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Archive for March, 2016

PostHeaderIcon Seleção Devendo e Gênio Partindo

E ontem o Brasil completou sua 5ª partida nas eliminatórias para a Copa da Rússia. O empate com o Uruguai, em 2×2, rendeu o 8º ponto em 15 disputados. Apesar da campanha mediana é improvável que a seleção não se classifique. Acredito que passe. Mas será igual um aluno que sempre tira nota 6. Não é um vexame, mas não empolga.

O começou da partida de ontem deve ter enganado muita gente. Jogadas pelos lados, infiltrações dos meias, 2 gols em pouco tempo de jogo. Mas o time uruguaio não se desesperou e foi encontrando a marcação. Apesar de um miolo de zaga fraquíssimo. Muito diferente do ataque deles, perigosíssimo. Tanto que nossos defensores abusaram das faltas. E das falhas. Novamente! E assim o Uruguai chegou ao empate.

O problema é que o time do Dunga já realizou vários amistosos, jogou a Copa América e agora está no meio das eliminatórias. Não é pouco tempo. Já deveria estar rendendo mais. Mas eu ainda não sei se o Brasil vai ter um centroavante fixo ou um falso 9. Nem quantos meias teremos. Ao final do jogo de ontem haviam 3 meias em campo. Pelo que vimos, a coisa não tá funcionando. Willian aberto na direita, Douglas Costa na esquerda e ninguém na área. O Neymar passou a maior parte do jogo numa posição que não é a dele; muito longe do gol. Tanto que pouco rendeu.

A zaga segue sendo uma dor de cabeça. E a cabeça de alguns jogadores continua entrando em pane nos jogos mais complicados. Já vi este filme. E sei como termina.

* * * * *

Tem coisa de 1 ano que escrevi uma coluna cobrando uma atitude mais incisiva do Paulo Henrique Ganso. Dentro de campo, evidentemente. Pedi que ele chutasse mais ao gol, cobrasse mais faltas e até pênaltis. Achava pouco ver o Ganso tocando de lado e enfiando uma ou outra bola pros atacantes. Alguns leitores devem ter concordado comigo, outros não.

Eis que de repente, do nada, o Ganso começa a arriscar e acertar alguns chutes em gol. Cobrou até um pênalti num jogo da Libertadores. Perdeu, mas isso é do futebol. O importante é que ele saiu do marasmo, da passividade. E isso é o mínimo que devemos cobrar dele. Na verdade, ele é quem deve ser cobrar. Espero que este “novo Ganso” seja o real e definitivo. Capacidade pra tanto ele tem!

* * * * *

Não gosto muito da seção obituário. Mas é impossível não abordar o falecimento do craque Johan Cruyff. Foi um jogador genial e um técnico revolucionário. E vice-versa, se preferirem. Ou usem os adjetivos que julgarem melhores. Não será um exagero. O fato é que a carreira do Cruyff foi marcante, dentro e fora de campo. Fará falta!
johan Cruyff

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PostHeaderIcon Fair Play furado

Outro dia estava comentando com o Marco sobre a supremacia do PSG no Campeonato Francês. O time que conta com vários brasileiros no elenco venceu o título com incríveis 8 rodadas de antecedência. Ele fez um comentário pertinente. Se algo assim acontecesse no Brasil muita gente já pediria o fim do campeonato de pontos corridos para a volta do mata-mata. Devido à eterna discussão a respeito do tema, é algo que faz a gente pensar.

Na Europa estamos vendo um domínio realmente expansivo de alguns times em determinados campeonatos. Na Alemanha e na França, Bayern e PSG comandam o cenário com certa folga a algum tempo. Em outros centros menores como a Ucrânia também temos um time (Shakhtar Donetsk) que está controlando o torneio local com um predomínio de muitos anos. Me parece claro que o sistema de disputa não é bem o problema, mas sim o abismo financeiro de alguns clubes sobre os outros. A distância de times que permanentemente disputam a UEFA Champions League em relação aos seus concorrentes locais parece só aumentar com o passar dos anos.

