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Archive for November, 2014

PostHeaderIcon Novos Estádios, Velhos Problemas

Acho que todos os leitores do Bola Parada viram a final da Copa do Brasil. E 99,9% devem ter notado o “vazião” na parte central das cadeiras do Mineirão. Eu fiquei revoltado com aquilo. Revoltado com as milhares de cadeiras vazias e muito mais com os mil Reais cobrados pelo ingresso naquele setor. É um absurdo total! Isso vai contra o futebol profissional e a boa gestão.

O que aconteceu nessa final não é inédito. Ano passado o Flamengo fez coisa parecida. E a desculpa (fajuta) é que usariam a renda da final para contratar o meia Elias. (Sabemos onde anda o Elias). E tivemos outros casos semelhantes. Uma hora dizem que o motivo da majoração é o estádio pequeno, em outra que o valor foi estabelecido pela concessionária, que é inauguração, que é festa… E tome “passar” na cara do torcedor. O mesmo torcedor que paga todas as contas e sempre é “convidado” a cobrir o rombo dos nossos clubes. E muitos aceitam, felizes, a inglória missão.

Alguns dias atrás o Palmeiras inaugurou sua arena. E está animado com as possíveis receitas que o estádio poderá gerar. Mas o enrosco com a construtora foi grande. E não sei se terminou. No caso do Grêmio a novela continua. E agora o clube tenta comprar o novo estádio. Mas não é algo simples de resolver. Assim como não está fácil pro Corinthians negociar os naming rights do Itaquerão. Só tenho ouvido (e lido) promessas e desculpas. E o dinheiro continua longe dos cofres do clube. Assim como o Botafogo está longe de chamar o Engenhão de seu. Talvez seja o seu abacaxi.

Existem outros exemplos, como a nova Fonte Nova, a Arena da Baixada, o Independência. Cada qual com seus problemas e peculiaridades. A única semelhança é que os ingressos estão mais caros e as arquibancadas mais vazias. O caso mais gritante ocorre na Fonte Nova; nunca mais lotou como era habitual. Será que a torcida do Bahia encolheu??

* * * * *
novo santiago bernabéu
Desde garoto escuto dizer que um estádio (grande e moderno) é a salvação dos clubes. Falavam da receita com bilheteria, da publicidade, da locação do espaço, das lojas e lanchonetes, do estacionamento, etc… Mas a realidade tem se mostrado bem mais dura. Não tanto por culpa da teoria ou dos estádios. O erro está na gestão dos mesmos. Fazem tudo errado. Querem ganhar muito em cima de poucos; assim como muitas empresas fazem. Acabam afastando os torcedores e perdendo faturamento. E vamos combinar, nenhum empresário vai pagar centenas de milhões pelos naming rights de um estádio que não lota nem na final. Ele não é louco. E louco mesmo é quem paga mil Reais pra ver uma partida de futebol.

Eu poderia citar inúmeros exemplos de clubes (grandes e médios) que administram (bem) e lucram com seus estádios. Faturam com os ingressos, com os sócios, com a venda de centenas de produtos, com patrocínio, com a venda de jogadores… Só aí chegam nas cotas de televisão e nas eventuais premiações de torneios. Aqui fazem o contrário. Talvez por isso estejam sempre quebrados.

Vocês certamente sabem que a população de Portugal é menor que a do Estado do Rio. Ou 1/3 da torcida do Flamengo ou Corinthians. Muito bem, o principal clube de lá é o Benfica. Tem mais de 200 mil sócios pagantes. O estádio da Luz vive lotado. E eles estão sempre contratando promessas da América do Sul, boa parte revendidas com grande lucro. O Anderson Talisca (comprado por 4 milhões de Euros) é o nome mais recente. Mas eu poderia citar o Di Maria, esse vocês conhecem. Assim como conhecem o Hulk e o Falcão Garcia, negociados pelo Porto por dezenas de milhões de Euros.

E antes que eu me esqueça: o Benfica tem menos torcedores que o Botafogo. E o Porto tem menos torcida que o Coritiba.

Sentiram vergonha comparando nossos clubes com os portugueses? Pois é. Eu tenho sentido muita vergonha ultimamente. Vergonha alheia!

