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Archive for September, 2015

PostHeaderIcon Quando Éramos Reis…

O título deste post é uma lembrança de um ótimo documentário de 1996 sobre a luta entre Muhammad Ali e George Foreman no Zaire em 1974. Recomendo a todos.

Mas o vídeo que resgato aqui é do Brasil em uma Eliminatória para a Copa do Mundo de futebol. Se hoje existe um temor de que o país fique fora de sua primeira Copa, em 1969 o clima era de crítica, mas não de apreensão. O time treinado por João Saldanha era criticado após uma Copa ruim em 1966 na Inglaterra, mas se sabia que a equipe tinha qualidade e iria passar para jogar o Mundial.

Claro que o nível técnico dos adversários não era tão equilibrado como vemos hoje, mas a qualidade brasileira era inquestionável. Veja abaixo o vídeo do jogo da classificação contra o Paraguai, com imagens do Canal 100, programa que ia ao ar nos cinemas brasileiros antes dos filmes e trazia imagens sensacionais de variadas partidas disputadas por aqui. Este jogo representou o recorde de público no velho Estádio Mário Filho com 183.341 pagantes.

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PostHeaderIcon Uma Regra Que Não é Clara

Tempos atrás escrevi aqui ESTA coluna sobre a naturalização de jogadores e a opção de alguns deles de jogarem por outros países. A história, antes acontecida com Diego Costa, agora se repete com Rafinha, lateral do Bayern de Munique. Depois de ser convocado para os 2 primeiros jogos das Eliminatórias para a Copa de 2018, o jogador recusou a convocação e existe ainda uma chance (pequena) dele atuar pela seleção da Alemanha. E mais uma vez a discussão sobre o assunto ficou à margem do real problema.

Sobre a decisão do jogador eu não comento tanto. Não estou no lugar dele então seria algo tanto presunçoso da minha parte pensar ou falar o que seria melhor. Talvez eu não tivesse “comemorado” a convocação e só depois ter pedido a dispensa. Se fosse o caso já teria falado o NÃO logo de cara. Mas não sei os motivos dele para poder analisar e de todo modo é algo bem pessoal. Também não vou aqui fazer a enésima piada do “gol da Alemanha” ou lembrança do 7×1 pois isso a meu ver não leva a nada nesta ocasião. rafinha brasil alemanha bola parada

O que me incomoda novamente é essa possibilidade aberta pela FIFA de um jogador que já atuou por uma seleção “principal” atuar por outra sem grandes traumas. Acho isso um desserviço e algo que pode apenas fomentar uma mercantilização de atletas e nacionalidades. Falo isso sem ser daqueles que acha que um time de futebol representa a pátria. Existem outros fatores ainda mais relevantes para isso. Mas para tudo devemos ter certo padrão.

É certo dizer que a FIFA, perto de outras entidades esportivas, até que regula mais essa questão. Vimos o time de handebol masculino do Catar ser vice-campeão mundial com quase nenhum jogador nascido no país atuando por pelo time, que tinha uma legião estrangeira literalmente. E se lembrarmos que a Copa de 2022 está marcada (por enquanto) para ser disputada por lá, é bom ficarmos atentos a esse tipo de movimentação.

Penso que o jogador tem de ter laços com o país pelo qual pretende jogar. Não sou nem muito favorável ao fato do jovem que atua em alguma seleção menor (até o chamado Sub-21) poder mudar quando quer atuar pela seleção principal de outro local. Mas digamos que isso é “passável”. Agora o sujeito que já jogou, um amistoso que seja, pela Seleção “adulta” querer trocar de pátria depois disso é algo com o qual não concordo. Penso que o jogador tem de ter algum laço de parentesco com o país que quer defender e não ter atuado por outro em sua categoria de cima, ao menos. No caso de Rafinha, possivelmente ele não conseguirá atuar pela seleção germânica por ter disputado a Olimpíada e um Mundial Sub-20 com a camisa do Brasil, ou seja, competições oficiais. Mas somente o fato dele, um jogador já com 30 anos, e haver a cogitação dele fazer essa mudança de país como quem muda de camisa é algo bizarro. E repito que nada tenho contra qualquer jogador que faça isso, mas sim com a possibilidade dessa regra existir e dar margem para coisas assim.

A FIFA deveria ser mais cuidadosa nessa questão. Seu produto, aquilo que ainda faz com que ela tenha um pouco de respeito, é a disputa mundial entre Seleções. Não permitir que trocas de nacionalidade por parte de jogadores sejam tão frequentes ajudaria nisso.

