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PostHeaderIcon Uma Final para a história

Depois de uma temporada excepcional, com grandes jogos, surpresas e afirmações, as Finais da NBA estão conseguindo ser ainda melhores que a temporada regular. Jogos decididos na prorrogação, atuações mosntruosas de Lebron James, uma série que parecia estar se encaminhando para Ohio e de repente guinou 180º.

De um lado o MVP dessa temporada, Stephen Curry. Um jogador que pareceu viver um ano de “videogame”, com arremessos e dribles impossíveis. Do outro o “King”, retornando ao seu estado para tentar acabar com a seca de títulos da cidade de Cleveland. Enquanto o Golden State Warrios de Curry confia em uma equipe bem equilibrada e com muitos jovens e talentosos jogadores, os Cavaliers de Ohio confiaram suas esperanças no trio Lebron-Irving-Love. Se o entrosamento demorou a acontecer e jamais atingiu 100%, o jeito foi fazer aquilo que os Cavs já tinham feito na primeira passagem de James por lá: joga a bola nele que o homem dá um jeito.

Apesar de depender muito de Curry durante a temporada regular, os Warriors tem um elenco bom, que dá conta do recado sem sobrecarregar demasiadamente seu principal jogador. O apoio de veteranos como Iguodala e Leandrinho ajuda a equilibrar uma equipe que mostrou muito potencial mas que caía nos momentos decisivos nas últimas temporadas.

Cleveland é o oposto. Demorou a se encaixar, precisou da chegada de Iman Shumpert e JR Smith em janeiro para acertar mais o time e nunca pode contar com uma perfeita sintonia de suas 3 estrelas. Muito se esperou e pouco se viu de Kevin Love. Sua lesão na primeira rodada dos playoffs e a consequente evolução da equipe depois disso podem ter selado a saída do jogador para a próxima temporada. A lesão de Irving no primeiro jogo das finais parecia ter selado o destino da equipe de Cleveland, mas Lebron resolveu carregar o time nas costas. Seus números impressionantes nesses 5 primeiros jogos da final, de mais de 35 pontos, 13 rebotes e quase 10 assistências por jogo são dignos de MVP. São dignos do monstro que ele é. Há que se começar a comparar ele a Michael Jordan, especialmente a imprensa americana que adora esse tipo de conversa.

Pode-se dizer que se Cleveland for campeão, algo que hoje parece ser difícil, 80% do trabalho nas finais foi feito por Lebron. A equipe é fraca sem suas estrelas. Muito fraca, comum. Mesmo com Love e Irving seria difícil imaginar os Cavs campeões da Conferência Leste. Até por esse fato já se cogita dar o MVP das finais a Lebron mesmo que os Cavs percam. Algo que só aconteceu no primeiro ano em que houve eleição de MVP para as finais. Desde então o time campeão sempre teve o melhor jogador das finais.

Até por essa sobrecarga vimos, talvez pela primeira vez, Lebron cansado. Exausto. Seus minutos em quadra estão acima da média, o peso que ele tem que carregar é enorme e enfrentar uma equipe tão boa quanto os Warriors não é um duelo de temporada regular. Para obter essa média absurda Lebron está tendo que jogar 200% a mais que o normal e é óbvio que, aos 30 anos e em sua 12ª temporada o corpo começa a cobrar o preço por ter começado tão cedo.

Enquanto Lebron sofre por ter que fazer tudo sozinho, pelo lado da equipe de Oakland o que parece ter pesado foi a inexperiência em finais. O time é muito jovem e ninguém, tirando Steve Kerr, treinador da equipe e campeão com os Bulls como jogador, tinha experiência em finais. O começo claudicante, com atuações abaixo da média de Curry e Klay Thompson, principais jogadores da equipe, acenderam o sinal de alerta. Mas parece que o time, que em breve se mudará para San Francisco e provavelmente mudará de nome, encontrou um jeito de se livrar da marcação muito física e forte dos Cavs. Aconteceu algo parecido na segunda rodada dos playoffs contra os Grizzlies e GS demorou 2 jogos pra se encontrar.

