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Archive for May, 2014

PostHeaderIcon Palhaçada Institucionalizada

Entre 1995 e 2008 a antiga MTV (não a atual que só é exibida na TV por assinatura e até agora não disse a que veio) exibiu em sua programação o Rock e Gol. Era um torneio de bandas e músicos que exibiam principalmente a sua falta de habilidade com a bola nos pés, produzindo assim jogadas bizarras e lances hilários. Na narração estavam os humoristas de rádio Marco Bianchi e Paulo Bonfá que travavam na maioria das vezes diálogos incríveis e muito engraçados sobre as patacoadas que víamos dentro de campo.

Nas noites de domingo a dupla apresentava uma “mesa quadrada”, o Rock Gol de Domingo (que por um ano foi o Rock Gol de Segunda) que claramente satirizava os debates ditos sérios sobre futebol nacional. Mal sabiam eles que cada vez mais estes mesmos programas ridicularizados anos atrás, não só os de domingo, acabariam se parecendo cada vez mais com esquetes humorísticos, como eu lembrei AQUI e como bem reforçou o Marco neste TEXTO . Agora embalado na onda do já infelizmente consagrado jornalismo engraçadinho, o FOX Sports deve colocar justamente Paulo Bonfá para narrar (ou apresentar) alguns jogos da Copa de maneira descontraída no seu segundo canal. paulo bonfá fox sports bola parada

Deixo bem claro que gosto do trabalho do Bonfá. Acho um cara inteligente, com bom raciocínio e que fez algo engraçado em nossa TV. Até outro dia mesmo sugeri, conversando com o Marco, que o Rock e Gol voltasse em algum canal, mesmo que fosse de esporte. Se é para fazer palhaçada com o tema, que fosse feita por alguém do ramo, não por jornalistas que tentam ser engraçadinhos, mas sem conseguir sucesso nesse objetivo.

O problema é quando a ideia de entretenimento se sobrepõe à ideia de informação. Acho que a transmissão das partidas é um momento em que se deve, claro, buscar a emoção do momento, mas deve-se priorizar a informação. Transformar um jogo numa comédia, dentro de sua própria realização é um pouco demais nesse caminho de transformar o jornalismo numa grande piada.

*****

Assim sendo cada vez mais esse caminho é percorrido de forma bem clara pela maioria dos profissionais. Na busca de audiência fácil ou mesmo na tentativa de se mostrar ser um “cara legal”, o jornalista muitas vezes esquece sua função e tenta se passar como tiete dos jogadores dos quais deveria ter uma relação mais profissional. A “entrevista” do lateral esquerdo Marcelo da Seleção Brasileira é um exemplo disso. Uma sessão de oba-oba, risos e poucas perguntas relevantes sobre o Mundial. O mais provável é que a imprensa vá na onda e se divida no papel de torcer pelo Brasil na Copa e tente tirar declarações risonhas dos jogadores. Depois, se a Seleção for eliminada, todo mundo, mesmo aqueles que não o fizeram antes, vai tentar criticar, mas aí já será tarde para tentar questionar e ser mais crítico. (NOTA DO EDITOR: Eu vi que tivemos uma pergunta da qual o Marcelo não gostou sobre o fato de não termos mais brasileiros protagonistas no futebol internacional atualmente, mas apenas foi uma exceção que confirmou outras regras: a de que jogador brasileiro se acha melhor do que muitas vezes é de verdade e não gosta muito de receber críticas)

*****

Na TV aberta além do já tradicional ufanismo e baixo nível de muitas análises, com a saída do Mauro Betting que foi para a FOX, não teremos nenhum jornalista comentando os jogos, apenas ex-jogadores. O Sportv também encheu sua equipe de ex-atletas e mesmo a ESPN, que antes era contrária a essa prática, deve ter muitos analistas internacionais. No caso da ESPN ainda não deu para entender a função deles, teremos de esperar para ver durante a Copa, mas já acho de antemão um exagero de pessoal, sendo que alguns não parecem ter muita qualidade para serem comentaristas.