Mas vai ficar pior. Tenho que falar daquele clube de Madri. O clube onde jogou o Zidane e onda joga o Cristiano. Bem, eles vão reformar o estádio Santiago Bernabéu. Vai custar mais de 400 milhões de Euros. Ou nada!!

Explico: o Real já vendeu o nome do novo Santiago Bernabéu para uma empresa petrolífera do “mundo árabe”. Serão 425 milhões de Euros, em 20 anos. E isso sem a ajuda do Andrés Sanchez.

O novo Bernabéu vai custar menos que o estádio Nacional de Brasília e só a venda do nome já paga a obra. Pronto, agora vocês podem sentir toda a vergonha que quiserem.

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PostHeaderIcon Resumão da NBA

A temporada da NBA começou no fim de outubro e já temos alguns destaques lá na terra do tio Sam:

O pior time da história?

0-14. Apenas 2 jogadores com mais de 2 anos de experiência na NBA. Diversos jogadores jamais draftados.

Esse é o Philadelphia 76ers, rumando a passos largos para bater as 18 derrotas seguidas em início de temporada dos NJ Nets e seus próprios recordes de 26 derrotas seguidas e de pior campanha da história da NBA, que aconteceu em 1973: 9-73.

A história é simples: a ideia é reconstruir a franquia a partir de escolhas de Draft. Então, quanto pior for a campanha, melhor as chances de conseguir no sorteio a escolha número 1.

76ers-ap

A questão é que a franquia saiu de uma semi-final de Conferência para ser o pior time da NBA em 3 anos. E com a desculpa de reconstruir com jogadores leais a franquia e a cidade, inúmeros bons jogadores foram simplesmente trocados por escolhas de Draft ou por outros jogadores jovens.

O elenco dos sixers tem 8 jogadores que recebem abaixo de 1 milhão de dólares. Tem vários jogadores jamais draftados. Apenas 2 acima de 26 anos sendo que um deles só poderá jogar em março.

O resultado disso é essa tragédia em quadra: uma equipe ridícula, que não faria frente nem mesmo as melhores equipes universitárias americanas.

Algumas franquias, para obter melhores escolhas no draft, param de jogar durante a temporada. Algumas até perdem jogos deliberadamente. Isso ocorre e é fruto desse sistema de draft. É inerente a ele e só mudará se ele for modificado.

Mas o que os Sixers estão fazendo atinge um novo patamar: a franquia foi deliberadamente montada para não vencer. O time não está perdendo por que quer. Está perdendo porque é simplesmente ruim demais.

E o mais grave: ser o pior time nem mesmo garante melhor escolha no draft. E pior ainda: a primeira (ou primeiras) escolhas do draft nem sempre se desenvolvem como o esperado.

Ou seja, essa tática nova e idiota da diretoria dos Sixers pode resultar em absolutamente nada a não ser vergonha.

Anthony Davis

A primeira escolha do Draft de 2012 está no melhor ano da sua carreira. É um dos cestinhas da liga, alternando com K.Bryant, está levando sua equipe nas costas e registra uma melhora em TODOS seus quesitos em relação a suas duas últimas temporadas. Está tendo hoje números de MVP.

Ele tem sido vital para o New Orleans Pelicans se manter numa briga árdua por uma vaga nos playoffs da Conferência Oeste. Suas atuações são dignas de nota. Muita gente espera muito de Davis, principalmente os Pelicans, que vão tentar construir sua marca em torno dele. E ele tem entregado. Seus dois primeiros anos foram ótimos para um calouro e ele estourou definitivamente nesse início de temporada.  É esperado que ele tenha números e atuações acima do normal, principalmente por estar em uma franquia sem grandes nomes. O duro é manter o nível de atuação em uma temporada longa e cansativa.

O que parece certo, entretanto, é que Davis foi uma excelente escolha e já está demonstrando o potencial que se esperava dele apenas em seu terceiro ano na Liga. Algo extraordinário para ele e para os Pelicans.