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PostHeaderIcon A Cultura da Violência e Mais “Showrnalismo”

No início da semana passada tivemos um espetáculo lamentável na cobertura das TVs esportivas. Os três principais canais de esporte (Sportv, Fox Sports e ESPN Brasil) fizeram quase que uma “cadeia nacional” de transmissão para exibir a coletiva do diretor de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt. O assunto era uma invasão de campo NO TREINO (!!!) da equipe carioca por parte de alguns marginais para cobrar a melhoria da equipe no Brasileiro. Um verdadeiro espetáculo de absurdos.

O primeiro é o clube permitir que bandidos travestidos de torcedores assistam aos treinos de forma a pressionar os jogadores. É certo lembrar que a sede das Laranjeiras é aberta, ou seja, tem de ter a liberdade de circulação dos sócios, mas acho que é bem evidente para os seguranças e membros da diretoria quem vai apenas ver os treinos de forma pacífica e quem pode causar algum problema. Essa liberdade para que uma pessoa entre e saia de campo, fato que aconteceu nessa invasão, passa a impressão de que parte da diretoria tricolor até não acharia tão ruim esses marginais pressionarem os jogadores e a comissão técnica. É mais fácil jogar a responsabilidade para dentro de campo do que reconhecer os erros administrativos.
protestos fluminense bola parada

Um erro bem claro foi a contratação de Ronaldinho Gaúcho, um jogador que vive do passado a algum tempo, em que pese alguns bons momentos no Atlético/MG onde entrou em um time mais pronto e encaixado pelo trabalho de maior longo prazo feito por Cuca. Por falar nisto, a troca constante de treinadores é algo insano e que virou uma característica do clube das Laranjeiras. A equipe já está no quarto treinador no ano e nem mesmo há garantias de que Eduardo Baptista (que largou o Sport para ir para o RJ), emplaca o ano que vem no comando técnico.

Mas voltando à “invasão” (coloco entre aspas pois não sei até que ponto ela foi consentida…) de segunda passada; o que me chamou a atenção foi a extensa repetição das imagens das pessoas que entraram em campo e pressionaram, até mesmo com violência física, os jogadores. É impressionante como não se prende de forma efetiva essas pessoas por perturbação da ordem em local de trabalho dos atletas. E o mais incrível; como as redes de TV reprisam essas cenas de uma forma que não resulta em nada a não ser a promoção dos agressores. Essas pessoas não querem nada a não ser protagonistas de capas de jornais do dia seguinte e se vangloriarem de seus atos criminosos perante aos amigos. Estão se lixando para o bem do time, até porque vimos claramente que a equipe, depois da “prensa” dos marginais, melhorou “demais”, haja vista as derrotas para Palmeiras e Ponte Preta.

Fico triste em ver as TVs dando espaço para esse tipo de imagem e esse tipo de gente que nada acrescenta ao esporte e a sociedade. Estes caras deveriam ser presos e os fatos apenas noticiados, sem que as imagens sejam tão reprisadas, em “looping” como em qualquer programa policialesco que temos aos montes no Brasil. Isso só cria uma cultura de violência que pode dar a impressão para alguns bandidos ou lunáticos de que esse tipo de pressão pode fazer com que um time corra mais em campo, ou jogue melhor.

Temo que a busca desenfreada pela audiência seja tamanha e que ela cresça em conjunto com a sensação de impunidade. E infelizmente não será surpresa que transmitam um dia uma agressão fatal a alguém ligado ao futebol. E talvez só aí vejam que promover bandidos à condição de estrelas do noticiário do dia não leva a nada.

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PostHeaderIcon Sobre a Champions “Clandestina”

Nesta semana começa a fase de grupos da UEFA Champions League. Uma fase de grupos meio “clandestina” para o grande público brasileiro já que a competição, em termos de TV por assinatura, será transmitida apenas pelo Esporte Interativo que não está nas principais operadoras . Na TV aberta, na Bandeirantes e na Globo, provavelmente continuaremos a ter o festival de Messi, Neymar e Cristiano Ronaldo, com transmissões jogos do Barcelona e do Real Madrid tendo prioridade. Ou seja, para quem não torce para os gigantes espanhóis, não tem o canal da Turner em sua TV e não gosta de ver jogos pela internet, essa Champions pode ser praticamente “invisível”.

