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Archive for November, 2016

PostHeaderIcon Campeão Indiscutível

Uma das maiores vantagens de um campeonato por pontos corridos é que o vencedor costuma ser indiscutível. A exceção, quando ocorrer, é mais por alguma interferência externa que altere resultados. Mas, via de regra, o título é merecido. E este é o caso do Palmeiras no Brasileirão deste ano. Um campeão inquestionável. Diferente do mesmo clube na Copa do Brasil de 2015.
palmeiras campeão
Vi e ouvi muitas opiniões cobrando um futebol mais vistoso por parte do Palmeiras. Mas a cobrança não deveria cair somente nos ombros do Palestra. Isso deveria valer pra todos os times da Série A, talvez da B, pra seleção, pras categorias de base… Achar que o Palmeiras, só pelo investimento, deveria jogar bonito, é bobagem. O Audax, só neste ano, já nos mostrou que a filosofia de jogo não depende do dinheiro gasto.

O Palmeiras foi campeão graças ao dinheiro (sim!), ao planejamento, ao elenco recheado e à regularidade. Certamente não encheu os olhos de ninguém. Mas duvido que algum torcedor esteja reclamando. O torcedor, de qualquer time, quer vitórias e títulos. O “jogar bonito” é um adicional. É a cereja no bolo. Se a cereja faltar, paciência. O bolo está lá. E parabéns aos que estão aproveitando o bolo!

* * * * *

Por outro lado, na Série B, a torcida do Vasco ficou sem bolo e sem cereja. A campanha do time foi muito fraca. Quase vergonhosa. A classificação veio no sufoco, com um sofrimento que não deveria ter acontecido. Mas que serve de lição para os que acreditaram na mentira do “respeito voltou”. Não voltou e nem vai voltar enquanto o clube for comandado por pessoas como os dirigentes recentes.

Mas o pior nem é a forma como o Vasco subiu. Triste é imaginar o que pode acontecer com o clube em 17. Tudo indica que o departamento de futebol vai ser terceirizado. Não oficialmente, mas na prática. É quase surreal imaginar um clube do porte do Vasco dependendo de um empresário pra colocar ou tirar jogadores, colocar ou tirar um técnico. Mas é isso que deve acontecer. Parabéns ao Eurico, Euriquinho e demais envolvidos.

(E, no exato momento em que escrevo esta coluna, o Vasco anunciou a saída do técnico Jorginho. Tudo vai se encaixando.)

* * * * *

Ainda que um pouco atrasado, quero dar meus 0,50 no caso do Ceni virando técnico do São Paulo. Nada contra ele iniciar a carreira de treinador, longe disso. Mas eu tenho que ser coerente e opinar do mesmo modo que falei quando o Dunga virou treinador da seleção. Não se começa pelo topo. O topo é algo que se conquista pelos resultados e pelo mérito.

O Rogério Ceni teve muito mérito como jogador. Isto é inquestionável. Tanto que é, muito provavelmente, o maior ídolo do SPFC. Mas isso não o transforma num grande técnico. São coisas distintas. Tanto é que o Zico, Falcão, Cerezo, Júnior e tantos outros craques não tiveram sucesso na nova carreira. Mas nada impede que o Rogério Ceni faça parte do rol das exceções. Até torço para isso. Mas eu gostaria que ele tivesse começado pelas categorias de base do São Paulo, passasse um tempo como auxiliar e, depois disso, tivesse sua chance no time principal.

Sei muito bem como o torcedor é apaixonado e irracional. Caso o Ceni tenha sucesso logo de início, não faltará gente pra gritar: “Tá vendo? Falou bobagem! Quebrou a cara!”. Não me importo, a questão não é pessoal. A questão é de conceito. E o meu conceito vale pro Dunga, pro Ceni e pro Zé das Couves. Aqui não tem carteirada!

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PostHeaderIcon Quando o 100% Não é o Bastante

O futebol muda muito rapidamente em vários aspectos. Nenhuma fase boa dura para sempre, e nem um mau momento é eterno. Portanto, de modo geral, era esperado que a Seleção Brasileira com a troca de comando técnico pudesse melhorar seu futebol. A chegada de Tite representava a presença de um treinador de verdade ao invés de apenas um símbolo, no caso o “capitão do Tetra” Dunga.

O que chama a atenção é a mudança de forma de jogar do time brasileiro, mesmo atuando com praticamente 80% do grupo que era convocado anteriormente. É uma equipe muito mais compacta na defesa (tanto que só tomou 1 gol nos últimos jogos) e mais insinuante no ataque. A presença de Phillippe Coutinho (que já falávamos aqui no blog que seria importante na Seleção) no time titular fez muita diferença, além do surgimento de Gabriel Jesus, que vem jogando sem sentir o peso da responsabilidade de ser o centroavante da equipe. brasil eliminatórias 2018 bola parada

Além disso Tite consegue ter uma boa aceitação popular. De forma habilidosa consegue um bom relacionamento com a imprensa e isso acaba sendo fundamental para que a paciência com sua presença na Seleção possa ser prolongada (e é claro que os bons resultados ajudam). Porém é importante que se tenha paciência com algum possível tropeço que possa vir a acontecer com a volta dos jogos do Brasil no ano que vem.

Vemos muita gente empolgada e já colocando a Seleção como favorita para a Copa em 2018. Acho isso perigoso pois pode levar a um oba-oba exagerado e já vimos muitas vezes que, quando existe esse clima, ele é normalmente prejudicial, num país que vai da euforia à depressão no futebol de forma espantosa. Ainda que isso não tenha necessariamente a ver com a produção do time dentro de campo, muitos já se esqueceram que a CBF continua sendo um antro de politicagem e desmandos, que a organização do nosso futebol deixa muito a desejar, e que o futebol jogado por aqui é de nível muito pior do que deveria ser.

Claro que a Seleção estando bem é um alento para quem gosta do esporte por aqui, mas para que se tenha uma euforia exagerada, precisamos de muito mais motivos e eles por enquanto ainda não apareceram.

*****

Sobre a Eliminatória Sul-Americanas em si, Brasil e Uruguai parecem bem encaminhados para as vagas. O Equador tem um trunfo poderoso em jogar na sua casa em Quito e isso vem fazendo a equipe se manter na lista das quatro classificadas por antecipação. argentina eliminatórias 2018 bola parada

A Argentina tem mais recurso técnico para poder se recuperar, mas ainda não conseguiu se adaptar ao estilo de Edgardo Bauza, seu novo treinador. Perdeu muitos pontos bobos (contra Venezuela, Peru e Paraguai) e agora corre o risco de, ao menos ir para a repescagem. No entanto, ainda creio que possa se classificar na frente de Colômbia ou Chile que devem brigar pela última vaga.

É uma Eliminatória que se tornou mais fácil do que o esperado para o Brasil, mas é muito equilibrada, comprovando assim a força das seleções continentais que, mesmo com muitos problemas de organização em suas confederações, possuem equipes fortes o suficiente para fazerem boa campanha na Rússia em 2018.

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