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Arquivos da seção ‘Marco na Bola’

PostHeaderIcon Campeão Indiscutível

Uma das maiores vantagens de um campeonato por pontos corridos é que o vencedor costuma ser indiscutível. A exceção, quando ocorrer, é mais por alguma interferência externa que altere resultados. Mas, via de regra, o título é merecido. E este é o caso do Palmeiras no Brasileirão deste ano. Um campeão inquestionável. Diferente do mesmo clube na Copa do Brasil de 2015.
palmeiras campeão
Vi e ouvi muitas opiniões cobrando um futebol mais vistoso por parte do Palmeiras. Mas a cobrança não deveria cair somente nos ombros do Palestra. Isso deveria valer pra todos os times da Série A, talvez da B, pra seleção, pras categorias de base… Achar que o Palmeiras, só pelo investimento, deveria jogar bonito, é bobagem. O Audax, só neste ano, já nos mostrou que a filosofia de jogo não depende do dinheiro gasto.

O Palmeiras foi campeão graças ao dinheiro (sim!), ao planejamento, ao elenco recheado e à regularidade. Certamente não encheu os olhos de ninguém. Mas duvido que algum torcedor esteja reclamando. O torcedor, de qualquer time, quer vitórias e títulos. O “jogar bonito” é um adicional. É a cereja no bolo. Se a cereja faltar, paciência. O bolo está lá. E parabéns aos que estão aproveitando o bolo!

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Por outro lado, na Série B, a torcida do Vasco ficou sem bolo e sem cereja. A campanha do time foi muito fraca. Quase vergonhosa. A classificação veio no sufoco, com um sofrimento que não deveria ter acontecido. Mas que serve de lição para os que acreditaram na mentira do “respeito voltou”. Não voltou e nem vai voltar enquanto o clube for comandado por pessoas como os dirigentes recentes.

Mas o pior nem é a forma como o Vasco subiu. Triste é imaginar o que pode acontecer com o clube em 17. Tudo indica que o departamento de futebol vai ser terceirizado. Não oficialmente, mas na prática. É quase surreal imaginar um clube do porte do Vasco dependendo de um empresário pra colocar ou tirar jogadores, colocar ou tirar um técnico. Mas é isso que deve acontecer. Parabéns ao Eurico, Euriquinho e demais envolvidos.

(E, no exato momento em que escrevo esta coluna, o Vasco anunciou a saída do técnico Jorginho. Tudo vai se encaixando.)

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Ainda que um pouco atrasado, quero dar meus 0,50 no caso do Ceni virando técnico do São Paulo. Nada contra ele iniciar a carreira de treinador, longe disso. Mas eu tenho que ser coerente e opinar do mesmo modo que falei quando o Dunga virou treinador da seleção. Não se começa pelo topo. O topo é algo que se conquista pelos resultados e pelo mérito.

O Rogério Ceni teve muito mérito como jogador. Isto é inquestionável. Tanto que é, muito provavelmente, o maior ídolo do SPFC. Mas isso não o transforma num grande técnico. São coisas distintas. Tanto é que o Zico, Falcão, Cerezo, Júnior e tantos outros craques não tiveram sucesso na nova carreira. Mas nada impede que o Rogério Ceni faça parte do rol das exceções. Até torço para isso. Mas eu gostaria que ele tivesse começado pelas categorias de base do São Paulo, passasse um tempo como auxiliar e, depois disso, tivesse sua chance no time principal.

Sei muito bem como o torcedor é apaixonado e irracional. Caso o Ceni tenha sucesso logo de início, não faltará gente pra gritar: “Tá vendo? Falou bobagem! Quebrou a cara!”. Não me importo, a questão não é pessoal. A questão é de conceito. E o meu conceito vale pro Dunga, pro Ceni e pro Zé das Couves. Aqui não tem carteirada!

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PostHeaderIcon O STJD e um alerta para alguns clubes

O futebol brasileiro roda, roda, roda e continua cometendo os mesmos erros de sempre. Chega a ser cansativo! Mas novamente temos o STJD entrando em campo e sendo usado para tentar alterar resultados. O Fluminense e o Figueirense são aos autores das reclamações à justiça esportiva. E ambas as ações são muito questionáveis.

