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Archive for March, 2014

PostHeaderIcon Vingança na Fórmula 1! (Ou como o ufanismo é burro)

Mudo um pouco o foco do Bola Parada nesta coluna para dar uma breve passada na Fórmula 1. Mas não vou fazer uma análise técnica da atual temporada (fica talvez para outra ocasião). O que me chama a atenção é como o “orgulho nacional” é sempre ferido quando um piloto brasileiro recebe alguma orientação ou ordem da sua equipe.

Antes de qualquer coisa a carga de esportividade da F-1 é bem discutível, como em qualquer esporte nos dias de hoje. A simples definição de um primeiro e de um segundo piloto deixa claro que um terá vantagens sobre o outro. Só que isso vem de longe e, no caso específico do Brasil, já aconteceu dos pilotos brasileiros serem tanto o “número 1” quanto o “número 2”. Quando o Ayrton Senna era beneficiado pelo “trabalho sujo” do “ajudante” Gerhard Berger ou quando o mesmo acontecia com o Nelson Piquet, beneficiado pela mãozinha dada pelo Ricardo Patrese, isso lá pelos anos 80 e 90, ninguém reclamava.

Felipe Massa (e anteriormente Rubens Barrichello) assinaram contratos com a Ferrari e assumiram a condição de pilotos nº2 na tal hierarquia da escuderia. Não havia “perseguição aos brasileirinhos” como muitos insinuavam. Eles eram empregados e apenas estavam cumprindo ordens. Nem Schumacher era Hitler, nem Alonso era um general maléfico. Mas a imprensa nacional que cobre a categoria, com arroubos de ufanismo nacionalista, tentava sempre dizer que haviam acontecido crimes contra a pátria, sempre que o brasileiro em questão dava passagem para o primeiro piloto.

Não estou defendendo o fato de termos essa troca de posição combinada, mas vejo como o brasileiro adora reclamar depois que o fato acontece e tenta sempre transferir a culpa de sua falta de competência para alguém. Caso Massa e Barrichello não quisessem passar por isso, que não cumprissem as tais ordens ou então não assinassem o contrato que previa o favorecimento a alguém mais rápido ou com mais talento. Além disso, como disse no começo do texto, quando a ajuda era pró-Brasil, ninguém achava ruim. massa bottas bola parada

Ontem no GP da Malásia, a “honra brasileira” foi um pouco retomada e vingada com a suposta desobediência de Massa, agora na Williams, a uma ordem da equipe que dizia para ele não segurar o seu companheiro Valteri Bottas que vinha atrás, mais rápido que o brasileiro. Massa não deu passagem e terminou a prova na frente do finlandês. Apesar das palavras de “vingança” por parte de alguns jornalistas (principalmente na transmissão do VT da prova no Sportv e na Rádio Bandeirantes, estações nas quais escutei comentários a respeito da prova), a situação parecia ser diferente de uma troca de posição simplesmente fabricada pela Williams.

Me parece que Bottas tinha mais chance de ultrapassar Jenson Button e por isso a equipe pensou numa possível melhora de pontuação. Além disso havia um risco de toque entre os dois companheiros de equipe no caso de uma briga por posição e pensaram em evitar isso (sendo que certamente todas as equipes tomam esse tipo de cuidado). Além do mais Bottas é um jovem e não um campeão consagrado como Schumacher ou Alonso, ou seja, é bem mais fácil para Massa posar como líder da escuderia.

No fim das contas nada vai mudar pois orientações pelo rádio podem ser feitas de várias formas e com dois pilotos em cada time, sempre haverá uma preferência, o que não acho necessariamente absurdo. E infelizmente também não deve mudar o ufanismo cego de nossa mídia, que gosta de tentar empurrar vitórias para o nosso esporte, mas muitas vezes se esquece de analisar sem paixão o que acontece à sua volta.

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PostHeaderIcon Preconceitos Furados

Há umas 2 semanas, num Bate-Bola da vida, o JC Canalha, em meio ao escândalo na CBV, disse que havia visto a Isabel e Jaqueline e que as mulheres deveriam tomar conta de tudo, que os homens só se metiam em pilantragem e coisas do tipo. Ele tem todo direito de pensar assim, mas eu discordo totalmente. Não é o fato de usar cueca ou calcinha que vai determinar a honestidade e competência das pessoas. Isso é preconceito, ainda que muitos simpatizem com tal ideia.