A questão é, com pouco auxílio e em uma franquia em um mercado menor, conseguirá Davis levar os Pelicans a algo mais que lutar por playoffs, que é exatamente o que a organização quer dele? Chris Paul se cansou de levar a franquia (Hornets ainda) nas costas e arrumou suas malinhas pra LA assim que pode.  O contrato de Davis segue até a próxima temporada, quando os Pelicans terão a preferência negociar antes com o atleta ou, eventualmente, deixar ele assinar com outra franquia e igualar a proposta. Será que Davis escolherá se manter fiel a sua franquia ou será seduzido por algum peixe grande de um grande centro?

Surpresas

OK, era esperado que o Toronto Raptors estaria na briga na Conferência Leste, mas com um recorde de 12-2 e liderando a mesma? E o que dizer de Washigton com uma campanha de 9-3 e em segundo lugar?

Outro time que está surpreendendo é o Sacramento Kings. Liderados pelo problemático mas ótimo DeMarcus Cousins e com auxílio de Rudy Gay, o time que estava ameaçado de deixar Sacramento num futuro próximo se vê em condição de lutar por uma improvável vaga nos playoffs. Outras surpresas são as excelentes campanhas de Memphis e Golden State, que lideram a Conferência.

Pelo lado negativo temos, mais uma vez, um ano fraquíssimo do NY Knicks. Os Lakers também estão fazendo muito feio, tendo encarado uma sequência vexatória de  0-6 pra começar a temporada.

Oklahoma em sérios problemas?

A situação é simples: a partir de hoje, 25/11, Oklahoma precisa de uma campanha de 47-20, aproximadamente, para se garantir nos playoffs. Ou seja, campanha de top 3 de Conferência, sem margem para erros.

A conta é simples. Ano passado Phoenix venceu 48 jogos e não foi para os playoffs. Com a ascenção de times como os Pelicans e os Kings, é de se esperar que essa marca permaneça por ai.

O Thunder, favorito desde que perdeu para o Heat em 2012, está sofrendo sem Kevin Durant. Mais ainda sem Russel Westbrook. Esse início ruim sem suas estrelas pode minar completamente as chances da equipe de participar da pós temporada ou obrigar os jogadores a jogarem como se fosse playoffs desde agora. E lá na frente isso pode custar caro contra times mais descansados.

Enquanto Westbrook tem retorno provável para essa semana ainda, Durant deve ficar de fora por mais alguns dias. Dias que podem selar o destino da franquia na temporada.

Derrick Rose: jogar ou não jogar, eis a questão.

Desde que foi eleito MVP em 2011 Derrick Rose mais assiste jogos do que participa. Foram 50 no total das 2 últimas temporadas.

Derrick-Rose-SuitAs seguidas lesões, graves e menores, tem deixado todos apreensivos. O seu retorno tão aguardado ocorreu aos poucos. E ai ele se machucou de novo. E voltou. E Machucou de novo.

É triste ver um talento tão grande perdendo a batalha para seu corpo. Os Bulls estão com uma escolha complicada: por Rose em quadra e tentar dar ritmo a ele para tentar acabar com as lesões ou continuar no esquema atual, joga um, avalia, descansa, joga outro, descansa…

A paciência do excelente técnico Tom Thibodeau parece estar chegando ao fim. A da torcida nem tanto. Os Bulls estão indo relativamente bem na apagada Conferência Leste.

Os Bulls são um time normal sem Rose. Mas basta adicionar o Rose MVP na fórmula e teremos o franco favorito a Conferência Leste.

Heat e Cavaliers

A comparação seria inevitável. Ambos estão flutuando na zona de playoffs. O Heat descobriu em Cris Bosh o jogador em quem confiar. E ele está conseguindo corresponder. Ainda mais com DWade sempre machucado. Não espere o Heat campeão da Conferência, mas eles tem tudo para desempenharem um papel digno.

Enquanto isso em Ohio, o Cavaliers vai tropeçado, reclamando, se ajustando….LeBron prometeu não carregar o time. E eles foram muito mal. Quando ele assume a responsabilidade o time é outro. A questão é que ele não parece disposto a fazer isso todo dia mais. Isso cansa e ele não é mais nenhum menino. São poucos jogos ainda na temporada mas já surgiram duras críticas a falta de elenco da franquia e a capacidade de Love e Irving de trabalharem com LeBron. Temos que dar mais tempo para as coisas se ajustarem, algumas peças serem trocadas no elenco e, lá pro meio da temporada, poderemos ter uma ideia melhor desse Cavaliers 2015.