Não vou entrar no mérito das ações no STJD; odeio essa parte jurídica. Também sou contra usar imagens de TV em momentos convenientes. Ou se usa a TV em todos os jogos, ou em nenhum. E no momento o regulamento não permite essa ajuda externa. Mas é óbvio que a arbitragem do Fla-Flu teve interferência externa. Foi um casuísmo. E isso não pode ser aceitado. É injusto com todos os outros casos de clubes prejudicados por erros claros da arbitragem.

Mas, infelizmente, o futebol segue o caminho da judicialização, fato corriqueiro em nossa sociedade. E como costumam brincar na internet: Gol da Alemanha!!

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O Vasco foi um daqueles times que se enganou com o resultado do Estadual e uma invencibilidade de trinta e tantos jogos no começo do ano. Era uma situação fantasiosa. E hoje o clube vive um momento mais real. E a realidade é mais dura que a fantasia.

Acredito que o Vasco vai subir para a Série A, ainda que sofrendo. Mas o problema do clube não é só voltar pra 1ª divisão. O Vasco precisa voltar a ser grande. O Vasco não pode ser do tamanho do Eurico, do Roberto ou de pessoas deste nível. O Vasco é muito maior. Mas vai continuar pequeno se for dirigido por pessoas pequenas. Fica o alerta!

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botafogo
Já o Botafogo, que virou o queridinho dos analistas e comentaristas de plantão, poderia estar numa situação ainda pior que o Vasco. Mas hoje é a surpresa do Brasileirão. Todos os jornais, sites e emissoras já fizeram sua análise sobre os motivos dessa recuperação do clube. A explicação é até simples:

– Equilíbrio financeiro, com os salários pagos em dia;
– O Jair Ventura conseguiu melhorar o desempenho da defesa e aproveitar melhor os jogadores do elenco; que não é essa maravilha toda;
– Alguns reforços de última hora qualificaram mais o grupo e tem sido decisivos;
– O estádio da Ilha, chamado de “arena Botafogo”, está servindo de casa durante a falta do estádio Nilton Santos.
– O elenco esbanja disposição e o ambiente interno parece muito bom.

Mas não podemos esquecer dos erros cometidos pela atual gestão do Botafogo. Principalmente na contratação de jogadores fracos e que só pesam na folha salarial. Para um clube com orçamento tão curto, é uma falha pesada. Outro ponto são os contratos curtos e sem uma multa alta. Ano que vem o clube deve perder vários jogadores. Fica o alerta!

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Ninguém duvida que o Cruzeiro, São Paulo e Internacional são grandes clubes. Isso é óbvio! Mas o fato de ser grande não lhe permite fazer grandes bobagens e sair impune. O desempenho dos 3 neste Brasileirão é fruto de vários erros. De falta de planejamento e de mudanças no planejamento. Se a gente olhar o custo da folha ou o valor dos elencos, o resultado é ainda mais desanimador. Pífio!

Não estou dizendo isso baseado em achismo. Outro dia vi uma estatística mostrando quanto custou cada ponto no Brasileirão, em relação ao valor do elenco e ao custo mensal. O trio que eu citei, junto do Palmeiras, Flamengo e Atlético, são os que mais gastam. Mas o resultado de um trio é muito diferente do outro. Então não basta pensar apenas no orçamento ou confiar no peso da camisa. Isso é importante, mas não é tudo. Fica o alerta!

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PostHeaderIcon Curtinhas do Mundo da Bola

A coluna de hoje vai ser no estilo curtinhas. E começo pela seleção brasileira. O Tite consegui 4 vitórias nos primeiros jogos e o Brasil já é líder nas eliminatórias. Não é pouco. Ainda mais após o período negativo sob o comando de Dunga. A mudança é nítida e inquestionável.