Assim sendo a grande questão para mim passa ser a análise sobre o Fair Play Financeiro, que a UEFA (confederação de futebol que comanda o futebol europeu). Segundo o próprio site da entidade, a medida visa melhorar a saúde financeira global do futebol europeu de clubes. A partir de 2013 os clubes passaram a ter de respeitar uma gestão equilibrada que, por princípio, significa que não gastam mais do que ganham, restringindo a acumulação de dívidas e fazendo com que não tenham balanços negativos no fim de cada época. Porém isso não é o que temos visto, senão na acumulação de dívidas mas, pelo menos, no gasto do dinheiro. uefa fair play financeiro bola parada

Quem tem um “padrinho” forte, como é bem claro no caso francês com o PSG larga BEM na frente dos outros, causando um desequilíbrio enorme na força de um campeonato que prima por um certo nivelamento financeiro e mesmo equilíbrio entre os participantes. Além disso, muitas das dívidas dos clubes são escamoteadas e não vem à tona por empréstimos e pelo dinheiro dos donos que podem ainda sair do comando das equipes ou vendê-las no primeiro sinal de problemas. O espanhol Málaga e o francês Mônaco são clubes que tiveram grande aporte financeiro por causa de donos milionários, mas logo sentiram os efeitos da retirada de maiores investimentos quando, por questões fora do futebol, seus mandatários pararam de injetar tantos recursos como fizeram no início de suas atividades.

Mesmo o novo “queridinho” do futebol internacional no momento, o Leicester da Inglaterra, possui um dono “endinheirado”. O tailandês Vichai Srivaddhanaprabha (é esse mesmo o nome dele) comprou o clube em 2010 e é, segundo a revista Forbes, a 714ª pessoa mais rica no mundo, com um patrimônio de US$ 2,2 bilhões. Claro que os investimentos dele, em relação a outros gigantes do futebol da terra da Rainha, são muito mais modestos, mas com algum dinheiro e um bom trabalho dentro de campo (além de contar com a incompetência alheia), o seu clube está muito próximo de conseguir uma façanha e o primeiro título inglês da sua história (sobre o Leicester especificamente, voltaremos ao tema em breve).

O que fica claro para mim é que, ainda que a intenção da UEFA tenha sido tentar equilibrar mais o futebol europeu e buscar um modo menos insano de gastos em contratações e salários, quem tem dinheiro, na maioria dos casos, continua esbanjando e que o Fair Play Financeiro ainda está longe de atingir seus principais objetivos.

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PostHeaderIcon Sobre a Champions no EI – A Transmissão

Agora com mais tempo pude ver com mais detalhes a forma de transmissão dos canais Esporte Interativo (os canais EIMAXX) na Liga dos Campeões da Europa. Não consegui assistir com muita precisão o que foi feito no começo da competição pois não tinha os canais em casa e não assinei o sistema de transmissão pela internet (o EI PLUS) – que, para quem possui, têm sido muito criticado pela sua qualidade – então me privei de ver a primeira fase em praticamente sua totalidade.

O que me recordo de falar é que a propaganda que faziam de transmitir “todos os jogos” era um pouco falha pois, nos canais normais, a maior parte das partidas transmitidas eram aquelas envolvendo os times de maior torcida aqui no Brasil, o que não é diferente do que a ESPN já vinha fazendo nos últimos anos. Eles passam todos os jogos, se você comprar o pacote para a internet, sempre bom deixar claro; mas dessa qualidade não posso falar muito. Os canais ESPN inclusive faziam boa cobertura em termos de análise dos jogos, mas em termos estruturais o EI me surpreendeu.

