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Archive for June, 2015

PostHeaderIcon Copa América no Chile (em 1991…)

A Copa América no Chile disputada nesse ano está terminando. Mas antes da competição disputada agora, a última vez que o torneio foi jogado em terra chilenas aconteceu em 1991. O Brasil vivia uma situação parecida com a de agora. Vinha de um vexame na Copa do Mundo de 1990 e precisava se reconstruir. Paulo Roberto Falcão era o técnico, mas não durou muito no cargo. O Chile, depois de ser suspenso da Copa por causa da confusão com o goleiro Rojas no Maracanã nas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Itália, voltava a participar de competições internacionais.

O regulamento do torneio era aquele que chegamos a citar aqui no blog. Dois grupos de 5, classificando os 2 primeiros para um quadrangular final, todos contra todos. Acho que seria um modelo que poderia voltar…Veja abaixo todos os gols da competição, que terminou com a Argentina de Batistuta celebrando o título.

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PostHeaderIcon Uma Derrota Necessária

Durante o curso da participação brasileira nessa Copa América, o “técnico” Dunga reclamou que, quando ele treinou o time que venceu a competição em 2007, muitos disseram que o torneio não valia nada. Agora, dentro dessa lógica torta, o “homem mais perseguido do mundo” como ele parece que se considera, perdeu a Copa do Mundo e deve ser muito atacado, após a eliminação brasileira nos pênaltis contra o Paraguai.

Primeiro eu explico que coloco técnico entre aspas pois Dunga, para mim, ainda não é bem um treinador. É muito mais um símbolo, alguém que usa sua imagem de capitão da Seleção em 1994 (sendo que ele era quarta opção para o posto, depois de Ricardo Gomes, Ricardo Rocha e Raí) como um símbolo de que, com ele, o time honrará a pátria e fará de tudo pela vitória. Porém não adianta esse discurso surrado de “defender a camisa amarela” se a equipe dentro de campo mostra um repertório paupérrimo de jogadas. Um time que conseguiu se acovardar contra a antes esquálida e freguesa Venezuela. Uma equipe que não conseguiu controlar o jogo contra o esforçado, mas limitado Paraguai e sofreu na segunda etapa até tomar o empate. Que depende muito de Neymar e não consegue escalar um jogador para armar e pensar o jogo. brasil paraguai bola parada

A lógica torta a que me referi no primeiro parágrafo é que Dunga mais uma vez erra ao dizer que muitos disseram em 2007 que a Copa América não valia. Tudo na verdade vale, tem seu papel numa construção de um time. Alguns podem ter criticado o ex-volante. Porém o que existiu na verdade foi muito mais um exagero com muitos dizendo que, como ele venceu a competição, tudo estava bem. Assim como vimos após a Copa das Confederações de 2013 em relação ao Felipão e até mesmo com as “fantásticas” 10 vitórias de amistosos que o tão criticado Dunga teve ao retornar à Seleção ano passado.

E foi assim com algumas vitórias que aconteceram pós-1994, com muitos se enganando de que tudo ia de forma correta. Nesse tempo o Brasil foi se iludindo com os resultados, com o “ganhar a qualquer preço”. E com isso nos esquecemos de formar jogadores que pensem, que analisem e constroem o jogo. Hoje chegamos ao ponto de não controlar um jogo contra rivais que antes não nos incomodavam tanto.

Dunga não é a causa do problema, é muito mais uma consequência de anos de soberba baseados em alguns bons resultados que mascararam uma queda nos conceitos de posse de bola, controle, armação, de pensar o jogo. Anos que fizeram o Brasil acreditar que apenas o talento individual resolveria todos os problemas. Hoje, com todos mais nivelados, não adianta apenas achar que alguém vai resolver as partidas sozinho. A geração atual do Brasil não é totalmente horrível, mas o time, que não tem tantos protagonistas no futebol mundial, precisa ter o mínimo de trabalho de conjunto.

