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Archive for October, 2015

PostHeaderIcon Altos, Baixos e a Punição

Quarta foi um dia de baixos e altos. E de “punição exemplar”.

O ponto baixo foi uma nova apresentação sofrível da seleção sub-17. Eu havia visto parte dos 2 primeiros jogos, contra Coreia do Sul e Inglaterra. Depois assisti a sofrida vitória contra Guiné. E ontem presenciei a “heroica” classificação sobre a seleção da terra do rúgbi, com um gol de pênalti no último minuto. Ganhou, realmente, mas…

Alguém viu o futebol penta campeão? Eu não vi nem futebol. Vi algo diferente, talvez próximo do rúgbi. Uma bagunça, um negócio assustador. A defesa é muito fraca, o meio não cria nada, só bola esticada, quadrada, perdida. Um festival de passes errados. E o centroavante que tente se virar, isolado no meio da zaga adversária.

O pior é que o nosso técnico ainda ficava gesticulando no banco, pedindo pros jogadores tocarem a bola, pelo chão. Então como é que é? Como eles treinaram? Como jogam nos clubes? Não sei dizer. Só sei que, se esse é o futuro do futebol brasileiro, não temos futuro algum. Teremos mais uma década de fracassos e vergonhas. E não há um novo Neymar vindo aí, nem de longe.

* * * * *
101-ricardo-oliveira
Já na noite da quarta, vi as semifinais da Copa do Brasil, zapeando entre um jogo e outro. E o Santos me deu um certo alento. Jogou futebol. Um futebol de bola no chão, passes, verticalizado e objetivo. Independente da fraqueza da defesa tricolor. Tanto que levou 20 e poucos minutos pra fazer 3 gols e garantir o que já era garantido. Menos mal que parou por aí, ou o São Paulo teria levado uma goleada histórica.

Antes do 1º jogo, quarta passada, eu já havia dito ao Alexandre que o São Paulo sofreria com o ataque santista. Me parecia bem nítido que o Santos era o pior adversário pra uma defesa tão frágil. Pois ontem o Doriva fragilizou ainda mais sua defesa. Pediu pra apanhar. E nem é questão de ser mais ou menos defensivista. Atacar é bom, mas não se joga só no ataque. O primeiro passo pra qualquer técnico é ajustar seu sistema defensivo. Só aí se arruma o ataque. Sendo que o sistema defensivo não se resume aos 4 zagueiros, engloba todo o time. Basta ver o Barcelona e outros clubes aclamados pela imprensa. A marcação começa na linha de ataque, assim que o adversário pega na bola. Aqui fazemos o oposto, o adversário pega a bola e cada jogador volta pra ocupar sua posição. Enquanto isso…

Na outra perna, deu Palmeiras. Nos pênaltis e com sofrimento. Ainda mais com a (lá vou eu de novo) frágil defesa palestrina. Se até 1/2 Fred consegue fazer gol no Palmeiras… Nem vou dizer quem é meu favorito pra final. Acho que tá bem óbvio.

* * * * *

Ontem também tivemos a punição de 5 jogadores do Flamengo, após a divulgação de uma festinha onde eles participaram. Na folga deles.

Até concordo que um atleta deve se preservar, evitar uma vida desregrada, se alimentar bem, dormir bem… Tudo isso ajuda o rendimento físico e até intelectual do sujeito. Mas a atitude da diretoria flamenguista foi muito hipócrita. E oportunista, buscando um bode expiatório. Ou 5 bodes.

Então o Flamengo vai afastar todos os jogadores que fazem farra? Espero que sejam coerentes e sigam a regra. Talvez até sejam mais radicais e devolvam todos os títulos conquistados com times repletos de jogadores baladeiros. E nem vou citar quais são, acho que a maioria sabe. Aliás, nem o Garrincha poderia jogar no Flamengo de hoje. Não é mesmo?

Não estou defendendo que os dirigentes devem passar a mão na cabeça dos “anjinhos” e permitir tudo num clube de futebol. Pelo contrário. Ainda mais que já vi centenas de jogadores promissores se perdendo pras bebidas, drogas e noitadas. Só não acho justo que a punição só ocorra depois de algumas derrotas.

Cada um que assuma seus atos, erros e as consequências.