O Fernando nos deu a sugestão de falarmos sobre ESTA entrevista do diretor de conteúdo do Esporte Interativo ao site Trivela. Eu já fiz um texto a respeito AQUI a pouco tempo e mantenho tudo que escrevi. Mas vamos pontuar então alguns detalhes. uefa champions league esporte interativo bola parada

As operadoras boicotam de certa forma o EI e é um boicote burro pois dá a chance do canal posar de vítima da história, mesmo não sendo. O EI É uma empresa que cresceu (pois hoje é da Turner) e quer lucro com a venda de assinaturas. A culpa do “não-acordo” é das duas partes e o assinante em geral é o maior prejudicado, pois ficar vendo jogo pela internet não é algo que agrada a maioria, ainda mais tendo de pagar algo a mais do que a própria assinatura da TV.

Sobre a entrevista em si: Essa coisa de apelar para a “emoção” na transmissão é algo que não cola, pelo menos com quem é fã do jogo em si e não “torcedor de canal”. Entendo que é um estilo e têm gente que gosta de um narrador berrando e soltando piadinhas toscas durante o jogo, assim como propagandas de torpedo de celular, mas penso que a maioria que quer ver futebol como um todo não é tão chegado nisso (os comentários da entrevista no Trivela mostram isso…).

Chama a atenção a postura do EI em não passar os jogos em algum outro canal do Grupo Turner (Space, TNT por exemplo). Penso que, além de dar um “tapa de pelica” nas “malvadas” (para eles) operadoras, atrairia a simpatia de quem ficou alijado de ver as partidas. Mas como em qualquer NEGOCIAÇÃO EMPRESARIAL, o pessoal do EI/Turner está pensando no lado deles; assinante, telespectador é só um detalhe (já falamos isso aqui…).

Até compreendo que o canal não divida a transmissão da UCL com outra emissora. Eles compraram e têm esse direito. Só penso que o sistema de licitação da UEFA deveria contemplar essa possibilidade e tentar expandir a venda para mais de uma emissora, caso seja possível…

*****

Mesmo assim vamos registrar aqui os grupos da competição e fazer breves comentários a respeito dos possíveis favoritos para o título:

GRUPO A: PSG, REAL MADRID, SHAKHTAR E MALMO
O time francês tem uma base formada, mas que continua a ser desequilibrada em alguns setores; trouxe mais um reforço de peso e valor altíssimo (Di Maria), mas continua sem ter um outro jogador para controlar o jogo no meio campo além de Verrati. Além disso ainda depende muito da inspiração de Ibrahimovic para resolver as partidas. O Real Madrid, depois da novela da NÃO contratação de De Gea, não fez uma aquisição de grande impacto midiático nessa janela, mas se reforçou bem com Danilo e Kovacic para se juntar a um elenco já muito forte. O Shakhtar, com sua legião de brasileiros, pode tentar roubar algum ponto dos dois favoritos, mas assim como os suecos do Malmo não devem ser páreo para a classificação. PALPITE: REAL MADRID E PSG

GRUPO B: PSV, MANCHESTER UNITED, CSKA MOSCOU E WOLFSBURG
O Wolfsburg fez uma grande temporada passada e foi vice campeão alemão dando trabalho, na medida do possível ao Bayern. Porém vendeu algumas de suas peças principais (De Bruyne e Perisic). Mesmo assim mostra-se forte para ao menos buscar vaga para as oitavas de final. O Manchester United voltou à Champions depois de uma temporada de ausência. Se reforçou no meio campo com Schweinsteiger e no ataque com Depay (o tirando do PSV), mas ainda se ressente de um grande zagueiro para fechar o elenco. O CSKA costuma complicar quando joga em Moscou, mas não tem feito grandes campanhas recentemente. O PSV é um time que joga no estilo ofensivo holandês, mas de modo geral assim como os outros clubes do país, estão um passo atrás quando se trata de competições europeias. PALPITE: MANCHESTER UNITED E WOLFSBURG

GRUPO C: BENFICA, ATLÉTICO DE MADRID, GALATASARAY E ASTANA
Simeone continua dando as cartas no time madrilenho que perdeu Miranda e Mandzukic, mas trouxe Jackson Martínez e Filipe Luís de volta. Continua sendo um time difícil de ser batido, mas que muitas vezes joga no limite físico, o que sempre é um risco dentro de um elenco não tão grande quanto o dos rivais. O Benfica perdeu seu treinador Jorge Jesus, mas mantém uma base com Jonas como destaque. O Galatasaray é irregular e ainda perdeu Felipe Melo e Alex Telles, que eram importantes dentro da equipe. Porém pode brigar com o Benfica pela segunda vaga. O Astana é a grande zebra não só do grupo, mas da competição. PALPITE: ATLÉTICO DE MADRID E GALATASARAY