Curry finalmente passou a jogar melhor, fez um jogo 5 espetacular (35 pontos) e levou o jogo 6, nesta terça, para Cleveland. O MVP passou a jogar como MVP e do outro lado Cleveland parece exausto. Os Warriors podem contar com um elenco mais equilibrado e, portanto, jogadores mais descansados. Há uma enorme possibilidade da série acabar hoje mesmo. Seria um título justo, coroando a melhor equipe disparada dessa temporada como um todo. Coroaria o melhor jogador e o melhor treinador também. Mas, depois de vermos 5 jogos simplesmente épicos, espetaculares, não duvide da força de Lebron e da torcida dos Cavs. Independente do resultado essa série (e a temporada) foram fantásticas e o final será igualmente empolgante.

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Apesar de ter afirmado que os Warriors tem o melhor treinador, essa é uma opinião minha, já que o prêmio foi dado a Mike Budenholzer, do Atlanta Hawks. Ele levou o time da Geórgia a melhor campanha do Leste e a final da Conferência. Creio que o prêmio foi justo se levarmos em conta que os Hawks nem de longe tem uma equipe espetacular e não tem um grande jogador. Seu trabalho foi digno, mas o jeito “Popovichiano” de jogar da sua equipe acabou a estrangulando. Quando teve que decidir a equipe passou aperto e foi muito abaixo da média nos playoffs, terminando varrida pelos Cavs.

Aliás estamos tendo uma invasão de ex-auxiliares do mago Greg Popovich, grande treinador dos Spurs. É uma mudança de estilo da liga em geral, onde as estrelas estão perdendo um pouco de seu valor individual em detrimento da equipe como um todo.

Um grande treinador que perdeu emprego foi Tom Thibodeau, dos Bulls. Seus métodos de trabalho irritaram a direção e jogadores dos Bulls e, de certa maneira, foi considerado culpado pelas constantes lesões de Derrick Rose e de outros astros da equipe de Chicago. O mago da melhor defesa da NBA nos últimos 5 anos está atualmente desempregado.

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Aqui no Brasil a NBA passou a ser transmitida também pelo Sportv. Confesso que as transmissões, muito mais frequentes que na ESPN ou Space, me desagradaram no começo. Demorou um pouco para engrenar, no início parecia que os comentaristas não estavam habituados a assistir a liga. Tudo era fantástico, enorme, todo mundo jogava demais. Aos poucos se acertaram.

Tirando o fato de não falarem os nomes das Arenas (algo bem Globo, bem imbecil), o Sportv mandou bem e tem tudo para evoluir na próxima temporada. Muito bom ter mais jogos e mais opções de escolha. Além, é claro, de fazer a ESPN trabalhar e parar de por o Nardini pra narrar basquete.

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PostHeaderIcon Resumão da NBA

A temporada da NBA começou no fim de outubro e já temos alguns destaques lá na terra do tio Sam:

O pior time da história?

0-14. Apenas 2 jogadores com mais de 2 anos de experiência na NBA. Diversos jogadores jamais draftados.

Esse é o Philadelphia 76ers, rumando a passos largos para bater as 18 derrotas seguidas em início de temporada dos NJ Nets e seus próprios recordes de 26 derrotas seguidas e de pior campanha da história da NBA, que aconteceu em 1973: 9-73.

A história é simples: a ideia é reconstruir a franquia a partir de escolhas de Draft. Então, quanto pior for a campanha, melhor as chances de conseguir no sorteio a escolha número 1.

76ers-ap

A questão é que a franquia saiu de uma semi-final de Conferência para ser o pior time da NBA em 3 anos. E com a desculpa de reconstruir com jogadores leais a franquia e a cidade, inúmeros bons jogadores foram simplesmente trocados por escolhas de Draft ou por outros jogadores jovens.

O elenco dos sixers tem 8 jogadores que recebem abaixo de 1 milhão de dólares. Tem vários jogadores jamais draftados. Apenas 2 acima de 26 anos sendo que um deles só poderá jogar em março.

