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Archive for February, 2016

PostHeaderIcon Mudança ou Mais do Mesmo?

Depois de muitas notícias negativas envolvendo a entidade nos últimos meses, a FIFA finalmente elegeu um novo presidente. Gianni Infantino, ex-secretário geral da UEFA (confederação europeia de futebol) venceu a eleição realizada na última sexta-feira (26/2). Não que a simples eleição de Infantino represente uma mudança radical nos rumos do futebol mundial, mas dentre os candidatos apresentados ele talvez represente um mal menor em termos de experiência, haja vista a falta de maior conhecimento a respeito príncipe da Jordânia e as denúncias, inclusive de trabalho escravo, relacionadas ao xeique do Bahrein, que ficou na segunda posição na eleição.

Mesmo assim a vitória do ex-braço direito de Michel Platini na UEFA não dá ainda a tranquilidade de que tenhamos maior transparência nos rumos do esporte mais popular do mundo. Primeiro porque Infantino, para mostrar e demonstrar que fará algo diferente vai precisar continuar com o processo de limpeza e combate à corrupção que foi deflagrado na entidade desde o ano passado. E para isso provavelmente terá de manter (ou até ampliar) a punição dada ao seu ex-chefe Platini e ao ex-comandante da entidade Joseph Blatter, além claro de punir e investigar outros eventuais cartolas envolvidos na lama. Ele terá independência para fazer isso? A conferir…

É necessário ver também se a investigação sobre a Copa no Catar em 2022 levará até mesmo a mudança de sede da competição. Claro que é possível supor que outras compras de votos para eleições de outras sedes já ocorreram, mas esse caso parece ser ainda mais escabroso de tudo que já houve antes. Além disso a possibilidade de mudança de data de realização da Copa (transferindo-a para o fim do ano por causa do calor intenso no Oriente Médio entre Junho e Julho), pode ter de alterar todo o calendário do futebol mundial e é preciso ver se isso realmente é necessário. gianni infantino fifa bola parada

Evidente que a corrupção é algo intrínseco na sociedade e não vai acabar com uma simples mudança de nome no comando de qualquer entidade. As atitudes mandam muito na transformação de conceitos. A divulgação dos ganhos dos executivos e do presidente da FIFA, além da limitação de mandatos (3 de 4 anos cada, um total de 12 no máximo) são avanços que podem ajudar, desde que os erros que aconteçam sejam punidos e não se pare por aí. A ver se o novo presidente terá a capacidade e a vontade de por isso em prática realmente.

Dentro de campo porém, a proposta inicial de aumentar de 32 para 40 o número de países participantes na fase final da Copa do Mundo é algo que preocupa e mostrar que o modus operandi de política na FIFA pode não ter mudado tanto quanto gostaríamos. Essa expansão de países, assim como aconteceu na Eurocopa da UEFA de Platini e Infantino (que passou de 16 para 24 seleções este ano), pode dar chance a novas nações a participarem da festa, mas normalmente não acrescenta no nível técnico dos torneios e claramente vira uma moeda de troca para algum grupo político se perpetuar no poder. Que isso seja algo que não vire realidade, pois 32 seleções já representam um número elevado de países na Copa mas, ao menos, faz com que o sistema de classificação dentro da primeira fase seja de mais fácil apuração matemática, pois classificam-se dois por grupo de forma simples.

Gianni Infantino terá de fazer um trabalho de moralização e reconstrução da FIFA. Mas a questão e a melhoria não passa apenas por ele. Assim como o futebol aqui no Brasil para poder melhorar o tanto quanto queremos não pode mudar apenas pela CBF (as federações estaduais, a imprensa e principalmente os clubes também tem de ajudar), cada país deveria fazer sua parte para que o trabalho do novo presidente seja facilitado. Esperemos, ainda sem grande animação, que isso aconteça.

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PostHeaderIcon Quando Mais Ainda é Pouco

Primeiramente peço desculpas pelo pequeno sumiço do blog. Trabalho e outras pendências causaram essa minha ausência, mas estamos aí na atividade!

