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Archive for February, 2014

PostHeaderIcon Má Gestão Futebol Clube

Analisar as contas de clubes de futebol exige uma mente pouco analítica e uma imaginação muito fértil. Só assim pra entender a matemática financeira de nossos clubes. A razão não entende, só a paixão. Mas aqui (nesta coluna) é a razão quem fala mais alto.

Começo pelo Fluminense, que passou os últimos dias envolvido (demais) na eleição presidencial de seu patrocinador. Torcia pela vitória de seu mecenas; que não é tão mecenas assim. Dependia dos 70 milhões anuais que a Unimed Rio despeja nos cofres do clube. Isso, mais a cota da TV e a fornecedora de material esportivo, rendem 150 milhões anuais. O resto é bem resto.
administração futebol
O nervosismo tricolor denota a extrema dependência do clube. Estão viciados no patrocínio; que já dura mais de 15 anos. E nem com esse dinheiro certo o clube conseguiu equilibrar suas finanças (grande parte da receita está penhorada ou bloqueada). Está tão quebrado quanto os rivais cariocas. Sem CT (no Rio), sem estádio, com poucos sócios torcedores e sem grandes projetos. Mas a mesada do Celso continua. Assim como as duas ou três estrelas caras.

O duro é entender o destino e a utilidade da verba do Celso Unimed Barros. Já falei antes e repito: os títulos do período não justificam. Os fracassos foram de igual monta. O Flu não quitou suas dívidas e nem investiu em estrutura física. Simplesmente gastou a mesada, com luxos.

Outro tricolor que anda mal financeiramente é o gaúcho. Os recentes erros administrativos fizeram um estrago enorme. O presidente anterior, Odone, errou na questão do estádio (ou arena). O atual, Koff, errou na montagem do elenco de 2013 e na escolha da comissão técnica. Agora o Grêmio está pagando pelos erros. Da pior forma. E até comprometendo o trabalho deste e do próximo ano.

Outro dia, vendo um jogo do Grêmio, pela Libertadores, pensei em escrever algo sobre o atual time, de novatos, em comparação com o elenco de 2013, caro e improdutivo. Mas não deu. E nem precisaria. Esse time de 14, bom, bonito e barato, não foi uma opção. Foi uma necessidade, pela falta de dinheiro. E meus elogios seriam inadequados pois o Grêmio já está vendendo fatias de alguns dos novos jogadores. Ou a “pizza” inteira, como o lateral Wendell, que vai pro Bayer Leverkusen. O clube tá se desfazendo de revelações e/ou promessas para quitar as dívidas do passado recente.

Aliás, é interessante observar como os clubes facilmente encontram investidores para comprar fatias de jogadores. Chovem empresários nessas horas. Mas, para achar uma empresa (real) e vender um patrocínio forte… Aí é uma complicação. Alguém sabe o motivo? Ou vocês sabem qual a vantagem de vender uma fatia de um jogador por 1 milhão e ver a mesma fatia valer 3 milhões após 6 ou 9 meses? Já ouvi algumas justificativas tortas, do tipo: “Esse 1 milhão pagou alguns salários e o tal jogador ficou no clube até o final do Brasileirão“. OK, pode ser. Mas, por outro lado, o clube deixou de lucrar 2 milhões, que foram pro bolso de um investidor oculto. Investidor oculto pra nós. Lá na presidência dos clubes eles são bem conhecidos. Bem chegados.

Outro clube, elogiadíssimo por sua gestão, é o Santos. Elogiado pela imprensa esportiva, é bom esclarecer. Eu nunca gostei do modus operandi da direção santista e das vendas prematuras de revelações. Também não aprovo o marketing do clube, tá perdendo dinheiro. Assim como o Santos vai ter redução em sua cota de televisão.

E por falar em cota de TV, o Peixe pode perder parte de uma para pagar o empréstimo da Doyen, usado na compra do Damião. Basta que não apareça uma boa oferta pelo centroavante. Não é bacana? Mas isso não é problema, se faltar grana é só vender mais dois ou três dos jovens talentos. E passar o abacaxi pro próximo presidente.

