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Archive for November, 2013

PostHeaderIcon Novo Maracanã, Problemas Velhos

A minha previsão era de usar a coluna pra falar do título do Flamengo, na Copa do Brasil, e da situação do Jayme e do elenco. Ainda mais que agora, segundo grande parte da imprensa, tudo tá maravilhoso, o elenco é muito bom e o Jayme acerta em todas. Opinião bem diferente da minha. O elenco e o Jayme de Almeida tem muitos méritos. O título também foi merecido. Mas…

Mas não consigo aceitar o Carlos Eduardo ocupando a moitinha. Mesmo que o Fla não tenha um grande jogador na posição. Que escale o Adryan, ou até um cone no lugar. O André Santos de lateral esquerdo também é dose pra mamute. No meio, até pode ser, mas na lateral, vira uma avenida. Outro ponto é o Hernane. Centroavante fraco em fase boa, já vi dezenas. Tudo dá certo pra ele. Como no gol contra o CAP: foi dominar, a bola bateu no “queixo” e voltou pra ele chutar em gol. Não sei até quando vai essa fase “tudo dá certo”. A Libertadores é outro papo.

Acontece que a imagem mais marcante da final da Copa do Brasil foi a arquibancada “branca”. Não estou fazendo demagogia e nem defendendo cotas pra A, B ou C nas arquibancadas. Longe disso. Mas eu já fui em vários jogos no Maracanã e sei como é a torcida do Flamengo. É um time popular, talvez o mais popular do país. É a torcida que transformou o Flamengo num grande, não o oposto. Mas hoje, comandado por administradores e especialistas em quase tudo, o Flamengo está virando as costas pra maior parcela de sua torcida, a de baixa renda. Estão trocando os milhões de torcedores apaixonados por alguns milhares de clientes abastados. Já falei sobre isso, o Flamengo não foge à regra.
final copa do Brasil 2013
No Redação Sportv de hoje, um dos convidados, o Carlos Eduardo Mansur, jornalista do Globo, analisou bem essa questão. Nossos clubes estão dando um tiro no pé. Afastar o torcedor de baixa renda é uma idiotice. O futebol sempre foi o esporte das massas. A classe alta é quem se divide entre o futebol, tênis, automobilismo, golfe, hipismo e outros esportes. O tal povão, é 99% futebol. Os clubes deveriam é segurar esse torcedor. E depois ver como ganhar dinheiro com ele. Mas hoje não pensam assim.

Não dá pra imaginar o cenário do futebol daqui a 10 ou 15 anos. Mas um garoto de 10 anos, hoje, é bombardeado por jogos internacionais e ídolos mundiais. Muitos já desfilam com camisas do Barcelona, Real ou Chelsea. E jogam com esses times em seus videogames. Se estão excluídos dos estádios elitizados, dificilmente terão a mesma paixão que seus pais sentem pelo Flamengo, Corinthians, Galo ou Inter. Mesmo o torcedor do sofá, o da TV, poderá optar por grandes clubes europeus. Se é pra torcer pela TV, tanto faz se é o clube da cidade ou um Bayern da vida.

Ainda resta falar sobre a bagunça ocorrida na primeira final do “novo Maracanã”. Derrubou-se o discurso da “mudernidade”. A carcaça do estádio é realmente nova. Mas os problemas são os mesmos de quando eu tinha 10 anos. Só pra listar:
– Cambistas nos arredores
– Dificuldade pra entrar no estádio, passando pelas catracas
– Confusão nas lanchonetes
– Banheiros imundos e gente urinando pelos cantos
– Superlotação, com torcedores em pé nas escadas
– Festival de gratuidades e carteiradas

Sem esquecer do “feudo” da Suderj, que continua firme e forte, como bem lembrou o Lúcio de Castro no Bate-Bola.

