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Archive for April, 2016

PostHeaderIcon O Local e o Gol

Um dos grandes clichês do futebol, quando chega a hora de um confronto eliminatório, é dizer que é melhor jogar a segunda partida em casa, podendo decidir a série perto de sua torcida. Porém, se analisarmos o que temos visto recentemente em vários jogos de torneios nacionais e internacionais, essa situação tem se mostrado bem falsa para dizer o mínimo.

Na Liga dos Campeões, pelo terceiro ano seguido o Bayern de Munique perde a partida de ida das semifinais e tudo indica que novamente terá muitas dificuldades para poder reverter um placar adverso. Depois de ser derrotado pelo Real Madrid e pelo Barcelona, agora o time alemão perdeu para o Atlético de Madrid por 1×0 e não deve ser fácil para os comandados de Guardiola poderem mudar a situação.

Em condições diferentes claro, mas na Libertadores vimos alguns times que fizeram campanhas piores na primeira fase conseguirem reverter a suposta desvantagem e vencerem os jogos de ida. O São Paulo goleou o Toluca, o Táchira da Venezuela venceu o Pumas do México e o Independiente Del Valle derrotou o atual campeão River Plate. Isso sem contar o fato de alguns empates em 0x0 terem acontecido tanto no torneio europeu quando no Sul-Americano. independiente del valle river plate bola parada

Penso que esse formato de gol fora de casa permite algumas distorções como no fato de quem empata o primeiro jogo em casa sem gols se sente até de certa forma confortável; foi o que aconteceu com o Manchester City no jogo contra o Real Madrid. Depois de sofrer uma pressão por parte do time espanhol no fim da partida, os ingleses consideraram um bom resultado o empate em zero dentro de seus domínios.

Mas fundamentalmente falando sobre “fazer a primeira em casa”. Pode-se entender que a expectativa de resolver a classificação em casa é mais confortável, mas isso pode não acontecer sempre necessariamente. Muitas vezes é melhor jogar a primeira em seus domínios e poder assim reverter uma situação de adversidade. Portanto é algo que sempre será discutível saber onde é melhor atuar no primeiro confronto. Mas cada vez mais fica claro para mim que essa regra de “gol qualificado” é algo que poderia não existir mais.

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PostHeaderIcon Surpresas Estaduais

Surpresas estaduais não são algo novo e nem inédito. Nem precisamos forçar a memória para lembrar de vários campeonatos onde clubes menos tradicionais chegaram nas finais; e até levantaram a taça. O ineditismo se dá pela simultaneidade. Não lembro de outro ano em que tal fato tenha ocorrido nos principais Estaduais do país.

Começo pelo Rio, onde os favoritos refugaram; novamente. Tudo bem que o Botafogo é time grande e nunca poderia ser chamado de azarão. Mas, olhando friamente, o time atual é bastante limitado. E os reforços apresentados não justificaram a presença no time titular. Tanto que o Ricardo Gomes acabou apelando para a base na tentativa de formar um 11 minimamente competitivo. E parece que conseguiu. E o favoritismo do Fluminense ficou no papel. Em campo o Fluminense ficou totalmente apagado.
fluminense apagado
Fiz muita força mas não consegui lembrar de um 1º tempo tão ruim que o Fluminense já tenha feito nos últimos 20 ou 30 anos. Uma coisa pavorosa! Assustadora! Tanto que o Levir já queria mudar o volante aos 35 minutos de jogo. Tanto que o Jefferson não fez uma única defesa durante a partida; só aos 25 minutos do 2º tempo o Flu chegou perto de marcar. Mas isso não tira o mérito do Glorioso, que ontem fez a sua melhor partida no ano.

Na outra semi, o Flamengo confirmou sua deficiência defensiva e perdeu novamente para o Vasco. E vamos combinar, quando o Riascos dá olé, é sinal que algo tá errado. Muito errado! Mas isso é problema do Flamengo (e do Muricy). Vasco e Botafogo fizeram as melhores campanhas e merecem fazer a final.