Mas eu não me alinho com a turma dos otimistas de plantão. Falta muito ainda pra sentir confiança total na seleção. E faltam vitórias mais convincentes, sobre adversários realmente fortes. Bolívia, Venezuela, Colômbia e tais não servem como parâmetro. Vamos devagar com a euforia. A seleção só cumpriu com a sua obrigação. Coisa que não vinha fazendo nos últimos anos. Estava devendo. Mas só pagou uma parte da dívida. E o Tite ainda tem muito para fazer.
gabriel jesus
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Quem também está devendo é a Argentina. E nem estou falando dos jogos recentes, sob o comando do Bauza. Depois da Copa de 14 a seleção argentina não conseguiu uma sequência de 3 jogos convincentes. Mas agora, com o Bauza, a coisa degringolou. O time tá muito bagunçado. Os resultados ruins não são casualidade, são consequência. Acho que só mesmo os talentos individuais para garantir a classificação pra Copa da Rússia.

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Finalmente algumas pessoas estão acordando pra farra da mudança de mando de campo e os jogos vendidos para praças alternativas. Uma parte é culpa dos clubes, que viram na venda do mando uma fonte adicional de renda. Mas existe também a necessidade de arrumar uma finalidade para aqueles elefantes brancos construídos para a Copa. Juntando os dois fatores… Mas isso não justifica o erro. Já passou da hora de acabar com a brincadeira!

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Ainda não está 100% confirmado. Mas tudo indica que o Oswaldo Oliveira vai assumir o comando do Corinthians, ainda nesta semana. O seu desligamento do Sport foi anunciado na noite de terça. Só falta assinar com o clube paulista. Até aí, nada de novo. Só a confirmação de tudo que sempre falamos aqui no Bola Parada. Nossos técnicos e dirigentes se merecem. Não existe santinho neste meio.

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Falando em técnico… E o nosso Luxemburgo, hein!? Já não basta o fiasco de seus últimos trabalhos, agora tá dando vexame em entrevistas e declarações sem sentido. Tá ficando feio! E não é assim que ele vai arrumar emprego num grande clube. Talvez nem num pequeno.

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Uns 2 meses atrás eu comentei com o Alexandre sobre o estranho caso de um site de apostas que havia patrocinado o Corinthians e logo depois sumido do mapa. Não do mapa, mas do Brasil. Agora chegam notícias sobre o atual patrocinador das costas da camisa do alvinegro. O negócio é confuso e junta um empresário português, denunciado na Lava Jato, uma fabricante de café, uma tal de Apollo Sports, empresas sediadas em paraísos fiscais… Sendo que o valor que o clube receberá nem é grande coisa, pouco mais de 7 milhões por ano. Minha única pergunta é: O Corinthians não poderia arrumar um patrocinador mais decente?

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Segunda feira eu peguei o Linha de Passe uns 15 minutos depois do começo. E fiquei meio perdido com o assunto. Ainda mais que ficaram quase metade do programa dando explicações sobre isenção e qual o time de cada jornalista. Só depois é que fui saber da “briga” que o Mauro Cézar Pereira havia arrumado nas redes sociais.

Sinceramente, é uma idiotice total. Todo jornalista torce por algum clube. E todo jogador ou técnico. Desde menino eu sabia do clube preferido de 90% dos comentaristas e narradores. Nunca foi segredo. O Washington Rodrigues é flamenguista, o Márcio Guedes é botafoguense, um outro vascaíno, tricolor, santista, atleticano… Nunca houve problema. Só agora, com os patrulheiros da internet, virou motivo de confusão. Pura falta de um terreno pra capinar!!!

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PostHeaderIcon Inchando a Libertadores

A notícia da semana é a mudança no formato da Copa Libertadores. Querem mais clubes, mais datas e uma final em partida única, em campo neutro. Está muito evidente que copiaram boa parte do que acontece na UCL. Pelo menos no formato, já que o conteúdo é muito diferente.