*****

Reforço que não considero Dunga o maior responsável pela situação atual, mas especificamente sobre esse jogo, foi incompreensível a substituição de Robinho, pouco antes da cobrança de pênaltis. Já até discutimos aqui no blog sobre a função do jogador que foi tão exaltado no seu começo de carreira e hoje é muito criticado por não ter sido tão bom como alguns empolgados diziam que seria. Mas dentro de uma Seleção tão limitada, foi muito estranho o fato dele não ter ficado em campo para bater o pênalti. dunga coletiva bola parada

Estranho também é o fato de Everton Ribeiro que, longe de ser um jogador muito acima da média, mas pelo menos é armador de ofício, ter tido poucas chances no time. Assim como é estranho Fred, Douglas Costa, Roberto Firmino jogarem na Seleção…Mas aí é difícil entender não só o lado daqui, mas o dos europeus que lav…ou melhor, pagam milhões neles…Podem até ser bons jogadores, mas sou ainda de um tempo em que, para ir à Seleção era necessário ser melhor e ter feito algo a mais no futebol.

Sobre a entrevista lamentável que Dunga deu na sexta feira: Ele pode não ser racista, ou ter respondido, como disseram alguns defensores, dentro de um conceito em que se dizia perseguido como os negros foram no Brasil. Mas dizer que os afrodescendentes GOSTAM de apanhar era suficiente, além do péssimo trabalho em campo, para ele ser demitido.

Reitero, porém, que o problema é muito mais amplo no futebol nacional. É necessária uma mudança total no comando do futebol brasileiro, sendo que muitos que estão lá deveriam estar presos. Passando nos conceitos do que é apresentado em campo. Além de uma lição de humildade e de menos ilusão, até mesmo para uma boa parte da imprensa, que continua vivendo de oba-oba e desconhecimento. Talvez uma não ida a alguma Copa também ajude…

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PostHeaderIcon O “Mito” e a Mídia

Sei que é um assunto meio repetitivo, mas retorno ao tema da troca de treinadores. Um caso específico me chama muito a atenção que é o do Palmeiras.

Posso estar errado, mas eu acho que o time palmeirense pode até brigar por Libertadores. Porém pensar em título neste ano é algo muito complicado, quase impossível. Mesmo com a chegada do “mito das contratações” Alexandre Mattos. Chamo ele de mito com toda a ironia possível, pois criaram um “monstro” e uma quase verdade absoluta de que o time, com a simples presença de um bom negociador e com um monte de reforços, iria se entrosar como mágica e ganhar tudo…E a cada dia fica mais claro que isso não será tão fácil, mesmo com contratações quase que “de hora em hora” chegando no Palestra. alexandre mattos palmeiras bola parada

Mattos se cacifou com a torcida e a mídia, virou quase uma estrela, mas claramente está se esquecendo de comprar o tal de entrosamento, como disse o Marco na coluna anterior…Porém, mesmo sem conseguir trazer esse precioso reforço, um técnico (Osvaldo de Oliveira) já caiu. Ele pode não ser o treinador dos sonhos da maioria, mas a pressão por sua queda, muito fomentada pela mídia, foi algo próximo da insanidade. Vemos algumas vozes isoladas na imprensa criticarem isso, mas a pressa por criar ídolos, cobrar resultados e tentar sempre ficar naquele eterno “Agora vai!” depois de uma ou duas vitórias atrapalhou demais o ano do Palmeiras…Parece que poucos viram que dos 25 (!!!) reforços trazidos até agora, muitos eram de qualidade duvidosa como Leandro Pereira e João Paulo e outros nem teriam espaço suficiente para jogar como aconteceu com Alan Patrick (esse até já saiu). Nenhum conjunto resiste à tantas trocas, chegadas de atletas e uma pressão por resultados que chega a ser burra. Temos de lembrar que , desde 1976, já passaram “329” técnicos pelo clube e só o Luxemburgo e o Felipão (no auge) ganharam alguma coisa…O Marcelo Oliveira vai ter MUITO trabalho.