Agora nos jogos das oitavas-de-final me impressionou a extensão do pré-jogo do canal. Desde as 10 da manhã se fala de Champions com repórteres nos locais das partidas; as imagens estão boas (acabou aquela era do “streaming mal feito” com o dinheiro da Turner) e a atenção ao torneio, além da presença dos profissionais nos locais dos jogos são fatores para serem valorizados. Porém a extensão dessa preparação para as partidas é um pouco longa demais. Muitas matérias repetidas entre a manhã até o início das pelejas propriamente ditas; além disso, os outros assuntos do esporte (principalmente do futebol) ficam meio esquecidos. Como são 2 canais EIMAXX agora, poderiam dar uma balanceada no conteúdo que fica meio maçante. Entendo a importância da UCL e a cobertura que querem dar à competição, mas um equilíbrio seria interessante. uefa champions league esporte interativo bola parada

Sobre a transmissão em si acho um pouco chato, depois de um pré-jogo tão extenso e não falarem nada sobre o assunto, usarem o horário de transmissão de jogo para fazerem propaganda dos acordos com os clubes para a exibição de jogos do Brasileiro a partir de 2019. Entendo que é o momento de maior audiência e visualização, mas penso ser um pouco contraproducente parar uma narração no meio para se autoelogiar de forma constante. (A respeito desse assunto, ainda voltaremos ao tema…)

Sobre a narração em si; eu não gosto do estilo do locutor principal da emissora, muito exagerado e com uma fixação em citar e imitar o Galvão Bueno que beira a chatice. Ele até não é propriamente ruim, mas de fato irrita. Acho que poderiam investir mais em outros nomes para a locução e também para os comentários, ainda que os principais da casa (Vitor Sérgio e Bruno Formiga) tenham boa qualidade. Os ex-jogadores Sávio e Zico não acrescentam muito a meu ver, estão na média comum dos boleiros que já estão por aí na mídia.

Em resumo, a transmissão dos canais Esporte Interativo está melhor do que eu imaginava em termos estruturais e isso é um mérito claro do dinheiro de seu novo parceiro, e isso não é uma crítica necessariamente. A abrangência de reportagens está interessante, ainda que os times mais midiáticos continuam com espaço destacado (aliás a Globo e a Bandeirantes mais uma vez priorizaram o Barcelona ao invés do jogo mais emocionante das oitavas, Bayern x Juventus). Mas o canal ainda precisa colocar mais gente de qualidade para a análise dos jogos, além de variar um pouco o ritmo de matérias antes e depois das partidas.

Vendo o que o Marco analisou a algumas colunas atrás, o canal melhorou de sua situação de algum tempo atrás, mas precisa ainda precisa percorrer um caminho para ser mais levado à sério.

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PostHeaderIcon Francesco Totti, o Jogador Torcedor

Hoje voltamos com a seção de vídeos de futebol. E o escolhido desta edição é o atacante Francesco Totti, ídolo da Roma e de Roma. O Totti se enquadra naquela minúscula classe de torcedores jogadores. Eles são poucos, e vão rareando a cada dia. Aqui no Brasil o exemplo mais recente foi o Rogério Ceni; já aposentado. E o Totti também está perto da aposentadoria dos gramados.

Sei muito bem que o Totti não chega perto dos super craques de quem foi contemporâneo, como Zidane, Ronaldo, Rivaldo e cia. Talvez o Totti também fique um pouquinho abaixo do Bagio e Del Piero. Mas isso não é demérito algum. Nem tira o fato de ter sido um dos maiores atacantes que a Itália já produziu. Dentro da área era frio e calculista. Não se apavorava diante do goleiro. E também era extremamente eficiente nos chutes de longe e faltas. Um jogador praticamente sem falhas técnicas.

Totti só jogou pela Roma, desde 92. Quase sempre com elenco inferior aos rivais de Turim e Milão. Talvez por isso ele só tenha um título italiano (em 2001) e duas Copas da Itália (em 2007 e 2008). Sem esquecer da Copa do Mundo de 2006.