Não vou falar individualmente de alguém neste momento, mas o que fica claro é que cada vez mais ser jornalista esportivo é uma profissão próxima do descartável. A pessoa que se dedica, estuda e se informa na grande maioria das vezes é escanteado para dar lugar a alguém mais famoso, mesmo que este alguém não tenha capacidade para a função.
Talvez parte do público não se importe com isso e até goste de fanfarronices, mas para quem gosta de alguma análise mais aprofundada sobre o futebol, a TV brasileira fica devendo cada vez mais.

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Deixo como registro um vídeo antigo do Rock Gol de Domingo, talvez um prenúncio do que podem virar nossas mesas bizarras sobre futebol, mas sem gente de talento de verdade para ser engraçada.

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PostHeaderIcon Profissionalismo Pra Brasileiro Ver

O pessoal do futebol, assim como o resto da sociedade, passou a repetir alguns mantras sem sentido; ou sem conexão com os fatos. Gestão, marketing, profissionalismo são algumas das palavras inseridas em discursos de gaveta. Basta o sujeito inserir uma das palavras em 3 ou 4 frases para parecer conhecedor ou praticante do assunto. Mas não é bem assim que a realidade funciona.

Todos nós, em milhares de ocasiões, ouvimos atletas reclamando seus direitos (com razão) e lembrando que são profissionais e devem ser tratados como tal. Concordo. Mas o profissional não tem só direitos, tem deveres a cumprir. E raramente alguém lembra dos deveres. Ainda mais com o exagerado paternalismo com que os dirigentes, imprensa e torcedores tratam os “profissionais” da bola.
jogador
Na rodada passada tivemos 2 péssimos exemplos de profissionais da boca pra fora: Cícero e Fernandinho (do Atlético MG). Ambos com contrato em vigor; se bem que o do Fernandinho acabou sendo suspenso pelo clube. E os dois evitando jogar com a justificativa que assim teriam o mercado nacional fechado. No caso do Cícero, que tem contrato até o final do ano com o Santos, isso nem faz sentido. Ainda mais quando deseja rasurar o contrato assinado e conseguir um aumento salarial. O motivo é que está jogando bem. Mas… E se estivesse jogando mal, pediria pro clube reduzir seu salário? É improvável.

Citei os dois jogadores acima por serem casos recentes e absurdos. Mas o nosso futebol está cheio de exemplos de péssimos profissionais. São jogadores que simulam lesões, que forçam cartões, que faltam aos treinos, que têm vida desregrada, que boicotam o técnico, que descumprem ordens e que pleiteiam aumento salarial com contrato vigente. Talvez isso explique, em parte, o receio de clubes europeus na hora de contratar um jogador brasileiro. Lá não se tolera esse tipo de conduta. Muito menos o jogador assinar um contrato, passar 2 meses e já reclamar, com saudade da comidinha da mamãe.

O mais grave de tudo é a conivência dos clubes com tais atitudes. É muito raro ver um jogador punido, multado ou com o contrato rescindido. Mas eu, se fosse dirigente esportivo, faria tudo isso. E, em casos extremos, processaria o jogador por prejuízo técnico e financeiro. De maus profissionais, quero muita distância. E contrato foi feito para ser cumprido, pelos clubes e pelos atletas.

* * * * *

Depois de um razoável período longe das provas de automobilismo, assisti o GP de Mônaco. Ao contrário do habitual, até que a corrida foi movimentada. Mas só do 4º lugar pra trás. As Mercedes não foram incomodadas, assim com ocorreu nas corridas anteriores. A única dúvida é se o vencedor será o Nico ou o Lewis. RBR, Ferrari e Mclaren estão um degrau abaixo. E mesmo que melhorem, especialmente a RBR, não creio que tirem a vantagem da Mercedes. Assim sendo, continuamos com a Fórmula 1 dominada por uma só equipe. E este não é o melhor dos cenários.

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PostHeaderIcon O Campeão Real

Aos 35 minutos do segundo tempo, o volante Gabi do Atlético de Madrid cai ao sofrer uma falta simples e fica um bom tempo caído. Ao mesmo instante o lateral-esquerdo Filipe Luis também cai ao perceber que será substituído. Com essas ações o time de Diego Simeone “ganha” 2 ou 3 minutos. Mas esses minutos seriam fundamentais para que o Real Madrid tivesse tempo nos descontos para conseguir o empate em um jogo complicado na final da Champions League.