* * * * *

No Rio Grande, a surpresa veio da serra. O Juventude eliminou o Grêmio, mas não podemos dizer que o tricolor tenha jogado mal. Ao contrário, fez uma excelente partida. Mas o gol sofrido, 1 minuto após fazer 2×0, foi muito cruel. Assim como foi “cruel” o desempenho do Elias, goleiro do Juventude. Fechou a porteira.

Só não posso deixar de registrar o equívoco do Roger ao tirar o Bobô e colocar o Bolaños, jogando sempre fora da área, justamente na hora do abafa. Nem mesmo a entrada do Henrique, na sequência, resolveu a questão. Resta ver como o time do Argel vai passar a muralha alviverde. Se é que vai.

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Zebra, e das grandes, foi a que apareceu em São Paulo. O Audax, seguindo fielmente o estilo do técnico Fernando Diniz, vai fazer uma final inédita, contra o Santos. Não “sequei” o Corinthians ou o São Paulo, mas confesso que fiquei feliz com a audácia do penetra. É muito bom ver, na prática, que dá pra vencer sem jogar feio, sem escalar 3 volantes “brucutus”, sem rifar a bola, sem fazer ligação direta. É possível, acreditem! Os deuses do futebol agradecem.

É óbvio que o Santos é o favorito na final. Favoritaço, como diz um certo comentarista. Mas é bom não relaxar como fez contra o Palmeiras. Pode custar caro.

* * * * *

Chamar o América-MG de zebra deve provocar raiva na torcida do Coelho. Mas vamos combinar, é uma zebrinha. Daquelas que aparecem com mais frequência. Uma zebra familiar. Mas que a Raposa não queria encontrar pela frente. Assim como é familiar (habitual) o costume de demitir o técnico após um resultado insatisfatório. Tava na cara, tanto que escrevi sobre isso há 1 mês e pouco. É um assunto tão repetitivo que já cansou. Não vou me alongar. Parabéns pro Coelho!

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E, já que estou nessa seara, preciso falar do Leicester. Tudo bem que o Inglesão ainda não acabou, mas o clube caminha firmemente rumo ao título. Se não ocorrer uma catástrofe… Mas eu confesso que não acreditava que o Leicester se aguentaria no topo da tabela. Até comentei sobre isso com o Alexandre, há uns 2 meses. Se ainda fosse uma copa, não é surpresa termos pequenos chegando nas finais. Mas num campeonato longo e tão complicado… É uma façanha. Das grandes!!!

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PostHeaderIcon Uma Nova Libertadores

Ontem (21/4) ficaram definidos os classificados para as Oitavas de Final da Taça Libertadores. Dos 5 brasileiros, apenas o Palmeiras ficou de fora. E de maneira bem antecipada. A derrota em casa para o Nacional do Uruguai foi fundamental nessa caminhada abreviada e a culpa foi toda jogada em cima do ex-treinador Marcelo Oliveira. É evidente que o trabalho dele não foi brilhante e ele não conseguiu dar um padrão de jogo para a equipe verde. Mas o excesso de contratações, algumas discutíveis do ponto de vista técnico, também atrapalharam o entrosamento da equipe, que poderia ter ido mais longe, mas ficou pelo caminho.

Por outro lado o Corinthians e Atlético/MG passaram sem maiores sustos em seus grupos. O time paulista sofreu um desmanche no início do ano, mas vive um ciclo positivo tão intenso e seu treinador Tite têm tanta liberdade para poder moldar a equipe à sua maneira que os reforços que chegam encontram a tranquilidade necessária para poder render, mesmo que em alguns casos, sejam de qualidade técnica inferior ao que estavam anteriormente na equipe.