Hoje não se parece em nada com um time vencedor.

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PostHeaderIcon Ô Trem BicampeÃO

Esta coluna poderia ter sido escrita na quinta, após a vitória da Raposa sobre o Grêmio. Ou até antes, se eu fosse mais intempestivo. Mas sou meio mineiro e preferi aguardar o apito final. E agora tá tudo azul. Dois anos em azul. Merecidamente! Não há nada a contestar.

Ninguém duvidava que o Cruzeiro viria forte na disputa pelo bi (e 4º título brasileiro). Mas eu pensava que seria um pouco mais difícil. Acontece que os adversários mais diretos tropeçaram demais. E o São Paulo acordou tarde. Ou melhor, demorou para fechar um elenco em condições de duelar com o Trem Azul. A gordura acumulada no 1º turno foi fundamental pro Cruzeiro se sustentar após uma ou outra instabilidade. Instabilidade que, vamos combinar, é totalmente normal. Até o Bayern, ou Barça de alguns anos, passam por momentos ruins.
cruzeiro campeão
O mais importante nessa conquista cruzeirense é que ela foi fruto de vários acertos. Começando pela direção, passando pelo comando técnico e chegando nos jogadores. Não foi casual, passional ou em decorrência de influência externa (arbitragem). Fatos que já aconteceram em outros Brasileirões. Mas o Cruzeiro se planejou (após um enorme susto em 2011 e um desempenho mediano em 2012) e executou rigidamente seu plano. Parece trivial, mas a correta montagem do elenco, a manutenção do técnico Marcelo de Oliveira, a boa estrutura do clube e os salários em dia fizeram a diferença. Que outros clubes aprendam. Resta esperar que o Cruzeiro não se desmonte em 15.

O Atlético também pode ter um ano positivo. Basta confirmar o título da Copa do Brasil. Mas o Kalil deve ter mais seriedade no trato da dívida do Galo. E não colocar certos jogadores acima do clube. Só assim, com mais ação e menos bravatas, poderá se equiparar com o rival mineiro.

O São Paulo, depois de um 2013 terrível, conseguiu sair do poço. Está no meio do caminho. Precisa de contratações pontuais pro próximo ano. As carências do time são conhecidas. Não precisam fazer pirotecnia ou trazer figurões. Devem montar um elenco mais homogêneo e com um banco mais qualificado.

* * * * *

Na parte da “confusão”… O Botafogo foi rebaixado de forma vergonhosa. Talvez tenha tido o pior ano de sua história. E tudo indica que o próximo ano será de muito sofrimento. O Palmeiras, que flerta apaixonadamente com o rebaixamento, é outro que precisa mudar muito em sua gestão. Mas este assunto fica pra outra ocasião. Eles, junto com o Vasco, que sofreu pra subir, vivem um momento crítico. E precisam de mudanças drásticas.

O Flamengo, que já iniciou um processo de ajuste, o Flu e o Santos também devem ficar alertas. 2015 não será fácil. Começando pelo lado financeiro destes clubes.

* * * * *

Reconheço o bom momento dos clubes mineiros. E os parabenizo. Mas uma boa parte da torcida mineira precisa mudar sua mentalidade provinciana. Chega desse papo de serem coitadinhos e perseguidos pelo “eixo”. Isso só diminui seus clubes. O Galo e a Raposa não precisam de mimimi pra serem grandes e conquistarem títulos importantes. O mesmo se aplica aos dirigentes destes clubes. Essa briguinha besta por ingressos nas finais da Copa do Brasil é coisa de timeco. Isso só prejudica o futebol mineiro. Deu pra entender?

* * * * *

A final da Série C nunca será um evento grandioso, que mobiliza multidões. OK! Mas não precisavam avacalhar tanto. A transmissão do jogo entre Paysandu e Macaé foi pavorosa. Era quase impossível enxergar, pela câmera muito distante, o que acontecia em campo. E os dois clubes ainda fizeram o favor de usar uniformes quase idênticos, em azul claro e branco.
Poxa, será que eu tô pedindo muito???