Ainda recordo do meu tempo de rapaz, quando um pensamento semelhante era aplicado à política nacional. Muitos deformadores de opinião repetiam a mesma ladainha: a solução é entregar o poder às mulheres. Algumas chegaram ao poder (ainda que por vias tortas – apadrinhadas por homens). Tivemos prefeitas, governadoras, presidente… Até algumas presidentes de clubes. Alguma diferença em relação aos homens? Não vi. E não sei por que seriam diferentes. Vieram de outra galáxia?

Também ouvi muitos deformadores de opinião no meio esportivo. Passaram décadas malhando os cartolas e sonhando com ex-atletas no poder. Os jornalistas esportivos adoravam discursos moderados e eloquentes teorias sobre gestão e marketing esportivo. Se o pretendente juntasse toas as qualidades… Maravilha!
bola murcha
Acontece que a prática comprovou o contrário. Tivemos exemplos no Vasco, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Santos e em várias confederações de esportes olímpicos. Os resultados foram desastrosos. Alguns por incompetência, outros por desonestidade, a maioria pelos dois motivos. Os eventuais bons resultados esportivos só serviram como cortina de fumaça e possibilitaram que os “new cartolas” tivessem mais tempo no poder. Mesmo que o sucesso no campo/quadra fosse mais pelo esforço e talento de alguns técnicos e atletas. Taí o nosso vôlei como exemplo.

Não vou dizer que a mídia tem relação direta com tais problemas. A culpa é indireta. Muitos por serem alheios à tudo. Se limitam ao Campo & Bola e às brincadeiras e chacotas. Outros, que olham o aspecto mais global, falham ao se agarrar nas ideias prontas e no maniqueísmo. E o público telespectador, nós, acabamos infectados pelo preconceito e pela solução fácil. Mesmo que isso seja uma mentira, uma doce mentira.

Nos últimos tempos, na coluna do Tevezona, defendi o Segredos do Esporte e/ou programas parecidos. Até para sair do lugar comum e das soluções mágicas. Mas o terreno é árido e o programa não vingou. A mídia esportiva, regra geral, tem preferido o entretenimento e as polêmicas fabricadas. Ou pior, a brincadeira sem motivo e sem fim. Tudo pelo orgulho de ser engraçadinho. E nem isso eles têm conseguido. Felizmente. Ou infelizmente.

As vozes contra os erros e sujeira no esporte são raras. Algumas são raivosas e oportunistas. Outras são fracas e volúveis. Mudam de lado sem a menor vergonha. Basta um sorriso, um convite, e passam pro lado que vinham criticando. Um vergonhoso gol contra. Contra o esporte e a dignidade. Fato que não me surpreende, mas tenho que lamentar. Que coisa, sr. Artur!

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PostHeaderIcon Queda Anunciada e a Força dos Jovens com Talento

Não deixa de ser uma surpresa, mas a eliminação do São Paulo no Campeonato Paulista depois de um 0x0 tenebroso contra a Penapolense em casa e a posterior derrota nos pênaltis mostra claramente os problemas desse atual time são paulino. Claro também que o regulamento bizarro em que nem existe o “mata-mata”, mas apenas o “mata” facilita a possibilidade de termos as chamadas zebras. Mas as falhas na montagem do time Tricolor são bem evidentes:

– Defesa limitada: Rodrigo Caio, um volante mediano, ser zagueiro de forma incontestável num time como o São Paulo é algo inexplicável. Mesmo o seu companheiro de defesa Antonio Carlos não inspira lá muIta confiança. Roger Carvalho veio, quando jogou não foi tão bem, mas não teve mais do que duas chances de atuar. Enquanto isso Douglas e Paulo Miranda, jogadores que ficarão marcados por essa fase ruim do clube, já passam das 100 partidas com a camisa Tricolor. são paulo penapolense bola parada

– Time sem criatividade no meio; jogaram todas as fichas no Ganso e não existe alguém que possa jogar ou com ele ou no lugar dele; os que poderiam atuar (Cañete e Boschila) ou não tiveram tantas chances ou não mostraram total qualidade e confiança para serem titulares.