O resultado disso é essa tragédia em quadra: uma equipe ridícula, que não faria frente nem mesmo as melhores equipes universitárias americanas.

Algumas franquias, para obter melhores escolhas no draft, param de jogar durante a temporada. Algumas até perdem jogos deliberadamente. Isso ocorre e é fruto desse sistema de draft. É inerente a ele e só mudará se ele for modificado.

Mas o que os Sixers estão fazendo atinge um novo patamar: a franquia foi deliberadamente montada para não vencer. O time não está perdendo por que quer. Está perdendo porque é simplesmente ruim demais.

E o mais grave: ser o pior time nem mesmo garante melhor escolha no draft. E pior ainda: a primeira (ou primeiras) escolhas do draft nem sempre se desenvolvem como o esperado.

Ou seja, essa tática nova e idiota da diretoria dos Sixers pode resultar em absolutamente nada a não ser vergonha.

Anthony Davis

A primeira escolha do Draft de 2012 está no melhor ano da sua carreira. É um dos cestinhas da liga, alternando com K.Bryant, está levando sua equipe nas costas e registra uma melhora em TODOS seus quesitos em relação a suas duas últimas temporadas. Está tendo hoje números de MVP.

Ele tem sido vital para o New Orleans Pelicans se manter numa briga árdua por uma vaga nos playoffs da Conferência Oeste. Suas atuações são dignas de nota. Muita gente espera muito de Davis, principalmente os Pelicans, que vão tentar construir sua marca em torno dele. E ele tem entregado. Seus dois primeiros anos foram ótimos para um calouro e ele estourou definitivamente nesse início de temporada.  É esperado que ele tenha números e atuações acima do normal, principalmente por estar em uma franquia sem grandes nomes. O duro é manter o nível de atuação em uma temporada longa e cansativa.

O que parece certo, entretanto, é que Davis foi uma excelente escolha e já está demonstrando o potencial que se esperava dele apenas em seu terceiro ano na Liga. Algo extraordinário para ele e para os Pelicans.

A questão é, com pouco auxílio e em uma franquia em um mercado menor, conseguirá Davis levar os Pelicans a algo mais que lutar por playoffs, que é exatamente o que a organização quer dele? Chris Paul se cansou de levar a franquia (Hornets ainda) nas costas e arrumou suas malinhas pra LA assim que pode.  O contrato de Davis segue até a próxima temporada, quando os Pelicans terão a preferência negociar antes com o atleta ou, eventualmente, deixar ele assinar com outra franquia e igualar a proposta. Será que Davis escolherá se manter fiel a sua franquia ou será seduzido por algum peixe grande de um grande centro?

Surpresas

OK, era esperado que o Toronto Raptors estaria na briga na Conferência Leste, mas com um recorde de 12-2 e liderando a mesma? E o que dizer de Washigton com uma campanha de 9-3 e em segundo lugar?

Outro time que está surpreendendo é o Sacramento Kings. Liderados pelo problemático mas ótimo DeMarcus Cousins e com auxílio de Rudy Gay, o time que estava ameaçado de deixar Sacramento num futuro próximo se vê em condição de lutar por uma improvável vaga nos playoffs. Outras surpresas são as excelentes campanhas de Memphis e Golden State, que lideram a Conferência.

Pelo lado negativo temos, mais uma vez, um ano fraquíssimo do NY Knicks. Os Lakers também estão fazendo muito feio, tendo encarado uma sequência vexatória de  0-6 pra começar a temporada.

Oklahoma em sérios problemas?

A situação é simples: a partir de hoje, 25/11, Oklahoma precisa de uma campanha de 47-20, aproximadamente, para se garantir nos playoffs. Ou seja, campanha de top 3 de Conferência, sem margem para erros.

A conta é simples. Ano passado Phoenix venceu 48 jogos e não foi para os playoffs. Com a ascenção de times como os Pelicans e os Kings, é de se esperar que essa marca permaneça por ai.