O 4X1 final não diz o que foi a partida. O Atlético de Madrid foi mais organizado e melhor em campo até, pelo menos, aos 15 minutos da segunda etapa do tempo normal. Mas não só pelas mexidas de Carlo Ancelotti, colocando Isco e Marcelo em campo, é que o time “merengue” venceu. O melhor preparo físico e, principalmente, a maior qualidade técnica fizeram a diferença no fim das contas. real madrid champions league 2014 bola parada

Claro que um time que vence nos descontos não deu um show de bola, mas de modo geral este Real Madrid foi bastante seguro durante sua campanha na competição. Com a saída do Ozil, Ancelotti conseguiu remontar o time com a presença de Modric e Di Maria batalhando no meio campo. O croata não foi tão bem na final, mas o argentino consagrou sua grande temporada fazendo uma grande partida. Com esses 2 garantindo a saída de bola (sem se esquecer da importantíssima presença do Xabi Alonso na proteção da zaga) Bale e Cristiano Ronaldo tiveram a liberdade de brilhar no ataque. Com isso fica claro que Ancelotti é um treinador de muitos recursos, ao conseguir vencer vários títulos armando suas equipes de formas distintas. Além disso ele conseguiu pacificar um grupo que vivia momentos de tensão com o comando de José Mourinho.

Não condeno o Atlético de Madrid por jogar mais defensivamente. Cada um luta com as armas que possui e nesse sentido o trabalho dos jogadores e do Simeone foi sensacional. Só penso que para a temporada 2014/2015, o time precisa pensar em outras formas de atuar e principalmente trazer jogadores para ter mais opções, até mesmo físicas, para poder continuar triunfando. O fato de atuar quase sempre com o mesmo time certamente pesou na hora da prorrogação.

De toda maneira o título fica em boas mãos, com um time que atuou buscando sempre o gol, de forma eficiente e de qualidade.

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PostHeaderIcon O Imediatismo no Banco

Após muitos rumores o Barcelona confirmou a demissão do treinador argentino Gerardo “Tata” Martino. Depois de uma temporada com apenas o título da Supercopa Espanhola contra o Atlético de Madrid, isso já no longínquo agosto do ano passado, o time catalão resolveu rescindir o contrato de 2 anos com o ex-treinador do Newell’s e da Seleção Paraguaia e contratar o seu ex-meio campista Luis Enrique que treinava o Celta de Vigo.

Sobre a troca de treinador em si, acho que é uma decisão compreensível devido à falta de resultados na temporada, mas temos de lembrar que Martino não treinou o SEU time, com suas próprias indicações e novas contratações. Ele herdou o trabalho que vem desde a época de Guardiola e que já dá evidentes sinais de desgaste pelo tempo. moyes martino bola parada

Com isso fica claro que a história de copiar a Europa e dizer que “lá dão tempo para o treinador trabalhar” fica cada vez mais no passado. Com cada vez mais donos endinheirados tomando conta de clubes do Velho Continente, fica bem complicado temporada após temporada vermos trabalhos verdadeiramente de longo prazo. Temos poucos exemplos como nos casos de Antonio Conte na Juventus e de Jurgen Klopp no Borussia Dortmund, que caminham para a quarta e quinta temporadas, respectivamente, em suas equipes. Mas eles só permanecem até hoje em seus cargos pois já começaram vencendo em times que vinham de períodos de baixa. Caso não conquistassem títulos em âmbito local provavelmente já teriam sido trocados, como aconteceu com David Moyes no Manchester United. Outro exemplo de trabalho de continuidade é o de Arsene Wenger no Arsenal, mas este é um caso à parte, do qual já falei nesse TEXTO. É algo que pertence à outra época do futebol, pois penso que será raro vermos alguém ficar tanto tempo em um mesmo time de forma contínua. luis enrique guardiola bola parada