Fiquem com algumas jogadas históricas e belos gols de Francesco Totti:

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PostHeaderIcon Obsessão, Tentativa e Erro

Na última terça (8/3) o técnico da Seleção Brasileira Dunga deu uma entrevista ao canal EI Maxx direto do estádio Santiago Bernabéu em Madri, onde ele assistiu a partida entre Real Madrid e Roma. Dentre vários assuntos discutidos, ele praticamente confirmou que, se tiver de escolher uma competição no meio deste ano para levar seu melhor jogador – Neymar – ele tentará levá-lo, mediante negociação com o Barcelona, para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e não para a Copa América do Centenário da Conmebol que será jogada nos Estados Unidos.

Desde a liberação da utilização de jogadores profissionais no torneio olímpico de futebol masculino em 1984 em Los Angeles (não que profissionais de países comunistas já não atuassem antes de 84 mas era algo “disfarçado”), criou-se aqui no Brasil uma certa obsessão pela medalha de ouro olímpica; “o último título que nos resta” no esporte em que somos o “melhor do mundo”. Após a Copa de 1994, onde o time brasileiro saiu de um jejum de 24 anos sem conquistas mundiais, essa neura só aumentou.

No meu modo de ver esse frenesi todo é bastante exagerado. Primeiro pois vejo o próprio futebol olímpico como algo esquisito, um corpo estranho numa competição que privilegia muito mais os outros esportes, até porque nenhum deles têm um Mundial com tamanha repercussão como é a Copa do Mundo futebol masculino. Mas aí pode-se dizer que é só uma questão de gosto da minha parte. Ok.

Mas o que mais me incomoda é como o Brasil se prepara para essa competição. A impressão que se têm é que muitos aqui acham que basta entrar em campo que a medalha de ouro já é certa. O que, aliás, é um contrassenso ao “espírito olímpico” aquele do “importante é competir”. Claro que isso é algo que, em esporte de alto rendimento, não pode ser levado tão à risca; e no futebol por aqui é algo ainda mais sem sentido. E isso é que me preocupa.

neymar olimpíada bola paradaUma medalha de prata ou bronze será vista como mais um fracasso brasileiro; basta lembrar das pratas de 1984, 1988 e 2012 e dos bronzes de 1996 e 2008. Em teoria nem são resultados tão ruins. Mas nesse quesito olímpico, o segundo é mais ainda o primeiro dos últimos para os brasileiros. Um outro “fiasco” poderia queimar alguns bons valores que podem aparecer no time que será convocado por…Dunga! E aí temos outro absurdo.

Alexandre Gallo (que saiu em 2015) e Rogério Micale foram os treinadores que comandaram o processo olímpico desde 2012. Pode-se discutir o currículo dos dois profissionais (Micale ao menos é alguém ligado às categorias de base), mas foram eles que montaram o esqueleto do time que vem fazendo amistosos até com uma regularidade maior do que nas duas preparações anteriores. Porém, na hora da competição, Dunga deverá assumir o comando. Como cobrar que o trabalho seja mantido, com uma linha de coerência tática? Como imaginar que o time manterá o padrão de jogo?

Novamente a impressão que se passa é que Dunga, assim como outros treinadores da Seleção principal como Luxemburgo e Mano Menezes, pensaram primeiro com o ego inflado e imaginaram ter a honra e a glória de conquistarem o ouro olímpico e ficarem marcados na história por isso. Acho humana essa pretensão, mas pensando no principal objetivo do trabalho de todos (que inegavelmente é a Copa do Mundo), não seria melhor preparar o time para 2018 ao invés de se desgastar com a busca de uma medalha que pode vir ou não? Se Dunga estivesse desde o começo do trabalho dividindo os dois cargos, ok – apesar de eu não concordar. Seleção de base é uma coisa, principal é outra. Mas não é o caso.

O brasileiro parece adorar desprezar aquilo que já tem e supervalorizar aquilo que ainda não possui. Como o Brasil ganhou várias Copa América nos últimos tempos, o torneio passou a ser uma porcaria (visão com a qual não concordo). A Olimpíada tem muito desse cartaz no futebol pelo fato do time brasileiro ainda não ter vencido.