Arenas novas, ingressos triplicados, problemas velhos. Imagina na Copa…

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PostHeaderIcon A defesa de Todos os Santos

Ano triste para a história da Seleção Brasileira. Três titulares dos jogos finais do bi-campeonato mundial consecutivo (1958 e 1962) faleceram em 2013. Por coincidência os três tinham Santos em seus sobrenomes. Obviamente não os vi jogar, mas Gylmar dos Santos Neves, Djalma Santos e Nilton Santos são nomes históricos e representam a excelência de nosso futebol, mesmo em uma época em que os jogadores de ataque do nosso país era muito mais reconhecidos, causando até um certo menosprezo pelos defensores. Os três mudaram isso e serão lembrados eternamente por todos os amantes do futebol. Aqui faço uma pequena homenagem, lembrando um pouco da carreira dos três.

Gylmar, único goleiro bi-campeão mundial de futebol de seleções consecutivamente, jogou no Jabaquara de Santos, no Corinthians e se consagrou no Santos de Pelé, sendo bi-campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes. Aqui deixo um vídeo da ESPN Brasil quando do seu aniversário de 80 anos.

Djalma Santos atuou na Portuguesa, no Palmeiras e no Atlético Paranaense. Atuou só na final da Copa de 1958, mas foi tão bem entrando na lateral-direita no lugar de De Sordi (que também faleceu nesse ano) que poucos se lembram desse “detalhe”. Em 62 ele foi titular absoluto. Registro um vídeo com os melhores momentos dele na partida final de 58 contra a Suécia.

Nilton Santos que nos deixou nessa quarta (27/11) só atuou pelo Botafogo, além claro da Seleção. Era tão bom que era chamado de “Enciclopédia”. No fim de carreira atuou como zagueiro, mas na Seleção sempre foi lateral-esquerdo. Aqui posto um pedaço de uma entrevista dele no programa do Jô Soares, ainda quando era exibido no SBT.

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PostHeaderIcon Fluminense, Como Se Não Houvesse Amanhã

Tem um tempinho aí que eu planejava escrever algo sobre o Fluminense. Mas esperei a definição do novo (mesmo) presidente do clube. O Siemsen continua. Dentre suas promessas pra o novo mandato destaco a construção de um CT, a ampliação do programa de sócio-torcedor e a separação entre o futebol e o esporte amador. Não esquecendo, obviamente, de ampliar a relação com a patrocinadora, Unimed.
fluminense siemsen
Sei que só uns 3 mil sócios votaram na eleição do Fluminense. Assim como na maioria dos clubes brasileiros. Mas não sei se o resultado seria diferente se o torcedor comum votasse. Ainda mais com o recente anúncio do retorno do Conca (que não é o Messi). Confesso que não entendi nada. Nem parece que o Fluminense está lutando pra escapar do rebaixamento. Ou que teve um desempenho pífio em todos os campeonatos deste ano. Talvez poucos tenham se importado com a relação promíscua entre o ex-vice do clube e a patrocinadora. Muito menos com a debilidade da gestão do Peter Siemsen. Creio que o último título brasileiro ainda está na memória da maioria.

Acontece que boa parte da responsabilidade pela atual situação do Fluminense cabe à administração do Siemsen. Errou feio na montagem do elenco (desfigurado em boa parte) e na demissão e contratação de técnicos. O aspecto financeiro também vai mal, apesar da polpuda verba de patrocínio. Fala-se até em atrasos de salários, dos que recebem pelo clube. Mesmo o programa de sócio-torcedor, que pretende revitalizar, anda bem devagar. E o esporte amador, praticamente não existe.

Mas o ponto crucial da gestão do clube é a relação com a Unimed. Se a gente analisar o período total, o valor investido e os resultados práticos… É muito pouco! É pouco sim, ainda que o torcedor tenha festejado alguns títulos eventuais. Mas títulos o Flu já conquistava, e sem a Unimed. Craques vão e vem. Não mudou muito. A dívida só fez crescer, igual a dos rivais estaduais. Estádio nem pensar, o Flu ainda foi o primeiro a aceitar a oferta da concessionária do Maracanã. A base, em Xerém, já viveu dias melhores. E não creio que esteja melhor que a do Flamengo e Botafogo, só que o Vasco.