O Atlético/MG conta com uma base que vem junta até desde 2012, e foi sendo reforçada ao passar do tempo. Porém o treinador Diego Aguirre, assim como aconteceu no Internacional, sofre alguma contestação por não ser um técnico que mantém o mesmo time sempre em campo, gostando de fazer o tão falado “rodízio” entre os atletas. Já comentamos sobre isso aqui no blog e acho que o uruguaio sofre um pouco por ser de fora e por tentar implantar algo que pode ser útil à nossa cultura. libertadores bola parada

Por sua vez o Grêmio pegou um grupo difícil e o técnico Roger Machado sofreu as primeiras críticas no começo da competição. Ele pôde ver como é fácil alguém tão exaltado no ano passado ter boa parte da mesma mídia – que o venerava a pouco tempo – até mesmo jogando contra em alguns momentos. Antes do empate contra o San Lorenzo fora de casa, muita gente (de forma absurda) começou a questionar a permanência dele no cargo! Mas como o resultado muda tudo no futebol, o time gaúcho conseguiu a classificação, o que é um mérito para um elenco não tão numeroso e que joga sempre no limite para conseguir seus resultados.

Esse limite que falta (e na verdade ainda nem sabemos qual é) ao São Paulo. É um time que até possui um elenco de qualidade, mas muito desequilibrado em alguns setores, principalmente na defesa. Começou mal a competição, conseguiu duas vitórias em casa e precisou contar com a ajuda do Trujillanos, que venceu o The Strongest, para conseguir passar de fase. Edgardo Bauza é um treinador mais conservador no estilo e no ritmo das mudanças na equipe, mas tem competência para imprimi-las. A questão aí parece ser muito mais os problemas dentro de campo.

*****

Você pode se perguntar se não darei palpites para os jogos das oitavas. Não farei porque o equilíbrio entre as equipes é muito grande, além do fato de que não acompanhei a fundo alguns dos times que passaram de fase, como o Pumas do México. Dos que eu vi jogar o Nacional de Medelín foi o que mais me agradou, não só por ter feito a melhor campanha em número de pontos. O time mostrou bom valores como o volante Mejía e o jovem atacante Marlos Moreno, uma grata revelação do torneio até aqui.

Em relação aos jogos dos brasileiros, todos pegaram adversários complicados. O Corinthians parece ser o time que pode se impor com um pouco mais de facilidade, mas mesmo assim pega o Nacional do Uruguai que complicou a vida do Palmeiras. Os outros jogos são ainda mais equilibrados e portanto vai depender muito da primeira partida de cada um. E o fato de em todos os parágrafos do texto sobre os times brasileiros eu ter citado o treinador de cada um mostra que ainda não apareceu um jogador que possa ser predominante. Agora de fato realmente é uma outra competição.

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PostHeaderIcon Despedida Marcante

Na última quarta-feira (dia 13/4) se aposentou um jogador que certamente entrará para a história da NBA e do basquete internacional como um todo. Kobe Bryant encerrou sua vitoriosa carreira, depois de 5 títulos do campeonato estadunidense e duas medalhas olímpicas em 2008 em Pequim e 2012 em Londres.

Penso que ele sofreu muito no início de sua carreira com a comparação com Michael Jordan. O jeito de jogar de fato trás algumas semelhanças, mas Jordan era um jogador mais completo fisicamente e defensivamente falando. O que não diminui em nada a qualidade de Kobe, que soube evoluir com o tempo e sair da sombra de seu companheiro nos primeiros três títulos pelo Lakers, Shaquille O’Neal. Até a permanência do pivô na franquia da Califórnia em 2004, ele era visto como o dono da bola e principal responsável pelo tri de 2000/2001/2002.

Kobe teve de evoluir como jogador e ser (um pouco) menos individualista e mostrar sua capacidade de liderar uma nova equipe em um bi-campeonato (2009/2010) que solidificou de vez seu nome como um dos maiores da história do esporte. Deixo aqui um vídeo com as principais jogadas dele em sua brilhante trajetória.