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PostHeaderIcon Assuntos Chatos, Problemas Esquecidos

Existem assuntos que, de tão falados, tão aumentados em sua presença e espaço na mídia, tornam-se chatos e repetitivos. O pior é que na maioria das vezes eles encobrem outros temas muito mais importantes que deveriam ser discutidos, mas que ficam em segundo plano. No atual momento do nosso futebol estamos vivendo alguns desses exemplos. Vou citar dois para não fazer um texto tão extenso e igualmente repetitivo.

A final da Copa do Brasil tinha tudo para ser um espetáculo muito interessante e bonito com as festas das torcidas de Cruzeiro e Atlético/MG. Porém virou uma disputa entre dois cartolas querendo ver qual dos dois é mais “esperto” na busca de alguma vantagem na distribuição dos ingressos de visitantes. Chega a ser um acinte vermos a inflação pela qual passou o preço dos bilhetes, chegando ao absurdo valor de R$1000 para os atleticanos que queiram ir ao Mineirão assistir ao segundo jogo da decisão.

O pior de tudo é que a falta de um plano real de segurança para que os torcedores cheguem em paz aos estádios, não só em Minas Gerais, é algo completamente utópico em nosso país. Nada disso foi lembrado em campanhas políticas recentes e não existe, pelo visto, interesse para que isso ocorra de fato. Chegamos ao ponto de acharmos normal clássicos com torcida única, sendo que ninguém cogitou uma divisão de 60% x 40% entre mandante e visitante, o que acho mais justo. rivalidade dirigentes bola parada

Também a maioria das pessoas acha normal as restrições impostas pelo conluio entre os marginais travestidos de torcedores “organizados” com esses mesmos dirigentes, que acabam se tornando estrelas, por aparecerem mais do que o necessário na mídia. Não por acaso, os dois dirigentes dos clubes mineiros se lançaram na política (Kalil desistiu antes da eleição e Gilvan não foi eleito). O pior é vermos os chamados “torcedores de dirigentes”, pessoas que chegam a discutir querendo provar que seu cartola é “menos ruim” do que o do rival.

Sendo assim, vão existir pessoas que pagarão felizes os R$1000 de ingresso. E muitos que não forem ao Mineirão tratarão de fazer arruaça pelas ruas (e aí falo de torcedores dos dois lados, não existem clubes isentos desses “santinhos” que querem causar confusão). E depois ainda têm gente que pergunta porque os torcedores de bem se afastam dos estádios…

*****

Mudando de tema, mas continuando em um assunto chato. O caso da faixa de capitão da Seleção Brasileira. O papel do capitão aqui no Brasil, na maioria dos clubes, é mais simbólico do que verdadeiramente efetivo. Muitos apenas servem para tirar o cara ou coroa. Em termos de Seleção Brasileira, se olharmos para o passado, vemos que quem carregava a faixa, nem sempre era o líder, de fato, do time. Mesmo o atual treinador Dunga, em 1994, era a terceira opção para ser o capitão da equipe que foi campeã nos EUA. Ricardo Gomes (cortado antes da Copa) e Raí (que acabou indo para o banco no decorrer da competição) eram os primeiros escolhidos por Parreira. Não que Dunga não exercesse papel de liderança, mas certamente houve uma supervalorização do seu papel como líder PRINCIPAL daquele grupo.

Agora vemos o lenga-lenga com Thiago Silva, chateado por não ser mais o capitão da Seleção. Primeiro que ele nem poderia ter sido capitão nos primeiros jogos da nova “Era Dunga”, já que ele nem foi convocado. Isso por si só já deixa a “polêmica” com ares de coisa ridícula. Assim como ridícula foi a entrevista de Thiago. Um jogador experiente como ele não deveria se prestar a isso, mostrando um egoísmo e até mesmo uma falta de inteligência, ao aumentar um assunto que não precisava ser discutido agora, muito menos de forma pública. neymar thiago silva bola parada

Com isso a posição de Neymar, como líder técnico e grande nome dessa geração ficou fortalecida. Ao contrário Thiago Silva, que é um zagueiro de alto nível, que em condições físicas normais deve ser o titular do time (a meu ver junto de Miranda), fica com a pecha de birrento e cara que não ajuda o grupo.