Também não dá pra comparar a relação entre o Fluminense e a Unimed com a antiga parceria do Palmeiras com a Parmalat. No acordo do Palmeiras a gestão do futebol estava claramente com a empresa parceira. Tudo em contrato. E com resultados bem melhores. Ainda que a SEP tenha sofrido bastante após o término da parceria.

No caso do Fluminense o mais preocupante é o futuro do clube no dia em que a Unimed parar de bancar as contas. Não usaram o período de vacas gordas para se organizar ou investir na estrutura. Nem para reduzir a dívida. Ajuste que o Flamengo tenta realizar; se vai de fato, é outro papo. Mas o Tricolor carioca age como se não houvesse amanhã. Mas o amanhã vai chegar. E a “casa” do Flu não está arrumada. Pelo contrário.

E se o Fluminense for rebaixado, é merecido. Que sirva de lição. Se é que vai servir.

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PostHeaderIcon O momento “mais do mesmo” da ESPN

Mais uma rodada de Liga dos Campeões deve acontecer nessa semana e o discurso de quem transmite os jogos na TV brasileira é sempre o mesmo: ” Veja Neymar e Cristiano Ronaldo em sua tela”. Ou então Messi, que não joga mais esse ano. Ou ainda: “veja os brasileiros atuando por aqui!”. Ok, entendo que na maioria das vezes são jogadores de alto nível e que causam repercussão, mas acho de uma pobreza extrema as TVs que transmitem os jogos se basearem apenas neles para tentar angariar audiência. Da TV aberta eu até espero esse tipo de comportamento, mas vejo que isso acontece cada vez mais nos canais ESPN, que passa por um momento um pouco discutível.

Cada vez mais enxergo uma tentativa forçada de popularização por parte do canal administrado pela Disney. A prioridade de buscar audiência no lugar de priorizar os eventos mais interessantes às vezes chega às raias do absurdo. No caso dessa próxima rodada da Champions, o jogo mais interessante, no meu modo de ver, será entre Borussia Dortmund x Napoli, mas essa partida foi relegada apenas à ESPN +, canal em HD o qual nem todos têm acesso. O mais incrível é que outros eventos também já foram deixados apenas para serem transmitidos por lá como o Paulista Masculino de Basquete, Campeonatos Estadunidense e Mexicano de futebol, entre outros. Deram um extremo espaço para o Bate-Bola, que é um programa que apresenta debates de qualidade, e que possivelmente dá mais audiência do que alguns desses eventos citados, mas penso que isso é algo que depõe contra a emissora que, junto à essa situação, convive com uma extensa perda de eventos. espn brasil 2 bola parada

EuroLiga de Basquete, Liga Nacional de Handebol, Roland Garros, Campeonato Italiano, “meio” Campeonato Inglês (dividido com a FOX), e futuramente Campeonato Holandês (na próxima temporada irá para a FOX) e o Campeonato Alemão (vai para a FOX na temporada 2014/2015). Por mais que a ESPN se sustente em uma boa equipe, principalmente de comentaristas, perder tantos eventos e, ainda por cima, tentar sair um pouco da linha que fez o canal ser mais reconhecido, que é de ser mais crítica e analítica com a maioria dos temas, não me parece formar o melhor dos caminhos para a emissora. Talvez um pouco desse problema passe por algo que sempre observei por lá: a diferença de opiniões que causa alguns contrastes.

Para um canal que preza tanto a qualidade na opinião, não deixa de ser um contra-senso manter Fernando Calazans na bancada do Linha de Passe, que pode até ser um bom colunista de jornal, mas se mostra totalmente desatualizado para participar de um debate televisivo. Isso sem contar a presença de Juca Kfouri, que cada dia mais lembra o Chico Lang no abuso do seu corinthianismo. Para quem busca seriedade na informação não deixa de ser estranho dar tanto espaço para algo como o “Fala Sério”, programete exibido no site da emissora, que caberia mais como um esquete do Zorra Total. E para quem era tão contra comentaristas de arbitragem, fica bem esquisito contratarem o ex-árbitro Sálvio Spínola Fagundes Filho para ser “consultor” do canal. É uma ação que não acrescenta grande coisa pois, de modo geral, esses ex-juízes comentaristas pouco acrescentam e tentam apenas justificar os erros dos seus pares.