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PostHeaderIcon Ganso, Pato e o “Moedor de Jogadores”

“Moedor de jogadores”. Essa expressão cunhada pelo Arnaldo Ribeiro da ESPN Brasil define bem o São Paulo Futebol Clube nos últimos anos. O clube tem queimado muitos atletas que poderiam render mais ao clube dentro de campo. Com alguns maus resultados e uma certa pressão de parte da mídia, a torcida “pega birra” desses jogadores, a diretoria não sabe avaliar e alguns são desprezados de forma tosca. jj são paulo bola parada

Casemiro, Cícero, Jadson e alguns outros poderiam ter ficado no clube. São melhores que muitos do atual plantel e saíram de forma burra; sei que Jadson tinha o contrato por terminar no fim de 2014, mas faltou visão ano passado para tentar renovar com ele, ou mesmo vendê-lo no fim de 2013 e fazer uma boa reposição na posição.

Mesmo com jogadores que ainda permanecem no elenco existem algumas incoerências. Cañete e Clemente Rodríguez são jogadores que poderiam ser mais usados; tiveram pouquíssimas chances e hoje sofrem com um certo ostracismo no elenco. C.Rodríguez por exemplo: só um péssimo desempenho nos treinos justifica o fato dele não jogar em um time em que Paulo Miranda e Reinaldo têm mais chances do que ele nas laterais. Pior que esses dois ele não é, pelo menos ele já jogou bem em alguns momentos na carreira, principalmente no Boca Juniors. Enquanto alguns tem chances de menos outros têm chances quase que eternas (Luis Fabiano por exemplo, mas sobre ele falo um outro dia…).

*****
Ao mesmo tempo em que “frita” jogadores o São Paulo hoje convive com algumas incógnitas. Ganso é uma delas. Não digo que ele não pudesse ir para o Morumbi; é um jogador que tem qualidade, talvez não tanta quanto se esperava dele, mas têm. Mas o fato é que o que foi gasto com ele foi exagerado e gera uma expectativa alta demais, e isso não está sendo bom para o clube, que já fritou outros jogadores para que PHG pudesse atuar. paulo henrique ganso bola parada

Pensando em teoria os comentaristas Tostão e Mauro Cezar Pereira possuem uma opinião com a qual concordo. Ganso poderia ser um armador vindo mais de trás, pensando o jogo e não necessariamente um meia para fazer tantos gols, até porque não tem essa característica tão latente. Poderia vir atrás de marcadores ao lado dele no meio campo, mais ou menos como a Juventus faz com o Pirlo. Quando digo marcadores, falo na velocidade e vontade, mas não digo que sejam jogadores limitados; basta ver que quem faz isso no time italiano são normalmente o Pogba e o Vidal, e ambos vem jogando demais.

As questões que ficam sobre isso são: O São Paulo tem jogadores para “proteger” o Ganso taticamente e ainda jogar e fazer o time ter velocidade? O Ganso conseguiria jogar assim? O Muricy tentaria algo dessa forma? Pelo visto as 3 respostas são negativas. E olha que escrevo isso depois do ex-santista ter entrado no jogo contra o XV de Piracicaba e ter ido bem, com 2 passes decisivos que resultaram em gol. Mas será que em um jogo mais pegado ele teria a liberdade de ação que teve ontem? Cabe ao jogador, ao treinador e também a diretoria pensar como utilizá-lo, pois o clube também não pode se desfazer de seu patrimônio por qualquer coisinha, caso tenha confiança real em seu desempenho.

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pato rogério bola paradaAlguém que ainda não é patrimônio do São Paulo, pois veio apenas por empréstimo do Corinthians, é Alexandre Pato. Se pode ir bem? Em um clube que vem com grande instabilidade, é difícil prever. Ainda mais porque a (talvez) principal crítica feita aos últimos times do Tricolor é a falta de vontade demonstrada dentro de campo e, convenhamos, Pato não é um jogador que notabilizou pela raça e entrega dentro das partidas. Se ele não mudar muito sua postura, dificilmente dará certo não só no São Paulo como em qualquer clube. Saber jogar ele sabe, o difícil é, hoje, apostar em um grande sucesso.