Assim sendo, se o time olímpico fosse a base para a Copa do Mundo da Rússia, até poderia achar que seria interessante essa importância toda à medalha no Rio de Janeiro. Como vivemos uma outra realidade, penso que a preparação poderia ser feita de forma mais tranquila e sem a pressão de ter de conquistar o ouro num torneio em que nem temos tantas seleções de nível assim. O trabalho poderia ser mais conjunto e sem tanto atropelo, mas parece que não é o que veremos até agosto.

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PostHeaderIcon Rodízio no Caldeirão

Acabamos de completar dois meses do novo ano e já vemos as mesmas reclamações e pressões dentro do mundo do futebol. Jogadores sendo criticados e principalmente técnicos vivendo sob pressão. Não é algo novo e é até comum dentro dos grandes clubes. Mas a sofisticação dentro do desconhecimento em cada crítica chega a assustar.

A mais nova vítima dessa frigideira constante sob a qual vivem os técnicos por aqui é a ideia de “rodar” o elenco, o chamado rodízio. Os que são adeptos dessa postura são muito criticados quando fazem isso e o resultado não vem. Diego Aguirre, por exemplo, no Atlético/MG e mesmo no ano passado no Internacional era muito cobrado por esse estilo. Para mim é algo válido pois faz com que os jogadores se mantenham em atividade e que a competitividade no elenco se faça presente; um titular fica menos acomodado em saber que pode perder a vaga se não estiver tão bem. Além claro da questão física que tem de ser sempre levada em conta para que se escale quem está em melhor forma.

técnico ameaçado bola parada
Mas a crítica à uma cultura que, muitas vezes, é elogiada pelos mesmos “analistas” quando é feita no futebol europeu, é mais um componente de um caldeirão quase insano de pressão sobre a manutenção ou não de treinadores no comando das equipes brasileiras. Já dissemos aqui que a maioria dos profissionais é conivente com a situação; mal saem de um clube já pulam para outro como se nada tivesse acontecido. Mas o que estamos vendo acontecer com Marcelo Oliveira no Palmeiras e mesmo Deivid no Cruzeiro (este último sendo ainda um novato na profissão) é algo quase desumano. Não é fácil para alguém trabalhar sendo ameaçado o tempo todo, mesmo sabendo que um clube de repercussão e grande torcida tem esse lado de questionamento muitas vezes.

Porém o exagero nessa situação de corda bamba, além da pouca análise de jogo propriamente dito nos intermináveis programas televisivos de debate que temos hoje mostra que todo o discurso que a mídia usa, de que o clube tem de dar tempo para o profissional trabalhar, é bem falacioso. Busca-se um culpado das derrotas e um herói nas vitórias, nada mais. Ainda falando de treinadores, Roger Machado no Grêmio, mesmo apenas iniciando na profissão, foi intensamente exaltado no Brasileirão do ano passado, mas depois de alguns maus resultados nesse ano já começa a ser contestado por alguns que o elevaram demais na temporada anterior! E agora depois de duas (!!!) partidas, um empate contra o Corinthians e uma vitórias sobre o Palmeiras, o técnico português da Ferroviária de Araraquara Sérgio Vieira, já está sendo muito elogiado pelo seu estilo “moderno” de jogo…Basicamente depois de dois jogos…Nem precisa dizer que é cedo demais para qualquer análise…

Achar que esse processo de fritura constante vai mudar parece cada vez mais difícil, com uma mídia cada vez mais imediatista e que precisa encher espaços em suas programações de toda e qualquer forma. Mas penso que ao menos respeito ao trabalho do treinador deva haver. A questão de mudanças e testes de jogadores, o chamado rodízio, deveria ser analisado não apenas pelo resultado, mas em termos técnicos e de possibilidade de melhora do desempenho. E que também cada jogo não vire algo de “vida ou morte” para todo o técnico que não venha tendo uma boa fase, algo natural para todos.

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