No caso específico do Barcelona ainda existe a vontade de se remontar à chamada cultura “da casa” com o já mitológico “tiki-taka”, jogo que privilegia a troca de passes, ofensividade e a intensa movimentação. Os problemas para que isso aconteça, porém, são bem visíveis. Manter um mesmo estilo de jogo e tentar prolongá-lo num futebol de mudanças constantes, como ocorre nos dias de hoje, é algo bem arriscado. Ainda mais se isso for tentado sem a contratação de alguns reforços. O time catalão precisa, e não é de hoje, de um grande zagueiro, um volante de força física e pelo menos mais um grande centroavante. Além disso Luis Enrique, pelo menos até agora, não se provou como grande treinador, pois fez trabalhos apenas medianos na Roma e no Celta. Sendo assim é difícil cravar hoje se a troca barcelonista fará sucesso.

Pelo visto o futebol brasileiro conseguiu exportar a cultura imediatista de trocar treinadores. Por linhas tortas e razões diversas o que era visto como especialidade do nosso futebol se tornou algo corriqueiro no “sempre organizado” futebol europeu. Penso que o trabalho a longo prazo deve ser valorizado e não é porque virou moda trocar de treinador que isso deva ser visto como normal. Mas ao que tudo indica o imediatismo virou norma na hora de se avaliar o trabalho dos “professores”. Só falta agora a mídia europeia endeusar um interino quando ele ganhar duas ou três partidas, como agora acontece por aqui com Alberto Valentim, que ocupa o cargo de forma (até agora) passageira no Palmeiras. Mas isso é assunto para quando falarmos do Brasileirão…

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PostHeaderIcon O Futebol Politizado

A coluna de hoje vai unir dois assuntos aparentemente desconexos. O primeiro foi o encontro entre a presidente da República Bolivariana do Brasil, Dilma, e a imprensa esportiva. A mandatária do país deseja o apoio da imprensa boleira na catequese dos índios modernos. Os comentaristas e apresentadores devem recomendar aos nativos que se comportem de maneira ordeira enquanto a FIFA realiza sua Copa e ganha alguns bilhões. Ou, se possível, que os nativos desfilem pelas ruas, tomados de euforia e alegria após as vitórias da seleção, para que os turistas tenham uma imagem positiva do Brazil.

Muito bem. Não bastam os programas e vídeos promocionais que a FIFA divulga nas emissoras que vão transmitir a Copa. Nem as dezenas de campanhas de propaganda das empresas privadas. Nem a campanha do gobierno federal, que usa ex-jogadores para reforçar o bordão da “maior Copa de todos os tempos”. Nem o tradicional apoio e subserviência da grande mídia. Nem a claque contratada para agir na internet influenciando a opinião dos desavisados. Tudo isso é pouco pra presidente. Os nativos estão descontentes com a corrupção, superfaturamento e as obras que ficaram no papel. Resta pedir a ajuda dos universitários, apresentadores, comentaristas e animadores de torcida.
dilma e imprensa esportiva

Sinceramente não entendi esse pedido da governante (ou governanta). É uma redundância. Nossa imprensa já edita a realidade, de acordo com a conveniência do momento. Até hoje vejo gente lembrando do uso político que a ditadura fez do futebol e dos estádios (modestíssimos diante do padrão FIFA) que os governadores espalharam pelo Norte e Nordeste. Sem falar no Brasileirão com 100 clubes, pra agradar eleitores dessas mesmas regiões. Pois agora, com os governantes formados em Cuba, temos um cenário muito pior. O esporte virou arma eleitoral. Criaram a Timemania, as leis de “incentivo” ao esporte olímpico, trouxeram a Copa, trouxeram a Olimpíada, usaram o dinheiro público pra pagar a gastança e ainda desejam aprovar o projeto que cria um fundo pros clubes devedores pagarem seus débitos. E vem mais por aí. (Falo disso mais abaixo).

* * * * *

Casualmente, nesta semana, recebemos um email de uma pessoa que desejava falar com o Alexandre. E esse é o segundo assunto; que se une ao primeiro. O motivo do contato foram dois textos do Alexandre, onde ele falava sobre (a falta de) transmissões esportivas em certas emissoras e o mau uso de direitos de transmissão. A pessoa desejava o apoio à um projeto de lei que libera para a TV pública (TV Brasil) os direitos de transmissão de eventos esportivos que sejam desprezados pelas redes abertas, mesmo passando nos canais pagos. O intuito deste projeto é massificar o esporte olímpico.