Mas como o “futebol é dinâmico” e muitos que já queriam Ganso fora do Tricolor já o querem de volta à Seleção (menos, claro…estou só exagerando), pode ser que, nas voltas que a bola dá, Pato consiga jogar no Tricolor. Mas para isso também precisa de um time que o ajude para isso e que o clube que o acolhe agora, não seja o primeiro a fritá-lo em fogo não tão brando.

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PostHeaderIcon O Poder da TV nos Horários do Futebol

Algumas frases viram bordões. Na verdade algumas viram mais do que isso, se tornam praticamente leis, verdades absolutas. “O ano só começa no Brasil depois do Carnaval” para citar só um exemplo. Isso pode até ser verdade, mas só para quem não trabalha de fato. Outra dessas frases definitivas é aquela “A Globo manda no futebol e nos horários das partidas!”.

Ok, isso pode ser em parte uma verdade. Os dirigentes no Brasil se sujeitam ao poder da emissora carioca muito por incompetência em não conseguirem criar uma liga própria para os nossos campeonatos, em que possam negociar com mais poder de barganha alguns pontos, entre eles os horários das partidas. Mas se analisarmos o panorama dos principais campeonatos no mundo, vemos que a TV, seja ela qual for, tem cada vez mais poder e força na hora de determinar os horários de alguma partida; na Argentina e na Espanha as rodadas são praticamente todas desmembradas com cada jogo em um horário diferente. Na Inglaterra e em Portugal (além da Espanha) temos o tradicional jogo da segunda-feira, costume já antigo. Mesmo na América do Sul temos a Libertadores e a Sul-Americana com horários espalhados pela semana em que temos rodadas. tv futebol bola parada

E então chegamos no que vai acontecer na próxima terça-feira (25/2). O Cruzeiro vai jogar em Belo Horizonte contra a Universidade do Chile, no jogo mais esperado de seu grupo pela principal competição continental às 17:30! E olha que nem teremos feriado para facilitar o acesso dos torcedores ao Mineirão (como acontecerá na Copa do Mundo, mas isso é outro assunto). O horário é ridículo, prejudica quem quer ir ao jogo e está no trabalho ou na aula. É ruim para quem não quer saber da partida e vai ter de passar perto do estádio com muita gente em seu entorno.

Mas o fato que me chama a atenção é que até agora não vi ninguém conclamando uma campanha de repúdio ao “imperialismo” e ao “monopólio” do FOX Sports ao determinar os horários das partidas por toda a América Latina. Fico imaginando se fosse uma decisão que viesse diretamente da Globo, o que isso causaria nas chamadas redes sociais, onde temos muitas pessoas que vivem a repetir os mesmos bordões surrados (e muitas vezes ridículos) de 50 anos atrás. Não vivemos em um mundo de santinhos e diabinhos. Infelizmente todos têm seus interesses comerciais e não adianta culpar a Globo e o Galvão Bueno por TODOS os males da humanidade.

Só para completar: A FOX Sports continuará a esconder o Atlético Paranaense no FOX Sports 2 nas transmissões da Libertadores. Quem mora fora do Paraná e não possui antena das poucas operadoras que já contam com o canal, fica prejudicado para tentar ver os jogos do time brasileiro. Uma decisão que só prejudica os assinantes que nada tem a ver com briguinhas comerciais. (NOTA DO EDITOR: O FOX Sports, depois de sofrer pressão da torcida do time paranaense, mudou a programação e vai exibir o jogo do Atlético/PR no seu canal 1. É o mínimo a ser feito para permitir que mais pessoas possam assistir a partida, mas não deveria acontecer só depois de sofrerem inúmeras críticas).