GRUPO D: JUVENTUS, MANCHESTER CITY, SEVILHA E BORUSSIA MONCHENGLADBACH
Grupo mais equilibrado desta fase. O Manchester City, mesmo perdendo a primeira partida, parece finalmente com um elenco mais completo para poder fazer bonito no torneio continental. Arrebentando as regras do já esquecido Fair Play Financeiro (assim como o PSG), o time inglês trouxe Sterling, mas principalmente Otamendi e De Bruyne, reforços que qualificam muito o time. O bom início no Campeonato Inglês faz com que a equipe de Pellegrini não tenha mais muitas desculpas para um novo fracasso continental. A Juventus continua com um elenco forte, com as chegadas de Hernanes, Mandzukic, Dybala e Khedira. Mas as perdas de Pirlo, Vidal e Tevez estão sendo sentidas nesse começo de temporada. O Sevilha quer deixar de ser o “leão de Liga Europa” para poder ir bem na UCL. A equipe perdeu seu artilheiro Bacca, mas trouxe Llorente da própra Juventus para tentar uma substituição à altura. O Borussia, treinado pelo francês Lucien Favre, joga um futebol ofensivo e tem dado trabalho nas últimas edições da Bundesliga. PALPITE (COM RECEIO): MANCHESTER CITY E JUVENTUS champions league bola parada

GRUPO E: BARCELONA, BAYER LEVERKUSEN, ROMA E BATE BORISOV
Devido as restrições por conta de uma punição da UEFA, o Barcelona não poderá usar as contratações que fez para essa temporada nessa fase grupos. Assim sendo, Arda Turan e Aleix Vidal só estrearão nas oitavas de final, fase em que ninguém espera que o time espanhol esteja de fora. O time continua muito forte com seu grande ataque mantido e mais entrosado. A Roma continua contratando muito e tentando jogar um futebol atrativo, mas ainda não tem uma equipe confiável. O Bayer Leverkusen tem uma equipe jovem e com destaque para o turco Calhanoglu pode roubar a vaga dos italianos. O Bate Borisov deve ser coadjuvante mais uma vez. PALPITE: BARCELONA E BAYER LEVERKUSEN

GRUPO F: BAYERN DE MUNIQUE, ARSENAL, OLYMPIACOS E DYNAMO ZAGREB
Mesmo sem Schweinsteiger, o time alemão continua muito forte e com condições de finalmente conquistar a competição sob o comando de Guardiola. A contratação de Vidal pode repor a saída do ídolo alemão e com muitas opções táticas, os bávaros continuam com uma grande equipe. O Arsenal permanece com Arsene Wenger e seus jovens, com um futebol de toque de bola e qualidade, mas que é pouco efetivo nas grandes competições. Ainda se ressente de uma referência no meio campo e no ataque para brigar verdadeiramente pelo título. O Olympiacos pode ser o fiel da balança no grupo, podendo roubar pontos em Atenas, mas não deve brigar pela vaga, assim como o Dynamo Zagreb. PALPITE: BAYERN E ARSENAL

GRUPO G: CHELSEA, PORTO, DYNAMO KIEV E MACCABI TEL-AVIV
Apesar de não viver um grande momento o Chelsea teve felicidade no sorteio ao não pegar um grupo muito complicado. O time de Mourinho se ressente de mudar a forma de jogar e não tem um elenco tão grande. As contratações de Falcao Garcia e do brasileiro Kennedy não parecem resolver esse problema. O time não tem muitas opções nas laterais e mesmo no ataque para mudar uma partida. O time titular é forte, mas parece desgastado. Mesmo assim a equipe inglesa deve se classificar em um grupo em que o Porto, agora com Casillas, é o adversário mais forte. É uma equipe treinada pelo espanhol Lopetegui que gosta de uma formação ofensiva. Dynamo Kiev e Maccabi Tel-Aviv devem brigar pela vaga na Liga Europa.PALPITE: CHELSEA E PORTO

GRUPO H: ZENIT, VALÊNCIA, LYON E GENT
Grupo com cara de Liga Europa. O Valência, que veio da fase preliminar eliminando o Mônaco, mas não se destacou ainda como força na Europa. Porém dentro dessa chave tem chance de se classificar. O Zenit de Hulk e do técnico André Villas-Boas se firmou como potência na Russia, mas ainda não conseguiu também se destacar na Champions, assim como o Lyon que vem de uma temporada de ressurreição na França, mas ainda longe dos tempos de Juninho Pernambucano. O Gent fica como “fiel da balança” da chave mais nivelada. PALPITE: VALÊNCIA E ZENIT

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PostHeaderIcon Hora da Onça Beber Água

Muita gente, após os 7×1 pra Alemanha, saiu anunciando o “fim do mundo” do futebol brasileiro. Só que não era (é) bem assim. Nosso futebol vinha mal há muito tempo, aquilo foi só o registro. Deveriam ter visto o problema antes, bem antes.