Mas é bom lembrar que nosso continente é muito diferente do europeu. Nem tudo que funciona lá pode ser clonado e implantado aqui. Até por uma questão de logística. E de lógica. Imaginem uma final entre um clube brasileiro e um mexicano sendo jogada na Colômbia. Qual torcedor, mexicano ou brasileiro, poderá ir ao estádio? Ou quantos poderão?
jogador
O aumento do número de clubes também pode ser um mau negócio. Basta ver o nível de algumas equipes que participam da fase de grupos da Libertadores. Então a tendência é que o nível técnico decline ainda mais. Muitos clubes irão só fazer figuração. Só poderão ostentar o “título” de participação. Levarão duas pancadas e voltarão “orgulhosos” para casa.

Mas, o que vejo de real nessa notícia é o fator econômico. O verdadeiro interesse é faturar mais com patrocínios, cotas de TV e bilheteria. Este é o verdadeiro motivo da proposta. Qualquer outra coisa dita sobre o assunto é uma simples cortina de fumaça.

E falando especificamente sobre o Brasil, com Estaduais, Copa do Brasil, Primeira Liga, Nordestão, Copa Verde, Sul Americana, Libertadores, Brasileirão, acho que vai faltar data pra tantos campeonatos. Mas, quem sabe, possam criar um ano com 465 dias. Quem sabe…

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O segundo tema da coluna é recorrente. Mais uma vez terei que falar sobre as constantes trocas de técnicos no meio do Brasileirão. É uma coisa tão irracional e estúpida que fica difícil analisar. Outro dia mesmo, quando o Ricardo Gomes trocou o Botafogo pelo São Paulo, falei com o Alexandre e disse que era uma troca ruim para os três envolvidos. Acabou, casualmente, não sendo tão ruim para o alvinegro carioca. Mas o São Paulo já está meio arrependido. Se bem que nem deveria. O problema maior nem é o técnico. O verdadeiro problema no Morumbi começa na direção. Erraram todo o planejamento do ano. Erraram nas vendas e contratacões. E vão terminar o ano melancolicamente. Talvez com um sustinho de rondar o rebaixamento.

No Internacional o “sustinho” é um temor profundo. Erraram feio na escolha e troca de técnicos. Optar pelo Roth, para salvar o ano, foi uma falha grosseira. E que pode custar muito caro. Já o Corinthians, após demitir o Cristovão Borges, ficou no vácuo. Dizem que estão acertados com o Eduardo Baptista, mas ele vai seguir na Ponte até o final do Brasileirão. Então o clube vai ficar assim, esperando. Que maravilha!

O Cruzeiro parecia convicto de ter acertado ao trazer o Mano de volta. Mas o gás inicial está acabando. E o sufoco continua. Até aceitou que o time melhorou, o que era até previsível. Mas o time ainda está abaixo do que pode render. E as desculpas do Mano já cansaram minha beleza. Há muito tempo! Mas, se vocês ainda acreditam…

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Eu estava pensando em incluir a saída do Roger do Grêmio no comentário sobre os técnicos. Mas resolvi separar. É diferente. A troca de técnico no tricolor gaúcho foi mal explicada. Ou nem foi explicada. Só ouvi boatos sobre os bastidores. E parece que os boatos têm consistência. Há algo de podre no reino “azul”. E o rendimento dentro de campo foi contaminado pelo bastidor. A coisa é grave. E não serão os churrascos e cervejadas do Renato Gaúcho que irão remendar a situação.

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PostHeaderIcon Brasileirão Se Definindo e Seleção Indefinida

Já completamos 2/3 do campeonato brasileiro. E o cenário está bem consolidado. Tanto no topo, no meio, quanto nos que lutam contra o rebaixamento. Não acredito que teremos grandes saltos no terço final do campeonato. O que é um mau sinal para os clubes tradicionais que estão no fundo da tabela. Especialmente o Internacional.

O Colorado passou o ano flertando com o perigo. Teve erros na direção. Fez escolhas ruins, de técnicos e jogadores. Deu azar com algumas contusões. Se somarmos tudo isso… Olha, nem somando tudo dá pra entender a posição do Inter. Ou o desempenho do time. Ainda mais comparando a sua pontuação com a de elencos mais modestos, como da Ponte, Botafogo ou Chapecoense; todos no meio da tabela. Mas eu sou teimoso e ainda acho que o Inter vai escapar. Só que vai ser sofrido. Até pra aprender a não fazer tanta bobagem. Só não sei se entenderam a lição.