*****

Em muitas ocasiões criticamos a cobertura da mídia esportiva. Lembramos da superficialidade, da graça sem graça e do estilo infantiloide cada vez mais presente nos mais variados canais. Os bons exemplos estão se tornando raros e por isso é quase obrigatório fazermos referência à eles quando aparecem. sochi sportv bola parada

Um caso recente foi a recém terminada cobertura do Sportv nas Olimpíadas de Inverno de Sochi na Russia. Não acompanho com afinco essas competições “das neves”, mas o espaço dedicado pelo canal da Globosat ao evento foi intensivo e até mesmo ostensivo. E isso deve ser elogiado. Para um país que sofre com a “monocultura futebolística” é louvável que outras modalidades, ainda que não tenham como serem praticadas por aqui, possam ser mostradas e divulgadas.

Poderíamos dizer que o Sportv não fez mais do que sua obrigação ao cobrir o evento da forma que fez. Mas se levarmos em conta o padrão baixo de cobertura da TV brasileira quando NÃO temos um brasileiro com chance de vitória, o canal fechado fez algo elogiável, com uma transmissão bem explicativa e informativa sobre o evento, pelo menos nos momentos em que pude acompanhar.

O que também ficou bem claro é que infelizmente podemos contar cada vez menos com a TV aberta para um tipo de cobertura minimamente séria, extensa e bem feita sobre algum evento esportivo. Ou fazem algo com excesso de oba-oba ou simplesmente transmitem apenas o básico do básico (ou nem isso). No domingo, enquanto acontecia a final do hóquei masculino, a Record (aquela que dizia que era “a emissora do esporte olímpico do Brasil”) ia de Pica-Pau e a Bandeirantes transmitia os Power Rangers! Assistir esporte para quem depende da TV aberta é algo muito, muito complicado, lamentavelmente.

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Eu pensei em escrever (novamente) sobre o atual rumo esquisito, para dizer o mínimo, dos canais ESPN (já tinha abordado o tema AQUI). Mas o Marco já disse praticamente tudo sobre o assunto no Tevezona, com este TEXTO. Assino embaixo em tudo o que ele disse.

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PostHeaderIcon O tal do “falso 9”

Ele não foi o primeiro nem o único, mas talvez foi o mais famoso executor de um jeito de jogar que hoje virou uma certa “moda”. O atacante que joga perto da área, que seria um centroavante naqueles campinhos de táticas que aparecem antes dos jogos (e que muitas vezes estão bem errados), mas que na verdade circula por todo campo ofensivo, dando liberdade e espaço para que seus outros colegas cheguem na frente, além de armar e também concluir as jogadas.

Johan Cruyff foi um jogador diferenciado. Não o vi jogar na época em que deu show no Ajax, no Barcelona e na Seleção Holandesa (na qual atuava com a camisa 14, com a 9 ele jogava no time espanhol). Mas sua influência e legado permanecem até hoje, tanto na forma de jogar da seleção de seu país quanto no time catalão, onde foi treinador de sucesso no fim dos anos 80 até a metade dos anos 90. Este vídeo mostra um pouco da genialidade e qualidade do holandês que, por mais que às vezes pareça rabugento em suas entrevistas recentes, é um personagem importantíssimo da história do futebol.

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PostHeaderIcon Caçadores do Centroavante Perdido

A semana passada foi meio surreal no terreno esportivo. Ou muito real, um choque de realidade. Tanto que vou destacar 2 fatos muitos particulares ao nosso “mundinho boleiro”. O primeiro é a busca pelo 9 perdido.