Não posso dizer que resolvemos todos os defeitos do futebol brasileiro. Mas melhoramos em alguns pontos, principalmente dentro de campo. Tenho visto vários bons jogos neste brasileiro. Jogos com intensidade, equipes valorizando a posse de bola, jogando verticalmente, tentando compactar suas linhas. E isso não acontece somente com o líder, como em anos passados. Neste Brasileirão já vi bons jogos do Corinthians, do Galo, do Palmeiras, Santos, Grêmio, até do São Paulo e Flamengo em menor grau.

Aqui no Bola Parada a gente é bem crítico, principalmente quando os fatos exigem reprovação. Mas também sabemos elogiar quando a coisa melhora. E eu espero que essa melhora não seja passageira, mas o início de uma “revolução”. Precisamos e devemos acreditar nisso. Até exigir! E não quero nada impossível de se realizar. Basta ver o Grêmio como exemplo. No começo do ano, ainda dirigido pelo Felipão, era um tormento assistir 15 minutos de um jogo do tricolor gaúcho. Hoje, sem nenhum grande reforço, o time mudou 180º. Bastou um técnico com ideias mais atualizadas e um elenco que aceite o que foi proposto.

* * * * *
brasileirão
Estamos chegando num momento decisivo do Brasileirão. Ainda que, obviamente, todas as rodadas tenham o mesmo valor e importância. Mas estamos chegando na hora da onça beber água, como diziam os mais antigos. Na próxima rodada os 3 clubes da ponta jogam fora de casa, contra adversários duros. Já o Flamengo e São Paulo recebem adversários mais “ganháveis”. Quem busca o título, ou a vaga na Libertadores, precisa jogar pra tanto, dentro ou fora. Assim como os mesmos fizeram ontem, vencendo a Chapecoense e o Grêmio.

E esse é outro ponto que sempre me incomodou. Nunca aguentei ver um time grande, daqueles que dizem que querem ganhar títulos, jogando fora e passando 90 minutos retrancados, sonhando com um empate. Quem entra pensando em 1 ponto, acaba sem nenhum. E clube que só é valente em casa, termina no meio da tabela. Ou nem isso…

* * * * *

É inevitável, quase toda rodada temos N casos de erros de arbitragem. Tanto que nem costumo comentar isso na minha coluna. Mas na semana passada a CBF pediu autorização da FIFA pra testar o árbitro de vídeo. Não sei se a FIFA vai aprovar ou como seria a participação efetiva desse auxiliar. Dependendo do “como”, pode ser bastante útil. Especialmente em casos de erros claros e evidentes.

Eu, assim como o Renan falou nos comentários, não me incomodo com aqueles erros de centímetros, que precisam de 10 replays e da linha pra definir. Essa falha é totalmente aceitável, ainda que indesejada. O que me irrita, profundamente, são erros como no 2º gol do Avaí, contra o Goiás. Como o juiz e o bandeira não viram o André Lima atropelando e montando nas costas do goleiro Renan? Até na várzea aquilo é falta, não se discute. Talvez, se houvesse um árbitro de vídeo, esse lance fosse anulado e o Goiás não acabasse no prejuízo. Ainda que, na minha cabeça, um lance tão claro não deveria precisar do recurso. Mas o nível da nossa arbitragem é tão ruim que acaba abrindo espaço pra todas as teorias e ilações. Mesmo infundadas.

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PostHeaderIcon O Esquema de “Levar Vantagem”

A arbitragem, para NÃO variar, tem sido o tema principal de discussão do atual Campeonato Brasileiro. Erros seguidos, alguns absurdos, outros menos claros, mas muitas vezes decisivos, tem tomado conta de praticamente todo o tempo da maioria das mesas redondas e das conversas sobre a competição. Não sou ingênuo a ponto de achar que não existe nada de irregular ou que tudo é feito na maior lisura. O futebol faz parte da sociedade e dentro de uma vida corrupta que temos em todo mundo, mas em especial no Brasil, é até natural que surjam desconfianças sobre os juízes e quem os escala. Mas é preciso fazer algumas ressalvas e lembrar de fatos que levam à esse clima de histeria que temos visto ultimamente.