Porém os treinadores parece que concordam ou aceitam esse jogo do mercado sem reclamar demais. O próprio Marcelo chegou no clube e falou, de forma perigosa a meu ver, que o objetivo do time é o título já esse ano! Como disse acima pode até acontecer; o Palmeiras (ou o seu presidente) estão com dinheiro, a estrutura existe (mesmo com algumas falhas), mas não é lógico, dentro de campo, pensar nisso. Além do mais, a pressão pelo resultado principal será ainda maior e o próprio treinador pode ser vítima disso, caso o triunfo não venha. Para a mídia, porém, será hora de fazer outra contagem regressiva pela queda de mais um treinador…

Não existe uma discussão séria sobre um projeto real de trabalho. Vemos a festa de vários “reforços” chegando (mesmo que muitos deles não mereçam esse rótulo). E o tal entrosamento, que nem sempre chega, é esquecido na maioria das análises. Não penso que o futebol seja uma ciência 100% exata; um time pode “dar liga” e ir chegando até vencer, mesmo que isso seja complicado em um futebol cada vez mais nivelado e num campeonato de pontos corridos. Mas não é o natural. Basta lembrar também que o primeiro ano do “mito” Mattos no Cruzeiro (2012) não foi bom…

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O que também não foi bom foi o início de campeonato do Vasco. E com isso Doriva saiu do clube de São Januário. Vi algumas entrevistas do treinador que lembrava do fomento por parte da mídia em relação às demissões. Mas é aquilo que citei acima. A maioria dos técnicos participa dessa “roda viva” de trocas quase que intermináveis. doriva vasco bola parada

Mas o que chama a atenção no Vasco é o fato de, agora que um técnico vai e outro (Celso Roth) chega, os reforços começam a chegar. Andrezinho e Herrera (os dois ex-Botafogo) devem ir para o cruz-maltino. Se existia a possibilidade de se trazer reforços, porque não deram chance do treinador anterior trabalhar com eles? Porque a troca é feita, muitas vezes apenas para dar satisfação à torcida e a mídia? Complicado imaginar um time tendo sucesso dessa forma.

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PostHeaderIcon Time do Eu Sozinho

A coluna de hoje é no estilo curtinhas. E vou começar pelas finais da NBA. Os táticos que me desculpem, mas confesso que torci pelo Golden State. Não que eu tenha alguma preferência por lá, é só pelo estilo de jogo. No basquete sou 100% volúvel, e é muito mais divertido assistir o GS que o Cavaliers. Gosto de um jogo mais rápido, vertical e habilidoso; sem esquecer as bolas de 3.

Só não concordo com a opinião do Johnson e de alguns comentaristas, de que o estilo do Golden State vai revolucionar o basquete americano. Me pareceu um discurso parecido com o futebol, onde alguns defendem a extinção do 9. De fato é possível jogar basquete sem o pivozão clássico e futebol sem o 9 fixo. Mas isso não é regra geral. É preciso ter jogadores adequados pra esse tipo de jogo.

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futebol-brasil-neymar
Quem precisa se reinventar é o futebol brasileiro. Pra ontem! Há mais de 1 década que passamos por uma enorme carência de craques. Principalmente armadores e atacantes, que eram nosso forte em tempos antigos. Atualmente temos um, na seleção. E estamos parecidos com o Cavaliers: joga a bola pro Neymar/Lebron e deixa ele resolver sozinho. Acontece que o futebol é um esporte coletivo. Ou deveria ser.

Mas basta olhar os nossos clubes e logo perdemos a esperança de uma mudança em curto e médio prazo. A mediocridade da seleção é o reflexo da mediocridade dos clubes.

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Nós também ficamos desesperançados ao vermos as seleções de base. Eu acompanho o Torneio de Toulon, os Sul-americanos, Mundiais, sub-17, sub-20, seleção olímpica… Só vejo jogadores esforçados e tentando se prevalecer na base da força e correria. Raramente temos uma jogada articulada, passes envolventes, dribles. Nada, é um deserto de técnica e habilidade. E nem adianta criticar este ou aquele técnico. O problema é estrutural. Estamos formando mal, errado. Então a tendência é de piorar a atual situação. Independente da seleção ganhar ou perder o sub-20 na N. Zelândia. Esse é o menor dos problemas.