O Thunder, favorito desde que perdeu para o Heat em 2012, está sofrendo sem Kevin Durant. Mais ainda sem Russel Westbrook. Esse início ruim sem suas estrelas pode minar completamente as chances da equipe de participar da pós temporada ou obrigar os jogadores a jogarem como se fosse playoffs desde agora. E lá na frente isso pode custar caro contra times mais descansados.

Enquanto Westbrook tem retorno provável para essa semana ainda, Durant deve ficar de fora por mais alguns dias. Dias que podem selar o destino da franquia na temporada.

Derrick Rose: jogar ou não jogar, eis a questão.

Desde que foi eleito MVP em 2011 Derrick Rose mais assiste jogos do que participa. Foram 50 no total das 2 últimas temporadas.

Derrick-Rose-SuitAs seguidas lesões, graves e menores, tem deixado todos apreensivos. O seu retorno tão aguardado ocorreu aos poucos. E ai ele se machucou de novo. E voltou. E Machucou de novo.

É triste ver um talento tão grande perdendo a batalha para seu corpo. Os Bulls estão com uma escolha complicada: por Rose em quadra e tentar dar ritmo a ele para tentar acabar com as lesões ou continuar no esquema atual, joga um, avalia, descansa, joga outro, descansa…

A paciência do excelente técnico Tom Thibodeau parece estar chegando ao fim. A da torcida nem tanto. Os Bulls estão indo relativamente bem na apagada Conferência Leste.

Os Bulls são um time normal sem Rose. Mas basta adicionar o Rose MVP na fórmula e teremos o franco favorito a Conferência Leste.

Heat e Cavaliers

A comparação seria inevitável. Ambos estão flutuando na zona de playoffs. O Heat descobriu em Cris Bosh o jogador em quem confiar. E ele está conseguindo corresponder. Ainda mais com DWade sempre machucado. Não espere o Heat campeão da Conferência, mas eles tem tudo para desempenharem um papel digno.

Enquanto isso em Ohio, o Cavaliers vai tropeçado, reclamando, se ajustando….LeBron prometeu não carregar o time. E eles foram muito mal. Quando ele assume a responsabilidade o time é outro. A questão é que ele não parece disposto a fazer isso todo dia mais. Isso cansa e ele não é mais nenhum menino. São poucos jogos ainda na temporada mas já surgiram duras críticas a falta de elenco da franquia e a capacidade de Love e Irving de trabalharem com LeBron. Temos que dar mais tempo para as coisas se ajustarem, algumas peças serem trocadas no elenco e, lá pro meio da temporada, poderemos ter uma ideia melhor desse Cavaliers 2015.

Hoje não se parece em nada com um time vencedor.

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PostHeaderIcon Quase nada nos conformes

Exceção feita a vitória americana, de resto tivemos inúmeras surpresas nessa fase final da Copa do Mundo de Basquete.

A Eliminação Brasileira e a atuação sérvia

A questão maior não é a eliminação em si, e sim a margem de pontos. A Sérvia acabou provando que a primeira fase não serviu pra nada. Depois de vencer apenas as seleções mais fracas do seu grupo os herdeiros da antiga Iugoslávia passaram pela boa Grécia, trucidaram o Brasil e bateram a comprometida França para alcançar uma improvável final.

Enquanto para o Brasil significou muito o 6º lugar apesar da derrota, para a Sérvia o vice campeonato significou a manutenção da tradição do país do leste europeu. Há muito o que se aproveitar da participação brasileira e, talvez, a derrota acachapante para a Sérvia tenha sido muito benéfica no longo prazo. Serviu para não subirmos no salto e nos colocar nos eixos para as Olimpíadas do Rio, onde essa geração conturbada se unirá pela última vez. A missão é conseguir um bom resultado (medalha). O caminho, como escancarado pelos sérvios, é longo e cheio de obstáculos.

