi sem a presença dele? Estaria??

Não vi muito dos outros jogos da UCL. Mas eu esperava que o PSG avançasse, apesar de estar praticamente no mesmo nível do City. Só imaginei que o momento do time francês fosse melhor. Mas o equilíbrio é tanto que o City só avançou por ter feito um gol fora. Já o Bayern, era esperado. Mas o Benfica deu trabalho. Mais do que a maioria pensava.

Agora vou arriscar um palpite. Mas vou pular a semi e deixar meu favorito (ainda que a margem seja mínima) ao título. Arrisco que o Real leva outra orelhuda. A 11ª, se não estiver errando a conta.

* * * * *

Hoje teremos mais confrontos pela 5ª rodada da Libertadores. Nenhum clube brasileiro está voando baixo. Mas o Atlético e o Corinthians estão em situação confortável e não devem sofrer muito pra se classificar.

Dos times que ainda vão completar a 5ª rodada, o Grêmio, apesar de jogar fora, é quem tem a vida mais fácil. Passou 1 semana em Quito, se ambientando à altitude, e deve voltar com os 3 pontos. O São Paulo joga em casa, um Morumbi lotado. Mas o River é um adversário tradicional e deve dar trabalho. O favoritismo do SPFC é pequeno. Mas acredito que vença e encaminhe a classificação.

Por fim, temos o Palmeiras. Joga amanhã, pela 6ª rodada, contra o River uruguaio. Também acredito que vença. O problema é que isso não resolve muito. Ele precisa vencer e secar o Rosário Central. E eu não gosto muito de depender de terceiros. Não acho que o Palmeira possa se classificar pra 2ª fase. É melhor arrumar a casa e se concentrar no Paulista e Brasileirão.

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PostHeaderIcon Seleção Devendo e Gênio Partindo

E ontem o Brasil completou sua 5ª partida nas eliminatórias para a Copa da Rússia. O empate com o Uruguai, em 2×2, rendeu o 8º ponto em 15 disputados. Apesar da campanha mediana é improvável que a seleção não se classifique. Acredito que passe. Mas será igual um aluno que sempre tira nota 6. Não é um vexame, mas não empolga.

O começou da partida de ontem deve ter enganado muita gente. Jogadas pelos lados, infiltrações dos meias, 2 gols em pouco tempo de jogo. Mas o time uruguaio não se desesperou e foi encontrando a marcação. Apesar de um miolo de zaga fraquíssimo. Muito diferente do ataque deles, perigosíssimo. Tanto que nossos defensores abusaram das faltas. E das falhas. Novamente! E assim o Uruguai chegou ao empate.

O problema é que o time do Dunga já realizou vários amistosos, jogou a Copa América e agora está no meio das eliminatórias. Não é pouco tempo. Já deveria estar rendendo mais. Mas eu ainda não sei se o Brasil vai ter um centroavante fixo ou um falso 9. Nem quantos meias teremos. Ao final do jogo de ontem haviam 3 meias em campo. Pelo que vimos, a coisa não tá funcionando. Willian aberto na direita, Douglas Costa na esquerda e ninguém na área. O Neymar passou a maior parte do jogo numa posição que não é a dele; muito longe do gol. Tanto que pouco rendeu.

A zaga segue sendo uma dor de cabeça. E a cabeça de alguns jogadores continua entrando em pane nos jogos mais complicados. Já vi este filme. E sei como termina.

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Tem coisa de 1 ano que escrevi uma coluna cobrando uma atitude mais incisiva do Paulo Henrique Ganso. Dentro de campo, evidentemente. Pedi que ele chutasse mais ao gol, cobrasse mais faltas e até pênaltis. Achava pouco ver o Ganso tocando de lado e enfiando uma ou outra bola pros atacantes. Alguns leitores devem ter concordado comigo, outros não.

Eis que de repente, do nada, o Ganso começa a arriscar e acertar alguns chutes em gol. Cobrou até um pênalti num jogo da Libertadores. Perdeu, mas isso é do futebol. O importante é que ele saiu do marasmo, da passividade. E isso é o mínimo que devemos cobrar dele. Na verdade, ele é quem deve ser cobrar. Espero que este “novo Ganso” seja o real e definitivo. Capacidade pra tanto ele tem!

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Não gosto muito da seção obituário. Mas é impossível não abordar o falecimento do craque Johan Cruyff. Foi um jogador genial e um técnico revolucionário. E vice-versa, se preferirem. Ou usem os adjetivos que julgarem melhores. Não será um exagero. O fato é que a carreira do Cruyff foi marcante, dentro e fora de campo. Fará falta!
johan Cruyff

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PostHeaderIcon Cadê o Bom Futebol?