Mas o pior não é apenas o jogador e principalmente a mídia (que adora viver de discussões muitas vezes vazias) passarem praticamente três dias falando quase que somente desse assunto. É o fato do futebol brasileiro não ser mais discutido como jogo em si. Praticamente não se fala do jogo, quase não existe análise tática séria. Sempre existe algo que supera isso e se busca apenas a polêmica, o escândalo, ou o ângulo “engraçadinho” em alguma “reportagem”…Por exemplo no caso da atual Seleção, pouco se fala do time de Dunga insistir num jogo eficiente, mas que mostra poucas saídas pelo meio campo, com a escalação de jogadores que pensam pouco a partida, com exceção de Oscar. Problema aliás que vem de longe.

Pretendo voltar mais para frente neste tema, desse clima de que “o jogo é apenas um detalhe”. Enquanto isso, pretendo fugir de alguns desses “assuntos da moda”, que são usados muitas vezes para esconder os verdadeiros temas que não são discutidos a sério em nosso futebol.

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PostHeaderIcon Detalhes que Decidem um Campeonato

Seria um absurdo da minha parte dizer que o possível título brasileiro do Cruzeiro é injusto. O time mineiro é líder desde a sexta rodada, têm um elenco bem completo e homogêneo. O clube, depois de sofrer em 2011 e 2012 com campanhas medíocres, se planejou bem para os Brasileirões seguintes com uma competente comissão técnica e um bom corpo diretivo. Porém a disputa final, principalmente contra o São Paulo, poderia estar mais apertada. são paulo internacional gol impedido bola parada

O gol em impedimento do Internacional no jogo adiantado da 35ª rodada prejudicou muito o Tricolor. O erro em si foi absurdo, mas o pior é que não chega a ser uma surpresa, vindo de quem veio. Heber Roberto Lopes é figura conhecida em querer aparecer e atrapalhar jogos, (e na maioria das vezes conseguir o seu intento). Tanto atrapalhou o jogo, que o Inter também teve motivos de reclamar da arbitragem, com uma expulsão exagerada do lateral Fabrício no fim da partida. No caso do gol, ressalto que o erro foi dele, pois foi consultar o bandeirinha que não marcou a posição avançada de três (!!!) jogadores colorados e preferiu manter o equívoco.

Não digo que o São Paulo está quase perdendo o título apenas por isso. O Tricolor demorou a acertar a equipe com as novas contratações de Alan Kardec, Pato e Michel Bastos, além dos retornos de Rafael Tolói e Kaká. Ainda por cima o time, já com os novos reforços, não conseguiu fazer um gol sequer na Chapecoense, nos dois turnos, só para citar um exemplo de tropeços que comprometeram o time paulista no torneio. Reafirmo assim que o Cruzeiro foi mais constante durante o campeonato e, caso venha a conquistar mesmo o título, será valorizado por sua maior regularidade. Mas fico pensando se o erro contra o São Paulo tivesse acontecido contra o Cruzeiro. Provavelmente teríamos tido até passeata em Belo Horizonte contra o “eixo do mal” (já falei a respeito disso NESTE texto…).

*****

grêmio luan barcos bola paradaPenso que o Cruzeiro terá dificuldades em vencer o Grêmio em Porto Alegre na próxima quinta. O time gaúcho não tem extrema qualidade técnica, mas conseguiu se ajeitar jogando com força defensiva e com velocidade. Marcelo Grohe no gol, além de Dudu e Luan no ataque vem dando bastante força ao time de Felipão, além claro da presença do artilheiro Barcos.

O Inter e o Corinthians farão possivelmente um duelo pelo quarto lugar do Brasileiro, o que pode ou não dar vaga na Libertadores, dependendo do que o São Paulo fará na Sul-Americana. Pelo que as duas equipes investiram antes do torneio é pouco. Poderiam estar brigando mais forte pelo título, mas erraram demais em alguns nomes e sofreram com um certo mal estar entre seus treinadores (Abel e Mano) e parte do elenco e mesmo pelo desgaste de serem nomes já conhecidos e repetidos em seus clubes.

