PostHeaderIcon Verdade Entre Aparências



Depois de muita especulação, nenhuma novidade. Messi foi eleito novamente o “melhor jogador do mundo” pela FIFA em eleição entre jogadores, treinadores e jornalistas de todo o planeta. A especulação fica muito em torno da imprensa que gosta de promover um circo que, em muitas vezes, tem suas cartas marcadas.

Primeiro que as eleições desse tipo se revertem muitas vezes em repetições do mesmo tema. Desde 2008 Messi e Cristiano Ronaldo se revezam como vencedores da premiação em questão. Além disso a “memória afetiva” das pessoas se mostra muito forte, mesmo em anos em que os jogadores mais conhecidos não são efetivamente os melhores da temporada. Lembro sempre do exemplo de 2010, em que o argentino venceu sua segunda Bola de Ouro mesmo brilhando menos que o holandês Sneijder que, mesmo fazendo uma grande Copa do Mundo e ajudando a levar a Internazionale ao título da Champions League, não ficou nem entre os 3 indicados finais.

Além disso o fato de jogadores poderem votar em compatriotas ou em jogadores do mesmo time, faz com que aconteçam algumas distorções. Cristiano Ronaldo, por exemplo, votou em Benzema como melhor do mundo, uma clara amostra de como uma premiação pode ser distorcida se não houver melhoria nas formas de votação. messi bola de ouro bola parada

Dizendo tudo isso não quero aqui falar que Messi não merece o prêmio, muito pelo contrário. Ele É o melhor jogador do mundo a alguns anos. O fato dele em algum dos últimos 8 anos não ser o melhor indiscutível não o deixa menor no tamanho de sua genialidade e no papel em que ele já se encontra na história do futebol devido sua habilidade, técnica e capacidade de conclusão à gol. Cristiano Ronaldo e Neymar são grandes atacantes, merecem ser também reconhecidos, mas não alcançaram o patamar do argentino a meu ver. Como disse em OUTRO texto, Suárez e Thomas Muller, só para citar dois nomes, poderiam também ser lembrados na temporada, o que mostra que Messi tem sim uma concorrência interessante. Mas o fato é que ele se destaca pelo modo único com que atua.

Outros dois pontos a se destacar na cerimônia: A vitória do brasileiro Wendell Lira mostra que se nós brasileiros se mobilizassem na vida em geral como muitos se mobilizaram em eleger o gol do atleta goiano, poderíamos brigar por muito mais coisas além de querer fazer um jogador brasileiro bater um argentino em uma eleição. O gol de Wendell é bonito, o reconhecimento para ele é merecido, mas vamos ver se a cobrança que ele sofrerá depois dessa eleição será justa e compatível com o futebol que ele têm de verdade.

E chamou a atenção como nenhum jogador, técnico, dirigente ou participante da festa fez alguma menção sobre os escândalos de corrupção que assolaram a FIFA nos últimos tempos. Claro que não seria totalmente agradável tocar diretamente nesse assunto numa festa, mas acho que uma palavra sobre todo o acontecido seria interessante para sairmos de um mundo cheio de aparências em que as verdades ficam muitas vezes escondidas.

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4 Respostas para “Verdade Entre Aparências”

  • Marco disse:

    Ouvi cada bobagem sobre o prêmio recebido pelo Wendell que senti uma imensa vergonha alheia.
    Sobre o Messi, nada anormal.
    Talvez, um dia, o Yaya leve o prêmio de Bola Esquecida. Isso se lembrarem dele.

  • Alexandre Rodrigues Alves disse:

    É aquilo de sempre, tentam se apropriar das vitórias alheias por aqui…Além disso naquela patética tentativa de querer “zuar” o Messi por ter perdido para o Wendell…Pífios.

    Claro que o objetivo do futebol é que o time faça gols…Mas outras funções também são relevantes e um jogador do meio campo como Yayá poderia sim ter esse reconhecimento…

  • renan disse:

    Bom, o prêmio será eternamente de Messi enquanto elegerem o “mais técnico”. Essa Bola de Ouro é tão ridícula quanto a própria FIFA e sua corja, que não pode estar presente no evento por estar afastada, presa ou com medo de deixar seu respectivo país e ser preso.

  • Alexandre Rodrigues Alves disse:

    O mais técnico ou o que faz mais gols ou o que é o destaque na UCL. Normalmente os “critérios” são esses. É bom lembrar que o prêmio Bola de Ouro era da France Football e ele premiou jogadores fora do lugar comum alguma vezes, como Mathias Sammer nos anos 90 e o Nedved nos anos 2000.


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