Já tem muito tempo que vejo futebol. E não lembro de um começo de ano tão sofrível. Antes, quando se chegava no começo de Março, já era possível apontar um ou dois times jogando um bom futebol, mais arrumados e com potencial para fazer uma temporada vitoriosa. Neste ano eu olho, olho, olho e não vejo nada especial. Todos os times estão devendo (um bom futebol). E alguns estão devendo demais.

E, como é comum em nosso futebol, a urgência de resultados (ou boas atuações) já começou a fazer suas vítimas. O primeiro foi o técnico Eduardo Baptista, demitido do Fluminense. Ele e o diretor de futebol. O Deivid já está sob forte pressão no Cruzeiro. O que nem é de se espantar, aquele discurso bonito do ano passado nunca me convenceu. Trabalho de longo prazo, integrando o profissional e a base, formação de um modelo de jogo e todas as promessas só funcionam no papel. Pelo menos aqui no Brasil.

Outro que balança fortemente é o Marcelo Oliveira. Ano passado eu até aliviei a barra do técnico. Ele chegou na metade do campeonato, pegou um elenco montado por outros, não tinha muito tempo pra treinar… Agora é bem diferente. Ele já tem parcela de culpa. Mas a direção do Palmeiras também tem a sua cota. Contrataram mal, nas posições erradas. A defesa continua ruim e falta um meia de criação. Já volantes e atacantes…

Uma parte deste movimento de demissões atende pelo nome de Cuca. O treinador é o sonho de consumo de todo clube insatisfeito. Hoje. Amanhã o Cuca pode estar na outra ponta, sendo criticado pelos torcedores e fritado pelos diretores. E assim segue em pleno funcionamento a máquina de moer técnicos.

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Ano passado, após os Estaduais, escrevi sobre aquela parcela de torcedores (e técnicos, jogadores, diretores, jornalistas…) que gostam de se enganar com resultados preliminares. Eu me referia ao Vasco; e sabemos como o clube terminou 2015. Neste ano temos um filme parecido, estrelado pelo Botafogo. Os resultados até são bons, mas eles são falsos. O elenco é ruim e precisa de reforços pra valer. Refugos e jogadores 0800 não vão resolver. E os garotos da base não vão aguentar o rojão. O alerta está dado. Quem quiser se enganar…

Por outro lado, apesar de alternar resultados, o Flamengo é um time que pode dar liga. Os reforços vieram para suprir algumas lacunas. E já demonstraram sua importância. Ainda existem outras deficiências, basicamente na defesa. Mas é um elenco que se encaixa. Se não ocorrer nenhum “fator externo”, pode render bem mais que o time de 2015.

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Outro dia eu estava vendo um jogo do Liverpool; a derrota para o M. City pela final da Liga inglesa. Apesar do empate no tempo normal, o goleiro do City quase não teve trabalho. O grande reforço, Benteke, nem entrou em campo. Aí fiquei lembrando de quando eles tinham o Suárez, Sterling e cia. E agora a torcida do Liverpool vendo Suárez arrebentando no Barcelona. Pois é… Parabéns aos gênios que tiveram a grande ideia de se livrar do uruguaio. Entendem muito!!
luis suarez
Já em Londres… Existem coisas que só acontecem com o Arsenal; o Botafogo de lá. Passou os últimos 10 anos sofrendo com os antigos (United) e novos (Chelsea e City) rivais. Aí, no ano em que os rivais estão mal, aparece o Leicester. E o Leicester segura bravamente a ponta. E o Arsenal não consegue encostar e passar. E, cruelmente, pode acabar vendo seu rival londrino (Tottenham) levantando a taça no final do campeonato. Oh, mundo cruel!

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PostHeaderIcon Mau Começo

Pensei que o Toluca seria o adversário mais difícil para os clubes brasileiros na primeira rodada da Libertadores. E não errei. Mas eu errei num outro ponto: Não imaginei que todos teriam tanta dificuldade contra times sem tanta força e tradição.

Posso até aceitar que o Atlético e Corinthians conseguiram vencer e o Palmeiros trouxe 1 ponto do Uruguai. A derrota do Grêmio no México era (quase) previsível, mas não a do São Paulo, no Pacaembu. Tivemos um aproveitamento de 50%; e isso não é muito.

Não quero ser alarmista, todos os clubes brasileiros ainda podem se classificar para a próxima fase. O problema foi o desempenho fraco. O Palmeiras, que já vinha mal no Estadual, ainda que com o time reserva, foi apático e cedeu dois empates para o River uruguaio. O São Paulo, que está em fase de adaptação ao novo treinador, conseguiu uma quase proeza, perder pro Strongest. E estes 3 pontos podem faltar no final da fase.