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Na semana passada o Alecsandro chegou para reforçar o Palmeiras. Nesta semana o Marcelo Oliveira chegou para dirigir o time. E ontem o clube fechou com o atacante paraguaio Lucas Barrios. Mas este só chega após a Copa América. Supondo que a SEP não contrate mais ninguém, resta esperar pelo entrosamento. Talvez o entrosamento só esteja em “forma” lá por Agosto ou Setembro. Resta saber se a paciência vai durar até lá. E, se durar, qual será a perspectiva do Verdão ao final do ano.

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No Vasco já dá pra afirmar que a perspectiva é sombria. O clube caiu na pegadinha do Estadual. A mesma pegadinha que todo ano faz uma vítima diferente. Achou que tinha forças para tentar algo no Brasileirão. Só que não. Ao contrário, vai sofrer muito pra se segurar na Série A. E a fritura do Doriva não ajuda nada, só atrapalha mais.

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Muita gente elogiou a atual gestão do Flamengo, pela contenção de gastos e redução do endividamento. Era imperativo e foi feito, parabéns! Só que o filme não termina na metade. Falta liquidar o vilão e ficar com a mocinha. Só que não acho que o Flamengo esteja indo bem nessa parte. O Guerrero é um bom atacante, mas não acho que valha o valor que o Fla vai pagar. E o Sheik menos ainda, muito menos. Ainda mais que a coisa que o Flamengo menos precisa é de um atacante de lado. E com 36 anos!!

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PostHeaderIcon Uma Final para a história

Depois de uma temporada excepcional, com grandes jogos, surpresas e afirmações, as Finais da NBA estão conseguindo ser ainda melhores que a temporada regular. Jogos decididos na prorrogação, atuações mosntruosas de Lebron James, uma série que parecia estar se encaminhando para Ohio e de repente guinou 180º.

De um lado o MVP dessa temporada, Stephen Curry. Um jogador que pareceu viver um ano de “videogame”, com arremessos e dribles impossíveis. Do outro o “King”, retornando ao seu estado para tentar acabar com a seca de títulos da cidade de Cleveland. Enquanto o Golden State Warrios de Curry confia em uma equipe bem equilibrada e com muitos jovens e talentosos jogadores, os Cavaliers de Ohio confiaram suas esperanças no trio Lebron-Irving-Love. Se o entrosamento demorou a acontecer e jamais atingiu 100%, o jeito foi fazer aquilo que os Cavs já tinham feito na primeira passagem de James por lá: joga a bola nele que o homem dá um jeito.

Apesar de depender muito de Curry durante a temporada regular, os Warriors tem um elenco bom, que dá conta do recado sem sobrecarregar demasiadamente seu principal jogador. O apoio de veteranos como Iguodala e Leandrinho ajuda a equilibrar uma equipe que mostrou muito potencial mas que caía nos momentos decisivos nas últimas temporadas.

Cleveland é o oposto. Demorou a se encaixar, precisou da chegada de Iman Shumpert e JR Smith em janeiro para acertar mais o time e nunca pode contar com uma perfeita sintonia de suas 3 estrelas. Muito se esperou e pouco se viu de Kevin Love. Sua lesão na primeira rodada dos playoffs e a consequente evolução da equipe depois disso podem ter selado a saída do jogador para a próxima temporada. A lesão de Irving no primeiro jogo das finais parecia ter selado o destino da equipe de Cleveland, mas Lebron resolveu carregar o time nas costas. Seus números impressionantes nesses 5 primeiros jogos da final, de mais de 35 pontos, 13 rebotes e quase 10 assistências por jogo são dignos de MVP. São dignos do monstro que ele é. Há que se começar a comparar ele a Michael Jordan, especialmente a imprensa americana que adora esse tipo de conversa.

Pode-se dizer que se Cleveland for campeão, algo que hoje parece ser difícil, 80% do trabalho nas finais foi feito por Lebron. A equipe é fraca sem suas estrelas. Muito fraca, comum. Mesmo com Love e Irving seria difícil imaginar os Cavs campeões da Conferência Leste. Até por esse fato já se cogita dar o MVP das finais a Lebron mesmo que os Cavs percam. Algo que só aconteceu no primeiro ano em que houve eleição de MVP para as finais. Desde então o time campeão sempre teve o melhor jogador das finais.