A Eliminação espanhola e a surpresa francesa

A França foi melhor, técnica e psicologicamente. Aproveitou-se de uma Espanha que aparentemente sentiu o peso de decidir em casa. Sem seus principais jogadores os franceses recorreram aos dois melhores destaques da NBA que estavam a sua disposição, Nicolas Batum e Boris Diaw e o armador Heurtel, que joga na Liga Espanhola para dominar os espanhóis e mandar a geração de Pau Gasol para as arquibancadas.

Aliás Boris Diaw talvez seja o jogador mais subvalorizado do basquete mundial atualmente. A vontade que demonstra em quadra nem sempre se traduz em números. Foi muito importante para o San Antonio Spurs na conquista da NBA esse ano e foi importantíssimo para a vitória francesa nessa partida. É o que no futebol chamaríamos de carregador de piano.

Para a Espanha ficou o vazio por perder o mundial em casa e com uma excelente geração. Talvez a única seleção que seria capaz de derrotar os americanos numa eventual final atualmente. Pesou o lado psicológico.

O domínio americano.

Sem novidades. Quando bem treinados e focados é praticamente impossível bater os EUA mesmo sem suas principais estrelas. Nesse mundial podemos chamar James Harden e Derrick Rose de estrelas. Só.

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Unidos em torno de um dos maiores treinadores da história do basquete, Mike Krzyzewski, que guia os americanos desde 2006, e um time composto na sua maioria por jovens e talentosos jogadores já consolidados na NBA, a presença de superestrelas como LeBron James, Kevin Durant, Russel Westbrook, Chris Paul e companhia se torna dispensável.

O basquete americano é tão natural na essência que o maior trabalho que o treinador tem é manter os jogadores focados. O show, como aconteceu na final contra a dura e esforçada seleção sérvia, acontece naturalmente.

Com a vitória os EUA detêm o bi-campeonato Mundial e Olímpico.

Rio 2016

Podemos esperar um grande torneio nas Olimpíadas do Rio daqui a 2 anos.

É provável mas não é certeza de que os americanos trarão um time mais recheado de estrelas. O mundial costuma ser usado mais a fim de dar rodagem a alguns jogadores sem tanta mídia. Repetir uma escalação como a de Londres em 2012 provavelmente nos presentearia com a presença de James, Durant, Paul, Harden, Love e etc.

E as expectativas para o desempenho da nossa seleção também serão grandes. Temos que trabalhar para que nossos jogadores demonstrem um bom psicológico e não sejam abatidos como os espanhóis nesse mundial.

É muito provável que o “sorteio” seja tão favorável quanto o da FIBA, que opôs Espanha e EUA nesse mundial.

Temos potencial sim para alcançarmos uma semi final Olímpica. A partir dai, sonhar é possível.

 

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PostHeaderIcon Tudo nos Conformes

Finalmente o Brasil conseguiu se livrar do fantasma chamado Argentina. Tudo bem que era um fantasma bem mais fraco e idoso, mas pelo menos no lado psicológico o Brasil conseguiu se livrar desse obstáculo.

Por enquanto na Copa do Mundo de Basquete tudo está indo de acordo com o planejado. Sem nenhuma surpresa maior, Espanha e EUA jogando muito bem e caminhando a passos largos para fazerem uma grande final, nenhuma seleção considerada forte eliminada antes das quartas de final e um sucesso de público e organização.

brasil argentina

Agora nas quartas de final o Brasil terá a Sérvia, o adversário que ofereceu mais resistência até agora (fora a Espanha, única derrota na 1ª fase). Apesar de ter aberto uma boa vantagem no primeiro tempo o Brasil deixou os sérvios virarem a partida em um 3º quarto desastroso. A vitória veio apenas no final do último período e de maneira bem sofrida.

Mas o detalhe é que os sérvios só venceram Egito e Irã na primeira fase.  Apesar da vitória sobre a boa seleção grega nas oitavas de final o time do leste europeu não impressiona. Caso o Brasil entre focado como na primeira fase e não se descuide como ocorreu lá naquela partida o nosso basquete pode finalmente estar em condição de brigar por uma medalha, algo que não vem desde 1978 nas Filipinas.