O Grêmio, que também vai mal no Gauchão, mesmo com 11 contra 10, não ofereceu resistência para o Toluca. 2×0 foi até barato. Mas eu acredito que ambos se classificam. Assim como o presenteado Corinthians, que sofreu em El Salvador. Jogou pouco. Ainda mais diante de um adversário tão modesto.

O único jogo que não vi nada além dos gols foi o do Galo. Mas ele volta do Peru com 3 pontos. E espero que não demore muito pra encontrar um futebol convincente. E o mesmo vale pros outros brasileiros. Todos estão devendo.
atlético Mineiro
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Já na Champions… Tudo dentro do esperado. O Chelsea foi imprensado pelo PSG e o 2×1 foi até pouco. O time francês poderia ter resolvido tudo na primeira partida, mas o Courtois não deixou. Então o jogo da volta está em aberto. Deixo 60% pro PSG e 40% pro Chelsea.

O Real espremeu a Roma, mas criou poucas chances de gol. Mas o português resolveu e o placar de 2×0 reflete o que aconteceu em campo. O jogo da volta será uma formalidade.

Aproveitando, e sem ser advogado ou fã do CR7, acho que a imprensa tá perdendo a grande chance de ficar calada. Jornalista não é a pessoa mais indicada pra julgar o caráter de ninguém. Nem pra dizer se o fulano é simpático, chato ou o vilão do filme. O Cristiano foi contratado pra jogar; e isso ele faz. Muito bem! Com ou sem arrogância.

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E por falar em imprensa… Não posso deixar de registrar a justificativa apresentada pelo comentarista da Globo, pouco antes do zagueiro do Cobresal fazer o gol contra e dar a vitória ao Corinthians. Ele, sr. Caio, disse que o nervosismo da estreia era o motivo do fraco desempenho dos jogadores corintianos.

Então tá! O bravo Cobresal, que só havia participado de uma Libertadores, vai enfrentar um time com 6 títulos brasileiros, 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores, 1 Mundial de Clubes e ele não fica nervoso. Só o Corinthians fica. Tive que dormir com essa!!!

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PostHeaderIcon Saída, Vinda e Volta

Este começo de ano foi bem modesto no (tão falado) Mercado da Bola. A maioria dos clubes pisou no freio. E quem contratou foi mais em substituição aos jogadores perdidos. E eu escolhi a palavra “perdidos” propositalmente. Hoje é raro ver um jogador sendo vendido, com o dinheiro ficando nos cofres do clube. Jogador pizza só é bom pros donos da pizzaria.

O dado interessante é que tivemos três movimentos bem distintos, envolvendo 3 clubes importantes. Começando pelo Internacional, que emprestou o D’Alessandro para o River. Não preciso nem falar do que o D’Alessandro já fez pelo clube e do quanto é reverenciado pelos colorados. Isso é notório e não será apagado. Mas o tempo passa; D’Ale vai fazer 35 anos. Ele nunca foi um exemplo de forma física. E nos últimos anos passava mais tempo no DM que jogando.

Ainda existe o aspecto financeiro. O argentino recebia um salário alto e este dinheiro pode ser utilizado de maneira mais proveitosa. Até para investir numa revelação que possa ocupar o lugar vago. Então eu tenho que concordar com a opção dos dirigentes do Inter, ainda que o torcedor possa chamar isso de heresia.

Já na metade azul do RS, tivemos uma contratação de impacto, o equatoriano Miller Bolaños. Foi um investimento com algum risco. Mas todo investimento é arriscado. A questão é colocar o risco num nível aceitável. Me parece ser o caso do Grêmio. O meia-atacante tem um bom potencial e pode dar frutos para o clube. Primeiro dentro de campo; depois numa possível venda para o exterior. E aí girar a roda.

Aliás, este tipo de investimento já deveria fazer parte da cultura do nosso futebol. Em Portugal isso é muito comum e bastante lucrativo para os clubes da “terrinha”. O exemplo é claro e funciona. Basta ser administrado com um mínimo de competência. Já até fiz um texto comparando a esperteza comercial dos portugueses com a nossa falta de.
01robinho
E por último tivemos a volta do Robinho. E vocês podem entender a palavra “volta” como preferirem. O “menino da Vila”, já veterano, foi parar no Galo. Os chineses não tiveram interesse em continuar com o rei da pedaladas. E isto é muito sintomático. Mas o Atlético achou que seria um bom investimento. Ou a nova fornecedora do clube achou. Ou ambos acharam que ganhariam muita mídia com a vinda do Robinho. Pode ser. Dentro de campo a gente já sabe o que esperar do jogador. Não compensa o investimento. Investimento que nunca vai se pagar. Mas que pode render algumas firulas. Então tá!