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PostHeaderIcon Madri Em Festa

Ninguém, em condições normais, tira o favoritismo do Barcelona contra qualquer adversário. Só que o favoritismo não significa vitória certa. Tanto que hoje o Barça perdeu sua 3ª partida em quatro. E eu assisti os 2 jogos contra o Atlético e a partida contra o Real, pelo Espanhol. Em nenhum destes jogos o clube catalão esteve perto daquele futebol envolvente e avassalador. E até as individualidades estiveram bastante ofuscadas. E o retrato perfeito dessa situação é o Messi, assustadoramente apagado nas últimas partidas.

Hoje o Barcelona foi eliminado pelo combativo e aplicado time do Atlético de Madri. No meio do 2º tempo, vendo o Atlético recuado e pressionado, cheguei a pensar que sofreria o mesmo castigo da semana passada, quando o Barça virou o placar. Mas a pressão do Barcelona foi pouco produtiva. O goleiro Oblak trabalhou menos que em condições normais. O trio MSN produziu muito menos que em condições normais. E, no fim, o juiz errou ao marcar uma falta no lugar de pênalti. Castigo para o Barça? Talvez, mas foi um castigo merecido. Bem merecido!!
atlético de Madri
O outro espanhol que avançou na UCL foi o Real. Graças ao talento do Cristiano. E aí volto àquela habitual crítica que ele sofre, de se omitir nas partidas decisivas!! Mas, como assim??? Quem inventou isso? Como alguns repetem essa conversa furada? Francamente, isso passa do ridículo. Ou estão misturando o lado pessoal com o profissional. Mas eu não me interesso pela vida particular do português. E pouco me importa se ele é egocêntrico e antipático. Quero saber é dentro de campo. E lá o Cristiano resolve. É decisivo! Ou vocês vão me dizer que o Real estaria em outra semi sem a presença dele? Estaria??

Não vi muito dos outros jogos da UCL. Mas eu esperava que o PSG avançasse, apesar de estar praticamente no mesmo nível do City. Só imaginei que o momento do time francês fosse melhor. Mas o equilíbrio é tanto que o City só avançou por ter feito um gol fora. Já o Bayern, era esperado. Mas o Benfica deu trabalho. Mais do que a maioria pensava.

Agora vou arriscar um palpite. Mas vou pular a semi e deixar meu favorito (ainda que a margem seja mínima) ao título. Arrisco que o Real leva outra orelhuda. A 11ª, se não estiver errando a conta.

* * * * *

Hoje teremos mais confrontos pela 5ª rodada da Libertadores. Nenhum clube brasileiro está voando baixo. Mas o Atlético e o Corinthians estão em situação confortável e não devem sofrer muito pra se classificar.

Dos times que ainda vão completar a 5ª rodada, o Grêmio, apesar de jogar fora, é quem tem a vida mais fácil. Passou 1 semana em Quito, se ambientando à altitude, e deve voltar com os 3 pontos. O São Paulo joga em casa, um Morumbi lotado. Mas o River é um adversário tradicional e deve dar trabalho. O favoritismo do SPFC é pequeno. Mas acredito que vença e encaminhe a classificação.

Por fim, temos o Palmeiras. Joga amanhã, pela 6ª rodada, contra o River uruguaio. Também acredito que vença. O problema é que isso não resolve muito. Ele precisa vencer e secar o Rosário Central. E eu não gosto muito de depender de terceiros. Não acho que o Palmeira possa se classificar pra 2ª fase. É melhor arrumar a casa e se concentrar no Paulista e Brasileirão.

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PostHeaderIcon Violência e Politicagem

Na última segunda o presidente em exercício da CBF Coronel Nunes, deu uma entrevista em que mostrou com toda a clareza o seu grau de desconhecimento sobre o futebol que ele comanda no momento, afinal está substituindo o licenciado Marco Polo Del Nero. Foi algo meio constrangedor até com o próprio Coronel, que claramente é um “laranja” colocado ali para perpetuação do mesmo poder. Mas não deixa de ser algo revelador, mostrando o estado de podridão do futebol brasileiro, algo de muito tempo até.