Não sou vidente, mas vou arriscar um palpite: Acho que o América, Santa Cruz e Figueirense já estão rebaixados. A ultima vaga fica entre o Inter, Vitória, Cruzeiro, Coritiba e Sport. São Paulo e Botafogo correm um risco mínimo, abaixo de 1%. Até pra tristeza de um certo comentarista da Band. Aquele mesmo que cravou o rebaixamento do alvinegro carioca após a 4ª rodada. Fato que até poderia acontecer. Mas só se o time continuasse inerte. Fato que não ocorreu; ao contrário.

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Não disputa pelo título não vejo chances de surpresa. Vão ser os mesmos que já estão na disputa. Palmeiras, Flamengo e Atlético estão num nível bem próximo. Tanto que nem vou arriscar um palpite. A única diferença que vejo é que o Flamengo é mais equilibrado entre defesa e ataque. Uma pequena vantagem. A outra pode ser a torcida, mesmo jogando longe do Maracanã. Ou não…

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tite convocação

Hoje o Tite anunciou sua segunda convocação. E tivemos algumas novidades; e outras voltas. Fernandinho, Oscar, Firmino, Douglas Costa e Thiago Silva estão de volta. O retorno mais surpreendente é o do Thiago Silva, que havia entrado para o time dos renegados. Vamos ver se agora o Thiago se recupera do fiasco das últimas passagens pela seleção. Vai depender mais de sua cabeça do que do futebol.

A novidade ficou com a convocação do Muralha, goleiro do Flamengo. Ele me agrada, mas não sei se chega ao ponto ser titular da seleção. Pode ser só um teste do Tite. Assim como alguns outros que o técnico já convocou: Fagner, Giuliano, Weverton, Taison… São nomes questionáveis. O que não se discute é a volta do Marcelo. É muito talentoso para ser esquecido, como o Dunga fez.

E vou mais longe. O Marcelo é tão habilidoso e tecnicamente diferenciado que eu, se fosse técnico, já teria testado ele na linha de meio-campo. Claro que o ideal seria essa alteração ocorrer primeiro no clube. Mas, não havendo tal possibilidade, que seja na seleção. Meio parecido com o Alaba na seleção austríaca. Acho que o Marcelo e o Neymar fariam um lado esquerdo sensacional.

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Ainda sobre a seleção… Nos últimos tempos a mídia esportiva se aprimorou na arte de propagar teorias e e descrever narrativas fantasiosas. Já ouvi de tudo. Começou, pra mim, com o overlapping. Depois tivemos a fase de matar os pontas e colocar meias no lugar. Depois tiraram um dos meias e usaram 2 volantes. Depois veio o papo do quadrado mágico. E assim foi indo.

Agora, com o Tite, a imprensa boleira passou a divulgar o tal “futebol apoiado”. Sinceramente, é uma bobagem sem tamanho. Lembra as propagandas de sabonete ou shampoo, que todo ano apresentam uma nova fórmula. E tem quem acredite nisso. Mas eu já passei dessa fase. Ou nunca estive.

Mas, como a seleção comandada pelo Adenor venceu as 2 primeiras partidas, tudo tá valendo. Tudo cola. Vamos ver a narrativa quando a seleção levar duas pancadas seguidas.