Eu creio que seja difícil imaginar Espanha e EUA fora da final. Estão um nível acima das outras seleções. Os EUA não devem ter grandes dificuldades para derrotar os eslovenos enquanto a Espanha vai enfrentar novamente a França. Na primeira fase a lavada foi de 25 pontos.

Enquanto Brasil ou Sérvia pegam o vencedor desse jogo, no outro lado da chave a partida que define o adversário dos EUA nas semis é entre Lituânia e Turquia, e essa ai é uma partida difícil de apontar um vencedor. A Lituânia é tradicional e atual vice campeã europeia. A Turquia vem de um vice campeonato mundial em casa em 2010. Por uma margem pequena apostaria na Lituânia.

E no jogo do Brasil aposto no nosso time. E diferente do futebol, onde sempre entramos com salto alto e muita pompa, nosso time está tentando reconstruir sua imagem de campeão e de ser uma força no basquete mundial. O primeiro passo é voltar a estar entre os 4 do mundo.

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Na NBA, depois do escândalo do fim da temporada passada, em que o dono dos Clippers foi obrigado a vender o time após ser gravado fazendo injúrias racistas contra torcedores negros do time de LA, agora é a vez do dono dos Hawks por sua parte na equipe a venda pelo mesmo motivo.

O proprietário da equipe de Atlanta disse, para ser bem simplista, que os “brancos” que frequentam a Arena da equipe estavam com medo de ir aos jogos e comprar os ingressos de toda a temporada devido ao grande número de “negros” que vão aos jogos e esses mesmos “negros” não tem condições de comprar os ingressos da temporada toda.

Ele apresentou o email voluntariamente a NBA e decidiu vender a equipe por conta própria.

Vale lembrar que Atlanta fica num dos estados onde sempre houve enorme tensão racial nos EUA, a Geórgia.

Atos como o dos proprietários dos Clippers e dos Hawks apenas refletem a cultura americana, um país em que até a década de 1960 havia segregação racial em escolas, ônibus e repartições públicas.

A punição imposta pela NBA a Sterling, de obrigá-lo a vender o time, fez o bilionário passar por um longo processo de desgaste da sua imagem. Algo que o dono dos Hawks talvez não queira passar.

Esse, a meu ver, é uma punição correta. Pessoal. Os times foram preservados. Nada de excluir o Hawks da próxima temporada.

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PostHeaderIcon Contagem regressiva para o Mundial 2014

Não, você não leu errado. Não, não é o mundial de vôlei também. É o mundial de Basquete de que estou falando, que começa no fim do mês na Espanha.

O que esperar da participação brasileira?

A classificação veio através de convite.

A vexatória campanha na Copa América de Basquete (0-4) pôs o trabalho de Magnano em dúvida, assim como o comprometimento dos atletas da NBA com a seleção.

Mas agora é deixar tudo isso para trás e tentar juntar o grupo em torno do Mundial que logo terá a bola laranja voando em quadras espanholas.

É tempo de juntar os 4 astros da NBA (Splitter, Nenê, Leandrinho e Varejão) com o grupo que disputou a Copa América. Aliás, depois da eliminação nas oitavas de final do Mundial de 2010 e nas quartas das Olimpíadas de Londres para a Argentina, essa pode ser a chance de ouro para Magnano unir o grupo em torno do objetivo de ser medalhista no Rio em 2016.

Chance de ouro porque, apesar da classificação apenas através da bondade da FIBA, os resultados do argentino a frente da seleção foram, exceção a famigerada Copa América, bons. Bons se considerarmos, claro, que em ambas as ocasiões perdemos para um time melhor e, é sempre bom lembrar, fazendo um jogo duro contra os nossos vizinhos. Também é bom lembrar do sufoco que demos nos EUA no mundial de 2010, na primeira fase.

O grupo é bom, não excepcional. Mas temos um Varejão muito experiente na NBA, um Splitter campeão com os Spurs e com um jogo muito melhorado e um Nenê que conquistou sua posição como bom Big Man na NBA jogando pelos Wizards.