No dia anterior tivemos mais uma morte envolvendo outra briga de gangues que usam o futebol como meio para poderem cometer a mais variada gama de atrocidades e conflitos com seus “rivais”. Uma pessoa inocente, que estava passando no local em que baderneiros que usam as cores de Palmeiras e Corinthians, morreu atingida por uma bala perdida, engrossando assim o número já elevadíssimo de mortes relacionadas ao futebol nos últimos anos no Brasil.

Olhando rapidamente pode parecer que uma coisa não tem tanto a ver com a outra. A violência hoje em dia, infelizmente, é uma constante no Brasil e não aparece apenas relacionada ao futebol. Mas como nos casos envolvendo o esporte a repercussão é maior parece que elas são mais localizadas e sabemos que não é o caso. Porém no que é ligado de alguma forma à ação de gangues organizadas, o Estado Brasileiro, contando com a ajuda dos clubes e das federações e também da Confederação Brasileira de Futebol, poderia desenvolver saídas para minimizar o problema de alguma forma. E me chama a atenção como pouco ou quase nada sobre o assunto foi falado nos últimos anos, partindo da entidade que comanda o esporte mais popular do país. Não estou pedindo aqui que a CBF resolva essa questão, mas que ao menos se posicionasse. violência no futebol bola parada

Digo isso porque as soluções acabam sendo isoladas e, na maior parte das vezes, insuficientes. Como já aconteceu por algum tempo no estado de Minas Gerais, a polícia de São Paulo, junto à Federação local, decidiu que os clássicos no estado, pelo menos até o fim do ano, serão disputados com a chamada torcida única, ou seja, apenas o mandante do jogo terá direito de ter a sua torcida no recinto. Uma medida que já se mostrou insuficiente, pois a maioria das brigas nos últimos tempos têm acontecido em locais até razoavelmente distantes dos campos, como em estações de metrô por exemplo.

Além do mais essa situação escancara a incapacidade do Estado como um todo de controlar a violência de forma minimamente tolerável para o cidadão de bem. A inteligência para a precaução de conflitos, que muitas vezes são marcados pela internet e principalmente a punição para os brigões (alguns até muito conhecidos dos policiais) seriam ações fundamentais e muito mais efetivas para que a situação possa realmente melhorar. Locais que nem tinham muitos registros de violência desse porte como Goiânia, Belém e Fortaleza, se tornaram também recentemente palcos de espetáculos lamentáveis de arruaceiros que parecem felizes de aparecer na mídia toda vez que ocorre alguma ação mais chamativa dos seus bandos.

Um exemplo até não tão drástico também está nessa mania de bandos organizados invadirem os locais de trabalhos dos atletas para “cobrar mais empenho” de forma nada amistosa e contando com a conivência dos dirigentes da maioria das equipes. Recentemente vimos isso acontecer na Ponte Preta, no Palmeiras e no Flamengo, para ficarmos apenas em times da Série A de 2016. Isso para mim é algo que mostra também claramente a culpa dos clubes nessa situação pois são coniventes com esse tipo de gente, inclusive cedendo ingressos gratuitos para jogos. E essas invasões me cheiram a algo muito pior acontecendo. Talvez no dia de alguma coisa grave acontecer com algum jogador pensem em cortar relações com essa gente.

O futebol não é o principal problema do país, mas não deixa de ser um reflexo de algo que está errado em toda a sociedade. Sendo assim enquanto o Estado e os órgãos que controlam o esporte fizerem apenas ações midiáticas e populistas após cada tragédia, continuaremos apenas a lamentar os mortos que surgem em cada dia de clássico pelo país.

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