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PostHeaderIcon Considerações Finais Sobre a Olimpíada do Rio

Até onde vi, e não vi muito, não tivemos uma análise mais profunda sobre o resultado final da Olimpíada do Rio. Ao menos na chamada grande mídia. Foi tudo meio na base do “ufa, não demos vexame. E tivemos o maior número de medalhas da história”. E segue o fluxo pois o Brasileirão tá rolando, tem Copa do Brasil e etc…

De fato não demos vexame. Os problemas com alojamentos, piscinas verdes e coisas do tipo não foram suficientes para manjar a imagem do evento. Também é verdade que tivemos um recorde de medalhas. Mas isso ocorre com todos os países sede. Até mesmo países sem tanta tradição esportiva, como Grécia ou Coreia do Sul. Mas o resultado ficou abaixo de esperado. Ainda mais comparando com outros países e vendo o quanto se gastou na preparação de atletas. Evoluímos muito pouco e continuamos sendo o país de resultados pontuais e sucessos efêmeros. Falta muito (e bota muito nisso) pra termos alguma relevância esportiva. O que é até compreensível já que o Brasil também não ostenta relevância em cultura, ciência, economia e outras áreas. O esporte só ratifica que somos um país grande, não um grande país.

E olhando pra frente, para um cenário de 5 ou 10 anos, o futuro não é promissor. Já existem rumores de que o investimento vai ser reduzido, ou até mesmo cortado. E este nem é o maior dos problemas. O duro é ver que não temos, e nem teremos, uma cultura esportiva. Continuaremos sem um trabalho de base, de formação e de massificação. Continuaremos com algumas poucas ilhas de prosperidade. Com bolhas esportivas. Infelizmente.

jogos olímpicos do Rio

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Na última coluna eu critiquei a postura exageradamente passional de boa parte dos comentaristas e narradores que cobriram a olimpíada. Depois eu fiquei refletindo mais sobre o assunto. Não que seja errado torcer para seu país num evento tão importante. Mas a coisa deve ter limites. Ainda mais que 99% deles são ex-atletas. E essa postura apaixonada, chegando ao choro em muitos momentos, é algo sintomático. Explica muitos dos fracassos que o Brasil teve ao longo da história esportiva.

No esporte não vence apenas o mais bem preparado. O fator mental é quase tão importante quanto o técnico e físico. Mas poucos dão a mesma importância ao estado psicológico dos atletas. Ainda mais num momento de disputa extrema, onde um detalhe faz uma enorme diferença.

Também é interessante notar como o sentimento nacionalista explode em momentos como a Copa ou os jogos olímpicos. Ele fica represado por 4 anos e, em dado momento, transborda de maneira descontrolada. Talvez fosse o caso de repensar essa atitude. Talvez a brasilidade devesse ser um sentimento mais cotidiano. Ainda que a cruel realidade não nos ajude nesta tarefa.

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Eu também escrevi recentemente que gostaria de ver alguns dos nossos jovens jogadores de futebol sendo avaliados numa competição oficial e sentindo a pressão e a cobrança pela tal medalha de ouro. OK, conseguimos a medalha sonhada. Mas o resultado não foi convincente. A fraqueza dos adversários, exceto a Alemanha na final, deve ser considerada. Ainda acho que a safra é potencialmente boa. Mas não vou me iludir pelo resultado olímpico. Quem quiser se enganar, que o faça por sua conta e risco.

Outro ponto relevante foi o desempenho e comportamento do nosso principal jogador durante a competição. Ficou claro que o Neymar começou a competição sem ritmo de jogo. Assim como ficou claro que ele não lida bem com pressão e críticas. Nem mesmo as críticas justificadas. E igualmente evidente foi seu despreparo para ser capitão; ou mesmo líder de um grupo. Não é a dele!

O pior de toda essa história foi a forma como o Neymar devolveu a faixa de capitão. Não foi uma atitude racional, pensando no coletivo da seleção. Foi uma atitude de birra, de quem não gosta de ser criticado e contrariado. Foi muito imaturo. E uma pessoa imatura nunca pode liderar um grupo. Mas o maior erro foi de quem entregou a faixa para ele.

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E voltando ao futebol nosso de cada dia… É óbvio que não podemos avaliar o Tite no comando da seleção. Não jogou nenhuma partida ainda. Mas confesso que achei sua primeira convocação muito questionável. Até mais que as já feitas pelo Dunga e Felipão. Mas vou esperar o jogo ser jogado. Não vou reclamar por antecipação. Só quero registrar minha estranheza com a lista divulgada.

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