Finalmente tivemos uma definição mais clara sobre as divisões de cotas de TV paga para o Campeonato Brasileiro a partir de 2019. A Globo, se vendo pressionada pela proposta da Turner/Esporte Interativo, teve de abrir um pouco mais a carteira e tentar fisgar times que estão com certos graus de problemas financeiros, ainda que em situações um pouco diferentes entre si. Com isso a emissora que tradicionalmente já detém os direitos de transmissão do futebol nacional já consegue uma boa vantagem para manter essa predominância.

Segundo o presidente do Botafogo Carlos Eduardo Pereira, Atlético Mineiro, Corinthians, Cruzeiro, Sport, Vasco e Vitória, além do próprio Botafogo, aceitaram os termos de renovação com a Globo e tudo já estaria acertado para que as transmissões continuem no Sportv com a validação do novo contrato a partir de 2019, inclusive aceitando, segundo informação de Paulo Vinicius Coelho no UOL, que exista certa redução no todo da receita devido à alguns adiantamentos. Não é possível saber quanto seria essa redução total, pois cada um negociou individualmente. O São Paulo ontem, em reunião do seu Conselho Deliberativo, também aceitou a renovação “global” e se gabando de ter acertado um adiantamento (chamado pelos seus diretores de “luvas” sem comprometimento de receitas futuras) de R$60 milhões, que já seriam usados para que o time salde algumas pendências financeiras atuais. Além disso, segundo os são-paulinos, a emissora carioca aceitou uma adaptação do modelo inglês do rateio do dinheiro: 40% igualmente, 30% por performance e 30% por exposição na emissora.

Teoricamente a Globo percebeu a ameaça do dinheiro da Turner e resolveu não privilegiar tanto Flamengo e Corinthians na divisão das rendas. Porém temos de lembrar que esse acordo ainda é apenas para a TV Fechada (Sportv). O pay-per-view, onde o Premiere (também da Globo) não tem concorrência já deve ser renovado quase que automaticamente. Mas na TV aberta é necessário constatar se esse sistema mais dividido de cotas será utilizado também. Ainda não dá para dizer que foi uma grande vantagem desses clubes renovar “à toque de caixa” com a vênus platinada.

O que podemos saber já com certeza é que mais uma vez os clubes, de pires na mão, não conseguem se unir para discutir um contrato conjunto e que privilegie e ajude a TODOS. Não igualmente pois vivemos em um sistema capitalista, então é impossível uma “socialização” de toda a renda. Mas que o abismo entre os que ganhem mais seja menos em direção aos que ganham menos. Além disso a proposta de uma divisão de redes, com jogos sendo mais pulverizados em 2 ou 3 canais nem foi considerada; aqui no Brasil quem vence a “concorrência” leva tudo quase que de “porteira fechada” e não se pensa numa pluralidade de emissoras mostrando (e valorizando mais o campeonato). turner esporte interativo bola parada

Sobre a Turner/EI penso, vendo com mais calma e tempo agora, que fizeram de forma correta o ataque, tentando contactar times que se mostram descontentes com o atual sistema comandado pela Globo. O Santos, ainda sem confirmação 100% oficial, teria já apalavrado um acordo com a Turner, o que faria com que os jogos santistas em TV fechada não fossem transmitidos, a não ser que a emissora esportiva novata consiga fechar com mais clubes. Segundo informações tentariam pelo menos 8 para mostrar jogos dessas equipes. É algo que também acontece no México, onde existem times que “pertencem” à uma ou outra emissora, sendo que isso se reflete até no Brasil; a ESPN Brasil e o FOX Sports dividem e transmitem (com certo desdém) a competição mexicana e certos times passam apenas na ESPN Br e outros apenas no FOX.

Dentro de uma iniciativa de conquista de território a Turner até conseguiu provocar algum barulho (e após a segunda rodada de oitavas de final da Champions League procurarei fazer um post sobre a transmissão do EI). Mas ainda faltou uma maior agregação entre os clubes e seus dirigentes (esses os maiores culpados pela penúria da maior parte dos clubes) para se conseguir acordos melhores e mais dinheiro dos canais de TV, tanto Globo quanto EI.

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PostHeaderIcon Mau Começo

Pensei que o Toluca seria o adversário mais difícil para os clubes brasileiros na primeira rodada da Libertadores. E não errei. Mas eu errei num outro ponto: Não imaginei que todos teriam tanta dificuldade contra times sem tanta força e tradição.