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PostHeaderIcon De Boas Intenções…

Terminou em mais um fiasco a tentativa de candidatura do brasileiro Zico à presidência da FIFA. Ao não conseguir as 5 assinaturas necessárias para conseguir se inscrever na eleição, o ex-camisa 10 do Flamengo teve de desistir dessa ideia sem muito pé nem cabeça. Sim porque a sua iniciativa não tinha grande chance de sucesso desde o início.

Pode-se até, com boa vontade, elogiar Zico pela tentativa de mostrar que alguém do mundo do futebol, mas fora do “sistema” e, até onde se sabe, limpo de denúncias de corrupção, poderia ascender ao cargo máximo do futebol mundial. Ele tentou se mostrar como um símbolo de mudança. Mas no fim das contas o esporte mais popular do mundo precisa mais do que apenas uma marca ou alguém popular em seu comando. fifa bola parada

Seria muito mais lógico se o brasileiro tentasse se candidatar à presidência da Federação Carioca ou mesmo da CBF, mobilizando o seu país em torno de uma ideia de mudança. Certamente ele contaria com o apoio da mídia que normalmente é sempre simpática à ele (Por falar nisso fico imaginando se o Pelé tivesse tentado se candidatar à presidência da FIFA desta mesma forma que Zico quis fazer…Provavelmente seria motivo de piada eterna…). Mas fundamentalmente, mudando algo aqui no Brasil, ele poderia mostrar credenciais de trabalho e competência administrativa.

Evidente que a eleição que deverá acontecer em fevereiro não premia apenas a capacidade individual dos postulantes. Difícil saber qual o talento futebolístico e organizacional do xeique do Bahrein ou do príncipe jordaniano, dois dos candidatos que conseguiram assinaturas suficientes. Mesmo a candidatura de Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA e nome colocado na última hora, me parece muito mais uma forma de manter Michel Platini no jogo, com seu “braço-direito” como nome (até agora) limpo de denúncias. Não dá para esperar uma mudança muito grande em curto e médio prazo.

Mas penso que o futebol precisa de uma união maior entre pessoas que querem melhorar o esporte de fato como um todo. E nisso Zico falhou. Tentou ser quixotesco demais ao não propor, já que queria dar o salto mais alto antes de resolver os problemas do seu quintal, uma união de grandes nomes do futebol pelo planeta para disputar de fato a eleição com chances de vencer. Caso não conseguisse sucesso, ao menos deixaria uma ideia que poderia render frutos no futuro.DE Tentou ser o “mártir” sozinho e de forma improvisada e se deu mal. Ainda ficou com o papel de bobo no ridículo aperto de mão dado à Marco Polo Del Nero, aquele que não sai do Brasil para não ser preso.

De boas intenções o inferno está cheio, já diz aquele velho ditado que ouvimos milhares de vezes. E assim sendo vimos apenas alguém tentando posar de bom samaritano, sem de fato ter chance real de mudar algo nas perspectivas futuras do futebol que, por enquanto, segue sem grandes mudanças.

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PostHeaderIcon Muita Chuva e Pouca Coragem

Ontem tivemos os 2 jogos da semi da Copa do Brasil. No mesmo horário! Isso pode ser bom pra televisão, mas não me agrada. Penso que isso deprecia os jogos e impede que alguns espectadores possam assistir as duas partidas. “Felizmente” o apagão (no Morumbi) permitiu que fosse possível acompanhar boa parte dos dois confrontos.

Não gostei nada do nível técnico do jogo no Maracanã. Foi muita correria, muitas faltas e muita ligação direta. Aliás, nem foi tanta ligação direta, era chutão mesmo. E já faz tempo que perdi a vontade de ver um futebol aéreo. Ainda mais quando, horas antes, eu havia assistido o jogo entre PSG e Real Madrid; que nem foi tão primoroso.

O Fluminense conseguiu abrir uma vantagem interessante. Mas, talvez pela contusão do Fred, permitiu que o Palmeiras diminuísse a vantagem. Ainda que o pênalti no Zé Roberto seja bem discutível. Mas depois a arbitragem compensou, anulando um gol legítimo do volante Amaral. Acabou elas por elas.

O fato é que o Fluminense poderia ter resolvido a disputa. Mas faltou coragem e competência. No 2º tempo o Palmeiras poderia ter empatado. Mas faltou coragem e competência. Acabamos com um 2×1 que agradou ambos os times. E eu acredito que o Palmeiras pode reverter o placar no jogo de volta.