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PostHeaderIcon O Pior Esquema do Mundo

Desde garoto, por centenas de vezes, escutei e li o cansativo discurso sobre o esporte ser exemplo de retidão e solução para todos os problemas sociais e individuais. Não importava a pergunta, esporte era a resposta mágica. O esporte era um local da galáxia onde todos eram bons, corretos, honestos, saudáveis e felizes. Tanto no pessoal, como no profissional.

Mas, mesmo sendo um adolescente, nunca acreditei nessa falação populista e fantasiosa. A única “ilha da fantasia” que conheci foi aquela do seriado de TV. E, com o passar do tempo, fui descobrindo que a tal ilha da fantasia era uma ilha repleta de mentiras, sujeira e corrupção. Uma ilha do mal. Não que o esporte seja do mal, mas muitas pessoas deste meio são. E o esporte serve para camuflar suas reais intenções. Além de que, francamente, não sei como o fato de nadar ou jogar tênis pode mudar o caráter de alguém. Isso é fantasia. Ou pior, uma enorme demagogia.

Naquele tempo, por falta de evidências, eu tinha só a sensação de algo muito errado. Mas hoje temos provas contundentes de graves desvios, administrativos e esportivos. Os escândalos já atingiram as mais diversas modalidades e confederações. Posso, sem muito esforço, citar o atletismo, ciclismo, natação, automobilismo, e o recente caso de tenistas envolvidos com a máfia das apostas. No futebol a sujeira já atingiu o campeonato italiano, francês, alemão, inglês, dezenas de confederações e, como não dizer, a “gloriosa” FIFA e seus dirigentes.

As investigações ainda são tímidas e cambaleantes, originadas de excessos, obras do acaso ou interesses específicos. Mas elas acontecem, ainda que contrariando o tradicional desejo de “deixa pra lá e vamos seguir o barco”. E, pouco a pouco, o mito do esporte como um Olimpo dos deuses, vai se desmoronando. O esporte é feito, e gerido, por pessoas. Ele reflete a nossa sociedade, não é nem melhor, nem pior. Só teremos um esporte decente quando tivermos uma sociedade digna e honesta.

* * * * *
administração futebol
O Brasil é diferente do resto do mundo. Para pior. Aqui os desvios de conduta e as centenas de irregularidades já são parte do cotidiano do nosso esporte. Viraram a regra não escrita. O nosso modus operandi. Já a investigação, e punição, são raridades. Ou algum de vocês ainda espera que uma CPI (Comissão de Pilantras Imorais) vá investigar e punir alguém? Eu nunca esperei!

Nosso esporte olímpico está controlado por dirigentes “eternos”, acobertados por uma névoa jurídica que lhes permite fazerem o que bem entendem. As confederações não são orgãos públicos, não são (efetivamente) privados e ficam num limbo assaz confortável. Não prestam contas nem quando recebem verbas públicas. E estas verbas são cada vez mais generosas.

As federações de futebol viraram feudos sugadores do sangue (e dinheiro) do futebol. Só tiram! Não servem para nada. Mas também não são confrontadas pelos clubes, já que a maioria prefere deixar como está. Ainda mais que os clubes estão numa sujeira igual; ou maior. Então ninguém tem moral para enfrentar o status quo e fazer uma revolução.

Eu poderia fazer uma lista enorme com as irregularidades e desvios que acontecem em praticamente todos os clubes do futebol brasileiro. Mas vou citar apenas os casos mais recentes. O Carlos Miguel Aidar não completou 1 ano na direção do São Paulo e foi afastado. Mas as graves irregularidades de sua gestão ainda não foram reveladas. No Santos, as 2 últimas gestões foram, para dizer pouco, desastradas. Deram enorme prejuízo ao clube. E agora existe uma investigação para apurar os desvios cometidos pelo Odílio. Assim como o Botafogo investiga seu ex-presidente, Maurício Assumpção, suspeito de inúmeras irregularidades.

Mas eu não acredito em investigações internas. Acabam em nada! Já vi isso em dezenas de casos. Normalmente os clubes estão sob controle de 2 ou 3 grupos e estes se revezam na prática delituosa. Nenhum vai punir o outro. Ou não sobraria ninguém pra contar a história.

O futebol brasileiro precisa é de uma Lava-Jato, que começasse na CBF, passasse pela federações e atingisse todos os clubes. Precisamos de muito sabão pra lavar a lama que tomou conta do nosso esporte preferido. E isso é urgente. Não adianta discutir esquema de jogo se o esquema podre não for investigado e rigorosamente punido.

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