Leandrinho e Huertas podem dar um refino melhor  distribuição de jogo e, claro, temos um técnico que, caso tenha o apoio de seus atletas, pode levar esse grupo mais longe que a primeira partida do mata mata.

Especialmente se levarmos em conta que não estamos em um grupo complicado: Espanha, Sérvia, França, Egito e Irã serão nossos adversários. Os donos da casa e a Sérvia deverão ser adversários mais duros, enquanto a França se apresenta mais nivelada e não deve impor grandes dificuldades. Egito e Irã, salvo uma gigantesca surpresa, são os sacos de pancada do grupo.

É importante lembrar que serão 4 classificadas por grupo e portanto bastariam vitórias sobre os adversários mais fracos para uma eventual classificação.

brasil-splitter-fiba-100907Passando de fase poderíamos pegar uma Argentina envelhecida e em crise, que está em uma linha descendente. Grécia, Croácia e Porto Rico deverão passar também (Filipinas e Senegal são os azarões). Ou seja: nada de outro mundo.

Lituânia, Estados Unidos e Turquia estão do outro lado do chaveamento e, portanto, só seriam adversários numa eventual final. O que deve ser temido é um confronto no mata mata com os donos da casa, que pode acontecer a partir das quartas de final. Rick Rubio, Serge Ibaka, Marc Gasol e Rudy Fernandez atuarão pelo time da casa e, sendo realistas, dificilmente estarão fora da final.

Agora é tempo de entregar: Magnano sofreu com críticas, muitas vezes exageradas e nonsense por parte de dirigentes, treinadores e jogadores. O longo tempo no comando da seleção já o credencia para poder entregar um bom trabalho e um bom desempenho visando uma medalha nos jogos do Rio. Agora é esperar e torcer.

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Enquanto isso os Estados Unidos continuam sua preparação, abalados pela horrenda contusão de Paul George, que provavelmente o deixará de fora das quadras por mais de ano.

O elenco americano, como sempre favorito, contará com Kevin Durant, Derrick Rose, James Hardem, Damian Lillard, Kirye Irving, Anthony Davis e Sthephen Curry, dentre outros astros. Só os citados acima já formariam uma equipe capaz de vencer o torneio.

Mesmo longe de ser um Dream Team, a presença de Durant e a volta de Derrick Rose as quadras já valerão, e muito, uma espiada nos jogos dos americanos.

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PostHeaderIcon E agora, James?

Boa noite companheiros do Bola Parada! Estou estreando a minha coluna aqui no site, Bola no Cesto. Tratarei aqui de basquete em geral, de NBA a NBB, de Olimpíadas a Mundial. Espero que gostem!

8 de julho de 2010.

Em um programa de televisão LeBron James, superastro da NBA, anunciava sua “decisão” de levar seus talentos para South Beach e se juntar ao Miami Heat, deixando sua terra natal, Cleveland, e seus fãs órfãos.

Em 4 anos foram 4 finais e 2 títulos. James se tornou o que todos esperavam que se tornasse em Cleveland, um jogador completo e capaz de não apenas marcar pontos, mas liderar seus companheiros rumo a conquistas.

Enquanto isso em Cleveland James passou a ser tratado como um traidor. Suas fotos, camisas e cartazes foram queimados e, numa infeliz ideia do dono dos Cavaliers, uma carta foi colocada no site oficial do time lembrando a James o quanto a sua cidade natal o odiava.

Cleveland foi testemunha do surgimento e da "traição". Agora serão novamente testemunhas. Finalmente de um título?

Cleveland foi testemunha do surgimento e da “traição”. Agora serão novamente testemunhas. Finalmente de um título?

E também, em tom de desafio, a organização prometia a seus fãs conquistar um anel antes de James em South Beach.

Entretanto não é preciso lembrar que enquanto James levava o Heat as 4 finais seguidas já citadas, o Cleveland conseguiu apenas 97 vitórias nesse período, perdendo 215 vezes. Nem passaram perto dos playoffs.