O Atlético/MG fez ótimo segundo turno, mas pode correr um risco enorme de ficar sem nada. O empate contra o Figueirense em casa o fez se afastar do G4 e, caso não consiga se recuperar no jogo contra o Flamengo, também em casa (tabelas mal feitas com sequências de jogos em casa ou fora sempre aparecem…) pode se complicar ainda mais. Está bem encaminhado para o título da Copa do Brasil, mas se tomar uma virada no jogo de volta…

Não coloco o Fluminense nessa briga. É um time que parece viver um certo clima de fim de festa, com a diminuição de investimentos da Unimed. Alguns jogadores mostram desinteresse e o time é muito irregular. O trabalho do Cristóvão não foi suficiente para sustentar a falta de um jogador mais rápido no ataque e a instabilidade da defesa.

*****

Na parte de baixo da tabela creio que Bahia e Criciúma tiveram os seus destinos selados neste fim de semana. As derrotas em casa para Corinthians e Grêmio respectivamente definiram para mim os dois primeiros rebaixados. O Botafogo está muito próximo de ser o próximo, mas ainda têm dois confrontos contra times que podem cair, Figueirense e Chapecoense. Ou seja, ainda está com chance de se salvar dependendo de suas forças. Porém, um clube com tantos problemas internos durante o ano terá força para conseguir essas vitórias? Complicado… botafogo chapecoense bola parada

O Palmeiras também tem esses problemas e tem um elenco muito limitado, que voltou a sofrer a ameaça de queda após as últimas duas derrotas. Porém tem um jogo na estreia de seu novo estádio contra o já praticamente salvo Sport. É vencer e se tranquilizar (ao menos um pouco…). Com isso a Chapecoense passa a ser a bola da vez, depois de perder em casa para o Vitória, que agora joga um confronto direto contra o Coritiba. Esses três clubes podem ajudar a salvar Palmeiras e Botafogo, mas pelo visto para o time carioca, essa “ajuda” pode ter chegado um pouco tarde…

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PostHeaderIcon Clássicos de Maior Rivalidade do Futebol Mundial

rivalidades do futebolTemos uma nova Lista de 11. E esta é com os clássicos de maior rivalidade no futebol mundial. Notem que nossa lista foca na rivalidade, não na importância, história, ou grandeza dos clubes. Muitos dos clássicos que listamos (eu e o Alexandre) têm a rivalidade aumentada por divergências políticas, religiosas e sociais. E o futebol acaba retratando estes conflitos.

Vejam a nossa lista (sem ordem de relevância) e digam se concordam, “disconcordam”, ou se acrescentariam um outro clássico com grande rivalidade.

  • 1 – Real Madrid x Barcelona (Maior clássico em termos de repercussão e com muita rivalidade regional).
  • 2 – Rangers x Celtic (Apesar do primeiro estar em divisões menores da Escócia, é um jogo que envolve rivalidade religiosa e divide o país).
  • 3 – Boca Juniors x River Plate (O jogo que define o futebol argentino).
  • 4 – Roma x Lazio (Clima de rivalidade política que divide a capital italiana).
  • 5 – Manchester United x Liverpool (Cidades próximas na Inglaterra e os dois times que mais venceram títulos nacionais).
  • 6 – Grêmio x Internacional (Maior caso de ódio entre dois times no Brasil, divide um estado).
  • 7 – Fenerbahce x Galatasaray (Clássico turco muito violento, dentro e fora de campo).
  • 8 – Nacional x Peñarol (Os dois gigantes do Uruguai, fazem um clássico forte mesmo em um mau momento do futebol local).
  • 9 – Inter x Juventus (Poderia ser Milan x Inter, mas os dois times se odeiam muito e possuem as maiores torcidas da Itália).
  • 10 – Estrela Vermelha x Partizan (Grande rivalidade no futebol e na política da Sérvia).
  • 11 – Bayern de Munique x Borussia x Dortmund (rivalidade mais recente, mas de dois times que se detestam na Alemanha).
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