Lá e cá, o objetivo é usar os “formadores de opinião” para conduzir o gado até o estábulo. Não que o Bola Parada tenha 0,01% da influência das emissoras, jornais ou portais. Mas a tática é a mesma, e isso precisa ser bem compreendido.

Nem é preciso fazer uma análise profunda para destrinchar este projeto magnânimo. Está evidente que miram na mídia, alvo constante dos gobiernos autoritários. O esporte é apenas um pretexto. Só um tolo para acreditar que a transmissão na TV Brasil irá massificar o judô, handebol ou natação. É uma piada! Mas, mesmo que influencie alguns milhares de jovens, o que adianta? Onde estes jovens irão praticar estas modalidades? Vocês conhecem algum parque esportivo perto de onde moram? Algum ginásio ou piscina? No Estado onde moro isso é quase inexistente. Pelo menos em estruturas públicas e gratuitas, com professores de educação física e algum suporte. E olha que o Estado não é dos mais pobres do Brasil.

Também não vejo o poder público interessado em promover o esporte olímpico em universidades. Nem preocupado com os atletas que sofrem com a falta de estruturas dos clubes de esportes amadores. A maior preocupação é com as transmissões da televisão. Não é muito curioso??

* * * * *

Agora tem o “vem mais por aí” que mencionei antes. Falo de um outro projeto de lei, que está sendo articulado por algumas mentes brilhantes. Este projeto pretende liberar os sites de apostas online no país. Aqueles sites que aparecem aos montes em camisas de clubes e placas em estádios. A justificativa é que parte desse dinheiro pode ir para os nossos falidos clubes. Digamos que é uma Timemania 2.0. Ou o RouboOnline 3.0.

Já vi esse filme. E sei como vai terminar.

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PostHeaderIcon Sem Crise, Mas é Hora de Pensar

Após 23 anos não teremos clubes brasileiros disputando a fase semifinal da Taça Libertadores da América. Com a eliminação do Cruzeiro contra o San Lorenzo na última quarta feira (14/5), já vimos e ouvimos várias teorias sobre o tema.

O mais engraçado a respeito disso é que muitos que sempre gostam de exaltar de forma exagerada o futebol brasileiro, agora veem algo muito claro: O nível do jogo disputado por aqui não está no melhor patamar.

Ao dizer isso não digo que estamos numa crise irremediável, até porque os clubes nacionais venceram as últimas 4 edições da competição continental. Mas o fato é que, primeiramente, as pessoas têm de saber que não são apenas os argentinos (especialmente o Boca Juniors) que podem nos tirar os títulos de campeões da América. Os clubes dos outros países evoluíram no sentido de não tentarem apenas intimidar os brasileiros com antijogo. O mais incrível é que, muitas vezes, os times nacionais se perdem sozinhos numa “pseudo-catimba imaginária”. Basta ver o nervosismo que acomete os times brasileiros quando levam um gol nessas partidas. A obsessão pela Libertadores às vezes é nociva. cruzeiro libertadores bola parada

Some-se a isso o fato dos principais jogadores do país saírem cedo (mesmo com a diferença absurda de dinheiro recebido dos times brasileiros em relação aos adversários sul-americanos). Além disso o fator principal para mim são as estratégias de jogo dos times nacionais que, em muitos casos, se resumem à “bola no craque para ele resolver” ou então pressão, bola alta e nada mais. Os times brasileiros se perdem numa marcação mais eficiente e, sim, num bom toque que alguns adversários conseguem impor, mesmo quando jogam no Brasil.

Não é clima de “terra arrasada”, mas já passou da hora dos brasileiros (técnicos, jogadores e imprensa) reverem alguns conceitos e não achar que vão ganhar tudo de véspera. Enquanto isso veremos um campeão inédito na Libertadores. Pelo que jogaram até agora, San Lorenzo e Defensor serão dignos representantes desse título, caso um deles o vença.

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