Posso até aceitar que o Atlético e Corinthians conseguiram vencer e o Palmeiros trouxe 1 ponto do Uruguai. A derrota do Grêmio no México era (quase) previsível, mas não a do São Paulo, no Pacaembu. Tivemos um aproveitamento de 50%; e isso não é muito.

Não quero ser alarmista, todos os clubes brasileiros ainda podem se classificar para a próxima fase. O problema foi o desempenho fraco. O Palmeiras, que já vinha mal no Estadual, ainda que com o time reserva, foi apático e cedeu dois empates para o River uruguaio. O São Paulo, que está em fase de adaptação ao novo treinador, conseguiu uma quase proeza, perder pro Strongest. E estes 3 pontos podem faltar no final da fase.

O Grêmio, que também vai mal no Gauchão, mesmo com 11 contra 10, não ofereceu resistência para o Toluca. 2×0 foi até barato. Mas eu acredito que ambos se classificam. Assim como o presenteado Corinthians, que sofreu em El Salvador. Jogou pouco. Ainda mais diante de um adversário tão modesto.

O único jogo que não vi nada além dos gols foi o do Galo. Mas ele volta do Peru com 3 pontos. E espero que não demore muito pra encontrar um futebol convincente. E o mesmo vale pros outros brasileiros. Todos estão devendo.
atlético Mineiro
* * * * *

Já na Champions… Tudo dentro do esperado. O Chelsea foi imprensado pelo PSG e o 2×1 foi até pouco. O time francês poderia ter resolvido tudo na primeira partida, mas o Courtois não deixou. Então o jogo da volta está em aberto. Deixo 60% pro PSG e 40% pro Chelsea.

O Real espremeu a Roma, mas criou poucas chances de gol. Mas o português resolveu e o placar de 2×0 reflete o que aconteceu em campo. O jogo da volta será uma formalidade.

Aproveitando, e sem ser advogado ou fã do CR7, acho que a imprensa tá perdendo a grande chance de ficar calada. Jornalista não é a pessoa mais indicada pra julgar o caráter de ninguém. Nem pra dizer se o fulano é simpático, chato ou o vilão do filme. O Cristiano foi contratado pra jogar; e isso ele faz. Muito bem! Com ou sem arrogância.

* * * * *

E por falar em imprensa… Não posso deixar de registrar a justificativa apresentada pelo comentarista da Globo, pouco antes do zagueiro do Cobresal fazer o gol contra e dar a vitória ao Corinthians. Ele, sr. Caio, disse que o nervosismo da estreia era o motivo do fraco desempenho dos jogadores corintianos.

Então tá! O bravo Cobresal, que só havia participado de uma Libertadores, vai enfrentar um time com 6 títulos brasileiros, 3 Copas do Brasil, 1 Libertadores, 1 Mundial de Clubes e ele não fica nervoso. Só o Corinthians fica. Tive que dormir com essa!!!

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PostHeaderIcon Saída, Vinda e Volta

Este começo de ano foi bem modesto no (tão falado) Mercado da Bola. A maioria dos clubes pisou no freio. E quem contratou foi mais em substituição aos jogadores perdidos. E eu escolhi a palavra “perdidos” propositalmente. Hoje é raro ver um jogador sendo vendido, com o dinheiro ficando nos cofres do clube. Jogador pizza só é bom pros donos da pizzaria.

O dado interessante é que tivemos três movimentos bem distintos, envolvendo 3 clubes importantes. Começando pelo Internacional, que emprestou o D’Alessandro para o River. Não preciso nem falar do que o D’Alessandro já fez pelo clube e do quanto é reverenciado pelos colorados. Isso é notório e não será apagado. Mas o tempo passa; D’Ale vai fazer 35 anos. Ele nunca foi um exemplo de forma física. E nos últimos anos passava mais tempo no DM que jogando.

Ainda existe o aspecto financeiro. O argentino recebia um salário alto e este dinheiro pode ser utilizado de maneira mais proveitosa. Até para investir numa revelação que possa ocupar o lugar vago. Então eu tenho que concordar com a opção dos dirigentes do Inter, ainda que o torcedor possa chamar isso de heresia.