Tão surpreendente quanto a saída dele em 2010 foi a notícia, que já disseminava-se antes mesmo do fim da temporada regular, de que, tendo a partir de 1º de julho a opção de se tornar free-agent de novo mesmo com um ano ainda restante de seu contrato, James poderia procurar outro time pra levar seus talentos.

O que ninguém (ou quase ninguém) poderia prever é que ele fosse retornar a Cleveland. Sim, a mesma Cleveland, terra natal que o expurgara e vaiara cada uma das vezes em que voltou a ela vestindo a camisa do Heat, o recebeu de braços abertos novamente.  Especialmente depois da carta divulgada pelo astro, citando o desejo de voltar a sua cidade como algo maior que o basquete. Cartazes levantados de novo, camisas compradas novamente, cartas rasgadas e, a partir de outubro, teremos algumas grandes incógnitas pela frente: o que esperar do Cleveland, do Miami, de James e da NBA?

O Cleveland dificilmente será um concorrente ao título nessa temporada. Apesar das jovens promessas, especialmente Kyrie Irving, já quase uma realidade, ainda há buracos no elenco. Por isso a busca desesperada por alguém experiente para compor um quinteto inicial com James, Varejão e Irving. Kevin Love é o alvo da vez. O espetacular pontuador e reboteiro está insatisfeito e provavelmente deixará o Minnesota antes do início da temporada ou no mais tardar antes do fim do ano. Sua adição seria excelente e tornaria o Cleveland um postulante as finais de Conferência.

Já em South Beach o trabalho de reconstrução já começou. A manutenção de um Dwyane Wade que sofre com lesões constantemente nos últimos anos e de Chris Bosh podem ser considerados reforços, uma vez que ambos também testaram o mercado para avaliar outras opções. Certamente os buracos imensos de um elenco composto por 3 superestrelas e um bando de coadjuvantes sem tanto brilho, no geral, ficaram latentes agora e o Miami, assim como o Cleveland, não é considerado favorito nem mesmo a atingir as finais do Leste com o atual elenco. Caberá a Bosh guiar o time, algo que ele sempre quis mas nunca mostrou ser capaz, e a Wade conseguir manter-se longe de lesões para que o Miami possa fazer uma boa campanha. Parece pouco.

Já James terá pela frente um desafio parecido com o que enfrentava até 2010: levar o time nas costas. A diferença são 4 anos a mais e 2 anéis nos dedos que certamente trazem muito mais experiência e maturidade. A adição de um companheiro de grande calibre como Kevin Love ajudará, mas provavelmente não será suficiente.  Mais alguns anos serão necessários para construir uma equipe vencedora. cleveland_cavaliers_lebron_james-9793 O contrato de James com os Cavaliers tem apenas 2 anos de duração e já com opção para testar novamente o mercado ano que vem. Algo que dificilmente acontecerá., uma vez que James, assim como outros, deve se aproveitar da nova negociação com as televisões em 2015 para tentar barganhar um salário maior a partir de então. Cabe ressaltar que James jamais recebeu o salário máximo permitido pela Liga, nem em Cleveland e nem em Miami. Salário máximo que ele provavelmente receberia caso escolhesse outra franquia para jogar esse ano.

E o que esperar da NBA para essa temporada? Talvez um ano ainda melhor que 2014. Teremos muitas mudanças de jogadores ainda, mas a principal mudança aconteceu na Conferência Leste como um todo. Sai o superfavorito Miami e entra uma penca de times que podem vencer a  Conferência caso consigam manter seus elencos ou adicionar bons nomes. Carmelo resolveu permanecer em Nova Iorque, que tem Phil Jackson como GM. Se Derrick Rose conseguir se livrar das lesões os Bulls são candidatíssimos. Isso sempre lembrando que Indiana e Washington tem poder para incomodar e muito.

E claro, podemos esperar algo muito melhor vindo lá dos lados de Cleveland. Ver a união de James e Cleveland de novo já valerá a temporada.

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