Bastaram 8 minutos em campo e Adriano voltou à pauta. Sim, falo do Adriano Imperador, inativo e aposentado. Ele nada fez na estreia pelo CAP. Mas isso pouco importou para a imprensa boleira. E seu nome já está no rol dos candidatos ao posto de 9 na seleção do Felipão. Só como exemplo: o Jogando Em Casa do dia seguinte passou uns 40 minutos debatendo o fato e apoiando (com 2/3 dos votos) sua presença na Copa.
charge Felipão e Fred
A citação do Adriano é um sintoma grave. A doença se chama abstinência crônica de centroavantes e vem atacando vários clubes brasileiros. Essa abstinência também repercute na imprensa e provoca graves e variadas alucinações nos comentaristas e debatedores. Eles sonham com o Fred em plena forma e resolvendo a parada lá na frente. Mas logo chega o pesadelo das contusões sem fim. Cadê o Damião? Sumido, sumido… E o Jô? Dá pra apostar tudo no Jô? Ou no Diego Tardelli? Será que o Walter abocanha essa vaga aberta? Pato, Luis Fabiano, indagam os mais desesperados!! Hernane Brocador, imploram os flamenguistas. Alan Kardec, bradam os teóricos e palestrinos. E se o He-Man desandar a fazer gols pelo Inter? E o Bill (que não é cigarro), por onda anda o Bill???

O fato concreto e cimentado é que ninguém sabe o que passa pela cabeça do Scolari. Ele deixa pistas: “… Está frioEstá quente…” E os debatedores das mesas redondas e ovais entram em parafuso. Tudo por culpa da abstinência crônica de centroavantes confiáveis e competentes. Um indivíduo competente, foi lá e deixou o dele… Como diria aquele antigo narrador esportivo.

Acho que isso é castigo. Sempre tivemos camisas 9 em quantidade e qualidade. Agora estamos na escassez. Ou entressafra, segundo os especialistas em Roça & Campo. Oh, que saudades de outrora… Mas e agora? Vamos ver nossos vizinhos e rivais? A maioria tem. E a gente sem!

O brasileiro aprendeu a desdenhar dos outros (especialmente no futebol; até pra compensar outras fraquezas). Mas os 9 da Argentina jogariam no nosso escrete canarinho. Falcão Garcia também; até engessado. O Chicharito Hernandez é médio, mas jogaria. O Benzema quebraria o galho; o Giroud é mais difícil. O Ibrahimovic, que vai assistir pela TV, serviria com folga. Van Persie vem, mas também ajudaria. O mesmo se aplica ao Lewandowski e Mandzukic. O Rooney e o Gajo, mesmo sem jogarem como 9 fixos, resolveriam a vida da nossa seleção. Até a Espanha, com 3 opções de 9, está melhor que a gente! Barbaridade, barbaridade… Isso é um tapa na cara do futebol pentacampeão. Ou eu tô errado?

* * * * *

O final de semana também foi bizarro no entorno do campo. Tivemos cachorro em campo. Falta de gente nas arquibancadas – até nos clássicos estaduais. E nova ameaça de problema estrutural numa das arenas da Copa. O Beira-Rio está pronto; mas falta a parte externa. A Arena da Baixada está quase parando, falta dinheiro.

O Beira-Rio deve receber uma verba extra e concluir as obras no entorno. Já em Curitiba, que não é a cidade da presidente, o risco é real e o Paraná pode ficar sem a Copa. Sem a maior copa de todos os tempos, segundo a propaganda governamental. Sem o Fuleco, sem Aldo, sem Blatter e sem o padrão FIFA. (Que sorte!)

Aliás, aquele cachorro em campo (no Pará) está no padrão FIFA? É um cão de raça ou sem pedigree? Estava vacinado? Estava livre de pulgas? Fará parte do legado da Copa? Ou é apenas um retrato do nosso futebol vira-lata?

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PostHeaderIcon Indignação de Ocasião

Mais uma vez o destaque dos noticiários esportivos depois de uma partida não foi o que aconteceu com a bola rolando. Na última quarta o destaque infeliz após a partida entre Real Garcilaso e Cruzeiro foram os atos racistas cometidos por alguns presentes no estádio contra o meia Tinga da equipe brasileira. Houve uma grande indignação a respeito do tema, algo que sempre aparece quando um caso de discriminação ocorre com alguém mais conhecido. Compreendo e concordo essa revolta, mas vejo que ela é bem seletiva. tinga racismo bola parada