* * * * *
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O jogo do Morumbi foi bem como eu imaginava. Mas a chuva acabou atrapalhando, e muito, o 2º tempo. Eu acreditava que o ataque santista levaria vantagem sobre a zaga tricolor. Pra quem já viu o São Paulo com Oscar, Dario, Válber, Lugano e outros, essa atual zaga é pra chorar. Pra chorar e pra sofrer. Então não me surpreendi com os 3 gols do Peixe. Mas eu pensava que o ataque do SPFC poderia ser mais efetivo; até pra compensar a defesa.

Mas o São Paulo atacou bem errado, muito centralizado e praticamente só levantando bolas da intermediária. Numa bola o Pato fez um belo gol, em outra o Fabiano estava impedido e em outras duas jogadas o Ganso e o Kardec perderam a chance. Alguns podem dizer que o estado do gramado (após a tempestade) foi o responsável pelo chuveirinho do Tricolor, mas eu não estou convencido disso. Penso que foi a opção da falta de opção. E é uma coisa que eu não gosto de ver.

No jogo de volta… Olha, acho bem complicado pro São Paulo reverter o resultado. Só se o apagão da volta for no time santista. Pode acontecer, sabemos. Mas é pouco provável.

* * * * *

Falei sobre a zaga do São Paulo, mas essa crítica é extensiva a quase todos os times. Em praticamente todos os jogos que vejo encontro lances onde um jogador chega na área adversária e cabeceia totalmente livre. Ontem foi o Fred, no lance do 1º gol do Flu. Dia desses, no jogo entre o Atlético e Inter, o zagueiro Paulão fez um gol como se fosse o homem invisível. Como é que pode, num lance de escanteio, um zagueiro chegar e cabecear livre, sem ninguém enxergar ou, ao menos, encostar nele??? Parece até um daqueles jogos de RPG, onde um jogador usa a carta da invisibilidade por X segundos.

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PostHeaderIcon Por Um Jogo Apenas…

O fim de semana foi de emoção nas séries C e D do futebol brasileiro com as definições de quem subia para as séries B e C respectivamente. Nas quartas-de-final em que são conhecidos os classificados temos grandes festas e públicos nos estádios e inegavelmente é bom vermos que o futebol não se encerra na primeira e na segunda divisão por aqui. Mas no meio disso tem algo que me incomoda.

O Fortaleza meio que virou piada nos últimos anos pois tem sempre chegado perto de subir para a série B e não tem conseguido, sempre parando nos mata-matas da terceirona. E e aí que reside o ponto da minha crítica. O campeonato da terceira divisão é disputado de forma regionalizada em sua primeira fase, com 18 partidas sendo jogadas, onde se classificam 4 times de cada grupo para os confrontos eliminatórios. E logo nas quartas-de-final, em apenas duas partidas, é decidido o futuro de uma agremiação, se ela ascende ou não de divisão para o ano seguinte. série c bola parada

Penso que essa fórmula é muito cruel com quem quer subir, pois um dia ruim pode fazer com que esse time seja eliminado, assim como aconteceu novamente com o time cearense. Depois de uma derrota para o Brasil de Pelotas no jogo de ida, o Fortaleza não conseguiu sair do 0x0 e novamente vai ter de amargar mais um ano na terceira divisão nacional. A mesma coisa aconteceu com a Portuguesa que depois de ter feito uma campanha melhor que o Vila Nova de Goiás, perdeu o primeiro jogo e não conseguiu reverter a situação na volta jogando no Canindé.

É evidente que os times que assinam um regulamento assim concordam com a situação e podem estar sujeitos à esse tipo de coisa. Mas penso que poderia haver uma mudança nesse tipo de regulamento, com a criação de uma fase quadrangular. Os 8 classificados poderiam ser divididos em dois grupos de 4 equipes, com jogos em ida e volta dentro das chaves. Ao invés de termos 2 jogos para definir quem sobe, seriam 6 partidas, algo que poderia minimizar um dia ruim de algum clube que fez boa campanha na primeira fase. Não acho que um aumento de 4 jogos acarretaria um prejuízo grande aos clubes, que assim teriam chance de se preparar melhor para ter a chance de subir de divisão.

A série C conseguiu se estabelecer no calendário nacional, e a série D até vai indo pelo mesmo caminho. É algo positivo para o nosso futebol temos divisões fortes e que fomentem as rivalidades e o crescimento de equipes menores. Mas as distorções de regulamentos poderiam ser evitadas para que todos tenham chances maiores de subir.