– Ataque inofensivo; mais uma vez alguns caíram no conto dos “muitos gols” do Luis Fabiano; já passou da hora do SP virar essa página, trazer alguém mais jovem, de mais qualidade e que realmente decida quando o time precisar. Pabón e Osvaldo são mais esforçados do que soluções. Pato pode ser essa solução? Incógnita…

– Muricy não é o maior culpado, pois não foi ele que montou este elenco, mas não aproveitou o Campeonato Paulista para melhorar a performance do time; vimos este filme entre 2006 e 2008, com o time se acertando e conquistando o Tri-Brasileiro depois de estaduais fracos. Porém desde então os rivais se fortaleceram e não será fácil para que a história se repita. O time precisa resolver o problema de marcação no meio campo, que muitas vezes estoura na zaga e ter uma maior efetividade no ataque. Pelo elenco e pela possibilidade de se reforçar, o São Paulo pode até brigar por uma Libertadores, mas a melhoria deve ser grande e profunda.

A mudança deveria começar pela diretoria. Juvenal Juvêncio, depois de 8 anos de mandato sairá do cargo em abril, coisa que deveria ter feito em 2011 quando conseguiu um mandato dentro de uma brecha imoral do estatuto. Após isso, com os maus resultados do time, alguns conselheiros que assinaram o golpe tentam se eximir de responsabilidade do que fizeram. Esse terceiro mandato se encerrou de forma melancólica, mas de certa forma merecida pela empáfia da diretoria, que contamina até parte da torcida. Muitos continuam a chamar o campeonato Paulista de “Paulistinha”. E já vão se completar 10 anos sem que o Tricolor vença o estadual…E o desprezo não traduz melhorias para a mentalidade do clube, isso é o que mais preocupa. Pela mudança de encarar as derrotas é que o São Paulo pode voltar a ter um time mais vencedor.

*****
Claro que muitas vezes se culpa uma diretoria de um time por algum insucesso e é evidente que temos sempre de lembrar que não existe clube de futebol perfeito e nem uma ótima gestão garante que todas as jogadas da equipe dentro de campo acabem em gol. Um exemplo claro disso é o Santos, que ano passado viveu de ressaca antes, durante e depois da saída de Neymar. Mas o fato é que, pelo menos nesse começo de ano o time vem jogando o melhor futebol no país. E para isso se vale muito mais da base do que faz, por exemplo, o São Paulo que possui o tão decantado Centro de Formação de Atletas de Cotia. geuvânio gabigol santos bola parada

Certamente a qualidade de jogadores como Geuvânio e Gabriel, que despontam como bom futuro pela frente, facilita para que o treinador (seja ele quem for) escale os jovens na equipe principal. A falta de maiores recursos para se trazer grandes estrelas (com exceção da contratação de Leandro Damião, feita através de uma parceria “suspeita”) também força a utilização dos jovens.

Mas o que me chama a atenção é o fato do time santista, nessa versão comandada por Osvaldo de Oliveira, buscar sempre o gol, jogando de forma ofensiva e com qualidade. Claro que pode-se dizer que o nível do Paulistão não seja dos mais altos e isso facilite algumas goleadas, mas a equipe vem sendo preparada para explorar o que tem de melhor e isso é um mérito, pensando na montagem do time para o Brasileiro e Copa do Brasil.

Evidente que todo bom futebol só se sustenta com títulos e caso o Santos não vença o Paulistão será cobrado por isso. Mas procurar renovar o time e fazendo ele jogar como verdadeiramente grande é um título que o Santos já obteve neste começo de 2014.

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PostHeaderIcon As Certezas Quase Eternas e os Pré-Julgamentos

Dezoito anos. Muito tempo para qualquer atividade em nossas vidas. Este é o tempo que Arséne Wenger é técnico de um dos maiores times da Inglaterra, o Arsenal. É uma marca muito significativa que, no último sábado (22/3) deveria ser coroada com um bom resultado na partida de número 1000 do francês no comando dos “Gunners”. Porém essa data ficará marcada por mais uma goleada humilhante sofrida pelo time londrino nos últimos tempos, desta vez para o Chelsea de José Mourinho: 6×0.