Não vou nem tentar contar quantas vezes ouvi a torcida de algum time brasileiro usar palavras de baixo calão para se referir a algum jogador negro. Não digo que no futebol “vale tudo”, mas é algo comum, pelo menos entre os atletas. Na verdade nem preciso ir tão longe para lembrar de outro caso; um rapaz, um carregador de mercadorias que trabalhava no meu serviço, era chamado pela maioria das pessoas do setor de “negão”. Alguns faziam isso de forma carinhosa e brincalhona, mas muitos dizem que toda brincadeira tem um fundo de verdade. Ou seja, quando o preconceito é visto como “inofensivo”, ou aceito socialmente, todo apelido é permitido (coisa com a qual discordo totalmente).

Sempre aprendi desde cedo em minha casa, que não devemos achar que uma pessoa é melhor ou pior apenas pelo que ela veste ou usa, ou mesmo pela cor de sua pele. Creio que muitos também tenham recebido esses aprendizados. Mas me chama a atenção o fato de que certos atos de preconceito chamam mais a atenção em determinados locais e com figuras públicas. Também percebo que a indignação das pessoas aparece mais quando o brasileiro é atacado por um estrangeiro. Sobre o que acontece aqui, dentro do nosso quintal ou perto de nossa cara, não damos tanta importância ou preferimos jogar para debaixo do tapete. desábato racismo bola parada

Por outro lado, basta lembrar do caso Grafite/Desábato pela Libertadores de 2005. Me parece que doeu mais nas pessoas o fato de um argentino (nossos “inimigos” em tudo, graças a uma decisão midiática – falarei sobre esse tema em outra ocasião) ter xingado um brasileiro do que o fato racista em si. Daí para o show que tivemos na sequência dos dias, com a prisão do jogador estrangeiro e sua demonização foi um pulo (É bom lembrar que o caso não deu em nada, nem para o Quilmes, clube de Desábato na época, nem para o próprio jogador, pois Grafite mesmo disse que “foi na onda” e exagerou com a queixa-crime).

Não estou de forma alguma achando normal o ato de alguns peruanos na última quarta. Porém é bom notar como algumas críticas que estão sendo feitas aos “torcedores” do pequeno Garcilaso já vêm com outros preconceitos embutidos; existe um certo menosprezo ao time (que de fato é pequeno no cenário do futebol sul-americano) e também ao país, como se Tinga fosse agredido por membros de uma civilização menor. Pensando assim, os brasileiros tentam se colocar como superiores, erro comum dos racistas em qualquer nível.

Para resumir, o que me incomoda basicamente são duas coisas. Primeiro é a indignação de ocasião. Uma piada ou outra sobre o tema é permitida (e digo isso sem tentar ser politicamente correto, apenas coerente com o que penso). Quando tiramos sarro de alguém desconhecido, só por não ser igual à gente, tudo bem. Mas quando a TV transmite um ato internacional de preconceito o Brasil é tomado por um furor patriótico que não vemos sempre por essas bandas. Acho bom que os brasileiros possam se unir em torno de uma boa causa, mas infelizmente não é a regra geral por aqui.

A outra coisa é a falta de punição para que as pessoas aprendam, na marra, a respeitar seu semelhante. No caso do futebol, a perda de pontos da equipe que tem esse tipo de agressor seria uma saída, podendo chegar até mesmo à eliminação do torneio. Enquanto ficarmos no mundo do faz de conta na questão das sanções, não será surpresa vermos outros casos como esse acontecendo. O problema é que desde a FIFA, passando pela UEFA, até chegarmos na Conmebol, a tendência é de lavar as mãos quando algo do tipo ocorre. Talvez quando acontecer na final de um de seus torneios tomem alguma providência mais concreta.

Só é preciso lembrar que o futebol não é algo distante da sociedade, não é uma coisa a parte. Portanto de nada adianta comemorarmos perda de mando de campo dos times rivais se em nossa própria vida não mudamos nossa atitude quanto ao racismo. Se indignar no twitter é legal, mas não resolve nada se você não muda sua postura na vida real.

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