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PostHeaderIcon Mudanças e Insistências

Em uma semana muita coisa pode mudar (ou não) no planeta. No mundo do futebol não é diferente. Tivemos algumas alterações de cenários, mas algumas confirmações de tendências e pensamentos, o que prova que a modernidade e a evolução não chegam para todos.

Uma dessas mudanças deve acontecer no comando diretivo do São Paulo. Carlos Miguel Aidar deve renunciar ao cargo após mais denúncias sobre a sua conduta na contratação de jogadores e também em assinaturas de contratos para o clube. A prática de cobrança de comissões teria ido além do limite do aceitável e tinha gente “perdendo a noção do perigo”, como o próprio Aidar teria dito a Ataíde Gil Guerreiro, ex-diretor de futebol que, com sua saída através de uma discussão com o quase ex-presidente, detonou o processo que deverá culminar com a renúncia. aidar ataíde bola parada

Em outro texto havia dito que existia um certo prazer de parte da imprensa em bater no São Paulo. Não retiro isso pois problemas desse tipo, tudo indica, existem em vários outros clubes. Além disso o descalabro administrativo começou no Tricolor no mandato do ex-presidente Juvenal Juvêncio, que muita vezes é retratado apenas como figura “folclórica”, sendo que as denúncias de negócios no mínimo estranhos já existiam desde aquela época, só que com menos ressonância na mídia. Dizendo isso não estou defendendo Aidar e seus cupinchas, inclusive Ataíde, que foi diretor por mais de 1 ano e só se revoltou contra a possível farra das comissões agora. Apenas sou contra indignações e denúncias seletivas.

Caso tudo seja provado, todos deveriam ser expulsos do clube e obrigados a ressarcir a instituição com o que desviaram. Só que a investigação não deveria começar e terminar no atual mandatário. Que o clube seja passado a limpo desde a gestão anterior e que gente nova, principalmente com hábitos mais honestos, possa controlar os destinos do clube. E para os jornalistas que pedem que o futebol brasileiro seja moralizado, que usem a mesma indignação para criticar situações que venham a acontecer (ou que já existem) em outros clubes.

*****

No campo o São Paulo já mudou. Doriva veio para o lugar de Juan Carlos Osório. Sobre o agora técnico da Seleção do México já falei no outro texto e não vou me repetir. Só ressalto que penso que a chance dele sair do clube, mesmo se a situação política estivesse boa, era muito grande também. Em relação ao ex-volante Tricolor ainda é uma incógnita como treinador. Ele dá indícios que pode vir a ser um bom profissional, mas ainda não fez um trabalho de longo prazo para comprovar sua qualidade. Chega ao São Paulo numa situação, pelo menos até o fim do ano, cômoda. Se conseguir classificação para a Libertadores está bem. Se ele conseguir vencer a Copa do Brasil ainda melhor para ele. Mas se não conseguir nada poderá fazer com a maioria dos brasileiros atualmente e culpar “a crise”. No caso a crise política do clube. A grande dúvida é saber como (e se ele irá) montar o elenco para o ano que vem…E como no futebol resultado é tudo… doriva são paulo bola parada

Porém uma coisa que não muda no futebol é o discurso de falta de respeito que só aparece quando apenas UMA das partes é desrespeitada. Treinador reclama quando é demitido no meio (ou até mesmo no começo) de um trabalho. Dirigente reclama quando um treinador deixa o clube por uma proposta financeira ou profissional mais vantajosa, como foi o caso agora de Doriva saindo da Ponte Preta para o São Paulo. É o típico caso em que os dois lados estão errados e pelo visto querem continuar errando pois o mercado do futebol é assim. No fim das contas se merecem totalmente…

*****

Assim como se merecem o atual futebol da Seleção Brasileira e o dicurso do atual técnico Dunga. Escrevo até antes do jogo contra a Venezuela pois não creio que uma vitória contra o time “vinho-tinto” mude minha visão. Ainda que o time venezuelano tenha evoluído nos últimos 10 anos, uma vitória em casa contra eles ainda é algo obrigatório para a equipe brasileira. Porém com o futebol mostrado contra o Chile podemos até ver uma vitória, mas não veremos um grande futebol. A entrada de Lucas Lima pode ser algo positivo, mas não acho que a saída de Oscar seja um bom indicativo. O meia do Chelsea vem mal ultimamente até mesmo em seu clube, mas é um resquício de jogador que pensa, que arma o jogo no meio campo. Depois de uma atuação ruim em Santiago, foi escolhido como o “bode expiatório” da vez, sendo que o problema do time dá mostras que irá permanecer. chile brasil bola parada