Primeiro temos de dizer claramente que, por ser o Corinthians o atual líder do torneio, a sensação de que “tudo está armado” é mais latente. Devido ao desproporcional e exagerado espaço que o clube paulista possui na mídia, ele se tornou o alvo preferido do ódio coletivo das outras torcidas. Além disso, o precedente do Brasileiro de 2005 em que o time de Parque São Jorge acabou se beneficiando pela remarcação de partidas após o escândalo do ex-juiz Edílson Pereira de Carvalho, marcou a agremiação como aquela que é “sempre” ajudada pela arbitragem ou mesmo pela CBF. Mas temos que lembrar que, como clube de grande poder político e de torcida, o Corinthians é beneficiado como todo e qualquer time grande, começando pelos torneios estaduais. Além disso precisamos relembrar que naquele Brasileirão de 2005 o Inter de Porto Alegre poderia ter sido campeão caso tivesse vencido o último jogo contra o Coritiba. Com o tal “esquema” e tudo mais, o time gaúcho poderia ter vencido o torneio e não venceu por pura incompetência.

No caso atual o mais próximo perseguidor do time paulista é o Atlético/MG. E isso reforça e reacende uma grande característica de torcedores de times de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Por mais que vençam títulos (e o Atlético/MG é o atual campeão da Copa do Brasil é bom reforçar e lembrar – e aí não reclamaram de “esquema”) eles sempre se acharão e se sentirão prejudicados, mesmo em um jogo em que a arbitragem foi ruim para os dois lados. No jogo da maior crítica, que foi contra o Atlético/PR, o time paranaense também teve um pênalti a seu favor não marcado, além do fato da arbitragem não ter expulsado outro jogador mineiro que fez uma falta numa chance clara de gol para o time rival. arbitragem cbf bola parada

E aí reside uma grande raiz de todo o problema. A crítica à arbitragem só existe quando o erro é contra o MEU time. Quando é contra o adversário a maioria absoluta se faz de cega, muda e surda, e finge que nada aconteceu. Basta ver o que aconteceu no Fla-Flu de domingo, com um erro claro do juiz beneficiando o Flamengo no primeiro gol. Ninguém do time rubro-negro teve a decência de se acusar, aceitando o toque de braço na bola do zagueiro Wallace. Criticar apenas quando se é prejudicado é muito fácil e mostra de forma evidente que não se quer a melhora DE FATO da arbitragem. Quanto mais suscetível à pressão for o quadro de arbitragem para TODOS os clubes grandes, melhor é para quem quer obter alguma vantagem, dependendo da ocasião. Se os clubes quisessem já teriam pressionado o suficiente para tirar o comando da arbitragem da CBF, formando uma comissão independente que possa avaliar, profissionalmente, os juízes rodada a rodada. Mas se os clubes não se unem nem para organizar basicamente os direitos de TV e o campeonato como um todo, não dá para esperar que se preocupem em moralizar o comando da arbitragem.

Aliás, chega a ser patético como cada clube e mesmo a imprensa, se esforçam a desvalorizar o campeonato “chutando” que existe algo escondido por trás dos erros que temos visto. Tivemos duas marcações realmente escandalosas em favor do Corinthians; o pênalti não marcado a favor do São Paulo e o impedimento no gol de Cícero para o Fluminense. Tirando esses dois lances não tivemos outros tão evidentes e que justifiquem as insinuações que temos visto, lido e ouvido por aí. Como disse no começo do texto, não sou ingênuo e não acho tudo lindo e maravilhoso. Podemos imaginar que existe tentativas de compra e venda de profissionais, mas insinuar e não provar nada é algo que apenas mancha ainda mais a imagem do torneio, sem que a solução apareça. Trocar a comissão da arbitragem atual até poderia ser uma medida para dar satisfação momentânea, mas na situação atual apenas transfere o problema mais para a frente.

Mudar o pensamento de que tudo é “comprado” seria o ideal, mas como fazer isso se a própria sociedade é corrupta e não acha ruim quando a corrupção é em seu favor? Um acusa o outro e transfere a responsabilidade, sem que aconteça uma melhoria efetiva. O futebol nesse caso representa bem o Brasil atual e isso infelizmente não é nada bom.

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