Em uma coluna tempos atrás, o Marco citou minha avaliação de que o Arsenal é um time não bom, mas bonzinho (até demais). Tem qualidade técnica, tem em Wenger um treinador que procura renovar seu elenco com jovens que gostem de jogar com a bola no chão. Mas não possui um craque indiscutível em seu elenco; Ozil pode vir a ser esse jogador, mas ainda não demonstra a regularidade de quem pode comandar uma partida (apesar disso ele foi uma rara grande contratação do clube nos últimos anos e penso ser um acerto). Mas principalmente penso que falta ao time inglês aqueles jogadores que impõem respeito ao adversário, não apenas pela força física, mas por não ter medo de insistir nas jogadas. mourinho wenger bola parada

Depois da saída de Patrick Vieira (não aquele que está no Palmeiras hoje, mas o grande volante francês), Wenger não se preocupou em construir o time a partir da cabeça de área; além disso acreditou (e continua acreditando) em jovens para montar a defesa, desde o goleiro (Szczesny e Fabiansky) passando pelas laterais até chegar à zaga. Parece que o francês acredita piamente que a montagem do time atual será a mesma da equipe que venceu 3 campeonatos ingleses em 1998, 2002 até chegar no inesquecível título invicto de 2004. Naquele time, jovens à época como Kolo Touré, Ashley Cole, e mesmo Gilberto Silva foram aparecendo gradativamente na equipe, até formar um conjunto sólido com os já consagrados Vieira, Bergkamp e Thierry Henry. Hoje, além de não ter tantos craques já na base da equipe, os rivais se fortaleceram (e alguns se enriqueceram) demais.

Porém é esse histórico que, na verdade, salva Arsene Wenger de ser mais cobrado pelas, até agora, 8 temporadas sem nenhuma conquista. Lendo o livro Febre de Bola e sua nova introdução na edição do ano passado, o escritor inglês (e fanático torcedor do Arsenal) Nick Hornby deixa claro que o que Wenger e seus comandados fizeram entre 1997 e 2006 é algo que mudou a história do clube. O antes “boring (chato) Arsenal” (como o time era chamado nos anos 70), mudou seu status para “o time que joga bonito”. O problema é que essa frase ultimamente tem sido acrescida com um incômodo “não ganha nada” ao seu final.

Não sou defensor da dicotomia de que um time precisa jogar feio para querer ganhar, mas certamente, como disse o PVC durante a transmissão do massacre de sábado, algo precisa ser mudado no Arsenal para que o clube não fique marcado por essa era perdedora por muitos anos. Vencer a Copa da Inglaterra desta temporada, em que o clube está na semifinal só contra clubes médios e pequenos pode ajudar, mas para o futuro acho que a mentalidade de jogo técnico e agradável não pode ser imutável e tem de ser acrescida por um algo mais. Com ou sem Wenger.

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O jogo que mobilizou a atenção do futebol neste último fim de semana foi sem dúvida Real Madrid 3 x Barcelona 4. É um caso a se pensar o fato de muitos terem dado mais importância a este jogo do que, por exemplo, aos jogos de seus times aqui no Brasil, mas isso é um assunto para outra coluna. O que me chama a atenção é o estilo precipitado de alguns analistas, comentaristas e palpiteiros que tentam sempre prever o que vai acontecer e as consequências para um clube depois de um resultado.