Até por essa sobrecarga vimos, talvez pela primeira vez, Lebron cansado. Exausto. Seus minutos em quadra estão acima da média, o peso que ele tem que carregar é enorme e enfrentar uma equipe tão boa quanto os Warriors não é um duelo de temporada regular. Para obter essa média absurda Lebron está tendo que jogar 200% a mais que o normal e é óbvio que, aos 30 anos e em sua 12ª temporada o corpo começa a cobrar o preço por ter começado tão cedo.

Enquanto Lebron sofre por ter que fazer tudo sozinho, pelo lado da equipe de Oakland o que parece ter pesado foi a inexperiência em finais. O time é muito jovem e ninguém, tirando Steve Kerr, treinador da equipe e campeão com os Bulls como jogador, tinha experiência em finais. O começo claudicante, com atuações abaixo da média de Curry e Klay Thompson, principais jogadores da equipe, acenderam o sinal de alerta. Mas parece que o time, que em breve se mudará para San Francisco e provavelmente mudará de nome, encontrou um jeito de se livrar da marcação muito física e forte dos Cavs. Aconteceu algo parecido na segunda rodada dos playoffs contra os Grizzlies e GS demorou 2 jogos pra se encontrar.

Curry finalmente passou a jogar melhor, fez um jogo 5 espetacular (35 pontos) e levou o jogo 6, nesta terça, para Cleveland. O MVP passou a jogar como MVP e do outro lado Cleveland parece exausto. Os Warriors podem contar com um elenco mais equilibrado e, portanto, jogadores mais descansados. Há uma enorme possibilidade da série acabar hoje mesmo. Seria um título justo, coroando a melhor equipe disparada dessa temporada como um todo. Coroaria o melhor jogador e o melhor treinador também. Mas, depois de vermos 5 jogos simplesmente épicos, espetaculares, não duvide da força de Lebron e da torcida dos Cavs. Independente do resultado essa série (e a temporada) foram fantásticas e o final será igualmente empolgante.

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Apesar de ter afirmado que os Warriors tem o melhor treinador, essa é uma opinião minha, já que o prêmio foi dado a Mike Budenholzer, do Atlanta Hawks. Ele levou o time da Geórgia a melhor campanha do Leste e a final da Conferência. Creio que o prêmio foi justo se levarmos em conta que os Hawks nem de longe tem uma equipe espetacular e não tem um grande jogador. Seu trabalho foi digno, mas o jeito “Popovichiano” de jogar da sua equipe acabou a estrangulando. Quando teve que decidir a equipe passou aperto e foi muito abaixo da média nos playoffs, terminando varrida pelos Cavs.

Aliás estamos tendo uma invasão de ex-auxiliares do mago Greg Popovich, grande treinador dos Spurs. É uma mudança de estilo da liga em geral, onde as estrelas estão perdendo um pouco de seu valor individual em detrimento da equipe como um todo.

Um grande treinador que perdeu emprego foi Tom Thibodeau, dos Bulls. Seus métodos de trabalho irritaram a direção e jogadores dos Bulls e, de certa maneira, foi considerado culpado pelas constantes lesões de Derrick Rose e de outros astros da equipe de Chicago. O mago da melhor defesa da NBA nos últimos 5 anos está atualmente desempregado.

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Aqui no Brasil a NBA passou a ser transmitida também pelo Sportv. Confesso que as transmissões, muito mais frequentes que na ESPN ou Space, me desagradaram no começo. Demorou um pouco para engrenar, no início parecia que os comentaristas não estavam habituados a assistir a liga. Tudo era fantástico, enorme, todo mundo jogava demais. Aos poucos se acertaram.

Tirando o fato de não falarem os nomes das Arenas (algo bem Globo, bem imbecil), o Sportv mandou bem e tem tudo para evoluir na próxima temporada. Muito bom ter mais jogos e mais opções de escolha. Além, é claro, de fazer a ESPN trabalhar e parar de por o Nardini pra narrar basquete.

