PostHeaderIcon Bom Resultado, Apresentação Nem Tanto…



Depois de um começo ruim, o Brasil conseguiu chegar ao empate contra a Argentina pelas Eliminatórias para a Copa de 2018. Como resultado até que não foi algo ruim, mas em termos de desempenho a equipe brasileira continua bem aquém de qualquer boa expectativa.

No começo do jogo o Brasil ficou totalmente controlado pelo time argentino. O meio-campo brasileiro padeceu mais uma vez tanto de movimentação (os jogadores brasileiros muito estáticos, cada um em sua posição fixa) quanto de qualidade e articulação. Não coloco apenas a manutenção de Elias como volante fixo, diferente do que ele faz no Corinthians onde chega mais como “elemento surpresa”, como a causa dessa situação, até porque não acho ele um jogador tão espetacular assim. O Brasil continua com muitos jogadores que correm sem parar, mas que articulam pouco o jogo. Um pouco por característica própria, mas também por falta de comando técnico para pensar um pouco além disso.

Por sua vez a Argentina também não conta, a algum tempo, com jogadores que armem o jogo de forma mais incisiva. O time tem bons volantes e uma profusão de atacantes, mas falta alguém para auxiliar Messi na criação ofensiva de jogadas. Ontem Banega (um volante) e Di Maria (um meia mas que joga pelos lados do campo) conseguiram no primeiro tempo fazer essa articulação, mas estranhamente depois de conseguir fazer o primeiro gol, o time argentino tentou controlar excessivamente a partida e permitiu uma melhora brasileira.

O Brasil, justiça seja feita, conseguiu melhorar pressionando mais a saída de bola da Argentina, e querendo um pouco mais ficar com a posse. Teve a sorte também de fazer o gol logo depois da entrada de Douglas Costa no lugar de Ricardo Oliveira. Não coloco o fato do time jogar sem uma “referência” como problema. Dá para jogar das duas formas, dependendo do jogo. O que chama a atenção negativamente é a nossa carência na posição de centroavante e termos de recorrer a um jogador que até no começo do ano era praticamente descartado por todos, voltando de um longo período no “mundo árabe”. E deixo claro que gosto do futebol do Ricardo Oliveira. argentina brasil eliminatórias bola parada

Além disso fica claro que a insistência no David Luiz na zaga brasileira é próximo do injustificável. É um jogador até com velocidade para a posição, mas que erra demais e o gol argentino saiu muito pela falha de posicionamento dele (além do sono do Daniel Alves ao marcar o Lavezzi). Existem outras opções para a posição.

Falta ainda para o Brasil uma ideia de jogo. A entrada do Renato Augusto no segundo tempo é um caminho a se seguir no meu modo de ver. É um jogador que pode ajudar a reter mais a bola, desafogar o jogo apenas de correria que vemos na Seleção e dar mais opções de armação da equipe, além de liberar o Neymar para poder jogar mais perto do gol e isso com ou sem algum centroavante no time. A geração que temos tem alguns problemas e defeitos, mas com o que temos dá para fazer o time jogar um pouco mais. A questão é saber se o treinador conseguirá fazer isso…

E outra coisa: Temos de parar de tentar sempre querer justificar algum mau desempenho brasileiro com alguma piadinha ou usando sempre a Argentina como base. Essa procura por tentar sempre desmerecer o rival e esquecer dos nossos problemas, ainda mais com a mania atual do jornalismo esportivo de sempre valorizar as “zuações” só mascara muitas vezes os nossos erros.

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2 Respostas para “Bom Resultado, Apresentação Nem Tanto…”

  • Marco disse:

    A partida foi isso que você falou. E o pragmatismo do Dunga não vai mudar nada do que vemos de errado. Jogar pro empate fora de casa, vencer em casa. E assim a mediocridade segue pra outra Copa. Onde irá fracassar novamente. Esse “filme” já foi muito reprisado.

  • Alexandre Rodrigues Alves disse:

    Mais do que jogar considerando o empate é ver o time sem controlar o jogo. Antigamente, pelos jogadores que tínhamos, mesmo atrasados taticamente, muitas vezes o Brasil tinha a capacidade de conseguir controlar e mandar nas partidas. Hoje não existem tantos craques (bons jogadores sim, mas não protagonistas), e dependemos da parte tática. E aí a coisa está feia…


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