Já na metade azul do RS, tivemos uma contratação de impacto, o equatoriano Miller Bolaños. Foi um investimento com algum risco. Mas todo investimento é arriscado. A questão é colocar o risco num nível aceitável. Me parece ser o caso do Grêmio. O meia-atacante tem um bom potencial e pode dar frutos para o clube. Primeiro dentro de campo; depois numa possível venda para o exterior. E aí girar a roda.

Aliás, este tipo de investimento já deveria fazer parte da cultura do nosso futebol. Em Portugal isso é muito comum e bastante lucrativo para os clubes da “terrinha”. O exemplo é claro e funciona. Basta ser administrado com um mínimo de competência. Já até fiz um texto comparando a esperteza comercial dos portugueses com a nossa falta de.
01robinho
E por último tivemos a volta do Robinho. E vocês podem entender a palavra “volta” como preferirem. O “menino da Vila”, já veterano, foi parar no Galo. Os chineses não tiveram interesse em continuar com o rei da pedaladas. E isto é muito sintomático. Mas o Atlético achou que seria um bom investimento. Ou a nova fornecedora do clube achou. Ou ambos acharam que ganhariam muita mídia com a vinda do Robinho. Pode ser. Dentro de campo a gente já sabe o que esperar do jogador. Não compensa o investimento. Investimento que nunca vai se pagar. Mas que pode render algumas firulas. Então tá!

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PostHeaderIcon Liga: Erros e Acertos

Para todos os efeitos o calendário do futebol nacional começou esse ano ainda mais cedo com a criação e a realização, depois de muita polêmica, da Primeira Liga, a Liga Sul-Minas-Rio, nas chamadas do Sportv que está transmitindo a competição. Já falamos um pouco sobre o tema aqui no blog e ressaltamos que ainda não é o passo definitivo para uma melhoria no nosso calendário. Mas é inegável que algumas conquistas já aconteceram.

A primeira foi a conquista da comunicação, importante em qualquer batalha no mundo hoje em dia. O poder de convencimento de que os jogos do torneio interestadual seriam mais interessantes para o público de que os dos Campeonatos Estaduais foi algo marcante. Claro que existe desde a ampliação do Campeonato Brasileiro em 2003 a visão, até matemática pela questão das datas, de que os estaduais deveriam ser enterrados. Eu particularmente não penso assim, pois a base do nosso futebol se dá a partir dos clubes em cada estado. Mas certamente melhorias devem ser feitas, como a adaptação de calendário e a realização do torneio por toda a temporada, para que os clubes menores possam se manter em atividade e fazer com que a roda do futebol nacional se mantenha girando. primeira liga bola parada

Mesmo assim ressalto a “segunda conquista” da Primeira Liga que é ao menos colocar em discussão a possibilidade de acontecer uma verdadeira Liga de verdade no país, contando com a participação de times de todos os estados. Um campeonato sem as amarras da CBF e que os clubes possam fazer algo melhor do que o Brasileiro que aí está (ainda que a versão atual de pontos corridos tenha se estabelecido, mesmo sob o comando tão errôneo na maioria das vezes da Confederação Brasileira de Futebol). Porém creio que ainda estamos distantes disso acontecer.

O problema é que o modus operandi da formação do torneio regional ainda não me agradou. Os clubes brigaram entre si e quase que o torneio nem teve sua primeira edição em 2016. Houve a tentativa de se fazer algo sem o aval da CBF (possibilidade que a Lei Pelé permite com a formação de novas Ligas), mas no fim tiveram de esperar o aval oficial. Demoraram a fechar o contrato de transmissão e, mais uma vez, usaram o interesse de outros canais para, no fim, acabar fechando com o Sportv, pertencente à Globo.

Fica claro para mim que não adianta querer mudar o futebol brasileiro com a mesma mentalidade e com as mesmas caras que já estamos acostumados a ver no comando dos atuais clubes e das federações. Uma mudança de mentalidade, voltada à união de todos e uma melhoria não apenas de uma parte dos times nacionais. De que adianta resolver o problema do Sul, se o Centro-Oeste e o Norte ainda padecem de um torneio mais forte (ainda que já exista a Copa Verde, mas com muito menos repercussão e visão do que torneio sulista)?

Os torneios podem acontecer mas ainda precisa haver uma junção de interesses particulares dos grandes clubes com a organização do futebol brasileiro como um todo para que o desnível entre ligas seja menor do que vemos hoje.

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