Penso que em termos de material humano, os canais ESPN podem tentar reverter esse momento e voltar a ser uma alternativa verdadeiramente diferente em termos de transmissão e qualidade jornalística. Em alguns momentos isso ainda aparece, como na ótima série “Memórias do Chumbo” feita pelo Lúcio de Castro. Mas no dia a dia, com uma concorrência cada vez mais acirrada, a emissora tem de tentar manter suas atrações principais, valorizá-las e buscar novos (e bons) eventos, mas sem que isso represente perda na capacidade crítica que sempre marcou o estilo da maioria dos integrantes de sua equipe. Vamos ver se, com a chegada da preparação para a Copa, o canal volta a se acertar.

* * * * *
Do Esporte Interativo já falei um pouco em outra coluna, e dele não espero tanto em termos de melhora. Não vou falar muito do canal hoje, só fazer um registro de (mais uma) transmissão mambembe feita por lá: o VT da final da Copa Paulista entre São Bernardo e Audax, que foi exibido no último domingo (24/11) pela manhã. Já vi transmissões ruins, mas essa certamente está entre as piores. Uma dupla de transmissão (Octávio Neto e Henrique Marques) extremamente empolgada de forma exagerada (além de ser bem fraquinha), e uma qualidade de imagem bizarra; parecia uma transmissão pirata tirada da internet. Além do mais, transmitem uma competição só na final, e ainda mais em VT, quase que sem anunciar nada, ou seja, algo bem improvisado (o que é bem a cara do canal).

Vendo esse tipo de coisa na TV aberta, não chega a ser difícil imaginar porque temos de manter a esperança na melhora da ESPN e também por parte da FOX e do Sportv pois pelo visto, o que vai ser entregue a quem não tem TV por assinatura será sempre algo de qualidade discutível. Infelizmente.

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PostHeaderIcon São Paulo x Botafogo, Semifinal de 81

A seção Nostalgia Futebol Clube anda meio devagar, os assuntos cotidianos acabam ocupando a nossa atenção. Mas, aproveitando o jogo de hoje, entre São Paulo e Botafogo, vou reviver uma partida histórica. Foi pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 81. O Botafogo havia vencido o primeiro jogo, no Maracanã, por 1×0, e jogava pelo empate.

Além dessa vantagem, o Botafogo conseguiu fazer 2 gols no Morumbi, marcados por Jérson (com “J”) e pelo meia Mendonça. Antes do intervalo Serginho Chulapa diminuiu para o Tricolor. Então começou a polêmica envolvendo a arbitragem. No vídeo dá pra ter uma noção do ocorrido. Dizem que o juiz, Bráulio Zanoto, foi ameaçado por seguranças do SPFC. No 2º tempo o Botafogo teve um jogador expulso e viu o São Paulo virar para 3×2, com dois gols do meia Éverton. Assim o Tricolor chegou à final, quando enfrentou o Grêmio. O time gaúcho venceu os 2 jogos e o Brasileirão de 1981.

Os destaques do Botafogo eram o goleiro Paulo Sérgio, Perivaldo, Rocha e Mendonça. O elenco do São Paulo contava com Waldir Perez, Dario Pereyra, Oscar, Éverton, Renato, Serginho Chulapa e o ponta Zé Sérgio.