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PostHeaderIcon Com Correria, Sem Cérebro

O que mais se escuta após a suada vitória do Brasil sobre o Peru na estreia da Copa América é que o time brasileiro vive uma “Neymardependência”. De fato o time de Dunga só conseguiu criar jogadas de maior perigo ao gol peruano com a intervenção do jogador do Barcelona. Além disso ele fez o primeiro gol e fez a jogada que resultou no gol da virada. É evidente que ele é o mais talentoso dessa geração e destoa de um time que prima pela aplicação. E é aí maior dependência da Seleção Brasileira hoje em dia.

Dependemos cada vez mais de um estilo de jogo que privilegia a correria, a dedicação exagerada e a força física. Com isso o talento ficou em segundo plano em muitas vezes no time nacional. Falo isso porque não é algo que vem de agora. Com o passar do tempo, jogadores mais fortes fisicamente, mas nem tão talentosos, ganharam mais espaço em nossos clubes e, por consequência, também na Seleção. Ao ver a escalação do time brasileiro ontem, certamente alguns se perguntaram: “Quem é Fred?”, “Douglas Costa joga aonde mesmo?” “Fernandinho é jogador para estar como titular absoluto de uma Seleção”? Não que sejam necessariamente maus jogadores. Mas penso que nossos treinadores foram, gradativamente, ajudando na consagração de “carregadores de piano” e abnegados que possam fazer mais de uma função em campo, muitas vezes em detrimento de jogadores mais cerebrais e técnicos. brasil peru copa américa bola parada

Não estou fazendo com isso uma defesa ao futebol “espetáculo” mas sem consistência. O time de Dunga é até bem armado, com duas linhas de 4 jogadores no meio, dando liberdade para Neymar desequilibrar no ataque. A defesa, em que pese as constantes saídas inconsequentes ao ataque de David Luiz, tem ido relativamente bem nos jogos pós-Copa de 2014. Porém falta à essa equipe um pouco mais de talento, improvisação, mas principalmente cérebro no meio campo. Um toque de bola, que privilegie seu controle e que não apenas fique esperando uma bola roubada para que o craque do ataque defina tudo com sua habilidade.

Outra falta na equipe do Brasil é a de um camisa 9. Diego Tardelli não é esse jogador, até porque não joga nessa função a algum tempo. Roberto Firmino é um segundo atacante, que até vem entrando bem quando está em campo, mas também não é um homem de área. Essa outra carência tem mais a ver com a falta de de alguém realmente talhado para a função. Diego Costa foi desprezado antes da Copa e poderia ser esse nome. E olha que nem é um jogador acima da média. Mas poderia ocupar esse espaço que hoje está vazio.

Mesmo com todos esses problemas, o Brasil de Dunga pode até vencer a Copa América. Assim como temos visto no Mundial Sub-20 a Seleção Brasileira, mesmo não jogando bem, está avançando nos pênaltis. Para toda uma geração que preza mais o resultado do que o bom futebol, podemos ter dois pratos cheios.

*****

No restante da Copa América a surpresa foi a derrota da Colômbia para a Venezuela. Não pela vitória da seleção “vinho tinto”, que vem evoluindo com o passar do tempo, ma pela péssima atuação colombiana. O empate da Argentina contra o Paraguai foi decepcionante pelo fato dos argentinos terem aberto 2×0 no placar, mas não chega a surpreender pois os paraguaios possuem uma equipe experiente, que vinha em má fase mas que tem qualidade. O que decepciona é que a consistência defensiva argentina mostrada na Copa do Mundo não foi tão vista na primeira partida em campos chilenos. Os donos da casa, que contam um com uma tabela e um grupo mais favorável à avançarem na competição, não jogaram tão bem, mas fizeram a lição de casa batendo o Equador, assim como o Uruguai que ganhou com um magrinho 1×0 da convidada Jamaica. argentina paraguai copa américa bola parada

Em teoria Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai possuem times que podem conquistar a competição. Mas o fato dela ser disputada logo depois da temporada europeia, onde muitos dos craques dos times citados atuam, podem fazer com que o equilíbrio de forças seja redistribuído. Além disso, o regulamento que classifica até mesmo alguns terceiros colocados dos grupos, faz com que tenhamos menos jogos e menos emoção. Um torneio com dois grupos de 5 ou 6 participantes, classificando os dois primeiros de cada chave, traria mais emoção à competição no meu modo de ver.

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