Nas entrevistas pós-jogo Dunga e seus comandados disseram que o Brasil poderia matar o jogo contra os chilenos se o time não tivesse perdido “três ou quatro contra-ataques”. Tudo bem usar desse artifício em algum momento de qualquer jogo. Mas me parece que essa é a única estratégia (se é que existe alguma) no atual momento da Seleção. Correr, pensar pouco e não perder as poucas chances que aparecerem durante o jogo. No mais, esperar por um bom futebol, com qualidade no toque de bola e controle do jogo, parece ser algo bem distante.

É bem possível que com o pouco que o time vem mostrando seja suficiente vencer a Venezuela. Mas essa insistência em não querer propor, dominar e principalmente não pensar o jogo, afasta mais e mais o Brasil de dias melhores para a sua Seleção.

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PostHeaderIcon Juiz Ladrão e Juiz Errão

A arbitragem é daqueles assuntos que faço força pra evitar. Principalmente por ser monótono e repetitivo. E todo mundo ataca os árbitros. Com ou sem razão. Tarefa que fica bastante facilitada com vários replays, de todos os ângulos, congelando a imagem, fazendo linhas no campo e tudo mais. Aí o amigo da poltrona fica cheio de argumentos para suas teorias conspiratórias e, o principal, chamar o juiz de ladrão.

É óbvio que temos juízes ladrões, que se corrompem. Mas são poucos. E não merecem análise, só punição.
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Depois temos um bom número de árbitros que olham a camisa no momento de um lance duvidoso. Sabem da repercussão e das cobranças se errarem contra um clube popular e poderoso. Já um erro contra um clube pequeno não trará maiores consequências. Logo…

Meio parecido com o grupo anterior, temos o bloco dos juízes torcedores. Não sei até onde o fato de torcer (ou haver torcido na infância) por este ou aquele time irá influenciar. Isso é muito pessoal e a escala pode ir de 1% até mais de 50% de influência. E aí, novamente, os clubes mais populares levam vantagem. É mais provável que o juiz seja torcedor do Flamengo ou Corinthians que da Chapecoense.

E finalmente temos o grupo majoritário. A grande maioria se encaixa no que eu chamo de juiz errão. A cada rodada temos lances e mais lances com erros grotescos e inexplicáveis. Não é roubo, não é armação e nem complô. Eles erram pra todo lado, e muito. E, penso, a situação degradou quando puseram um peso maior nas costas dos árbitros, com os tais lances interpretativos. Já era complicado com a regra simples, agora, tendo que adivinhar a intenção do jogador e definir o que é movimento natural, piorou de vez.

O fundo do poço, se é que existe, foi o caso da “desexpulsão” do Egídio, no jogo entre a Chapecoense e o Palmeiras. Já seria uma situação bizarra por si só. Mas o grave é que tivemos uma interferência externa na decisão do juiz. Isso sim dá margem para especulações. Qual o interesse da pessoa que alertou o árbitro sobre a expulsão equivocada? Essa pessoa é palmeirense? Essa pessoa avisaria se o expulso fosse um jogador da Chapecoense?

Juiz errão já é um problema complexo. Não precisamos criar um novo, o juiz de vídeo oficioso. Isso é ilegal, por enquanto.

* * * * *

Outro hábito que vem se tornando chato e irritante é o suposto fair play de jogar a bola fora quando um jogador cai ao chão. Qualquer roladinha no gramado e lá vai a bola pra lateral, interrompendo o jogo. Ainda que, em 95% dos casos, o jogador “machucado” já esteja de pé e saltitante após 10 segundos. E a cena se repete umas 6 ou 7 vezes em cada partida. Lá fora é bem menos, coisa de 2 vezes por jogo.

É evidente que temos contusões graves e que exigem a assistência imediata. O juiz pode interromper a partida sempre que houver necessidade médica. Não estou falando disso, mas de faltinhas bobas, sem gravidade. Jogar a bola fora toda hora não é jogo justo, é babaquice. Se quiserem praticar fair play de verdade deveriam, por exemplo, parar de simular faltas e cavar pênaltis. O futebol agradeceria.

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