Assistam os lances principais e alguns depoimentos sobre o jogo:


São Paulo 3×2 Botafogo – semifinal do Brasileirão de 1981

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PostHeaderIcon O craque de ontem, o fracasso de hoje e a pressa de sempre

A Seleção Brasileira atuou pela última vez em 2013 e venceu o Chile por 2 a 1. É notável que com Felipão no comando técnico o time conseguiu jogar um futebol mais ofensivo e principalmente atuar com mais vontade e competitividade, sendo o ponto alto a conquista da Copa das Confederações. O grupo para a Copa está quase definido, mas não falarei de cada posição nesse texto, será algo mais para a frente. Quero abordar as constantes mudanças de posições por parte da nossa mídia esportiva.lucas bola parada

Até o começo do ano Lucas era visto como uma nova joia do nosso futebol. Após sua transferência do São Paulo para o Paris Saint-Germain da França alguns jornalistas chegaram a dizer que ele estava se desenvolvendo muito mais rápido e de maneira muito efetiva do que Neymar! Inclusive em fevereiro foi feita uma comparação até um pouco preconceituosa por alguns. Diziam que, enquanto Lucas jogava contra o Barcelona no Camp Nou pela Champions League Neymar, ainda atuando pelo Santos, estava perdendo tempo ao jogar no Piauí pela Copa do Brasil.

Com o passar do tempo, talvez até pelo fato do atual camisa 10 da Seleção ter ido jogar pelo Barça, a situação mudou totalmente. Neymar voltou a ser tratado como gênio e expoente da nova geração (de forma merecida, diga-se). Lucas, antes exaltado, hoje é criticado e praticamente colocado para fora da Seleção que vai disputar o Mundial em casa em 2014. Não que o ex-são paulino deva ser imune às críticas; de fato ele não tem jogado tão bem no time francês, mas chega a ser irritante ver como muitos que o endeusavam agora o criticam de forma veemente. Nem levam em conta o fato dele ter chegado no meio de um temporada em outro país e não ter tido férias completas no meio do ano, pois veio disputar a Copa das Confederações. robinho bola parada

Nesse vácuo causado pela não convocação de Lucas, tivemos o retorno de Robinho à Seleção para os amistosos contra Honduras e Chile. Até a Copa de 2006 o ex-santista era visto quase como um novo Pelé por vários jornalistas e alguns marqueteiros travestidos de jornalistas (sem contar os ex-boleiros boçais). Inegavelmente a expectativa que foi falsamente criada em torno do pequeno Robson não foi correspondida por essa mídia que adora exaltar num dia e destruir no outro e por isso ele virou o símbolo do jogador mascarado e descompromissado. Porém ao voltar a vestir a camisa da Seleção, por apenas duas partidas, ele já é dado como nome certo na Copa, mesmo por alguns que o criticavam até outro dia!

Como disse a respeito do Lucas, ninguém deve ser blindado para não receber críticas, desde que as mereça. O que me incomoda é essa mudança de pensamento quase que automática e baseada apenas em resultado. No meu modo de ver Robinho, se não é um gênio, também não foi um fiasco completo na Europa (apenas no Manchester City ele jogou muito mal mesmo). Ele pagou pela alta expectativa e foi execrado de forma exagerada, assim como exagerados eram os elogios desmedidos que recebia a alguns anos atrás.

Transpondo um pouco a questão para a eleição do “Melhor jogador do Mundo”, já vejo alguns colocarem Cristiano Ronaldo bem acima de Messi por causa de uma temporada em que o argentino sofreu muitas contusões. Como bem disse o Marco em um texto aqui no blog, a pressa em escolher um craque vendável para a mídia faz com que tentem de todo modo criar novos ídolos, mesmo que não exista espaço para tantos. Como também disse o ex-jogador e atual comentarista Tostão neste texto, a sociedade “quer lucrar e consumir rapidamente o talento dos craques”.

Ao vermos tanta mudança de opinião penso que o jornalismo esportivo deveria ser mais analítico e menos passional para discutir a capacidade de cada jogador e não mudar de opinião como quem muda de camisa. Não existe craque que não passe´por momentos ruins e também não adianta querer fabricar um gênio só para depois tentar destruí-lo. Sei que é difícil que isso venha a acontecer, mas o futebol deve ser analisado além dos resultados e da vontade de se criar ídolos.

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