Muito se fala do fim da “era Barcelona” no futebol mundial. O fato é que ela terminou, em termos de supremacia clara dentro de campo, com a saída de Pep Guardiola. Tito Villanova e agora Gerardo Martino pegaram um grande time, mas que envelheceu em alguns setores e tem problemas claros na composição do seu elenco. Portanto, querer imputar apenas no novo treinador a culpa de alguns tropeços dos time catalão beira a covardia. Assim como definir em sucesso ou fracasso definitivo as atuações de Neymar a partir de uma partida apenas. O justo é aguardar até mesmo a segunda temporada do ex-jogador santista para vermos se ele realmente se adaptou ou não ao time espanhol. Até penso que podemos dizer que ele está bem ou mal, mas querer definir seu futuro no Barça a cada jogada certa ou errada que faz é um pouco demais. messi bernabéu bola parada

Sobre o jogo propriamente dito, é triste ver que muitas vezes a arbitragem toma mais atenção do que a partida em si. O pênalti pró-Madrid claramente não existiu e o os marcados para o Barça são discutíveis, portanto é bobagem dizer que alguém foi mais ajudado, mas é claro que a expulsão do Sergio Ramos mudou o rumo da partida. O Real Madrid tem um estilo mais vertical de jogo, mas o Barcelona conseguiu suprimir isso de certa forma, com Iniesta e Messi fazendo grandes atuações. Eu não tiraria Benzema depois do 3×3, pois ele incomodaria a débil zaga barcelonista, mas talvez mesmo com ele em campo, o domínio de bola estaria com o time catalão. O fato é que o campeonato está aberto e mesmo o Atlético de Madrid continua com chances de título.

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PostHeaderIcon Quartas de Primeira

Como já virou tradição aqui no Bola Parada, analisaremos agora o sorteio das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa. Em relação às oitavas, classificaram-se os times favoritos, algo raro em se tratando de competição mata-mata, garantindo assim que teremos quatro grandes confrontos (pelo menos essa é a expectativa). Dentro das projeções que fiz para as oitavas de final, apostei no Galatasaray contra o Chelsea por ainda não confiar 100% na experiência do time de Mourinho. Mas de modo geral os resultados foram como o esperado, desde o passeio do Real sobre o Schalke até o sofrimento do atual Manchester United contra o Olympiakos.

Sem mais delongas, vamos então aos jogos que vem por aí: messi diego costa bola parada

BARCELONA X ATLÉTICO DE MADRID: Confronto mais equilibrado. O time catalão continua penando para resolver jogos intrincados, mesmo com Neymar no elenco, e agora sofre ainda mais com bolas alçadas em sua área, que são quase sempre um perigo para sua defesa. O Atlético de Madrid caiu de rendimento no Campeonato Espanhol, muito por não ter um elenco tão numeroso, mas é o chamado time “encardido”, que luta até o fim pela vitória. Pode faltar experiência para o time de Simeone mas não deve faltar empenho. PALPITE: ATLÉTICO DE MADRID (sei que é um risco apostar contra o Messi, mas é do jogo).

REAL MADRID X BORUSSIA DORTMUND: A reedição da semifinal da temporada passada acontece em momento bem distinto. Ainda que falte um pouco de toque de bola em seu meio campo principalmente devido a saída do Ozil, o Real Madrid achou um jeito de jogar com Ancelotti, aproveitando-se da boa fase de Modric, Benzema e claro de Cristiano Ronaldo. O Borussia sofre com desfalques defensivos (só agora Hummels voltou de contusão) e parece sofrer de um certo desgaste do trabalho do bom técnico Jurgen Klopp. Para piorar a situação do time alemão, o primeiro jogo é na Espanha; nas circunstâncias atuais seria fundamental tentar reverter o favoritismo espanhol jogando a primeira em casa. Sem isso fica complicado. PALPITE: REAL MADRID

PARIS SAINT-GERMAIN X CHELSEA: O time francês ainda não me convence; tem bons jogadores mas parece vencer quase sempre dependendo do brilho individual de alguns de seus grandes nomes. Fez uma grande contratação para o seu meio campo (Cabaye), mas ainda não deslanchou dentro de campo. O Chelsea também é irregular em desempenho, mas parece ter começado a adquirir a frieza das equipes dirigidas por Mourinho. William está aparecendo com qualidade, suprindo as vezes em que Oscar não joga bem e o time pode cozinhar a primeira partida para resolver o confronto em Londres. PALPITE: CHELSEA guardiola thiago alcântara bola parada

MANCHESTER UNITED X BAYERN DE MUNIQUE: Não sou daqueles que acha que a camisa por si só mostra alguma coisa em um jogo; não adianta nada você ter tradição se não tiver um time bom para sustentá-la. Mas inegavelmente se um outro time estivesse fazendo a mesma temporada que o United vem fazendo, caso fosse sorteado para jogar contra o Bayern, teria suas chances praticamente desprezadas. O jogo na Inglaterra é vital para que o time de Rooney e Van Persie tente alguma coisa. E falo do time deles, pois penso que os 2 é que podem tentar um quase milagre. O Bayern, apesar de ter novamente bobeado contra o Arsenal em casa, tem muito recurso, com Guardiola conseguindo se adaptar a algumas coisas do estilo de jogo já vencedor do time alemão. Thiago Alcântara também tem entrado bem na equipe e Mandzukic vem sendo o 9 que faltava às vezes no Barcelona de Pep. PALPITE: BAYERN DE MUNIQUE

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PostHeaderIcon Normal e Anormal no Futebol

Não vou falar muito sobre o Romarinho. A besteira que ele declarou após o empate contra o Penapolense era esperada. Ainda que indevida. Ele está no padrão “boleiro cabeça oca”. Mas o Mano Menezes não pode fazer insinuações tão levianas como fez. É inadmissível! Foi um ato covarde, de quem usou a derrota de um rival para desviar o foco de seus erros e problemas. E o Corinthians tem coisas mais importantes pra cuidar do que fiscalizar o SPFC.

Felizmente o Edu Gaspar entrou no circuito e apagou o incêndio. Quem desclassificou o Corinthians foi o próprio Corinthians. O São Paulo já estava classificado, não precisava se aplicar 100% ou desgastar seu elenco. É óbvio! Ainda tivemos a tempestade e a boa atuação do Ituano. Mas eu concordo que não é normal o Ituano vencer o São Paulo, ainda mais no Morumbi. Mas também não é normal que o SCCP empate com o Penapolense ou perca do Bragantino. Se isso fosse um resultado habitual, os dois não seriam os clubes que são.
mano menezes
O normal, atualmente, é ver técnicos usarem cortinas de fumaça para desviar o foco. Perdem e tome falar da arbitragem, do campo, da chuva, da bola, da torcida… E o pior, isso costuma funcionar. Até entre o pessoal da imprensa boleira. Mas a torcida do Corinthians, a parte séria, deve se preocupar com a fase do time. O mau desempenho no Brasileiro do ano passado foi um aviso. O fiasco neste Paulistão é a confirmação. E a conversa mole do Mano não vai resolver nada. Tá na hora da direção agir.

* * * * *

Outro fiasco foi o desempenho do Botafogo no Carioca. Mesmo usando o time reserva e priorizando a Libertadores. Estas desculpas não justificam atuações tão ridículas. O clube não precisava ganhar o Carioca, mas também não precisava terminar em 7º ou 8º lugar. É vergonhoso. Nem se jogasse com o sub-21.

O desastre no Carioca vai trazer um bom prejuízo financeiro ao Botafogo. Ainda que poucos tenham se dado conta disso. Mas o fiasco também prejudicou a parte técnica de alguns jogadores que se “queimaram” no time B. Resta ver se um eventual “sucesso” na Libertadores vai amenizar a situação. Não acredito nessa hipótese.

* * * * *

Dia desses eu fiz uma previsão sobre o resultado dos clubes brasileiros na fase de grupos da Libertadores. Pensei que teriam mais facilidade, ao menos para classificar. Mas o desempenho não foi o esperado. O Botafogo e o Cruzeiro dependem de seus resultados em casa. Mas precisam vencer os 2 jogos. Ou vão se complicar muito. Já o Flamengo está com o alerta vermelho ligado. Precisa vencer no morro pra recuperar os 2 pontos que deixou escapar no Maracanã. Não será fácil. Nada fácil!

O CAM e o Grêmio estão em situação mais tranquila. Especialmente o time gaúcho, que tem um bom saldo de gols. Já o Atlético Paranaense tem uma situação curiosa. Não está mal, mas não tem conforto algum. As 2 vagas do grupo 1 estão abertas. Pode acontecer qualquer coisa.

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